Associação Gnóstica de Brasília

O que é Gnose

O QUE É GNOSE        Gnose significa literalmente conhecimento. Mas como bem definiram os filósofos clássicos gregos, é um tipo de conhecimento superior, baseado na vivência e na tomada de consciência dos aspectos essenciais da vida e de nossa relação com as leis superiores. Originada na experiência direta, a Gnose não tem dogmas ou outros impositivos teológicos ou filosóficos. Por isso muitos estudiosos de todos os tempos definiram a Gnose como uma revelação interior, um conhecimento consciencial advindo do contínuo exercício psicológico, científico, filosófico, artístico e místico. Dessa forma, é imprecisa qualquer definição que limite a Gnose a uma religião, ou uma filosofia, ou ainda uma ciência, ou mesmo uma expressão da arte. Na realidade a Gnose é tudo isso ao mesmo tempo, de forma equilibrada  e dinâmica. Para atingir a revelação interna e a chamada Auto-Gnose, o gnosticismo tem três grandes pilares: 1º) trabalho psicológico contínuo de auto-conhecimento e de auto-transformação, objetivando a eliminação dos defeitos humanos (orgulho, inveja, luxúria etc) e a alimentação e fortalecimento das virtudes da alma (humildade, coragem, respeito ao sexo etc.); 2º) trabalho energético constante para a transmutação das energias criadoras – aquilo que muitos chamam no oriente de tantrismo branco; e 3º) servir a humanidade de forma desinteressada, mediante o exercício da compaixão, da caridade e do auxílio a todos os seres. Portanto, o aspirante à Gnose é um inquieto buscador que trabalha constantemente sobre si mesmo, perscrutando as profundezas de seu próprio Ser em busca da Auto Realização Íntima, algo que está muito além (porém sem prescindir) da mera saúde física, do conforto físico e da inquietude espiritual. Valendo-se de ferramentas metafísicas que vão da Meditação à Projeção Astral, da Psicologia Tibetana à busca pelo estado de felicidade real e interna chamado de Nirvana, dos exercícios respiratórios e mântricos para equilibrar os corpos sutis a avançadas técnicas de Alquimia Sexual, a Gnose tem um cabedal maravilhoso e prático de técnicas para o Despertar da Consciência de seus praticantes. Por isso em algumas épocas de nossa história os gnósticos foram incompreendidos, caluniados e perseguidos, como ocorreu na época dos primeiros cristãos, da inquisição e dos cátaros albigenses, somente para citar três exemplos mais conhecidos.      No próximo dia 9 de julho, sempre às 3as feiras das 19h30 às 21h00, a Associação Gnóstica de Brasília iniciará em sua sede na 703 Norte sua 21ª  turma do Curso de Gnose, com 27 aulas e 9 meses de duração. Neste curso serão abordados de forma didática e prática os principais tesouros gnósticos.   Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília

A Mulher como Arquétipo do Eterno Feminino de Deus

A MULHER COMO ARQUÉTIPO DO ETERNO FEMININO DE DEUS   Maio é o mês das mulheres, das mães, das noivas, época em que a energia feminina é exaltada. Mas qual a origem do mês de maio levar este nome e ser o mês da mulher? Quais os mistérios que entrelaçam maio, a mulher, as mães? As tradições gnósticas estudam profundamente os mistérios da mulher, enfatizando ser o Eterno Feminino de Deus a energia universal que gera, nutre e absorve tudo que existe. Aliás, cabe aqui lembrar que os gnósticos dos primeiros séculos cristãos foram taxados de hereges – e brutalmente perseguidos, justamente por isso: por entenderem, ao contrário do clero fanático da época, que a mulher era divina (e não diabólica), inspiradora (e não tentadora) e que poderia ser mestra e sacerdotisa (e não apenas uma serviçal inferior). Samael Aun Weor, mestre gnóstico do século XX, fez uma releitura atualizada das tradições gnósticas através dos aspectos de manifestação do Eterno Feminino de Deus, esclarecendo que a mulher é a divina potência redentora para a autorrealização do casal. Para ilustrar esta visão gnóstica de Samael perscrutando as virtudes e as manifestações divinas do feminino,verifiquemos o que algumas das diversas tradições ensinam sobre a sabedoria das deusas femininas. No Egito antigo a deusa Maat, deusa da sabedoria e da Lei, oficiava as cerimônias de pesagem do coração, onde as ações do morto eram avaliadas com uma balança que comparava o peso de seu coração a uma pena de ave. Note a semelhança do nome Maat (pronuncia-se maiat) e o nome do mês Maio. Interessante também é o fato do número de Maatnos Arcanos Egípcios ser o 5, força que denota a ação da Lei no próprio Tarot Egípcio. Veja a profunda relação entre Maat, a Lei, a mulher como fazedora da justiça, o número 5 e o quinto mês do ano – maio. Note também que até hoje o símbolo da justiça é uma mulher com uma balança nas mãos… Na Grécia as tradições maáticas egípcias tomaram a forma da deusa Maya, senhora da primavera (cujo apogeu é no mês de maio no hemisfério norte), representando a fecundidade e a renovação da vida. Maya também é mãe de Hermes, deus da sabedoria. A Maya grega, de onde provém diretamente o nome do mês das mulheres, representa em síntese a vida e a sabedoria. Esta mesma sabedoria é representada por outra deusa grega, Sophia, que significa literalmente sabedoria, como na palavra filosofia (“amigo da sabedoria”). Para os gnósticos Pistis-Sophia, literalmente fé-sabedoria, significa que a Fé Consciente está na Sabedoria, e não na fé dogmática ou cega como pregam as religiões confessionais. Já na Índia, Maya representa um outro aspecto da energia feminina: a ilusão da materialidade, reportando-se à matéria como princípio feminino, através do qual o mundo foi gerado. O próprio termo matéria origina-se de “máter”, mãe. Aqui a Maya indiana denota a força que leva à manifestação material, tal qual a Prakriti dos Vedas ou a Geb egípcia (Gaia para os gregos – deusa da Terra, de onde vem o étimo de palavras como geografia ou geologia). De todas essas e de muitas outras deusas milenares observamos o poder da mulher de transformar a humanidade, dando-lhe vida, sabedoria, amor, justiça e materialidade. A mulher é realmente a senhora da transformação, aquela capaz de gerar, gestar, parir, nutrir, educar, manter e absorver todas as criaturas: de homens a deuses; da natureza terrestre a universos inteiros… Os verdadeiros homens e mulheres de sucesso são aqueles que harmonizam e desenvolvem os potenciais arquetipais do Eterno Feminino e do Eterno Masculino, faces dessa Inteligência Dinâmica Universal que chamamos Deus. Isso nos leva a uma incômoda indagação: como estarão homens e mulheres utilizando esta força universal de transformação feminina? De forma construtiva ou de forma destrutiva? Neste mês de maio, de Maya e de Maat, pense e sinta isso: a mulher tem o poder universal da transformação através do amor. Observe este poder, valha-se dele, invista nele, respeite-o, compartilhe-o com as mulheres de sua vida ! Sérgio Geraldo Linke é engenheiro e vice-presidente da Associação Gnóstica de Brasília

Ser Criança

Os Melhores Mestres Outubro é o mês da criança, época que voltamos nossos olhos para os pequenos e retornam ao nosso coração a ternura de belas memórias dos tempos em que não tínhamos preocupações, compromissos ou responsabilidades. Um tempo em que nos ocupávamos apenas de brincar e de estar com as pessoas com quem podíamos nos divertir. O que poucas pessoas sabem é que este arquétipo infantil de liberdade, de espontaneidade e de ludicidade está presente em todas as culturas e religiões como referência para a felicidade, para a divindade e para os paraísos celestiais. Disse o Cristo Jesus nos evangelhos apócrifos (aqueles não alterados por algumas instituições religiosas): deixai vir a mim as criancinhas, pois é dos que são como elas que é o reino dos céus. Ou seja, os céus são para as pessoas – mesmo adultas, com estado de espírito infantil, livre, espontâneo. Quem não se recorda do menino-azul Krishna, que travesso brincava com animais, plantas e riachos como se fossem seus amigos de infância e os tratava como irmãos menores ? Uma das principais virtudes das crianças é a confiança. Um menino de sete anos não está preocupado se há comida, se há abrigo, se haverá dinheiro para a roupa: ele simplesmente confia no provimento de seu pai e de sua mãe. Outra característica admirável das crianças é a liberdade, manifesta como a autorização para tudo fazer, para agir e ser desprendido de tudo, não se incomodando com o que os outros dirão, qual será seu julgamento, o que isso poderá prejudicá-la no futuro. Este desapego, esta livre-iniciativa, esta falta de amarras e de pré-conceitos deixa a criança solta para agir dentro de seus domínios. A espontaneidade nas crianças é algo digno de nota. Elas não avaliam os impactos de suas falas, de seu jeito, de suas ações. São desprovidas de dogmas sociais e de convenções morais. Não estão preocupadas em magoar, em dissuadir, em não serem sinceras. Sinceridade e espontaneidade caminham juntas na pureza de uma criança. Entre tantas, talvez a pureza das crianças seja a virtude que nós adultos mais admiramos. Uma menina de três anos, por exemplo, parece um ser que acabou de sair do paraíso. Não julga, não compara, não se preocupa. Sua função é brincar e descobrir o mundo. Aprender a viver e a ser feliz. Ocorre que com o tempo, com os maus exemplos, com a rudeza do mundo, com a exploração pelos adultos, as crianças deixam esse estado elevado de consciência e se tornam desconfiadas, presas, condicionadas e impuras. Perdem o estado edênico. Isso também é devido à má educação psicológica dada pelos adultos: ao invés de ensinarmos as crianças com o exemplo, as forçamos a fazer coisas que nós mesmos não fazemos; ao invés de mostrarmos para elas como é melhor não julgar os outros, respeitando-os em suas opções e limitações, nós, adultos, desde cedo plantamos nas mentes e corações infantis os vermes do julgamento dos demais, da comparação, da maledicência… Este é o mundo que estamos criando. Com nossos maus exemplos. Talvez por isso os Mestres da Humanidade sempre se referem às crianças para dar uma idéia aos adultos do que é o paraíso e do que é uma consciência livre. Por isso os caminhos espirituais que conduzem verdadeiramente à felicidade ensinam como conquistar o espírito infantil, enriquecido com a experiência e a sagacidade do adulto. A gnose, como busca pela sabedoria sintética, divulga técnicas especiais para que conquistemos este estado infantil, mediante o despertar da consciência e a busca pelo Íntimo ou Essência, ou, nas palavras de Samael Aun Weor – mestre gnóstico do século XX, este Ser dentro de nós que é um verdadeiro exército de puras crianças. Sérgio Geraldo Linke Presidente e Instrutor da Associação Gnóstica de Brasília

Projeção Astral

Projeção Astral Por que não usar as horas de sono para viver mais? Passamos um terço de nossas vidas dormindo, completamente à mercê de nosso inconsciente e subconsciente. Às vezes lembramos de nossos sonhos; noutras sequer recordamos de nossas experiências oníricas após uma noite de sono; em outras ocasiões, o sono ou os sonhos são tão agitados que mal conseguimos descansar o corpo físico, despertamos como se tivéssemos levado uma surra. Esquecimentos, pesadelos, belas paisagens, pessoas do passado, “coincidências”…  Por que isso ocorre ? A filosofia gnóstica ensina que enquanto o corpo físico é recuperado pelo corpo vital ou etérico, durante o sono, os corpos mais sutis, dentre eles a alma e o espírito vestidos de seu corpo astral, saem a “perambular” pelas dimensões invisíveis da natureza. Você já ouviu um zumbido logo depois de adormecer ou pouco antes de acordar ? Sonha que está flutuando ou voando rente ao chão ? Já sonhou com alguém e, no dia seguinte, assombrou-se com essa pessoa dizendo que também sonhou com você ? Ou ainda, já sentiu como se estivesse caindo de costas na cama pouco antes de acordar ? Todas essas são impressões vividas no processo de desdobramento astral. Dominar o desdobramento astral exige apenas conhecer a técnica e treiná-la. Não há perigo algum no desdobramento do corpo astral, pois passamos por esse processo de forma inconsciente e involuntária todas as noites enquanto dormimos. Qualquer pessoa dedicada e com o mínimo de equilíbrio físico e psicológico pode conseguir a projeção consciente e voluntária do corpo astral. Alguns dos resultados que podem ser obtidos com a projeção astral são: conhecer pessoalmente os planos invisíveis da natureza; entender melhor nossas reações psicológicas, uma vez que no plano astral é mais fácil investigar nossos mundos interiores; receber instrução e treinamento em escolas que somente existem no plano astral; conhecer fatos passados, inclusive nossas vidas anteriores; estudar durante as horas de sono, proporcionando uma super-aprendizagem. No gnosticismo moderno ensinado por Samael Aun Weor existem várias técnicas de projeção astral, com exercícios psíquicos, mântricos ou através de técnicas que utilizam  elementais da natureza (gato, grilo, ovo de galinha ou certas plantas). Ressaltamos que as técnicas gnósticas não preconizam a ingestão de qualquer substância química. Nos cursos regulares de gnose da Associação Gnóstica, são abordados os mais diversos assuntos ligados ao esoterismo gnóstico, dentre eles a Psicologia Tibetana, o Tantrismo e a Projeção Astral. Sérgio Geraldo Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica

O Tarot Egípcio como Livro Sagrado

O Tarot Egípcio como Livro Sagrado O Tarot Egípcio é um instrumento psicológico e intuitivo maravilhoso, sendo capaz de desvendar claramente o cenário oculto e sutil que se forma em torno de uma situação neste plano material. Como instrumento de precisão, o Tarot Egípcio traz uma série de símbolos, alfabetos e situações mitológicas que constituem verdadeiros arquétipos dos caminhos pelos quais a vida das pessoas pode ser direcionada, quer por vontade própria, quer pela ação das leis mecânicas da vida (o Karma). No país ensolarado de Kem (antigo Egito) o Tarot era um livro religioso, como o são hoje a Bíblia, o Alcorão, o Baghavat Gita. Neste sagrado livro egípcio estão contidas as leis divinas, as diretrizes morais e os ensinamentos iniciáticos que orientaram o esplendor dessa civilização maravilhosa que, há mais de 5.000 anos, inspirou cultural, científica e espiritualmente os gregos e romanos, por exemplo, que são a base de nossa civilização atual. Samael Aun Weor, Mestre Gnóstico do Século XX, escreveu vários livros sobre o Tarot, desvendando este fantástico instrumento mágico egípcio. O Tarot Egipcio é a fonte original de onde foram adaptados todos os outros tipos de Tarot. Ele é o mais completo e complexo de todos, exigindo maior preparo do operador. Por este mesmo motivo – de ser mais exigente com o operador, foi simplificado e dele derivaram vários outros tarots, inclusive o baralho de 4 naipes que conhecemos. As simplificações implicam em riscos devidos às aproximações, podendo inclusive redundar em erros e até em graves adulterações. Há dois tipos de leitores de Tarot: os intelectuais e os intuitivos. Leitores Intelectuais são aqueles que apenas estudam ou decoram o conteúdo de cada carta e saem interpretando como máquinas repetitivas o que está escrito em livros. Normalmente são pessoas meramente curiosas que almejam utilizar o Tarot para desvendar seu futuro ou para resolver questões imediatas. Já os leitores intuitivos do Tarot, aqueles para os quais o Deus Egípcio Thoth desvenda seu Sagrado Livro, utilizam o instrumento egípcio como arquétipo inspirador de suas próprias mensagens intuitivas internas, onde não há espaço para teorizações, repetições mecânicas ou dúvidas – o Tarot torna-se uma interface simbólica precisa do próprio operador. O Tarot Egípcio pode ser utilizado de forma Iniciática ou Oracular. O modo Oracular é aquele em que valemo-nos do Tarot para nos indicar a tendência invisível de cada situação. Dessa forma, o Livro de Thoth é capaz de nos mostrar quais elementos invisíveis estão atuando para o desfecho de determinada circunstância, sejam eles de origem interna das pessoas envolvidas, seja devido à situação externa (relacionamentos) em questão. Também é possível perscrutar o que a Lei Divina reserva para determinada situação. Já o Tarot utilizado de forma Iniciática é capaz de nos indicar, com base na mitologia  egípcia, por quais provas estamos passando (ou iremos passar), como nos sairmos bem delas, que tipo de virtudes devemos desenvolver para trilhar a senda iniciática e como obter auxílio divino para tanto. Associação Gnóstica de Brasília promove o curso básico de Tarot Egípcio, onde através de aulas teóricas e práticas, serão ensinados o conteúdo de cada um dos 22 Arcanos Maiores, os Métodos de Leitura, a Consagração do Tarot e como utilizar o Livro de Thot de forma oracular e iniciática. Sérgio Geraldo Linke Presidente e instrutor da AGB

O Cristo Íntimo e o Natal do Coração

O Cristo Íntimo e o Natal do Coração A época de Natal desperta em todos nós muitos sentimentos sublimes, como a vontade de estar com a família, ímpetos de solidariedade, a expectativa pela ceia de Natal, pelos presentes, a visão das árvores iluminadas, os presépios, o Bom e Velho Papai Noel. A visão histórica que temos do Cristo Jesus foi incutida durante séculos no ocidente pela cristandade institucionalizada, colocando em Jesus uma figura pronta, de escolhido, de único filho de Deus. O que poucos sabem é que o natalício de Jesus Cristo é a comemoração de um evento iniciático ocorrido com um cidadão judeu chamado Jeshua Ben Pandirá, que se preparou intensamente para o Advento dessa Força Universal chamada de Cristo. O Cristianismo Primitivo, pregado pelos gnósticos dos três primeiros séculos de nossa era, ensina que Jesus foi um grande mestre e iniciado que trabalhou intensamente a ponto de despertar em si mesmo as potências do Salvador Salvandus, o Cristo Íntimo, o Logos do Amor. Ensina também a Gnose que outros grandes iniciados, em distintas culturas e épocas, alcançaram este mesmo grau iniciático ou evolutivo – a Cristificação: Apolo na Grécia, Osíris no Egito, Fo-Ji na China, Krishna na Índia, Quetzalcoatl entre os astecas e tantos outros foram grandes iniciados que se Cristificaram. E há muitas “coincidências” em suas vidas: todos nasceram de uma virgem e sempre no solstício de inverno, todos apareceram em condições de pobreza, todos enfrentaram traidores, todos tiveram doze apóstolos, todos morreram martirizados para salvar seu povo, todos deixaram sua vida como lição, todos foram âncoras de religiões que os perpetuaram… Quando ampliamos nossa visão sobre o Natal, vendo o nascimento do Cristo como a conquista de um altíssimo grau iniciático, podemos compreender muito melhor todos os símbolos que fazem esta linda festa de Confraternização e de Amor todo final de ano. Os pinheiros iluminados representam a conquista dos dez sefirotes em nossa Árvore da Vida, como ensinam os cabalistas. O Papail-Noel, velho bondoso, obeso e que premia com presentes quem se comporta, representa o Pai Interno ou nosso Real Ser Interior Profundo, como ensinam os gnósticos. Ele premia seu filho com presentes (virtudes) quando ele “se comporta bem durante o ano”. O presépio, instituído por São Francisco de Assis no século XIII, traz todos os símbolos do processo iniciático da Cristificação: a estrela-guia representa Stella-Maris, a Virgem do Mar, a Mãe Divina que todos trazemos dentro de nós; os três Reis Magos denotam a purificação da Mente, das Emoções e da Vontade. O estábulo representa o pobre estado humano em que se encontrava o iniciado quando se preparava para o nascimento de seu Cristo Íntimo, no meio de animais (suas imperfeições ou ego). Os sinos de natal estão a todo instante badalando como que chamando-nos para despertar nossa consciência, para acordarmos para a necessidade de engendrar, dentro de nós mesmos, esta força universal chamada Cristo. Por isso, neste Natal de família, de confraternização e de comércio, lembremo-nos sempre da verdadeira origem do natalício de Jesus: ensinar que todo homem e toda mulher podem despertar em seu próprio coração o Cristo Individual, Íntimo, mediante intensos trabalhos de purificação. Esta é a verdadeira síntese da Senda da Iniciação. Samael Aun Weor, mestre gnóstico do século XX, sintetiza de forma sublime todo este processo ao dizer: De nada terá valido o Cristo ter nascido em Belém se não nascer também em nosso coração.   Sérgio Geraldo Linke – presidente da AGB

O Budismo, a psicologia Gnóstica e a Felicidade

O Budismo, a Psicologia Gnóstica e a Felicidade A filosofia budista sempre nos atraiu não somente pelo exemplo de vida de seu maior mestre, Sidartha Gautama Sakia Muni, o Buda, mas também pelos tesouros psicológicos do budismo que podem levar à libertação do sofrimento causado pela ambição e pelo apego. Mas, afinal, o que há de comum entre a Filosofia Budista e a Moderna Psicologia Gnóstica do Auto-conhecimento ? A resposta é tão simples quanto profunda: A felicidade. Sim, a felicidade, esta sensação de bem-estar e integralidade íntima que adquire quem trabalha sobre si e desperta sua consciência. E tanto a Psicologia Gnóstica quanto o Budismo têm em comum o objetivo a ser alcançado para a conquista da verdadeira felicidade: a aniquilação do ego. O Budismo e a Gnose têm um conceito diferente de Ego que a maioria das correntes filosóficas e psicológicas ocidentais. Para a Gnose o Ego constitui aqueles nossos defeitos psicológicos que  levam ao adormecimento da consciência, ao erro e à dor. O Ego, para o Budismo e para a Gnose, constitui o conjunto de valores negativos que na cristandade ocidental foram qualificados como os 7 pecados capitais: ira, orgulho, preguiça, gula, luxúria, inveja, avareza. Na Psicologia do Auto-conhecimento o ego é múltiplo, é manipulador, somente quer sua satisfação custe o que custar, mesmo que seja a dor do ser humano e de seus semelhantes. Você se recorda a última vez que teve um ataque de ira ? Observou em si mesmo quais foram as causas exteriores que provocaram o desequilibro por ira ? Quais movimentos internos, lembranças, julgamentos foram efetuados naqueles instantes para levá-lo ao descontrole ? As causas externas, talvez o comentário de uma pessoa, são legítimas para provocar tal ataque de ira ? Quais foram os prejuízos e impactos mentais, emocionais e físicos causados pelo caos interior decorrente da ira ? Você conseguiu digerir conscientemente todos os movimentos e conseqüências do ataque de ira ? Afinal, quem, dentro de nós mesmos se movimenta e provoca esta explosão descontrolada ? A resposta é simples: justamente o chamado Ego da Ira, o qual pode ser observado, analisado, compreendido e depois eliminado. Mas você deve estar se perguntando: se o ego da ira for eliminado, o que restará ? Exatamente a virtude da Serenidade, da Tranqüilidade, da Paz Interior. É neste ponto justamente onde é feita a conexão entre a Gnose, a Eliminação do Ego e Felicidade. Alguém que, mediante um intenso e maravilhoso trabalho sobre si, conseguiu eliminar seus egos, adquire as virtudes correspondentes: da ira à serenidade; do orgulho à humildade; da preguiça à determinação; da gula à temperança; da luxúria ao respeito ao sexo; da inveja à admiração pela conquista alheira; da avareza à generosidade. Atualmente a Moderna Psicologia Gnóstica de Samael Aun Weor ensina várias técnicas para a eliminação do ego: Lembrança de Si, Chaves para Auto-Observação, Transformação de Impressões Psicológicas, Meditação para Estudo do Ego, Transmutação das Energias Criadoras para eliminação do Ego. Como dizia Lao Tzé, se “o homem é o maior inimigo dele mesmo” podemos encontrar a felicidade eliminando os aspectos negativos deste nosso inimigo, ou seja, eliminando nosso próprio Ego. Associação Gnóstica promove seu já tradicional Curso de Gnose, onde, além de muitos outros assuntos, são ensinadas e praticadas todas as técnicas de eliminação do ego preconizadas pela Psicologia Gnóstica e pelo Budismo. Consulte nossa programação. Sérgio Geraldo Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília

Morte – Por que Muitos a Temem ?

Morte – Por que Muitos a Temem? No início de novembro se comemora no Brasil o Dia de Finados, feriado dedicado àqueles que já se foram de nossa convivência física. Por isso nesta edição descreveremos alguns dos conceitos gnósticos sobre a espiral da vida e sua inflexão, conhecida como morte. Provavelmente a maior questão a que se propõem responder filósofos e religiosos é justamente sobre a transitoriedade da vida e o seu suposto fim. Muitas pessoas vêem na morte o fim de tudo; outras a vêem como a conclusão de um ciclo; já outras se esquivam até de falar dela; para alguns ela é terrível; para outros a salvação; para muitos é transitória, antes de um novo nascimento. O fato é que a Morte é um dos maiores mistérios da Vida e através de seu estudo poderemos entender a chave da vida. Samael Aun Weor, filósofo gnóstico do século XX, ensina que a Morte é apenas uma etapa em muitas de nossas existências, através das quais temos a oportunidade de despertar a consciência. Assim como não temos consciência da realidade de muitos dos fenômenos naturais e psicológicos da vida (como quando estamos dormindo, por exemplo), não temos consciência do que ocorre durante e depois da morte do corpo físico. De acordo com os postulados gnósticos, para a maioria das pessoas três fenômenos cercam o completo desconhecimento do que é a Morte. O primeiro fenômeno está ligado ao Medo do Desconhecido, pois é impossível ter verdadeira experiência sobre o que ocorre após a partida deste plano físico enquanto não se domina técnicas psicológicas como a Projeção Astral, ou o Acesso a Vidas Passadas, ou mesmo a Meditação Interior Profunda, ou ainda até que se estude (não apenas de leia) obras maravilhosas como o Bardo Todol – O Livro Tibetano dos Mortos, o Popol Vuh – O Livro Maia dos Mortos ou mesmo o Livro Egípcio dos Mortos – todos verdadeiras obras-primas da filosofia e da mística de antigos povos. O segundo fenômeno que cerca a Morte diz respeito ao Apego. É impossível encarar com serenidade a Mãe Morte, como diziam os antigos gnósticos, enquanto não se desperta a consciência e não se constata a transitoriedade da vida, desapegando-se de tudo aquilo que entendemos como nossos afetos, nossos bens, nossos parentes, nossos títulos, nosso corpo físico, enfim, tudo que o Ego imputa como de propriedade de uma mente e de um conjunto de memórias que nos ligam a outras pessoas. Destaque-se, entretanto, que desapego não significa desamor, falta de consideração e agradecimento ou falta de reconhecimento pelas dádivas que a divindade nos brinda. O terceiro fenômeno ligado à Morte refere-se ao Comodismo, ou seja, como ensina a Psicologia Gnóstica do Auto-conhecimento, para que haja o novo é necessário que o velho se transforme, seja substituído, e quando falamos em corpo físico esta transição se chama de Morte. Como pode alguém encarar a morte com naturalidade se mesmo em vida não quer mudar, não quer deixar o velho (os traumas, o passado) para trás, não quer Morrer em Si Mesmo e passar pela Morte Mística Psicológica, como ensina o Livro Egípcio dos Mortos. Por isso, para os amantes da sabedoria iniciática conhecidos como gnósticos, a Morte é algo inerente à vida, fazendo parte dela e constituindo-se apenas na visão “do lado de cá do muro” para aqueles que ainda não deixaram o corpo físico. Nesta época de finados em que lembramos nossos mortos, façamos uma reflexão interna parafraseando São Francisco de Assis, quando exortava sobre a Morte Mística de nossos defeitos psicológicos: “É morrendo que se nasce para a Vida Eterna”. Associação Gnóstica de promove o Curso Prático Extensivo de Gnose, onde são abordados riquíssimos temas filosóficos e místicos do Gnosticismo, inclusive o da Morte Mística. Sérgio Geraldo Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília

Kabbalah – A Verdade Revelada

Kabbalah – A Verdade Revelada Chegará o dia em que todos os seres humanos saberão o que é Kabbalah, é o que dizem antigas profecias cabalistas. Atualmente esta sabedoria oculta é acessível a qualquer pessoa com disposição para estudá-la. Mas nem sempre foi assim, já que, por muitos séculos, somente judeus homens com mais de 40 anos tinham acesso aos textos sagrados desta tradição. Nossa geração cumpre essa profecia, afinal, a filosofia cabalística é cada vez mais divulgada no mundo todo, seja por virar moda entre grandes celebridades ou por despertar o interesse de curiosos à procura de algo que esclareça dúvidas existenciais. Mas, para os estudiosos da sabedoria cabalística, o verdadeiro motivo do crescente interesse de pessoas das mais diferentes religiões e culturas pela Kabbalah é muito claro: a humanidade ter chegado a um nível de egoísmo tão elevado que o anelo pela luz e pelo reencontro com Deus se transformou em uma necessidade cada dia mais forte e intensa. Mas, mesmo em evidência, a Kabbalah não perdeu sua aura misteriosa. Poucos sabem que sua sabedoria não pode ser definida simplesmente como uma corrente mística do judaísmo. Isso porque a Kabbalah, em essência, é o contato entre Criador e criatura. Mais especificamente, é um sistema de adequação do ser humano para que ele possa receber aquilo que o Criador tem para doar, ou seja, o bem absoluto. Há quem afirme que esse sistema é nada menos que a fonte infinita de sabedoria cósmica, a chave para desvendar os mais profundos mistérios do universo e da existência. Se a essência da Kabbalah não está associada ao judaísmo, o mesmo não se pode dizer das mensagens ocultas que ensinam os métodos para adquirir esse conhecimento. Quando Deus ditou a Torá (o grande livro do judaísmo, correspondente aos cinco primeiros livros da Bíblia) a Moisés no Monte Sinai, estabeleceu quatro níveis de entendimento para o texto sagrado: Peshat, o significado literal, o modo simples da mensagem; Remez, que inclui alusões e insinuações alegóricas; Drash, a interpretação metafórica mais aprofundada; e Sod, o nível mais profundo, oculto e simbólico, em que se inclui a Kabbalah. A obra de maior importância para os cabalistas é o Zohar, o Livro do Esplendor, escrito há quase dois mil anos. Trata-se de uma interpretação do manuscrito cabalístico mais antigo, o Sêfer Ietsirá ou Livro da Formação, cuja autoria é atribuída ao patriarca Abraão. Segundo o Zohar, o universo é regido por leis espirituais precisas de ação e reação, causa e efeito. Todos esses textos – apesar de já poderem ser lidos por qualquer pessoa que tenha interesse sobre temas como a criação do universo, a vida após a morte e a evolução espiritual, em geral, não são de fácil compreensão. O motivo é simples: tratam de realidades espirituais totalmente desconhecidas pelo ser humano comum, que não podem ser vistas, ouvidas nem captadas por nenhum dos cinco sentidos. São escritos, portanto, na chamada “linguagem dos ramos”, que utiliza conceitos que a nossa mente pode entender para se referir às raízes de tudo o que existe, que estão nos planos espirituais. Para apreendê-los, é preciso um esforço que transcenda o mundo físico, o desenvolvimento de um sexto sentido que só pode ser criado a partir de uma forte intenção em direção à Divindade. Há quem afirme que a Kabbalah é nada menos que a fonte infinita de sabedoria cósmica, a chave para desvendar os mais profundos mistérios do universo e da existência – A Gnosis Universal. O Grande Cabalista Samael Aun Weor, em vários de seus livros e conferências, desvendou os mais fabulosos mistérios da Kabbalah prática para a Era de Aquário, trazendo a Luz da Verdade a todos que tenham  o anseio em iniciar a grande jornada para a felicidade integral do Ser. Sérgio Geraldo Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica

FENG-SHUI

FENG-SHUI Como Está a Harmonia Energética de Seu Ambiente? O homem é um ser cujo humor, produtividade e saúde dependem da harmonia do ambiente em que ele vive e trabalha. Há lugares em que nos sentimos bem e não temos vontade de sair. Porém há outros ambientes que não vemos a hora de ir embora, com a intenção de nunca mais voltar. O que estará por trás dessa simpatia ou antipatia por ambientes ? Por que nosso humor varia tanto de um local para outro ? Por que repousamos tão bem em alguns locais e levantamos parecendo que levamos uma surra quando descansamos em outros ? Por que nossa motivação e produtividade profissional variam tanto com a localização e o lay-out de nosso escritório ? A harmonização energética dos ambientes, geralmente invisível ou subliminar, traz respostas a essas questões. Existem duas técnicas para o diagnóstico, análise e correção de ambientes em desarmonia energética. Uma delas é a milenar arte chinesa taoísta do FENG-SHUI (lê-se fong-shuei na boa pronúncia chinesa) e a outra é a moderna DOMOLOGIA, ciência européia que se baseia em princípios de radiônica e de radiestesia. O FENG-SHUI há mais de 5.000 anos descreve os princípios para a escolha do terreno e dos materiais de construção, definição da distribuição dos cômodos na planta da edificação e a correta escolha e localização de móveis e elementos decorativos, de forma a equilibrar os 5 elementos chineses (fogo, terra, metal, água e madeira) e a permitir a perfeita circulação de energia (c’hi) pelo imóvel. O objetivo principal do Feng-Shui é desobstruir a circulação do C’hi ou energia vital, possibilitando a livre fluência das emanações naturais que nos alimentam o corpo e o espírito. Quando a energia vital fica estagnada em um ambiente temos os chamados SHARS ou Flechas Envenenadas (emanações negativas provenientes de esgotos, pontos geopatogênicos, etc.), cuja eliminação é imprescindível para a saúde energética de um ambiente. Algumas recomendações gerais para uma melhor harmonia energética nos ambientes são: * Procure equilibrar a distribuição dos 5 elementos chineses nos cômodos, lembrando que os objetos não têm seu elemento definido apenas pela matéria de que são feitos, mas também pela sua forma e cor. Assim, objetos pontiguados correspondem ao elemento chinês fogo e objetos brancos correspondem ao elemento chinês metal. * Procure ter sempre presente, principalmente na sala e no quarto do casal, um pantaclo ou símbolo sagrado (crucifixo, símbolo do TAO, cruz ansata egípcia, bá-guá chinês, etc.). Os símbolos sagrados, além de lembrarem a presença divina, são poderosos irradiadores e distribuidores da energia vital (c’hi). Por tudo isso, vemos que o FENG-SHUI é uma ferramenta  utilíssima para a qualidade de vida e para a felicidade das pessoas. Que tal você dar, a partir de agora, importância para os invisíveis e antes desconhecidos aspectos da sempre presente influência energética dos ambientes ? Sérgio Geraldo Linke, engenheiro e presidente da Associação Gnóstica

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