FELIZ NATAL !!!! QUATRO VEZES ? No ocidente se comemora a festa cristã do nascimento de Jesus com grande alegria. Para alguns é uma época de fé, de oração e de agradecimento; para outros são dias de compras, férias e viagens; há ainda os que fazem do Natal um momento de família, na esperança de um novo ano cheio de saúde, sucesso, fraternidade e paz. O Natal é o nascimento do Cristo. Não apenas do Cristo histórico Jesus, mas também a manifestação de várias outras emanações divinas, em suas diferentes esferas, que os gregos antigos denominavam de “Crestos”. Esta palavra significa literalmente “ungido”, aquele que foi purificado e preparado de forma sagrada, a Ele sendo confiada missão muito especial – a de prover e de recuperar os seres humanos, relembrando os mistérios espirituais através do seu próprio auto-sacrifício. A Cristologia Gnóstica ensinada por Samael Aun Weor assevera que há quatro aspectos do Crestos: o Cristo Cósmico, o Cristo Mítico, o Cristo Histórico Jesus e o Cristo Íntimo. Abordaremos em sequência o natalício de cada uma dessas Quatro Manifestações Divinas. CRESTOS E O LOGOS SOLAR. O Natal do Crestos Cósmico está representado em nosso Sol Físico. É o astro rei que comanda o frio e o calor, as chuvas e as secas, a semeadura e a colheita, os solstícios e os equinócios. Por isso todas as religiões antigas são solares. O Natal que festejamos em 25 de dezembro está baseado numa data boreal (do hemisfério norte), já que as tradições pagãs (de quem a igreja romana tomou “emprestada” a data) comemoravam no final de dezembro o solstício de inverno, época do ano com dias curtos e noites longas, quando o Crestos Solar se faz mais necessário, apesar do pequeno e ainda frágil Sol do Inverno (como Jesus na manjedoura). Em qualquer estação do ano, O Sol se sacrifica (reparte pedaços seus) emanando Luz e Calor para que todos tenham vida – e a tenham em abundância. Por isso, podemos dizer em nosso Primeiro Feliz Natal: Louvado seja o Nascimento do Crestos Cósmico, o Logos Solar, esta Força Ígnea e Divina, pois seu natalício invernal prenuncia a continuidade da vida em todo o planeta ! O CRESTOS MÍTICO. Por sua vez, o Natal do Crestos Mítico ou Mitológico homenageia todos aqueles messias (enviados), ou avatares (mensageiros), ou ainda ungidos (purificados por unção-união à Divindade) que se tornaram heróis e mitos em sua época. E, incrível: todos filhos de uma virgem, sofreram perseguições e tentações, romperam com o sistema religioso e governamental vigente, tiveram 12 apóstolos e se sacrificaram pela Verdade que professaram. E todos também originaram religiões: Osíris – filho de Rá (o Sol) originou a Sagrada Religião Egípcia; Fo-Ji, Cristo chinês, fundamentou toda a filosofia e a religião solar que mais tarde embasou o taoísmo; Hélios é o Cristo grego, na religião dos adoradores do Sol, base da teogonia helênica; Quetzalcoatl, o Cristo serpentino e emplumado dos astecas, deu origem à sagrada religião de Tenochtitlán; e assim poderíamos citar um Cristo Mítico ou Salvador para cada grande civilização, passando pelo Tunupa Andino, pelo Adônis Frígio, pelo Inti dos Quéchuas-Incas, pelo Wotan Escandinavo… Dessa maneira, podemos também e mais uma vez festejar, em nosso Segundo Feliz Natal: Louvados sejam os Cristos de todas as épocas e culturas, Eles relembram com seu próprio sacrifício o Caminho da Luz aos homens e mulheres de Boa Vontade ! O CRESTOS HISTÓRICO. E agora o Natal mais conhecido: o nascimento de Jeshuá Ben Pandirá, Jesus de Nazaré, cidadão galileu que revolucionou com amor o decadente império romano há mais de 2.000 anos. O perfume de seu Perdão e o hálito de seu Verbo Divino ainda remanescem nos Evangelhos canônicos e apócrifos. E daí vem nosso Terceiro Feliz Natal: Louvado seja o Cristo Jesus, o filho do homem que tornou-se Uno com o Pai, em Amor, Compaixão e Sacrifício ! O CRESTOS ÍNTIMO. Já nosso quarto Feliz Natal é mais exigente. Para compreendê-lo há que se buscar no fundo de nossa alma aquela semente divina que os sábios antigos chamavam de Salvador Salvandus, o Menino de Ouro da Alquimia, a séfira Chokmah da Árvore Cabalística Interna. Ele é a sagrada semente ígnea que o Logos Solar plantou em cada um de nós. Mediante o exercício constante dos Três Fatores de Revolução da Consciência (eliminação dos defeitos psicológicos humanos, regeneração alquímica pelas energias criadoras e caridade universal) podemos manifestá-Lo em nós. Logo, em nosso Quarto Feliz Natal, anelamos: louvada seja a Chispa Crística que arde em cada Coração Humano, ainda frágil como o menino-deus no estábulo, no meio dos animais de nossos pecados… Por tudo isso, a Associação Gnóstica de Brasília externa por Quatro Vezes um Feliz Natal para todos: desde a Imanência Suprema do Crestos Cósmico, passando pelos Cristos de todas as religiões e chegando à adoração ao nascituro Cristo Jesus… Que essas três Emanações Ígneas do Doador de Vida iluminem vosso Templo Coração, querido leitor – pois lá poderá um dia ter seu Natal o vosso próprio Cristo Íntimo !!! Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília
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Felicidade… Misteriosa Busca
FELICIDADE… MISTERIOSA BUSCA Se nos dedicarmos a observar serenamente por alguns instantes a realidade ao nosso redor, poderemos perceber que a grande maioria dos seres está buscando segurança, conforto, comunhão, paz, alegria… enfim, uma sensação que chamamos de felicidade. Entretanto, o que é a felicidade ? De que é feita essa sensação abstrata, tanto buscada ? O quê fazer para alcançá-la ? Para o investidor capitalista a felicidade reveste-se no ato de ganhar muito dinheiro… Para o torcedor fanático a felicidade parece estar na vitória de seu time do coração… Para o morador de rua uma noite feliz está onde há abrigo e um prato de sopa quente… Para um místico principiante a felicidade acena quando da primeira experiência de projeção astral, ou na primeira vez em que ele sente seus chakras vibrarem como luz… Para o trabalhador estressado, a felicidade pode travestir-se numa viagem de férias… O quê dizer dos apaixonados ? Para esses é fácil: a felicidade somente parece estar na presença do ser amado. Para todos esses personagens esta sensação de vitória, de alcançar objetivos, de segurança, é caracterizada apenas por momentos de prazer, por meras situações de conforto bem limitadas no tempo e no espaço. São esporádicas, finitas e ilusórias. Se o cenário mudar, se a bolsa de valores cair, ou se o time perder para o rival, ou quando faltar a coberta e a comida, talvez quando as capacidades místicas arrefecerem, ou ainda na ausência do ser amado, aquela mesma momentânea “felicidade” vai por terra abaixo e vêm o fastio, o desespero, a infelicidade. Por isso, a chamada felicidade, para a maioria das pessoas, nada mais é que um encadeamento de momentos de prazer onde há sensação de segurança, de reconhecimento e de domínio da situação. Nos estudos avançados de Psicologia Gnóstica, a felicidade é algo muito mais profundo. Ela não se limita a instantes de prazer, mas constitui um estado psicológico real, alcançado quando nos libertamos definitivamente das preocupações, dos medos, dos apegos, das ambições, do mim mesmo, do ego. A felicidade engloba uma sensação perene de completude, de pertencer a um organismo maior, de estar imbuído de missão de vida ampla e transcendente, de poder cooperar com todos os seres. Na felicidade verdadeira não existem desvios de caminho, esmorecimentos, tristezas por frustrações humanas. Samael Aun Weor, gênio gnóstico do século XX, ensina que a felicidade é um estado de consciência alcançado na ausência do eu, do ego, da individualidade ilusória. Gnose significa sabedoria para autotransformação. Por isso ela indica a Senda da Felicidade através da descoberta dos verdadeiros mistérios e missões de nossa vida, da autorrealização do ser humano como semente divina que deve brotar. Também no Budismo existe uma visão análoga de felicidade, onde o Dharma ensina que a felicidade do Nirvana é alcançada quando deixamos de sofrer mediante a eliminação do apego e da ambição. A Compaixão para o budismo tibetano é o alimento para a felicidade. Vamos mais longe: grandes almas como Francisco de Assis ou Teresa de Calcutá mostraram em palavras, pensamentos e obras que a verdadeira felicidade somente é alcançada pelo buscar incessante do bem-estar e da felicidade do semelhante. Por isso, querido leitor, neste final de ano e de renovação de planos e esperanças, propomos uma reflexão: onde estão baseadas nossas fugazes sensações de felicidade ? No exterior ou no interior ? Nos bens materiais ou nos valores intangíveis ? Nos relacionamentos em que podemos nos doar ou nas amizades em que somente almejamos vantagens ? Naquilo que você faz por si ou no que faz pelos outros ? Na busca do Deus exterior, antropomorfizado e mal traduzido pelos homens, ou na busca do Cristo Íntimo ? Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Fortaleza
Sabedoria para o Dia a Dia.
SABEDORIA PARA O DIA A DIA Muitas pessoas têm curiosidade sobre o que é a gnose, o gnosticismo e os gnósticos. Existem várias possibilidades de abordarmos o assunto: pelas bases históricas do gnosticismo, pelas riquíssimas ferramentas gnósticas de autoconhecimento, pela chamada fenomenologia paracientífica e até mesmo pelos mistérios que objetivam a realização espiritual do ser humano – a chamada Iniciação. Mas há uma outra forma de apresentarmos a gnose àqueles que não a conhecem: através das ferramentas práticas gnósticas para o nosso dia a dia neste mundo competitivo e estressante. Samael Aun Weor, grande pesquisador e escritor gnóstico, ensina várias dessas técnicas em suas obras. Vejamos algumas delas. DOENÇAS MODERNAS: para afastar males da vida moderna como a depressão e o estresse, nas escolas gnósticas são ensinadas muitas técnicas para administrar nossas energias psíquicas. As mais praticadas são a auto-observação consciente, a transformação de impressões psicológicas e a meditação. Há várias outras vantagens de termos uma psique fluida e saudável, desde a melhoria das relações sociais e familiares até a não somatização de doenças. CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO: as técnicas gnósticas preconizam o desenvolvimento equilibrado e integral da Mente, da Emoção e das funções Motoras-instintivas-sexuais, mediante o exercício da lógica científica superior, da intuição filosófica, da sensibilidade artística e da vivência mística direta. Na senda gnóstica são ensinadas várias ferramentas para um aprendizado holístico e prático, passando pelas tradições tibetanas, egípcias, chinesas, hindus, mesoamericanas e outras. SUSTENTABILIDADE E ECOLOGIA: hoje se fala muito que o ser humano se afastou da natureza – e por isso a explora, agride e exaure. Os princípios gnósticos ensinam que somos células do planeta Terra, que o mundo em que vivemos é muito mais importante que nós e que a Sagrada Terra é o corpo físico de uma grande divindade, que os gregos chamavam de Gaia, os povos andinos de Pacha-Mama e as tradições cabalísticas de Melquisedeque. No gnosticismo aprende-se que é necessário deixar filhos melhores para o mundo, e não apenas um planeta habitável para nossos filhos. FENÔMENOS ESTRANHOS: muitas pessoas são atraídas à espiritualidade pela chamada fenomenologia paracientífica, como a lembrança de vidas passadas, a curiosidade de ver o futuro, as viagens astrais, a clarividência, a vida após a morte… Com a execução de práticas e exercícios específicos, este acesso ao chamado “mundo invisível” se torna normal e corriqueiro. Um aspirante à gnose não busca capacidades ou poderes como um fim em si, mas como ferramentas que ele recebe para melhor trilhar seu próprio caminho. As instituições gnósticas não mistificam, não fazem propaganda e nem ganham dinheiro com qualquer fenômeno espiritual. COOPERAÇÃO E COMPAIXÃO: ao estudarmos cosmologia e antropologia gnósticas constatamos que as distintas civilizações e raças humanas têm seus ciclos de grande desenvolvimento, bem como seu declínio e desaparecimento. As breves Eras de Ouro das grandes civilizações coincidem com momentos de consciência social, respeito ao ambiente, equilíbrio entre o material e o espiritual e – o mais importante – fortes bases éticas calcadas na Cooperação e na Compaixão. Não há desenvolvimento humano e social sem auxílio mútuo e solidariedade pelos que sofrem. Enquanto a ambição e o apego nos levam à competição e à destruição, no gnosticismo aprende-se a ética superior para que sejamos cooperativos e compassivos. A Associação Gnóstica estuda esses assuntos e ensina técnicas para aprofundá-los de forma prática em seus cursos, workshops e vivências. Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica
Astrologia Hermética Gnóstica
ASTROLOGIA HERMÉTICA GNÓSTICA Sem dúvida a astrologia é uma das mais antigas práticas humanas na busca de explicações para as influências invisíveis nos fatos do dia-a-dia. Estudada há milênios em todas as civilizações, a interação dos corpos celestes com os ciclos de animais, plantas e seres humanos foi a base de muitas culturas, numa época em que ciência e espiritualidade caminhavam juntas nas mãos de governantes e sacerdotes. Tivemos então a astrologia chinesa, mesopotâmica, caldaica, hindu, egípcia, maia, asteca e, mais recentemente, a astrologia psicológica com base no trabalho de Carl Gustav Jung. No mundo ocidental, até o século XVII a astrologia e a astronomia eram a mesma coisa, quando ocorreram dois fenômenos: o primeiro deles foi a preponderância do racionalismo sobre a intuição e as artes tradicionais, com a evolução da astronomia de observação e os rudimentos do chamado método científico; o segundo fenômeno foi a proliferação de formas astrológicas fanáticas e fantasiosas, que muitas vezes foram perseguidas pela igreja, gerando inúmeros casos de charlatães, aproveitadores e exploradores. Por isso mesmo que até hoje, em alguns meios religiosos, a astrologia é considerada “coisa do diabo”, “bruxaria”, “bobagem” e até uma “pseudo-ciência”. E esta deturpação da magna influência dos astros continua até hoje, com algumas formas de horóscopo que mais parecem estatística de traços psicológicos, normalmente elaboradas por pseudo-astrólogos que enriquecem às custas da boa-fé das pessoas. Mas aqui neste artigo não nos deteremos na discussão se a astrologia, com seus signos, constelações, cálculos e mapas, é uma ciência ou não, ou ainda se ela se afastou ou não das modernas astronomia e cosmofísica. Abordaremos o estudo da influência dos astros numa oitava superior, a chamada Astrologia Hermética Gnóstica, ensinada por Samael Aun Weor. Expliquemos: “Astrologia” porque estuda os corpos celestes que nos banham com sua energia, visível ou invisivelmente; “Hermética” porque provém da sabedoria de Hermes Trismegisto, o grande Deus Egípcio Íbis de Toth, cujo princípio máximo ensina que “há correspondência exata entre as estruturas e ações do macrocosmos (os astros) e o microcosmos (o ser humano)”; e “Gnóstica” porque contém sabedoria que vai além do mero intelectualismo, estando fortemente calcada na ciência pura, na filosofia superior, na arte objetiva e na espiritualidade positiva. A Gnose nos demonstra que devemos ter profundo respeito, e até veneração, por todas as formas de vida, pois cada ser vivo traz vibrando em si uma chispa divina, uma semente do Logos Solar, essa Grande Chama Criadora e Provedora representada no corpo físico da estrela que nos ilumina, aquece e vivifica. Esta semente do Sol, logo depois de emanada, evolui desde os reinos elementais da natureza (mineral, vegetal e animal) até chegar ao estágio humano, quando recebe o nome de Alma, adquirindo também o livre arbítrio e com ele a possibilidade de trabalhar sobre si ou de seguir a mecânica da natureza. As chispas que sobre si trabalham atingem a Autorrealização, ou “vingam” numa linguagem mais simples, podendo se tornarem, mediante vários e distintos trabalhos e graus evolutivos, Inteligências Planetárias que animam um Planeta (como o Senhor Melkisedek – Regente do Planeta Terra) ou uma Estrela (como o Logos Mickael – regente do Sol). É por isso que nos sagrados templos egípcios e caldeus, quando se perguntava pelos deuses e pelos mestres, os sacerdotes, em silêncio, simplesmente mostravam as estrelas. Naqueles tempos todos sabiam (e alguns clarividentes até viam) que “cada astro do céu é o corpo físico de um deus” trabalhando e evoluindo. Os regentes espirituais de nosso sistema solar são conhecidos nas tradições herméticas como os Sete Logos Planetários, onde chamamos de planetas a Lua e Sol apenas por respeito à tradição: o Sol tem seu deus chamado Mickael, o senhor da Lua é Gabriel, o logos de Mercúrio é Rafael, a divindade de Vênus é Anael, o regente de Marte se chama Samael, o rei de Júpiter Zacariel e o arcanjo de Saturno é o Senhor Orifiel. Cada um desses 7 deuses planetários mora num templo coração, localizado no interior mais profundo de cada planeta e estrela. E a antiga sabedoria sideral-gnóstica, em obediência ao princípio hermético do “como é em cima, é embaixo”, ensina que dentro de nós, de nosso cosmo espiritual individual, existem também essas mesmas inteligências zodiacais. Ou seja, somos mini-antenas humanas que captam, transformam e utilizam, positiva ou negativamente, as vibrações desses grandes emanadores cósmicos e divinos que chamamos de astros. O Microzodíaco humano se conecta com o Macrozodíaco do cosmos. E ensina também a astrologia gnóstica que é possível trabalhar inteligentemente com essas energias superiores, através de uma sintonização perfeita entre as vibrações zodiacais pessoais com as emanações dessas divindades cósmicas. Esta sagrada ciência, denominada de Astroteurgia (literalmente “trabalho com as divindades dos astros”), era transmitida de lábios a ouvidos pelos sábios da antiguidade. Este trabalho consiste numa série de práticas místicas que envolvem posturas, sons sagrados e orientação de nossas potencialidades internas para a conexão inteligente e eficiente com as positivas vibrações dos Logos Planetários. Deles, por ressonância perfeita, podemos receber energia, sabedoria, inspiração, saúde. Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Fortaleza
Você Sabe Onde Está Pisando? A Geobiologia Pode Responder…
VOCÊ SABE ONDE ESTÁ PISANDO ? A GEOBIOLOGIA PODE RESPONDER… Geobiologia é a ciência que estuda os processos de transformação da Terra, com sua anatomia visível e oculta e seu metabolismo material e energético. A Teoria de Gaia, por exemplo, apresentada na década de 1.970 pelo cientista James Lovelock, provou que nosso planeta age como um organismo vivo que se autocontrola e se autossustenta, tendo uma incrível inteligência em seus processos atmosféricos, eletromagnéticos, geológicos, oceânicos, fluviais e tantos outros que jamais pensamos existirem. Dois outros grandes cientistas da Geobiologia e da Radiestesia, Ernest Hartmann e Alfred Curry, estudaram separadamente durante décadas a manifestação de duas redes energéticas que permeiam toda a superfície da Terra, formando um verdadeiro tecido telúrico e invisível que influencia todos os seres vivos. Em homenagem a esses dois investigadores, tais nadis (canais energéticos) do planeta foram chamados de Rede de Hartmann e Rede de Curry. A Rede de Hartmann é uma malha emanada pelo campo eletromagnético da Terra, disposta no sentido norte-sul (2,0m) e leste oeste (2,5m), com espessura aproximada de 20cm. A rede de Curry é uma outra malha geobiológica importante, gerada provavelmente pelo movimento de rotação da Terra combinado com o campo eletromagnético terreste e com fricções de camadas minerais subterrâneas. Ela está disposta no sentido Nordeste-Sudoeste (4m) e Sudeste-Noroeste (4m), possuindo espessura aproximada de 40 cm. A interação dessas duas redes é particularmente importante para a Geobiologia, pois quando dois nós (cruzamentos de redes) coincidem, temos alí um chamado Ponto Geopatogênico ou PGP, onde há turbulência de energia telúrica e essa zona afetada pode causar vários desequilíbrios nos seres vivos, principalmente o ser humano, com seu complexo sistema nervovo. Os PGP afetam mais especificamente as crianças, que estão em desenvolvimento celular. Um PGP pode ainda ser potencializado pela existência de um lençol freático alto (mais próximo da superfície) ou por uma falha geológica. Locais energeticamente desequilibrados ou poluídos podem contribuir consideravelmente no desenvolvimento de vários distúrbios no ser humano, animais e plantas, tais como má qualidade do sono, insônia, pesadelos, cefaleias, cãibras, sonolência, irritação, stress, deficiências de raciocínio, passividade, hiperatividade, descontrole emocional, taquicardia, sudorese, perda de apetite alimentar, desinteresse sexual e vários outros. Estudada desde a antiguidade por chineses, egípcios, gregos, persas, romanos, hebreus, celtas, maias, astecas e tantos outros povos desenvolvidos, o estudo da energética ambiental recebeu vários nomes: Geobiologia, Feng-Shui, Domologia, Geometria Sagrada, Radiônica, Medicina da Habitação etc. Como são vários os fatores que influenciam atualmente as habitações, é muito importante conhecer estas influências e a forma de evitá-las ou neutralizá-las, com o objetivo de se alcançar a saúde energética no local onde vivemos, estudamos e trabalhamos. A Geobiologia e a Medicina da Habitação nada têm de místico ou espiritual, uma vez que são tecnologias de avaliação e correção energética de casas e escritórios, de forma a harmonizá-los com os seres humanos. Estas técnicas também foram utilizadas em palácios, templos e monumentos, como no famoso Templo de Salomão ou nas Pirâmides do Egito, sem se falar nas famosas Catedrais Góticas que permearam a Europa a partir do século XII e que influenciam a construção de igrejas até hoje. Qualquer pessoa, com um mínimo de equilíbrio energético, treinamento e munida de instrumentos radiestésicos apropriados, pode localizar as redes geobiológicas e os pontos geopatogênicos, para evitar localizar nesses pontos negativos aqueles locais vitais da casa (camas, berços, despensas de alimentos, geladeira/freezer e caixas d´água). Que tal aprender a diagnosticar e equilibrar sua casa ou escritório, utilizando modernas técnicas de Feng-Shui e Radiestesia ? Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília
A Sabedoria da Música e a Magia das Plantas
A SABEDORIA DA MÚSICA E A MAGIA DAS PLANTAS A chamada Musicosofia, literalmente “Sabedoria da Música”, envolve o estudo e a aplicação do poder das vibrações sonoras para harmonizar o corpo físico, a mente e as emoções. Através de uma lei física chamada de Ressonância (transferência de energia de um emissor para um receptor), é possível induzir um estado vibracional para equilibrar os chacras, remover cascões energéticos, provocar reações físicas (controle da pressão arterial, dos batimentos cardíacos, do metabolismo etc.), controlar o estresse e auxiliar no tratamento de vários estados psicológicos, como a depressão. Por este motivo vários sábios da antiguidade, como o médico persa Avicena, o filósofo grego Pitágoras e muitos outros, colocavam a música como um importante instrumento no tratamento dos distúrbios humanos. Na cultura cristã-ocidental também temos um exemplo fantástico de aplicação dos poderes ocultos da música: Hildegard Von Bingen, abadessa alemã do século XII, que utilizava a música para curar seus pacientes. Hildegard, diga-se de passagem, é uma das mais expressivas mulheres da história, pois além de compositora, musicista, botânica, fitoterapeuta, dramaturga, teóloga, musicoterapeuta e filósofa, era respeitada pelos nobres e até pelo papa – e isso numa época em que as mulheres eram consideradas “demoníacas” e onde os reis e o Vaticano tinham poder absoluto. Ao lado de Teresa d´Ávila, Hildegard é uma das doutoras da Igreja. Fernando Salazar Bañol, musicoterapeuta da atualidade respeitado em vários países, ensina inclusive uma “dieta terapêutica musical”, sugerindo Rossini para o otimismo, Rachmaninoff para o estudo, Chopin para um sono reparador e Ravel para o estresse. Estudos recentes que analisaram o comportamento do cérebro de pessoas por ressonância magnética, enquanto elas ouviam mestres da música como Beethoven ou Mozart, demonstraram o direcionamento do fluxo de sangue nos hemisférios cerebrais, ativando áreas específicas ou desativando outras, mediante uma reação imediata do organismo ao ouvir as obras desses gênios da música. Paralelamente à Musicosofia, a Elementorerapia, que se vale do uso da energia inteligente contida nos vegetais – a chamada “alma” ou elemental das plantas, é outra técnica pouco conhecida na atualidade, apesar de muito aplicada em todas as épocas pelos antigos curadores – mamas, pajés e xamãs. Ela era conhecida como a Magia das Plantas. Samael Aun Weor, estudioso gnóstico das antigas tradições, escreveu um maravilhoso livro sobre o tema, chamado Medicina Oculta, onde o mestre gnóstico ensina inúmeras fórmulas de Elementoterapia. Um vegetal evoluído possui três esferas de atuação: seu princípio químico ativo (utilizado na fitoterapia e na alopatia), sua energia vital (utilizada nos Florais de Bach e na homeopatia) e seu princípio elemental ou energia inteligente. Através de fórmulas ancestrais descobertas por sábios como Paracelso, Galeno e Papus, os “magos da natureza” colocam à sua disposição essas almas vegetais. Isso em algumas culturas é conhecido como “ritual de encantamento do elemental vegetal”. É importante registrar aqui que as Escolas Gnósticas não utilizam quaisquer princípios químicos psico-ativos, naturais ou sintéticos, que possam provocar estados alterados de consciência. Portanto, a Sabedoria da Música e a Magia das Plantas constituem formas de auxílio terapêutico ao mesmo tempo revolucionárias e tradicionais, uma vez que, apesar de pouco conhecidas e utilizadas atualmente (mesmo com seu imenso valor), foram veladas ao longo dos séculos pelos grandes médicos-magos da antiguidade. Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília
Os Tesouros Gnósticos do Desdobramento Astral
OS TESOUROS GNÓSTICOS DO DESDOBRAMENTO ASTRAL. É POSSÍVEL APROVEITAR CONSCIENTEMENTE AS HORAS DE SONO ? A grande maioria das pessoas passa um terço da vida dormindo na cama, sem qualquer controle ou lembrança de onde esteve sua consciência em todos esses anos “desperdiçados”. Algumas vezes lembramos de nossos sonhos; noutras sequer recordamos de nossas experiências oníricas após uma noite de sono; em outras ocasiões, o sono ou os sonhos são tão agitados que mal conseguimos descansar o corpo físico, e despertamos como se tivéssemos levado uma surra. Cenas difusas, pesadelos, belas paisagens, pessoas e ambientes da antiguidade, “coincidências”… Por que isso ocorre ? A vivência gnóstica nos demonstra que enquanto o corpo físico é recuperado durante o sono pelo corpo etérico, os corpos mais sutis, dentre eles a alma e o espírito vestidos de seu corpo astral, saem a “perambular” pelas dimensões invisíveis da natureza. Você já ouviu um zumbido logo depois de adormecer ou pouco antes de acordar ? Sonha que está flutuando ou voando rente ao chão ? Já sentiu como se estivesse caindo na cama pouco antes de acordar ? Sonhou com alguém e, no dia seguinte, assombrou-se com a pessoa dizendo que também sonhou com você ? Quem sabe se flagrou num local onde teve a nítida impressão de já tê-lo visitado anteriormente, mesmo sabendo que isso é fisicamente impossível ? Todas essas são indicações do processo de desdobramento astral inconsciente. Dominar o desdobramento astral exige apenas conhecer a técnica e treiná-la. É uma questão de desenvolver a consciência e equilibrar as funções dos corpos físico e sutis, dentre eles o veículo astral que todo ser humano possui. Não há perigo algum no desdobramento astral, pois passamos por esse processo de forma inconsciente e involuntária sempre que dormimos. Veja algumas das maravilhas do mundo astral que estão à nossa disposição se aprendermos a projeção consciente: acesso aos planos invisíveis da natureza, com suas cores, luzes, seres inefáveis, energias sutis, paraísos elementais; estudo de nossas reações psicológicas mais profundas, originadas no Ego ou na Consciência, já que no plano astral é mais fácil investigar nossos mundos interiores; treinamento em escolas que somente existem no plano astral, como academias de tarô, cabala, i-ching, feng-shui, medicina não tradicional, matemática sagrada, budismo tibetano; conhecer fatos passados, inclusive nossas vidas anteriores; investigar diretamente os mistérios da vida e da morte, fenômenos naturais da existência humana; estudar durante as horas de sono, proporcionando uma super-aprendizagem. Qualquer pessoa realmente dedicada e com o mínimo de equilíbrio físico e psicológico pode conquistar a projeção consciente e voluntária do corpo astral. No gnosticismo moderno ensinado por Samael Aun Weor existem várias técnicas de projeção astral, com exercícios psicológicos, mântricos (sons sagrados) ou através de técnicas que utilizam elementais da natureza (como o do gato, do grilo, do ovo de galinha ou de certas plantas). Ressaltamos que as técnicas gnósticas não preconizam a utilização de qualquer substância que provoque estados alterados de consciência. Nos cursos regulares de gnose da Associação Gnóstica de Brasília, como o que se inicia em 11 e 18 de março, sempre às quartas-feiras, são abordados os mais diversos assuntos ligados ao ensinamento gnóstico, dentre eles a Psicologia Tibetana, o Tantrismo Branco, as Civilizações Antigas e a Projeção Astral. Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília
A Mitologia na Vida Moderna
A MITOLOGIA NA VIDA MODERNA Os mitos e lendas sempre foram utilizados por todos os povos para transmitir suas tradições, mediante uma explicação humana para histórias e fenômenos misteriosos, normalmente narrando a vida de grandes heróis e manifestações de espantosas forças da natureza. Por isso, é muito tênue e gradativa a fronteira entre o que é conto, folclore, fábula, superstição, lenda, mito e panteão (divindades de um povo). Também é comum que grandes histórias e mitos virem epopeias e até bases de grandes religiões, como ocorreu com Gilgamesh na Mesopotâmia, ou Osiris no Egito antigo, ou ainda o próprio Moisés como legislador do povo hebreu. Os mitos normalmente narram histórias de grandes heróis e de sua superação como seres humanos, narrando a vitória sobre as forças do mal, ou o domínio das leis da natureza ou ainda, mais raramente, a vitória sobre si mesmos pela derrota do lado obscuro da própria psique. Por isso que estudiosos recentes de mitologia, como Joseph Campbell, ao descrever o Poder do Mito, ou As Mil Faces de Deus, ou ainda a Jornada do Herói, colocam na mitologia a possibilidade de um entendimento mais profundo e simbólico da natureza humana. E, muito interessante, o roteiro mitológico da jornada do herói está presente praticamente em todos os grandes filmes de Hollywood, onde um ser humano comum é chamado ao desafio, encontra um mentor ou orientador, passa por grandes provações, extrai de si forças e conhecimentos que nem imaginava ter, vence todos os obstáculos e retorna ao mundo comum com o conhecimento ou elixir da vitória, sendo normalmente recompensado com um reino, um amor ou com paz e saúde eternas – ou os quatro. Na Gnose Contemporânea de Samael Aun Weor a mitologia é uma importante ferramenta de autoconhecimento e de autotransformação, pois essas histórias de vitória não somente mapeiam claramente o cenário de perigos e oportunidades para o heroico lutador, mas também descrevem os defeitos humanos a serem vencidos e as virtudes que o guerreiro pode se valer para transcender suas fraquezas. No Egito antigo Osíris foi traído e morto pelo irmão Seth e reviveu graças ao amor de Ísis. Da Grécia recebemos a famosa vitória de Perseu sobre a Medusa, ao cortar-lhe a cabeça de demônios e ao ser presenteado com o cavalo alado Pégaso. Na Bretanha celta ecoam há séculos histórias sobre a Busca do Graal e a conquista da espada Excalibur, a ser retirada da pedra, ambos prêmios concedidos apenas aos puros e nobres cavalheiros e damas. E no Japão, o que dizer de Amaterasu, a Deusa Mãe do Sol, que se sacrifica constantemente ao dar Luz a seus filhos ? Ou ainda da história maravilhosa de Kwan-Shi-Yin, a Mãe Divina tibetana, que renunciou à suprema felicidade do nirvana ao ouvir os lamentos de dor dos seres humanos… Dessa forma, sob a óptica gnóstica, os mitos embutem profundas lições psicológicas da jornada da alma, interessantes lições da iniciação espiritual de mestres da humanidade, riquíssimas lições folclóricas de sabedoria popular milenar, ensinamentos mágicos do domínio de forças da natureza e um material imprescindível para a interpretação dos sonhos. Os mitos nos mostram os erros e acertos de seus personagens, sugerindo-nos os instrumentos e virtudes a serem utilizados e inspirando-nos a tomar as decisões certas em nosso dia-a-dia. Que tal aprender a fazer concreto seu Mito Pessoal, com base na mitologia de várias culturas ao longo dos milênios ? Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília
Livros
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Os Mistérios do Santo Graal e a Copa do Mundo
OS MISTÉRIOS DO SANTO GRAAL E A COPA DO MUNDO O Chamado Cálice Sagrado, Santo Graal ou Taça Gloriosa sempre esteve presente na mitologia e na história de diversas religiões. Desde as cenas egípcias, gregas e romanas dos banquetes dos deuses, passando pela narrativa Bíblica de Abraão, que pagou os dízimos e compartilhou do cálice sagrado com Melquisedeque, Rei de Salém e Senhor da Paz (Senhor do Mundo, para alguns estudiosos), ou nos ensinamentos tibetanos do Vaso Compassivo da Divina Mãe Kuan-Shi-Yin, ou ainda permeando o lendário medieval das histórias do Parsifal inspirador de Richard Wagner, este arquétipo do Gomor ou Receptáculo Sagrado sempre esteve envolvido em mistério e sacralidade. A Taça Sagrada teve seu ápice para o mundo ocidental na Última Ceia de Jesus, quando na quinta-feira Santa o Cristo instituiu a Eucaristia e compartilhou no Graal seu sangue salvador com toda a humanidade. E a partir disso o Gomor do Cristo tornou-se um dos principais objetivos dos Cavaleiros Cruzados que o buscavam como a Fonte da Juventude e até o Remédio para Todos os Males. Como em todas as histórias universais que resistem a milênios, o arquétipo do Graal também possui dois significados: o primeiro é externo, religioso e mitológico, destinado àqueles que buscam benesses pessoais e para doutrinar aqueles que não estão maduros para ensinamentos mais profundos; o segundo aspecto é iniciático, de cunho espiritual e do trabalho interno que cada aspirante à Gnosis (sabedoria) deve empreender para conquistar elevados estados de desenvolvimento espiritual. E justamente esta visão gnóstica do Graal como ferramenta de evolução espiritual pelo esforço individual é que constitui a essência dos Mistérios do Santo Graal, como ensinado por Samael Aun Weor, grande mestre gnóstico do século XX. Como Arquétipo Iniciático, o Gomor pode ser visto de 3 formas: a primeira delas é como receptáculo das energias de misericórdia que devem ser compartilhadas com toda a humanidade carente, como o fez o Cristo Jesus na Santa Ceia para tirar os pecados do mundo. Nesse aspecto estão contidos os arcanos do serviço desinteressado pela humanidade, mediante a caridade e o auxílio àqueles com fome não somente de pão físico, mas também de alimento de sabedoria. O segundo aspecto misterioso da Santa Taça é como receptáculo craneano das energias sexuais que ascendem no aspirante aos Mistérios do Fogo, mediante o despertar, o desenvolver e o ascender da energia criadora transmutada. Por isso os santos cristãos têm auréolas, os iluminados budistas têm capacetes de mil pétalas e todo ser divino de outras culturas traz coroas e adornos luminosos na cabeça. Neste caso são exigidos disciplina sexual e amor pelo cônjuge, no exercício daquilo que a Gnose chama de Matrimônio Perfeito, Hierosgamos Iniciático ou prática legítima do Kundalini Yoga. E o terceiro, e talvez mais velado e pouco conhecido aspecto do Santo Graal denota o correto uso da sagrada energia ígnea do ser humano, representada por suas secreções sexuais ou, na linguagem alquímica, seu Mercúrio Secreto. Nos manuais de Alquimia Medieval, nos códices de Taoismo Wai-Tan ou nos Livros de Tantrismo Branco, sempre a taça representa o correto direcionamento das energias sexuais para que o “cálice não derrame”, ou seja, para que não se desperdice torpemente o elixir da longa vida – nossa semente sexual. Neste sentido o cálice também denota receptividade, conservação, pureza e feminilidade, reportando-nos à Mulher e ao Aspecto Feminino da Divindade. Da mesma forma que a lança ou a espada, como arquétipos viris, nos reportam ao Homem e ao Aspecto Masculino de Deus. Como reminiscência atávica dessa simbologia divina oculta, podemos compreender, por exemplo, a obstinação dos jogadores para conquistar a Copa do Mundo de Futebol, talvez em recordação inconsciente da lição iniciática de que “a divindade somente concede o Gomor da Vitória aos diligentes, preparados, valentes e vitoriosos”. Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da AGB