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12 ago 2019

A MEDICINA FITOTERÁPICA MAPUCHE

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A MEDICINA FITOTERÁPICA MAPUCHE

 

Os Mapuches são habitantes originais do sul da Argentina e do Chile, habitando em pequenas aldeias isoladas nas regiões do Rio Negro, Chubut, Santa Cruz e Neuquén.

Na cultura Mapuche, a saúde reflete um equilíbrio entre o corpo, a terra e a natureza. A medicina, especificamente, conecta-se a crenças culturais sobre o cosmos, os espíritos e a interação entre todas essas coisas. Do ponto de vista Mapuche, a doença não é apenas um estado biológico ou físico, mas também moral e social, decorrente do desrespeito às normas e ao equilíbrio com o meio ambiente.

Para os Mapuches, se alguém está desequilibrado espiritualmente manifesta no corpo uma doença. A medicina Mapuche tem uma visão integral do paciente, porque para eles, a família, a comunidade e tudo o que estamos vivendo acabam nos influenciando de uma forma ou de outra.

Os métodos de tratamento das doenças na medicina Mapuche contrastam com a medicina ocidental. Na medicina ocidental, normalmente, um médico prescreve uma medicação ao paciente para tratar a dor. Na medicina Mapuche, o “machi” ou curandeiro trata a doença como uma totalidade, estabelecendo um “diálogo” com ela para descobrir a transgressão original e restabelecer o equilíbrio holístico.

Hoje, muitos países latino-americanos combinam com perfeita harmonia a medicina indígena e ocidental. Nas áreas urbanas, é mantida a tradição do uso, especialmente de plantas e minerais, para a cura de doenças.

Na capital da Colômbia, Bogotá, é comum o uso de certos medicamentos naturais de origem indígena; assim como nas tribos indígenas da Amazônia peruana de fitoterápicos feitos com seu meio natural, utilizando-se das árvores, plantas, sementes e folhas.

Grande parte dessa riqueza milenar das selvas amazônicas é compartilhada com toda a humanidade por Samael Aun Weor, em seu monumental livro Medicina Oculta.

O México também utiliza essa riqueza de conhecimentos dos diversos grupos étnicos do país, constantemente apoiados por uma comunidade científica que percebeu a importância desse fato; não é à toa que cientistas do mundo todo buscam nas mais variadas plantas o seu poder curativo.

Os Aprendizes de médicos Mapuches (machis) aprendem sobre a energia inteligente de todas as coisas:  plantas, elementais e muito mais. Seu aprendizado é direto e intuitivo; utilizando-se da técnica da meditação são desafiados a encontrar as utilidades das plantas sem saber nada sobre elas intelectualmente.Dentre as diversas plantas utilizadas nas curas das mais diversas doenças, existem 7 vegetais nativos utilizados pelos Mapuches. Essas plantas atuam em cada um dos 7 chacras principais e seu uso na Medicina Antroposófica, na Fitoterapia e em diversos estudos científicos da medicina alopática corroboram sua eficácia. São elas:Chacra Base: Taraxacum officiale ou “Dente de Leão” Chacra Sacral: Fabiana Imbricata ou “Palo Pichi”.Chacra Plexo Solar: Buddleja globosa ou “Pañil”- Chacra Cardíaco: Plantago major ou “Llanten” ou “7 veias”. Chacra Laríngeo: Pinus ou “Pino de duas agulhas”. Chacra Frontal: Rosa rubiginosa ou “Rosa Mosqueta”. Chacra Coronário: Maytenus boaria ou “Maiten”.

Nos dias 26 e 27 de outubro de 2019, a Associação Gnóstica de Brasília e a Associação Gnóstica de Fortaleza promoverão o 1º Seminário Gnóstico de Saúde e Terapias Holísticas, na cidade de Brasília/DF no qual serão ministradas 15 palestras sobre diversas terapias, entre elas “A Medicina Fitoterápica Mapuche” que será proferida pela autora deste artigo.

Maria Pia Calandrelli mora em Bariloche – Argentina. É Bioquímica, Farmacêutica e Instrutora de Gnose.