Associação Gnóstica de Brasília

Canção de Lótus: Floresça seus Chacras e Irradie Amor

CANÇÃO DE LÓTUS: FLORESÇA SEUS CHACRAS E IRRADIE AMOR   O despertar e o desenvolvimento de nossos órgãos energéticos, chamados de Chakras nas tradições hindus, estão presentes em todas as culturas, mediante práticas espirituais que envolvem respiração, movimentos físicos, música e, principalmente, palavras de ressonância para transmitir a potência mágica do verbo humano – os famosos mantras. Nas tradições védico-budistas encontramos um dos mais belos e eficientes exemplos desses exercícios físicos, psíquicos e espirituais. Trata-se da Canção de Lótus, uma Ode de Enaltecimento à Vida, mas não somente à vida física de todos os seres. A Canção de Lótus trabalha com a energia cósmica brindada pelo universo, aquilo que os sábios chamam de Irradiações do Logos Solar. Samael Aun Weor, mestre gnóstico contemporâneo, ensina que o Logos Solar sustenta toda a vida nos planetas, emanando de si mesmo o Fohat ou energia ígnea que nutre a Terra e os demais globos. E a cada dia que passa a astrofísica comprova que o Sol nos alimenta de inúmeras partículas e campos, muito além do calor e da luz visível que se manifestam em nossa atmosfera. De origem indiana e tibetana, a Canção de Lótus tem a capacidade de nos fazer reconhecer conscientemente, focalizar eficientemente e direcionar corretamente esta energia solar imanente, de forma a dirigi-la para o alto de nossa cabeça. Mas nessa prática mântrica milenar não se trabalha somente com a porção física, atômica e quântica da energia solar, mas também e principalmente com a energia espiritual do nosso Astro Rei, aquilo que as tradições cabalistas chamam de Mikael, que os antigos egípcios chamavam de Rá, os persas de Mitra e os indianos de Surya. Chegará o dia em que nossa ciência acadêmica verá nos planetas e nas estrelas as energias inteligentes que os animam, aquilo que os ancestrais sábios sacerdotes chamavam e adoravam como Divindades Estelares e Planetárias – os Logoi dos gregos. Por este mesmo motivo, no Cristianismo Primitivo Original o Cristo Jesus foi relacionado ao Sol, ao Solis Invictus, sendo em muitos evangelhos apócrifos chamado de Filho da Chama, Filho do Sol, Aquele que dá Vida a todos. A Canção de Lótus, como os raios de luz que despertam a flor de lótus do lodo da terra, ao fazer com que os átomos luminosos do Sol desçam por nossa cabeça e passem pelos chakras ao longo da coluna, tem a capacidade de iluminá-los, despertá-los, fazê-los girar, regenerá-los, colorindo-os em suas cores e vibrações originais. Readquirimos saúde energética e sutil, havendo posteriormente a extensão desses benefícios ao nosso corpo físico. E a Canção de Lótus tem uma função ainda mais excelsa: quando a Luz Espiritual do Sol ilumina nosso coração no seu caminho de retorno ascendente (depois de chegar pela cabeça, descer ao cóccix e retornar ao peito), após ser carregada com nossas mais elevadas aspirações de Compaixão e Amor, é irradiada para todos os seres, como um Farol de Bondade, para que Todos Sejam Felizes, para que Todos Sejam Ditosos, para que Todos Estejam em Paz. No budismo tibetano temos a Meditação Toglen, “dar e receber”, que mesmo sem mantras, tem função compassiva análoga à Canção de Lótus. Observe, caro leitor, quão maravilhosa é esta prática. Com ela reconhecemos Deus na Luz do Sol, O chamamos para nossas flores da alma (chacras), para depois exalar os perfumes luminosos do Amor e da Compaixão a todos os seres. É um verdadeiro exercício consciente de Cooperação, Amor e Doação. Compartilhar o Espírito do Sol que Fecundou o Ser Humano Consciente de seu papel. Sabiamente ensina Samael Aun Weor que o ser humano capta determinadas energias do Cosmo e as transmite à Terra e aos seres vivos. Por isso, com a Canção de Lótus ampliamos esta nossa natural função de “antenas”, fazendo-a de forma consciente, intensa e amorosa. Pois bem, lembrando que a mística gnóstica é essencialmente prática, vamos descrever abaixo o passo-a-passo da Canção de Lótus, para que todas as pessoas que queiram colaborar nesta Coletiva Obra Luminosa, possam executar imediatamente este exercício espiritual milenar, incorporando-o em seu cotidiano, entoando todos os dias o Hino de Exaltação à Corrente Resplandecente da Vida. Preferencialmente, a prática deve ser realizada ao Sol Nascente, na sequência abaixo. Sente-se confortavelmente numa cadeira. Se preferir, deite-se de barriga para cima. Relaxe o corpo. Imagine que do Alto, do Absoluto, do Logos Solar, emana uma luz, uma energia poderosa, de cor dourada, refulgente, que penetra pelo alto da cabeça, no Chakra Occipital, inundando o Lótus Sahasrara e purificando suas mil pétalas com a cor violeta, onde se reflete o mundo da verdade eterna. Essa energia, do mais puro amor proveniente do Absoluto, expande-se agora para além do Lótus Sahasrara, fazendo vibrar intensamente cada átomo de cada célula da região da cabeça, elevando sua vibração. Mantenha esse quadro, avive esse quadro por uns quantos minutos enquanto estiver vocalizando o poderoso mantra AUM, pelo menos por 7 vezes, assim: AAAAAA-UUUU-MMMMM. Em seguida, canalize essa energia, essa luz celeste de puro amor e consciência para o Lótus Ajna, no entrecenho, inundando suas duas pétalas em focos de luz azul-safira, despertando a clarividência e os poderes da mente. A luz dourada, proveniente do Absoluto, que já inundou o Lótus de Sahasrara, agora se expande e inunda também todo o Lótus de Ajna, levando amor e consciência para os incontáveis átomos de inteligência que moram nessa região. Mantenha esse quadro, avive esse quadro por uns quantos minutos enquanto estiver vocalizando o poderoso mantra OM, pelo menos por 7 vezes, assim: OOOOOOOMMMMMMM. Agora faça com que essa luz dourada desça de Ajna para Vishudda, na garganta, fazendo luzir e brilhar suas 16 pétalas azuis celestes. Vishudda é a porta de libertação, a entrada da sabedoria divina, o centro do poder da palavra e do verbo. Faça agora com que essa luz dourada se expanda e inunde todo o Lótus Vishudda, toda a região da laringe, impregnando todos os átomos dessa região e elevando sua vibração, sua força e seu poder. Com este quadro em mente, por uns quantos minutos vocalize …

MAAT E ANÚBIS: DEUSES EGÍPCIOS DENTRO DE NÓS

MAAT E ANÚBIS: DEUSES EGÍPCIOS DENTRO DE NÓS O Antigo Egito produziu uma das mais esplendorosas e duradouras civilizações que a humanidade já viu, levando os ecos de sua espiritualidade e cultura às tradições hebraicas, persas, gregas, helênicas, romanas, cristãs e muçulmanas, vale dizer, a todo o ocidente. Os ancestrais arquétipos egípcios sempre relacionaram a dinâmica do mundo ao Caminho do Sol, à Barca Solar de Osíris, com sua jornada diária que começava no nascente como Kephra, reluzia ao meio dia no azimute do Nilo como Rá e concluía sua viagem no poente como Tum. Osíris cuidava dos Céus e Ísis zelava pela Terra. E, além das deidades celestes e da Terra, também veneravam a Constelação de Órion, para onde iria o Faraó (literalmente “Filho de Osíris-Rá na Terra”) quando morresse. Mas quem cuidava da Ordem de tudo isso ? Quem organizava os céus e a Terra para que a Serpente da Noite (Apopi) ou a ignorância humana não precipitassem tudo ao caos e à destruição ? A resposta está nesta verdadeira joia do gênio humano que é o Livro Egípcio da Vida e da Morte, que descreve os processos em vida e no pós-vida para que uma alma possa se libertar. E a cena central do Compêndio Egípcio ocorre justamente na Sala de Maat, onde a alma em transição é julgada. E ela nunca está só: é acompanhada por Osíris e Ísis, tem as anotações de seus atos lidas por Íbis-Thot, com Maat e Anúbis oficiando a cerimônia da Pesagem do Coração. Se o coração do julgado, representando sua pureza de espírito, for mais leve que uma pena, ele será conduzido aos céus, à Região dos Bem Aventurados. Se o coração estiver denso de seus desejos, apegos e maldades – mais pesado que a pena – um outro deus chamado Ammut se encarrega de levar o espírito do morto para a purificação no Duat (os infernos egípcios). Vê você, estimado leitor, alguma analogia com o julgamento dos mortos nas religiões Abramânicas (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo) ? Maat é portanto a Deusa egípcia da Ordem e do Amor, é a Mãe de Compaixão para os antigos egípcios, como a Kwan-Yin Budista, a Ishtar Persa ou a Compadecida Maria Cristã, Nossa Senhora. Maat é a Divindade da Verdade, da Justiça, da Retidão e da Harmonia. A Maat egípcia inspirou o símbolo da justiça humana atual, onde uma dama (que originalmente não tinha os olhos vendados) cuida da balança com uma espada na mão. Para a Divina Maat deveria o morto fazer suas 42 Confissões Negativas no Salão da Verdade e da Justiça, clamando de alto verbo e coração leve: não roubei, não menti, não fiz ninguém chorar, não poluí a natureza, não bisbilhotei, não fofoquei, não profanei meu corpo… Podemos até ver os Dez Mandamentos de Moisés dentro das 42 Diretivas Egípcias de Maat. Reflita comigo, leitor sagaz: você estaria preparado agora para passar incólume pelo Salão Egípcio da Verdade e da Justiça, recitando as 42 Negativas ? E as bondades e atribuições de Maat iam muito além do julgamento dos mortos. A Deusa da Justiça Egípcia, além de garantir o equilíbrio básico do universo, perpassava toda a natureza e a sociedade egípcia: harmonizava o ciclo das estações, ditava o calendário religioso, os negócios humanos justos (comércio), bem como balizava a honestidade e a confiança nas relações sociais. Isso era tão observado que, se atualmente um presidente eleito numa República jura obedecer a Constituição Federal em seus atos, há 5 mil anos o Faraó jurava seguir as Leis de Maat em todo Egito, por toda sua vida. Ao lado de Maat, outro Valor Universal é o arquétipo de Lei encarnado por Anúbis, o Deus Egípcio com cabeça de chacal, cuja figura é tão mal compreendida e equivocadamente utilizada nos filmes e jogos digitais atuais. A Divindade Egípcia Anúbis nada tem a haver com violência ou terror. Ele era o preparador do ser humano para a Ressurreição, para o Renascimento, cuidando do morto (a múmia) para que ele continuasse sua jornada nos céus. Anúbis sintetiza o arquétipo do Cuidado, da Atenção, do Preparo para o Divino, da premiação aos bons e da correção aos ruins; é o distribuidor de Karmas (pagamento de dívidas pelos pecadores) e Darmas (dádivas brindadas pela divindade aos virtuosos). Além de distribuir dons e aprendizados, o Mestre Anúbis cuida com Maat dos procedimentos da Pesagem do Coração, ou seja, verifica se a alma está leve e desprendida, se ela deixou para trás o egoísmo e o apego, o desejo e a ambição. Todo este imenso trabalho de Amor é feito pelo Deus Chacal Egípcio, implacável em seu Ofício Sagrado. E, como todos os Deuses das Religiões Solares, Maat e Anúbis representam partes íntimas de nosso próprio Ser, raios de nossa própria individualidade espiritual, ensinando-nos a psicologia do equilíbrio, da ordem, da justiça, da correção, do preparo, da transcendência, do desapego, do respeito às Leis. Exatamente por isso ensinou o mestre gnóstico contemporâneo Samael Aun Weor: “As Divindades do país ensolarado de Kem (o Egito) estão dentro de nós… aqui e agora… basta que as invoquemos”. Portanto, atento leitor, reconheça dentro de si mesmo as virtudes de Maat e de Anúbis, da Lei, do Amor e da Ordem, para que você as exerça em todos os seus atos, unindo seu Universo Interior a essas Sublimes Divindades Egípcias, para que Elas o conduzam à sua própria Heliópolis Interior, onde só reina a Paz e a Felicidade.             Sergio Geraldo Linke Engenheiro, Executivo do Mercado Financeiro e Instrutor de Gnose

O Som em Todas as Coisas

O SOM EM TODAS AS COISAS A maioria dos seres humanos possui os 5 sentidos capazes de realizar suas funções comuns. Podemos ver, admirar as cores e formas, sentir o gosto, os cheiros, sentir a textura; mas e o som de todas as coisas? Como ouvir uma pedra, o céu, o Sol, o Universo? Como acessar o mundo iluminado do som e da música que vibra em tudo? Tudo que vive, vibra; tudo que vibra emite som! Nossos ouvidos captam um intervalo muito pequeno das vibrações e dessa forma acreditamos que a linguagem dos sons que captamos é um privilégio. O maravilhoso instrumento auditivo humano capta frequências que vão de 20 a 20.000 Hz (vibrações por segundo). Apesar de parecer bastante, é ínfimo em comparação à imensidade de vibrações emitidas por todos os corpos que compõem o Universo. Só quando sentimos que a vida vai além das coisas que podemos perceber é que iniciamos a maravilhosa busca das correlações entre as expressões física e a metafísica. Podemos afirmar que todos os povos de todas as civilizações se expressaram através de sons, audíveis ou inaudíveis e, na busca de sentir e explicar sua própria existência na conexão com o TODO, exploraram essa comunicação com o Universo de maneira muito peculiar. O vento, o fogo, o ar, o furacão, as águas que correm nos rios ou as ondas do mar, as folhas que brincam com a brisa, o raiar do dia, o silêncio das noites estreladas, a melodia que corre no coração……toda essa energia impulsionou a alma a encontrar e abrir as arcas de um saber atávico, dando origem ao conhecimento da linguagem sagrada: a Palavra Perfeita. O Ser Humano então, como um Deus, podia criar! Expressar-se com a pureza das eras. Tocava seu instrumento Divino como Orfeu, que com sua lira encantada sustava os rios, amansava as feras e movia pedras. Muitos foram os seres que conscientes do poder e encantamento da linguagem e da palavra deram origem a lendas, mitos, contos. Instrumentos foram construídos sob as leis perfeitas da Matemática Sagrada. A ciência da música surgiu nos planos da vida e o Ser Humano podia então entrar nos mundos sutis pelos portais dos sons. Samael Aun Weor, contemporâneo mestre gnóstico do Som, descreve em seu livro “Heptaparaparshinock, o Mistério da Música” sobre a existência de um desses instrumentos chamado AYA ATAPAN, que era composto de 49 cordas que, ao serem tocadas, fazia-nos viajar pelos nosso mundos internos. CHAT-CHAI-MERNIS era o nome da ciência utilizada pelos sábios seres que habitaram as antigas civilizações para fazer surgir instrumentos tão perfeitos. Neste mesmo livro há a história de um grande rei chamado Konuzion e seus 2 sobrinhos Choon-kil-tez e Choon-tro-pel que viveram no início da raça Ária (mais de 80.000 anos atrás), na região onde hoje se encontra o deserto de Gobi. Esses grandes seres construíram um belíssimo instrumento chamado Dzendveokh que tinha a capacidade de filtrar cores e sons e transformá-los em elementos diversos, ou seja, Criar! Pitágoras no século VI a.C. protagonizou essa ânsia quando percebeu a correlação entre a música e a matemática, construindo o que ele chamou de monocórdio (instrumento com 1 única corda). Um único som poderia, através de uma relação matemática simples, se desdobrar em muitos, surgindo a teoria musical. Percebeu também que as estrelas e os planetas emitiam sons, denominando essa harmonia celeste de “Música das Esferas”. Dizia o mestre grego que a música era o melhor meio para purificarmos a alma e que “o universo era uma escala ou um número musical cuja própria existência se devia à sua harmonia”. Mas o grande deus Saturno, senhor do tempo, viu seus filhos caminharem pelas estradas da inconsciência e perder seus belíssimos poderes! Entramos em eras obscuras e tristes. Esquecemos de nós mesmos… nossos corações não mais cantaram Odes Celestes… não mais reconhecemos a Vida Pulsante! Perdemos o conhecimento secreto da ciência de CHAT-CHAI-MERNIS! Dorme em nós agora novamente o dom da Música. Não mais compreendermos a linguagem da Natureza! A linguagem dos deuses! Por isso, quando ouvimos o som de um violino Stradivarius, último remanescente de uma série de instrumentos mágicos criados pelo ser humano, somos tocados novamente pela saudades daquilo que fomos um dia, vibrando como crianças exultantes ao ouvirem a voz de sua mãe! Sejamos como o pequeno pássaro que, com pequenas gotas de água no bico, num esforço hercúleo, faz o que pode para apagar um incêndio na floresta. As gotas são nossas palavras; o incêndio é a dissonância deste mundo caótico. A Palavra é um dom. Usemo-la com responsabilidade. Cada expressão vocal deve ser realizada com Consciência e Amor para fazermos novamente vibrar as Cordas que nos conectarão a essa Grande Orquestra Cósmica que chamamos de Vida.   Heloisa Pereira Menezes Nutricionista, Especialista em Logística, Instrutora de Gnose e diretora da Associação Gnóstica de Fortaleza

SERVIR A HUMANIDADE: MOTIVAÇÕES DA ALMA

SERVIR A HUMANIDADE: MOTIVAÇÕES DA ALMA Todos deveríamos tomar Consciência da importância de Servir ao próximo, de que sempre de alguma maneira, podemos ajudar alguém; e que isso é um privilégio, uma honra extremamente gratificante. Servir é estar à disposição, é poder auxiliar, cuidar, ser prestativo. O maior exemplo foi dado por Jesus. Ele, mesmo sendo Rei, ensinou e personificou a humildade do Servir. Quando Jesus, em uma ação de humildade durante a Última Ceia, lava os pés de Seus discípulos, toma a forma de servo e nos mostra que o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para Servir e para dar a sua vida em resgate de muitos (Mt 20.28.). Com essa passagem, Jesus ensina que devemos fazer o mesmo com o nosso semelhante, devemos Servir uns aos outros. O mais gratificante para aquele que serve é compreender a maravilhosa dinâmica do Reino de Deus. Todos nós podemos entrar nesse dinamismo. Temos uma oportunidade única de hoje sermos melhores e ajudarmos nossos irmãos a também sê-lo. Portanto, quando decidimos viver os princípios do Reino dos Céus, somos auxiliados pela Divindade, que nos ensina a também sermos generosos. Quanto mais damos, servimos e ajudamos os que necessitam de nós, mais seremos saciados e mais alegres e felizes nos tornaremos, ”pois Deus ama quem dá com alegria” (II Coríntios 9,7c). Segundo o grande mestre Gnóstico do século XX, Samael Aun Weor, quem se sacrifica pela humanidade, ou seja, aquele que Serve, respeita e colabora consciente e voluntariamente com a mais sagrada Lei Universal. E essa lei o premia, o alimenta, através dessa ação, nos fazemos de canal ou agente sagrado de circulação de vida. Servir é uma decisão pessoal. É uma entrega. É ser sensível para reconhecer que alguém precisa de sua ajuda. É ter a humildade para olhar ao redor e perceber que existe alguém chorando, ou algum ser necessitando de cuidados e de amor. Francisco de Assis, nosso grande modelo de servidor, numa época em que o amor estava escasso neste mundo, revolucionou com seu novo jeito de Servir e amar. Iniciou sua missão moldando sua vida na imitação de Cristo. Segundo São Francisco, é preciso aceitarmos os ensinamentos do Cristo para nossa vida. Mas não somente aceitá-los: é imprescindível que em prática o Servir, já que o desejo de nosso Pai é que sigamos o Seu exemplo. Para o irmão de Assis, a melhor forma de seguir os exemplos de Jesus é pregar o Evangelho na sua vivência diária, e assim o fez. Efetivou sua Oração “Instrumento de Paz”, conhecida no mundo inteiro, porém caracterizada como súplica ao senhor para se tornar um grande servidor. São Francisco, com sua palavra, sua coragem e suas escolhas, tornou-se também para o homem de hoje um exemplo de fé e de desapego. Amando o próximo e principalmente os mais necessitados, ele expressou visivelmente em suas atitudes a morte mística e consequentemente a ascensão das suas virtudes. Muitas vezes, achamos que, quando juntamos bens é que adquirimos abundância, mas é bem ao contrário. Ao dividirmos o que temos é que nunca nos faltará nada, esse é o segredo do Reino de Deus. A Lei da Compensação nos diz “Não gaste teu Capital em ser servido, aumenta teu Capital em Servir”. Sua consequência nos proverá de toda sorte de graças, para que, em tudo, tenhamos sempre o necessário. E ainda tenhamos de sobra para toda boa obra, como está escrito: “Distribuiu generosamente, doou aos pobres; a sua justiça permanece para sempre” (II Coríntios 9,8-9). Segundo Samael Aun Weor, ao servirmos conseguimos expressar nosso amor pelo nosso semelhante e, dessa forma, conseguimos pagar ou diminuir nossas dívidas perante a Divindade pois, como ele mesmo dizia “O Karma é um remédio que a Divindade nos dá”. A consequência desse amor é a lei do Darma que nos gratifica pelas boas ações, as quais, mediante o Servir ao nosso semelhante, permite-nos adquirir créditos. Precisamos estar atentos quanto à nossa forma de Servir. Ao nos auto-observarmos e exercitando a meditação podemos identificar nosso grau de vaidade e egoísmo que nos leva à hipocrisia. A partir de então, devemos nos conscientizar quanto à disciplina nas atitudes, evitando as queixas, buscando aprimorarmos o nosso pensamento, mensurar o desapego e o nosso sacrifício voluntário e, quando necessário, refugiarmo-nos na oração e na paciência. Quando nos unimos ao bem para servirmos no campo do amor, conseguimos concretizar nosso trabalho voluntário na abençoada oportunidade de poder Servir, e numa verdadeira dádiva para quem recebe. Assim como fizeram os Grandes Mestre da humanidade, que consagremos nossa vida ao Servir!     Eulina Dias da Silva Lopes é pedagoga e instrutora da Associação Gnóstica de Brasília

RELIGIÕES: REMINISCÊNCIAS DAS SAUDADES DE DEUS NA ALMA HUMANA

RELIGIÕES: REMINISCÊNCIAS DAS SAUDADES DE DEUS NA ALMA HUMANA   Contam as antigas tradições não alteradas pelos homens, que desde quando fomos emanados pelo Criador como chispas, nesse canteiro divino dos mundos, fomos levados a percorrer os diversos reinos da natureza – mineral, vegetal, animal, até chegarmos à dita de adentrar o Templo do Reino Humano. De puros e singelos elementais (energias inteligentes que animam os reinos mineral, vegetal e animal), passamos a ter Alma (energia individual e inteligente no estágio humano) e com ela a reponsabilidade de quem já pode decidir por si mesmo – o livre arbítrio. Passamos a ter consciência de Deus e a possibilidade de sentir e viver a mais bela experiência dada a um SER: a capacidade de AMAR. Mesmo tendo passado diversos manvântaras (“grande idades”, em sânscrito), idades, épocas, ciclos nessa experiência ímpar, nossa história, todos os porquês da nossa existência sempre nos acompanharam. Então por que nos esquecemos de tudo? Por que a felicidade paradisíaca nos parece tão longe? Por que sofremos? Porque nos distanciamos do Criador, da Verdade que nos emanou e fomos “engolidos“ pelas leis mecânicas da Natureza, sendo levados a conhecer cada vez mais e mais a materialidade. Fomos perdendo o contato com o Emanador Supremo e, assim, nos esquecendo a história de nós mesmos e dos mundos e Universos. Perdemos a capacidade de responder às questões que tanto afligem e inquietaram todas as civilizações: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Percebemos que muito mais do que comida, bebida, roupas, contato físico, social etc., necessitamos saber porque vivemos e para que vivemos! Caímos num imenso sono! Nessa busca incessante do homem por recuperar sua história e retornar ao Paraiso Perdido, Shangrilá, surgiram as diversas religiões. Mas o que é religião? Será que é o batismo numa Igreja Cristã? Será que é a adoração num templo Budista?  Será que é a contrição fervorosa diante do Muro das Lamentações? Ou será a peregrinação à cidade sagrada de Meca? E mais, será que todos os participantes de todas essas expressões religiosas compartilham sentimentos semelhantes a respeito do que fazem? E por que fazem o que fazem? E o que significa tudo isso? O livre arbítrio nos permite buscar os caminhos de diversas maneiras, mas todas essas expressões comungam 3 grandes pilares, utilizados na linguagem teológica moderna: O Dogma, A Moral e O Culto. Esses são os alicerces das diversas religiões confessionais que existiram e existem. Dogma é o ponto fundamental de uma doutrina religiosa, apresentado como “certo” e indiscutível, cuja verdade se espera que as pessoas aceitem sem questionar. Na religião Cristã a Santíssima Trindade é um dos dogmas mais aceitos. Moral é o conjunto de valores como honestidade, bondade, caridade etc., considerados universalmente como norteadores das relações sociais da conduta dos homens e estabelecido pelos livros sagrados. No Cristianismo a moral pode ser sintetizada nos Dez Mandamentos de Moisés. Culto é a reverência respeitosa a uma divindade através de cerimônias, ofícios, rituais etc. E isso basta para nos levar de volta ao mundo da Consciência perdida? É capaz de fazer, como nos contos de fadas, que o Cavaleiro recupere a bela Princesa que dorme na torre mais alta do castelo? Dá-lhe forças para enfrentar os espinhos e dragões que dificultam sua subida? Infelizmente é preciso muito, muito mais! Precisamos de uma religião interna profunda e firme. Precisamos desenvolver uma mística religiosa capaz de firmar os pés de nossa fé na Verdade mais pura, a Gnosis – o conhecimento Eterno e Profundo das Eras. Aquilo que é obtido por Revelação Interna, não por adoração externa, leitura de livros e fé mecânica. Precisamos redescobrir nossas capacidades perdidas e reler os livros de nossa história com o suor de nosso trabalho! Sem dogmas, mas sim firmes num corpo de Doutrina deixado por Grandes Iniciados e Avatares que se sacrificaram por essa humanidade triste e doente. Samael Aun Weor, grande expoente do século XX nos ensina que a Moral deve ser calcada em 3 Fatores de Revolução da Consciência, onde é necessário se auto conhecer profundamente e lutar contra si mesmo, nascer em espirito através do Amor consciente e trabalhar incessantemente pela humanidade. Também nos ensina que rendermos Culto à Vida só é possível com a obediência consciente das leis divinas da Natureza, ventre de onde viemos e onde existimos. Que o homem e a mulher, como expressões do Deus Criador, podem exercer sua divindade através da mais bela energia do Amor – o Poder de Criar. “Todas as religiões são pérolas a adornar o colo da Divindade”, diz Samael Aun Weor. Todas como pedras preciosas são realmente belas. Cada qual com seu grau de pureza, sua intensidade de brilho, seu valor…. Cada uma delas em um degrau na escada que leva ao Criador. Cada gema foi engastada no colar de Deus por um de seus Filhos Auto-Eleitos: Fo-Ji, Osíris, Orfeu, Buda, Krishna, Quetzalcoatl, Moisés, Jesus… Nossa história está diante de nós, ávida por abrir suas páginas e se revelar. Saibamos lutar como valentes guerreiros e buscar nos campos de batalha contra nós mesmos o fio que nos religará à tão almejada Felicidade.   Heloisa Pereira Menezes Nutricionista, Especialista em Logística e Instrutora de Gnose

Constelação Familiar e Música Sideral

Constelação Familiar e Música Sideral Conheça as influências de seus antepassados e exerça seu livre-arbítrio com mais consciência Constelação Sistêmica é uma abordagem terapêutica pela qual se torna possível identificar e solucionar problemas e conflitos de pessoas, empresas e organizações. Tudo e todos somos partes de um sistema e, como tal, sofremos influências do sistema. A Constelação é um método eficaz e poderoso para reconhecer emaranhamentos na vida familiar do ser humano, trazendo relaxamento da tensão e compreensão nas situações problemáticas vivenciadas na família. Isso permite que o amor flua entre os membros do sistema familiar. Criada pelo Terapeuta alemão Bert Hellinger, a Constelação Familiar mostra como as forças entranhadas no Sistema Familiar podem ser redirecionadas para o equilíbrio, quando membros desse sistema são reconhecidos, respeitados e colocados no seu devido lugar. Várias gerações são envolvidas trazendo a compreensão das implicações fatídicas e inconscientes dentro das famílias. Através da Constelação Familiar pode-se trazer à luz a dinâmica escondida no Sistema Familiar e desenvolver a força interior da família. A capacidade de entender seu próprio comportamento fica ampliada, sendo possível a reconciliação consigo mesmo e com os outros membros do Sistema. Dissolvendo os “nós” familiares antigos, a pessoa liberta-se e os efeitos são estendidos às gerações passadas e futuras de sua família. O sistema familiar é um grupo de pessoas que se mantêm unidas por vínculos de sangue e por uma força invisível que é o amor. Independentemente de se conhecerem, terem convivido entre si ou terem consciência desse amor. Quando chegamos ao mundo no seio de uma família, não herdamos somente a genética, mas também sistemas de crença e esquemas de comportamento. Rupert Sheldrake, biólogo estudioso e pesquisador dos segredos da mente, explica que dentro dos campos morfogenéticos os objetivos do processo são atraídos para este espaço multidimensional. As ideias e situações já conhecidas dentro do seu campo atraem as situações porque já existe uma memória intrínseca pela ressonância mórfica do nosso campo mental. A Criação foi mobilizada como um teclado constelar. Toda a realidade é movimento vibratório e produz ondas de diversas dimensões. Não é fantasioso afirmar que a oscilação vibratória do Cosmos produz ‘som” audível e inaudível, que influencia qualquer campo morfogenético. Por isso que está sintetizado na Tábua de Esmeralda de Hermes Trismegisto: “O que é acima é abaixo; o que é dentro é fora”.     Fernando Salazar Bañol Escritor e palestrante internacional, formado em Beamer Light Pen – Aura  Soma pela International Academy Colour Therapeutics – Tetford – Inglaterra e graduado como terapeuta em Constelação Familiar e Organizacional pelo método Bert Hellenger.

Cromoterapia: Cor e Luz para sua Saúde

CROMOTERAPIA: COR E LUZ PARA SUA SAÚDE O grande médico alquimista Paracelso (1493-1541) ensina que o Templo da Medicina possui dois ambientes: o vestíbulo da Ciência Médica, franqueado a todas as pessoas no plano físico; o segundo, o santuário da Sabedoria Médica, é aberto somente para os auto-eleitos, aqueles que conquistaram a gnosis (sabedoria por revelação) de Deus dentro de si mesmos. A frágil saúde de homens, mulheres e crianças em nossa sociedade, provocada por uma vida inconsciente, sedentária, mal alimentada com intoxicações alimentares e psicológicas, distante da natureza, voltada para o materialismo, com parca busca pela religação com Deus, faz com que bilhões de pessoas recorram diariamente aos vários remédios patenteados da ciência médica oficial, normalmente como única esperança de tratamento e cura. Novas e indecifráveis doenças estão surgindo e epidemias de doenças antigas voltando, dando às pessoas a sensação de impotência frente à solução de certos casos, sem contar com as enfermidades psicológicas modernas, como o stress e a depressão. Porém, há uma antiga sabedoria que busca o equilíbrio e a saúde humanas que tem sua origem nos primeiros fundamentos do mundo e que jamais mudou as suas fórmulas. O nome dessa sabedoria médica antiga é Gnose, que desde a aurora da criação, se expressa ou diferencia como Ciência, Arte, Mística e Filosofia. De acordo com o médico gnóstico Samael Aun Weor, todo átomo é um trio de matéria, energia e consciência. Átomos compõem moléculas que formam organelas celulares, células, tecidos, órgãos e sistemas, formando assim o organismo físico humano. Assim, o gnóstico transcende o ponto de vista meramente materialista e observa a perfeição infinita do trabalho das glândulas endócrinas, através do qual está evidente a existência de certas coordenadas e direções inteligentes, cuja raiz há que ser buscada na Consciência Cósmica. Para o gnóstico, onde há vida, há Consciência e o corpo humano é um máquina perfeita construída na fábrica da natureza sob a direção da Consciência Cósmica. Nas palavras do sábio Paracelso “O coração é um Sol, o cérebro uma Lua, o baço seu Saturno, o fígado seu Júpiter, os pulmões seu Mercúrio e os rins seu Vênus”. Toda enfermidade tem suas causas no universo interior do homem. Quando o Cosmos Humano (cosmos significa literalmente ordem) se desequilibra, vêm o caos, a desordem, a doença e o sofrimento. Restabelecer a saúde é recolocar o corpo em ordem. Por isso, uma das principais formas de diagnóstico e tratamento de enfermidades na medicina complementar é através dos chacras, centros energéticos em forma de vórtices de cores que estão distribuídos ao longo do corpo, através dos quais as energias entram e saem vibrando em diferentes frequências. Os chacras têm profunda ligação com as glândulas de secreção interna e também com determinados órgãos do corpo humano, por isso ter os chacras equilibrados significa possuir saúde orgânica. As enfermidades se devem à incapacidade de absorver, transmutar ou integrar certas frequências energéticas. Sabe-se que os chacras giram e emitem cores próprias que correspondem às 7 cores do arco-íris. Pode ocorrer, contudo, que um ou mais chacras fiquem fechados ou bloqueados (devido a ambientes energeticamente poluídos, traumas, sentimentos negativos, emoções fortes, crenças limitantes, maus hábitos de vida como fumo, álcool, má alimentação, excessos ou falta de atividades físicas, mau uso da sexualidade, drogas etc.), produzindo no organismo um problema físico, psicológico ou emocional. Neste contexto, a antiga ciência denominada Cromoterapia tem sido redescoberta por vários terapeutas modernos devido à sua reconhecida eficiência no reequilíbrio e harmonização dos chacras e corpos sutis. Em diversas culturas podemos ver o emprego da cor na saúde. Os registros mais antigos sobre a cromoterapia são de papiros egípcios datados de 3000 a.C. Thot, Deus da Sabedoria, representado com cabeça de uma ave íbis é também o “Mestre das Cores”. Heliópolis é também conhecida como cidade colorida de Rá, Deus do Sol. O papiro que contém informações sobre o preparo e o uso da água solarizada a partir de potes coloridos é considerado um dos mais importantes da medicina egípcia encontrados. Na Índia, são muitas as lendas que explicam, por exemplo, a Festa da Primavera, ou Festival das Cores, ou Festival Holi, sempre relacionadas a Vishnu (o Cristo Indiano), à devoção e ao amor Divino. Há cinco milênios a sabedoria chinesa ensina que a natureza está constituída de 5 tendências, representadas por materiais ou elementos que ao cumprirem um ciclo de renovação dão lugar a tudo o que existe: O fogo que gera a terra, a terra que gera o metal, o metal que gera a água, a água que gera a madeira, a madeira que gera o fogo, que novamente gera a terra, fechando o ciclo natural de transmutação dos cinco elementos. A cada um desses cinco elementos atribui-se uma cor que se relaciona com as estações do ano, os fatores ambientais, os alimentos, os sabores, os pontos cardiais e características da psicologia humana. Hipócrates, o “Pai” da Medicina, empregava a Helioterapia – terapia pelos raios solares; Helius é a personificação do Sol na mitologia grega. Do grego KROMOS = cor e TERAPHEIA = terapia, a Cromoterapia é um sistema de medicina natural e complementar que visa tratar o ser vivo através do uso das cores. Cor nada mais é do que a impressão causada nos olhos pela luz solar, que se divide em sensações espectrais de acordo com sua vibração, frequência ou comprimento de onda. Há também mais energias invisíveis, que estão fora do espectro visível do ser humano, como o ultravioleta e o infravermelho, que não são visíveis a nós, mas são perceptíveis a outros animais e plantas que as percebem. As terapias complementares e oficiais também trabalham com essas “cores invisíveis”. Existem centenas de métodos de tratamentos pelas cores e pela luz solar, como a Cromopatia e a cromopuntura, que utilizam dispositivos como lanterna e caneta ou bastão atlante, abajur ou banho de luz; Cromoterapia nutricional; água solarizada ou cromatizada; harmonização através de vestuário e da decoração; visualização da cor; respiração da cor; Helioterapia; Vitroterapia; Cromoterapia à distância; Audiocromoterapia. A aplicação da cromoterapia com …

Nosso Pai

Pai São somente três letras Que certamente estão entre nossas primeiras palavras, balbuciadas em colo forte Mas ressoam fundo em nosso coração, trazem calor à alma, nos elevam ao Eterno Masculino de Deus Sua imagem nos acompanha para sempre, seja ele biológico, escolhido por nós ou refletido em nossa Mãe. Pai é Poder Poder de manifestar força física e força moral Poder de nos ensinar com o exemplo Poder de nos reportar ao Pai de Tudo, ao Pai de Todos. Pai é Provedor Provedor da Vida, em geração compartilhada com nossa Mãe Provedor do teto, do alimento, do sapato, do apontador de lápis Provedor da Segurança, nos choros de pesadelo e nas ruas escuras. Pai é Perseverança Perseverança de lutar pelo pão do dia Perseverança de pacientemente nos ensinar a tabuada Perseverança de nos segurar firme nas tempestades da vida. Pai é Perdão Perdão quando aprontamos alguma arte em infância Perdão quando cometemos deslizes de adolescência Perdão com autoridade para apontar perigos, quando em adultez titubeamos na vida. Neste dia dos Pais Abrace forte seu Pai Físico, pessoalmente ou em carinhosa memória, agradeça-o Ore com fé ao Pai do Céu, glorifique-o Peça com humildade bênçãos a todos os Pais do mundo Porque, afinal, o supremo Pai é Nosso !   Sérgio Geraldo Linke é engenheiro,  executivo do mercado financeiro e presidente da Associação Gnóstica de Fortaleza

MORTE: COMPREENDÊ-LA PARA VIVER MELHOR

MORTE: COMPREENDÊ-LA PARA VIVER MELHOR   Do ponto de vista biológico, a morte é necessária para a evolução da vida, seja para alimentar outros seres (no caso de animais e plantas), seja para o aperfeiçoamento genético pela transmissão aos filhos das melhores características do pai e da mãe. Para a maioria das culturas e religiões, a morte é um fenômeno espiritual ligado ao encerramento da existência física, quando são cotejados, numa espécie de julgamento, os bons e os maus atos para definir o futuro do ser que perdeu sua vida material. A partir desse ponto ocorrem as variações no processo post-mortem nas diversas correntes religiosas: para o Cristianismo, por exemplo, só existe uma vida e após ela o ser humano passa pela ressurreição e vai para o céu, ou roda ao purgatório e aos infernos. Já para a grande maioria dos ensinamentos espirituais de todos os tempos, como o Egípcio, Maia, Celta, Grego, Mitraico, Persa, Budista, Hinduista, Tibetano, Gnóstico e tantos outros, a morte indica apenas o encerramento de um ciclo, havendo a oportunidade de regresso a este plano material com um novo e diferente corpo físico. Nos tesouros gnósticos contemporâneos ensinados por Samael Aun Weor, diferenciam-se claramente três possibilidades para uma nova vida. A primeira e mais corriqueira, chamada de Retorno ou Recorrência, ocorre quando um ser humano comum e inconsciente (algo como 999.999 pessoas em cada um milhão) ganha da divindade um novo corpo físico, sem nenhuma possibilidade de opinião ou escolha. A segunda possibilidade, denominada de Reencarnação (possível a uma em cada um milhão de pessoas, para se ter uma ideia da proporção), acontece quando alguém que esteja trilhando um caminho verdadeiro de evolução espiritual consciente, denominado na gnose de Iniciação, conquista com muito trabalho a possibilidade de escolher onde, quando e como quer reencarnar, justamente para cumprir com consciência sua missão iniciática. E, por último, a terceira possibilidade, muitíssimo rara, chamada de Ressurreição, que é possível a Mestres e Mestras de grande evolução espiritual, os quais passaram por processos energéticos elevadíssimos de transmutação alquímica de seus corpos físico e sutis, como o Osíris egípcio, o Krishna hindu, o Jesus hebreu, a Kwan-Yin tibetana, a Tonantzin asteca, a Perenelle Flamel francesa. E o mais incrível: são absolutamente convergentes em sua abordagem todos os tradicionais (e não distorcidos pelos homens) escritos de sabedoria da vida e da morte, como o Livro Egípcio dos Mortos, o Ars Moriendi do Cristianismo Antigo, o Livro Tibetano dos Mortos (Bardo Thodol) e o Livro Maia da Vida e da Morte (Popol Vuh). Eles tratam dos mistérios da morte e do retorno a uma nova vida de forma incrivelmente igual, obviamente com as ricas e necessárias nuances culturais, teológicas e idiossincráticas de cada povo em sua época. O vetor geométrico ou raio que define este círculo de mortes e nascimentos é justamente a Lei de Causa e Efeito, ou Lei do Equilíbrio Universal, ou ainda a chamada Lei da Balança ou do Karma/Darma. O credo cristão aborda as consequências dessa lei com a frase “… e onde (Jesus) há de vir a julgar os vivos e os mortos”. Além de estudar e ensinar ferramentas para a experimentação direta dos fenômenos da morte física, do desenvolvimento da vida e da Lei da Balança, a Gnose brinda-nos com os Mistérios da Morte Mística, ou eliminação dos defeitos psicológicos como a preguiça, o orgulho, a gula, a inveja… É a isso que se referia Francisco, o Sábio de Assis, ao exprimir com verbo de ouro que “é morrendo (em nossos defeitos) que se nasce para a vida eterna…”.   Sérgio Linke é engenheiro, presidente e instrutor da AGF

I Ching: Sabedoria Milenar Chinesa

I Ching: Sabedoria Milenar Chinesa   Enquanto na civilização ocidental as culturas Maia, Mesopotâmica e Egípcia floresciam, na China o gênio humano dava belíssimos frutos, inspirado no divino e na natureza. Conceitos de transformação e transmutação, de dualidade complementar Yang e Yin, de permanência na impermanência moldaram o conhecimento chinês desde a remota antiguidade, possibilitando o surgimento do Taoísmo e do Confucionismo, que têm como obra fundamental o I Ching. Há mais de três mil anos o grande sábio Fu Hsi, nas terras pantanosas do vale do rio Amarelo, lançou as bases da grandiosa civilização chinesa e para orientá-la legou uma obra denominada somente “I”, isto é, “Mudança” ou “Mutação”, criando uma cosmologia e a representação dos fenômenos naturais (interiores e exteriores) por meio de trigramas e hexagramas, cada um com um nome em caracteres chineses arcaicos. O mestre gnóstico contemporâneo Samael Aun Weor relata em suas obras que Fu Hsi é um verdadeiro cristo chinês, concebido pela imaculada Hoa-Se às margens de um rio. Samael também ensina, em seu livro Logos, Mantras e Teurgia, que a linguagem de ouro, o idioma universal e a gramática cósmica perfeita se encontram nos caracteres chineses. Por volta de 1150 a.C., o rei Wen e seu filho, o duque de Chou, escreveram textos sobre os hexagramas possibilitando a compreensão e utilização do “I” por um número maior de pessoas. Wen escreveu os Julgamentos e Chou os comentários sobre as linhas. Confúcio, que viveu de 551 a 479 a.C., acrescentou explicações fundamentais, chamadas de as Dez Asas, para a compreensão desse livro de sabedoria. Confúcio afirmou que quanto mais vivesse mais se dedicaria ao estudo do I Ching, o Livro das Mutações, como passou a ser conhecido. Além de Livro de Sabedoria, o I Ching também é utilizado como oráculo desde sua criação. Inicialmente eram utilizados carapaças de tartaruga e ossos de boi, aquecidos em fogueiras ritualísticas para indicarem os hexagramas que respondiam à questões importantes para os destinos de uma comunidade. Posteriormente passaram a ser utilizadas varetas da planta milefólio, por meio de uma técnica de lançamento conhecida como Método das Varetas. Na dinastia Han, de 206 a.C. até 220 d.C., surgiu o Método das Três Moedas, amplamente utilizado hoje em todo o mundo. Há ainda o Método Flor de Ameixeira, em que são realizados cálculos matemáticos a partir das perguntas para a obtenção do hexagrama que responderá a pergunta. A primeira tradução do I Ching para uma língua ocidental, o inglês, foi realizada pelo missionário James Legge. Alguns anos depois o alemão Richard Wilhelm, também um missionário que viveu vários anos na China, realizou uma tradução para sua língua mãe, cuja primeira edição saiu em 1923. Para a edição seguinte, em 1949, o médico e psicólogo suiço Carl Gustav Jung escreveu o prefácio, demonstrando seu uso oracular e discorrendo sobre a Lei da Sincronicidade. O I Ching, como tradutor das energias que envolvem uma situação, pode ser utilizado na forma oracular para nos dar as pistas arquetípicas dos desafios a vencer, das ferramentas à disposição, das forças divinas e humanas envolvidas numa circunstância, permitindo tomar ações mais conscientes, éticas e equilibradas. Pelo lado espiritual ou iniciático, o I Ching pode traduzir as forças psíquicas e espirituais que moldam nossas atitudes físicas, mostrando-nos um verdadeiro mapa do inconsciente para que ajamos de forma a equilibrar nossa vida horizontal (emprego, família, amigos, estudos) com nosso caminho vertical (as inquietudes espirituais da alma).               George Peel é engenheiro, servidor público e estudioso de tradições gnósticas e chinesas

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