Natureza Mestra Através da lente da vida, Da natureza que aqui habita, Da luz do Sol que colore as florezinhas em campânulas, Ora abertas, ora fechadas. Através do ar fresco e puro das selvas úmidas e geladas, Onde cantam doces e gratos os passarinhos, Vejo a liberdade provida. Sinto a paz da Mãe Terra querida, Sinto a força do Senhor da Esfera Bendita. Oh Adorável Mãe, como são lindos teus bosques e cabelos de folhagens, Teu aroma nos alcança pela dança das sílfides, Carregando o buquê que nas tuas flores reside. De repente, acordo em meio à tua beleza, E vejo minha pequenez frente à tua riqueza. Mãezinha perfumada, me ensina a ser como Tu és: Inabalável, destemida, generosa, Consciente, Incansável, criativa, formosa, presente. Reclino-me agora a Teus macios pés. Senhora que permite que toda criatura Brinque inconsciente em teu corpo desnudo Desde as formigas que correm por entre teus pastos fecundos, Fazendo buraquinhos em tua pele, Ou por este vasto mundo onde os saltinhos das frágeis lebres São tomados pelos disparos Dos irmãozinhos elefantes, que ao ouvirem teus sismos, estrondosamente infantes, vão para tuas terras distantes. Desde os cardumes de peixinhos, que se alimentam de teus pântanos, às grandes Baleias, que agitam as águas de teus cântaros. Sempre, simplesmente Gaia, Que acolhe o homem debaixo de tua saia, Que encobre os crustáceos nas areias de tuas praias, Que faz do leão mais um filho na multidão. Teu filho nascido tem cabeça de falcão, Que se alimenta do leite fecundo de tuas fêmeas, Abrigando-se em suas calorosas e leves penas. Mãezinha de doce canto, Tão amorosa és, que quando choras, Fazes cascatas das lavas Pahoehoe, Transformando-as em almofadas, novo berço de teus amores. Desde os tempos de outrora, Vibra a Aurora, Sorrindo, suporta suas dores, Gestando e parindo os frutos, os seres e as flores, fazendo-se fecunda pelo Pai Solar. Nem podes nem queres parar, quando surge a luz lunar E mesmo no colo da Mãe Estrelada, ao se reclinar, Continua a girar e a contar suas histórias e memórias de lutas e glórias Até que o Grande Arquiteto conclua seu projeto. Mãe Divina, Grande Poetisa, senhora do Véu de Nuvens, Ensina tuas filhas a verem na tua realeza, A missão de verdadeira riqueza, Que a nós profetisa: Ser Mãe é um Sacerdócio da Natureza!
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GNOSE: A ARTE DE VIVER FELIZ
GNOSE: A ARTE DE VIVER FELIZ A maioria dos seres humanos passa por diferentes fases em sua vida: família original, relacionamentos, estudo, profissão, mudanças, prazeres, dores, construção de nova família, maturidade, velhice. Em qualquer dessas etapas pode haver o chamado à espiritualidade, a busca pelo transcendente, os grandes questionamentos, a sede de Deus. E há várias opções na busca pelo Divino, desde as chamadas religiões confessionais até linhas mais esotéricas e de outras épocas e regiões do planeta. A Gnose é uma dessas fontes de sabedoria para saciar a sede pelo Divino. Gnose é a síntese do conhecimento humano e teve suas origens pré-cristãs (no Egito, Índia, China, Grécia, Pérsia, Mesopotâmia, América Central etc.) e também como uma fortíssima linha do Cristianismo Primitivo nos três primeiros séculos da era atual, sendo perseguida como heresia pelo clero fanático da época, alinhado ao decadente império romano. O Gnosticismo cristão foi considerado perigoso pelas suas ideias revolucionárias e, incrível, cada vez mais atuais: (I) a mulher tem as mesmas condições e direitos materiais e espirituais que o homem; (II) a busca por Deus não necessita de intermediários; e (III) é a maturidade espiritual e as ações que fazem o cristão, e não apenas o batismo e a frequência à igreja. Desde meados do século passado a Gnose teve seu renascimento e reestruturação contemporâneos com Samael Aun Weor, filósofo com praticamente uma centena de livros e que proferiu milhares de palestras e seminários. Atualmente as escolas gnósticas estão presentes em todas as grandes cidades do mundo. Uma das formas de abordarmos a Gnose é pelos seus desdobramentos como Ciência, Filosofia, Arte e Mística. Como Ciência, a Sabedoria Gnóstica busca observar, estudar e compreender os mistérios da natureza e do ser humano, utilizando a lógica superior e instrumentos experimentais comuns e também transcendentes, como o estudo dos sonhos, a projeção astral e a meditação. Por isso os tesouros científicos gnósticos proporcionam uma completa e profunda pesquisa, conduzindo a leis exatas, descritas e reproduzíveis. O gnóstico cientista utiliza os sentidos e a razão para entender o mundo, de forma completa e sempre instigante. No seu aspecto Filosófico, a Gnose toma o caminho de explicar as grandes questões da existência humana: Por que existimos? Qual a origem do sofrimento humano? Para onde vamos? De onde vem essa harmonia em todas as coisas? O que é a felicidade? A filosofia gnóstica se manifesta como dialética (linguagem) superior e tem origem na intuição, nos “insights” como se fala modernamente. Os antigos chamavam de Revelação a esses “eurekas” filosóficos recebidos do mundo arquetípico. Utilizando técnicas de auto-observação serena, de não identificação com eventos perturbadores externos e de Meditação Interior Profunda, o filósofo gnóstico aprende a saborear conscientemente a beleza das causas íntimas da Natureza. Na sua expressão Artística, a Gnose busca o sentido estético e o despertar das emoções superiores. Através da beleza e da harmonia é possível conectar-se com o Altíssimo, perceber a Divindade dentro de nós. Por isso todas as civilizações se valem da arte para perpetuar seu conhecimento acumulado, para registrar suas conquistas culturais em pedra, tintas, notas musicais, movimentos de dança e tantas outras expressões artísticas. Ao nutrir-se de arte o gnóstico se delicia ao ouvir Deus numa ária de Bach, ou vê-Lo no mármore esculpido por Michelângelo, ou contemplá-Lo nos lábios divinos da Monalisa de Leonardo da Vinci, ou ainda vê-Lo fluir nos movimentos amorosos do Lago dos Cisnes no balé de Tchaikovsky… Tudo reporta ao divino, tudo inspira ao Criador. Em suas cores Espirituais e Místicas, a Gnose resignifica o étimo original da palavra religião, do latim “religare”, religar o ser humano a Deus. A maioria das religiões atuais foi tão degenerada por seus ambiciosos e despreparados líderes, que o termo religião soa até pejorativo e perigoso para algumas pessoas. Como religiosidade mística a Gnose respeita e venera todas as religiões do mundo, pois constata que elas são expressões da mesma Divindade, apenas retratada em diferentes personagens, histórias, livros e discípulos. A Maria hebraica não é mais e nem menos que a Kwan Yin tibetana; o Jesus da Galileia tem a mesma expressão de filho de Deus que o Krishna hindu… todos são salvadores, todos são lindos, todos são maravilhosos, todos são veneráveis, todos devem ser glorificados. Quem compreende isso se torna um Místico Gnóstico, vê Deus em seu coração, na Natureza e nos olhos de todos os seres… Para destacar o que significa a Gnose e os quatro pilares do conhecimento humano selecionamos estas excelsas palavras de Samael Aun Weor: a Gnose é um ensinamento cósmico que busca restituir dentro de cada um de nós a capacidade de viver de forma consciente e inteligente, através do estudo, compreensão e experimentação da Arte, da Ciência, da Filosofia e da Mística Transcendental. Sergio Linke é engenheiro e instrutor de Gnose
Runas: Sabedoria Nórdica dos Primórdios da Humanidade
RUNAS: SABEDORIA NÓRDICA DOS PRIMÓRDIOS DA HUMANIDADE A sabedoria divina é transmitida aos seres humanos de diversas formas e para distintos níveis de consciência. Assim ocorre em praticamente todas as tradições e povos, quando lendas e mitos, ou mesmo histórias de grandes mestres, originam linhas espiritualistas e até grandes religiões. Dessa maneira vemos as Tradições Cabalistas originando de forma velada o ensinamento judaico exposto no Antigo Testamento; vislumbramos o Budismo Tântrico Tibetano exalando os perfumes misteriosos no budismo popular praticado na Índia, na China, no Nepal e no Japão; constatamos o Cristianismo Prático contido no livro gnóstico Pistis Sophia, onde são aprofundados os ensinamentos de Jesus a seus discípulos nos 11 anos após a Ressurreição. E assim poderíamos citar todas as grandes tradições espirituais e religiosas do mundo; nelas sempre há um lado mais superficial e público, de cunho adorativo e onde busca-se a “salvação ao seguir cegamente as leis transmitidas por um enviado da divindade”. E há outro aspecto interno, dito esotérico ou iniciático, mais misterioso e de mais trabalhosa execução, onde são exigidos esforços conscientes, padecimentos voluntários e muito trabalho psicológico sobre si. Ao estudarmos as tradições nórdicas não poderia ser diferente. Na antiguidade dos países escandinavos como a Suécia, a Noruega e a Dinamarca, encontramos as chamadas Runas Sagradas, as quais atualmente são utilizadas, nem sempre de forma honesta, como método de predição do futuro, da mesma forma que o tarô ou o i-ching. Essas expressões de sabedoria vão muito além da vã necessidade egóica do ser humano de conhecer o futuro. Numa oitava superior, essas formas de sabedoria são completos sistemas filosóficos para a evolução humana, dando-nos um verdadeiro mapa do caminho para uma transformação radical de ordem psicológica e espiritual. Usar o sagrado conhecimento Rúnico para ver o futuro é como se utilizássemos um super-computador para fazer uma mera conta de adição; ou pior, se pedíssemos a Jesus para tirar coelhos de cartolas… Até a origem mitológica das Runas brinda muita sabedoria: Odin, deus nórdico descrito no Edda, para receber a Sabedoria Proibida contida nas Runas, submeteu-se a um supremo ato de autossacrifício. Ele permaneceu suspenso por 9 dias e 9 noites na Yggdrasil – a Árvore do Mundo, suportado pela sua própria lança. O número 9 traz o arquétipo da Transmutação e da Sabedoria Conquistada e a Lança é símbolo de Vontade, da Força e do Poder Criador. Samael Aun Weor, sábio gnóstico do século XX, ensina que as Runas Sagradas podem ser utilizadas numa oitava superior para a evolução humana. Samael demonstra serem as Runas verdadeiros instrumentos da Geometria Sagrada e dos Sons Mágicos, como pantaclos de poder ou precisas antenas capazes de captar e concentrar energias do cosmos, despertando no ser humano suas potencialidades adormecidas. Numa linguagem moderna podemos dizer que as Runas Nórdicas, aplicadas como exercícios posturais físicos e sons sagrados (mantras rúnicos), são um sistema completo de Bioenergética para despertar energias espirituais no praticante, através da ressonância com o divino e do alinhamento com nossa própria deidade interior. Ao posicionarmos o corpo físico na forma de uma determinada runa, concentrando-nos e reverberando devocionalmente seu sagrado som, toda a nossa estrutura interior (chacras, nadis, corpos sutis e centros psíquicos) absorverá e concentrará a energia cósmica correspondente à runa exercitada. E o movimento de dentro para fora é o mesmo: uma runa é como uma “ordem unida” para que todas as partes de nosso Ser Interno executem determinada ação interior, de forma coordenada e coesa. Ensinam as tradições gnósticas que o Alfabeto Rúnico foi brindado aos seres humanos nos primórdios da 1ª Raça Raiz (Raça Protoplasmática ou Polar), há milhões de anos. Este sagrado alfabeto primitivo constava originalmente de 22 caracteres ou letras com mágicos poderes espirituais, 15 dos quais o sábio gnóstico Samael decifra e ensina em várias de suas obras. Cada Runa é um símbolo hierático de divinos ensinamentos secretos, um verdadeiro judô cósmico, tal como os mais ocultos mistérios do tai-chi-chuan, do chi-kung, das lamaserias tibetanas e até mesmo de certas ásanas da yoga. Com o uso das Runas numa oitava superior vários benefícios podem ser alcançados, dentre eles o controle e a harmonia do corpo físico; o equilíbrio dos pensamentos e emoções por meio do som e das posturas sagradas; o fortalecimento da respiração e dos chacras através dos mantras rúnicos; a captação e direcionamento de poderosas energias do universo para elevar nossa vibração; a ampliação do nível de consciência; a conexão com as partes mais sagradas e elevadas de nosso Ser Interno e o direcionamento da Vontade para o atingimento de objetivos específicos. Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Fortaleza
MAGIA: A GRANDE CIÊNCIA DIVINA
MAGIA: A GRANDE CIÊNCIA DIVINA Magia é um termo que vem do antigo persa “Magh”, mais tarde latinizado como “Magna”, significando Grande, Excelsa, Superior. Por isso, Magia é a Magna Ciência, o Grande Conhecimento, a Excelsa Arte, a Transcendente Sabedoria. Modernamente, podemos definir a Magia como a arte-ciência de operar as invisíveis forças que animam a natureza. Arte porque implica em ação direta e talentosa e Ciência porque exige exatidão de procedimentos, fórmulas, símbolos e instrumentos, sempre com resultados iguais. Ocorre até um fato interessante ao longo da história: o que antigamente era tido como Magia e Forças Ocultas com o conhecimento do fenômeno e a evolução da ciência acaba se tornando tecnologia, ciência aplicada. Isso ocorreu, por exemplo, quando o bandeirante Anhanguera “botou fogo no rio” ao jogar álcool na água, fazendo-se passar por um grande mago perante os índios Goiá. Mas a Magia foi tachada de heresia desde a chamada Idade das Trevas, nos obscuros séculos em que a igreja perseguiu e calou todos que não estavam alinhados a seus dogmas e preceitos de poder político. À Magna Ciência se referiam como “coisa do diabo”, “artes malignas”, “conluio com o mal” e tantos outros ignorantes adjetivos. Milhares de mulheres curandeiras, na maioria das vezes parteiras ou meras fitoterapeutas medievais, foram torturadas, julgadas sem direito a defesa e levadas à fogueira por invocarem espiritualmente o poder curativo das ervas. Com base numa atenta e isenta leitura de livros sagrados como a Bíblia, o Alcorão, o Baghavat Gita, os Vedas, o Livro Egípcio da Morada Oculta, o Bardo Thodol tibetano), podemos até afirmar que os chamados “milagres” e “grandes feitos espirituais e divinos” nada mais são que a manipulação voluntária e consciente de forças da natureza, constituindo em verdadeiros atos de Magia, no mais exato uso o termo. Óbvio que o fanatismo religioso tenta nos induzir ao erro de ver Jesus caminhando sobre as águas como um milagre, enquanto vaticina como magia negra o voo de um monge budista sobre os bambus. E a história está cheia de grandes mestres da Magia, homens e mulheres que demonstraram publicamente seus poderes: Hermes-Thot e Ísis no Egito, Moisés abrindo caminho pelo mar, Jesus e Madalena com seus inúmeros milagres, Cornélio Agripa, Jâmblico, Hildegard Von Bingen e suas visões, Merlin e a Dama do Lago, Tritêmio, Paracelso, Nicolás Flamel e sua esposa Perenelle, Teresa D´Ávila e suas flutuações em êxtase – muitas na presença do companheiro também mago João da Cruz, Clara de Assis expulsando exércitos inimigos e tantas outras. Quantos legítimos prodígios de magos e magas nossa vã filosofia contemplou nesses Campos do Senhor… Talvez por esses motivos a magia faça parte do imaginário popular, do folclore, da cultura das civilizações e até dos arquétipos da psique humana… ela está entranhada nos livros, contos e mitos. A ponto de fazer grandes sucessos do cinema, como nas histórias do menino-mago Harry Potter… Lá está a Magna Arte, mesmo que empobrecida e desprovida dos verdadeiros princípios e segredos da Magna Arte. Como tudo no universo, na Magia também se manifesta a dualidade. De um lado temos a chamada Magia Branca, que se ocupa de fins nobres, desinteressados e humanitários, nunca interferindo no livre arbítrio das pessoas e sendo, portanto, de natureza benigna, divina e luminosa. Na outra polaridade existe a Magia Negra, que interfere no livre-arbítrio de outrem e normalmente busca soluções para desejos egoicos de ambição, vingança, ciúmes e disputas, mostrando sua natureza maligna, sombria e desprovida de luz (daí o uso do adjetivo Negra, o qual utilizamos apenas por tradição histórica). E entre as magias branca e negra pode haver a magia cinzenta, onde ora os fins são benignos e ora são malignos. Modernamente isso se manifesta em algumas organizações como “dia do bem” e “dia do mal”, ou “mesa branca” e “mesa negra”. A magia cinzenta acaba caindo, por isso, na Magia Negra. É como aquele religioso exemplar que posa de santo na cerimônia religiosa aos domingos, mas é um verdadeiro demônio para a família, amigos e colegas de trabalho. E já dizem as escrituras: ou se é quente ou frio; os mornos são cuspidos da boca de Deus. Samael Aun Weor, grande mago branco e restaurador da gnose no século XX, é muito exato ao afirmar que pelo tipo de magia se conhece o mago e pela índole do mago se conhece a magia. Ninguém que sacrifique animais ou que aceite interferir na liberdade das pessoas pode ser mago branco. E um mago branco nunca está metido com dinheiro, com seduções e aberrações sexuais ou com egolatria e fama. E muito menos forma impérios econômicos explorando a fé inconsciente das pessoas. O Mago Branco é discreto, humilde, solícito, sereno, bem casado, respeitador das pessoas e da natureza, ganha a vida honestamente, devotado à Divindade e sempre disposto a servir causas justas e benignas. O mesmo vale, obviamente, para a Maga Branca. Esta generalização de chamar de Magia tanto as ações do bem quanto as do mal, sem utilizar os complementos Branca ou Negra, foi induzida pela igreja para generalizar, confundir e alimentar as perseguições. E este intento maldoso repercute até hoje, acontecendo o mesmo com o Tantrismo ou Magia Sexual: há tantrismo branco (feito entre esposo e esposa, sem desperdício das energias criadoras e com fins de purificação espiritual) e há tantrismo negro (baseado na promiscuidade e nas perversões sexuais). Por isso, sempre que alguém entusiasmado utiliza o termo Magia ou Tantrismo, cabe indagar se é Tantra Branco ou Negro… a maioria das pessoas nem pensa nesta crucial distinção. Há fogo que cura e fogo que mata, água que purifica e água que afoga. Como aplicações da Magia Branca no nosso dia-a-dia podemos citar a limpeza de corpos sutis (chamadas em algumas religiões de incensamento, benção com água ou com cinzas etc.); a purificação e consagração de ambientes como casas, lojas, escritórios (que aparece em algumas formas religiosa como “bençãos” ou “exorcismos”); a imantação de objetos para infundir-lhes força de proteção (joias, amuletos, talismãs) e até a …
SONHOS E PROJEÇÃO ASTRAL: AUTOCONHECIMENTO, TRANSFORMAÇÃO, FELICIDADE
SONHOS E PROJEÇÃO ASTRAL: AUTOCONHECIMENTO, TRANSFORMAÇÃO, FELICIDADE Pelo menos uma vez na vida já nos perguntamos: o que são os sonhos e para que servem? Sonhos caóticos e desconexos, uma mistura de fantasia, projeção de objetivos materiais e emocionais, repetições de coisas da vida: trabalho, estudo, família, afazeres de casa etc., tudo parece não ter significado algum, porém, o ensinamento gnóstico nos ensina que os sonhos mostram nosso estado psicológico atual, nosso conteúdo psíquico mais profundo; nos sonhos vêm à tona nossos valores subconscientes e inconscientes e, algumas vezes, em pesadelos, também material infraconsciente. “Geralmente, o aspecto inconsciente de um acontecimento nos é revelado por meio de sonhos, onde se manifesta não como um pensamento racional, mas como uma imagem simbólica”. O Homem e seus Símbolos – Carl G. Jung. Se estivermos atentos a tudo que lembramos dos sonhos e fizermos um esforço para compreendê-los, podemos aprender muito de nós mesmos. Não é à toa que Platão disse: “conhece-se o homem pelos seus sonhos”. Os sonhos vão muito além disso, pois a misericórdia de Deus é tão grande que nos é concedida mesmo em nossa situação atual de inconsciência, afastamento da Divindade e sem conexão direta com as partes superiores do Ser, ou seja, temos nossa consciência totalmente adormecida. Mesmo assim, podemos receber orientação Divina ou mensagens através dos sonhos, um canal de comunicação para os “não despertos”. As imagens oníricas são formadas não somente por conteúdos subjetivos de nosso subconsciente e inconsciente, mas também por conteúdos objetivos que nos vêm através dos Centros Superiores do Ser – o Centro Mental Superior e o Emocional Superior. Por isso que ao longo da história temos visto relatos de prodígios maravilhosos que se iniciaram com um sonho. Por exemplo, no Alcorão islâmico temos o lailatal-miraj, o sonho onde Maomé é visitado pelo anjo Gabriel e levado a conversar com antigos profetas como Abraão e Moisés; no Velho Testamento temos Jacó e a escada por onde sobem e descem anjos da terra ao céu (Gn 28-12); José e o sonho do faraó (Gn 41); no Novo Testamento temos a concepção de Jesus anunciada a José através de um sonho (Mt 1-20); O sonho revolucionário de Pedro (At 10, 11-28); no budismo tibetano Kargyuta, Milarepa, yogue do séc. XII entrega-se à sua missão após sonhar com a casa de sua família em ruínas, e muitos outros. Temos várias vantagens em estudar os nossos sonhos. As principais são conhecer nosso estado emocional, receber instrução interna (e aí cresce a importância do estudo da interpretação), conhecer nossas reações psicológicas, saber do nosso estado espiritual atual. O estudo dos sonhos é um degrau para nos tornarmos conscientes nos sonhos e, assim, deixarmos de sonhar e começar a estudar conscientemente na 5ª dimensão da natureza, que é o mundo dos sonhos – e também da projeção astral consciente. Abaixo trechos do livro “A Doutrina Secreta de Anahuac”, do revolucionário Mestre Gnóstico do Séc. XX, Samael Aun Weor: “É evidente que os sonhos são de qualidade diversa devido ao fato concreto de estarem relacionados diretamente com cada um dos centros psíquicos do corpo humano. Com rigor da verdade e sem exagero algum podemos afirmar que a maioria dos sonhos encontram-se vinculados ao Centro Instintivo-Motor, quer dizer, são ecos de coisas vista durante o dia, de sensações e movimentos, mera repetição astral daquilo que vivemos diariamente. Mesmo assim, algumas experiências de tipo emocional, tais como medo, que tanto dano faz à humanidade, acorrem nos sonhos caóticos de Centro Instintivo-Motor. Existem, pois, sonhos emocionais, sexuais, intelectuais, motores, instintivos, e outros. Os sonhos mais importantes, as vivências íntimas do Ser, acham-se associados aos dois centros: o Emocional Superior e o Mental Superior… … Uma das coisas mais extraordinárias é que as pessoas pensam que estão em relação somente com o mundo externo. A Gnose nos ensina que estamos em relação com o mundo interior, invisível para os sentidos físicos comuns, mas visível para a Clarividência. O mundo Interior Invisível é muito mais extenso e contém muito mais coisas interessantes que o Mundo Exterior, para o qual estamos sempre olhando através da janela dos cinco sentidos. Muitos sonhos referem-se ao lugar onde estamos no Mundo Interior Invisível, de onde surgem as diversas circunstâncias da vida… … A linguagem dos sonhos é exatamente comparável à linguagem das parábolas. Aqueles que interpretam tudo literalmente pensam que o Semeador do Evangelho Cristão saiu a semear e que as sementes caíram em pedregais etc., mas não entendem o sentido dessa parábola, porque este, em si mesmo, pertence à linguagem simbólica do Centro Emocional Superior. Convém lembrar que todo sonho, por absurdo ou incoerente que seja, tem algum significado, pois nos indica não só o Centro Psíquico a que está associado, como também o estado Psicológico de tal centro… …“É preciso lembrar sempre que há influências superiores que atuam sobre nós e que são registradas por nosso aparelho psíquico, mas se estivermos apegados a nossos sentidos e não dermos plena atenção à nossa vida interior, tampouco conseguiremos perceber estas influências”. Após nos tornarmos conscientes dos sonhos, podemos passar a uma nova etapa, que é a projeção do corpo astral consciente. Aí sim deixamos de ser fantoches nas mãos de pessoas, escritores, padres, pastores, médiuns, gurus etc. e passamos a estudar diretamente na fonte de conhecimento, passamos a fazer parte de um seleto grupo de estudantes esotéricos práticos que vivenciam o próprio conhecimento além do tempo e do espaço, muito além da morte. Ao viajar conscientemente na 5ª dimensão, podemos aprender durante as horas de sono, enquanto nosso corpo físico descansa. Podemos visitar templos e bibliotecas com conhecimentos há muito tempo perdidos, podemos conhecer nossas passadas existências e assim compreender nossa própria vida atual, podemos conversar diretamente com os Mestres da Loja Branca, com anjos, budhas, Jesus, Samael etc., também podemos conhecer lugares, encontrar desencarnados e conversar com outras pessoas despertas. Por estes e outros motivos podemos e até devemos nos esforçar ao máximo para dominarmos as técnicas que nos proporcionam estas maravilhosas experiências místicas, todas brindadas …
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Meditação: estar no colo da Divindade
Meditação: estar no colo da Divindade O tema da meditação tem ocupado cada vez mais espaço em nossa sociedade. Há milênios usada como a prática religiosa por excelência, a meditação atualmente tem também uma vertente científica e acadêmica, onde são ressaltados seus resultados benéficos na agitada vida moderna. Na tradição espiritual a Meditação objetiva o autoconhecimento e a autorrealização do ser humano, buscando acessar o Ser Interior e fundi-lo com a Divindade – o chamado êxtase ou Samadhi. Na Meditação espiritualista busca-se a libertação da individualidade, do ego, da parte, para religar-se à Criação, ao Divino, ao Todo que tudo originou. Já na sua abordagem científica, muito em moda na atualidade e algumas vezes explorada comercialmente com intenções não tão nobres, a meditação surge como uma espécie de terapia mental ou ferramenta de concentração, de atenção plena, de resolução de problemas e até de controle de emoções e pensamentos, diminuindo a ansiedade e o estresse, atuando ainda no combate à depressão. A meditação propicia um descanso e uma recuperação profunda no menor tempo possível, tanto física quanto mental e emocionalmente, sendo muito eficaz contra os distúrbios do sono. Pratico meditação regularmente há mais de 40 anos e pude constatar que são verdadeiros todos os benefícios e objetivos propostos pela ciência e pela religião. A meditação é tanto a busca da quietude mental e emocional necessária para conquistar um estado interior de clareza e tranquilidade, quanto uma ferramenta de contato com a Divindade. E ela nos permite acessar tanto o Divino Interior (nosso Real Ser) quanto a Deidade Externa, Aquela que a tudo sustenta. Por isso que tão belamente sintetizou o mestre gnóstico contemporâneo Samael Aun Weor, ao ensinar que “a Meditação é o Pão diário do Sábio”, ou seja, quem medita busca Sabedoria para alimentar sua alma. Mas por que então todas as pessoas não meditam ? Se esta técnica milenar é tão revolucionária, qual o motivo de tantos nem a conhecerem ? Durante anos busquei essas respostas… Ora, muito simples: pelo mesmo motivo que nem todas admiram as estrelas, ou aprendem novas línguas, ou fazem exercícios físicos: elas não se voltaram para isso ou ainda não descobriram a beleza, o prazer e os benefícios dessas práticas. Recentemente convivi bastante com minhas afilhadas pequenas e com meu neto recém-nascido. Como sempre, as crianças são nossos melhores instrutores, bastando estarmos atentos: ao pegá-los no colo e observá-los serenamente pude constatar algo extraordinário: quando medito me sinto criança no colo de Deus. Uma criança no colo recebe calor, aconchego, proteção, carinho, às vezes mamadeira ou seio para mamar… Da mesma forma quando buscamos Deus nos momentos de aflição. Uma criança no colo pode se deslocar, mesmo que ainda não saiba andar ou esteja adormecida… Do mesmo jeito quando clamamos ao Eterno para nos guiar e acompanhar. Uma criança no colo conquista guarida de seus medos, de suas angústias, de suas inseguranças, de suas dores… Idêntico a quando pedimos Providência Divina. Uma criança no colo consegue olhar do alto, ver mais amplo, mais longe, vislumbrando coisas que antes – do mais baixo – não via. Ela conquista uma outra visão de mundo. Tal qual quando rogamos que o Altíssimo nos amplie a visão e nos mostre a verdade e completude das situações. Uma criança no colo consegue conversar olho-no-olho com o adulto, com seu pai, sua mãe, seu avô ou seu padrinho… ela consegue antever como será um dia: grande, forte, poderosa, sábia (é assim que as crianças nos veem). Da mesma maneira quando buscamos Imitar o Cristo, o Filho de Deus. Assim a criança conquista novos parâmetros, aprende a se autoconhecer, traça planos para se aprimorar e se autotransformar, ganha motivação, exemplos e forças para seguir adiante, para recomeçar. Da mesmíssima forma, com este espírito de esperança no recomeço, comemoramos as principais datas religiosas no ocidente – o Natal e a Páscoa, ambos símbolos solares de nascimento, ressurreição e paz. Já pratiquei dezenas de técnicas de meditação, espiritualistas e científicas… e fiz cada uma durante pelo menos vários meses. Não vou citá-las aqui para não criar diferenciações. Mas confesso que depois de alguns anos comecei a achá-las muito complicadas, muito técnicas, muito esquematizadas, muito dependentes de condições externas, muito cartesianas, muito humanas, muito adultas… atualmente muitas até fomentam a venda de caros aplicativos de celulares ou salas de meditação hi-tech. Hoje, ao buscar o estado meditativo, lembro-me de minha infância com Coração de Menino e simplesmente me deixo ficar no colo da Divindade. Ali, como criança da alma e infante do espírito, sei que tudo receberei do Altíssimo, do Deus Pai-Mãe. Agora compreendo porque há tanta devoção, emoção e sabedoria nas figuras da Mãe egípcia Ísis com Hórus ao colo, ou da hebraica Mãe Maria com Jesus nos braços… ou ainda dos Pais Osíris e José com seus rebentos… Esses Mestres foram salvadores porque deixaram-se pegar no colo por suas Mães e Pais Divinos. E com um só objetivo: depois se tornarem eles mesmos colos para toda Humanidade. Então para você, querido leitor que está buscando técnicas para aprender a meditar, tenho apenas uma sugestão: Bom colo ! Sérgio Linke é engenheiro, profissional do mercado financeiro e instrutor de Gnose
MARIA MAGDALENA: A VERDADE SOBRE A ESPOSA, IRMÃ, MÃE E FILHA DO CRISTO JESUS
MARIA MAGDALENA: A VERDADE SOBRE A ESPOSA, IRMÃ, MÃE E FILHA DO CRISTO JESUS Há 2000 anos, nas terras de Abraão esposo de Sara, Isaac esposo de Rebeca, Jacó esposo de Raquel, Davi esposo de Betsabá, mãe de Salomão, e tantos sábios onde nascera o Nazareno Salvador do Mundo, filho de Maria e José – vale destacar, havia uma sociedade comum na qual as mulheres viviam reclusas por trás de paredes, janelas e véus para que seus rostos não fossem conhecidos. Época em que as mulheres descendentes dos impérios Egípcio, Assírio, Babilônico, Persa, Grego e então Romano, que tanto tinham a contar, eram vistas unicamente sob o aspecto biológico como mães procriadoras, do ponto de vista sociológico como dependentes de um pai ou de um marido e eram, geralmente, excluídas da educação religiosa e de todos os ditos “temas sérios e exclusivos dos homens”, como a própria Lei. Logicamente em todas essas culturas, principalmente em seu período áureo, a religião e o governo eram exercidos em duas esferas: uma pública (onde a mulher não aparecia) e outra interna e invisível, velada, onde a presença feminina sempre foi decisiva para reinos e para o exercício religioso. Então o poder feminino atuava livremente nas cortes e nos templos. Com a decadência espiritual da humanidade, impelidos pelo ganância de poder e pela guerra, os governantes e sacerdotes se afastaram da parceria feminina, gerando um mundo bélico, competitivo e desumano. Aliás, muito parecido com o que temos agora, no alvorecer do 3º Milênio. Naquela mesma época do alvorecer do Cristianismo, quando a presença da mulher em locais e eventos públicos era considerada uma “ofensa à sua integridade”, apareceu uma figura dentre um grupo especial de mulheres, a qual foi personagem central num dos mais belos momentos de Jesus, quando disse “quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”. E essa mulher o seguiu em suas pregações, milagres, provações e martírios, ficando ao seu lado na subida para o gólgota quando muitos fugiram, sendo a primeira a vê-lo ressurreto e convocada por ele para contar a todos que o Cristo havia vencido. Isso tudo consta dos evangelhos canônicos, aqueles autorizados pela Igreja Romana da época. Nos evangelhos apócrifos ou proscritos, com destaque para os gnósticos, há muito mais riquezas sobre a história do espiritual feminino, como veremos adiante. Numa sociedade na qual as mulheres só saiam de casa acompanhadas e podiam ser rejeitadas por seus maridos simplesmente pelo fato “do jantar não estar pronto”, essa corajosa de Magdala foi a Torre-Farol da doutrina Cristã, a qual mudaria a história da humanidade, então em avançado estado de decadência espiritual. Os quatro evangelhos canônicos, bem como os apócrifos recentemente descobertos, na verdade, revelam que Jesus escolheu uma mulher como depositária de sua mensagem, mulher que foi sua confidente e consciente da sua relação especial com o profeta. Como aceitar, depois de tanto rechaçar o poder feminino, que aquela considerada prostituta, mulher dos 7 demônios e pecadora teria sido a verdadeira fundadora do primeiro cristianismo? Tanto mais polêmico ainda admitir que Jesus teria tido uma esposa que nem sequer seria Judia, mas sim seguidora de uma corrente gnóstica… O que teria sido dos vários ramos do cristianismo se a história do Salvador Salvandus tivesse sido contada também do ponto de vista de uma mulher e, ainda mais, assumindo ela um lugar igual ao do homem? Já imaginou se houvesse também sido canonizado o Evangelho de Magdalena, no qual ela figurasse como esposa, parceira espiritual e evangelizadora de Jesus? O que diriam os detratores da mulher ao admitirem que Maria Madalena teve papel fundamental no primeiro século da era cristã, inclusive como financiadora das missões de seu Raboni? Por trás de tanta perseguição, pela qual passaram os seguidores de Jesus, na época em que os gnósticos tiveram que se esconder nas catacumbas e bosques para louvarem ao Cristo em paz, houve no fundo um rastro negro de medo. Sim, medo, receio da mulher, o qual causou males nefastos aos mais sublimes perfumes da doutrina cristã. Isso provocou o afastamento dos casais do caminho do despertar da Consciência, sendo-lhes escondido o Grande Arcano (uso do sexo com fins espirituais) e o Matrimônio Perfeito (função de evolução psicológica, espiritual e iniciática do casamento). As Marias corajosas (tanto a mãe de jesus quanto Magdalena), como esposas, sacerdotisas, evangelizadoras, guerreiras do espírito, foram suprimidas dos evangelhos canônicos pelo terror da “negação de tudo o que era corpóreo, pecador” e também por interesses políticos que foram herdados do patriarcado hebreu e romano, trazendo dois estigmas: por um lado a mulher maligna, descendente de Eva e que desvia o homem; por outro o da Maria Perfeita e inatingível, tudo sintetizado na Maria Mãe Puríssima, longe do alcance das mulheres comuns. Duas hipocrisias criminosas com danos às mulheres, às almas e à sociedade, os quais ecoam há mais de 2.000 anos. Na límpida realidade a que se consagra o gnosticismo, Magdalena é a representante física de Sophia, a consorte (companheira espiritual e contraparte anímica) aeônica (celestial) do Cristo. Por isso, foi também a Luz de Magdala a mais importante ouvinte e comentadora do Pistis Sophia – livro apócrifo considerado a Bíblia dos Gnósticos, na qual Jesus instrui seus discípulos durante 11 anos após a Ressurreição. Magdalena foi aquela que nas palavras do Rabi da Galiléia “trajava vestes de Luz”, sendo por Ele aperfeiçoada em todos os Mistérios do Alto “cujo coração está mais voltado ao reino do céu do que todos seus irmãos”. Para as grandes almas, que verdadeiramente conseguiram amar, como o mensageiro do 5º Evangelho Samael Aun Weor, Magdalena é representante do Eterno Feminino de Deus, digna de ser venerada, exaltada e seguida: “A bela Magdalena é fora de toda dúvida, a mesma Salambo, Matra, Ishtar, Astarté, Afrodite e Vênus.” E o mestre gnóstico arremata: “A aura solar da Magdalena arrependida está constituída por todas as esposas sacerdotisas do mundo. Bem-aventurados os homens que encontrem refúgio nessa aura, porque deles será o reino dos céus”. Para que o Cristo nasça sempre existe …
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7 PRESENTES DE NATAL
7 PRESENTES DE NATAL Na época de Natal e final de ano uma série de sentimentos movem as pessoas. Estas sensações podem ser vislumbradas desde o ponto de vista mais material e capitalista até os excelsos perfumes da espiritualidade crística. Podemos imaginar esta visão em distintas profundidades, como se estivéssemos no mar, no Oceano da Vida como chamam as tradições gnósticas. Mas usemos nossa metáfora do fundo do mar para a superfície, do escuro para o claro. Nas regiões mais abissais, de grande profundidade marinha onde há escuridão, águas geladas e competição pelos parcos recursos existentes, temos o Natal Comercial, onde o sistema capitalista fez do consumo e do comércio a mola mestra da sociedade, promovendo o desejo (não a necessidade) de comprar, de substituir, de ter o bem de último tipo, aquele que permite acessar o big-data e está preparado para a internet-das-coisas, ímpeto ainda de viajar para mandar fotos nas redes sociais – ostentando momentos de alegria (não necessariamente de felicidade). E há muitas armadilhas, como as promoções de última hora – as Black Fridays, comumente com falsos descontos, que incitam as pessoas a comprar e a consumir, a adquirir e a exibir coisas que normalmente não precisam. Na região de profundidade oceânica intermediária, onde já existe certa visibilidade mas ainda é frio e há grande limitação, temos o Natal Familiar e dos Amigos. Aqui nos aproximaremos das pessoas de nossos relacionamentos passado e atual. Época de lembrar os entes mais próximos, aqueles que quase não vemos, os falecidos, quem casou, quem se separou, se mudou, está em outro emprego… recordamos daqueles que participarão das ceias de Natal ou Ano Novo. É época de matar as saudades, de reviver os dramas, comédias e tragédias da nossa história nesta existência, oportunidade de confraternizar com os seres que a divindade colocou em nossa convivência, parentes, amigos e agregados. Já na região que abrange a superfície do Oceano da Vida e as profundidades mais rasas, temos o céu azul como teto, o Sol como lúmen que aquece e a brisa que nos refresca, além de uma incrível sensação de liberdade, pois podemos respirar tranquilamente, nadar para onde quisermos e até boiar em momentos de descanso. Em nossa analogia marítima, esta é a região do Natal Espiritual, onde ocorrem sentimentos mais sublimes, como glorificar o nascimento de Jesus, refletir sobre a festa de fraternidade e gratidão que é o Natal, aproveitar as forças do novo ano que começa para também nos motivarmos espiritualmente a iniciar novos empreendimentos ou retomar antigos projetos de felicidade. E somente um ser humano que pode respirar e nadar na superfície, à luz do Sol, pode entender o que é a liberdade do espírito. Um ser abissal ou intermediário, que nunca nadou sem estar completamente submerso ou nem mesmo viu a luz do Sol, jamais pode entender o que são essas sensações. E esta liberdade de nadar à vontade pelo Oceano da Vida é conquistada com intenso trabalho sobre si, com precisas e dedicadas técnicas de autoconhecimento e autotransformação, sistemas ensinados pelo gnosticismo contemporâneo. Mesmo aqueles que seguem de forma cega uma religião, imersos em seus dogmas e seguindo os ditames de quem a professa, pode estar à mercê das correntes oceânicas no escuro oceano da vida, tendo apenas ouvido falar sobre a luz do Sol, sem nunca tê-la visto. Pode estar baseando suas premissas nas “sagradas escrituras”, mesmo ignorando que muitos livros da Bíblia foram mutilados ou adulterados ao longo dos milênios, sendo também constantemente vítimas de interpretações tendenciosas por religiosos interesseiros. Pois bem, quando se fala em Natal Espiritual é preciso compreender que o Cristo não é somente um personagem histórico. Nas palavras do sábio contemporâneo Samael Aun Weor “O Cristo não é propriamente um indivíduo. Em si mesmo Ele é uma Força Cósmica Universal que palpita em cada átomo, em cada elétron… O Cristo se encontra latente em tudo que é, tudo que foi e tudo que será. Porém, o Cristo pode se manifestar em qualquer Ser Humano devidamente preparado… “. Isso pode soar como heresia a um religioso confessional institucionalizado, mas é a base teológica de todas as religiões das épocas de ouro da humanidade, quando faziam de um alto iniciado egípcio um Osirificado (se tornou um Osíris), de um grande ser grego um Filho de Apolo, ou de um santo persa uma Chispa de Mitra. Todos esses grandes mestres de distintas culturas e religiões alcançaram graus de evolução humana que os antigos gregos chamavam de Chrestos (o Bom), originando a palavra Cristo, ou seja, todos eles foram cristificados na mais completa exatidão original da palavra. Assim também ensinaram os gnósticos do cristianismo primitivo, até serem taxados de hereges e perseguidos pelo fanatismo clerical dos primeiros séculos da era cristã. E a Sabedoria Gnóstica vai mais longe, ensinando que, além do Cristo Cósmico (o Logos Solar – o Espírito do Sol que nos ilumina e sustenta), do Cristo Histórico (Jesus de Nazaré, por exemplo), do Cristo Mitológico (as distintas histórias de salvadores da humanidade), há o Cristo Íntimo (uma parte de nosso próprio Ser Interior Profundo que precisa nascer de uma Virgem – nossa Mãe Divina Particular). Portanto, no final de ano aqueles seres humanos “de superfície”, os que vêm a luz do Sol Espiritual, glorificam estes 4 aspectos do Cristo: festejam o início do Crescimento do Logos Solar (no momento solsticial mais frio do ano no hemisfério norte – de onde herdamos a data de 25 de dezembro), homenageiam o Nascimento do Cristo Jesus há mais de 2.000 anos, reconhecem os diferentes Cristos-Salvadores manifestados nas distintas culturas e épocas (como Krishna na Índia, Fo-Ji na China e Inti nos Andes) e, o mais belo e transformador, conseguem vislumbrar a beleza do Cristo Íntimo no coração de cada Ser. O Cristo Íntimo é a parte divina que todos trazemos dentro e que fica reluzente na época de Natal, aguardando nosso amor e preparo para que Ele nasça na manjedoura do coração, rodeado pelas animalescas imperfeições humanas. E onde entram os 7 presentes …
O DIA DE FINADOS E O ARS MORIENDI – LIVRO CRISTÃO DA MORTE
O DIA DE FINADOS E O ARS MORIENDI – LIVRO CRISTÃO DA MORTE Todas as culturas e religiões dedicam rituais, cerimônias e datas comemorativas aos mortos. Desde as tradições eclesiásticas romanas do século VIII, o Dia de Finados é comemorado em 2 de novembro, data aproveitada de festividades pagãs (da mesma forma que os dias de Páscoa e de Natal). Na maioria das igrejas cristãs o Dia dos Mortos vem logo após o Dia de Todos os Santos, 1º de novembro, o Festum Omnium Sanctorum, data em que se rende homenagens aos Santos e Mártires. A origem da data comemorativa aos que se foram está na festa popular celta chamada de Samhain na idade média, época em que acreditava-se que as almas dos mortos retornavam a suas casas para visitar os familiares, para buscar alimento e se aquecerem no fogo das lareiras. Mas, para além das festividades e tradições, vemos que a Morte tem sido o mistério central de todas as tradições e religiões. E a vitória sobre o desaparecimento físico, como a Ressurreição prometida nos Evangelhos Cristãos, é um dos principais objetivos das vertentes espirituais de todas as culturas. Por isso surgiram verdadeiras joias da espiritualidade humana, como o Livro Egípcio da Vida e da Morte, o Livro Tibetano dos Mortos (Bardo Thodol), o Livro Maia dos Mortos (Popol Vuh), somente para citar alguns. E na Cristandade medieval não poderia ser diferente. Na época da Guerra dos Cem Anos (1337-1453) e da Peste Negra, em que um terço da população europeia foi dizimada pela doença que infectava as cidades imundas e cheias de ratos, muitos sacerdotes se recolheram a mosteiros na zona rural, sendo necessária a edição de manuais para que os próprios leigos cuidassem de maneira cristã dos últimos momentos de seus entes queridos. Neste contexto histórico surgiu o Ars Moriendi. A fragilidade da vida nessas condições coincidiu com uma mudança teológica: enquanto no início da Idade Média se enfatizava o julgamento coletivo da humanidade no fim dos tempos, boa parte do clero do século XV focava no julgamento individual imediatamente após o falecimento. A morte e o julgamento tornaram-se questões urgentes que exigiam preparação. O Ars Moriendi (“A Arte de Morrer”) são dois textos latinos de meados do século XV que trazem conselhos e procedimentos para uma boa morte, explicando como “morrer bem” de acordo com os preceitos cristãos do final da Idade Média. O livro era muito popular, sendo traduzido para a maioria das línguas da Europa Ocidental. Cerca de 50.000 cópias foram impressas antes de 1501. Havia originalmente uma primeira edição (“versão longa”) e uma posterior e mais simples (“versão curta“), contendo onze xilogravuras com imagens instrutivas que poderiam ser facilmente explicadas e memorizadas. Recordemos que a grande maioria da população medieval era analfabeta, por isso a versão curta era uma espécie de gibi. Atualmente os originais em latim das duas versões são facilmente encontráveis em grandes bibliotecas digitais, como a do Congresso Americano. Os autores dos dois textos são desconhecidos, mas supõe-se que sejam eclesiásticos dominicanos, talvez em continuidade à publicação de Jean de Gerson, o Opusculum Tripartitu, contendo uma seção chamada De Ars Moriendi. Gerson pode ter sido influenciado por referências anteriores em “compêndios de fé” que remontam ao século XIII. O Ars Moriendi consiste de seis capítulos: O primeiro capítulo explica que a morte tem um lado bom e serve para consolar o homem que está morrendo, nele incutindo a ideia de que a morte não é algo para se ter medo. O segundo capítulo descreve as cinco tentações que cercam um moribundo e como evitá-las: a falta de fé, o desespero, a impaciência, o orgulho espiritual e a avareza. O terceiro capítulo lista as sete perguntas a serem feitas a um moribundo, junto com o consolo disponível a ele através dos poderes redentores do amor de Cristo. O quarto capítulo expressa a necessidade de imitar a vida de Cristo. O quinto capítulo é dirigido aos amigos e familiares, delineando as regras gerais de comportamento no leito de morte. O sexto capítulo inclui orações apropriadas a serem ditas por um moribundo. Enquanto o Livro Cristão da Morte (o Ars Moriendi) trata apenas da fase pouco antes da morte – enquanto o moribundo está no leito de morte, os livros Egípcio, Maia e Tibetano tratam de fases posteriores – como o julgamento, o encaminhamento e o impulso a um novo nascimento. Entretanto, é de grande valor o estudo do Arte de Morrer Cristão, tanto para compreendermos o contexto histórico em que foi escrito, quanto para vislumbrarmos a psicologia do moribundo na cristandade, a qual perdura até nossos dias nos sentimentos de cristãos católicos, protestantes e ortodoxos, expressando o medo pelo desconhecido e pelo inferno, a luta do pecado contra a virtude, o desespero pela perda do contato com os entes queridos e as esperanças de ir para o céu. Em termos de Religiosidade Universal e Gnose Mística, muito longe dos medos, apegos, pecados e diabos da Igreja Cristã Medieval, sabemos que nas Escolas de Iniciação Gnóstica a morte é apenas um estágio para a vida, ou, paralelamente, a vida é um estágio para a morte. E também constatamos que a transformação que chamamos de morte deve ocorrer a todo instante e de forma deliberada, fazendo desaparecer nossos defeitos psicológicos para que nasçam nossas virtudes. Foi esta a síntese intencionada por São Francisco de Assis, ao asseverar que “é morrendo que se nasce para a vida eterna”. Para reverberar a Sabedoria Gnóstica, cabe lembrar o grande Mestre Gnóstico contemporâneo, Samael Aun Weor, quando ensina que “a Morte é a Coroa de todos” e que viveremos muito melhor se compreendermos este inevitável estágio de transição que é a Morte. Sérgio Geraldo Linke – Associação Gnóstica de Fortaleza
O ETERNO FEMININO DE DEUS NAS DIVERSAS CULTURAS E NO TEMPLO CORAÇÃO
O ETERNO FEMININO DE DEUS NAS DIVERSAS CULTURAS E NO TEMPLO CORAÇÃO Ao caminharmos num dia de sol, contemplamos a suave doçura do céu azul celeste com pequenas nuvens brancas esparsas. Tudo é harmônico, equilibrante, transmite-nos uma sensação de completude, liberdade, que nos faz querer voar, respirar, flutuar e enaltecer o Sol. Com o girar de nosso planeta em sua trajetória, aquele céu visível vai nos deixando um Sol cada vez menos perceptível, que aos nossos olhos vai se recolhendo e, com isso, nosso céu vai mudando de cores até atingir a imensidade do azul noturno. Então vemos as milhares de estrelas, constelações, planetas vizinhos e o brilho de nosso Sol refletido pela romântica Lua. Nesse momento somos pequenos, curiosos, tocados pelo mistério do Grande Arquiteto que nos acolhe com a poesia de sua criação e nos sentimos envolvidos pelo infinito cobertor de estrelas de nossa Mãe Celeste. Nas diversas culturas da humanidade sempre existiu a imagem arquetípica da Mãe Celeste ou de Deus-Mãe. Eram as virgens, Marias, deusas, madonas, vestais, sagradas deidades brancas, negras, índias, orientais, sábias, guerreiras, curandeiras, grávidas ou parideiras, educadoras, doadoras, artistas. Suas roupas são lindas… nos lembram da proteção e beleza materna: mantos azuis e brancos véus como o céu com nuvens da manhã, ou mantos azul-noturno com estrelas douradas sob uma Lua prateada. Adornadas de fitas coloridas, imitando o arco-íris, coroas, guirlandas ou com um círculo de estrelas sobre suas cabeças. O que fazem essas Mater-Dei nos dá segurança e esperança: descalças ou com humildes sandálias, pisam sobre serpentes, dragões e monstros. Outras vezes, com suas mãos delicadas, ora seguram seu Filho Adorado nos braços, ora abrem seguramente a boca de um leão, ora seus próprios sagrados seios indicando estar sempre pronta a alimentar seu Filho. E como nos protegem e cuidam: carregam cetros, vasos de água transbordante infinitamente renovável, chamas, crucifixos, livros sagrados, balanças, cálices, espadas, caniços, escudos, clavas, foices, cestos de frutos, flores como lírios, rosas ou lótus, ramos ou brotos de arroz, trigo, oliva, videira, pinho, “ovos” entre outros. Onde e como aparecem sempre denotam nosso objetivo como alma-filha: assomam-se nos céus, mares, florestas, cavernas, montanhas, vulcões, ventanias e tempestades. Seu coração dolorido vezes está guardado com suas suaves mãos, outras vezes emana intensos raios de Luz e noutras está flechado. Lembremos ainda de suas representações aladas, com chifres ou acompanhadas de pombas, falcões, cisnes e pássaros brancos, cervos, ursos, vacas e bezerros, como pode-se ver na seguinte passagem dos Vedas: “A Vaca dançou sobre o oceano celeste trazendo-nos os versos e as melodias A vaca tem por arma o sacrifício e do sacrifício surgiu a inteligência A Vaca é tudo que existe, Deus e Homens, Asuras, Manus e Profetas. Nela reside a Ordem divina, a Santidade, o Ardor cósmico. Sim, a Vaca faz viver os Deuses, a Vaca faz viver os homens.” Em verdade, todas carregam o profundo significado do Eterno Feminino de Deus. Ela é a Shakti Hindu, a Kundalini divinal, o Verbo em seu aspecto feminino universal, Deus-Mãe, Mãe-Deus, Anima Mundi de Platão, Urânia-Vênus, a adorável Isis, a casta Diana, matriz universal, ela é a esposa do Terceiro Logos, Ishtar dos Babilônicos. Possui 5 aspectos (Mãe Imanifestada, Mãe do Mundo, Mãe Morte, Mãe Natura Individual e Maga Elemental). Entre os sumérios era Ninhursag, Senhora da Montanha Sagrada. Recebeu vários nomes ao longo da história mesopotâmica, cujos significados foram: Grande Rainha, Senhora do Nascimento, Senhora da Vida, Mãe, Senhora do Embrião, Senhora Modeladora, Carpinteira de Interiores, Senhora Vulva, Senhora do Silêncio, Mãe que estende os joelhos, Mãe que Dá à Luz, Esposa dos Deuses, Senhora do Diadema. Desde as civilizações pagãs em que era Gadesh (sagrada) à pré-histórica Cibele dos frígios e romanos, mesma deusa Reia dos gregos, às mãezinhas egípcias Hathor, Nut e Isis, à Amaterasu do Japão e Parvati da Índia, à Theotokos dos russos e Tonatzin dos astecas, consolidou-se um grande panteão de Deusas-Mães. A Divina e doce Maria de Nazaré, aquela que é venerada mundialmente no cristianismo como mãe do Rabi da Galileia, mãe do Salvador Salvandus, exerceu a honrada missão de representar à toda humanidade o Sagrado Feminino, o divino Sacerdócio da Natureza de ser mãe e, principalmente, o despertar para o Eterno Feminino de Deus. E foi ela, como Filha da Luz, designada pela Divindade para ser a Mãe do Divino Redentor do Mundo. E por isso, sua veneração em todo o cristianismo é tão presente em todo o planeta seja em igrejas, formas de culto, litanias e artes. Recebeu diferentes invocações que deram origem, em muitos casos, a nomes próprios femininos compostos como Maria do Carmo, Maria do Socorro, Maria das Dores, Maria de Lourdes, Maria das Graças, Maria Stela , Maria de Fátima, Maria da Conceição, Maria Auxiliadora, Maria Mercedes, Maria dos Remédios, Maria Clara, Maria Luíza, Maria Alice, Maria Laura, Maria Tereza, Maria do Céu, Maria Elisa e tantas outras. Mas, como bem disse uma vez Samael Aun Weor em seu livro A Virgem do Carmo, “…nem a pena de Michelangelo, nem a Madona de Leonardo Da Vinci conseguiram nos traduzir de forma fiel a imagem da Virgem Maria. (…) Não é Maria aquela beldade inesquecível que desde crianças contemplamos sobre os suntuosos altares de nossas igrejas paroquiais, cujos sinos metálicos alegram os mercados de nossas paróquias. Ante nossos sentidos espirituais somente vemos uma virgem morena queimada pelo sol do deserto. Ante a vista do espírito desaparecem por completo todas as fantasias para aparecer em seu lugar uma humilde pródiga, uma humilde mulher de carne e osso.” A obra vocal do alemão Johann Sebastian Bach, o Magnificat, consiste num cântico de Maria oriundo do Evangelho segundo Lucas (Lucas 1:46-55). Tal oração da passagem bíblica é recitada pela Virgem Maria na ocasião da Visitação de sua prima Isabel. No contexto histórico, após Maria saudar Isabel, que está grávida com aquele que será conhecido como João Batista, a criança se mexe dentro do útero de Isabel. Quando esta louva Maria por sua fé, Maria entoa o Magnificat como resposta. Eis uma …
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