CROMOTERAPIA: COR E LUZ PARA SUA SAÚDE O grande médico alquimista Paracelso (1493-1541) ensina que o Templo da Medicina possui dois ambientes: o vestíbulo da Ciência Médica, franqueado a todas as pessoas no plano físico; o segundo, o santuário da Sabedoria Médica, é aberto somente para os auto-eleitos, aqueles que conquistaram a Gnosis (sabedoria por revelação) de Deus dentro de si mesmos. A frágil saúde de homens, mulheres e crianças em nossa sociedade, provocada por uma vida inconsciente, sedentária, mal alimentada com intoxicações alimentares e psicológicas, distante da natureza, voltada para o materialismo, com parca busca pela religação com Deus, faz com que bilhões de pessoas recorram diariamente aos vários remédios patenteados pela ciência médica oficial, normalmente como única esperança de tratamento e cura. Novas e indecifráveis doenças estão surgindo e epidemias de doenças antigas voltando, dando às pessoas a sensação de impotência frente à solução de certos casos, sem contar com as enfermidades psicológicas modernas, como o stress e a depressão. Porém, há uma antiga sabedoria que busca o equilíbrio e a saúde humana que tem sua origem nos primeiros fundamentos do mundo e que jamais mudou as suas fórmulas. O nome dessa sabedoria médica antiga é Gnose, que desde a aurora da criação, se expressa ou diferencia como Ciência, Arte, Mística e Filosofia. De acordo com o médico gnóstico Samael Aun Weor, todo átomo é um trio de matéria, energia e consciência. Átomos compõem moléculas que formam organelas celulares, células, tecidos, órgãos e sistemas, formando assim o organismo físico humano. Assim, o gnóstico transcende o ponto de vista meramente materialista e observa a perfeição infinita do trabalho das glândulas endócrinas, através do qual está evidente a existência de certas coordenadas e direções inteligentes, cuja raiz há que ser buscada na Consciência Cósmica. Para o gnóstico, onde há vida, há Consciência e o corpo humano é uma máquina perfeita construída na fábrica da natureza sob a direção da Consciência Cósmica. Nas palavras do sábio Paracelso “O coração é um Sol, o cérebro uma Lua, o baço seu Saturno, o fígado seu Júpiter, os pulmões seu Mercúrio e os rins seu Vênus”. Toda enfermidade tem suas causas no universo interior do homem. Quando o Cosmos Humano (cosmos significa literalmente ordem) se desequilibra, vêm o caos, a desordem, a doença e o sofrimento. Restabelecer a saúde é recolocar o corpo em ordem. Por isso, uma das principais formas de diagnóstico e tratamento de enfermidades na medicina complementar é através dos chacras, centros energéticos em forma de vórtices de cores que estão distribuídos ao longo do corpo, através dos quais as energias entram e saem vibrando em diferentes frequências. Os chacras têm profunda ligação com as glândulas de secreção interna e também com determinados órgãos do corpo humano, por isso ter os chacras equilibrados significa possuir saúde orgânica. As enfermidades se devem à incapacidade de absorver, transmutar ou integrar certas frequências energéticas. Sabe-se que os chacras giram e emitem cores próprias que correspondem às 7 cores do arco-íris. Pode ocorrer, contudo, que um ou mais chacras fiquem fechados ou bloqueados (devido a ambientes energeticamente poluídos, traumas, sentimentos negativos, emoções fortes, crenças limitantes, maus hábitos de vida como fumo, álcool, má alimentação, excessos ou falta de atividades físicas, mau uso da sexualidade, drogas etc.), produzindo no organismo um problema físico, psicológico ou emocional. Neste contexto, a antiga ciência denominada Cromoterapia tem sido redescoberta por vários terapeutas modernos devido à sua reconhecida eficiência no reequilíbrio e harmonização dos chacras e corpos sutis. Em diversas culturas podemos ver o emprego da cor na saúde. Os registros mais antigos sobre a cromoterapia são de papiros egípcios datados de 3000 a.C. Thot, Deus da Sabedoria, representado com cabeça de uma ave íbis é também o “Mestre das Cores”. Heliópolis é também conhecida como cidade colorida de Rá, Deus do Sol. O papiro que contém informações sobre o preparo e o uso da água solarizada a partir de potes coloridos é considerado um dos mais importantes da medicina egípcia encontrados. Na Índia, são muitas as lendas que explicam, por exemplo, a Festa da Primavera, ou Festival das Cores, ou Festival Holi, sempre relacionadas a Vishnu (o Cristo Indiano), à devoção e ao amor Divino. Há cinco milênios a sabedoria chinesa ensina que a natureza está constituída de 5 tendências, representadas por materiais ou elementos que ao cumprirem um ciclo de renovação dão lugar a tudo o que existe: O fogo que gera a terra, a terra que gera o metal, o metal que gera a água, a água que gera a madeira, a madeira que gera o fogo, que novamente gera a terra, fechando o ciclo natural de transmutação dos cinco elementos. A cada um desses cinco elementos atribui-se uma cor que se relaciona com as estações do ano, os fatores ambientais, os alimentos, os sabores, os pontos cardiais e características da psicologia humana. Hipócrates, o “Pai” da Medicina, empregava a Helioterapia – terapia pelos raios solares; Helius é a personificação do Sol na mitologia grega. Do grego KROMOS = cor e TERAPHEIA = terapia, a Cromoterapia é um sistema de medicina natural e complementar que visa tratar o ser vivo através do uso das cores. Cor nada mais é do que a impressão causada nos olhos pela luz solar, que se divide em sensações espectrais de acordo com sua vibração, frequência ou comprimento de onda. Há também mais energias invisíveis, que estão fora do espectro visível do ser humano, como o ultravioleta e o infravermelho, que não são visíveis a nós, mas são perceptíveis a outros animais e plantas que as percebem. As terapias complementares e oficiais também trabalham com essas “cores invisíveis”. Existem centenas de métodos de tratamentos pelas cores e pela luz solar, como a Cromopatia e a cromopuntura, que utilizam dispositivos como lanterna e caneta ou bastão atlante, abajur ou banho de luz; Cromoterapia nutricional; água solarizada ou cromatizada; harmonização através de vestuário e da decoração; visualização da cor; respiração da cor; Helioterapia; Vitroterapia; Cromoterapia à distância; Audiocromoterapia. A aplicação da cromoterapia …
Arquivos do autor:admin
A Arte da Massagem
A Arte da Massagem A massagem é uma das mais antigas e simples formas de terapia e tem sido usada no Oriente há milhares de anos. Há registros em desenhos com mais de 5.000 anos do uso de técnicas de massagens na China, Japão, Egito e na antiga Pérsia, hoje Irã. Escritos em Papiros e gravados em pedras, descobertos no Egito, mostram que a massagem fazia parte da vida cotidiana dos faraós. O Papiro de Smith, com cerca de 4.000 anos, apresenta profissionais especializados em fraturas e problemas ósseos utilizando a massagem como método para tratamento de enfermos. Na China, o Huang Di Nei Jing, o Clássico de Medicina Tradicional Chinesa, obra com milhares de anos, refere-se à massagem como uma técnica eficaz para tratar diversas doenças. Na Índia, o Ayurveda, obra também com milhares de anos, faz referência à massagem e introduz termos como fricção. No Ocidente, a massagem foi utilizada nas medicinas grega e romana. Hipócrates (460-370 a.C.), o “Pai da Medicina”, que viveu na Tessália, Grécia antiga, recomendava “esfregar” para ajudar o corpo. Galeno (130-210 d.C.), de Pérgamo, cidade grega, mas que viveu em Roma, apresentou e registrou por escrito classificações detalhadas e descrições de técnicas de massagem em termos de qualidade (pressão e direção) e quantidade (frequência e tratamento). Escreveu aproximadamente 16 livros relacionados com técnicas de massagem. Na Europa, durante a Idade Média, o uso da massagem como prática clínica desapareceu, pois a Igreja Romana pregava que a massagem tinha uma conotação sexual. A partir do século XVI, devido às viagens para o Oriente, as técnicas de massagem foram redescobertas e espalharam-se por diversos países. Hoje são inúmeras técnicas que estão à disposição das pessoas, proporcionando relaxamento muscular, alívio da dor, melhoria da circulação, melhor elasticidade da pele, diminuição e controle do estresse, além de outros benefícios. Entre essas técnicas estão: Do-in, Shiatsu, Tui-Na, Reflexiologia, Massagem Modeladora, Drenagem Linfática, Shantala. SANDRA M. ABILEL é Terapeuta Holística, Instrutora e diretora fundadora do Instituto Gnóstico Interdisciplinar em Santos/SP – IGNIS.
A MEDICINA FITOTERÁPICA MAPUCHE
A MEDICINA FITOTERÁPICA MAPUCHE Os Mapuches são habitantes originais do sul da Argentina e do Chile, habitando em pequenas aldeias isoladas nas regiões do Rio Negro, Chubut, Santa Cruz e Neuquén. Na cultura Mapuche, a saúde reflete um equilíbrio entre o corpo, a terra e a natureza. A medicina, especificamente, conecta-se a crenças culturais sobre o cosmos, os espíritos e a interação entre todas essas coisas. Do ponto de vista Mapuche, a doença não é apenas um estado biológico ou físico, mas também moral e social, decorrente do desrespeito às normas e ao equilíbrio com o meio ambiente. Para os Mapuches, se alguém está desequilibrado espiritualmente manifesta no corpo uma doença. A medicina Mapuche tem uma visão integral do paciente, porque para eles, a família, a comunidade e tudo o que estamos vivendo acabam nos influenciando de uma forma ou de outra. Os métodos de tratamento das doenças na medicina Mapuche contrastam com a medicina ocidental. Na medicina ocidental, normalmente, um médico prescreve uma medicação ao paciente para tratar a dor. Na medicina Mapuche, o “machi” ou curandeiro trata a doença como uma totalidade, estabelecendo um “diálogo” com ela para descobrir a transgressão original e restabelecer o equilíbrio holístico. Hoje, muitos países latino-americanos combinam com perfeita harmonia a medicina indígena e ocidental. Nas áreas urbanas, é mantida a tradição do uso, especialmente de plantas e minerais, para a cura de doenças. Na capital da Colômbia, Bogotá, é comum o uso de certos medicamentos naturais de origem indígena; assim como nas tribos indígenas da Amazônia peruana de fitoterápicos feitos com seu meio natural, utilizando-se das árvores, plantas, sementes e folhas. Grande parte dessa riqueza milenar das selvas amazônicas é compartilhada com toda a humanidade por Samael Aun Weor, em seu monumental livro Medicina Oculta. O México também utiliza essa riqueza de conhecimentos dos diversos grupos étnicos do país, constantemente apoiados por uma comunidade científica que percebeu a importância desse fato; não é à toa que cientistas do mundo todo buscam nas mais variadas plantas o seu poder curativo. Os Aprendizes de médicos Mapuches (machis) aprendem sobre a energia inteligente de todas as coisas: plantas, elementais e muito mais. Seu aprendizado é direto e intuitivo; utilizando-se da técnica da meditação são desafiados a encontrar as utilidades das plantas sem saber nada sobre elas intelectualmente.Dentre as diversas plantas utilizadas nas curas das mais diversas doenças, existem 7 vegetais nativos utilizados pelos Mapuches. Essas plantas atuam em cada um dos 7 chacras principais e seu uso na Medicina Antroposófica, na Fitoterapia e em diversos estudos científicos da medicina alopática corroboram sua eficácia. São elas:Chacra Base: Taraxacum officiale ou “Dente de Leão” Chacra Sacral: Fabiana Imbricata ou “Palo Pichi”.Chacra Plexo Solar: Buddleja globosa ou “Pañil”- Chacra Cardíaco: Plantago major ou “Llanten” ou “7 veias”. Chacra Laríngeo: Pinus ou “Pino de duas agulhas”. Chacra Frontal: Rosa rubiginosa ou “Rosa Mosqueta”. Chacra Coronário: Maytenus boaria ou “Maiten”. Maria Pia Calandrelli mora em Bariloche – Argentina. É Bioquímica, Farmacêutica e Instrutora de Gnose.
MITOS E CONTOS DE FADAS – A LINGUAGEM DA ALMA
MITOS E CONTOS DE FADAS – A LINGUAGEM DA ALMA As lendas, mitos e contos estão presentes em todas as culturas relatando heroínas, príncipes, deuses, seres sobrenaturais, vilões, vitórias e todo um enredo que conecta dois mundos: o dos seres humanos comuns com o mais elevado, o divino. As metáforas e histórias épicas de guerras e reis, vitórias sobre gigantes e escadas ao céu, visões de luzes e anjos, também estão presentes em todos os livros sagrados, como a Bíblia, o Bhagavad Gita hindu e os Pitacas Budistas. Não por acaso Jesus, Budha e Krishna usaram muitas metáforas e parábolas para transmitir sua sabedoria. E este não é um fenômeno antigo, com épicos religiosos, livros e histórias de crianças: vale lembrar que hoje os maiores sucessos do cinema trazem essas mesmas histórias que buscam identificar uma pessoa comum, como nós, a um desafio para conquistar algo grande que possibilite a vitória do bem sobre o mal. Harry-Potter, Senhor dos Anéis, Avatar, Frozen e Star Wars são apenas alguns exemplos disso. Sejam blockbusters americanos, mitos gregos que dão linguagem à nossa moderna psicologia acadêmica, bardos e druidas com suas histórias celtas, xamãs astecas ou incas contando sua ancestralidade, ou mesmo os índios tupis-guaranis brasileiros com suas belíssimas lendas e histórias de criação, essas narrativas trazem ensinamentos de ética, organização social, justiça, vitória das virtudes sobre o mal, busca de espiritualidade, abrindo assim ao ser humano, desde criança, um mundo invisível, belo e, na maioria das vezes, real. O fato é que, apesar de atualmente a maioria das pessoas depender de sua mente e intelecto para sobreviver profissionalmente, o ser humano tem necessidade de se emocionar, de se inspirar, de avivar sua imaginação, seus sonhos, sua busca de valores elevados. E os mitos e contos de fadas suprem esta necessidade humana de alimentar sua emoção e sua criatividade, sua devoção e sua busca pelo misterioso e pelo sutil. Há estudiosos dos mitos e roteiros culturais e artísticos como Christopher Vogler e Joseph Campbell que descrevem até os estágios para uma boa história, como um roteiro para a saga do herói, incluindo chamado para a aventura, encontro como um mentor, tentações, provas e recompensas, culminando com a conquista do prêmio de vitória. Jung, grande psicólogo suíço moderno, ensinou que do inconsciente coletivo, a camada mais profunda da mente humana, derivam os arquétipos ou padrões simbólicos universais. Segundo o pai da psicologia do inconsciente, os mitos são uma das formas onde os arquétipos humanos se materializam. Na Gnose chamamos de Iniciação o processo de auto-desenvolvimento espiritual humano. Como processo voluntário e estruturado, o caminho iniciático gnóstico passa pelo estudo e transformação profunda da psique, eliminando os desejos e apegos e exaltando as virtudes e aspirações superiores. Para a Senda Iniciática Gnóstica o conhecimento e compreensão dos grandes Mitos e Contos de Fadas fornecem uma ferramenta essencial para a compreensão das mensagens que emanam do nosso Real Ser, da nossa Alma. Por isso podemos dizer que os Mitos e Símbolos são a Linguagem da Alma, e compreendê-los significa entender o que a alma quer. Samael Aun Weor, Mestre Gnóstico contemporâneo, ensina a fórmula: a intuição é a apreensão pura das lições da alma, necessárias para o Sendeiro ao Divino. Para obter intuição é necessário subir os degraus da Imaginação (deleitar-se conscientemente com a beleza e ludicidade dos mitos e contos de fadas, por exemplo) e da Inspiração (aprender a contemplar a beleza da natureza, das pessoas e das histórias filosóficas e mitológicas, para avivar e nutrir as emoções superiores). Sintetiza o sábio gnóstico: “Imaginação, Inspiração e Intuição são os três caminhos obrigatórios da Iniciação”. Portanto, caro leitor, da próxima vez que a vida lhe brindar a oportunidade de um livro ou filme, como o Rei Leão da Disney que vi recentemente, entregue-se à história, sorria, se emocione, observe tuas inquietudes internas: nessas histórias de heróis, vilões, maldades e virtudes, provas e vitórias, estão as pistas e o mapa do caminho para a vitória de tua própria alma, na busca da Paz, da Felicidade e de sua Missão no mundo. Sérgio Geraldo Linke, engenheiro e instrutor de Gnose
Pai: Ponte para o Paraíso
Pai: Ponte para o Paraíso Pai… dádiva nascer de tua costela, Florir de tua semente Pai… felicidade de se achar e se perder em teus braços tão Fortes, carregando mãos que constroem o mundo Pai… Aconchego com o calor e a ternura de um peito de aço Pai… voz de trovão que desperta o Amor Pai… suor de trabalho que refresca as Virtudes Pai… barba marcante que arrepia a Alma Pai… uma vida Iluminada por teu cabelo grisalho Pai… olhar de Amigo que mostra o caminho Pai… amor que tudo permeia na Simplicidade do teu sorriso Pai… fonte de Sabedoria em firmes palavras Pai… lágrimas de gigante que florescem a Humildade Pai… Maravilha de Deus que nos eleva a Ele com teus sagrados ombros Pai… mesmo àqueles que a vida não brindou com um físico, o Pai Celeste todos têm… Que Samael, o Pai da Gnose, proteja todos os pais do mundo e os inspire a guiarem seus filhos seguindo as pegadas do Cristo Cósmico, até o Pai de Todos, o Ancião dos Dias !
Meditação – A Arte da Felicidade! Uma visão científica e holística.
Meditação – A Arte da Felicidade! Uma visão científica e holística. No espaço de tempo dedicado entre o nascimento e a morte, passamos por inúmeras experiências e transformações nas quais a mente torna-se o agente vetor de nossas experiências emocionais e conceituais. Mas a mente, embora muita ativa, é limitada, trabalha por antíteses, comparações, reorganização de dados e condicionamentos que rotulam as circunstâncias de forma reduzida, nos levando ao que chamamos de ilusão ou Maya. Assim, diante das dificuldades da vida e de nossas limitações em superá-las, vemos que esse Eu é finito, frágil, insatisfeito, vulnerável. E com isso nasce o medo e com o medo vem o apego e a aversão que delas geram todos os nossos conflitos emocionais. Medo do sofrimento e apego à existência dos Eus, os quais geram os desejos e a ilusão da separatividade, são os fundamentadores de nossos próprios equívocos que ao longo de nossas existências vão se fortificando. Esses equívocos, essas más criações que nós mesmos fizemos em nossa própria constituição interna, na Gnose, são chamados de Egos. Por autoproteção, nós mesmos criamos o Ego que, ironicamente, é justamente a causa de nosso sofrimento. Dando prosseguimento a essa sequência de equívocos, veio a transformação do nosso próprio modo de vida para uma experiência extremamente tecnológica, prática e rápida, aliado ao excesso de uso do computador, celular, televisão, internet, redes sociais e os excessivos estímulos de compras e entretenimentos prejudicando ainda mais a atenção para o autoconhecimento, a concentração no que se está fazendo e a recordação de si mesmo como parte de uma natureza Divina e terrestre. De forma agravante, as multitarefas e a correria, levam ao cansaço mental, emocional e à perda da capacidade de estar atento podendo até gerar transtornos como o DDA – Distúrbio de Déficit de Atenção em adultos e crianças. Por essa razão, atualmente, muitas são as pesquisas que envolvem os resultados da meditação em nossa vida diária. É comprovado em diversas pesquisas que a prática constante da meditação reflete na saúde, na psicologia, na vida social e espiritual de todas as pessoas desde monges, executivos, cientistas, homens e mulheres, jovens ou mais velhos e crianças, pessoas com graves problemas de saúde física e até deficientes mentais. Tudo isso ocorre porque a meditação é a forma mais direta com a qual se pode beber da fonte original de nossas deidades internas, reintegrando-nos à nossa natureza Divina primordial.A meditação pode reavivar esse sentido da atenção para que se reaprenda a viver a vida no presente e, com isso, a mente funciona muito melhor. Com a prática da Meditação é possível reduzir a ativação do sistema nervoso simpático que, por sua vez, dilata os vasos sanguíneos e reduz os hormônios do estresse, tais como adrenalina, noradrenalina e cortisol. De acordo com uma pesquisa do Centro de Dependência e Saúde Mental (CAMH), no Canadá(2010), a meditação tem o mesmo efeito protetor que os remédios contra recaídas em pessoas com depressão. Segundo os estudiosos, comparada com os efeitos produzidos apenas por medicamentos, a meditação diminuiu em 49% as mortes por câncer, em 30% as decorrentes de problemas cardiovasculares e em 23% as provocadas por doenças em geral, se praticada por 20min, 2 vezes por dia (Robert Schneider, diretor do Centro de Prevenção e Medicina Natural da Universidade Maharishi, nos Estados Unidos). Entre as várias razões para as quais a meditação também auxilia no sono está o fato de a meditação aumentar a melatonina, um hormônio produzido pela glândula pineal que regula os estados de sono e despertar, e é essencial para nos sentirmos bem e felizes. Ela ativa o sistema imunológico, regula o ritmo circadiano (ciclo biológico de 24h), e age como um antioxidante extremamente poderoso.De acordo com um estudo conduzido pelo Centro Médico Universitário de Massachusetts, pessoas que meditam possuem níveis consideravelmente mais elevados de melatonina que as pessoas que não meditam, e quando os participantes do teste não meditaram, seus níveis de melatonina não aumentaram a noite. A conclusão foi de que a meditação diária, especialmente antes de dormir, aumenta a produção de melatonina. O que os estudos observaram era inegável: a melatonina aumenta imediatamente após a meditação. Ainda sobre o sono, um estudo da Universidade de Kentucky, de 2010, analisou diferentes grupos de meditadores. Os pesquisadores descobriram que os meditadores dormiam uma média de 5,2 horas por noite, em comparação com 7,8 horas para o grupo não meditador. Os meditadores experientes testaram bem o desempenho mental e não apresentaram sinais de privação de sono, independentemente das horas baixas de sono. A meditação também é auxiliadora do metabolismo, ou seja, o conjunto das transformações pelas quais passam todas as substâncias de um organismo vivo. Um estudo conduzido na Índia com três monges tibetanos praticantes assíduos da meditação mostrou que a atividade influenciava radicalmente no metabolismo deles. As taxas variavam em até 60% em relação àqueles que não praticavam a meditação. Descobriram que práticas meditativas avançadas podem produzir diferentes alterações no metabolismo (também existem formas de meditação que aumentam o metabolismo) e que as diminuições no metabolismo podem ser notáveis. Para manter os meninos de 11 a 16 anos que ficaram presos numa caverna da Tailândia, em junho de 2018, durante cerca de 20 dias, com pouco oxigênio, entre outras dificuldades, o treinador de futebol ensinou os garotos a meditar e conservar o máximo de energia que podiam. Com certeza foi uma ação que tanto os ajudou em sua sobrevivência, quanto na amenização do trauma físico e psicológico. É importante transcrever ainda uma outra aplicação positiva da meditação, baseada no estudo de um grupo da Universidade de Montreal, com relação à dor. O autor do trabalho, Pierre Rainville, afirmou que quem medita desliga certas áreas do cérebro receptivas da dor, mesmo experimentando-a, ao conseguir comprovar tal afirmação por meio de imagens de ressonância magnética. Não fossem a inúmeras pesquisas científicas aqui citadas suficientes, é preciso lembrar que a meditação pode ser realizada em níveis mais avançados ainda do que a conhecida meditação Transcendental e o método Mindfulness. Optar pela prática …
Continue lendo “Meditação – A Arte da Felicidade! Uma visão científica e holística.”
Hildegard Von Bingen – A Abadessa-Gênio do século XII
Hildegard Von Bingen – A Abadessa-Gênio do século XII Século XII, idade das trevas, Alemanha, o poder repressor da Igreja pairava como uma negra nuvem. Mulheres eram consideradas seres inspirados pelo demônio. Reis e nobres oprimiam o povo e a Europa vivia em guerras e doenças, as cidades eram imundas. A compra de títulos eclesiásticos era comum, mesmo entre pessoas sem a menor vocação religiosa. As pessoas viviam na miséria e morriam aos 30 anos. Uma era onde a visão de Deus era terrível, carregada de atributos inflexíveis e de inacessível majestade, de ira vingativa aos pecadores e “amor” aos “filhos diletos”. Mas houve uma Luz Feminina em meio a esta horrível época da história. Hildegard Von Bingen viveu às margens do rio Reno, onde construiu e fundou seu próprio Convento, para instruir e proteger suas noviças do machismo da época. Porém sabia distinguir a natureza humana de alguns da herança divina do casal: exaltava em suas obras a beleza do amor entre homem e mulher. De saúde frágil devido aos intensos esforços na luta pela liberdade do Convento e pelas grandes cargas emocionais e espirituais em seus êxtases, os longos períodos de febre e de cama contrastam com a grande produtividade e a qualidade genial de seus trabalhos. Como Francisco de Assis e Catarina de Siena, o corpo aparentemente frágil de Hildegard abrigava uma gigante espiritual da humanidade. Filósofa da vida e da natureza da Divindade expressa no ser humano, unia lógica e estética com um tempero metafísico incomparável, sempre harmonizados pela dialética escolástica. Abadessa habilidosa, colocou a arte e a medicina como ensinamento a suas aprendizes, conquistando a independência de seu convento de uma Abadia maior, dirigida pelo machismo da época. Médica fitoterapeuta famosa, com fórmulas obtidas pela profunda intuição que tinha ao meditar na natureza enquanto estudava a botânica oculta dos vegetais. Produzia suas pomadas, tinturas e óleos essenciais cantando para a divindade de cada planta, fórmulas maravilhosas até hoje utilizadas. Os cristais eram usados de forma constante para tratar várias doenças. Sua mais bela obra no campo da Medicina é o Liber subtilitatum diversarum naturarum creaturarum, ou Livro das propriedades – ou sutilezas – das várias criaturas da natureza, dividido em Physica – Liber simplices medicinae, ou Física – Livro da medicina simples, e Causae et curae – Liber compositae medicinae, ou Causas e curas – Livro da medicina complexa, onde expõe de maneira belíssima as diversas práticas terapêuticas que utilizava. Pelo seu conteúdo infere-se que tinha profundo conhecimento da medicina de Galeno, Hipócrates, assim como de grandes naturistas como Plinio, o velho, e das práticas avançadas dos médicos árabes. Escritora prolífica, ditava suas visões, êxtases e revelações a seu fiel e dedicado companheiro Wolmar, ilustrando de próprio punho suas obras, mostrando em cores vivas e contornos perfeitos desde a anatomia da sagrada sexualidade até as divinas energias que lhe vinham do alto. Nessa linha citamos sua trilogia: Liber Scivias Domini – Livro dos caminhos do Senhor onde fala sobre o Reino dos Céus, A Redenção e a Trindade; Liber Vitae Meritorum – Livro dos méritos da Vida, um Tratado de Ética, e o Liber Divinorum Operum – Livro das Obras Divinas, onde descreve um Painel de Toda Criação Divina. Compositora e musicista talentosa dizia que “…a música de júbilo suaviza os corações endurecidos…” e assim compôs obras e coros que exaltam a divindade e que são entoados até hoje nas igrejas e conservatórios no mundo todo. Usava a música para curar seus pacientes, sendo uma das primeiras musicoterapeutas com metodologia estruturada. Em suas obras insere técnicas especiais no contexto do canto gregoriano, que são o Ordo Virtutum – A Ordem das Virtudes e a Symphonia Armonie Celestium Revelationum – Sinfonia da Harmonia das Revelações Celestes, além de uma coletânea de 77 canções de uso litúrgico. Profetisa famosa, previa acontecimentos importantes para todo o império e para a Igreja, sendo orientadora frequente de nobres, imperadores e papas. Por esta habilidade foi chamada de a “Sibila do Reino”, em referência às sacerdotisas oraculares da antiga Grécia. Algumas frases da Sibila do Reno: Oh figura feminina, quão gloriosa és ! O Coração é o auditório da Alma, onde o Espírito vem tocar seus Acordes… Pobre alma, filha de tantas misérias…entretanto te invade o fluxo celestial dos mistérios de Deus… Deus se resiste aos soberbos e dá sua graça aos humildes. Pela sua metodologia de pesquisa, registro e repetição empírica, é considerada a primeira cientista após o declínio de Alexandria, dez séculos antes. Uma abadessa alemã dos anos 1.100, a Primeira Cientista Ocidental… Incrível! Com longos e profundos escritos sobre teologia e a natureza divina, foi declarada doutora em teologia da Igreja. Umas das 4 grandes mulheres reconhecidas pela Igreja Romana, ao lado de Tereza D´Ávila, Catarina de Siena e Terezinha do Menino Jesus. Seus medicamentos são utilizados até hoje, suas músicas continuam sendo sucesso, seus enigmáticos desenhos desafiam médicos, estudiosos de bioenergia humana e místicos de todas as linhas filosóficas e religiosas. Hildegard foi uma visionária e um gênio da humanidade. Uma das mulheres mais produtivas e com um legado que até hoje nos impressiona, 900 anos depois. Sua entrega aos pobres, vulneráveis e doentes enche os olhos de qualquer alma misericordiosa. Viva o Eterno Feminino de Deus! Viva o Serviço pela Humanidade encarnado na Alemanha nesta mulher genial pouco conhecida, Hildegard de Bingen ! Heloisa Pereira Menezes Nutricionista, Especialista em Logística, Instrutora de Gnose e diretora da Associação Gnóstica de Fortaleza
Elementoterapia: A Magia Gnóstica dos Elementais Vegetais
ELEMENTOTERAPIA: A MAGIA GNÓSTICA DOS ELEMENTAIS VEGETAIS A medicina e a psicologia acadêmicas têm grande aplicação na atualidade, mas elas não alcançam o diagnóstico e a terapia dos corpos mais sutis do ser humano. Segundo diversas tradições o ser humano possui sete anatomias (corpos físico, etérico, astral, mental, consciencial, anímico e espiritual) e sete fisiologias, as quais, se em desequilíbrio, podem somatizar doenças. Em cada ser humano estes veículos de manifestação possuem seus alimentos, venenos, exercícios e diferentes graus de desenvolvimento. Entender esta constituição energética invisível e agir com a força equilibrante correta é o que o mestre gnóstico contemporâneo Samael Aun Weor denominou de Medicina Oculta. Lançado há praticamente 70 anos, o livro Medicina Oculta fez de Samael um dos grandes mestres da tradicional medicina mágica indígena, valendo-lhe inclusive muitas incompreensões e perseguições à época. Hoje este conhecimento gnóstico está mais divulgado e tolerado, sendo até muitas vezes explorado de forma irresponsável por “terapeutas” inexperientes e não raro enganadores. Uma planta possui três esferas de atuação: a primeira é a mais conhecida e aplicada pela farmacêutica moderna – o princípio químico ativo contido no vegetal, aquele que agirá nos átomos, moléculas e na fisiologia física do doente; é pura química. O segundo raio de atuação de um vegetal é o energético, quando o princípio vital de uma planta é corretamente coletado e concentrado (dinamizado), como utilizado na fitoterapia, nos florais de Bach e na homeopatia. E também nas simpatias e “benzimentos” de nossas avós. É energia pura, bruta. No entanto, a terceira órbita de atuação de um vegetal é a que nos interessa aqui, pois ela é mais ampla e de ação mais profunda, por utilizar a energia inteligente da planta, seu princípio anímico, aquilo que na precisão dos termos da magia branca é conhecido como Elemental da Planta, sua “alma”. Esta ação pode se estender pelos 7 corpos do ser humano. Todos os pajés, xamãs e curandeiros indígenas utilizam este princípio espiritual. A força mágica elemental das plantas também foi amplamente usada por sábios famosos como Imhotep, Maimônides, Avicena, Hildegard Von Bingen, Paracelso e Samael Aun Weor, através da descrição de procedimentos para realmente “encantar” elementais vegetais com a magia branca. Ousamos até dizer que é um desperdício, por nossa ignorância e perda de sensibilidade extra-sensorial, utilizarmos apenas os princípios químico e energético de uma planta, quando sabemos que ela possui um elemental que é especializado em determinada ação direta nos planos espirituais da natureza. Como exemplo podemos citar o Elemental da Laranjeira, que é responsável pela divisão das riquezas no mundo, pela partição das sementes de tudo o que existe. Por isso ele pode ser magicamente utilizado para a prosperidade material e para os assuntos econômicos, sempre que a Lei Divina o permitir. Vale aqui ressaltar que na magia elemental gnóstica não se utiliza qualquer princípio químico (droga) que altere a psique, a percepção e a consciência das pessoas. Não há “drogas sagradas” na gnose original. Entretanto, há um outro ponto essencial para a correta e eficiente administração do tratamento mágico elemental: a índole e preparação do médico(a)-gnóstico(a). Em termos de magia branca (que não interfere no livre arbítrio das pessoas e sempre opera com fins nobres, desinteressados e humanitários), os elementais não atendem ordens de pessoas desequilibradas e despreparadas, dominadas pelo ego. Quem tem ódio, luxúria, ambição ou está imbuído de vingança simplesmente é ignorado pelas forças elementais da natureza quando tenta operar com a Magia Elemental Gnóstica. Por isso a preparação de uma médica-maga-gnóstica é muito exigente. Ela deve buscar (a) a completa pureza psicológica (aquilo que os antigos chamavam de Santidade e o gnosticismo atual denomina Morte Mística dos Defeitos Psicológicos), (b) o perfeito controle de suas energias criadoras (o que os cristãos primitivos chamavam de Castidade Santa – não se trata de celibato, com a atual gnose chamando de Alquimia Sexual) e sempre (c) pela Caridade Universal, o que atualmente chamamos de Serviço Desinteressado pela Humanidade. São estes os três pilares de formação de um Sanador Elemental. Dessa forma podemos entender como a Elementoterapia Gnóstica é aplicada. Ela é a convergência equilibrada e perfeita entre (I) o conhecimento da anatomia e da fisiologia ocultas do ser humano, (II) a sabedoria das plantas com seus usos, procedimentos mágicos e mantras (nomes secretos), e (III) a adequada índole do aplicador da terapêutica mágica gnóstica. Por isso, caro leitor, anelamos que com essas informações você realmente sinta respeito, até veneração, por qualquer “plantinha” que está à sua frente: nela há um ser espiritual puro, sem mente complicada e sem ego, que tem milhões de anos de evolução e que conhece como ninguém como fluem as energias nos distintos corpos humanos, desde o físico até o mais sutil. E ele se sente realizado em sua existência elemental quando é reconhecido, venerado e encantado para devolver a saúde a qualquer ser. Louvada seja Gaia, a Divina Mãe Natureza, com todos os seus trilhões de filhos à nossa disposição. Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Fortaleza
O MAIOR MISTÉRIO DO MUNDO: APRENDER A AMAR
O MAIOR MISTÉRIO DO MUNDO: APRENDER A AMAR No mês de junho, época do fogo e dos casamentos em festas juninas, homenageia-se em especial, no dia 13, a Santo Antonio, monge franciscano agostiniano de Coimbra, Portugal. A ele foram atribuídas várias histórias milagrosas ainda em vida, a maioria ajudando mulheres, que desde aquela época já eram marginalizadas pela sociedade. O Santo as ajudava a obter um casamento. Por isso, ficou popularizado como o santo casamenteiro e em sua homenagem, no Brasil, comemora-se no dia 12 de junho o Dia dos Namorados. Foi assim que essa data tornou-se comercial, na qual os namorados procuram presentear-se e comemorar, em nome do amor. Mas o que será o AMOR? AMOR, palavra tão largamente e até vulgarmente utilizada… Em favor da verdade, é preciso esclarecer que as pessoas confundem paixão com amor. O romântico Tom Jobim, certa vez, compôs “Pra que dividir, sem raciocinar, na vida é sempre bom multiplicar, e por a+b eu quero demonstrar que gosto imensamente de você… Ah! Por uma razão infinitesimal, você criou caso de cálculo integral… Se vão as paralelas no infinito se encontrar, por que demoram tanto dois corações a se integrar?”. Da música, uma realidade constante da vida, que precisa ser questionada: Por que o homem perde tanto tempo com as coisas vãs? Por que substituir o deleite do amor puro por julgamentos, cobranças, orgulhos, vaidades, competições? Já demonstrava Buda através da Metta Bavhana, a Meditação do Amor Benevolente que, embora todos os seres tenham seus anseios e anelos, defeitos e virtudes, a natureza primordial do Ser Humano é amar ao próximo como a si mesmo, frase célebre de Jeshua Ben Pandirá, o Mestre do Amor. Então por que não praticar essa natureza todos os dias, todos os minutos e segundos de nossa vida? Para agradar aos poetas, versamos o lusitano Camões: “Transforma-se o amador na cousa amada”. Na sabedoria gnóstica do mestre da amorosa-força, Samael Aun Weor, “Onde existe o cálculo aritmético, não há amor. Infelizmente, na vida moderna o amor cheira a conta de banco, mercadorias e celuloide. Naqueles lares onde só existem somas e subtrações, não existe amor. Quando o amor sai do coração, dificilmente regressa. O amor é um menino muito esquivo.” O amor sai do coração quando não fazemos dele uma morada digna para o amor. Francisco de Assis, amante incondicional de todas as criaturas já observava que “O amor não é amado”. Amar, todos somos capazes, amar está ao alcance de todos. Mas é preciso aprendê-lo e esse aprendizado já não é tão simples. É preciso amar o amor, mesmo que num primeiro instante, seja numa fração infinitesimal. E com nossos esforços que essa fração seja cuidada como uma semente rara, plantada e cultivada a cada instante de nossas vidas. Lembremos que para germinar, a semente precisa de solo fértil e toda terra precisa ser trabalhada, arada, cultivada. Muitos dizem que querem amar, mas poucos querem trabalhar sob a luz do sol, levantar a pesada enxada, fazer calos nas mãos, frieiras nos pés e até sangrar trabalhando na própria psicologia, em seus próprios defeitos psicológicos. Assim como é preciso deixar que as minhocas ajudem a decompor o material orgânico, digerindo-o e transformando-o em nutrientes, precisamos observar nossas canções psicológicas, transformar nossas impressões do dia a dia. Onde há personalismos, desejos, egoísmo, o próprio mim mesmo, não há amor. O amor é um produto divino do “nós”. Contudo, para os receosos, afirmamos serenamente: vale mesmo a pena aprender amar! Seja qual for o esforço para se alcançar tal dádiva. Pois, um só segundo em toda nossa existência de Consciência dessa força dá sentido e cor a toda vida. Talvez por isso, Kalil Gibran disse: “Quando o amor vos fizer sinal, segui-o; ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados. E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos; ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir”. Já o poeta-filósofo alemão Goethe expressou: “Quando não se ousa amar sem reservas é que o amor já está muito doente”. Assim, no mais elevado sentido da palavra, verdadeiramente, nesse caminho de aprender a amar, há que se estar disposto a morrer para tudo. É o que também viveu São João da Cruz: “Quem souber morrer para tudo, terá a vida em tudo” e “Amar é trabalhar em despojar-se por Deus, de tudo o que não é Deus.” Algumas grandes almas que passaram por estas terras, verdadeiramente, aprenderam a amar. Praticaram o amor que não vem das honras e delícias do mundo material, que não provem da satisfação dos desejos, quereres e vaidades do ego, pois sabiam que todas essas conquistas transitórias não são levadas quando morremos. Jesus e Madalena, Osiris e Isis, São Francisco e Santa Clara, Samael Aun Weor e Litelantes, Joana D’Arc e Jean Totmouille, Hildegard Von Bingen e Volmar, Sidarta Gautama e Yashodhara, Krishna e Radha dentre outros, puderam e souberam amar, conheceram ISSO que não se pode definir, ISSO que penetra lá onde não chegam as humanas filosofias. Todas essas almas que realmente se enamoraram, descobriram algo sublime em comum: A liberdade provinda de amar a Deus e somente a Ele Servir. São tantos escritos de almas privilegiadas que sentiram os aromas do amor… mas encerraremos escolhendo uma delas, a de um monge que nos ensinou a Imitar o Cristo – o Mestre do Amor. Tomás de Kempis, que magistralmente escreveu sobre os admiráveis efeitos do amor divino, afirmou: “Quem ama nobremente não repousa no dom, mas em Mim (o Cristo) acima de todos os dons.” Que ao sentirmos o chamado para a iluminação do amor, busquemos o caminho que realmente nos leve a tal façanha e que nos inspiremos não nas vãs paixões mundanas, mas nas grandes almas que souberam amar… assim conseguiremos ouvir a voz interior de nosso Pai Interno e de nossa Mãe Divina que nos ensinam constantemente a Arte de Amar – mesmo que, pródigos filhos, não o percebamos! Alessandra Espineli Sant’Anna é engenheira e instrutora da AGB
Shazam! e o Raio do Super-Homem
Shazam! e o Raio do Super-Homem – por Vinícius de Lacerda Filmes sobre personagens do universo das HQs fazem cada vez mais sucesso. Afinal, o mito do herói sempre fez parte do nosso imaginário e das histórias que embalaram crianças e despertaram interesse nos jovens (e porque não dizer, nos adultos também). Em seu livro “A Jornada do Herói”, Joseph Campbell nos apresenta como esse arquétipo tem sido explorado nas lendas e mitos da humanidade: há um homem ou uma mulher comuns que se deparam com algo estranho, uma mudança na rotina, um segredo, uma aventura; daí, num primeiro momento, há a recusa em seguir, a qual logo é esquecida diante do encontro com o sobrenatural; durante a travessia, a descoberta dos poderes, dos talentos ou das virtudes, as primeiras provas ou desafios, as primeiras derrotas, os inimigos e aliados, o guia ou mestre e a grande missão se revela; há a provação ou o sacrifício, que logo se torna uma recompensa, que leva a um caminho de volta, de mudança, de ressurreição ou de redenção. O filme Shazam!, em cartaz desde meados de maio deste ano de 2019, conta a história de um menino órfão numa busca para encontrar sua mãe, de quem foi separado enquanto pequeno e, por isso, foi “condenado” a passar por diversos orfanatos e reformatórios juvenis. Até enfim encontrar a sua “família” num grupo de outros órfãos que vivem na casa de uma família (marido e esposa também órfãos) cheia de amor e de amizade. Para defender seu “irmão” com deficiência, nosso herói se arrisca enfrentando os famosos valentões da escola. A fim de não ser pego, foge e é levado de trem até uma caverna, onde um velho mago ou feiticeiro espera há séculos pela chegada de um campeão, o qual herdará os seus poderes. O garoto, então, pronuncia a palavra cabalística Shazam! (cujo nome é formado pela união das iniciais de Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles e Mercúrio), torna-se o herói, porém continua sendo uma criança no corpo de um adulto, tendo que aprender quais são seus poderes e amadurecer na luta contra o vilão. Vilão esse que, anteriormente, não foi escolhido pelo mago para receber os poderes, por não ser digno e por ter sucumbido às forças dos 7 pecados capitais. O vilão tenta então roubar os poderes do mocinho, que passa todo o filme lutando contra si mesmo, na sua busca por identidade e sentido da vida. Ao final, descobre que apenas dividindo seus poderes (virtudes) com seus “irmãos” é que seria capaz de derrotar o mal, representado pelo vilão e seus pecados (monstros que dele se desdobram e se materializam). Aliás, descobrindo que era preciso vencer primeiro a inveja para depois derrotar todos os outros pecados. Numa das mais belas cenas do filme, as virtudes (personificadas pelos irmãos do herói) enfrentam e vencem os defeitos ou pecados capitais, personificadas pelas emanações bestiais do vilão. A força do bem se distribui em todos os irmãos (as diferentes parte de nossa Alma) e as forças do mal são petrificadas e destruídas (os defeitos psicológicos sintetizados nos sete pecados capitais do vilão). Fernando Salazar Bañol, discípulo e secretário pessoal do V. M. Samael Aun Weor quando estava encarnado com seu bodhisatwa, em seu belíssimo livro intitulado “O Raio do Super-Homem”, narra a história do Mestre Contemporâneo da Gnose, nos revelando sua intimidade e o dia a dia do Avatar de Aquário até se tornar um Cristificado. Desde os primeiros passos da então criança Victor Manuel Gómez Rodríguez (aliás, muito antes disso, narrando, inclusive suas vidas anteriores), da juventude cheia de descobertas e de seu Ser Íntimo que o convidava a descobrir os segredos da espiritualidade até o seu Advento como Mestre de Mistérios Maiores em 1.954, fundindo-se com seu Cristo Samael, o raio da força. Durante toda a sua vida, Samael também foi descobrindo seus poderes e suas virtudes, enfrentou suas batalhas e seus desafios, foi provado, tentado, caiu, porém se ergueu pelo poder de sua vontade consciente, sua Thelema, tornando-se, assim, verdadeiramente um Ser Humano no mais exato sentido da palavra. Ou melhor, um Super-Homem. No filme Shazam!, há muitas e sutis mensagens gnósticas que nos remetem à própria vida do Kalki Avatar da Era de Aquário: seu uniforme é vermelho (cor de Marte) com uma capa branca (símbolo da Maestria e da Pureza); em seu peito, há o símbolo do raio (força); nos ombros, carrega duas imagens de felinos (o tigre, que representa a Força pela vitória sobre a luxúria, e o leão, que representa a Justiça Divina por se ter derrotado o Orgulho); recebe seus poderes de um mago (o Guia Interno, o Pai, o Instrutor), precisa desenvolvê-los sozinho (o caminho da Iniciação é solitário), tudo isso para derrotar o vilão (o ego, representado pelos pecados ou defeitos psicológicos). Depois de tudo isso, encontra a sua verdadeira família (os aliados do iniciado, aqueles que também trilham seu caminho na senda, inclusive seu Pai e Mãe Internos), para então esperar pelo próximo desafio (ou pela próxima prova iniciática). Ou seja, na Gnose o caminho que leva à Cristificação é como a jornada do herói: o homem ou a mulher comuns se deparam com um grande questionamento sobre a sua vida e sobre o que há além da vida, buscam por respostas e por caminhos até se depararem com a Verdade; essa Verdade faz com que questionem e quebrem velhos paradigmas, revela uma realidade além do mundo físico, desvelando também os mistérios da vida e da morte; aprende-se sobre os 3 Fatores de Revolução da Consciência (morrer misticamente, nascer alquimicamente e servir desinteressadamente), os quais levam o(a) futuro(a) adepto(a) ao início do caminho da Iniciação, o qual é cheio de provas, obstáculos, tentações, quedas, surpresas e batalhas; ocorre a luta contra os egos, a forja dos corpos solares, conquista-se a Maestria, desperta-se o Cristo Interno e então se inicia o trabalho de retorno ao Absoluto, não sem antes a missão de guiar toda uma humanidade pela mesma estrada Divina. Portanto, …