Os 7 Corpos Humanos: Anatomia, Fisiologia, Alimentos e Venenos

OS 7 CORPOS HUMANOS: ANATOMIA, FISIOLOGIA, ALIMENTOS E VENENOS

A ciência moderna já conseguiu grandes avanços no conhecimento sobre o ser humano e a vida, contudo todo esse conhecimento está limitado ao universo físico, aos estudos feitos com equipamentos e laboratórios que obtêm resultados e informações restritas às capacidades destes equipamentos e dos cientistas que os interpretam, ou seja, limitados aos seus 5 sentidos e à sua capacidade de compreensão. Para superarmos esta barreira física precisamos da ajuda de pessoas especiais, pessoas que transcenderam as limitações física e desenvolveram suas capacidades latentes, obtendo informações importantes para nosso desenvolvimento tanto físico quanto espiritual. Uma dessas pessoas é o Mestre Gnóstico Samael Aun Weor, que nos ensina, dentre outros tantos conhecimentos superiores, sobre os sete corpos do ser humano.
Somos formados por um microcosmo composto por sete corpos, divididos entre o ternário superior (divino) e o quaternário inferior (terreno). São eles: Ternário superior: Atman, Budhi e Manas, e quaternário inferior: corpo físico, corpo etérico, corpo astral e corpo mental. Cada um deles possui sua fisiologia e seus alimentos e seus venenos.
Começamos pelo mais conhecido, o corpo físico. Ele é o mais denso e se manifesta no plano físico na terceira dimensão. O corpo físico é o veículo de manifestação dos nossos egos, personalidade e consciência. Muitas escolas pseudo esotéricas não dão a devida atenção ao corpo físico, considerando-o desprezível, mas é através dele que podemos e devemos, em primeiro nível, trabalhar sobre nós mesmos, e trabalhar pela humanidade. Paradoxalmente, precisamos estar encarnados em um corpo físico para fazer nosso trabalho espiritual. Sobre o corpo físico, sabemos que é o alvo dos estudos da medicina tradicional, e sabemos quais são nossos melhores alimentos e piores venenos. Dentre os melhores alimentos que podemos consumir estão os vegetais (frutas, verduras e legumes), de preferência crus; carnes brancas de preferência e carnes vermelhas em menor quantidade, devido à grande quantidade de toxinas. Devemos buscar sempre os alimentos orgânicos, isentos de agrotóxicos, hormônios e demais substâncias químicas que são usadas para aumentar a produtividade de forma artificial. Todos os alimentos industrializados, apesar de possuírem alguma quantidade de proteínas, carboidratos e vitaminas (geralmente artificiais), são os piores alimentos disponíveis, apesar da praticidade que nos proporcionam. São os piores não somente pelas substâncias químicas, mas por não conterem mais a energia cósmica, que é absorvida pelos vegetais através do sol. A energia cósmica é de extrema importância para todos os nossos corpos, e é obtida através de nossa respiração consciente, técnica que é ensinada nas escolas de gnose.
Essa energia cósmica afeta, também, diretamente o nosso primeiro corpo sutil, logo acima do corpo físico, o veículo etérico. O corpo etérico é conhecido como aura ou corpo vital, é o responsável pela conformação, estruturação e alimentação energética do corpo físico. Para o estudante Gnóstico o corpo etérico é a parte tetradimensional do corpo físico (tridimensional), é o veículo da bioenergia e do prana que flui pelos 72 mil canais ou meridianos energéticos que vitalizam todos os órgãos do corpo físico. Internamente, ou seja, sem intervenções externas, o corpo etérico exerce a função de curar o corpo físico durante o sono. No momento do sono, nossos corpos sutis deixam o corpo físico para que o corpo etérico possa trabalhar na recuperação de nossos órgãos, inicialmente energeticamente e, por consequência, fisicamente. Essa é o motivo pelo qual dormimos todas as noites. O sono é o processo em que o corpo etérico trabalha para curar o corpo físico, através da reconstituição física (material) e recuperação psicológica. A grande maioria das doenças que os seres humanos sofrem são originadas por desequilíbrios energéticos ou psicológicos (não transformados), que atingem nosso corpo etérico e em seguida se somatizam no corpo físico.
Os principais alimentos para o corpo etérico são as luzes e sons. As luzes afetam diretamente os nossos chacras, as luzes puras e harmônicas alimentam e equilibram os chacras. Assim como os sons, que dependendo de sua frequência e intensidade podem nos energizar e equilibrar. As músicas clássicas e mantras sagrados são usados em técnicas meditativas para nos equilibrar e energizar. Da mesma forma, músicas pesadas e distorcidas e luzes muito misturadas e piscando como em casas noturnas, nos intoxicam e nos rebaixam a níveis cada vez mais baixos, podendo também somatizar doenças em nosso corpo físico. Outro importante alimento do veículo vital é o contato com a natureza, onde a energia de bosques, cachoeiras, praias, repletas de vitalidade e de seres elementais, interagem e alimentam nosso corpo etérico.
Em seguida temos nosso corpo astral ou corpo das emoções. O corpo astral também é conhecido como corpo dos desejos, é menos denso e mais sutil que o corpo etérico e o corpo físico. Também é o nosso veículo de manifestação na quinta dimensão, o chamado plano astral. Todas as noites as pessoas perambulam pelo plano astral, mas algumas fazem isso totalmente inconscientes e algumas poucas de forma consciente.
A forma de alimentar nosso corpo astral é com emoções superiores. Música, arte, teatro, cinema de boa qualidade. Os sentimentos puros são atributos do legítimo corpo astral, assim como a música erudita dos grandes mestres; na harmonia dos grandes expoentes da Arte Régia; nos passeios junto à mãe natureza e na prática de tarefas que atendam e preencham nossas necessidades e impulsos de crescimento e desenvolvimento internos. As amizades também são grandes fontes de alimento para nosso corpo astral. Podemos e devemos selecionar as pessoas do nosso convívio mais íntimo e constante, pois estas pessoas irão nos incitar a ter emoções inferiores (ira, luxúria, apego, inveja…) ou emoções superiores (amor, devoção, dedicação, amizade…). Todo tipo de emoções negativas e baixas envenenam o nosso corpo astral.
O corpo mental dos seres humanos é o mais sutil dentre os corpos do quaternário inferior e é constituído de matéria protoplasmática – ou seja: é um corpo ou princípio emprestado pela natureza. Jamais devemos confundir a mente com o cérebro. O cérebro é tão só o expoente físico da mente. A natureza fez o cérebro para elaborar o pensamento, mas não é o pensamento. Quem confunde mente com cérebro parte do princípio de que o fio elétrico é a eletricidade. O pensamento também não é inteligência. Portanto, não adianta cultivar a mente acreditando que se tornará mais inteligente. A inteligência é uma faculdade da Consciência. Quanto mais consciente for uma pessoa, mais inteligente ela será.
O corpo mental, como os demais, também se alimenta e principalmente de informações, como em leituras edificantes, objetivas e que nos tragam ensinamentos superiores. Devemos buscar obras escritas, de preferência, por mestres da humanidade, com conhecimentos reais de experiências vividas, que estimulam o reto pensar, a concentração etc. As leituras que nos levam a comparações egóicas, devaneios, teorizações intelectuais sem sabedoria prejudicam o controle e comando sobre a mente e retira o indivíduo do aqui e agora, reduzindo o grau de consciência.
Entraremos agora no ternário superior, quanto mais elevado é o corpo, mais sutil é a sua constituição.
Mestre Samael Aun Weor nos ensina que Manas é a alma humana de natureza masculina. Manas é o perfeito reflexo da mente cósmica em nós. Manas é a Consciência, a verdadeira mente universal. A faculdade de Manas é a intuição. Manas é conhecida também como o Corpo da Vontade Consciente ou Veículo Causal.
Não se deve confundir “desenvolver força de vontade” com “encarnar o corpo da vontade consciente”. Manas é Tipheret na Cabala – o centro da Árvore da Vida. Manas, a alma humana, a Consciência, não é o corpo mental. Manas trabalha e atua de forma independente da mente, das emoções e do corpo. Manas está além da mente, dos afetos e das recordações. A psicologia confunde a Consciência com o ego. A Consciência é uma faculdade e um atributo da Alma e do Ser. No ser humano comum e corrente, de fato, existe mais subconsciência que consciência. A inconsciência é tamanha que basta adormecer para mergulhar em sonhos e não se lembrar de mais nada.
A inconsciência aumenta com o passar dos anos porque esquecemos de nós mesmos, temos nossa atenção descentralizada ou voltada para o mundo exterior quando deveríamos permanecer atentos, alertas e centrados em nós mesmos o tempo todo.
Por sermos criaturas inconscientes vivemos e fazemos tudo de forma mecânica e superficial, sem sentir e sem chegar a viver de fato… mais passamos pela vida do que vivemos. Para deixarmos de ser inconscientes precisamos aprender a dividir e a governar a atenção.
O sábio Samael ainda nos ensina que Budhi é a Alma Divina. Das duas almas gêmeas de Atman, Buddhi é a Alma Espiritual, de natureza feminina. Buddhi e Manas são os dois opostos complementares, feminino e masculino, que se conciliam na Mônada (Atman) para formar a tríade imortal – o triângulo divino.
A imortal tríade de qualquer humano comum e corrente não está encarnada, não vive nele, nem o ser humano a possui dentro de si. A imortal tríada vive livremente na Via Láctea espiritual e a única ligação existente com o humano terrestre se dá através do antakarana, o tênue fio da vida. O pouco de alma, a semente de alma que está depositada no humanoide terrestre à espera de germinar, nascer e se desenvolver, é chamada no Oriente de Buddhata. Essa semente, fecundada com as águas da vida, germina, depois, na Terra Filosofal do ser humano, num autêntico processo de auto inseminação alquímica. Mais tarde, nasce como o Filho do Homem através de um segundo nascimento em que, ensinou Jesus, não é preciso voltar novamente ao ventre materno, trata-se da construção dos corpos de ouro, ou seja, o desenvolvimento das duas almas Budhi e Manas.
E finalmente, Atman, O Espirito, é o mais elevado dos sete corpos constituintes do ser humano. Atman é o Ser, o Intimo. O Ser é a síntese da Consciência, da energia e da substância. Atman também é a síntese do Ser Supremo expresso na Coroa Logóica da Árvore Cabalística da Vida. O cristianismo denomina o Ser de espirito. Atman, em Sânscrito, quer dizer “Alma”. Daí vem o termo “Mahatma”, que significa Grande Alma. Atman possui duas almas emanadas de si mesmo: Buddhi e Manas, alma espiritual e alma humana. Mas estas almas não pertencem ao ser humano inicialmente. Ele tem que trabalhar para encarnar Buddhi. Poucos seres humanos chegaram a encarnar Atman, o Íntimo. Quem encarna Atman torna-se, por direito próprio, um Mestre do Tempo e da Eternidade – toma-se um Ser Auto realizado, um Ser Imortal. O mundo do íntimo é totalmente eletrônico e espiritualizado, um mundo de infinita felicidade. Para encarnar Atman é preciso despertar e desenvolver Kundalini, a energia criadora transmutada, em seus Sete Graus. Moisés chegou a encarnar o Primeiro Logos – foi além dos Sete Graus de Fogo e dos Sete Graus de Luz. Jesus encarnou o Cristo Cósmico. Por isso tornou-se o mais exaltado membro da Fraternidade Branca Universal. Jesus é um Paramartha-satya. Paramartha-satya é um habitante do Absoluto. Quem encarna o Ser pode, depois, encarnar o Cristo Cósmico.
Para os corpos superiores, Atman, Budhi e Manas, temos os mesmos alimentos, que são especiais, são eles: a meditação, a devoção e a projeção astral. A meditação é o maior alimento do sábio. Através da meditação profunda é que iremos acessar a mais elevada energia e conectar com nosso Ser. Todos os grandes mestres da humanidade meditaram e através da meditação desenvolveram seus corpos de ouro para encarnar o seu Ser, obtiveram conhecimento superior e desenvolveram suas capacidades adormecidas. Aquietar a mente é fundamental! Ao contrário, se o indivíduo tem a mente extremamente agitada e dispersa, estará desperdiçando sua energia e não conseguirá reter o conhecimento que por vez, passa para a sua mente. A devoção é uma das práticas que se aprende a desenvolver com a evolução espiritual. Devoção não é apenas um sentimento religioso ou uma veneração a Deus. Mas também, o desenvolvimento do amor universal! Desenvolvimento do amor por Deus, o Criador, o Absoluto, e também, indiretamente, pela humanidade. Ao contrário, o ceticismo, orgulho e egoísmo, envenena a alma e desumaniza o indivíduo. E finalmente, a projeção astral, esta é a escola superior da vida. Através da projeção astral o indivíduo tem acesso aos ensinamentos superiores, além do mundo físico.
Desejamos, caro leitor, que a partir desse conhecimento você possa selecionar melhor e se alimentar dos mais elevados “Manjares dos Deuses”. Que escolha as melhores formas de alimentar seu corpo físico e também seus corpos sutis. Nas escolas de gnosticismo autêntico, como as Associações Gnósticas de Brasília e de Fortaleza, o leitor irá aprender mais sobre seus corpos e também a desenvolvê-los de forma a galgar mais elevados graus no seu caminho espiritual.

Sérgio Abramo Pies Filho é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília

Gnosticismo, Agnosticismo, Ateísmo, Ceticismo e o Propósito da Vida

Gnosticismo, Agnosticismo, Ateísmo, Ceticismo e o Propósito da Vida Ao longo da história, o ser humano sempre buscou respostas para as grandes questões da existência: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Qual é o sentido da vida? Diante dessas perguntas fundamentais, surgiram diferentes posturas filosóficas e espirituais. Entre elas, destacam-se a Gnose, o Agnosticismo, o Ateísmo e o Ceticismo, que partem de preocupações semelhantes, mas conduzem a compreensões muito distintas sobre o conhecimento, a verdade e a realidade espiritual. A palavra gnose vem do grego gnosis, que significa conhecimento vivido e experimentado. Para a Gnose, conhecer não é acreditar nem especular, mas despertar a consciência por meio da experiência direta. A Gnose afirma que o ser humano pode conhecer a si mesmo, compreender o sentido da vida e acessar a dimensão espiritual através de um trabalho interior profundo. Por isso, a Gnose entende que o propósito da vida é o despertar da consciência, que conduz a uma felicidade real, estável e consciente, e não apenas emocional ou material. O agnosticismo, por sua vez, tem origem no termo grego a-gnosis, que significa “não conhecimento”. Trata-se de uma posição filosófica que sustenta que as verdades últimas da existência (como Deus, o absoluto ou a realidade espiritual) não podem ser conhecidas com certeza pelos meios humanos atuais. O agnóstico não afirma nem nega a existência do divino; ele reconhece os limites do conhecimento humano e suspende o juízo diante do metafísico. O ateísmo segue um caminho diferente. Enquanto o agnosticismo se concentra nos limites do conhecimento, o ateísmo assume uma posição afirmativa ao negar a existência de Deus ou de qualquer princípio espiritual transcendente. Para o ateu, a realidade se explica exclusivamente por causas materiais, naturais ou sociais. Assim, o ateísmo não é apenas dúvida, mas uma convicção baseada em uma interpretação específica da realidade. Já o ceticismo ocupa uma posição ainda mais ampla e crítica. O cético questiona não apenas as crenças religiosas ou espirituais, mas também qualquer afirmação que não possa ser verificada de forma rigorosa. O ceticismo enfatiza a dúvida metódica e a investigação constante, funcionando muitas vezes como um freio contra dogmas, ilusões e verdades absolutas aceitas sem reflexão. No entanto, quando levado ao extremo, pode resultar em uma postura de descrença generalizada e paralisação existencial. É justamente nesse cenário que a Gnose se distingue. Diferente do agnosticismo, a Gnose afirma que o conhecimento espiritual é possível; diferente do ateísmo, ela não nega a dimensão divina; e diferente do ceticismo radical, ela não se limita à dúvida. A Gnose propõe um caminho experimental, no qual cada pessoa é convidada a verificar por si mesma, por meio da transformação interior, aquilo que antes parecia inacessível. Segundo a tradição gnóstica, o despertar da consciência ocorre através da chamada Revolução da Consciência, fundamentada na eliminação dos defeitos psicológicos, no nascimento espiritual por meio do uso consciente das energias criadoras e no serviço desinteressado à humanidade. Esse processo conduz o indivíduo a compreender o verdadeiro propósito da vida, transformando a existência mecânica em uma jornada consciente e significativa. Embora o termo gnose tenha origem grega, esse conhecimento se manifesta nas grandes civilizações da humanidade. No Egito Antigo, nos Mistérios de Ísis e Osíris; na Índia, por meio do caminho do conhecimento (jñāna); entre os maias, através da relação sagrada entre o ser humano, o tempo e o cosmos; e na Grécia, nos Mistérios de Elêusis. Todas essas tradições apontam para a mesma verdade essencial: o ser humano pode despertar sua consciência e realizar sua essência divina. O gnosticismo primitivo, que floresceu nos primeiros séculos da era cristã, expressou essa busca pelo conhecimento interior por meio de símbolos, mitos e ensinamentos esotéricos. Para os gnósticos antigos, a salvação não vinha da crença cega nem da obediência externa, mas do conhecimento direto (a gnose que libertava a alma da ignorância e do sofrimento). Esses ensinamentos estiveram presentes em diversas escolas gnósticas e dialogaram com tradições do Egito, da Grécia, da Pérsia e do Oriente. Com o passar dos séculos, muitos desses conhecimentos foram perseguidos, fragmentados ou ocultados, mas a essência da Gnose permaneceu viva nas tradições iniciáticas do mundo. No século XX, esse legado foi sistematizado e atualizado na chamada Gnose contemporânea, especialmente por meio dos ensinamentos de Samael Aun Weor, que apresentou a Gnose como um caminho prático, universal e acessível ao ser humano moderno. Segundo a Gnose contemporânea, o despertar da consciência ocorre por meio da Revolução da Consciência, sustentada por três pilares fundamentais: a morte psicológica dos defeitos internos, o nascimento espiritual por meio do uso consciente das energias criadoras e o sacrifício desinteressado pela humanidade. Esse trabalho interior conduz o indivíduo a compreender o verdadeiro propósito da vida e a experimentar uma felicidade consciente, profunda e duradoura. Por fim, podemos afirmar que a Gnose reconhece o valor do questionamento, da razão e da investigação crítica, mas afirma que o conhecimento mais profundo não nasce apenas do intelecto, e sim da experiência consciente. Por isso, ela não se impõe como crença ou religião dogmática, mas como um caminho de autoconhecimento e vivência direta da verdade. Enquanto o agnosticismo afirma “não é possível saber”, o ateísmo declara “não existe” e o ceticismo questiona “como posso ter certeza?”, a Gnose responde: “é possível saber, desde que o ser humano desperte sua consciência”. A Associação Gnóstica de Brasília (AGB) dedica-se ao estudo, à vivência e à difusão desse conhecimento milenar, oferecendo ferramentas práticas para que cada pessoa possa descobrir, em si mesma, o verdadeiro propósito da vida e o caminho para uma felicidade consciente, profunda e duradoura. Há verdades que não se aceitam por fé nem se negam por dúvida: revelam-se pela experiência !!! (Alessandra Espineli é engenheira, líder gnóstica e instrutora da Associação Gnóstica de Brasília)

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A Sabedoria Iniciática da Grécia e os Mistérios de Elêusis à luz da Gnose Samaeliana

A Sabedoria Iniciática da Grécia e os Mistérios de Elêusis à luz da Gnose Samaeliana Os Mistérios de Elêusis constituem um dos mais elevados e enigmáticos legados espirituais da Grécia Antiga. Durante séculos, esses rituais foram preservados sob voto de silêncio, não por ocultismo arbitrário, mas porque tratavam de experiências internas que só podem ser verdadeiramente compreendidas quando vividas. À luz da Gnose, Elêusis revela um conhecimento prático e transformador, voltado à felicidade real do ser humano e ao trabalho interior sério que a tradição gnóstica contemporânea, a partir dos ensinamentos de Samael Aun Weor, denomina Revolução da Consciência: a morte psicológica dos defeitos, o nascimento espiritual da alma e o serviço desinteressado à humanidade. A tradição eleusina recorria aos mitos, símbolos e ritos como linguagem sagrada para expressar a jornada da alma em sua relação com a matéria, o sofrimento e a possibilidade de retorno à luz. Deuses e deusas eram compreendidos como forças vivas da consciência e da natureza. Deméter, a Grande Mãe, simboliza o princípio criador e sustentador da vida; Perséfone, a consciência humana que experimenta a descida, o esquecimento e a possibilidade do retorno; Hades, o mundo subterrâneo da psique; e Dionísio-Iaco, a força redentora que impulsiona o despertar interior. Esses mitos funcionam como mapas psicológicos e espirituais que indicam ao ser humano a possibilidade de despertar da inconsciência por meio de um trabalho interior consciente. Assim como em outras tradições iniciáticas da Grécia, o caminho eleusino apresenta a queda, a purificação e o renascimento como etapas naturais do desenvolvimento da consciência. A Gnose ensina que essa transformação ocorre por meio da eliminação progressiva dos defeitos psicológicos, do uso consciente das energias criadoras — simbolizadas pelo Eros elevado — e do serviço desinteressado, que reflete a sabedoria prática e ordenadora associada a Atena. Os Mistérios de Elêusis também oferecem uma compreensão profunda dos ciclos da vida e da morte. A condição humana comum é marcada pela repetição inconsciente dos acontecimentos, enquanto o caminho iniciático propõe a possibilidade de agir conscientemente sobre o próprio destino. A lei do karma, longe de ser fatalista, manifesta-se como uma lei de equilíbrio e justiça e pode ser transformada quando o indivíduo assume responsabilidade por seus atos e passa a agir de forma consciente e reta. Outro ensinamento central dessa sabedoria é que céu e inferno não são lugares externos, mas estados de consciência. Os mundos superiores e inferiores coexistem no próprio ser humano, acessíveis conforme o nível de despertar interior. Nesse contexto, aquilo que a tradição gnóstica posterior denomina Lúcifer — o Portador da Luz — encontra, na Grécia Antiga, sua correspondência simbólica em Eósforo ou Fósforo, a estrela da manhã, imagem da força luminosa latente na consciência humana. Quando purificada e elevada, essa energia conduz à ascensão e à iluminação; quando mal conduzida, leva à queda e ao obscurecimento interior. Em contraponto, figuras como Tifão representam as forças caóticas e instintivas da psique, os agregados psicológicos que aprisionam a consciência nos mundos inferiores e que precisam ser reconhecidos e dissolvidos pelo fogo da compreensão. As práticas iniciáticas de Elêusis incluíam vivências profundas relacionadas à meditação, à projeção astral nos mundos sutis (domínio simbólico de Hermes o viajante), ao uso sagrado da imaginação criadora e à magia elemental ligada às forças da natureza. Esses trabalhos tinham como objetivo integrar o conhecimento espiritual à vida cotidiana, promovendo equilíbrio emocional, clareza interior e harmonia nas relações humanas. A iniciação não era um título nem um fim em si mesma, mas um compromisso contínuo com a nossa própria revolução da Consciência. Hoje, a sabedoria de Elêusis permanece viva como um convite ao autoconhecimento e à experiência direta da Gnose em nossa vida. Mais do que um resgate histórico, trata-se de um chamado atemporal àqueles que sentem que a verdadeira felicidade nasce do despertar da consciência e da reconexão com nosso Íntimo e Divindades internas simbolizadas pelos deuses imortais da Hélade. A Associação Gnóstica de Brasília (AGB) convida todos os interessados a aprofundar esse caminho por meio do workshop “Os Mistérios de Elêusis”, no qual esses ensinamentos serão vivenciados de forma prática, simbólica e transformadora. Há conhecimentos que não se explicam: revelam-se quando a alma está pronta para lembrar !!! (Alessandra Espineli é instrutora e estudiosa de culturas antigas pela Associação Gnóstica de Brasília)

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A cura gnóstica da mulher através da relação com o pai: O valor simbólico e material da presença do pai biológico na vida de uma filha

A cura gnóstica da mulher através da relação com o pai: O valor simbólico e material da presença do pai biológico na vida de uma filha Na Psicologia Gnóstica, o pai biológico não é apenas uma figura social ou familiar. Ele representa, para a filha, o primeiro contato com o princípio do Primeiro Logos, aquele que estrutura, sustenta e dá forma à vida no mundo concreto. Simbolicamente, o pai é o arquétipo da Lei que protege, da força que orienta assim como da confiança que autoriza a filha a existir. Quando essa presença é viva, ainda que imperfeita, ela cria na psicologia feminina uma base profunda de segurança ontológica: “eu posso estar no mundo”. Essa autorização silenciosa é decisiva. Enquanto a mãe a introduz no campo do afeto, do cuidado e da vida emocional, o pai cumpre a função simbólica de mediar a filha com o mundo externo: trabalho, realização, limites, responsabilidade e construção. Por isso, a presença do pai não é apenas emocional como também é material. É através do olhar do pai que muitas filhas podem se reconhecer, ainda crianças, como com fundamentos essenciais para sua vida adulta como: dignidade de respeito, capacidade de construir, merecimento de apoio, aptidão para ocupar espaço. Quando esse olhar é de reconhecimento, mesmo em meio a falhas humanas, ele se transforma numa força interna permanente, que acompanha a mulher ao longo da vida como coragem, autonomia e capacidade de enfrentar adversidades. Percebe-se contudo, que quando o pai está ausente, omisso ou quando sua presença é interrompida precocemente, não é apenas a figura humana que se perde. Perde-se também — ou fragiliza-se — o princípio estruturante no psiquismo da filha. Isso pode gerar, ao longo da vida: Não se trata de culpa, mas de compreensão iniciática: o inconsciente busca restaurar o que foi quebrado simbolicamente. O legado que permanece além da morte ou das falhas Quando um filho/filha guarda uma visão consciente do pai, este jamais será reduzido aos seus erros. O que verdadeiramente permanecerá será o legado essencial: a força transmitida, a inteligência herdada, a coragem de existir. Mesmo quando o pai falha materialmente, deixa pendências ou imperfeições, a filha pode, através da voz da Consciência, separar o homem psicológico do princípio paterno que a formou. Essa independência é libertadora pois a filha já não depende mais de provas externas para existir. Ela carrega em si a estrutura que recebeu. Assim, o caminho gnóstico não é o da negação nem da idealização, mas o da integração consciente. Curar a relação com o pai é, portanto: Quando isso acontece, a mulher deixa de buscar sustentação fora e passa a emanar solidez por dentro. Ela não pede autorização para ser alguém. Ela simplesmente “É”. Já a ausência ou o abandono do pai biológico, enquanto não compreendidos, pode gerar, na mulher, egos ligados ao medo de não ser digna, à necessidade de provar valor e ao temor do abandono. Na Gnose, a cura não ocorre pela substituição do pai ausente, mas pela separação entre o homem que falhou e o Arquétipo do Pai Interno, ou seu Real Ser. Ao observar esses egos e fortalecer o reconhecimento e contato com o Pai Interno por meio da Consciência, a mulher deixa de buscar validação externa e passa a amar e vincular-se sem se anular. O abandono perde poder sobre o presente quando ela compreende que não precisa ser escolhida para existir, sentindo-se sustentada pelo próprio Ser. Da mesma forma, a sexualidade feminina não se desenvolve apenas no plano físico ou afetivo; ela nasce também da base simbólica que o pai oferece. Quando a presença do pai é viva, mesmo que imperfeita, a filha internaliza confiança, dignidade e segurança para ocupar seu próprio corpo e seu espaço sexual sem culpa ou medo. Ela aprende a diferenciar amor, desejo e respeito, estabelecendo limites claros e sentindo-se merecedora de experiências saudáveis. Quando o pai está ausente, omisso ou crítico, a sexualidade pode se condicionar ao medo de rejeição, à necessidade de prova ou à insegurança sobre merecimento. E a cura gnóstica neste caso também surge ao reconhecer o Pai Interno: a mulher passa a sustentar seu próprio corpo, desejo e prazer como extensão do Ser, sem depender da validação externa, transformando sua sexualidade em força Consciente e transformadora. Em um sentido mais transcendente, aprofundado nas aulas de Sexualidade Sagrada do Curso de Gnose, o sexo também pode assumir um espaço espiritual na vida da mulher, funcionando como ponte que a eleva ao contato com seu Real Ser. Como verdade iniciática final, pode-se dizer que a filha que reconhece o valor simbólico e material do pai biológico não o aprisiona na memória, mas sim o transcende. Ela compreende que o pai que estruturou o mundo dentro dela continua vivo na forma como ela constrói a própria vida. E esse é um dos maiores atos de Consciência que uma mulher pode realizar em sua jornada espiritual. Por isso é tão importante que além do contato essencial com nossa Mãe Divina Particular, que nos aproximemos e apoiemos em nosso Real Ser: o poderoso, inominável e misericordioso Deus que habita em nós! (Alessandra Espineli, filha e engenheira civil como seu pai Vicente (in memoriam), esposa de Sérgio, irmã e mãe, estudiosa dos mistérios do Eterno Masculino de Deus e dedicada a ajudar mulheres no Despertar da Consciência.)

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Entre a Festa Junina e a Tradição Celta: Um convite ao Eixo Cósmico através da ancestral Dança do Mastro

Entre a Festa Junina e a Tradição Celta: Um convite ao Eixo Cósmico através da ancestral Dança do Mastro A Dança do Mastro, presente nos antigos festivais celtas como Beltaine, representa muito mais do que uma simples celebração da primavera. Ela é uma chave arquetípica que expressa a união dos opostos, a circulação da energia vital e o reencontro com o eixo central do Ser. O maypole, termo inglês que designa esse mastro decorado com fitas coloridas e flores, ao redor do qual se dança na tradicional festa de maio em várias culturas europeias, é um símbolo vivo dessa conexão sagrada entre o céu e a terra. Sua dança entrelaçada remete ao movimento harmonioso das forças opostas que, em equilíbrio, sustentam a vida e o cosmos. O mastro central representa o axis mundi, o “eixo do mundo”, uma imagem simbólica comum a muitas tradições espirituais, como a Árvore da Vida, o Monte Meru (símbolo sagrado e cósmico presente em várias tradições espirituais do Oriente, especialmente no hinduísmo, budismo e jainismo), a coluna vertebral alquímica ou a árvore Yggdrasil da mitologia nórdica. Ele simboliza a ligação entre o Céu e a Terra, entre o divino e o humano. Nós, enquanto microcosmo que espelha o macrocosmo, trazemos esse mastro sagrado simbolicamente em nossa própria coluna vertebral. É por meio dela que mantemos viva a conexão entre Terra e Céu, entre o mundo material e o espiritual, entre o denso e o sutil. Esse eixo interno é a via de ascensão da Kundalini, nossa Energia Sagrada, sem a qual não há vida verdadeira nem propósito de existência. As fitas coloridas amarradas no topo do mastro são como cordões umbilicais, pelos quais o ser humano está conectado ao universo. Conectado à fita, o participante representa suas forças interiores: pensamentos, emoções, instintos, desejos, memórias; aspectos que, quando vividos sem ordem, tornam-se caóticos. Mas, ao dançarmos em torno do mastro com presença (auto-recordação) e intenção, entrelaçamos essas forças em torno do eixo divino, harmonizando-as. Na medida em que os dançarinos giram em sentidos opostos, como o masculino e o feminino, o ativo e o receptivo, o yang e o yin, eles não apenas representam a dualidade da Criação, mas também se cruzam em padrões que tecem a teia da vida, a Roda de Samsara ou o caracol da existência da tradição nahuatl. “Samsara” é uma palavra em sânscrito que significa “fluir juntamente”, “perambular” ou “ciclo contínuo”. Refere-se ao movimento cíclico da existência, em que as almas encarnam repetidamente, movidas pelo karma (causa e efeito). Assim, na dança, cada cruzamento evoca os fios invisíveis que nos conectam ao passado, às experiências de outras vidas, às repetições cármicas e recorrências emocionais que precisam ser reconhecidas e transcendidas. Dançar assim é mover-se com consciência sobre o palco do destino, observando os ciclos que se repetem e escolhendo, em meio a eles, o caminho da libertação. Durante a celebração, é comum que o mastro seja ricamente ornamentado com flores, fitas e folhagens, símbolos vivos da fertilidade da Terra e da abundância que brota da união harmônica entre Céu e Natureza. As flores representam a manifestação visível da alma da planta, expressão do sagrado nos reinos elementais, e são, por isso, oferecidas como embelezamento e honra ao Eixo Divino da criação. Os dançarinos também se enfeitam com coroas ou guirlandas florais, carregando consigo o perfume da vida, a delicadeza da alma e a alegria do florescer interior. Mas, além de sua beleza, as flores evocam algo ainda mais profundo: são o símbolo das virtudes espirituais que o ser humano precisa reconquistar por meio do despertar da Consciência, do esforço e da depuração interior. Assim como os antigos nahuatls celebravam a guerra florida, luta sagrada em que o guerreiro enfrentava a si mesmo para fazer brotar as flores da alma, nesta dança, cada flor se torna sinal de uma qualidade resgatada: a pureza, a humildade, a coragem, o amor. Ao adornar o corpo com flores, o dançarino transforma-se em sua formação original, sua essência primitiva e pura, com os adornos da alma que vai reconquistando na jornada de retorno às origens divinas de seu ser. Essa prática ancestral é, portanto, um rito de integração. Cada passo consciente, cada gesto de entrelaçar e desenlaçar, torna-se um movimento de cura. É como se, ao dançarmos, invocássemos a Mãe Divina para nos ajudar a alinhar nossos mundos interiores. Como em tantas tradições espirituais, do giro dervixe ao caminhar meditativo zen, das danças circulares sagradas à psicologia gnóstica, o corpo em movimento torna-se oração. Portanto, quando essa dança é feita com devoção, ela se transforma num ato mágico: uma expressão viva do caminho espiritual, o retorno ao centro, à harmonia, ao Ser. Anualmente, em nossas comemorações de festa junina ou julina, a Associação Gnóstica de Brasília recebe seus alunos e a comunidade próxima, ocasião em que realizamos a Dança do Mastro, que é sempre muito alegre e festiva. Convidamos você a viver essa dança conosco: Não apenas com os pés, mas com a alma!!! Nosso verdadeiro chamado vai além do círculo festivo. A dança continua dentro de nós, todos os dias, nos ciclos da existência, nas escolhas, nos desafios, nas relações. Por isso, na Associação Gnóstica de Brasília, oferecemos o Curso de Gnose: uma jornada viva de autoconhecimento e transformação, com práticas e ensinamentos que nos ajudam a dançar a vida com Consciência, a harmonizar mente, emoção e ação em torno do nosso eixo interior, e a trilhar um caminho real de retorno ao Ser. Se essa dança ressoa em seu coração, venha conhecer nosso trabalho. Participe conosco e descubra, passo a passo, o sentido mais profundo de existir! (Alessandra Espineli Sant’Anna é instrutora gnóstica e facilitadora de vivências espirituais na Associação Gnóstica de Brasília, onde compartilha caminhos de autoconhecimento e reconexão com o Sagrado.)

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O Tesouro dos Tesouros

O Tesouro dos Tesouros Creio no sagrado do amor,Na força capaz de tudo e todos transformar. Amar exige coragemNum mundo que foge dos sentimentos,Que embaça os espelhos,Que sufoca a almaEm torno de carências,Vaidades e apegos…Torpes medosDo sentimento vividoEm segredo. O que é mais real acaba por se abafarPor ilusórias métricas,Ambições, aparências,Que silenciosamente esmagamO tesouro dos tesouros,A luz das luzes… Que nunca se apagam…Mas talvez,Também nunca renasçam. Pois como todo tesouro necessita ser preservado, polidoE na senda Servido. Alessandra Espineli (poetisa e instrutora gnostica)

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Pai-Mãe Divino – Oração Pai Nosso (parte 3)

A Oração do Pai Nosso: “a busca de uma profunda amizade com quem sabemos que nos ama” (**) Na parte 1 deste artigo que trata dos Mistérios do Pai-Mãe Divino, abordamos a beleza da unicidade da criação, manifestando-se de forma complementar e cooperativa em seus lindos aspectos masculino e feminino. Na parte 2 estudamos as 7 Funções Sagradas do Eterno Masculino e do Eterno Feminino de Deus, vendo estas manifestações nas ações divinas concretas em nossas vidas. E finalizando essa “trilogia”, elaboramos esse artigo para orientação de Meditação Mística Gnóstica, onde cada frase deve ser refletida, meditada, pois foi inspirado e desenvolvido com base nos livros dos Mestres Samael Aun Weor, especialmente no Livro Catecismo Gnóstico (trecho marcado com * no texto),  na obra de Teresa D’Avila, em especial no  livro Caminho de Perfeição (marcado com **), na obra de João da Cruz, nos ensinamentos de Jesus, em especial no Sermão da Montanha (marcado com ***), assim como de todos os demais seres iluminados que nos ajudam constantemente a trilhar o caminho da Iniciação. Continuemos, portanto, nossa jornada, onde veremos um maravilhoso método de Conexão com o Pai, ensinado por Jesus e conhecido como a Oração do Pai Nosso. Antes de iniciar sua vida pública, Yeshua Ben Pandirá (Jesus) passou 40 dias de silêncio e meditação no deserto, marcando as colinas de Kurum Hattin (próximas ao lago de Genezaré), com sua primeira mensagem divina. Foi nesse lugar onde Ele proferiu o que conhecemos hoje como “o Sermão da Montanha”. Todo esse belíssimo texto pode ser encontrado no evangelho de Matheus capítulos 5 a 7. O texto é composto de ensinamentos esotéricos profundos, apesar de ter sido proferido em campo aberto a todos que lá estavam. O Sermão da Montanha, para ser compreendido, deve ser meditado, deve ser lido com a alma, para que assim possamos ouvir o nosso Sermão da Montanha Interno, que há de ser proferido pelo nosso Cristo Íntimo. Ele é integralmente espiritual e cósmico; não é uma teoria que devamos crer, mas sim uma realidade que devemos “Ser”. Diz Uberto Rohden: “Nele se encontram o oriente e o ocidente, o brahamanismo e o cristianismo e a alma de todas as grandes religiões da humanidade por que é a síntese da mística e da ética, que ultrapassa todas as filosofias e teogonias meramente humanas”. É no evangelho de Matheus (capítulo 6) onde o Salvador nos ensina como podemos nos comunicar e conectar com o nosso Pai Interno, e com o Pai de nosso Pai, ditando a primeira Oração da era cristã: O Pai Nosso! Essa oração é um verdadeiro tesouro capaz de nos elevar ao mais profundo êxtase se pronunciada com devoção e profundo Amor. Façamos então consciência de sua dádiva para usufruir dos dons que ela nos proporciona, nos recolhendo internamente, libertos das amarras do mundo e seguindo as orientações de Yeshua Bem Pandira, quando diz: Quando orares, entra no teu aposento, e fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em oculto; e teu Pai, que vê em oculto, te recompensará. (**) Porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes mesmo de pedirdes. (**) E fala assim…. PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS SANTIFICADO SEJA O TEU NOME VENHA A NÓS O TEU REINO SEJA FEITA A TUA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NOS CÉUS O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DÁ HOJE Porque tu és o doador de todos os bens meu Senhor! (**). PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS ASSIM COMO PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRAI-NOS DE TODO MAL, AMÉM Heloisa Pereira Menezes é nutricionista, profissional de logística do mercado financeiroe instrutora de Gnose da Associação Gnóstica de Fortaleza, março de 2025

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Título

O que é GNOSE?

A Associação Gnóstica de Brasília – AGB é uma instituição civil sem fins lucrativos, que objetiva divulgar a gnose moderna reestruturada por Samael Aun Weor, filósofo, antropólogo e cientista colombiano radicado no México, com mais de 80 livros editados em 70 países. 

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