FECUNDA SOPHIA Gnose, mãe bela que em meio a trevas, Não para de parir. Passam-se eras, opressões, perseguições, e as sementes de Rá Tornam-se fênix a seguir. Pobres gentes, Humanidade doente, Continuam a germinar. Toda criação é assim, Quanto mais árido o meio fecundante, mais forte o embrião, Quanto mais espinhoso para o caminhante, mais forte o feto. Assim como a rosa, Que em seu peito brota, Na mais surpreendente alma, Nascente no solstício de inverno, Não sucumbe ao precipício, Desce mais sobe do averno. De Beatriz sua geratriz, Amorosa, imaculada se desdobra, Arraigado eu teu ventre sagrado, Alimenta-se de Samael, Litelantes, Huiracocha, Krishna, Gautama. Embalado nas músicas das esferas, nos antigos hieroglifos,, Nos monólitos e pinturas sagradas, Códices recuperados, Pelo sábio de aquário desvelados, Constrói seu próprio corpo como antes: Ama. Luz astral, Virtude imaterial, Transmutada em Sabedoria. Cristo afinal, Filho de INRI, 3 vezes nascido, O Filho Bendito. Que bela nossa Mãe Gnose! Nada a detém. Mesmo quando do Ego refém, O filho arrependido, Do sonho perdido, A reencontra, nas lembranças de Barbelo: A fecunda Sophia, Pois sempre uma porta lhe está aberta, Para a preciosa redescoberta, Dos filhos de Sabedoria: O perene amor eterno.
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A Mística do Carnaval: de Cerimônia Sagrada a Festa Folclórica
A MÍSTICA DO CARNAVAL: de cerimônia sagrada a festa folclórica Carnaval – hoje festa folclórica e turística: O Carnaval atualmente é visto como uma grande festa folclórica e turística, sendo famosas as festividades em Nova Orleans (EUA), Veneza (Itália), Santa Cruz de Tenerife (Espanha), Cartagena (Colômbia) e principalmente no Brasil, onde somente no Rio de Janeiro, Recife e Salvador a festa atrai vários milhões de pessoas – é até chamada de “a maior festa da Terra”. Carnaval – ontem cerimônia religiosa à Primavera: O que poucos sabem é que as origens do Carnaval remontam à antiguidade e a cerimônias religiosas ancestrais, as quais passaram por várias fases diríamos de esquecimento e de degeneração: se começaram como Procissão Solar Religiosa, atualmente há até festas carnavalescas regadas a drogas, violência e abusos sexuais. A história oficial vai remontar a origem do Carnaval ao Antigo Egito, 4 ou 5 milênios atrás, quando a estátua sagrada da Deusa Ísis (Serápis, em algumas cidades egípcias) era levada em procissão, com hinos (cantos) e adoradores finamente trajados, desde o Templo até o Rio Nilo, para que abençoasse as cheias que viriam e que propiciariam o início de uma Nova Vida (a Primavera), com fertilidade, plantio, alimentos, abundância. Havia festa entre o povo que acompanhava a procissão, com músicas, danças, comida e bebida. Naquela época a estátua representava a própria Deusa na Terra e por isso raramente saía do Templo. Ísis era levada em Glória até Hapi (o Rio Nilo) em um “carro alegórico” lindamente adornado com flores e tecidos coloridos. Nesta mesma linha de Procissões Glorificando a Mudança de Estação, pré-anunciando a fertilidade e a fartura, os Babilônicos festejavam as Sacéias e a Adoração Primaveril a Marduk; os assírios faziam procissões a Ishtar, inclusive usando máscaras ao acompanhar o carro-barco da deusa até o Rio Tigre; os gregos antigos comemoravam as bacanais (festas ao Deus Baco, que mais tarde tiveram o sentido de seu nome pejorado para festas sexuais); os hebreus realizavam a festa das sortes e na Roma Antiga tivemos as Lupercais e as Saturnálias. Havia ainda as tradições celtas e nórdicas, onde nas tribos germânicas uma estátua de Nerto ou Frey era colocada em um navio com rodas e acompanhada por uma procissão de pessoas disfarçadas de animais e homens vestidos de mulheres, para saudar o fim do inverno e a chegada da Primavera. Em todas essas festas havia muita semelhança com o feriado carnavalesco atual: as festas duravam 5 dias, tudo fechava, todos tinham folga e o povo cantava e dançava pelas ruas. Então começaram as degenerações: o povo com o tempo “emendou a festa” e a bebida e os excessos começaram… Em Roma, por exemplo, homens e mulheres nus desfilavam em carros alegóricos chamados de “carrus navalis” (carro naval), pois tinham formato de navio – daí uma das origens aventadas para o termo Carnaval. Você, que nos acompanha neste arrigo, vê alguma semelhança com os desfiles atuais das escolas de samba, com grandes e luxuosos carros alegóricos com belos homens e mulheres se contorcendo nus ou seminus ? Nada de novo sob o Sol e o inconsciente coletivo arquetipal continua vibrando por milênios, levando as massas… Carnaval – cristianização e festa brasileira: Com o declínio do Império Romano acentuado nos séculos III e IV e a ardilosa obtenção de “exclusividade para divulgar o cristianismo” pela Igreja Romana na época do Imperador Constantino, o esperto clero buscou aproveitar as festas pagãs adaptando-as às festas Cristãs, como fez com o Natal e com as comemorações Marianas, por exemplo. Mas estas festas originalmente sagradas já estavam degeneradas e os antigos Mistérios das Procissões Primaveris foram perdidos, inclusive porque os cristãos gnósticos foram perseguidos e abafados pelos fanáticos clérigos romanos da época, em conluio com os decadentes imperadores romanos. A opção eclesiástica foi pela expansão a todo custo, pela riqueza e pela política. Os Mistérios Iniciáticos das festas que depois tornaram-se o carnaval foram velados e guardados por pequenos grupos. A Igreja Romana então ligou as antigas procissões sagradas à Páscoa (festa claramente solar, que até hoje é agendada como o primeiro domingo após a primeira lua cheia da primavera – março – no hemisfério Norte). Então os padres contaram 46 dias antes da Páscoa (40 da Quaresma mais 6 da Semana Santa) para chegar à Quarta-Feira de Cinzas. O dia anterior é a “terça feira gorda” – o Carnaval propriamente dito. Estava pronta a autorização para o povo comemorar e festejar, agora com excessos e degenerações, durante 5 dias (de sábado de carnaval até a 4ª feira de cinzas) antes que a quaresma de purificação iniciasse na 4ª feira. Era o “carnis levale”, cujo significado é “retirar a carne” – esta a segunda versão para a origem do termo Carnaval. Esse sentido está relacionado ao jejum que deveria ser realizado durante a Quaresma e também ao controle dos prazeres mundanos. Então, de sua origem sagrada e cerimonial pela Primavera, o carnaval se tornou no início do cristianismo eclesiástico uma festa de permissão para os excessos mundanos. Perto do ano 1.000, em plena época medieval da Idade das Trevas, no período fértil para a agricultura, homens jovens que se fantasiavam de mulheres saíam às ruas e aos campos durante algumas noites. Mais tarde, no Renascimento Italiano, apareceu a “commedia dell’arte”, com festivais teatrais (desfiles) nas ruas. Em Florença, músicas eram entoadas para acompanhar os desfiles, num cortejo de carros decorados, os “trionfi”. Em Veneza e Roma, os carnavalescos trajavam “bauta”, uma capa com capuz negro que encobria ombros e cabeça, com chapéus de três pontas e máscaras. A ideia dessas festas medievais é a mesma até hoje: a inversão de papeis e o mundo de cabeça para baixo, sendo abolidas as restrições sociais, morais e até sexuais das pessoas. Houve então em toda Europa, a partir do século XVI, muitas tentativas de cercear as festas carnavalescas, impondo controle social pelo conservadorismo que tentou demonizar as festas populares. No Brasil, as origens do Carnaval remontam ao período colonial, inclusive com uma brincadeira de origem portuguesa chamada …
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O Canto do Coração – Sabedoria da Divina Mãe do Mundo
O CANTO DO CORAÇÃO – SABEDORIA DA DIVINA MÃE DO MUNDO Quando falamos da Manifestação Feminina da Divindade, no Eterno feminino de Deus, consciente ou inconscientemente direcionamos a atenção ao nosso coração. Renomados artistas da Renascença como Tiepolo, Rafael Sanzio, Velasquez, Rubens e tantos outros, foram capazes de capturar essa ideia dos planos arquetipais e expressá-la em suas telas. Belas imagens de Virgens foram vivificadas através de sua genialidade e percepção quando plasmaram, em tela e tinta, essas Sagradas Mulheres envoltas num manto esvoaçante que, no alto de sua majestade, simbolicamente, lançavam um amoroso abraço pela silhueta de um lindo coração. O coração é o órgão central de todo indivíduo, é o fiel da balança onde tudo é pesado. Ele é o grande impulsionador de vida, aquele que guarda a chama que arde em todo Ser, o templo de nossa consciência. Todos os seres, de todas as raças, cor, sexo, por maior ou menor semelhança externa que tenham, de qualquer época, condição social etc., possuem um coração sem diferenças: são anatomicamente e fisiologicamente iguais, como a gritar para que todos compreendam que todos somos iguais perante a Divindade. Muitas são as menções sobre o coração nos diversos textos sagrados, e todos eles sempre trazem a ideia de “centro”, um templo, uma catedral de onde se esparge luz e conhecimento a todos. Alguns trazem a ideia de sede dos sentimentos e muitos outros localizam nele a inteligência e a intuição, sendo o sangue um veículo sagrado. No hinduísmo ele é a morada de Brahama, para o islamismo é o Trono de Deus que deve ser contemplado, para os celtas, o centro do mundo, para os sufis é o Trono da Misericórdia onde pulsa o Amor de Deus. Anahata, o nome em sânscrito do chacra cardíaco, significa “inviolado”, “puro”, “incessante”, ou ainda “pulsante”, denotando justamente a ininterrupta radiação de pureza e de vida que tanto o órgão físico quanto seu centro bioenergético correspondente (chakra) realizam. Ensina Samael Aun Weor, mestre moderno da antiquíssima Gnosis Cardias (o Conhecimento do Coração) que “o coração do Sol está analogamente construído como o coração de nosso organismo humano. No ventrículo esquerdo do coração mora o Átomo Nous, nosso átomo principal, um diminuto ‘Modelo’ ao qual o corpo físico deve, com o tempo, se amoldar em seu progresso”. A própria cruz do Adorado da Galileia, cujo significado maior é o sacrifício, ou sacro-ofício (ofício sagrado, sacrifício santo) tem como ápice o cruzamento de dois madeiros que, por semelhança ao corpo humano, é o local do coração: a própria Compaixão e Misericórdia. Retornando ao estudo dos belos quadros Virginais da Renascença, veremos muitos outros símbolos como as rosas e açucenas que enfeitam o ambiente onde paira a Mãe do Mundo, um símbolo inequívoco de outra oitava deste coração que pulsa na Cruz do Amor Consciente, e que serve como impulso de Suprema Beleza e Harmonia de Alma. Há uma frase escrita num antigo texto egípcio que diz: “Coloquei teu coração no fundo de teu peito para que não esqueças quem tu és ! ” Na escrita hieroglífica a palavra coração é representada pela figura de um “vaso”. E o vaso, nos textos alquímicos, é o próprio Graal, a mulher, a castidade. A Taça Sagrada que recebe o sangue do Altíssimo, de nosso Cristo Íntimo, filho do Amor Divino de Nossa Mãe e Pai Internos, dando-nos a imortalidade. Tanto a figura de uma rosa quanto de um coração pode ser comparada ao “bojo” desse cálice sagrado: um triângulo que simboliza a mulher, que ao unir-se ao triangulo masculino faz nascer a estrela que brilha através do espírito. Na tradição egípcia diz-se que o deus Ptá pensou o Universo com seu coração antes de materializá-lo pela força do Verbo Criador, confirmando a ideia de que a Vida emergiu do coração do Universo pela vontade do Creador. Hoje a astrofísica confirma a pulsação incessante da “matéria escura” (gravidade atratora invisível) e da “energia escura” (força de expansão invisível) em todo o universo. É no coração que ficam registradas todas as nossas ações, pensamentos, intenções e palavras que proferimos, e é por isso que na teogonia e mitologia egípcia, a deusa Maat em seu Grande Salão, pesa os corações dos mortos para conhecer o que realmente fomos e somos. Por isso o coração é o único órgão deixado no tórax da múmia, onde se coloca sobre ele o Escaravelho Kepra, amuleto sagrado que representa a imortalidade e a alma, para que proteja o morto na sua pesagem. Para os egípcios de ontem e para a moderna psicologia dos campos morfogenéticos, no coração está registrada toda a síntese do que uma pessoa foi, é e será. Como visualizou Beethoven em sua 9ª Sinfonia, tentemos imaginar e ver todos os seres (deuses, galáxias, sois, planetas, elementais de todos os reinos, seres humanos) abraçados cantando em uníssono a Canção da Vida, pulsando amor e fraternidade, impulsionando a Corrente do Criador – esta é a Sinfonia do Coração, este é o Canto do Ser, o Hino do Planeta, a Ode do Sistema Solar, o Coro Universal. E a Virgem Mãe, senhora das contrações com seu manto de proteção e misericórdia, é a Maestrina dessa Invisível e Sagrada Torrente de Vida ! Pare de pensar agora, observe seu coração e ouça, sinta… Heloisa Pereira Menezes é nutricionista, especialista em logística empresarial e instrutora de Gnose
Flamel e Pernelle: Amor, Alquimia, Caridade.
Flamel e Pernelle: Amor, Alquimia, Caridade A humanidade tem gerado muitos gênios: Aristóteles, Platão, Hipátia de Alexandria, Fo-Ji, Confúcio, Michelângelo, Rumi, Hildegard Von Bingen, Ramanujan, Beethoven, Helena Blavatsky, Zóser, Bach, Aleijadinho, Santos Dumont… somente para citar alguns. Mas a genialidade humana atinge seu ápice quando aflora em duplas, em casais. E então a Divindade nos presenteia com maravilhosas sizígias cujas obras demonstram a perfeição com que as criaturas imitam o Criador: Jesus e Madalena, O apóstolo Paulo e Tacla, Osíris e Ísis, Marie e Pierre Curie, Francisco e Clara de Assis, São João da Cruz e Tereza d´Ávila, Samael e Litelantes… Queremos aqui prestar uma justa homenagem a um casal de alquimistas que fizeram sua Magna Obra na França do século XIV. A mais famosa obra de Flamel e Pernelle é O Livro das Figuras Hieroglíficas, onde eles explicam o livro dourado de Abraão – o judeu. Nesta obra encontram-se 13 figuras belíssimas que ilustram todas as fases da Grande Obra. Nas palavras do V.M. Samael, ali “se encontram todas as operações alquimistas que conduzem o estudante gnóstico até a Ressurreição Iniciática”. A Hermética ciência da Alquimia não se deslinda facilmente. O objetivo da Filosofia das Transmutações é a obtenção da Pedra Filosofal, que brinda a seus conquistadores três grandes faculdades: o Elixir da Longa Vida (imortalidade), o Pó de Projeção (capacidade de transformar metais vis, como o Chumbo, em outros nobres, como o Ouro) e a Medicina Universal ou Panaceia (remédio para todas as doenças). Numa linguagem esotérica estas Lapis-Virtutis correspondem à Ressurreição Crística, à transmutação dos corpos lunares (de chumbo) em veículos solares (de ouro) e à capacidade de curar que um Cristificado conquista. Buscado há milênios por curiosos e sábios de todos os povos, de forma mais notória por egípcios, chineses, persas e europeus, o Lapis Philosophorum continua sendo objeto de pesquisa incessante pelos modernos cientistas da física de partículas, os pesquisadores quânticos, que procuram a Pedra em aceleradores de partículas e em teorias de cordas (vibrações) multidimensionais, perscrutando as origens e leis de manifestação da matéria e da energia. Os homens de ciência atual buscam em fótons, glúons, grávitons e boisons a Quintessência dos antigos Filósofos. Mal sabem eles que, como Flamel constatou após anos de estudos e experimentos estéreis, o maior e mais completo laboratório são seus próprios corpos, mediante a aceleração vibracional gerada pelo amor em castidade científica à Esposa-Alquimista – o Athanor da Grande Obra, a doce e bondosa Pernelle de Nicolás. A Alquimia para os historiadores é apenas a precursora da Química Moderna; para os místicos ela é uma ciência transcendente, quase inalcançável, rodeada de tantos mistérios e lendas que é capaz de fascinar milhões de jovens com aprendizes de feiticeiros nas histórias de Hollywood, levando-os a uma visão romanceada e estéril da Magna Ciência. Entretanto, para um gnóstico, como buscador da Pillosophia Perennis et Universalis, a Alquimia tem um sentido excelso: ela é precisamente um dos Três Fatores de Revolução da Consciência, um dos Pilares sob o qual se erige o templo interno, uma das ferramentas de trabalho Iniciático, ao lado da Morte Mística e da Caridade Universal. A Arte Magna da Alquimia Gnóstica serve para o casal fabricar seus corpos superiores em Ouro, preparando-nos para a Cristificação. E o fogo secreto gerado na Forja do Casal incinera o Mercúrio Seco e o Enxofre Arsenicado de nossas vis paixões – os agregados ou eus psicológicos que personificam nossos defeitos. Flamel e Pernelle cintilam como dois dos mais respeitados sábios de todos os tempos; dois cientistas que buscaram incessantemente a Pedra Filosofal. E o mais interessante: Flamel pesquisou por anos e sozinho a fórmula do Lápis, principalmente num antigo livro hebraica, só encontrando o Mistério dos Filósofos quando pediu ajuda à sua esposa Pernelle. Bebeu em fontes hebraicas antigas, temperou-as com a cultura iniciática que pululava pela França nos primeiros séculos do 2º Milênio (com Catedrais Góticas, tradições celtas e gregas, Espagiristas e Templários que traziam segredos do oriente). Foi então que o escrivão e livreiro parisiense foi a Santiago de Compostela, grande centro de peregrinação cristã e alquimista, para fazer a mistura ferver com a ajuda de sábios Persas e Cristãos. Da capital portuguesa da alquimia Flamel emergiu com o firme propósito de, com sua esposa e como ensina o Alquimista Moderno Samael, “Cozer, Cozer e recozer sem jamais se cansar disso !” E assim realizaram em si mesmos a Grande Obra, tornaram-se suas próprias Pedras Filosofais. Flamel e Pernelle estão também imortalizados por suas obras de caridade: com o dinheiro que auferiram na prática alquímica da transmutação dos metais vis em ouro, construíram e mantiveram hospitais, albergues, orfanatos, cemitérios, igrejas… Hoje em Paris, na Rue de Montmorency 51, ainda existe um desses antigos centros de caridade do casal alquimista, como testemunho vivo em pedra do Servir a Humanidade de forma desinteressada. É a casa de pedra mais antiga da capital francesa, com a fachada incrustrada de instigantes símbolos alquímicos. O mistério alquimista de Pernelle e Flamel é tão importante para a humanidade que, tal qual a Arcana Ciência de Hermes, está misteriosamente gravado na paisagem urbana de Paris – somente perceptível aos discípulos e discípulas mais atentos. As duas ruas com seus nomes formam uma cruz alquímica (o centro é o Enxofre que fecunda os braços do Mercúrio e do Sal) bem na frente da Igreja de Santiago (Saint Jacques) – de onde partiam os alquimistas no caminho francês de peregrinação alquímica à cidade galega de Compostela. E ainda mais incrível: a Igreja de Saint Jacques forma um triângulo com dois outros grandes centros magnéticos da capital francesa: a Catedral de Notre Dame (símbolo da Stella Maris alquimista) e a Sainte Chapelle (Símbolo do Rei alquimista que conquista a Pedra), antigo palácio dos reis Franceses. O Triângulo e a Cruz, o 3 e o 4, o Fogo e o Sacrifício pela União dos complementares sempre sintetizaram a Magnus Opus Alquimista. O triângulo encabeçando a cruz é o símbolo do Sulfur, o enxofre secreto, o Fogo Oculto do Amor Sexual …
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2021: Vencer Despertando a Consciência
2021: VENCER DESPERTANDO A CONSCIÊNCIA A cada ano, passamos por muitas experiências, sejam estas consideradas novas ou repetidas, boas ou ruins, fáceis ou difíceis, planejadas ou imprevisíveis. O fato é que podemos ter duas atitudes frente a essas situações: Ou vamos seguindo nosso Samsara mecanicamente, vivendo a dor desnecessária da inconsciência, ou podemos, mesmo com provas dolorosas, aproveitar essas situações para a nossa própria e íntima revolução espiritual. Samael Aun Weor, Mestre Gnóstico que ensina o Despertar da Consciência para os tempos de hoje, afirma em seu livro A Educação Fundamental: “A humanidade tem 97% de subconsciência e 3% de Consciência. Precisamos despertar a Consciência, precisamos converter o subconsciente em consciente. Precisamos ter cem por cento de Consciência.” Se pararmos um pouco para observar a vida livre em seu movimento, fora desse padrão repetitivo de mecanicidade, poderemos perceber os milhões de estudantes das escolas e universidades assim como também homens e mulheres profissionais, de países do mundo inteiro, que, diariamente, buscam na escola, na universidade ou no seu trabalho apenas o “ganhar a vida”. Tivemos, de um modo geral, uma educação incompleta, voltada para as disciplinas regulamentares dos sistemas de ensino, nos quais fomos criados para a conquista de um espaço na sociedade e no mercado de trabalho. É fato que esse aspecto da educação é necessário e precisa ser desenvolvido com toda dedicação que se requer. Contudo, esquecemos que essa é somente uma parcela da educação que o Ser Humano necessita. Nos esquecemos que somos seres espirituais e que temos um propósito de estarmos presentes neste momento do planeta com esta representação física que recebemos, dotados ou não de uma família, de relações sociais, de variadas culturas e de dons com os quais também fomos presenteados. Ocorre que com esse esquecimento, seguimos todos estudando, formando mil fantasias na mente com respeito ao futuro e com lamentações com relação ao passado, sem vivermos realmente o presente, e sem nos perguntarmos sobre o verdadeiro motivo pelo qual devemos estudar física, química, biologia, aritmética, geografia ou por que seguirmos as profissões que escolhemos como economia, engenharia, artes, medicina, direito, política, comércio, internet etc etc etc. E assim, vamos vivendo de forma inconsciente e automática, recebendo muita informação diariamente, sem jamais na vida questionarmos os “Por quês?” e os “Para quês?” de tanta informação. Não ocorre para a maioria das pessoas de perguntarem a si mesmos: “Por que estou aqui? “ ou “O que vim fazer aqui?” ou “Qual é realmente o verdadeiro e secreto motivo que me traz aqui? “ ou “Por que sofro?” ou “Por que a humanidade sofre?”. Por isso, acreditamos, na Gnose, que é urgente para a humanidade deixar de ser mecânica, despertar a Consciência, descobrir por si mesma o que é esta luta tão terrível da vida diária, seja profissional, educacional, na saúde, nas relações humanas, na qual essa humanidade 97% subconsciente, sofre angústias, medos, desgostos, preocupações, ansiedades, competições, julgamentos, vazios existenciais. Precisamos nos tornar mais conscientes para reconquistarmos a livre iniciativa em nossas vidas e, assim, passarmos a cooperar com nossa família (saibam que esse trabalho começa em nosso próprio lar), com nosso meio social, com nosso País e com o mundo, ajudando-nos uns aos outros no Despertar da Consciência. Em 2020, passamos por um ano de mudança de rotinas, restrições sociais, perdas de entes queridos. Temos questionado “O que vamos fazer ou o que podemos fazer?”, “O que vai acontecer conosco?”, “Por que passamos por um momento como esse?”. De fato, essas perguntas são um primeiro passo para se sair da mecanicidade. Contudo, de nada servirá tanto sofrimento se não buscarmos essas respostas de forma objetiva, isto é, buscando-se a Consciência em cada situação e em cada acontecimento de nossas vidas, sem fazê-las como uma lamentação, mas sim buscando a compreensão. Em verdade, não aprendemos nem pela dor nem pelo amor, mas sim pela Consciência. Entretanto, alertamos que a compreensão objetiva só ocorre através de estados superiores de Consciência e que, para tal intento, devemos recorrer a uma força que existe em todos os seres e que representa um dos 5 aspectos do Eterno Feminino de Deus: nossa Mãe Divina Cósmica Particular. Somente recorrendo a Ela, a Senhora de nossa Criação e Senhora de nossos dias, aquela que suporta todas as dores ao lado de seu filho adorado, pode nos levar a estados de superiores de Consciência e nos preparar não só para as duras provas da vida, como também para a compreensão de todos os acontecimentos que nos atormentam, nos tornando mais fortes, confiantes, seguros e ao mesmo tempo humildes, honestos, determinados e corajosos. Devemos deixar de lado as puras fantasias da mente, porque elas não sabem realmente qual haverá de ser o futuro de cada um, nem em que idade iremos morrer. Devemos abandonar essa vida vaga, incoerente, subjetiva, deixar de estudar coisas que de nada nos servem para a inteligência objetiva. O importante não é só o “passar de ano” ou o “ganhar a promoção e o reconhecimento”. Mas vale o ensinamento ético do pai e da mãe preparando os filhos para a vida adulta; ou o ensinamento exemplar do colega de trabalho que não compete e julga, mas sim consola e coopera; ou do patrão que não explora mas sim reconhece e incentiva; ou do médico que não apenas receita, mas sim acolhe e reconhece seu paciente como um irmão da natureza; ou do advogado que não usa as letras para distorcer as leis humanas, mas sim, que busca a justiça em cada situação; ou ainda do blogueiro que não almeja somente milhões de “likes” e visualizações, mas sim aquele que quer trazer uma mensagem de vida que traga algum crescimento para seus “seguidores”. Aliás, é oportuno dizer que podemos ser no máximo “acompanhadores” porque, em verdade, só seguimos Seres autorrealizados como Buda, Krishna, Zoroastro, Quetzalcoatl, Kuan Yin etc, pois somente aqueles que conhecem o caminho têm a Sabedoria necessária para ser seguido. Não devemos repetir o que a maioria faz ou declara de forma mecânica, quase como papagaios. Mesmo que …
COSMOLOGIA GNÓSTICA: DEUSES NO CÉU E SEMENTES NA TERRA
COSMOLOGIA GNÓSTICA: DEUSES NO CÉU E SEMENTES NA TERRA Uma das contemplações da natureza que mais deslumbram o ser humano é o céu, principalmente o noturno, com seus incontáveis satélites, planetas, estrelas, constelações e galáxias. Na máxima Hermética, onde o Macro e o Microcosmo se correspondem, para nós é muito mais fácil e natural vislumbrar o macrocosmos, o céu e as estrelas, do que o microcosmo (o Ser Humano), seja no seu aspecto espiritual e psicológico, seja na microscopia do infinitamente pequeno de nosso corpo. Olhar o Cosmo desperta em nós profundos sentimentos, como curiosidade, atração, mistério, amplidão, infinitude, divindade, paz, acolhimento, pertencimento… não à toa que todas as civilizações manifestam sua espiritualidade colocando no céu (em seus astros, seus deuses, seus anjos, seus céus) o ponto onde está Deus. É exatamente por isso que o termo grego Cosmos significa Ordem, Harmonia, Organização, Paz. Dessa fascinação pelos mistérios de Nuit (a deusa egípcia do céu – daí vem a palavra noite) nasceram os Panteões e Deuses das várias civilizações, como a egípcia, a chinesa, a grega, a maia, a brasileira (tupi-guarani) e até a mesopotâmica (caldaica), de onde proveio a astrologia ocidental. Aliás, cabe um parênteses aqui: os antigos utilizavam a astrologia de forma diferente da atual, vendo nos astros físicos a manifestação material de deuses (Marte, Vênus, Mercúrio) que inspiravam e influenciavam – “apadrinhavam” – a vida das pessoas; não viam esta arte-ciência-mística como mera matemática que localiza os astros e assim determina, por ângulos e irradiações energéticas, sua influência arquetipal nos seres humanos. Com a perda da mística e da espiritualidade, ao exacerbar a lógica e o pensamento, o ser humano perdeu o contato místico, espiritual e divino com o Cosmos. A Astroteurgia (trabalho divino com os astros) dos homens e mulheres-deuses foi trocada por uma astrologia matemático-psicológica dos “antropos” apartados da divindade. Mas voltemos a algo ainda mais amplo, a Cosmologia Divina. Na sabedoria gnóstica restaurada no século XX por Samael Aun Weor, quando tratamos da Cosmologia, revivemos a sabedoria suméria em que os sacerdotes e sacerdotisas “viam”, literal e clarividentemente, a deidade de cada astro ou constelação. Não enxergavam apenas o corpo físico que estava na abóbada celeste, mas viam a divindade que os animava – daí se originaram os nomes dos deuses, dos personagens mitológicos, das constelações. Da mesma forma, na Cosmologia Gnóstica vemos todo o universo como um grande útero sagrado (matéria, de Máter=Mãe) onde o Criador deposita suas sementes divinas (as mônadas ou chispas=pequenas chamas divinas) para que elas possam, como crianças no ventre da mãe, se desenvolverem, nascerem e tornarem-se independentes. A moderna astrofísica tateia as pistas dessa explicação, ao teorizar sobre o Big-Bang, a Matéria-Escura e a Energia Escura, mas ainda está muito longe do ponto que chegaram as antigas Religiões de Ouro, que viam as energias invisíveis na forma de Deuses. Lembramos ainda que a Cosmologia Gnóstica de Samael possui total convergência com as antigas e perenes tradições que, com seus mitos e histórias nos livros sagrados, explicam a criação e a sustentação do Universo, como a egípcia, a celta, a hebraica, a grega, a chinesa, a maia, a védica (hindu) e mais modernamente a teosofia de Helena Blavatsky. É impressionante ver o paralelismo exato entre o oceano sereno eterno (o Nun egípcio), a substância amorfa original (o Caos grego), “o espírito de Deus que pairava sobre as águas…” hebreu, o Panku chinês e o Purusha dos Vedas indianos, tudo emanado do Pleroma dos gnósticos em distintas esferas ou eons. Ao estudarmos a Cosmologia Gnóstica vemos nossa grandeza latente como filhos de Deus, com a possibilidade de chegarmos a ser como Ele. Há uma beleza e harmonia profundas em dizermos que fomos gerados e emanados “à imagem e semelhança de Deus” e que podemos retornar a Ele “como frutos da boa videira” – aqueles que multiplicaram suas riquezas divinas dadas em confiança. O grande desafio é compreender a profundidade dessas passagens bíblicas e fazê-las vivas dentro de nós. Por isso Samael Aun Weor, muito mais direto e assertivo, afirma que “somos filhos das estrelas … e a elas devemos retornar autorrealizados”, ressoando com Blavatsky ao ensinar, com base nos Escritos de Dzyan, que “não há estrela no céu que não foi ser humano um dia”. O fato é que, com base nesses antigos mitos, tradições e religiões muito anteriores ao cristianismo e ao judaismo, é saciante saber que somos sementes divinas tentando brotar. Como fohat divino (fagulhas de Deus), somos ciclicamente colocados em inúmeros canteiros (existências e planetas) para que aprendamos a viver de forma mais próxima ao Criador, religar-se a Ele, sempre no intuito de nos tornarmos iguais, unos a Ele. E o objetivo de todo pai e mãe é este: que seu filho cresça, se desenvolva, seja feliz e torne-se ainda mais realizado que seus pais. Deus, como Pai-Mãe, quer o mesmo para seus filhos: que se realizem, que sejam felizes, que estejam em paz, que sejam ainda mais que seus próprios Pais. E neste ponto surge a riqueza da Cosmologia Gnóstica, ao nos mostrar de forma lógica e ao mesmo tempo devocional, esta belíssima espiral evolutiva que vai de uma simples mônada entrante nos reinos elementais minerais, passando por existências vegetais (sim, nossa alma já animou corpos de plantas – quando então chamava-se de Elemental), depois animais e até chegar ao estágio humano – quando ganhamos o livre arbítrio como Almas Viventes. Por isso o estado humano é tão especial, pois nele ganhamos o Livre Arbítrio, a Capacidade de Amar e a possibilidade de nos tornarmos Auto-conscientes de nós mesmos e da própria Divindade. E são esses atributos, somente dados à mônada que atinge o estágio humano (alma), que nos dão os desafios e as provações para seguirmos adiante: quem bem usa essas dádivas, as compartilha e as multiplica, vai adiante, alcançando o estado angélico; quem as malgasta fica repetindo a lição, imerso na roda de nascimentos, mortes, karmas e darmas que os orientais chamam de “Roda de Samsara”; e que a Bíblia chama de “Vale …
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MAIAS: ENSINAMENTOS SECRETOS DE UMA CIVILIZAÇÃO SOLAR
MAIAS: ENSINAMENTOS SECRETOS DE UMA CIVILIZAÇÃO SOLAR HISTÓRIA ACADÊMICA DOS MAIAS Os maias foram uma grande civilização da América Central que se desenvolveu, segundo a antropologia oficial, no período aproximado de 1.000 a.C. a 1.000 d.C. Suas grandes e maravilhosas cidades como Palenque, Copan, Tikal, Uxmal, Tulum e Chichen Itzá estendem-se hoje no México, Guatemala, Honduras, El Salvador e Belize. E ainda há inúmeras outras cidades, monumentos, pirâmides e estelas (painéis esculpidos em pedra) a serem descobertos, uma vez que a selva tropical mesoamericana retomou para si muitas dessas maravilhas do gênio humano. Como veremos adiante, está muito equivocada e parcial a imagem que nos chega dos Maias por meio dos escritores tendenciosos e da indústria cinematográfica comercial. Apesar de terem havido realmente curtos períodos de guerras violentas, grandes insurgências urbanas e até sacrifícios humanos, na quase totalidade do tempo em que floresceu a cultura Maia o povo era pacífico, devoto da natureza, das estrelas, das artes e das divindades, formando uma cultura equivalente às mais elevadas do gênero humano, como os sumérios, assírios e antigos egípcios. Os Maias construíram tudo que uma grande e sofisticada civilização conquista: produção de alimentos, cidades organizadas, estradas, aquedutos, escrita, leis, um pujante e equilibrado comércio, arte esplendorosa (com arquitetura, pintura, música, literatura, dança, teatro, jogos) e uma ciência magnífica (matemática, física, astronomia, engenharia, biologia, botânica). Nada de guerras sangrentas o tempo todo e sacerdotes arrancando o coração de pessoas – isso, repetimos, ocorreu em períodos curtos e de grande decadência, como aliás é costumeiro em muitas culturas, como na nossa cacarejada “civilização cristã”, onde se matou aos milhões e de forma cruel a muçulmanos, hereges, mulheres, índios, negros, minorias etc. Há muitas etapas no desenvolvimento da Civilização Maia, mas a maioria dos estudiosos a divide em Período Pré-Clássico (até 250 a.C., o que nos interessa muito neste artigo, pois faz a ponte com a civilização Atlante), Período Clássico (até 900 d.C.), Pós-Clássico (até 1.500) e período espanhol, que perdura até hoje desde a miscigenação com os conquistadores espanhóis. Apesar de não haver uma “Pedra de Roseta Egípcia” ou codificador dos hieróglifos Maias, o que explica a grande dificuldade de tradução exata e integral de códices (livros em papel de figueira) e escritos em pedra (estelas, murais e pirâmides), chegaram até nossos dias alguns registros Maias muito importantes. Esses livros conseguiram escapar dos infames “autos-de-fé” promovidos pela igreja católica (queima de bibliotecas inteiras, pois os padres consideravam os aspectos culturais Maias coisa supersticiosa e do diabo). Também havia a opressão social que proibia os anciões de contarem, através de mitos e histórias ancestrais, alguns dos aspectos maravilhosos dessa civilização desenvolvidíssima. Semelhante perda cultural irreparável, devida ao fanatismo e à ignorância clerical, ocorreu também praticamente em todas as culturas abarcadas pela cristandade: celta, germânica, nórdica, africana, inca, asteca, Maia e até brasileira (tupi-guarani). Impunha-se a nova religião cristã para dominar e explorar os povos originais, com uma gigante perda cultural e civilizatória. Reflita comigo, querido leitor, como seria nossa matemática e nossa astronomia, por exemplo, se tantos livros Maias não tivessem sido queimados pelo clero fanático e ambicioso ? Alguns exemplos: I) os Maias inventaram o número zero, imprescindível a cálculos complexos, milênios antes do restante do mundo; II) a precisão nas medições Maias de tempo, por exemplo, somente foi alcançada nas últimas décadas, com os relógios atômicos; III) sua exatidão astronômica só foi equiparada quando a NASA começou a observar os céus com telescópios orbitais, a menos de 50 anos. Graças ao bom Deus, alguns livros Maias foram salvos do furor incendiário da igreja, como os Códices de Madri (astronomia e agricultura), de Dresden (astronomia e cerimônias) e de Paris (ritualística, profecias, calendário e astrologia). Há ainda pelo menos mais dois livros maravilhosos, registrados em caracteres latinos por espanhóis de boa vontade ao ouvirem os antigos mestres Maias: o Popol-Vuh (mitologia e psicologia Maia, conhecido como “Livro Maia dos Mortos”) e o Chilam-Balam (com mitologias e aspectos culturais). No seu auge, as cidades Maias eram altamente desenvolvidas, superando em infraestrutura urbana e organização social as “civilizadas” Paris e Londres, por exemplo. Enquanto a admirada (nos livros de história oficial) Roma era um esgoto a céu aberto disputada por políticos corruptos e generais cruéis, a Tikal Maia possuía o mais complexo e eficiente sistema de águas e de esgoto do mundo, com hospitais e creches, escolas de arte e filosofia astronômica. Suas praças e grandes pátios eram, além da ágora de encontros sociais, enormes reservatórios de água. Há pirâmides Maias que têm mais de 3.000 anos e estão em perfeito estado estrutural, mesmo com os constantes terremotos na região central da América. HISTÓRIA DOS MAIAS SEGUNDO A ANTROPOLOGIA GNÓSTICA Maias, egípcios, caldeus, assírios, gregos, astecas e incas, só para citar alguns, merecem o título de grandes civilizações da antiguidade. Não é exagero dizer que esses povos formaram culturas solares e de ouro, no sentido de sua iluminação espiritual, sua consciência social e sua profunda conexão com as forças espirituais da natureza, as quais foram personificadas em suas deidades. São admiráveis a sabedoria ancestral Maia e o cuidado que tinham com os assuntos divinos e com o desenvolvimento humano em termos de alma e psique, não buscando apenas o conforto material – como na nossa decadente civilização do século XXI. Utilizamos o termo Civilização Solar porque os grandes povos sempre adoraram e imitaram o Sol, como supremo doador de vida e provedor. Não o viam como uma bola de fogo inerte. Os Maias viam no Sol a força espiritual, o Deus Kinich-Ahau, que ditava (e ainda comanda) os ritmos e energias que animam a Terra. Também lhes cabe, sem receios de nos equivocarmos, o título de Civilização de Ouro, porque este metal incorruptível condensa as energias solares e sempre foi cultuado, antes e depois dos Maias, como o mais nobre dos materiais. Os Maias não encontravam valor comercial no ouro, como fazemos nós na sociedade capitalista de consumismo irresponsável. Eles viam no ouro, como registramos antes, a materialização condensada do Espírito de Kinich-Ahau, o …
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SONHOS: DECIFRE-OS, SE AUTOCONHEÇA E SE FORTALEÇA ! SETE GRANDES QUESTÕES ONÍRICAS
SONHOS: DECIFRE-OS, SE AUTOCONHEÇA E SE FORTALEÇA ! SETE GRANDES QUESTÕES ONÍRICAS Os sonhos e visões em estado onírico sempre foram narrados nos livros sagrados ao descrevem experiências místicas nos planos sutis, como a Anunciação da vinda de Jesus pelo Anjo Gabriel a José, a Al-Miraj muçulmana de Maomé , ou ainda as lições dos paraísos oníricos taoístas. Para os hindus, o mundo foi criado num sonho de Vishnu. Os gregos até tinham um Deus para os sonhos, o enigmático Morfeu. Também os pais da Psicologia Moderna viram nos sonhos um importante aspecto da psique humana. Sigmund Freud e Carl Jung, por exemplo, dedicaram anos de estudos e muitos livros para os sonhos como forma de diagnóstico e de terapia psíquica. Os sonhos sempre foram considerados importantes indicadores da natureza humana, sejam eles produtos mecânicos das impressões do cotidiano ou uma forma de conhecimento ou Gnose transcendente. Em 1953 na Universidade de Chicago o Dr. Nathaniel Kleitman lançou as bases da Medicina do Sono, quando publicou seus estudos do ciclo onírico geral e introduziu o conceito da indicação fisiológica do sonho através dos REM – Rapid Eye Movement (Movimento Rápido dos Olhos). Atualmente, com as pressões da vida moderna, a qualidade do sono piorou muito, sendo crescente o número de pessoas que não conseguem descansar adequadamente enquanto dormem. Insônia, roncos, apneia, sonambulismo e agitação física são apenas alguns desses males da hora de dormir. As causas dessa perda de qualidade no descanso vão, dentre outras, da intoxicação alimentar ao estresse, da ansiedade aos maus hábitos sexuais e do excesso de tempo conectado nas redes sociais ao sedentarismo. Tudo o que a maioria das pessoas atualmente faz… Pesquisas recentes já comprovaram que o sono tem funções insubstituíveis na recuperação biológica e psíquica, na regeneração celular e principalmente na organização da memória. Vale dizer, enquanto dormimos é feita uma verdadeira faxina em nosso organismo. Quem dorme bem (e sonha otimamente !) tem mais saúde, mais vitalidade, melhor humor, envelhece menos, melhora seus relacionamentos, aumenta sua produtividade profissional, curte mais seus prazeres. Enfim, vive melhor e mais conscientemente. O Gnosticismo Moderno de Samael Aun Weor ensina que os sonhos são uma ferramenta imprescindível para o Autoconhecimento e para a Autotransformação, pois através deles podemos ter acesso a uma inimaginável parcela de nosso inconsciente e subconsciente. O fato é que, bem ou mal, passamos 1/3 de nossas vidas dormindo. Parece um desperdício, não é ? Se encontrarmos uma forma de melhor aproveitar esses momentos de “inconsciência” teremos muito mais possibilidades de aprendizado, descanso, saúde e autoconhecimento. Já imaginou descansar o corpo físico à noite e ao mesmo tempo estar viajando, estudando ou conhecendo novas coisas ? Com a utilização dos tesouros da sabedoria gnóstica é possível aprender técnicas para tirar-se proveito dos sonhos. Primeiro melhorando a memória onírica, depois compreendendo a simbologia e o significado dos sonhos, até transformá-los em lúcidos e mais tarde em conscientes, culminando no domínio das técnicas de projeção voluntária do corpo astral – a Projeciologia. Na ciência onírica várias questões podem ser respondidas com essas técnicas especiais. Vejamos algumas delas e suas respostas com base nos milenares ensinamentos gnósticos. SETE QUESTÕES SOBRE OS SONHOS: Pergunta 1: Por que algumas pessoas lembram e outras não de seus sonhos ? Resposta: porque não recuperaram a capacidade de trazer ao cérebro físico a memória das experiências oníricas nos mundos suprassensíveis. Pergunta 2: É possível melhorar a nossa memória onírica ? Resposta: Sim, pois todas as pessoas sonham, mas nem todas lembram-se. Há técnicas gnósticas para restaurar a memória dos sonhos. E isso é muito positivo. Pergunta 3: A natureza dos sonhos tem relação com a qualidade do sono e a melhoria na qualidade de vida ? Resposta: Sim, pois sonhos lembrados e compreendidos se resolvem em nossa psique, dando-nos a quietude necessária para o descanso enquanto dormimos e, com isso, a qualidade de vida melhora muito. Pergunta 4: Existem sonhos premonitórios ? Resposta: há sonhos com previsões futuras sim, principalmente se existe forte conexão afetiva entre os envolvidos (mãe e filho, por exemplo). Mas um alerta: nossos desejos e medos podem interferir muito nesse tipo de sonho, ocorrendo, infelizmente, na grande maioria das vezes, distorções devidas a temores e fantasias infundados. Pergunta 5: O que significam os pesadelos que nos assolam ? Resposta: podem ser a expressão psíquica (projeção fantasiosa) de temores ou traumas que carregamos (de agora ou do passado). Também acontece de serem experiências reais (no plano astral) em locais ou com pessoas que não são bons. Pergunta 6: Existem referências seguras para decifrar nossos sonhos ? Há Dicionários de Sonhos confiáveis ? Respostas: Sim, mas revistas, livretos e blogs de internet não são confiáveis. O mais indicado é estudar os mitos, símbolos universais e um pouco de cabala (significado dos números). Mas nas livrarias há bons Dicionários Psicológicos de sonhos. Internet não é indicada, pois há muitas generalizações perigosas, simplificações limitantes e conclusões equivocadas. Pergunta 7: Qual a relação entre os sonhos e a Projeção Astral ? Resposta: sonhos podem ser fantasia interna (cerebral), fantasia no plano astral (experiências reais passadas em estado sonambúlico ou de embriaguez da consciência). A projeção astral é a experiência consciente, real, presencial e ativa (não adormecida) do ser humano com seu corpo astral sutil nos planos da 5ª dimensão. Quem se desenvolve no estudo de seus sonhos, fazendo a Yoga Gnóstica dos Sonhos, certamente vai conquistar a técnica a Projeção Astral Consciente. Portanto, querido leitor, que tal começar a praticar a Yoga dos Sonhos, com suas técnicas efetivas, como ensinado nas instituições Gnósticas ? Sonhos não são apenas objetivos de vida, como saúde, família, viagens, conforto material, conquistas espirituais, caridade… essas grandes metas sempre começam nos inexplorados planos sutis, nas altitudes ou profundidades de nossa psique… expressas em nossas experiências oníricas. Há um rico universo a ser desvendado dentro de você… aproveite-o ! Sérgio Linke, engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Fortaleza
FENG-SHUI E RADIÔNICA EM TEMPOS DE PANDEMIA: COMO DIAGNOSTICAR E EQUILIBRAR SUA CASA E ESCRITÓRIO
FENG-SHUI E RADIÔNICA EM TEMPOS DE PANDEMIA: COMO DIAGNOSTICAR E EQUILIBRAR SUA CASA E ESCRITÓRIO Você já percebeu que a imunidade a doenças, o humor, a sociabilidade, a qualidade do repouso e também a produtividade do ser humano dependem da harmonia energética invisível do ambiente em que ele vive e trabalha ? Já notou como você descansa bem em alguns locais e em outros acorda mal, como se tivesse trabalhado a noite toda ? Que sua criatividade e produtividade são maiores num ambiente em que você se sente bem ? Nesses tempos de pandemia e de isolamento social ficamos sem trocar energia com pessoas e ambientes diferentes, ocasionando aquilo que no Feng-Shui chamamos de Shar, ou energia estagnada, envenenada. Locais fechados, pouco contato com a natureza e saturação psicológica agravam a situação. Quando ficamos isolados, nossos corpos (físico e sutis) não se nutrem de todas as energias necessárias (físicas, etéricas, psicológicas e espirituais). E não pensem, queridos leitores, que as lives ou os contatos em redes sociais suprem esta deficiência nutro-energética…. Nunca foi tão clara a importância da troca de energia entre as pessoas e a necessidade de termos de uma “dieta energética variável e rica” em termos de ambientes: de tocar, de abraçar, de olhar nos olhos, de ouvir a voz, de sentirmos distintas impressões e energias presenciais… Ficar fechado em casa, ou somente na casa e no trabalho, nos torna monótonos, tristes, enfadonhos, artificiais, como alguém que só come berinjela, ou só feijão, ou só carne. Ficamos de uma só cor, emanamos uma só vibração… Quando temos opções de passeios, há lugares em que nos sentimos bem e não temos vontade de sair; há outros, porém, que não vemos a hora de irmos embora, com a intenção de nunca mais voltar. O que estará por trás dessa interação com os ambientes ? Por que há dias em que é um martírio ficarmos em casa o tempo todo ? Por que nossa motivação e produtividade profissional variam tanto com a localização e o lay-out de nosso escritório ? Por que apenas alguns dias na praia ou no sítio nos recarregam tanto as baterias vitais ? E mais: por que tantos povos antigos se dedicaram a construir obras-primas que até hoje desafiam as técnicas de arquitetura, engenharia e radiônica, tais como pirâmides, templos, catedrais góticas e monumentos dedicados ao telurismo, às veias do dragão ou meridianos energéticos da Terra ? O que haverá nas Pirâmides de Gizé, em Stonehenge ou nas Catedrais Góticas que nos evocam tantas memórias, inspirações e espírito harmonizante ? A tecnologia de harmonização energética dos ambientes, sejam eles uma casa ou uma cidade inteira, traz respostas a essas questões. Na abordagem moderna, existem duas técnicas para o diagnóstico, análise e correção de ambientes em desarmonia energética: Uma delas é a milenar arte chinesa taoísta do FENG-SHUI (fala-se fong-shuei, vento-água, em bom chinês) e a outra é a moderna DOMOLOGIA, ciência européia que se baseia em princípios de radiônica e de radiestesia. O FENG-SHUI há mais de 5.000 anos descreve os princípios para a escolha do terreno e dos materiais de construção, definição da distribuição dos cômodos na planta da edificação e a correta escolha e localização de móveis e elementos decorativos, de forma a equilibrar os 5 elementos chineses (fogo, terra, metal, água e madeira) e a permitir a perfeita circulação de energia (c’hi) pelo imóvel. Inúmeras técnicas de correção são utilizadas pelo FENG-SHUI, dentre elas a colocação de elementos equilibrantes como aquários, sinos de vento, plantas e símbolos equilibrantes (BÁ-GUÁS). O objetivo principal do Feng-Shui é desobstruir a circulação do C’hi ou energia vital, possibilitando a livre fluência das emanações naturais e humanas que nos alimentam o corpo e o espírito. Quando a energia vital fica estagnada em um ambiente temos os chamados SHARS ou Flechas Envenenadas (emanações negativas provenientes de esgotos, pontos geopatogênicos, pessoas negativas etc.), cuja eliminação é imprescindível para a saúde energética de um ambiente. Em complemento, na Europa dos séculos XIX e XX, surgiram estudiosos empíricos dos campos eletromagnéticos naturais da Terra (geobiólogos) e artificiais (domólogos), os quais, baseados na ciência batizada de radiônica. Estes pesquisadores descreveram detalhadamente como as redes energéticas telúricas e artificiais-humanas agem e como podemos utilizá-las sabiamente. Nascia a DOMOLOGIA. Dentre as técnicas utilizadas pela domologia está a radiestesia, ou capacidade de detectar, amplificar e interpretar, por pêndulos, varetas ou outros instrumentos, as vibrações energéticas de um ambiente, pessoa, animal, planta ou alimento. A radiônica, outro pilar da Domologia, por sua vez, colabora com aparatos que permitem a administração das radiações, utilizando efeitos como atração, condensação, transformação, reflexão e refração das emanações. A Domologia estuda ainda os efeitos de uma crescente e descontrolada influência energética na vida moderna: a poluição eletromagnética gerada por eletrodomésticos, linhas de alta-tensão e aparelhos de telecomunicações (antenas de rádio e televisão, telefones celulares etc.). No caso dos gadgets (smartphones, por exemplo) a sede por velocidade, capacidade de dados e aplicativos não tem fim… já passamos pelo 3G, 4G e agora estamos no 5G…. e não ficaremos por aí…. Cada vez mais usuários, mais aplicativos rodando, mais satélites, maior frequência nas ondas eletromagnéticas, mais poluição nos campos invisíveis… Consequência: mais nossos corpos – como antenas – sentem este oceano de vibrações em que não vemos. É necessário contrapormos inteligentemente soluções radiônicas a essas radiações artificiais que nosso moderno modo de vida impõe. Portanto, ainda mais nesta época de pandemia e de isolamento social – em que ficamos muito mais tempo em casa. DICAS PARA EQUILIBRAR A ENERGIA DO SEU AMBIENTE: Primeira: procure equilibrar a distribuição dos 5 elementos chineses nos cômodos (fogo, terra, metal, água e madeira), lembrando que os objetos não têm seu elemento definido apenas pelo material de que são feitos, mas também pela sua forma e cor. Assim, objetos pontiguados correspondem ao elemento chinês fogo e objetos brancos correspondem ao elemento chinês metal. Segunda: tenha sempre presente, principalmente na sala e no quarto do casal, um pantaclo ou símbolo sagrado (crucifixo, símbolo do TAO, cruz ansata egípcia, bá-guá chinês …
GNOSE: 7 DICAS PARA UM DIA-A-DIA COM SABEDORIA E FELICIDADE CONSCIENTE
GNOSE: 7 DICAS PARA UM DIA-A-DIA COM SABEDORIA E FELICIDADE CONSCIENTE Muitas pessoas têm curiosidade sobre o que é a gnose, o gnosticismo e os gnósticos. É realizador ver a riqueza e a antiguidade da Gnose como ferramenta prática para uma vida mais plena e com propósito, e também como o gnosticismo permeou os mistérios de todas as culturas humanas ao longo do tempo, seja em mitos, religiões ou filosofias. Existem várias possibilidades de abordarmos o assunto: pelas bases históricas do gnosticismo, pela filosofia gnóstica na busca das razões da existência e de um “melhor viver”, pelas riquíssimas ferramentas gnósticas de autoconhecimento, pela chamada fenomenologia paracientífica e até mesmo pelos mistérios que objetivam a realização espiritual do ser humano – a chamada Iniciação. Mas há uma outra forma de apresentarmos a beleza e a utilidade da Gnose: através das ferramentas práticas gnósticas para o nosso dia a dia neste mundo competitivo e estressante. Samael Aun Weor, grande pesquisador e escritor gnóstico, ensina várias dessas técnicas em suas obras. Vejamos algumas delas. SAÚDE INTEGRAL NA VIDA MODERNA: para afastar males da vida moderna como a ansiedade, a depressão e o estresse, nas escolas gnósticas são ensinadas muitas técnicas para administrarmos nossa psicologia. As mais praticadas são a auto-observação consciente, a transformação de impressões psicológicas e a meditação. Há várias outras vantagens de termos uma psique fluida e saudável, desde a melhoria das relações sociais e familiares até a não somatização de doenças. DICA GNÓSTICA 01: lembre-se de si mesmo durante o dia e constate que você é um ser espiritual num corpo físico, tendo uma mente como instrumento de ponderação. Você não é seu corpo e sua mente. Eleve sua visão. Não se confunda com meras partes suas. DICA GNÓSTICA 02: exercite a atenção consciente e medite todos os dias, mesmo que por períodos curtos. Transforme a meditação num hábito e depois numa atitude; e incorpore esta atitude como “pão diário de sabedoria reflexiva”. Permita voluntariamente à sua mente e emoção descansarem. CONSTRUÇÃO INTEGRAL DO CONHECIMENTO: as técnicas gnósticas preconizam o desenvolvimento equilibrado e integrado da Mente, da Emoção e das funções Motoras-instintivas-sexuais, mediante o exercício da lógica científica superior, da intuição filosófica, da sensibilidade artística e da vivência mística direta. Na senda gnóstica são ensinadas várias técnicas para um aprendizado holístico e prático, passando pelas tradições tibetanas, egípcias, chinesas, hindus, mesoamericanas e outras. DICA GNÓSTICA 03: dedique alguns minutos do dia para exercitar as emoções e a mente abstrata, ouvindo música clássica, admirando obras de arte e contemplando a natureza. Alimente as emoções superiores. Evite uma “dieta diária” apenas de informações de redes sociais e televisão. São nutrientes pobres e polarizados. DICA GNÓSTICA 04: observe as necessidades, os sinais de suas energias e funções motoras (por exemplo, exercícios), instintivas (fome) e sexuais (libido) e veja como elas interferem inconscientemente em suas atitudes. Encontre formas de digerir e fazer circular essas energias naturais de forma saudável e responsável. SUSTENTABILIDADE E ECOLOGIA: hoje se fala muito que o ser humano se afastou da natureza – e por isso a explora, agride e exaure. Os princípios gnósticos ensinam que somos células do planeta Terra, que o mundo em que vivemos é muito mais importante que nós e que a Sagrada Terra é o corpo físico de uma grande divindade, que os gregos chamavam de Gaia, os povos andinos de Pacha-Mama e as tradições cabalísticas de Melquisedeque. No gnosticismo aprende-se que é necessário deixar filhos melhores para o mundo, e não apenas um planeta habitável para filhos desequilibrados continuarem a destruir. DICA GNÓSTICA 05: comece a observar e admirar como a natureza, com suas plantas, animais, geologia, ventos, chuvas – até catástrofes para grupamentos humanos – é um organismo vivo e inteligente, integrado e cooperativo, que sempre busca se equilibrar para evitar prejuízos à vida como um todo. Isso lhe propiciará um sentimento de integração e de amor pela Mãe Natura como viva e espiritual, não apenas para preservá-la objetivando explorá-la no futuro. FENÔMENOS ESTRANHOS: muitas pessoas são atraídas à espiritualidade pela chamada fenomenologia paracientífica, como a lembrança de vidas passadas, a curiosidade de ver o futuro, as viagens astrais, a clarividência, a vida após a morte, o medo do karma, rituais mágicos para satisfazer desejos pessoais… Com a execução de práticas e exercícios específicos, este acesso ao chamado “mundo invisível” se torna normal e corriqueiro. Um aspirante à gnose não busca capacidades ou poderes como um fim em si, mas como ferramentas que ele recebe para melhor trilhar seu próprio caminho. As instituições gnósticas não mistificam, não fazem propaganda e nem ganham dinheiro com qualquer fenômeno espiritual. Também não criam líderes misticoides e gurus (na realidade, cangurus de bolsa cheia) para manadas seguirem. DICA GNÓSTICA 06: não aceite inconscientemente explicações místicas e religiosas de uma linha espiritual ou livro religioso único. Observe como o medo, a mistificação, a ambição material, o diabo, o karma, os “espíritos obsessores” são argumentos usados para explorar e até escravizar as pessoas. Reflita serenamente, pesquise várias fontes, converse com pessoas que realmente vivenciam a sabedoria do mundo invisível e você encontrará explicação equilibrada e tranquila para todos os fenômenos metafísicos. A Gnose tem por princípios a ausência de dogmas, a conquista de valores latentes da alma e a liberdade consciente. COOPERAÇÃO E COMPAIXÃO: ao estudarmos cosmologia e antropologia gnósticas constatamos que as distintas civilizações e raças humanas têm seus ciclos de grande desenvolvimento, bem como seu declínio e desaparecimento. As breves Eras de Ouro das grandes civilizações coincidem com momentos de consciência social, respeito ao ambiente, equilíbrio entre o material e o espiritual e – o mais importante – fortes bases éticas calcadas na Cooperação e na Compaixão. Não há desenvolvimento humano e social sem auxílio mútuo e solidariedade pelos que sofrem. Enquanto a ambição e o apego nos levam à competição e à destruição, no gnosticismo aprende-se a ética superior para que sejamos cooperativos e compassivos. DICA GNÓSTICA 07: constate o bem que faz a si mesmo, às pessoas e ao mundo quando você é gentil …
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