Associação Gnóstica de Brasília

C. G. JUNG E O GNOSTICISMO

C. G. JUNG E O GNOSTICISMO   Entre os pensadores e psicólogos modernos que demonstraram grande interesse pelo Gnosticismo, certamente C. G. Jung merece destaque. Nos anos 1950, Jung foi fundamental para trazer atenção para a Biblioteca Gnóstica de Nag Hammadi, pois ele havia percebido que a visão gnóstica do mundo possui profunda relevância psicológica. Quem decide compartilhar deste mesmo interesse e desta mesma visão de Jung sobre o Gnosticismo e sua relação com o psiquismo humano, logo é obrigado a deixar de vê-lo como criador de uma abordagem psicológica para enxergá-lo como uma espécie de tradutor do Gnosticismo para a linguagem da Psicologia. Uma breve pesquisa revela que não faltam acadêmicos e especialistas que estejam familiarizados com os incríveis paralelos entre o pensamento Junguiano e a visão cósmica e psicológica dos antigos gnósticos. Enquanto alguns falam do primeiro como um gnosticismo psicológico, há quem se refira ao segundo como uma prefiguração das ideias Junguianas. É possível que Jung tenha sintonizado as mesmas camadas profundas da psique que os gnósticos até hoje acessam, vislumbrando o encontro entre o consciente e o inconsciente como um evento psíquico profundamente transformador do ser humano e capaz de curar todas as suas dores e sofrimentos. Esse vislumbre se cristalizou em sua obra. A essência do paralelo existente entre Gnosticismo e Psicologia Junguiana é explicado pelo próprio Jung, em seu livro “A Estrutura e Dinâmica do Eu”:   “A gnosis é, sem nenhuma dúvida, um conhecimento psicológico cujo conteúdo deriva do inconsciente. Atingiu suas percepções concentrando-se no “fator subjetivo”, que consiste empiricamente na influência demonstrável que o inconsciente coletivo exerce na mente consciente. Isso explicaria o espantoso paralelismo entre o simbolismo gnóstico e as descobertas da psicologia do inconsciente” (1979, p. 223).   Para entender objetivamente esta questão, precisamos estabelecer com clareza um fundamento: as leis e os princípios de nosso psiquismo são sempre os mesmos, não importa a época ou a cultura em que vivamos. Os gnósticos, há cerca de dois milênios, olharam para estas leis e princípios e construíram uma visão filosoficamente elaborada e complexa para compreender a Deus, a criação do Universo e do Homem, a situação do Homem diante deste Universo, de si próprio, de suas origens e de seu fim, e a maneira de superar dores e sofrimentos para chegar à felicidade. Por sua vez Jung, nascido e criado no último quarto do século XIX em um ambiente protestante, formado em medicina e instruído pela psicanálise, olhou também para estas mesmas leis e princípios, tanto em seus pacientes como em si mesmo. Tomando as formas conceituais aprendidas em sua formação, especialmente a científica, desenvolveu teoria e prática que pretendiam explicar o inconsciente, o surgimento do consciente, o confronto entre ambos, e um caminho de desenvolvimento interior – chamado individuação – que consistia em uma integração psicológica fundamentada no encontro harmonioso entre o inconsciente e o consciente, que exige autoconhecimento profundo – Gnosis – e que conduz à extinção da ignorância e das doenças psíquicas, e à experiência da plenitude. São dois olhares, separados pelo tempo e pelo espaço, para o mesmo fenômeno. São duas concepções, distintas e semelhantes ao mesmo tempo, da maneira como podemos responder às angústias mais profundas do ser humano. Jung e os gnósticos são médicos da alma: entendem as dores e oferecem o tratamento para o sofrimento. Giordano Cimadon é Psicólogo e Instrutor da Sociedade Gnóstica Internacional (SGI).

Encontro de sabedoria entre a medicina acadêmica e gnóstica

Encontro de sabedoria entre a medicina acadêmica e gnóstica   Sem dúvida nos encontramos em tempos onde a humanidade está sofrendo cada vez mais com milhares de enfermidades, desde um simples resfriado até o câncer. Existem pesquisas alertando que, para o ano de 2030, alguns tipos de câncer aumentarão em 75%. Especialistas afirmam de forma temerária que a geração atual de crianças será a primeira que não verá morrer seus pais. Na atualidade, cerca de 15,5 milhões de americanos tomam, há mais de cinco anos, antidepressivos: o dobro de pessoas que em 2010 e o triplo que no ano 2000. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Enfermidades, cada dia morrem 91 americanos por overdose de substâncias opiáceas. Na Argentina, no ano de 2017, o Sindicato de Farmacêuticos e Bioquímicos informou que foram consumidos 112 comprimidos de ansiolíticos por segundo. Sem dúvida, algo está acontecendo na humanidade, as doenças físicas e os desequilíbrios mentais têm se multiplicado bruscamente. Conservar a saúde hoje em dia é um privilégio para poucos. Os fatos empíricos nos demonstram que quando falamos de enfermidades e a origem delas, o tema é muito mais complexo. Existem um leque de possibilidades que podem levar uma pessoa a adoecer, mas esse é um tema que não desenvolveremos nesta exposição. Sim! podemos afirmar que nem todas as doenças têm como origem uma má alimentação ou o abuso de um órgão. A temática é muito mais profunda e complexa. Hipócrates, grande cientista e médico, afirmava de forma certa: “Que seu alimento seja sua medicina e que sua medicina seja seu alimento”. Enquanto nós, diariamente, recorramos a alimentos naturais e orgânicos que nos provê a mãe natura, certamente estaremos fornecendo a nosso organismo físico e a sua vitalidade um alimento de qualidade. Seguramente o nosso corpo agradecerá. Dessa forma, nossas funções físicas e vitais aumentarão notavelmente. Mas, como recém afirmamos, existem enfermidades que vão mais além da correta alimentação ou não. Vejamos um exemplo: Temos um bebê que nasceu em perfeito estado de saúde e aos 6 meses, logo depois de alguns exames que foram realizados, devido a manifestações reiteradas de febre (aparentemente sem motivo), descobrem que tem infecção urinária. É possível que uma pessoa extremamente voltada à medicina natural decida recorrer a medicamentos naturais, ervas, etc. para tratar a infecção. Assim, existem procedimentos naturais e esses poderiam sim ajudar o bebê, a infecção, porém, por sua gravidade e a maneira veloz que se reproduzem as bactérias, com certeza poderia prejudicar seriamente seus rins, e é aqui que devemos utilizar necessariamente às opções que nos brinda a medicina oficial para erradicar a infecção. Da mesma forma, quando em uma intervenção cirúrgica necessitamos de certos medicamentos para que a área afetada pela cirurgia não se infeccione e possa se recuperar, etc. As terapias naturais cumprirão uma função destacada nessa etapa, ajudando a desintoxicar o corpo e o protegendo de qualquer efeito secundário da medicação. Para finalizar, podemos dizer que ante uma enfermidade é muito importante que saibamos fazer um sábio uso da medicina natural e oficial. Cada uma cumpre sua função, tem suas vantagens e desvantagens, propriedades, e ambas se complementam mutuamente. Bautista Manuel Rutilo mora em Mendonza – Argentina. É Conferencista, Diretor da Associação Científica Cultural de Estudos Naturalistas Parapsicológicos e Antropológicos e da Igreja Argentina Samaeliana de Amor a Cristo.

Tai Ji Quan e o Retorno ao Supremo Equilíbrio

Tai Ji Quan e o Retorno ao Supremo Equilíbrio   A arte marcial interna que hoje conhecemos como Tai Ji Quan surgiu na China por volta de 1300-1400 d.C., nas montanhas Wudang, um dos locais sagrados para o Taoísmo. Sua criação é atribuída ao monge Zhang San Feng (1247-1447), grande conhecedor de Artes Marciais e de Alquimia, que um dia observou um combate entre um pequeno pássaro e uma serpente. Conta-se que, a partir de suas observações dos movimentos que ave e víbora faziam e de seu conhecimento marcial, codificou uma série de posturas que tinham como objetivo equilibrar a energia interna dos praticantes, nas quais se destacava a suavidade, com ênfase no poder interno e na sabedoria, em contraposição às formas de luta que utilizavam a força. Esses exercícios traziam benefícios para a saúde, para o equilíbrio emocional e mental, para a consciência individual e proporcionavam o desenvolvimento de uma consciência universal. Zhang San Feng ensinou esses exercícios para Wang Zong Yue (século XV), que os ensinou a Jiang Fa (1574-1655), que os repassou para Chen Wang Ting, do povoado de Chenjiagou.  Essa prática permaneceu dentro da família Chen até que Chen Chang Xing (1771-1853), ensinou-as pela primeira vez a uma pessoa de fora da família, Yang Lu Chan.  A partir de então o Tai Ji Quan se difunde entre outras famílias em diferentes localidades, e surgem os cinco principais estilos familiares: Chen, criado por Chen Wang Ting (1580-1660) Yang, criado por Yang Lu Chan (1799-1872) Wu, criado por Wu Jian Quan (1870-1942) Wu Hao, criado por Wu Yu Xian (1812-1880) Sun, criado por Sun Lu Tang (1861-1932) O Tai Ji Quan só recebeu este nome por volta de 1800, não se sabe exatamente como, são várias as histórias. Até então havia sido conhecido como Punho de Algodão e Punho das Sombras, no sentido daquele que enfrenta sua própria sombra. O termo Quan significa Punho, que era como as formas de luta de mão eram conhecidas, tendo sido traduzida pelos ingleses como boxe. O termo Tai Ji quer dizer Supremo Equilíbrio, e faz parte da cosmologia taoísta. Do imanifestado Wu Ji, o Vazio, surge a manifestação, inicialmente como Tai Ji, o Supremo Equilíbrio. Além de uma forma de defesa pessoal, o Punho do Supremo Equilíbrio é um caminho para o retorno ao Supremo Equilíbrio de onde fomos originados. GEORGE A. PEEL tem Formação em Medicina Tradicional Chinesa com especialização em suas Práticas Corporais. Instrutor e diretor fundador do Instituto Gnóstico Interdisciplinar em Santos/SP – IGNIS.

SERVIR: A MEDICINA DA ALMA – A CURA PELA CARIDADE

SERVIR: A MEDICINA DA ALMA – A CURA PELA CARIDADE –   O ser humano é vitima de sua própria inconsciência. Ignorando a saúde, arroja-se aos abismos da doença; cego à bem-aventurança, mergulha nas profundezas da infelicidade e da dor. Em seu profundo adormecimento e avassalado por ignóbeis paixões,  passa pela vida de forma dramaticamente mecânica, como um tronco de árvore jogado em temperamental oceano. Levado pelas correntes marítimas, ora está parado, em imperceptível movimento; ora se agita revolto, levado pelas tempestades; ora submerge; ora é impulsionado para o alto e volta a cair nas águas do grande mar, completamente despido de vontade própria. Assim é ‘o animal intelectual equivocadamente chamado ser humano’ – epíteto conferido e tantas vezes repetido pelo contemporâneo sábio gnóstico Samael Aun Weor.  Adormecido e subjugado por paixões bestiais, o ser humano se enreda numa fatal saga de doença, e o projeto divino do microcosmo teima em estacionar na alucinação de uma tragédia sem fim. Contumaz cultivador de baixos padrões vibratórios, é sequestrado por correntes energéticas que o carrega a ilusórios e efêmeros prazeres, cuja contraface inevitável é a dor, na maioria das vezes, vestida de doença. E assim, deixa de aproveitar as correntes benfazejas para promover seu aprimoramento até que decide se rebelar. Nesse processo de despertar da Consciência, os primeiros passos são dados às escuras. No exercício de Fé, aqueles que se rebelam contra a situação de miséria em que se encontram constumam seguir o conselho dos grandes mestres, mesmo que, inicialmente, não os compreendam. Uma dessa redentoras lições, reiteradamente predicadas pelos Luminares do Mundo, é a grandiosa cátedra da Caridade. Jesus, Francisco de Assis, Samael Aun Weor, Paracelso, Buda e tantos outros aconselharam o serviço ao próximo como um dos pilares do auto-aperfeiçoamento e da conquista da elevação espiritual. Mergulhados nesse grande oceano energético, quando nos entregamos conscientementes às elevadas e poderosissimas correntes vibracionais da Caridade, elevamos nosso padrão vibracional, permitindo não somente escapar do círculo deletério do prazer-doença, imunizando-nos contra muitos males, mas também contribuimos para equalizar as baixas energias emanadas pelos nossos irmãos sofredores, garantindo a estabilidade energética do próprio planeta. E o que dizemos não é romantismo místico ou idealismo delirante. É irrefutável realidade, desvendada paulatinamente pelos acadêmicos. No âmbito da Quântica, David R. Hawkins, a partir de estudos elaborou uma tabela em que identifica o nível vibracional de cada sentimento/emoção, verificando que quanto mais elevado o sentimento, maior a vibração em Hertz e maior o nível de consciência da pessoa que o vive. Por essa tabela, o Amor, no seio do qual podemos inserir a Caridade, tem a elevadíssima frequência de 500Hz, enquanto, no extremo mais baixo da mesma tabela, encontramos a vergonha, com a reduzida vibração de 20Hz. Segundo Hawkins, quanto mais nobre a emoção/sentimento, maior a vibração da pessoa que a cultiva e maior seu nível de Consciência. Outro aspecto estudado pelo acadêmico é o do equilibiro dessas cargas vibracionais emitidas pelo conjunto da humanidade. Em suas pesquisas, verificou que uma pessoa que vibra todo o tempo na frequência do Amor (500Hz) tem força para contrabalançar, isto é, anular a energia de 750.000 pessoas que vibram em níveis baixos de negatividade, como, por exmeplo, no sentimento da Apatia (50Hz). Em quadrante mais interno de compreensão, a Caridade tem o poder de eliminar seculares dívidas contraída por nossa Alma em sua longa peregrinação. Conforme nos elucida a Gnose, a Lei do Karma é abrandada e até afastada pelas boas obras praticadas pelos endividados. O Altíssimo não é vingativo, sádico ou cruel. Ele é, sim, Justiça, Misericórdia e Amor. Desse modo, quando o filho desviado aprende a lição e retifica sua conduta, o castigo não mais se faz necessário. À luz da Suprema Justiça, que sentido teria executar a pena capital ao homicida que, retificado, passou a salvar vidas? Acalma o Leão da Lei, equilibrando os pratos da Balança por meio de boas obras.   Josias D’Olival Junior e Sueli Andrade D’Olival são Instruntores e Coordenadores do Voluntariado  Servir – VOLSER da Associação Gnóstica de Brasília – AGB

RADIESTESIA – CIÊNCIA E SAÚDE

RADIESTESIA – CIÊNCIA E SAÚDE   A radiestesia é a técnica que permite a percepção consciente da energia em suas mais variadas manifestações, através do desenvolvimento da sensibilidade do Radiestesista. Ao contrário do que muitos imaginam a radiestesia é algo muito antigo, sendo encontrada práticas radiestésicas entre diversos povos do passado como os chineses e egípcios. Os chineses estudaram profundamente a Geobiologia, a prospecção mineral e hídrica. Entre os egípcios a Radiestesia alcançou um refinamento fantástico ao menos em uma de suas vertentes, as EDFs (Emissão devido as formas); construções como as pirâmides atestam um avançado conhecimento das propriedades da forma, foram encontrados também objetos que foram usados como pêndulos e que possuem características muito interessantes. Entre os romanos utilizava-se a vara tipo forquilha, entre eles também se encontram as primeiras descrições do uso do pêndulo, a Radiestesia era usada, entre outras coisas, para fins militares, como a escolha dos locais para montar acampamento, avaliar a segurança e encontrar água. Existem diversos instrumentos que são usados na prática radiestésica, sendo o mais famoso de todos o pêndulo, dado a facilidade de manuseio com que ele é dotado, o baixo custo para obtê-lo e a precisão de resultados. Entre os diversos usos possíveis da arte elencamos alguns: Geobiologia, pesquisas hídricas (busca de água, cálculo de profundidade e testes de qualidade da água), busca de minerais diversos, detecção dos melhores locais para trabalho e repouso, localização de pessoas e objetos desaparecidos, pesquisas de personalidade, análises vibracionais de sistemas, órgãos, chacras e outros aspectos físico energéticos, compatibilidades e suscetibilidades alérgicas a alimentos, remédios, locais, radiações e outras, análise sobre a conveniência de intervenções terapêuticas, remédios vibracionais e sistemas de tratamento, pesquisas parapsicológicas, diversas pesquisas no âmbito empresarial, dentre outras. A radiestesia com foco na área terapêutica busca as informações (diagnóstico) basicamente no campo vibracional da pessoa, na Aura, nos Chacras, nas emoções e pensamentos, ou seja, em toda a estrutura energética que compõe a totalidade do indivíduo. Podemos dizer, a grosso modo, que a diferença entre a visão holística adotada pela radiestesia e o modelo médico atual se baseia no fato que, enquanto o edifício médico está estruturado em um modelo físico-químico, a terapia holística se baseia em um modelo energético que está além das possibilidades de estudo atuais da primeira. A base da medicina é composta de três disciplinas, a saber: Anatomia – Estudo sobre as estruturas e sistemas biológicos; a Fisiologia – Estuda as diversas funções mecânicas, físicas e bioquímicas nos seres vivos, ou seja, estuda o funcionamento dos organismos e a Bioquímica – Ciência que estuda os processos químicos que ocorrem em organismos vivos. Por muito tempo se acreditou que o estudo médico deveria ser concentrado apenas nestas três áreas, mas com o avanço das pesquisas, a própria medicina começou a compreender que fatores psicológicos e emocionais também influenciam os estados físicos, fortalecendo ou enfraquecendo o sistema imunológico. Desta forma, além das três disciplinas mencionadas acima, surgiu um novo campo de estudo e aplicabilidade, chamado Psiconeuroimunologia, que já faz parte da base médica moderna. Desde meados do século XX que trabalhos científicos indicam que a emoção é algo concreto e se expressa nas alterações da fisiologia do corpo humano. Cada emoção tem um componente muscular, comportamental, bioquímico, e uma função de sobrevivência. Elas atuam como eventos que informam e estimulam o organismo a liberar substâncias, tais como as catecolaminas, a adrenalina ou a noradrenalina. Mas o cérebro não diferencia entre um estímulo real e outro simbólico. Cabe, então, à psicologia compreender que tipo de informação que está chegando e sendo difundida para o corpo. É importante entendermos que, apesar de toda propaganda de aplicabilidade da radiestesia na área terapêutica, ela em si mesmo não é uma terapia, mas uma ferramenta que pode ser utilizada na saúde, bem como ser empregada em outros ramos do conhecimento humano. Um agricultor por exemplo, pode utilizar a técnica para a escolha das sementes, pesquisa do solo ou identificação de pragas, já um cozinheiro para a escolha de legumes, detecção do ponto certo de cozimento ou dosagem de temperos. Da mesma forma, um radiestesista que queira aplicar sua arte na escolha de florais deve possuir, antes de mais nada, uma base do sistema, conhecer os principais remédios e suas aplicações, bem como seus efeitos. Ou seja, independente da área de atuação um radiestesista deve basear seu trabalho em um conhecimento prévio do tema, isto é importante por vários motivos. Ademais, a radiestesia não substitui o conhecimento, amplia-o. O que a maioria nunca considerou é que a radiestesia fornece informações pormenorizadas, sendo possível por exemplo detectar não só que um órgão ou chacra está em desequilíbrio, mas indicar de forma rápida a gravidade do mesmo, a natureza do problema, as causas envolvidas e as soluções existentes. A maioria das técnicas holísticas necessitam que o terapeuta seja capaz de identificar distúrbios, traços de personalidade e outros fatores importantes, muitas vezes isto é realizado através da anamnese ou de entrevistas pessoais, porém em ambos os casos é comum que informações importantes passem despercebidas por longos períodos, seja pela falta de sinceridade do consulente ou pelo fato de nem ele mesmo se conhecer bem. A radiestesia, contudo, pode fornecer informação direta através de suas medições e acesso ao inconsciente do indivíduo. Em Radiestesia, após a fase de diagnóstico, é muito utilizado os chamados corretores, um termo que designa qualquer elemento utilizado para corrigir algum desequilíbrio energético, mas o termo é normalmente empregado quando relacionado a elementos que, por sua vez, também possuem princípio de ação vibracional. Como exemplos de corretores temos os Florais de Bach, os cristais, remédios Homeopáticos ou as cores, deixando claro que estes são apenas algumas das possibilidades, existindo muitas outras. Na verdade, cada radiestesista trabalha com um determinado conjunto de corretores. Porém, para o sucesso na escolha e para obtermos resultados efetivos devemos ter conhecimento técnico daqueles que pretendemos utilizar.   Cleberson Richardes Corrêa é militar, instrutor e vice-presidente da Associação Gnóstica de Brasília.

Metafisica do SER – Cura pela Consciência.

Metafisica do SER – Cura pela Consciência.   Estamos vivendo momentos de crise em nosso planeta. A crise humana hoje gera seu reflexo na sociedade, na natureza, no clima…no Planeta. A Tecnologia gera uma “realidade” aparente e ilusória. Os seres humanos nunca estiveram tão distantes de sua própria verdade. Hoje, somos vítimas do medo, do ego e da mente. O medo é confundido com precaução, a mente é confundida com consciência e o ego é confundido com a expressão do SER. Nos tornamos previsíveis e mecânicos, permitimos que as impressões das mídias controlem nosso comportamento, gostos, gêneros e pensamentos. Reclamamos, culpamos Deus, as pessoas, nossa situação, …nos impomos duvidas: Se DEUS existe como ele pode deixar que coisas terríveis aconteçam? É hora de acordar. Falar de Metafisica parece ser um assunto cientifico e tratado por cientistas. Alguns tentaram colocar Metafisica dentro da psicologia oficial, outros tentaram integra-la a praticas esotéricas ou criando terapias “revolucionarias”. Na Verdade, a Metafisica do SER sempre esteve à disposição dos seres humanos, pelo menos daqueles que buscavam algo profundo, livre de dogmas, sem intermediários, sem templos ou promessas improváveis. Para o exercício da Metafisica do SER precisamos reconhecer que o Infinito invisível, Deus ou a Divindade é a única realidade que existe. “No princípio era o Verbo, e o Verbo era com Deus, e o Verbo era Deus… E o Verbo se fez carne…” “O Verbo se fez carne”— mas ainda é o Verbo. Não mudou sua natureza, sua qualidade ou substância por ter-se feito carne. A Causa tornou-se visível como efeito, mas a essência ou substância continua sendo o Verbo, o Espírito ou Consciência. ” Podemos compreender que não há um universo espiritual e um universo material, mas sim que o que nos é apresentado como o nosso mundo é o Verbo feito carne, o Espírito tornado visível, ou a Consciência que se expressa como ideia. Tudo o que existe possui em sua substancia as partículas amorosas da divindade, os átomos. Os átomos estão presentes em todas as dimensões, expressões e manifestações da graça de Deus. Em cada célula e molécula do nosso corpo temos trilhões de átomos ressoando em harmonia ou desarmonia. Todas as harmonias ou desarmonias que ressoamos para o universo constroem o que nossa mente nos convence ser a realidade. Porém, podemos buscar a VERDADE ou melhor reconhecer a VERDADE. Não existe VERDADE fora de nós, o exercício da Metafisica, esse conhecimento da Sagrada Gnosis, sempre esteve presente, sendo transmitida por diversos Messias que vieram ao nosso mundo. De todas as práticas transmitidas nas mais diversas civilizações, temos as orações e meditações como praticas fundamentais. As orações sempre foram mal compreendidas pela humanidade. Normalmente buscamos as orações para pedir coisas. Temos uma ideia de que DEUS pode ser influenciado por nós, de que DEUS está separado de nós. A Verdadeira Oração é o Silencio da mente. Somente com uma postura receptiva de nos silenciar e ouvir a Consciência é que as manifestações do Cristo podem acontecer. Mais distante da sociedade ocidental está a meditação. A Meditação é tratada como misteriosa, tediosa e sem sentido num mundo onde tudo tem pressa. A Meditação é o próximo degrau de prática após reconhecermos a atividade do Cristo na Oração. É na Meditação que todos os nossos átomos encontram a harmonia constante. É na meditação contemplativa que estabelecemos fluxo direto com o Cristo, o Infinito Invisível, a manifestação da Verdade que reside em cada essência, em cada ser humano. A Felicidade integral do SER, nunca estará em situações ou coisas transitórias da vida…apenas na expressão dos átomos cristificados dentro de nós mesmos. A Verdadeira Cura é Harmonia, e somente existe a verdadeira harmonia, amor,  e prosperidade na expressão da ressonância amorosa do Cristo. A Metafisica do SER é uma pratica que traduz os princípios da física quântica nos sagrados conhecimentos e ensinamentos transmitidos ao mundo por diversos Avataras. Porém, não apenas conhecimento intelectual, mas conhecimento que precisa ser praticado para que a Consciência possa remover a limitação aparente imposta por nossas mentes. A Metafisica do SER é desmistificação dos conceitos quânticos na Luz da sagrada Gnosis. Wanderson Gomes da Silva atua profissionalmente como Arquiteto de Softwares e analista de processos. É instrutor gnóstico a mais de 10 anos.

A MEDICINA GNÓSTICA DE SAMAEL AUN WEOR

A MEDICINA GNÓSTICA DE SAMAEL AUN WEOR   A medicina e a psicologia acadêmicas têm grande aplicação na atualidade, mas elas não alcançam o diagnóstico e a terapia dos corpos mais sutis do ser humano. Segundo diversas tradições o ser humano possui sete anatomias (corpos físico, etérico, astral, mental, consciencial, anímico e espiritual) e sete fisiologias, as quais, se em desequilíbrio, podem somatizar doenças. Em cada ser humano estes veículos de manifestação possuem seus alimentos, venenos, exercícios e diferentes graus de desenvolvimento. Entender esta constituição energética invisível e agir com a força equilibrante correta é o que o mestre gnóstico contemporâneo Samael Aun Weor denominou de Medicina Oculta. Lançado há praticamente 70 anos, o livro Medicina Oculta fez de Samael um dos grandes mestres da tradicional medicina mágica indígena, valendo-lhe inclusive muitas incompreensões e perseguições à época. Hoje este conhecimento gnóstico está mais divulgado e tolerado, sendo até muitas vezes explorado de forma irresponsável por “terapeutas” inexperientes e não raro enganadores. Uma planta possui três esferas de atuação: a primeira é a mais conhecida e aplicada pela farmacêutica moderna – o princípio químico ativo contido no vegetal, aquele que agirá nos átomos, moléculas e na fisiologia física do doente; é pura química. O segundo raio de atuação de um vegetal é o energético, quando o princípio vital de uma planta é corretamente coletado e concentrado (dinamizado), como utilizado na fitoterapia, nos florais de Bach e na homeopatia. E também nas simpatias e “benzimentos” de nossas avós. É energia pura, bruta. No entanto, a terceira órbita de atuação de um vegetal é a que nos interessa aqui, pois ela é mais ampla e de ação mais profunda, por utilizar a energia inteligente da planta, seu princípio anímico, aquilo que na precisão dos termos da magia branca é conhecido como Elemental da Planta, sua “alma”. Esta ação pode se estender pelos 7 corpos do ser humano. Todos os pajés, xamãs e curandeiros indígenas utilizam este princípio espiritual. A força mágica elemental das plantas também foi amplamente usada por sábios famosos como Imhotep, Maimônides, Avicena, Hildegard Von Bingen, Paracelso e Samael Aun Weor, através da descrição de procedimentos para realmente “encantar” elementais vegetais com a magia branca. Ousamos até dizer que é um desperdício, por nossa ignorância e perda de sensibilidade extra-sensorial, utilizarmos apenas os princípios químico e energético de uma planta, quando sabemos que ela possui um elemental que é especializado em determinada ação direta nos planos espirituais da natureza. Como exemplo podemos citar o Elemental da Laranjeira, que é responsável pela divisão das riquezas no mundo, pela partição das sementes de tudo o que existe. Por isso ele pode ser magicamente utilizado para a prosperidade material e para os assuntos econômicos, sempre que a Lei Divina o permitir. Vale aqui ressaltar que na magia elemental gnóstica não se utiliza qualquer princípio químico (droga) que altere a psique, a percepção e a consciência das pessoas. Não há “drogas sagradas” na gnose original. Entretanto, há um outro ponto essencial para a correta e eficiente administração do tratamento mágico elemental: a índole e preparação do médico(a)-gnóstico(a). Em termos de magia branca (que não interfere no livre arbítrio das pessoas e sempre opera com fins nobres, desinteressados e humanitários), os elementais não atendem ordens de pessoas desequilibradas e despreparadas, dominadas pelo ego. Quem tem ódio, luxúria, ambição ou está imbuído de vingança simplesmente é ignorado pelas forças elementais da natureza quando tenta operar com a Magia Elemental Gnóstica. Por isso a preparação de um(a)médico(a)-mago(a)-gnóstico(a) é muito exigente. Ela deve buscar (a) a completa pureza psicológica (aquilo que os antigos chamavam de Santidade e o gnosticismo atual denomina Morte Mística dos Defeitos Psicológicos), (b) o perfeito controle de suas energias criadoras (o que os cristãos primitivos chamavam de Castidade Santa – não se trata de celibato, com a atual gnose chamando de Alquimia Sexual) e sempre (c) pela Caridade Universal, o que atualmente chamamos de Serviço Desinteressado pela Humanidade. São estes os três pilares de formação de um Sanador Elemental. Dessa forma podemos entender como a Elementoterapia Gnóstica é aplicada. Ela é a convergência equilibrada e perfeita entre (I) o conhecimento da anatomia e da fisiologia ocultas do ser humano, (II) a sabedoria das plantas com seus usos, procedimentos mágicos e mantras (nomes secretos), e (III) a adequada índole do aplicador da terapêutica mágica gnóstica. Por isso, caro leitor, anelamos que com essas informações você realmente sinta respeito, até veneração, por qualquer “plantinha” que está à sua frente: nela há um ser espiritual puro, sem mente complicada e sem ego, que tem milhões de anos de evolução e que conhece como ninguém como fluem as energias nos distintos corpos humanos, desde o físico até o mais sutil. E ele se sente realizado em sua existência elemental quando é reconhecido, venerado e encantado para devolver a saúde a qualquer ser. Louvada seja Gaia, a Divina Mãe Natureza, com todos os seus trilhões de filhos à nossa disposição.   Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica

CROMOTERAPIA: COR E LUZ PARA SUA SAÚDE

CROMOTERAPIA: COR E LUZ PARA SUA SAÚDE   O grande médico alquimista Paracelso (1493-1541) ensina que o Templo da Medicina possui dois ambientes: o vestíbulo da Ciência Médica, franqueado a todas as pessoas no plano físico; o segundo, o santuário da Sabedoria Médica, é aberto somente para os auto-eleitos, aqueles que conquistaram a Gnosis (sabedoria por revelação) de Deus dentro de si mesmos. A frágil saúde de homens, mulheres e crianças em nossa sociedade, provocada por uma vida inconsciente, sedentária, mal alimentada com intoxicações alimentares e psicológicas, distante da natureza, voltada para o materialismo, com parca busca pela religação com Deus, faz com que bilhões de pessoas recorram diariamente aos vários remédios patenteados pela ciência médica oficial, normalmente como única esperança de tratamento e cura. Novas e indecifráveis doenças estão surgindo e epidemias de doenças antigas voltando, dando às pessoas a sensação de impotência frente à solução de certos casos, sem contar com as enfermidades psicológicas modernas, como o stress e a depressão. Porém, há uma antiga sabedoria que busca o equilíbrio e a saúde humana que tem sua origem nos primeiros fundamentos do mundo e que jamais mudou as suas fórmulas. O nome dessa sabedoria médica antiga é Gnose, que desde a aurora da criação, se expressa ou diferencia como Ciência, Arte, Mística e Filosofia. De acordo com o médico gnóstico Samael Aun Weor, todo átomo é um trio de matéria, energia e consciência. Átomos compõem moléculas que formam organelas celulares, células, tecidos, órgãos e sistemas, formando assim o organismo físico humano. Assim, o gnóstico transcende o ponto de vista meramente materialista e observa a perfeição infinita do trabalho das glândulas endócrinas, através do qual está evidente a existência de certas coordenadas e direções inteligentes, cuja raiz há que ser buscada na Consciência Cósmica. Para o gnóstico, onde há vida, há Consciência e o corpo humano é uma máquina perfeita construída na fábrica da natureza sob a direção da Consciência Cósmica. Nas palavras do sábio Paracelso “O coração é um Sol, o cérebro uma Lua, o baço seu Saturno, o fígado seu Júpiter, os pulmões seu Mercúrio e os rins seu Vênus”. Toda enfermidade tem suas causas no universo interior do homem. Quando o Cosmos Humano (cosmos significa literalmente ordem) se desequilibra, vêm o caos, a desordem, a doença e o sofrimento. Restabelecer a saúde é recolocar o corpo em ordem. Por isso, uma das principais formas de diagnóstico e tratamento de enfermidades na medicina complementar é através dos chacras, centros energéticos em forma de vórtices de cores que estão distribuídos ao longo do corpo, através dos quais as energias entram e saem vibrando em diferentes frequências. Os chacras têm profunda ligação com as glândulas de secreção interna e também com determinados órgãos do corpo humano, por isso ter os chacras equilibrados significa possuir saúde orgânica. As enfermidades se devem à incapacidade de absorver, transmutar ou integrar certas frequências energéticas. Sabe-se que os chacras giram e emitem cores próprias que correspondem às 7 cores do arco-íris. Pode ocorrer, contudo, que um ou mais chacras fiquem fechados ou bloqueados (devido a ambientes energeticamente poluídos, traumas, sentimentos negativos, emoções fortes, crenças limitantes, maus hábitos de vida como fumo, álcool, má alimentação, excessos ou falta de atividades físicas, mau uso da sexualidade, drogas etc.), produzindo no organismo um problema físico, psicológico ou emocional. Neste contexto, a antiga ciência denominada Cromoterapia tem sido redescoberta por vários terapeutas modernos devido à sua reconhecida eficiência no reequilíbrio e harmonização dos chacras e corpos sutis. Em diversas culturas podemos ver o emprego da cor na saúde. Os registros mais antigos sobre a cromoterapia são de papiros egípcios datados de 3000 a.C. Thot, Deus da Sabedoria, representado com cabeça de uma ave íbis é também o “Mestre das Cores”. Heliópolis é também conhecida como cidade colorida de Rá, Deus do Sol. O papiro que contém informações sobre o preparo e o uso da água solarizada a partir de potes coloridos é considerado um dos mais importantes da medicina egípcia encontrados. Na Índia, são muitas as lendas que explicam, por exemplo, a Festa da Primavera, ou Festival das Cores, ou Festival Holi, sempre relacionadas a Vishnu (o Cristo Indiano), à devoção e ao amor Divino. Há cinco milênios a sabedoria chinesa ensina que a natureza está constituída de 5 tendências, representadas por materiais ou elementos que ao cumprirem um ciclo de renovação dão lugar a tudo o que existe: O fogo que gera a terra, a terra que gera o metal, o metal que gera a água, a água que gera a madeira, a madeira que gera o fogo, que novamente gera a terra, fechando o ciclo natural de transmutação dos cinco elementos. A cada um desses cinco elementos atribui-se uma cor que se relaciona com as estações do ano, os fatores ambientais, os alimentos, os sabores, os pontos cardiais e características da psicologia humana. Hipócrates, o “Pai” da Medicina, empregava a Helioterapia – terapia pelos raios solares; Helius é a personificação do Sol na mitologia grega. Do grego KROMOS = cor e TERAPHEIA = terapia, a Cromoterapia é um sistema de medicina natural e complementar que visa tratar o ser vivo através do uso das cores. Cor nada mais é do que a impressão causada nos olhos pela luz solar, que se divide em sensações espectrais de acordo com sua vibração, frequência ou comprimento de onda. Há também mais energias invisíveis, que estão fora do espectro visível do ser humano, como o ultravioleta e o infravermelho, que não são visíveis a nós, mas são perceptíveis a outros animais e plantas que as percebem. As terapias complementares e oficiais também trabalham com essas “cores invisíveis”. Existem centenas de métodos de tratamentos pelas cores e pela luz solar, como a Cromopatia e a cromopuntura, que utilizam dispositivos como lanterna e caneta ou bastão atlante, abajur ou banho de luz; Cromoterapia nutricional; água solarizada ou cromatizada; harmonização através de vestuário e da decoração; visualização da cor; respiração da cor; Helioterapia; Vitroterapia; Cromoterapia à distância; Audiocromoterapia. A aplicação da cromoterapia …

A Arte da Massagem

A Arte da Massagem A massagem é uma das mais antigas e simples formas de terapia e tem sido usada no Oriente há milhares de anos. Há registros em desenhos com mais de 5.000 anos do uso de técnicas de massagens na China, Japão, Egito e na antiga Pérsia, hoje Irã. Escritos em Papiros e gravados em pedras, descobertos no Egito, mostram que a massagem fazia parte da vida cotidiana dos faraós. O Papiro de Smith, com cerca de 4.000 anos, apresenta profissionais especializados em fraturas e problemas ósseos utilizando a massagem como método para tratamento de enfermos. Na China, o Huang Di Nei Jing, o Clássico de Medicina Tradicional Chinesa, obra com milhares de anos, refere-se à massagem como uma técnica eficaz para tratar diversas doenças. Na Índia, o Ayurveda, obra também com milhares de anos, faz referência à massagem e introduz termos como fricção. No Ocidente, a  massagem foi utilizada nas medicinas grega e romana. Hipócrates (460-370 a.C.), o “Pai da Medicina”, que viveu na Tessália, Grécia antiga, recomendava “esfregar” para ajudar o corpo. Galeno (130-210 d.C.), de Pérgamo, cidade grega, mas que viveu em Roma, apresentou e registrou por escrito classificações detalhadas e descrições de técnicas de massagem em termos de qualidade (pressão e direção) e quantidade (frequência e tratamento). Escreveu aproximadamente 16 livros relacionados com técnicas de massagem. Na Europa, durante a Idade Média, o uso da massagem como prática clínica desapareceu, pois a Igreja Romana pregava que a massagem tinha uma conotação sexual. A partir do século XVI, devido às viagens para o Oriente, as técnicas de massagem foram redescobertas e espalharam-se por diversos países. Hoje são inúmeras técnicas que estão à disposição das pessoas, proporcionando relaxamento muscular, alívio da dor, melhoria da circulação, melhor elasticidade da pele, diminuição e controle do estresse, além de outros benefícios. Entre essas técnicas estão: Do-in, Shiatsu, Tui-Na, Reflexiologia, Massagem Modeladora, Drenagem Linfática, Shantala. SANDRA M. ABILEL é Terapeuta Holística, Instrutora e diretora fundadora do Instituto Gnóstico Interdisciplinar em Santos/SP – IGNIS.  

A MEDICINA FITOTERÁPICA MAPUCHE

A MEDICINA FITOTERÁPICA MAPUCHE   Os Mapuches são habitantes originais do sul da Argentina e do Chile, habitando em pequenas aldeias isoladas nas regiões do Rio Negro, Chubut, Santa Cruz e Neuquén. Na cultura Mapuche, a saúde reflete um equilíbrio entre o corpo, a terra e a natureza. A medicina, especificamente, conecta-se a crenças culturais sobre o cosmos, os espíritos e a interação entre todas essas coisas. Do ponto de vista Mapuche, a doença não é apenas um estado biológico ou físico, mas também moral e social, decorrente do desrespeito às normas e ao equilíbrio com o meio ambiente. Para os Mapuches, se alguém está desequilibrado espiritualmente manifesta no corpo uma doença. A medicina Mapuche tem uma visão integral do paciente, porque para eles, a família, a comunidade e tudo o que estamos vivendo acabam nos influenciando de uma forma ou de outra. Os métodos de tratamento das doenças na medicina Mapuche contrastam com a medicina ocidental. Na medicina ocidental, normalmente, um médico prescreve uma medicação ao paciente para tratar a dor. Na medicina Mapuche, o “machi” ou curandeiro trata a doença como uma totalidade, estabelecendo um “diálogo” com ela para descobrir a transgressão original e restabelecer o equilíbrio holístico. Hoje, muitos países latino-americanos combinam com perfeita harmonia a medicina indígena e ocidental. Nas áreas urbanas, é mantida a tradição do uso, especialmente de plantas e minerais, para a cura de doenças. Na capital da Colômbia, Bogotá, é comum o uso de certos medicamentos naturais de origem indígena; assim como nas tribos indígenas da Amazônia peruana de fitoterápicos feitos com seu meio natural, utilizando-se das árvores, plantas, sementes e folhas. Grande parte dessa riqueza milenar das selvas amazônicas é compartilhada com toda a humanidade por Samael Aun Weor, em seu monumental livro Medicina Oculta. O México também utiliza essa riqueza de conhecimentos dos diversos grupos étnicos do país, constantemente apoiados por uma comunidade científica que percebeu a importância desse fato; não é à toa que cientistas do mundo todo buscam nas mais variadas plantas o seu poder curativo. Os Aprendizes de médicos Mapuches (machis) aprendem sobre a energia inteligente de todas as coisas:  plantas, elementais e muito mais. Seu aprendizado é direto e intuitivo; utilizando-se da técnica da meditação são desafiados a encontrar as utilidades das plantas sem saber nada sobre elas intelectualmente.Dentre as diversas plantas utilizadas nas curas das mais diversas doenças, existem 7 vegetais nativos utilizados pelos Mapuches. Essas plantas atuam em cada um dos 7 chacras principais e seu uso na Medicina Antroposófica, na Fitoterapia e em diversos estudos científicos da medicina alopática corroboram sua eficácia. São elas:Chacra Base: Taraxacum officiale ou “Dente de Leão” Chacra Sacral: Fabiana Imbricata ou “Palo Pichi”.Chacra Plexo Solar: Buddleja globosa ou “Pañil”- Chacra Cardíaco: Plantago major ou “Llanten” ou “7 veias”. Chacra Laríngeo: Pinus ou “Pino de duas agulhas”. Chacra Frontal: Rosa rubiginosa ou “Rosa Mosqueta”. Chacra Coronário: Maytenus boaria ou “Maiten”. Maria Pia Calandrelli mora em Bariloche – Argentina. É Bioquímica, Farmacêutica e Instrutora de Gnose.

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