Associação Gnóstica de Brasília

A Páscoa das Mulheres: O Eterno Feminino de Deus na Ressurreição

MISTÉRIOS DA SEMANA SANTA Nos dias que antecedem a Semana Santa e a Páscoa, nossa Consciência é inspirada a refletir sobre a vida e a Via Crúcis do Mestre Jeshuá Ben Pandirá (Jesus), que cumpriu, em carne e osso, passando por dolorosas provas, sua Grande Obra Divinal e Cósmica por amor à humanidade. O Divino Salvador encarnou neste mundo para que seguíssemos seu exemplo nos mostrando a Senda que conduz à Via da Perfeição. Todos podem também percorrê-la por si mesmos, assim como Ele mesmo disse “Se alguém quiser vir atrás de mim, negue-se a si mesmo, pegue sua cruz e me siga”. O ETERNO FEMININO DE DEUS NA VIDA DE JESUS Entretanto, muitas vezes algumas interpretações dos Evangelhos e escrituras religiosas insistem em enfatizar o aspecto imperfeito do feminino, imputando a mulheres sérias e honestas acusações de prostitutas, ladras ou outras. Tais julgamentos têm causa no adormecimento de nossa Consciência, visto que ninguém é puro ou santo o bastante para julgar o outro, independentemente de sexo, raça ou religião. Com um pouco de Consciência desperta, é possível reconhecer-se que toda mulher traz em si a representação do Eterno Feminino. Assim, as próprias mulheres devem reconhecer sua Santa Predestinação de gerar filhos de sabedoria (usando sabiamente a sexualidade sagrada), de regenerar e transformar o homem (apoiando-o em seu caminho iniciático) e de educar a humanidade com sua força exemplar. Na vida de Jesus, foi notável e essencial a participação das chamadas mulheres sagradas, tanto nos eventos públicos do Salvador, quando ele realizou prodígios e demonstrou que era um Ser Divino, quanto em sua vida oculta e não descrita nos Evangelhos, que compreende o período em que passou com os iniciados da época trabalhando sobre Si Mesmo nos Três Fatores de Revolução da Consciência (Morrer nos defeitos, Nascer pela Sexualidade Sagrada e Servir a Humanidade). Diga-se que não há uma só passagem na história do Salvador em que se leiam relatos de violência ou agressividade partindo de mulheres. As personagens citadas nos 4 Evangelhos mais conhecidas são mães com filhos doentes ou moribundos, esposas, filhas, irmãs, mulheres que se curam ao tocarem no Salvador. Na Via Crúcis, dividida através das 14 estações, verifica-se continuamente a presença das mulheres como representação do amor, da compaixão e do zelo para com Jesus. A Cruz, como símbolo cosmogônico, representa o Microcosmo e o Macrocosmo, o infinitamente pequeno e o infinitamente grande em todas as criações Divinas. O homem Jesus carregando a cruz pelas ruas de Jerusalém vai se encontrando com as Santas Mulheres: Maria mãe, Maria Madalena, Maria de Bethania e sua irmã Marta, juntamente com a mãe dos apóstolos João e Tiago, chamada Maria Salomé, acompanhados ainda por Maria de Cleofas, a tia de Jesus, Verônica de Eleazer e Cláudia esposa de Pilatos. Oito Grandes Mulheres que acompanharam e apoiaram Jesus em suas provações e vitórias. Maria Mãe, Maria Madalena, Marta e Salomé são também discípulas citadas e atuantes em Pistis Sophia, o livro sagrado dos gnósticos. As mulheres que seguiam Jesus eram referidas pela palavra grega “diakonein” que significa “servir”, “ministrar”, “ensinar”. O Mestre Jesus conversava diretamente com as mulheres, também respondendo às suas perguntas e inquietudes, doutrinando-as nos conhecimentos sagrados e deixando que o tocassem mulheres consideradas impuras pelos judeus. CLÁUDIA – ESPOSA DE PILATOS Na primeira estação, por exemplo, quando Jesus estava sendo julgado por Pilatos no Pretório, Cláudia, esposa de Pilatos, que pertencia ao seleto grupo de 72 discípulos de Jesus, age em defesa do Grande Mestre dizendo “Não te envolvas com esse justo, pois durante a noite sofri muito por sua causa”, pedindo ao marido que ajudasse ao Nazareno. Com isso, ela representa a chance de tomada de Consciência antes do sacrifício do Cristo. Muitas vezes, nossa Mãe Divina nos orienta em sonhos e em mensagens para a Consciência, mas não sabemos interpretá-los. Assim o fez Pôncio Pilatos, representando a mente do homem que, mesmo com os melhores conceitos e propósitos, não é capaz de compreender o Cristo. E é assim que a mente acaba vencida pelo Ego, infelizmente, lavando as mãos. Cláudia representa também a virtude da responsabilidade, pois não se calou quando viu as injustiças que eram armadas contra o Cristo, clamando por Justiça em defesa de seu Mestre. VERÔNICA – A VONTADE-CRISTO Verônica, outra personagem feminina na Via Crúcis, grande discípula do Rabi da Galiléia, aparece na sexta estação da cruz: acompanhando o martírio do Mestre ao Calvário. Vai comovida até ele e enxuga o suor e sangue do Salvador com seu véu. Naquele ato de Amor Universal e profunda entrega à humanidade do Cristo Jesus, seus átomos solares de altíssima voltagem impregnaram o pano deixando nele marcada a face de Jesus e acumulando poderes de cura. Essa passagem representa um altíssimo grau de iniciação, a 5ª Iniciação Venusta, a Cristificação da Alma Humana, o Corpo da Vontade Consciente. O Divino rosto do Cristo com a coroa de espinhos é o símbolo do sacrifício total à humanidade doente que somente ocorre com a Vontade-Cristo. Nas palavras de Samael Aun Weor, “No mundo da Vontade, todos os iniciados carregam sua Cruz”. PROCISSÃO DE COMPASSIVAS Seguindo a Via-crúcis, os evangelhos narram que “seguia-O a grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam nos peitos, e O lamentavam. Jesus, porém, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos. Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram!”. A multidão de mulheres nessa passagem nos remete à virtude da compaixão, mostrando que a natureza feminina na sua origem divina se horroriza com a injustiça, a violência, a traição. A Grande Mãe do Mundo é a representação de todas as mães de cada criatura. A multidão de mulheres representa a própria Grande Mãe sofrendo por seu Filho. Mas o Mestre as alerta que estava em sacrifício por seus próprios filhos. MARIA – MÃE DO FILHO DE DEUS Toca-nos profundamente …

A Páscoa da Ressurreição na Vida Moderna

A PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO NA VIDA MODERNA As origens da Páscoa remontam aos antigos povos da Europa (Celtas, Druidas, Gregos e Romanos), povos ditos pagãos que comemoravam a chegada da primavera e o retorno da vida. Normalmente eram realizadas na primeira lua cheia após o equinócio (quando os dias são iguais às noites) da primavera (21 de março). Os invernos eram muito rigorosos, os alimentos muito escassos, muitos não sobreviviam às extremas temperaturas e quando iniciava a primavera e a abundância de comida retornava, os que sobreviviam, festejavam a passagem de uma época de escuridão e morte (inverno) para uma época de luz e vida (primavera). A páscoa não tinha este nome ainda, mas as comemorações tinham o mesmo significado de passagem de algo ruim para algo muito bom. Por volta de 1250 a.C os Judeus deixaram a escravidão do Egito para alcançar a liberdade na Terra Prometida (êxodo) coincidentemente no equinócio de primavera, na mesma época das festas pagãs, e esta passagem de uma situação de escravidão para liberdade era comemorada todos os anos por eles na Festas de “Pesach” em hebraico, que significa “passagem”. Para entendermos melhor as origens da Páscoa Cristã, é preciso compreender o contexto histórico dos primeiros séculos após a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Nos três primeiros séculos de nossa era, em Roma, o Cristianismo era não mais que uma seita do Judaísmo (os chamados Nazarenos), não tinha uma doutrina própria e seus seguidores eram caçados e mortos; havia também aqueles que seguiam o paganismo, os Judeus e muitos outros. Devido ao contexto político da época, o Imperador Constantino decide tornar o Cristianismo a religião oficial de Roma. Assim, em 325 d.C, no Concílio de Nicéia, foi instituída a Páscoa Cristã no mesmo período da Páscoa Judaica e das festas de equinócio dos pagãos. Constantino aproveitou as festividades das outras religiões para suplantá-las com as celebrações da Páscoa Cristã, celebrando a ressurreição do Cristo para a salvação dos homens. Criando-se assim, um marco de passagem das velhas religiões para a nova (o Cristianismo) e utilizando-se o mesmo nome da festa dos Judeus. Os festejos da Páscoa compreendem toda a semana santa que antecede à ressurreição do Cristo – tem início no Domingo de Ramos, passando pela quinta-feira santa (última ceia e lava-pés), sexta-feira santa (dia do julgamento e crucificação), sábado de aleluia e domingo de páscoa, onde celebra-se a vida ou a ressurreição do Cristo. A Semana Santa tem sete dias e está regida pela lei do sete ou Heptaparaparshnock. Nos tempos antigos, tudo era regido pelo calendário solar: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno. A Semana Santa tem raízes esotéricas bem profundas, porque o Iniciado deve trabalhar sobre as forças lunares, de Mercúrio, de Vênus, do Sol, de Marte, de Júpiter e de Saturno. O Logos desenvolve-se em sete regiões e de acordo com estes sete planetas do sistema solar. É importante compreendermos que todo o drama que passou o Grande Mestre Jesus (Jeshuá Ben Pandirá), tal como está escrito nos quatro evangelhos, não foi somente vivido por ele, mas por todos aqueles que trilharam a senda da Iniciação e encarnaram o Cristo Cósmico e, principalmente, deverá ser vivido dentro de nós mesmos nos planos superiores. Não é algo histórico, não pertence a um passado, é um caminho que deve ser vivenciado por todos aqueles que aspiram a Cristificação. Jesus Cristo foi o primeiro que nos mostrou o caminho publicamente, vivendo o drama cósmico em carne e osso. Graças ao Grande Mestre Gnóstico Samael Aun Weor, que resgatou a gnose transcendental e traduziu todos os Mistérios Pascais para uma linguagem que poderíamos compreender, é que podemos discorrer sobre estes assuntos. No domingo de ramos Jesus entra triunfante em Jerusalém sentado em um burro e louvado com folhas de palmeira dos dois lados. O burro simboliza a mente, teimosa, inquieta e o fato do “Salvador Salvandus” estar montado no mesmo significa o domínio da mente pelo látego da vontade e purificações internas. As folhas de palmeiras representam os dois canais por onde circulam nossas energias criadoras transmutadas, também conhecidas como Idá e Pingalá; nos ensinando que somente trabalhando com a transmutação da energia do 3º Logos é que podemos triunfar. Para entrar na Jerusalém Celestial temos que dominar a mente e trabalhar intensamente com a transmutação das energias sexuais. Na quinta-feira santa Jesus realiza, com seus 12 apóstolos, a última Ceia e a cerimônia do Lava-pés. Na Última Ceia Jesus, o Cristo, ensinou aos seus apóstolos o milagre da transubstanciação na qual impregnou o trigo e a uva com seus átomos de salvação, realizando assim a comunhão deles com o próprio Cristo Cósmico. Realizou neste dia, também, a cerimônia de lava-pés, que é na realidade um ritual de purificação energética muito antigo, realizado em todos os Templos de Mistérios Maiores e ao mesmo tempo deu uma lição de humildade e serviço pelo humanidade. Na sexta-feira santa foi julgado e crucificado. Sabemos das tradições esotéricas, muito mais antigas que o Cristianismo, que na cruz está a redenção das almas; a cruz é um símbolo puramente sexual, alquímico e Iniciático, nos ensinando a necessidade de, juntamente com nosso cônjuge, trabalhar com alquimia sexual ou tantrismo branco. Cada parte que sofreu Jesus na semana santa tem uma simbologia profundamente esotérica e nos ensina o mapa para alcançar o filho (o Cristo). O sábado de aleluia é dia de recolhimento e oração. O Cristo, despojado do corpo físico, realiza trabalhos internos muito profundos. Diz-se que o Cristo está morto, mas nem por um instante o Cristo morreu, somente o corpo físico de Jesus precisou ser preparado para a posterior ressurreição e isto se dá, falando iniciaticamente, na 2ª Montanha do trabalho interno. E no domingo de Páscoa Jesus Cristo ressuscitou para depois ascender aos céus; porém, ele ainda fica com seu corpo ressurrecto por mais onze anos instruindo seus discípulos, que não eram somente 12, mas em torno de 70. Neste período de tempo Jesus continua seu trabalho interno de ascensão ao Pai, no …

Projeção Astral: 7 dicas para sair conscientemente do corpo

Projeção Astral: 7 dicas para sair conscientemente do corpo A projeção astral é o fenômeno natural de desdobramento (saída) dos corpos sutis de seu assento denso, o corpo físico, enquanto dormimos. Ela ocorre todas as noites com todas as pessoas, constituindo os Sonhos se o fenômeno é descontrolado e inconsciente, e caracterizando o Desdobramento Astral se a técnica é aplicada de forma controlada e consciente. Para que o corpo etérico ou vital recupere o corpo físico do cansaço do dia, os demais cinco corpos (astral, mental, manásico, búdico e átmico) saem a perambular pelas dimensões superiores da natureza. E não há nenhum risco nesses passeios involuntários pelos planos sutis, uma vez que todas as pessoas os fazem todas as noites enquanto dormem, na grande maioria das vezes de forma inconsciente. A totalidade das religiões e linhas espiritualistas mencionam experiências no Plano Astral. São os “arrebatamentos aos céus”, as “descidas aos infernos”, as visões, revelações, aparições, contatos diretos com a Divindade e tantos outros relatos metafísicos. Da mesma forma que um atleta precisa se preparar para correr 20 quilômetros, para alguém se desdobrar também é necessário preparo, condicionamento, técnica, dedicação, disciplina. Todos podem conseguir a projeção astral, dependendo de seu estado físico, energético e psicológico. Alguns conseguem a primeira experiência com uma semana de dedicação, outros precisam de meses… Samael Aun Weor, grande sábio gnóstico do século XX, assevera a necessidade de se dominar a projeção astral para que tenhamos experiência própria, vivência pessoal, contato direto com as realidades suprassensíveis. A projeção astral nos dá informação verdadeira dos mundos sutis, com seus seres e fenômenos, elementais e divindades, escolas e templos. Quem se projeta conscientemente não repete mecanicamente o que outros falam ou escrevem – nem sempre com boas e isentas intenções. Mas vamos então às 7 dicas para que um iniciante experimente com responsabilidade e segurança suas primeiras viagens astrais: Controle a ansiedade, a incredulidade e os receios: se dormirmos de forma serena, a projeção virá naturalmente quando estivermos tranquilos e preparados. Quem desacredita previamente daquilo que desconhece não tem espírito científico e nem motivação espiritual positiva. Há que se vivenciar para rechaçar ou desacreditar. O maior receio deve ser o de continuar a se projetar inconscientemente todas as noites, desperdiçando tempo e indo a lugares onde não se tem domínio, sonhando de forma incontrolada e fantasiosa. Lembre-se constantemente de si mesmo: durante o dia faça exercícios de recordação de si mesmo: onde estou, o que estou fazendo, quais são minhas motivações para esta ação ? Estou no plano físico ou no plano astral ? Em vigília ou sonhando ? Este sonho é real ou fantasioso ? Habitue-se a fazer constantemente este exercício de atenção plena. Num belo dia você fará estas perguntas e constatará que está consciente no plano astral. Estude seus sonhos: procure lembrar de seus sonhos, por mais estranhos que sejam. Tenha um caderninho e anote-os. Não se movimente logo ao acordar, tente rememorá-los antes de levantar. Os sonhos são a expressão disfarçada de nosso inconsciente. Lembrá-los, estudá-los, conhecer sua simbologia e relacioná-los com nossa vida são os primeiros passos para dominar as técnicas de projeção astral. Os sonhos são experiências no plano astral, só que de forma inconsciente e descontrolada, acrescidas de nossas fantasias e devaneios pessoais. Melhore a qualidade de seu sono: cuide da alimentação antes de dormir, faça uma caminhada à noite, banhe-se relaxadamente, reflita durante alguns minutos sobre os fatos e aprendizados do dia, não durma magoado ou agitado, tenha um quarto agradável (observe organização, aromas, cores, luzes, temperatura, música)… Tudo isso cria um ambiente propício à introspecção, ao descanso, à reflexão serena, ao sono reparador e à projeção astral. Levante-se da cama: durante a noite, quando tomar consciência ao lembrar-se de si mesmo, inclusive quando não souber se está acordado em vigília ou dormindo/sonhando, simplesmente levante-se forma tranquila e natural da cama… Num belo dia você levantará somente com o corpo astral e caminhará flutuando pelo quarto, o corpo físico ficará na cama. Dê um pulinho ou estique o dedo: quando estiver em dúvida se está no plano físico ou astral, em sonhos ou em vigília, dê um pulinho (se estiver em astral você vai flutuar) ou tente esticar um dos dedos da mão (no astral nossos corpos são plásticos – e o dedo vai se esticar, voltando ao normal logo em seguida). Você vai se surpreender positivamente. Não use drogas: no gnosticismo autêntico ensinado por Samael Aun Weor não são recomendadas drogas ou qualquer substância que altere a consciência. Há dezenas de técnicas muito eficientes para projeção astral, dispensando completamente o uso de substâncias alucinógenas e psicotrópicas, legais ou ilegais, profanas ou “sagradas”. Estes artificialismos comumente precipitam as pessoas para experiências no astral inferior, nos próprios mundos infernais do praticante. A projeção astral é uma ferramenta importantíssima para quem almeja se autoconhecer e se autotransformar, deixando de seguir por imitação uma religião ou linha espiritualista e tornando-se pesquisador por si mesmo, tendo contato direto com as realidades palpáveis do plano astral. A projeção nos mostra as coisas como são, não como pensamos serem ou como nos dizem serem. No mês de fevereiro, durante um final de semana, a Associação Gnóstica de Fortaleza promoverá workshop especial sobre Projeção Astral, onde serão ensinadas técnicas especiais de projeção. As vagas são limitadas. Inscreva-se agora.   Sérgio Linke é engenheiro e presidente da Associação Gnóstica de Fortaleza

Os 7 Corpos Humanos: Anatomia, Fisiologia, Alimentos e Venenos

OS 7 CORPOS HUMANOS: ANATOMIA, FISIOLOGIA, ALIMENTOS E VENENOS A ciência moderna já conseguiu grandes avanços no conhecimento sobre o ser humano e a vida, contudo todo esse conhecimento está limitado ao universo físico, aos estudos feitos com equipamentos e laboratórios que obtêm resultados e informações restritas às capacidades destes equipamentos e dos cientistas que os interpretam, ou seja, limitados aos seus 5 sentidos e à sua capacidade de compreensão. Para superarmos esta barreira física precisamos da ajuda de pessoas especiais, pessoas que transcenderam as limitações física e desenvolveram suas capacidades latentes, obtendo informações importantes para nosso desenvolvimento tanto físico quanto espiritual. Uma dessas pessoas é o Mestre Gnóstico Samael Aun Weor, que nos ensina, dentre outros tantos conhecimentos superiores, sobre os sete corpos do ser humano. Somos formados por um microcosmo composto por sete corpos, divididos entre o ternário superior (divino) e o quaternário inferior (terreno). São eles: Ternário superior: Atman, Budhi e Manas, e quaternário inferior: corpo físico, corpo etérico, corpo astral e corpo mental. Cada um deles possui sua fisiologia e seus alimentos e seus venenos. Começamos pelo mais conhecido, o corpo físico. Ele é o mais denso e se manifesta no plano físico na terceira dimensão. O corpo físico é o veículo de manifestação dos nossos egos, personalidade e consciência. Muitas escolas pseudo esotéricas não dão a devida atenção ao corpo físico, considerando-o desprezível, mas é através dele que podemos e devemos, em primeiro nível, trabalhar sobre nós mesmos, e trabalhar pela humanidade. Paradoxalmente, precisamos estar encarnados em um corpo físico para fazer nosso trabalho espiritual. Sobre o corpo físico, sabemos que é o alvo dos estudos da medicina tradicional, e sabemos quais são nossos melhores alimentos e piores venenos. Dentre os melhores alimentos que podemos consumir estão os vegetais (frutas, verduras e legumes), de preferência crus; carnes brancas de preferência e carnes vermelhas em menor quantidade, devido à grande quantidade de toxinas. Devemos buscar sempre os alimentos orgânicos, isentos de agrotóxicos, hormônios e demais substâncias químicas que são usadas para aumentar a produtividade de forma artificial. Todos os alimentos industrializados, apesar de possuírem alguma quantidade de proteínas, carboidratos e vitaminas (geralmente artificiais), são os piores alimentos disponíveis, apesar da praticidade que nos proporcionam. São os piores não somente pelas substâncias químicas, mas por não conterem mais a energia cósmica, que é absorvida pelos vegetais através do sol. A energia cósmica é de extrema importância para todos os nossos corpos, e é obtida através de nossa respiração consciente, técnica que é ensinada nas escolas de gnose. Essa energia cósmica afeta, também, diretamente o nosso primeiro corpo sutil, logo acima do corpo físico, o veículo etérico. O corpo etérico é conhecido como aura ou corpo vital, é o responsável pela conformação, estruturação e alimentação energética do corpo físico. Para o estudante Gnóstico o corpo etérico é a parte tetradimensional do corpo físico (tridimensional), é o veículo da bioenergia e do prana que flui pelos 72 mil canais ou meridianos energéticos que vitalizam todos os órgãos do corpo físico. Internamente, ou seja, sem intervenções externas, o corpo etérico exerce a função de curar o corpo físico durante o sono. No momento do sono, nossos corpos sutis deixam o corpo físico para que o corpo etérico possa trabalhar na recuperação de nossos órgãos, inicialmente energeticamente e, por consequência, fisicamente. Essa é o motivo pelo qual dormimos todas as noites. O sono é o processo em que o corpo etérico trabalha para curar o corpo físico, através da reconstituição física (material) e recuperação psicológica. A grande maioria das doenças que os seres humanos sofrem são originadas por desequilíbrios energéticos ou psicológicos (não transformados), que atingem nosso corpo etérico e em seguida se somatizam no corpo físico. Os principais alimentos para o corpo etérico são as luzes e sons. As luzes afetam diretamente os nossos chacras, as luzes puras e harmônicas alimentam e equilibram os chacras. Assim como os sons, que dependendo de sua frequência e intensidade podem nos energizar e equilibrar. As músicas clássicas e mantras sagrados são usados em técnicas meditativas para nos equilibrar e energizar. Da mesma forma, músicas pesadas e distorcidas e luzes muito misturadas e piscando como em casas noturnas, nos intoxicam e nos rebaixam a níveis cada vez mais baixos, podendo também somatizar doenças em nosso corpo físico. Outro importante alimento do veículo vital é o contato com a natureza, onde a energia de bosques, cachoeiras, praias, repletas de vitalidade e de seres elementais, interagem e alimentam nosso corpo etérico. Em seguida temos nosso corpo astral ou corpo das emoções. O corpo astral também é conhecido como corpo dos desejos, é menos denso e mais sutil que o corpo etérico e o corpo físico. Também é o nosso veículo de manifestação na quinta dimensão, o chamado plano astral. Todas as noites as pessoas perambulam pelo plano astral, mas algumas fazem isso totalmente inconscientes e algumas poucas de forma consciente. A forma de alimentar nosso corpo astral é com emoções superiores. Música, arte, teatro, cinema de boa qualidade. Os sentimentos puros são atributos do legítimo corpo astral, assim como a música erudita dos grandes mestres; na harmonia dos grandes expoentes da Arte Régia; nos passeios junto à mãe natureza e na prática de tarefas que atendam e preencham nossas necessidades e impulsos de crescimento e desenvolvimento internos. As amizades também são grandes fontes de alimento para nosso corpo astral. Podemos e devemos selecionar as pessoas do nosso convívio mais íntimo e constante, pois estas pessoas irão nos incitar a ter emoções inferiores (ira, luxúria, apego, inveja…) ou emoções superiores (amor, devoção, dedicação, amizade…). Todo tipo de emoções negativas e baixas envenenam o nosso corpo astral. O corpo mental dos seres humanos é o mais sutil dentre os corpos do quaternário inferior e é constituído de matéria protoplasmática – ou seja: é um corpo ou princípio emprestado pela natureza. Jamais devemos confundir a mente com o cérebro. O cérebro é tão só o expoente físico da mente. A natureza fez o cérebro para elaborar o pensamento, …

Missa do Galo: Origens e Simbologia.

MISSA DO GALO: ORIGENS E SIMBOLOGIA A missa do galo possui três esferas de entendimento: uma popular, outra histórica e a mais importante, a esotérica (iniciática ou alquímica). O nome “Missa do Galo” só se usa nos países de língua portuguesa e espanhola. Na maior parte do mundo cristão chama-se simplesmente de missa da noite de Natal ou missa da meia-noite. Na esfera mais externa, a popular, não há apenas uma explicação para este nome, existindo várias lendas. Uma aponta para o Papa Sisto III, que em 400 instituiu uma missa para celebrar o nascimento de Cristo “ad galli cantus”, isto é “à hora que o galo canta”, referindo-se ao início do novo dia: à meia-noite. Há quem avance a explicação para o insólito nome escolhido nos primórdios do cristianismo, quando os cristãos iam em peregrinação a Belém, onde se encontravam para rezar à hora do primeiro canto do galo. Outra explicação para a expressão diz que a Missa de Natal terminava muito tarde, e quando as pessoas voltavam para casa os galos já estavam cantando. Há também quem diga que um galo cantou à meia noite da véspera do dia de Natal, assinalando a chegada de Cristo. Num artigo de 2010, a Agência Eclesia, da Igreja Católica, dá mais uma razão. Agora de origem espanhola, contando que antes de baterem as 12 badaladas da meia noite de 24 de dezembro, cada lavrador da província de Toledo, na Espanha, matava um galo, em memória daquele que cantou três vezes quando Pedro negou Jesus, por ocasião da sua morte. A seguir, a ave era depois levada para a Igreja para ser oferecida aos pobres, que viam assim o seu Natal melhorado. A Agência acrescenta que havia ainda o costume, em algumas aldeias espanholas e portuguesas, de levar o galo para a Igreja para este cantar durante a missa, significando um prenúncio de boas colheitas. Para compreendermos melhor o segundo aspecto de entendimento, ou seja, o histórico, precisamos primeiro explicar, de forma resumida, as origens do 25 de dezembro ser o dia de nascimento de Jesus Cristo. Todas as antigas religiões e tradições sempre celebraram o natal, ou nascimento daquele que traz a luz e a vida, o próprio Sol. As festas de Dezembro no hemisfério norte representavam rituais de convocação para que o Sol retornasse àquelas regiões frias, trazendo novamente vida. O Sol físico simboliza o Sol Espiritual, simboliza o Cristo Cósmico. No solstício de inverno, aproximadamente a época do ano da noite de 24 para 25 de dezembro (no hemisfério norte), onde temos a noite mais longa e fria do ano, eram realizados os rituais, os cultos solares pedindo o retorno do Sol, da luz e da vida. Há mais de 4.000 anos na Pérsia já era realizado o culto e as festas a Mitra (deus Sol) nesta mesma data. Mitra tem uma história muito parecida com a de Jesus. Nos primeiros séculos da era Cristã também existiam as festas romanas chamadas de Saturnálias, quando na noite de 24 para 25 de dezembro comemoravam o “Natalis Solis Invicti” ou o Nascimento do Sol Invencível, ou seja, o Sol que não foi derrotado pelo frio, pelas noites longas, pela natureza recolhida. Porém, somente no ano 337 D.C. foi que o Papa Julio I promulgou oficialmente o dia 25 de dezembro como sendo o dia de nascimento de Jesus e para justificar essa atitude papal, S. João Crisóstomo explicava assim o porquê da escolha da data: “Em Roma, este dia acaba de ser escolhido como o do nascimento de Cristo a fim de que os Cristãos possam celebrar seus próprios ritos sem serem molestados pelos pagãos, já que esses estão ocupados com suas cerimônias” (as Saturnálias). Para celebrar o nascimento de Jesus, a missa do galo ou missa de natal foi instituída no século V, após o Concílio de Éfeso (431 D.C.), começando a ser celebrada oficialmente na basílica erigida no monte Esquilino pelo Papa Sisto III, dedicada a Nossa Senhora – posteriormente denominada Basílica de Santa Maria Maior. O galo canta quando o Sol está para nascer; como o Cristo nasce à meia-noite de 24 para 25 de dezembro e ele próprio é o Solis Invictus (Sol Invencível), aquele que dá a vida a tudo, a missa do galo passou a ser nessa hora. Agora, falando esotericamente, ABRAXAS representado pelo homem com cabeça de galo, que para os basilidianos é o símbolo do Logos Solar. O Galo, Gaio ou IAO é o Verbo, a Palavra Perdida. A ave cantante da alvorada também simboliza a potência sexual, a coragem, o primeiro a despertar, o chamador à luz e ao trabalho. IAO ou IAW, como visto em muitos dísticos do Galo Gnóstico Abraxas dos primitivos cristãos, também é um dos mais poderosos mantras e fórmulas alquímicas: I = Ignis (fogo, masculino, penetrante, enxofre), A = Aqua (água, feminino, absorvedora, mercúrio) e O = Origem (de onde vêm os Santos, sal). IAO ou o Galo representam a união alquímico-sexual entre o homem e a mulher, em castidade amorosa matrimonial (sem perder a energia criadora) e com fins de evolução espiritual. A simbologia de ABRAXAS é puramente alquímica: um homem com duas serpentes no lugar das pernas, simbolizando a serpente do bem, aquela que dá a vida, a mesma serpente de cobre de Moisés e a serpente tentadora do Éden, aquela que tem de ser domada, vencida, colocando o pé sobre sua cabeça e levantá-la pelo canal medular para abrir as sete igrejas. O Sol e Lua representando o trabalho com as forças solares (masculinas) e lunares (femininas). Tem na sua mão direita o látego da vontade e está em uma carruagem simbolizando o domínio dos corpos superiores do ser, por onde podemos viajar por todas as dimensões da natureza. Em sua mão esquerda tem um escudo para defender-se das forças sinistras. Sua cabeça é de galo mostrando o despertar de um novo dia cósmico, de uma criação dentro de nós mesmos, do despertar da consciência e de todas as faculdades adormecidas e com …

A Simbologia Gnóstica do Natal

A SIMBOLOGIA GNÓSTICA DO NATAL A Gnose sintetiza o conhecimento expresso na ciência, na filosofia, na arte e na espiritualidade, objetivando ensinar técnicas psicológicas e metafísicas para despertar no ser humano seu imenso potencial adormecido. Dentre as ferramentas ensinadas pelo Gnosticismo está a Simbologia Oculta, a qual permite captar o significado misterioso dos valores universais e dos códigos iniciáticos contidos em livros, músicas, monumentos, estátuas, pinturas, esculturas e tantas outras manifestações artísticas e culturais do gênio humano. Antes da era Cristã houve gnósticos entre os egípcios, caldeus, chineses, maias, celtas, gregos e vários outros povos. Nos primórdios do cristianismo, antes da Igreja Romana ser formada no século IV pelo decadente Império Romano, houve várias correntes cristãs e dentre elas o Gnosticismo era a mais importante. Surgiram então gnósticos famosos como Justino, Basílides, Valentin, Cérdon, Teúdas e muitos mais. Estes sábios gnósticos foram taxados de hereges e expulsos da recém formada seita romana, justamente por defenderem ideias como a não necessidade de intermediários para se chegar a Deus, a igualdade entre o homem e a mulher e que Jesus não “nasceu pronto”, mas se formou em trabalhosos e precisos processos iniciáticos de auto-evolução anímica. Com a necessidade de se proteger os mistérios crísticos das pseudo-teologias e adulterações bíblicas com finalidade política, muitos dos mistérios gnósticos do Natal foram velados em símbolos que, graças a Deus, sobrevivem até nossos dias. Vários desses arquétipos não estão presentes apenas no Natal Cristão, mas também em outros povos, culturas e religiões, onde se comemora o Natalício de um Filho de Deus, ou a manifestação física entre os homens da própria Divindade, como é o caso de Osíris no Egito, Mitra na Pérsia, Quetzalcoatl no México asteca, Inti entre os povos andinos, Krishna para os hindus, Fo-Ji na China… e tantos outros. Para se compreender os símbolos natalinos em sua integridade é necessário ampliar o entendimento do que é o Cristo. A Igreja Romana introduziu o falso conceito de que Cristo foi apenas Jesus e que somente Ele foi o filho Uno-de-Deus.  O que os gnósticos de todos os tempos sempre conservaram foi a sabedoria de que, além do Cristo Cósmico (o Logos Solar), do Cristo Histórico (Jesus de Nazaré, por exemplo), do cristo Mitológico (Osíris, Krishna, Mitra etc), há o Cristo Íntimo – uma parte de nosso próprio Ser Interior Profundo que precisa nascer de uma Virgem (nossa Mãe Divina, Stela Maris) e num estábulo (entre os animais que representam o ego, nossos desejos e apegos). A este Cristo Íntimo os gnósticos cristãos denominaram Salvador Salvandus. Por isso sintetizou belissimamente o mestre gnóstico contemporâneo Samael Aun Weor: “De nada terá valido o Cristo ter nascido em Belém se não nascer também em nosso coração”. Passemos então a alguns dos principais símbolos do Natal, com sua interpretação gnóstico-cristã-primitiva. A DATA DE 25 DE DEZEMBRO Esta data era comemorada desde eras remotíssimas, quando se faziam homenagens e festas cerimoniais em honra ao renascimento do Sol, o Solis-Invictus (invencível), a cada solstício de inverno no hemisfério norte, que ocorre no final de dezembro. O Natal é, portanto, antes de tudo, uma Festa Solar, uma cerimônia ao Doador de Vida, à Luz e ao Nascimento daquele que nos brinda a vida e nos salva do erro, do pecado e da escuridão. A Igreja ocidental tomou “emprestada” esta data dos chamados povos “hereges”. Veja que incrível: o Natal é uma festa pagã solar que se tornou cristã personalizada. O PAPAI NOEL O bom velhinho que nos traz os presentes representa a própria Divindade Interna, o Pai Interno ou Kether como dizem os gnósticos cabalistas, que nos dá virtudes se “fomos bons durante o ano que passou”, ou seja, nos oferece dons se bem utilizamos os talentos que o Altíssimo nos brindou. Isso no oriente, é chamado de recebimento de Dharma pelo bom uso do livre-arbítrio. Infelizmente, na atualidade a maioria das pessoas está completamente afastada de sua divindade interna e dos desígnios da Lei Divina. O modo de viver materialista para uns e a mera exaltação ao Cristo Histórico, para outros, fez esta humanidade se esquecer do Cristo Íntimo, do Natal do Cristo do Coração. A MAMÃE NOEL Viva representação da Mãe Divina Particular de cada um de nós, Binah, que ao lado do Pai Interno Kether rege todo o nosso universo espiritual interno. Carinhosa, amorosa e sábia, ela é a autora velada de nossos dias, quando nos devotamos a ela e agimos de acordo com nossa consciência. As pessoas que se entregam ao seu ego deixam de ouvir sua Mãe Divina e caem no erro. A Mamãe Noel é a própria representação Natalina de Maria, Maia, Ísis, Insoberta, Cibele, Kwan-Yin, Tonantzin, Amaterasu. OS DUENDES Os auxiliares do Papai Noel, em sua fábrica de brinquedos e para a entrega dos presentes, representam nossos corpos físico, etérico, emocional e mental (os 4 corpos inferiores e mais densos), os quais devem participar incansavelmente das ações virtuosas emanadas do Pai Interno para que nossas palavras, pensamentos e atos reflitam as virtudes da alma (os presentes do Papai Noel). Estes presentes-virtudes devem ser distribuídos a todos, como Serviço Voluntário de Amor Desinteressado pela Humanidade. O PRESÉPIO Instituído na Cristandade por São Francisco de Assis no século XIII, o arranjo de estátuas representando o nascimento do Cristo é repleto de simbolismos. Desde o próprio local de nascimento (uma manjedoura num estábulo), que representa nossa condição de pobreza espiritual atual, até o casal divino (Maria e José são as vivas representações de nossa Mãe Divina e nosso Pai Interno). Os animais ao redor do Divino Menino denotam nossos defeitos humanos (preguiça, orgulho, inveja, gula etc.). Um Cristo sempre nasce de um Casal santo, de uma Mãe casta, no meio da pobreza e dentre os animais. É adorado nos céus e na Terra. OS TRÊS REIS MAGOS E OS PRESENTES DE OURO, INCENSO E MIRRA Representam não somente os Reis (governantes) e Magos (mágicos ou Sacerdotes) dos povos da Terra que vieram adorar o Cristo Nascente, mas também as fases iniciáticas pelas quais passam os caminhantes …

A Gnose e a Vida Extraterrestre

A GNOSE E A VIDA EXTRATERRESTRE A existência ou não de vida fora da Terra sempre intrigou os homens em todos os tempos, ainda mais quando pensamos na imensidão do Cosmos com suas infindáveis galáxias, estrelas e planetas. Somente em nossa galáxia há 200 bilhões de estrelas… e já se contabilizam mais de 200 bilhões de galáxias vistas ou detectadas pela astronomia. E a cada dia esses números aumentam. Toda semana é detectado um chamado “planeta com condições de abrigar vida”. Distintos dogmas, tanto científicos quanto religiosos, sempre colocam o Ser Humano como o centro do universo, como a criatura extrema e mais desenvolvida do Cosmos, o alçam a “filho perfeito de Deus”, como se fôssemos os únicos escolhidos no universo para ter vida, para existir com exclusividade neste pequeno planeta azul nos rincões de uma galáxia de porte médio chamada Via Láctea. Assim como os médicos europeus de 150 anos atrás (que não acreditavam nos micróbios), ou os navegadores do século XV (que afiançavam ser a Terra plana), ou mesmo os astrônomos ortodoxos de 400 anos atrás (que juravam ser a Terra o centro do universo), as pessoas que descartam a priori a possibilidade de existência de vida fora da Terra estão contrariando o maior princípio da ciência, qual seja, o de se ter absoluta isenção de ânimo – não acreditando e nem desacreditando – até que provas sejam apresentadas e experimentos sejam repetidos mediante metodologia científica. Para a ciência gnóstica é tão importante provar que algo existe quanto provar que alguma coisa não existe ! O que a grande maioria de nossos cientistas oficiais desconhecem são as ferramentas e capacidades latentes do ser humano, como a meditação profunda, a projeção astral e a clarividência. Valendo-se desses instrumentos, qualquer pessoa disciplinada e treinada poderá conhecer universos e formas de vida jamais imaginados, tanto dentro (no Microcosmo) quanto fora de nós mesmos (no Macrocosmo). Além da possibilidade de comprovações utilizando recursos para-científicos, as evidências obtidas num estudo isento mostram que inúmeras civilizações, mitologias e religiões registraram a existência e o contato com formas de vida extraterrestre. Há até os que acreditam terem origem extraterreste alguns dos grandes monumentos (como as Pirâmides de Gizé), ou vários milagres científicos da atualidade (como o forno de micro-ondas), ou grandes culturas (como a Maia na América Central). A Antropologia Gnóstica, assim como a Teosofia de Helena Blavatski, por exemplo, não apenas ensina que existe vida fora do planeta como apresenta ainda os detalhados e maravilhosos ciclos evolutivos de cada planeta, ou melhor dizendo, Logos Planetário, em criteriosa obediência a suas cadeias de evolução e de involução. Tudo isso permeado pelas chamadas rondas ou ondas de vida nos reinos  mineral, vegetal, animal, humano e angélico. Nos domínios da ciência oficial, não podemos deixar de lembrar daquele que alguns consideram o maior cosmólogo de todos os tempos: Carl Sagan. O cientista da NASA, em seu livro Cosmos, dedica um capítulo inteiro à chamada equação de Drake, que a partir das centenas de bilhões de estrelas existentes somente na Via Láctea, estima em 10 milhões a quantidade de planetas com civilizações tecnicamente avançadas (e isso, repetindo, somente em nossa galáxia). Além de todos esses argumentos lógicos, mitológicos, religiosos, místicos, antropológicos e científicos, temos a fenomenologia ufológica, que continua a nos apresentar filmes, relatos, fotografias e inúmeros outros registros de discos voadores, seres de outros mundos e mesmo de contatos com eles. É obvio que nesses fenômenos também há muito de charlatanismo e de enganos sinceros, mas não podem ser desprezados os milhares de registros que qualquer sociedade ufológica tem em seus arquivos, inclusive aqueles chamados “oficiais” como o hangar 51 ou o caso Roswell nos Estados Unidos, e mesmo a base de Tunguska na Sibéria, ex União Soviética. A cosmologia gnóstica ensina que há diferentes tipos de seres extra-terrenos, dependendo de sua origem e de seu grau evolutivo: existem os chamados “turistas”  que visitam nosso planeta como o fazem as famílias responsáveis aqui na Terra, ao visitarem um parque ecológico; há também os ETs “ bons”  ou aqueles que visitam nosso planeta para auxiliar a humanidade, agindo em momentos decisivos, curando pessoas e transmitindo tecnologias, assim como fazem muitos cristãos em países pouco civilizados da África; por fim, não podemos deixar de citar, existem ainda os ETs chamados de “ maus”, aqueles que, como talvez os terráqueos quando tiverem livre e fácil acesso a outros planetas, vêm à Terra para espoliar, explorar, maltratar animais e até seres humanos – estes são os responsáveis pelas histórias e filmes ligadas ao medo que as pessoas têm de seres de outros mundos. São as abduções malignas e com sequelas. Para contatar habitantes de outros planetas, o mestre gnóstico Samael Aun Weor ensinou práticas específicas que envolvem mantras (palavras de poder), mentalizações e sinais cosmológicos especiais, os quais, se executados por pessoas preparadas e obedecendo a uma técnica exigente, podem realmente atrair e manter contato com seres extraterrestres. Por isso a CosmoGnose é considerada a 3ª Via da Ufologia, propiciando e estudando os contatos com seres de outros mundos. A Ufologia Gnóstica vai além da mera especulação científica (a 1ª Via) e não se vale das mistificações da chamada Ufologia Espiritualista ou Exotérica (a 2ª Via), com seus planos de evacuação, comandantes interestelares e falsos “seres entre nós”.                                                                          Sérgio Geraldo Linke Presidente da Associação Gnóstica de Fortaleza

HIPÁCIA DE ALEXANDRIA: FILOSOFIA GNÓSTICA REVOLUCIONÁRIA

HIPÁCIA DE ALEXANDRIA: FILOSOFIA GNÓSTICA REVOLUCIONÁRIA Hipácia ou Hipátia de Alexandria, genial filósofa grega do quarto século depois de Cristo, é daquelas grandes personagens que bem representam uma época de transição de civilizações. A bela e sábia professora Alexandrina também é um dos luminares da genialidade feminina, reluzindo ao lado de Maria Profetisa, Dame Pernelle, Teresa D´Ávila, Maria Magdalena, Hildegard von Bingen, Helena Blavatski e tantas outras. Alexandria foi a capital helênica do Egito, onde confluiam as culturas grega, egípcia, romana e de todos os povos mercadores que se utilizavam do grande porto sinalizado pelo famoso farol. Também pessoas judias e os cristãos, empoderados pela nova religião do império romano, disputavam a fé do povo com os sacerdotes do deus egípcio Serápis. Produto desse cosmopolitismo e de uma intensa atividade mercantil, a cultura em Alexandria era fantástica: tinha um museu que fazia intensas pesquisas, uma academia onde lecionavam os maiores gênios da época e uma biblioteca gigantestca e riquíssima, segundo alguns historiadores com mais de 700.000 volumes. A maioria dos estudiosos até concorda que com a morte de Hipácia e com o incêndio da biblioteca de Alexandria brilharam os últimos expoentes da filosofia grega clássica. Neste fértil caldo cultural no delta do Rio Nilo tentavam se amalgamar a filosofia grega (Arquimedes, Euclides, Ptolomeu, Plotino e Hipácia), as tradições gnósticas do oriente e do ocidente (Basílides e Valentin), a espiritualidade hebraica com sua expressão formal (a Torá) e mística (a Cabala), o nascente cristianismo romano (Teófilo e Cirilo), tudo isso no palco egípcio formado pelas milenares areias douradas de Serápis (Osíris-Ápis). A cidade fundada por Alexandre o Grande em 332.a.C. também viu de forma cristalina o alinhamento das ideias neoplatônicas e gnósticas, as quais posteriormente inspiraram grandes sábios como Santo Agostinho, al-Farabi e Maimônides. Por outro lado, tal luz de sabedoria helênica ofuscou com “perigosas ideias heréticas” o nascente cristianismo institucional, o qual perseguiu e tentou aniquilar com violência os gnósticos buscadores da Verdade. Esta convergência neoplatônico-gnóstica gerou uma torrente de “perniciosos pensamentos” que pode ser sintetizada em quatro linhas: 1) o êxtase, revelação ou epifania é a ferramenta por excelência para se chegar a Deus, independendo de intermediários; e aqui o risco de enfraquecimento da igreja institucionalizada e política. 2) entender a forma como a alma se afastou da felicidade divina e como ela pode retomar o caminho ao Eterno Ser Supremo (o Mito Gnóstico da Queda e Redenção de Sophia); e aqui a possibilidade da espiritualidade auto-adquirida, sem a velha teologia do medo de diabos e infernos. 3) a necessidade de se tomar consciência de que existe um mundo comum (fenomênico e visível) e outro mundo superior (espiritual e invisível), onde a divindade emana sua essência (nous) em cada ser humano; e não somente naqueles protegidos pela “Santa Madre Igreja”. E, por último, 4) todos os seres humanos podem retornar ao Ser Supremo, à Fonte Eterna, mediante seus próprios esforços (vivências) da gnosis ou sabedoria divina, vale dizer, todos os seres humanos têm iguais condições, independente de seu sexo, classe social, cultura ou crenças. Fortes e profundos pontos filosóficos. Se você fosse, caro leitor, um ambicioso e fanático clérigo da nascente igreja romana da época, nao acharia essas ideias perigosíssimas para seus objetivos políticos ? Neste contexto de choque de civilizações surgiu Hipácia de Alexandria (351 – 415 d.C), numa época em que o Cristianismo passava de perseguido a perseguidor, onde as mulheres eram propriedade dos homens e não tinham voz cultural nem política. Hipácia foi uma excepcional polímata: filósofa, matemática, astrônoma, inventora, mestra de religião, direito, lógica, ética, poesia, oratória e retórica. Formada por seu pai Teón em Alexandria e depois em Atenas, a filósofa gnóstica era o ideal grego de perfeição: linda, sábia e atuante. Porém, todos os Rebeldes do Espírito e os Defensores da Verdade pagam um preço… A bela Hipácia foi bárbara e covardemente martirizada, sendo humilhada, caluniada, arrastada, despida, violada, torturada (teve a pele e as carnes arrancadas com conhas), esquartejada e queimada. A Mestra de Alexandria foi acusada de bruxaria, paganismo e prostituição pelo bispo Cirilo de Alexandria – que depois tornou-se doutor e santo da Igreja Romana – que bárbara ironia. Hipácia, da mesma forma que Sócrates e Jesus, morreu defendendo seus ideiais gnósticos de liberdade de pensamento, de religião universal, de igualdade entre homens e mulheres, de contemplação místico-filosófica e de busca incessante pela verdade. Ela foi brutalmente assassinada por uma turba de fanáticos devido a um “grave pecado”: orientar com moderação e virtude o prefeito Orestes, transformando-se assim numa ameaça ao poder e à ambição do Patriarca de Alexandria, o cruel e calculista Bispo Cirilo. A história se repete: tirania política e pseudo-religião podem se embater ou se associar, mas sempre sacrificam os sábios e os mestres. Hipácia encarnava, na leveza de suas ações e na concretude de sua entrega à humanidade, a vida de uma gnóstica consciente de seu papel no mundo: sempre sedenta de verdade, moderada, discreta, cuidava do corpo e do espírito, virtuosa, estudiosa, não se entregava aos prazeres mundanos, adorava resolver problemas (principalmente aqueles matemáticos mais difíceis – era famosa por isso) e disposta a lutar até a morte pela integridade da biblioteca de Alexandria e pela  liberdade do ser humano. O exemplo da sabedoria gnóstica de Hipácia pode ser admirado na síntese magistral do mestre contemporâneo Samael Aun Weor, ao afirmar que a gnose é “uma filosofia perene e universal, um funcionalismo muito natural da consciência humana” e que a gnose “é conquistada com Thelema – vontade consciente”. Hoje, mil e seiscentos anos depois de Hipácia, parece que pouca coisa mudou em nossa sociedade… Talvez de diferente tenhamos apenas as formas como as pessoas são manipuladas e escravizadas. Por isso a obra e o exemplo de Hipácia, verdadeira Mártir Gnóstica Alexandrina, ecoam tão forte em nossas consciências, como um grito da alma por liberdade, ou como um suspiro do espírito com saudades da Verdade, ou ainda, os clamores por luz da Divina Pistis Sophia dos Gnósticos, ao constatar que perdera o Pleroma e que …

O Atualíssimo Gnosticismo Antigo

O ATUALÍSSIMO GNOSTICISMO ANTIGO Gnose significa literalmente conhecimento e ela não se confunde com o conhecimento vulgar, originado nos estudos escolares ou nas experiências da vida comum com a família, os amigos, a sociedade, a profissão, as redes sociais, a imprensa etc. Somente considerar a Gnose como a síntese do conhecimento humano expresso na Ciência, na Arte, na Filosofia e na Mística Religiosa não abarca a verdadeira profundidade e extensão dos tesouros gnósticos. A Gnose não pode ser adquirida intelectualmente; ela é conquistada pela vivência direta e inspirada, diríamos até devotada, dos mistérios do Universo. O antigo termo grego Gnosis denota algo bem mais profundo: trata-se de conhecimento inspirado, revelado, auto-adquirido, baseado na experiência direta dos mistérios metafísicos, na constatação prática e vivenciada das Leis Universais que regem a vida, que pavimentam o caminho para o aperfeiçoamento espiritual humano. Gosto muito daquela definição de Gnose que parte da etimologia da palavra Sabedoria (do latim sapere, saborear): Gnose é saborear os mistérios da Divindade e de Sua Obra. O Gnosticismo antigo floresceu nas culturas egípcia, assíria, persa, grega, asteca, chinesa – só para citar algumas – e continha princípios Ontológicos (do estudo da alma), Antropológicos (a alma manifestada em corpo humano) e Cosmológicos (as ordens de mundos e planos que compõem o Universo). Nas suas antigas escolas gnósticas, essas civilizações de ouro, em seu esplendor, ensinavam a Psicologia de Auto-Transformação Profunda, a utilização correta e positiva das Energias Criadoras Sexuais e tinham na Cooperação (e não na competição) a base de sua sociedade. O Gnosticismo antigo buscava harmonizar o ser humano com o cosmo e aproveitar as energias universais para o desenvolvimento integral das pessoas. A Filosofia gnóstica é intuitiva e de lógica superior, dialética objetiva (não subjetiva); a Ciência gnóstica utiliza ferramentas metafísicas que permitem perscrutar as riquezas invisíveis do micro e do macrocosmo; a Arte gnóstica valoriza a linguagem régia da natureza e a transmissão de emoções superiores e anelos pelo divino; e a religião gnóstica busca a mística e direta reintegração com a Divindade, sem dogmas, intermediários e sectarismos. É fácil de constatar então, querido leitor, os motivos dessa nossa atual humanidade estar tão rica em informação e tão pobre em sabedoria: hoje nossa pseudociência mais induz à competição, ao consumismo, à guerra, à criação de  escravos de fármacos e de redes sociais virtuais… nossa pseudo-arte, quase em sua totalidade, invoca os mais bestiais sentimentos humanos (como a violência e a luxúria)… nossa filosofia bate cabeça em infinitas discussões intelectuais, remoendo filósofos do passado e perdendo-se nos labirintos da teoria… e nossa religião, esta é uma lástima: ou está comodamente assentada em séculos de escuridão e de monopólio institucional, ou usa o diabo e a ambição material como principais sócios para construir – à custa de extorsivos “donativos” de seus crentes – templos nababescos e para formar impérios de redes de televisão. Por isso o Gnosticismo Antigo está tão atual: porque a sociedade continua caótica, inconsciente e mecânica. Continua a imperar a exploração dos mais “espertos” sobre os mais “simples”. Porque a religiosidade mística é tão rara de se encontrar como a um adulto culto e puro. Nada mudou… como dizia o grande sábio gnóstico do século XX, Samael Aun Weor: “… esta é a recorrência (repetição de erros) das civilizações”. Entretanto, há muita luz no fim do túnel e muita água limpa no fundo do poço. Nos momentos de maior escuridão é quando a Luz mais resplandece. Como na antiguidade, a Gnose Contemporânea oferece o conhecimento inspirado e estruturado para que cada qual mude em si mesmo este estado de coisas. Valendo-se de técnicas eficientes e seguras de desenvolvimento espiritual como a Meditação Profunda, a Auto-Exploração da própria psique, a Projeção Astral e a Sexologia Alquímica, o Gnosticismo Moderno continua firme e sereno na sua missão divina de ensinar as pessoas a se Auto-realizarem nos planos físico e espiritual, para serem verdadeiramente felizes e livres, com consciência de si, do mundo à sua volta e do seu papel para com Deus e os demais seres. A Gnose é um tesouro à disposição de todos. Usufruí-lo é um privilégio conquistado somente pelos valentes e obstinados, para aqueles que a vivenciam.   Sergio Linke – engenheiro e presidente da Associação Gnóstica de Fortaleza

CRISTAIS: UTILIZE SEU PODER OCULTO EM AMBIENTES E PARA SUA SAÚDE

CRISTAIS: UTILIZE SEU PODER OCULTO EM AMBIENTES E PARA SUA SAÚDE   Quando ouvimos falar de cristais já nos lembramos de belíssimas formações cristalinas pontiagudas e brilhantes (drusas), ou de coloridos e multifacetados bastões cristalinos que parecem ter sido fabricados pelo ser humano. Ou ainda de belíssimos brincos e colares lapidados em pedras raras. São os cristais naturais, que nos fascinam e fazem refletir sobre essas belas obras da natureza. Os chamados cristais artificiais são aplicados em arquitetura e decoração (fachadas e janelas de vidro, espelhos, objetos decorativos, luminárias), medicina (lentes, laser, aparelhos cirúrgicos, substâncias químicas presentes em remédios alopáticos e homeopáticos) e também em usos industriais e na eletrônica (ferramentas de corte, telas de cristal líquido e leds). Os equipamentos eletrônicos, como celulares e computadores, utilizam chips com circuitos eletrônicos de semicondutores que nada mais são que cristais de silício fundidos de modo muito especial. Na construção civil os cristais estão presentes em quase tudo: concreto, cerâmicas, paredes de alvenaria, ligas cristalinas. Agora, por exemplo, vivemos a revolução das lâmpadas LED, que nada mais são que cristais de semicondutores (diodos emissores de luz). Para focarmos no uso de cristais naturais para o equilíbrio energético de pessoas e ambientes, detalharemos como agem e são aplicadas as energias dos cristais forjados na natureza. A energia de um dormitório, por exemplo, pode ser completamente elevada e equilibrada com o uso do cristal adequado que combine com seus ocupantes: crianças agitadas precisam de gemas calmantes (como o lápis lazúli); crianças muito apáticas precisam de pedras ativantes, como o jaspe vermelho. O mesmo vale para uma loja ou escritório: com harmonização cristalina é possível literalmente iluminar um ambiente atraindo as pessoas e deixando-as à vontade, de modo acolhedor e espontâneo. Já no ser humano as aplicações são inúmeras: cristais menores nos chacras, ativando-os ou equilibrando sua vibração; gemas sobrepostas na região de órgãos, removendo intoxicações e auxiliando na recuperação de suas funções; dores de cabeça, constipações intestinais, dores musculares, incômodos menstruais, desequilíbrios hormonais, disfunções sexuais. Em todos os tempos, os diferentes terapeutas sempre utilizaram a energia das pedras para promover a saúde humana. E há também inúmeros usos de terapêutica veterinária. Detalhando um pouco mais as aplicações energéticas dos cristais, vejamos como atuam esses verdadeiros tesouros da natureza. Todo cristal possui uma vibração, vale dizer, uma energia pulsante dada por sua estrutura cristalina, onde os átomos de silício e outros elementos se arranjaram de forma perfeita durante milhões de anos sob condições especiais de temperatura e pressão. Esta vibração, irradiada para o ambiente e detectável pela radiestesia (uso de pêndulo ou outros instrumentos), pode ser utilizada para energizar e equilibrar as pessoas à sua volta. Cristais de Quartzo Branco, por exemplo, harmonizam ambientes através de sua potente vibração multiespectro. Um cristal também possui uma energia da forma, dada por suas pontas, suas faces e sua estrutura cristalina, a qual é capaz de gerar, captar e irradiar energias, o que também pode ser utilizado para a harmonização dos ambientes e pessoas. É um verdadeiro “efeito antena” cristalino. Bastões multifacetados têm a capacidade de concentrar a energia do cristal em sua ponta. Outra forma de atuação dos cristais é sua energia acumulada, ou melhor dizendo, “programada” por uma pessoa experiente. Sabemos que a energia vital e psíquica pode ser moldada, direcionada e concentrada em elementos de acumulação, como os cristais. Calcitas são especialmente indicadas para esta aplicação, devido à sua permeabilidade energética. Todo cristal também possui uma cor, isto é, a energia eletromagnética dada pelo comprimento de onda da luz irradiada por ele. Dessa forma, todo cristal é potencialmente um instrumento cromoterápico. Por isso cristais vermelhos são ativantes, cristais azuis são calmantes e cristais da cor amarela levam à inteligência e à reflexão. Numa oitava superior, e com fórmulas pouquíssimo conhecidas, há possibilidade de se programar, ou melhor, se encantar a energia inteligente contida num cristal. Com isso queremos dizer que, mediante determinados princípios e procedimentos especiais, é possível incumbir o Elemental (a “alma”) de um cristal para uma tarefa específica. Elementais de ametista, por exemplo, são excelentes purificadores de ambientes. Esta magia-ciência foi utilizada por vários sábios ao longo dos milênios e recentemente ensinada pelo mestre gnóstico Samael Aun Weor, que a denominou de Elementoterapia. Sérgio Linke é engenheiro e presidente da AGF.

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