Associação Gnóstica de Brasília

Precisa Mudar, Renascer? Aconchegue se no ventre de Gaia!

PRECISA MUDAR, RENASCER? ACONCHEGUE-SE NO VENTRE DE GAIA! Renascer no útero de Gaia é uma possibilidade de resgate da nossa conexão original e divinal para uma vida mais livre e feliz. Na verdade, nossa verdadeira natureza é plena, realizada e harmoniosa para com todos os Seres e irmãos filhos de Gaia, a Grande Mãe Terra. A vida corrida, comprometida com as obrigações e lutas materiais, nos afasta da ligação com o que realmente somos em Essência. Envolvidos com as crises ilusórias do cotidiano, como que num nó no tecido da teia de nossa vida, nos emaranhamos cada vez mais em falsas crenças formuladas por ressentimentos, julgamentos, frustrações, traumas e incompreensões dos processos existenciais. E a brutalidade na qual se encontra nossa sociedade, cheia de desigualdades e de consumo inconsciente, que sujeita suas meninas, mulheres e mães a um plano secundário, só nos afasta dos Divinos Valores da Mãe Primeva, dessas divinas vibrações arquetipais que podem nos Regenerar a alma. Esses emaranhamentos vão se tecendo através das relações familiares, sociais, profissionais e até religiosas que construímos desde nossa ancestralidade até os dias atuais, e também desde nosso DNA até o Inconsciente Familiar e Social, os chamados campos morfogenéticos. Felizmente, através da Gnose, podemos buscar o Conhecimento dos Mistérios da Terra e do Céu e encontrar a Sabedoria, desfazendo-nos não somente desses nós como também, através da Tomada de Consciência, auxiliando o Ser Humano a conseguir resgatar a religação com sua Essência Divina, como que num renascer para uma nova vida. É neste ponto que a técnica do Renascimento tem semelhança com a Gnose. Através do Renascimento, temos a possibilidade de revisitarmos nossa própria história, compreendendo as más impressões do passado, para que se possa reescrever esses acontecimentos de um ponto de vista mais consciente. A Deusa Gaia, representação mitológica grega da Grande Mãe Terra, é também um dos aspectos do Eterno Feminino de Deus, a representação da Grande Progenitora de todo Ser Vivente deste planeta. Todo filho doente, carente, em prova, cansado ou machucado, sempre necessita do colo acolhedor, nutridor, sapiente e amoroso de sua Mãe. Contudo, como disse o sábio Samael Aun Weor, “quando o Filho se esquece de sua Mãe, se extravia no erro e cai em desgraça”. É assim que, na maioria das vezes de nossas existências, temos agido e acabamos por nos distanciarmos de quem mais poderia nos acolher, proteger, cuidar e ajudar: Nossa Grande Mãe, a Mãe de Todas as Mães – Gaia. A representação da maternidade em nossas vidas pode ser reconhecida através das relações que temos com todas as mulheres do mundo e, em especial, devido às ligações e suas proximidades, com as avós, mãe, tias, irmãs, filhas, amigas, esposa, namorada, professora, médica, cozinheira etc. A Gnose nos proporciona técnicas muito eficazes para revisitarmos, vermos sob outros ângulos, revalorizarmos e desemaranharmos (tornarmos resolvidos e fluidos) os relacionamentos que todos temos com “as mulheres de nossas vidas”. Também podemos perceber o Eterno Materno de Deus no alimento que a Mãe Terra nos provê e no cuidado que todas a fêmeas das milhares de espécies existentes têm com suas crias. Podemos ver essa manifestação materna, ainda, até na natureza amorosa e cuidadora de homens especiais, aqueles que alcançaram os Mistérios do Feminino, como um amoroso Francisco de Assis cuidando dos leprosos ou um sábio Jesus pedindo à Magdalena que, através de seu Verbo maternal, expusesse a todos os discípulos a Sabedoria do Pleroma (Plenitude Edênica), como exposto no Livro Gnóstico de Pistis Sophia. É por isso que voltar ao útero de Gaia, para sentirmos novamente a conexão com o maior amor que existe em nós, é urgente e é a forma mais direta de revertermos um caminhar de equívocos que só tem trazido sofrimento ao filhos da Terra. Quando começamos a observar e viver a manifestação dos Eternos Masculino e Feminino de Deus dentro de nós, não só em devoção mas também em ações equilibradas e equilibrantes, podemos Renascer no que precisarmos e nos Reconectar com a Sagrada Energia do “Duo-in-Uno” da criação, onde está manifesta nossa Amada Mãe Divina que nos inspira a reconhecer a Majestade de Gaia ! “Ela, tua Mãe, tudo ouve, tudo sente e sempre te acolhe…” Alessandra Espineli Sant´Anna é engenheira, mãe e líder gnóstica

Gnose: não basta se autoconhecer, é preciso ser realmente feliz e colaborar para um mundo melhor!

Gnose: não basta se autoconhecer, é preciso ser realmente feliz e colaborar para um mundo melhor ! A Divulgação do Ensinamento: Neste mês de agosto de 2021 iniciaremos nossa 13ª turma do Curso de Gnose na Associação Gnóstica de Fortaleza – AGF, de modo online devido à necessidade de cuidados sanitários frente à pandemia. Neste formato de curso, com 27 aulas e um encontro por semana com práticas em todas as aulas, já são mais de 100 turmas (isso mesmo, uma centena) de treinamentos gnósticos ministrados ao longo de 36 anos em várias cidades do Brasil. Hoje oferecemos também o formato à distância, para permitir que mais pessoas usufruam dos tesouros gnósticos. E a AGF não está só: há inúmeras instituições gnósticas que divulgam os ensinamentos de Samael Aun Weor, mestre estruturador da Gnose Contemporânea. Hoje há pelo menos uma instituição gnóstica em cada cidade brasileira com mais de 50.000 habitantes. São grupos de todos os tamanhos, divulgando e ensinando a Sabedoria da Síntese, o Conhecimento que leva à Autotransformação. O que é Gnose ? Mas afinal o que é Gnose ? Como ela pode nos ajudar na vida atual ? Quais valores ela pode nos transmitir em uma sociedade como a nossa: tecnológica, capitalista, consumista, digital e que vem se esquecendo dos atributos da alma ? O maior tesouro da Gnose é nos dar consciência de nosso papel no mundo e de como podemos colaborar para fazê-lo melhor. Por isso que Gnose significa literalmente Sabedoria, Conhecimento Prático Superior, Tecnologia Divina para a evolução humana. Na antiga Grécia a Gnose manifestou-se principalmente como um conhecimento filosófico superior, conquistado em revelação por méritos próprios, uma sabedoria do “pneuma” (espírito) e do “cosmos” (ordem natural) como um todo. Gnose na Grécia era sabedoria experimentada no Macrocosmo e no Microcosmo. Quando a Gnose foi incorporada pelo cristianismo nascente, nos três primeiros séculos a nossa era, com os apóstolos e apóstolas fortemente influenciados pela filosofia grega (como Marcos, Magdalena, Marta e Paulo, por exemplo), o gnosticismo ensinou um conhecimento mais profundo das verdades dogmáticas, até dispensando a “crença sem comprovação ou lógica”, um nome mais apropriado para as esguias “verdades de fé”. Esses dogmas foram impostos pelas instituições humanas de poder, os quais deveriam ser aceitos pelos amedrontados fieis sem discussão ou investigação. Aqueles que não acatavam tais dogmas, os que ousavam pensar diferente, foram violentamente perseguidos como “perigosos hereges”. Foi o caso dos primeiros gnósticos cristãos. Os Sete Princípios Gnósticos: Neste século XXI podemos dizer que a Gnose se assenta em 7 grandes princípios, 4 deles ligados ao Conhecimento Humano e os outros 3 apontando diretamente para a Prática Gnóstica Moderna. Utilizando a Geometria Sagrada, podemos imaginar um templo grego sustentado por 4 colunas e mais o teto disposto como um triângulo, com uma viga horizontal e duas estruturas inclinadas encontrando-se numa cumeeira. Aí estão os 7 Princípios Gnósticos da Arquitetura do Espírito. Os 4 pilares espistemológicos (do conhecimento) nos quais se sustenta a Gnose representam a terra, a materialidade (a Lei do 4). São eles a ciência, a filosofia, a arte e a mística. Toda e qualquer abordagem gnóstica moderna observa essas 4 visões de mundo: para a gnose nada pode ser contra a ciência ou não comprovável (por isso a Gnose é adogmática); tudo deve buscar a essência das inquietudes humanas (daí a ética e a metafísica filosófica gnóstica); nossa alma se expressa por símbolos e entende a linguagem da arte, com sua estética e harmonia, por isso as músicas clássicas, as grandes pinturas, esculturas e monumentos têm muito a nos ensinar – na arte há sabedoria; e, por último, a gnose vai além da religião (sistema humano para entender Deus), inclusive buscando a divindade além da própria espiritualidade (sede dos seres humanos pelo sagrado), ao enfatizar a mística gnóstica (experiência direta do divino) como alimento para a alma. A cobertura triangular do Templo Gnóstico Interior representa o céu (a Lei do 3) e se expressa nos chamados Três Fatores para a Revolução da Consciência, entendendo-se a palavra Revolução no seu sentido original, de re-evoluir, transcender, ampliar, sair do estado limitante original. Esses 3 Fatores orientam a Via Iniciática Gnóstica, constituindo as ferramentas de que se vale o aspirante para trilhar o caminho: Morrer nos Defeitos Psicológicos, Nascer pela Transmutação das Energias Criadoras (sexuais) e Servir Desinteressadamente a Humanidade, cooperando com todos os seres. Gnose: a arte da felicidade ! Na didática moderna da Gnose ensinada por Samael Aun Weor em seus mais de 80 livros, sempre com o objetivo de alcançar a Felicidade Integral do ser humano, esses 7 grandes princípios são conquistados não só pelo estudo teórico, mas principalmente pela realização constante de Exercícios Psicológicos e Espirituais. Tais práticas vão dos Mantras sagrados à Meditação Profunda; do estudo dos Sonhos à Projeção Astral; da lembrança de Vidas Passadas à busca de nossa Missão na vida atual; do conhecimento de nossos Karmas (dívidas perante a natureza) ao uso dos Darmas (virtudes dadas por Deus) para anular esses efeitos kármicos; da Psicologia do Autoconhecimento à Alquimia da Autotransformação; da caridade inconsciente ao Sacro-Ofício consciente de Servir ao próximo. A meta da Gnose é a Autorrealização completa, mediante o Despertar da Consciência, em todas as áreas: espiritual, psicológica, familiar, social, profissional, física, mental, emocional… E com essas conquistas construirmos um mundo melhor, onde todos os seres possam se desenvolver e realizarem consciente e ativamente a Grande Obra de Deus. Por isso a Gnose é a arte da felicidade, ao nos disponibilizar esses 7 princípios espirituais e nos ensinar a aplicá-los em nós mesmos, com trabalho interior constante, sem esperar milagres ou fantasiosas e fáceis graças divinas externas. Agora convidamos VOCÊ a construir, dentro de si mesmo, este Templo de Sabedoria Gnóstica em 7 grandes partes. O ensinamento gnóstico é o Projeto para que você seja o Construtor de Si Mesmo, de sua própria felicidade ! Inscreva-se no Curso de Gnose e comprove. Sergio Linke é engenheiro e instrutor de Gnose

Pós-pandemia: Como Podem nos Ajudar a Neurociência, a Psicologia Positiva e o Renascimento Integrativo.

PÓS-PANDEMIA: COMO PODEM NOS AJUDAR A NEUROCIÊNCIA, A PSICOLOGIA POSITIVA E O RENASCIMENTO INTEGRATIVO Prepare-se desde já para o mundo pós-pandemia Nosso mundo vive hoje um grande antagonismo: por um lado nunca foi tão fácil ter-se relacionamentos, principalmente através de grupos virtuais das redes sociais; por outro, nunca os relacionamentos foram tão superficiais e descartáveis. Mas é possível aprender a investir em relacionamentos úteis e saudáveis, evitando dores e ferimentos afetivos? Como ensina o Buda, “todos os seres humanos buscam libertar-se do sofrimento” e, nas palavras do também iluminado contemporâneo Samael Aun Weor, “o desejo e o ego são as raízes do sofrimento”. Nesta pandemia do Coronavírus, muitas pessoas tiveram traumas pela perda de parentes e amigos, ou pelo estresse de falta de renda, ou de ficar muito em casa, pelo medo da infecção, pelas alterações na rotina profissional, mudanças profundas no funcionamento familiar, crianças em casa, atritos conjugais, afastamento de parentes e amigos etc. Tudo isso marcou profundamente as pessoas, em maior ou menor grau. Entretanto, quanto à pandemia, uma luz já é vista no fim do túnel, com a volta às atividades presenciais e a um mundo de menor afastamento social. E sairá na frente quem se preparar previamente para este mundo novo-velho-normal. Neste mundo pós-pandemia, com home office, afastamento social e ainda mais aproximação digital virtual, é importante aproveitar para (re)construir nossos relacionamentos em outras bases, de forma profunda e sincera, tornando-os sinérgicos e com resultados para todos. E para isso a Neurociência, a Psicologia Gnóstica Positiva e o Renascimento podem ajudar! A Neurociência e os Relacionamentos Saudáveis A Neurociência estuda como o nosso cérebro e sistema nervoso funcionam, permitindo uma abordagem bioquímica de nossos anseios, processos cerebrais e reações fisiológicas, as quais expressam-se, por exemplo, pelos neurotransmissores, levando-nos a comportamentos psicológicos específicos. Quando estamos em estresse ou em depressão, por exemplo, toda a nossa bioquímica fica alterada, dispondo-nos para o estado de alerta, para a irritação, para a tristeza, para a prostração. Por outro lado, quando estamos felizes e nos sentimos bem num ambiente ou com pessoas a nós agradáveis, todo o nosso aparato químico e psíquico literalmente se ilumina, dando-nos uma agradável sensação de bem-estar, que pode durar dias. E neste ponto entram os bons relacionamentos, aqueles chamados de saudáveis ou não tóxicos: você reconhece quais relacionamentos lhe são prejudiciais? Consegue verificar e tomar consciência do que eles fazem em sua psique e em seu corpo/sistema nervoso? E como isso pode se somatizar em dores, incômodos, fadiga, distúrbios do sono, desequilíbrios digestivos, irritabilidade? Pode um relacionamento agradável no presente também ser tóxico e prejudicial a longo prazo ? É exatamente neste ponto que a Neurociência e a Psicologia Gnóstica se encontram, com o uso de técnicas nos dois sentidos, tanto do bioquímico para o psíquico, quanto do psíquico para o bioquímico, numa via complementar e de mão-dupla. A Psicologia Positiva Gnóstica e o Bem-estar total No Budismo existe a busca da iluminação, de um estado psíquico e espiritual nirvânico ou de paz e tranquilidade, felicidade e libertação dos desejos e apegos. Na Psicologia Gnóstica ensinada por Samael Aun Weor a busca é a mesma, de um despertar de consciência para a manifestação plena de nossas virtudes, as chamadas Flores da Alma. Por isso podemos dizer que Samael foi um dos grandes precursores da Psicologia Positiva, ao ensinar há mais de 70 anos os caminhos que levam à felicidade e ao bem estar, não focando necessariamente nos problemas psicológicos, nas patologias e nos desequilíbrios psíquicos. Dessa forma, a Moderna Psicologia Positiva Gnóstica busca nutrir, reforçar e manter o bem-estar das pessoas, utilizando técnicas de harmonização mental, emocional e espiritual, como a  equalização de campos morfogenéticos ancestrais, a meditação, os mantras, a visualização criativa, os decretos neurocientíficos e o renascimento integrativo. O foco da Psicologia Positiva Gnóstica é na felicidade, no otimismo, nas virtudes do Ser. O Renascimento Integrativo para uma adaptação rápida ao mundo pós pandemia Renascimento ou Rebirthing é um método de respiração consciente, capaz de promover um profundo autoconhecimento e desenvolvimento através de uma integração corporal, emocional e mental. Renascer é dar um novo significado para nossa vida nos mais diversos aspectos, inclusive o do momento em que viemos ao mundo. O ato de respirar conscientemente traz a ressignificação da nossa história, e ao mesmo tempo, gera novos espaços para manifestarmos o ser espontâneo e criativo que somos, mas que pode estar latente. O renascimento dissolve bloqueios mentais, age diretamente nos órgãos internos melhorando a saúde física. Além disso, diminui o stress, proporcionando um relaxamento profundo e promovendo, assim, uma conexão profunda com nossa psique, na sua expressão espiritual. Com o Rebirthing podemos renunciar ao passado de forma profunda, limpando-nos e libertando-nos de pseudoculpas e traumas ilusórios, aprendendo a amar em realidade a essência de nossos pais, mães, filhos, cônjuges, sócios, amigos e até nossos ex-relacionamentos. Quando resolvemos nosso passado em todos os níveis psíquicos, podemos ter discernimento em nosso presente para construir um futuro virtuoso, com relacionamentos saudáveis, empáticos e positivos para todos. O Triângulo Virtuoso: Neurociência, Psicologia Positiva e Renascimento. Sérgio Linke é engenheiro e presidente da Associação Gnóstica  

Celtas: 7 Antigas Joias de Sabedoria para Aplicar Hoje!

CELTAS: 7 ANTIGAS JOIAS DE SABEDORIA PARA APLICAR HOJE ! O que poderia nos ensinar um povo que foi, segundo a história oficial, a primeira civilização que viveu na Europa mais de 1.000 anos antes de Cristo ? Para mais além da história oficial, contam as tradições gnósticas, delineadas por Samael Aun Weor e pela Teosofia, que o povo celta teve seu auge há 20.000 anos e constituiu a 4ª sub-raça (divisão) da etapa humana na Terra chamada de 5ª Grande Raça-Raiz (a Ariana). Como 4ª etapa da raça Ariana, os Celtas foram antecedidos por Hindus, Árabes e Persas. Da mesma maneira que toda grande e sofisticada civilização, os celtas foram organizados e orientados por avatares, messias e mensageiros divinos, no caso dos proto-europeus os famosos Tuatha de Danan, Mestres de Origem Atlante e Hiperbórea presentes nos mitos, lendas e livros sagrados irlandeses, escoceses, galeses (país de Gales), gauleses (franceses) e ibéricos. Com as conquistas romanas na Gália (atual França) nos anos 50 antes de Cristo, os celtas foram miscigenados à civilização latina, gerando uma riqueza antropológica e cultural fantástica, com extraordinárias nuances em todos os países da Europa e, depois, no mundo todo. E com seu DNA português, o Brasil tem muito da cultura celta, na culinária, na religião cristã (sincretismo hagiológico como em Santa Brígida, a mesma mãe Brigit celta), na língua (em muitas palavras como camisa, menino, caminho, cavalo, cerveja), principalmente pela influência galega (da Galícia, norte de Portugal e oeste da Espanha). Até nossa música popular e nossas danças e festas juninas têm fortes traços dos celtíberos. Mas vamos então relacionar e descrever Sete Sabedorias Celtas que podemos aplicar atualmente, com profundo respeito, sentido de resgate e admiração por este povo de origem atlante-hiperbórea, mitologicamente originado do Povo de Dana, a deusa da Terra. E veja que incrível: a seguir estaremos abordando uma filosofia e modo de ver o mundo de 10 ou 20 mil anos atrás, mas que é obvio precisarmos muito hoje ! Vamos lá… 1ª Sabedoria Celta: A Teia da Vida Os celtas consideravam que da Abundância de Dagda e do Amor de Danu provém toda a energia da vida, a qual é entregue como um fio às Fiandeiras do Destino, exatamente da mesma forma como expõem os mitos nórdicos e gregos. Então deusas como Badb e Mórrigan entrelaçam a vida entre todos os seres, para que sirvam uns aos outros e para que a Providência Divina a todos chegue, construindo a obra do tear divino. Por isso, entre os celtas a vida de todos os seres é sagrada, cada vivente é importante e insubstituível. Cada um é um fio, cada qual é um ponto. Hoje, desde a globalização de mercados até a física quântica com sua teoria das cordas, que inspirou o popular Efeito Borboleta (tudo o que você faz afeta o mundo inteiro), dizem exatamente a mesma coisa. Portanto, reflita e veja como a vida é um tecido espaço-tempo-biológico-psicológico-divino, constituído de Matéria-Energia-Consciência, onde todos fazemos parte de um palpitante e maravilhoso organismo vivo. Nossas ações podem auxiliar ou atrapalhar este tecido da vida. Se você o ajuda, é ajudado; se o atrapalha, é também limitado por ele. A vida é um ritual que se expressa em fenômenos físicos, químicos, sociais e psicológicos. Por isso os celtas tinham muitos cerimoniais dedicados à vida, ao sol, à colheita, aos relacionamentos humanos. Pare agora: tome consciência de si e de onde está e observe: tudo parece interligado e em paz… Usufrua e colabore com a Teia Consciente da Vida ! Ela te premiará pela colaboração… 2ª Sabedoria Celta: Saúde Integral Os povos “keltoy”, como se referiam a eles os gregos, davam profunda importância à saúde física, psicológica, espiritual e principalmente social. Sabiam eles que essas expressões de vida estão todas interligadas. É impossível ter saúde física sem harmonia espiritual; não se tem equilíbrio psicológico sem paz social… Como ensina a OMS – Organização Mundial de Saúde hoje em dia, saúde não é apenas ausência de doença, ela é o produto externo de um completo bem-estar físico, mental e social. Portanto, muitos milhares de anos antes de Hipócrates de Cós, o Pai Grego da Medicina, ou da OMS, já ensinavam os celtas: alinhe-se com os deuses do céu e da natureza; veja no seu irmão de existência uma extensão de você mesmo. Assim sua divindade interior também estará em harmonia e a saúde sorrirá para você todos os dias. 3ª Sabedoria Celta: Jornada da Vida A fantástica civilização da Deusa Danu, a Mãe Terra, ensinava que nossa existência física é apenas uma das muitas jornadas (caminhada de 1 dia, do francês gaulês “jour”, dia) de nossa Semente Divina, aquilo que atualmente chamamos de alma ou espírito. Cada uma de nossas existências físicas é apenas mais uma roupa que a Mônada Divina se reveste em sua jornada de aprendizado autoconsciente e voluntário. Este aprendizado não é mecânico e nem obrigatório, mas depende da vontade e do livre arbítrio de cada um. Não há evolução automática. Muitos nada aprendem, ou até desaprendem… Entenda isso e aprenda a respeitar todas as formas de expressão humana, colaborando com elas na sua forma de ver o mundo, desde que objetivem o bem. Esta é a antiga ética celta da existência: cada ser humano tem seu caminho e aprendizados, seu sublime e inafastável direito de errar e de acertar; o que nos cabe apenas é respeitá-lo, não julgá-lo e auxiliá-lo em sua jornada. Afinal, todos estamos em constante jornada na caravana da vida … 4ª Sabedoria Celta: Outros Mundos Os abençoados por Dagda, o Bom Deus,  muito além dos misticismos e superstições inventados pelos fanáticos e invasores missionários cristãos dos séculos V e VI, cultivavam o contato com os mundos sutis da natureza. Através de seus sacerdotes e sacerdotisas, Druidas e Druidesas (literalmente os “Sábios do Carvalho”), aprendiam a usar a música e a dança, o artesanato e os remédios, os sons sagrados e os procedimentos mágicos para este contato e aprendizado com os mundos suprassensíveis, metafísicos. Por cultivarem a …

A Filokalia dos Padres e Madres do Deserto: Sabedoria Gnóstica do Cristianismo Primitivo para os Dias Atuais

 A FILOKALIA DOS PADRES E MADRES DO DESERTO: SABEDORIA GNÓSTICA DO CRISTIANISMO PRIMITIVO PARA OS DIAS ATUAIS   ANTECEDENTES  O estudo isento da história nos demonstra que não há apenas uma versão para o transcurso dos fatos. Entretanto, é comum a predominância da chamada “versão dos vencedores”, que nem sempre é a correta. Ao mesmo tempo que algumas pessoas encaram como verdade inconteste os dogmas históricos ou relatos institucionais tendenciosos, muitas vezes até considerando-os como “verdades reveladas e infalíveis”, outras se nutrem do que a ciência tem de mais moderno a colaborar em termos de arqueologia, estudo de antigos papiros e pergaminhos, pesquisas em sítios antigos, sociologia, antropologia, pesquisas de DNA, relatos paralelos de povos contemporâneos e outros métodos científicos. Com base nisso, acadêmicos não teológicos como Elaine Pagels, Stephen Hoeller e Jean-Yves Leloup, só para citar alguns, trazem uma versão mais completa e até mais bela – menos distorcida – dos relatos da história do cristianismo. É fácil imaginar o processo de escrita humana da Bíblia que hoje consideramos como Canonizada ou Sagrada: pense num livro de 2 mil anos, com antecedentes religiosos de 4 mil anos e de várias culturas, escrito por centenas de pessoas durante vários séculos, com ideias e histórias transmitidas de forma oral ao longo das gerações, e depois ainda compilado várias vezes por instituições humanas cheias de sede de poder e associadas a impérios conquistadores, gananciosos e decadentes… Com isso não queremos de forma alguma desacreditar ou adulterar ainda mais os sagrados ensinamentos de Jesus, não. Apenas apontamos para o aspecto científico e histórico de que é necessário conhecer como as narrativas podem ter sido construídas. Aliás, este processo de adulteração e direcionamento descritivo ocorre em todos os livros sagrados e religiões. A solução ? Buscar em várias fontes, confrontar narrativas, pesquisar livros “não autorizados” eclesiasticamente, não encarar as várias versões bíblicas como “inspiradas, sagradas e infalíveis”, afinal, elas foram escritas por seres humanos afiliados a instituições que tinham seus interesses. Para ampliar nossa visão sobre o assunto é importante deixarmos bem distintos três aspectos ou visões históricas, as quais, nos registros, não necessariamente se interpenetram ou são continuidade uma da outra. O primeiro aspecto se refere à Vida de Jesus, fundador do cristianismo, a qual está descrita tanto nos evangelhos ditos canônicos (eclesiásticos e muitas vezes adulterados) quanto nos evangelhos ditos apócrifos (ocultos, misteriosos), estes últimos com  origem arqueológica-científica e de grande valor histórico, por não terem sido adulterados (traduzidos tendenciosamente, enxertados e até mutilados) ao longo dos séculos. São verdadeiras “cápsulas do tempo” que ficaram protegidas, em vasos e cavernas, dos profanos e profanadores, adulteradores e sedentos de poder. Como exemplo de evangelhos canônicos temos os livros de Lucas, Mateus, Marcos e João; já nos apócrifos temos os evangelhos de Felipe, de Valentino, de Maria Madalena e de Marta. Sim, caros leitores, há evangelhos de mulheres, discípulas e apóstolas, livros gnósticos. O segundo ponto de vista refere-se à história da Igreja Cristã Primitiva, principalmente nos 3 primeiros séculos após a manifestação física de Jesus, quando uma verdadeira miríade de sábios, filósofos, ascetas e místicos abraçaram a fé cristã. Até o início dos anos 300 d.C. havia comunidades (ekklesias em grego) por todo o oriente médio, norte da África (Alexandria), Grécia e Turquia, como os arianistas, os gnósticos, os valentinianos e os romanos (que depois se tornaram católicos apostólicos), estabelecidas em inúmeras regiões como o Egito, Palestina, Turquia (Ásia Menor), Geórgia, Armênia, Síria, Grécia, Trácia e Magna Grécia (Itália). Não havia ainda uma linha preponderante, única – como até hoje não há. A 3ª visão histórica é a própria história da igreja em si, principalmente a católica romana que, por ter se associado ao imperador Constantino (desesperado por manter coeso o putrefato império romano da época), deixou-se seduzir pelos bispos de Roma e permitiu, em 325 d.C. no Concílio de Niceias, que apenas uma denominação religiosa fosse a “religião oficial do império”, tachando todas as demais como hereges e promovendo várias terríveis e sangrentas perseguições a quem pensasse de forma diferente. Pode ser considerado o primeiro grande Cisma da Igreja, já nos primeiros 300 anos do cristianismo. O segundo ocorreu no século XI (Igrejas Oriental e Ocidental) e o terceiro cisma no século XVI na reforma protestante de Calvino e Lutero. O problema maior é que nossa história passada como “oficial” foi justamente aquela influenciada pela igreja romana, associada ao poder material desde o século IV, sendo sua versão difundida em toda a Europa e depois ao Novo Mundo (as Américas). Mas estas versões têm sido contrapostas aos recentes achados arqueológicos e estudos acadêmicos isentos. OS PADRES E MADRES DO DESERTO  É justamente naquele 2º período, o da formação da Igreja Cristã Primitiva, que se encontram os personagens que compõem a ideia central deste artigo – A Filokalia dos Padres e Madres do Deserto. Vejamos. Filokalia denota um aspecto da filosofia metafísica de origem grega (pré-cristã), onde seus pensadores e praticantes buscavam o “amor pelo belo, amor pelo bem”, como a própria palavra significa. É uma busca teleológica (não confundir com teológica), de sentido da existência, muito presente em Aristóteles e mais recentemente em Hegel. Em sua filosofia e teogonia, todos sabemos, os gregos beberam principalmente em fontes egípcias. Havia o “coroamento da formação de um sábio”, como Platão ou Aristóteles, ao viajar aos Templos Egípcios, principalmente em Saís e Luxor, para beber da fonte atlante-egípcia antiga. Isso está relatado até nos Diálogos de Platão. No Egito era grande a simbologia do deserto, uma vez que o Vale do Nilo era a vida e o Deserto representava a morte, o desafio, o calor escaldante, a caminhada árdua, a vitória dos preparados… Por isso o Deus Egípcio do Deserto era Seth, o Vermelho que Queima, a quem todos deveriam vencer na caminhada. E Seth, com seus “demônios vermelhos”, representa justamente as tentações para os Padres e Madres do Deserto, ou nosso ego (defeitos psicológicos) na moderna psicologia gnóstica. Na história registrada mais conhecida a filokalia tem seus primórdios ligados a Orígenes (filósofo neoplatônico) …

A Cultura Celta e sua Magia: A Dança Cerimonial do Tear dos Destinos

A CULTURA CELTA E SUA MAGIA : A DANÇA CERIMONIAL DO TEAR DOS DESTINOS Com seu apaixonante amor pela Natureza os povos celtas estiveram presentes em quase todo o território europeu. Da Alemanha oriental à península ibérica, de Portugal à Grã-Bretanha, e assim polvilharam essas terras com magia e espiritualidade. Povos de grandes mistérios, sempre foram contados por escritores e estudiosos da história das grandes civilizações, ressaltando suas características mágicas e lendário amor pela natureza. Samael Aun Weor em seu livro Magia das Runas diz: “Os sacerdotes druidas dos celtas praticavam a magia e os mistérios em suas cavernas, segundo o dizer de Plínio, confirmado também por Cesar e Pompônio Mela. Os austeros e sublimes hierofantes druidas, coroados de folhas de carvalho, reuniam−se solenes, sob a pálida luz da lua para celebrar seus Mistérios Maiores, especialmente na Primavera, quando a vida ressuscita pujante e gloriosa.” Tinham como origem e fundamento 3 grandes divindades que sustentavam a árvore divina de sua existência: Dagda, Danu e Lugh. Dagda era o deus supremo, senhor reverenciado pelos sacerdotes druidas, responsável pela abundância e prosperidade. Líder dos Tuatha de Danam, da grande tribo dos filhos da Deusa Danu. Danu era a deusa mãe, símbolo da terra e da água, da abundância e da plenitude da natureza, da soberania, do lar e da família, e Lugh, o cristo celta, era o deus dos raios, do sol e da luz, deus das artes e da música. A essência dessa potência podia ser vista no movimento perfeito do símbolo maior do povo celta, o Triskele, a espiral da vida com suas 3 pontas (pernas) que giram em harmonia, continuidade e perfeição. A trindade circulante, o movimento contínuo da vida através das 3 forças da criação. Guardavam a vida como um constante “agora” onde a energia divina estava sempre presente, ora na luz, ora nas trevas, ora se expressando ao mundo através das festas, colheitas, nascimentos, e ora buscando o profundo, as cavernas, a interiorização, as sombras, para assim se renovar e ressurgir mais radiante e bela. Todo esse movimento repercutia na vida de cada membro da tribo, e cada um se via como parte fundamental na belíssima teia que era tecida pelas deusas fiandeiras como Arianrhod, Badb, Bean Sidhe, Morrigan e Scatach. Essas fiandeiras Cósmicas eram capazes de entrelaçar os fios das vidas em infinitas possibilidades, numa teia multidimensional cuja base era o próprio universo. Por serem emanações das Grandes Deusas Tecelãs, os celtas se viam como parte integrante dessa trama divina, fato este que lhes dava um sentido de pertencimento, como se seus braços e pernas e coração fossem a própria continuidade da Natureza. Tinham a perfeita noção de que todos somos constituídos da mesma substância e que compartilhamos a essência divina dos fios da existência. O tempo era representado como uma Roda, em cujo movimento continuo estavam as estações do ano, o dia e a noite, os pontos cardeais, os elementos da natureza com suas potências maravilhosas, o Sol e a Lua como Pai e Mãe que zelavam por toda criação. Todos os planetas com seus movimentos e peculiaridades compunham a família cósmica de todos nós. As florestas eram suas casas, as árvores seus mais importantes livros na estante da natureza e a música, a expressão dos deuses. Assim para festejar a vida, as colheitas, a fertilidade, o entrelaçar dos destinos, faziam acontecer cerimônias mágicas, onde o homem, a mulher e a natureza se congregavam com o poder das eras. Muitas eram as festas e festividades desse povo bucólico, dentre as quais as mais importantes eram o Beltane e o Samhain que comemoravam a Luz e as Trevas, o desabrochar e o recolher da Mãe Natureza. Como expressão lúdica dessa adoração e respeito, realizavam o que chamavam de” A Dança Cerimonial do Tear dos Destinos “, onde através de seus movimentos e ritualística, era possível transmitir o conhecimento sagrado às futuras gerações, de lábios a ouvidos. Muito se perdeu no passar dos anos, pouco foi escrito ou registrado, mas as estórias e lendas, mitos e canções, puderam retrazer o que de principal existia. Todo o perfume extraído desse conhecimento deve ser perpetuado, e para que façamos consciência de sua beleza, colocaremos a seguir as etapas e significados dessa dança tão antiga quanto os astros, tão simbólica quanto as estações da natureza, tão vibrante quanto o Sol e tão misteriosa quanto a Lua. O Masculino, o Deus Pai – Dagda: Finca-se na terra, um Mastro de 4 a 6 metros, como representação do Falo, do poder e da força masculina que penetra e fecunda a Mãe Terra. O Feminino, a Deusa Danu: Traça-se um círculo no solo (diâmetro de 5 a 7 metros) com farinha branca em torno do mastro, como representação da terra, Danu, a receptividade – o Sagrado feminino fecundado pela potência masculina. A purificação, o Deus Lugh: Num plano anterior ao mastro e como símbolo do Cristo, duas fogueiras são acesas. Elas compõem um triangulo imaginário, em cujo vértice superior coloca-se uma vasilha com água que representa a umidade da Mãe Terra. Todos se colocam em fila e passando entre as 2 fogueiras, se dirigem à vasilha com a água. Com auxílio de uma concha, banham seus pulsos e depois molham tanto o entrecenho quanto o peito, como sinal de reconexão com a Natureza. Os adereços: A Grande Lei determina para cada ser um sexo para sua expressão. Homens e mulheres recebem então um adereço como símbolo de sua expressão divina: a mulheres, uma guirlanda, os homens, uma fita em formato de broche. A guirlanda é símbolo de beleza, proteção divina, pureza e feminilidade; o broche de fitas nas cores vermelho e verde, simbolizam o vigor e a ação. As fitas: Todos recebem uma fita que deverá ser amarrada ao mastro e levada até o seu ápice. Essas fitas representam as energias da expressão de Deus. Nossas virtudes e defeitos com os quais tecemos o destinos com as pessoas de nossas vidas. O mastro representa o caminho para Deus, a busca do Divino …

Egito Antigo: Magia, Alquimia e Herança Atlante – um encantador chamado universal de Luz.

Egito Antigo: Magia, Alquimia e Herança Atlante – um encantador chamado universal de Luz Muito mais além das fantásticas pirâmides com sua geometria sagrada e meta-matemática cósmica perfeita, os egípcios deixaram um legado filosófico, astrológico, matemático, arquitetônico, médico, religioso, artístico, Iniciático e mágico. Seu modo de nascer, de viver e de morrer são um grande exemplo a seguir. Conseguiram unir com esplendor os quatro pilares da Sabedoria (gnosis): ciência, filosofia, arte e mística. Em suas cidades, templos, pirâmides, assim como também em seus papiros, que guardavam litanias e escritas sagradas, voltadas para a concepção dos deuses, interligavam com os poderes divinos desde o micro ao macrocosmo, associando animais, plantas e estrelas. Muito além de seus santuários, Casas dos Deuses, cuja arquitetura sagrada reproduzia a criação cósmica e o caminho Iniciático e que, com seus hipostilos (salões cobertos e com grandes colunas ornadas) – os quais inspiraram os fabulosos templos gregos e romanos (e atualmente as basílicas e igrejas cristãs), demonstraram os antigos moradores do vale do Nilo sua dedicação a uma vida objetivamente voltada para a espiritualidade, para a religião. Muito mais além de Alexandria com seus ritos e biblioteca perdidos pelas chamas da ignorância, alimentou a sede de conhecimento de Platão, Sócrates, Epicuro, Hypatia e tantos outros grandes filósofos. A Sabedoria egípcia tem até recentemente inspirado sábios da humanidade como o arqui-hierofante da gnose contemporânea Samael Aun Weor. Muito mais além das procissões sagradas ora pelo adorado e essencial Nilo, ora pelas cidades e templos, que adornavam seus deuses e deusas, com nomes sagrados guardados em segredo, e em restritos santuários adorados, sempre representados com símbolos mágicos e associados a animais sagrados, realmente foram a grande escola de Magia Branca dessa atual raça humana cujo grande mestre foi seu Deus Ibis-Toth, o Hermes Trismegisto dos gregos. Muito mais além de sua arte expressa na mescla de sua rica escrita, pinturas que marcavam sua história através de cores sabiamente aplicadas, réplicas da natureza, instrumentos que criavam músicas divinas e majestosas esculturas em pedras. Viam na arte uma forma de se chegar a seus Deuses – e de agradá-los. Muito mais além de seus perfumes, magicamente desenvolvidos para oferenda aos Deuses, reconhecendo-se em cada planta a essência de um elemental da natureza, em cada ramo, em cada pétala e folha, a força de Tum (o Sol ou Rá poente), por isso seu deus dos aromas se chamava Nefertum (a beleza de Tum), o amadíssimo e cultuado Pai solar, filho da Grande Mãe espaço, a adorável Nut. Muito mais além de uma medicina que inspirou nada menos que o grande Mestre Hipócrates, ou da sabedoria de Imhotep, “aquele que vem em paz”, o polímato e sumo-sacerdote de Heliópolis, o Egito foi o berço de grandes hierofantes e iniciados. Muito mais além da morte com seus templos mortuários, tumbas e sarcófagos, vasos canópicos que guardavam os corpos do caminhante na nova vida, estavam longe de ser sombrios, acreditavam na ressurreição, encaravam a morte de frente, antes mesmo de chegada sua hora, pois reconheciam a transitoriedade da matéria e assim, preparavam-se para o grande juízo na pesagem da sala de Maat que iria definir o destino de sua viagem: ao Duat (submundo) ou Aaru (paraíso). Seus livros dos mortos, na verdade eram livros para saída à Luz. Muito mais além dos templos de Isis e Hathor, onde por meio de sacerdotisas celebravam-se práticas mágicas pela fertilidade da mãe natura nas plantações e nas mulheres, para o lar, por proteção e cura, para gestação e parto, para o matrimônio e para a alegria, a dança e as artes, realizaram inúmeros trabalhos de Serviço às pessoas. Encantos, hoje, pouco compreendidos mas que de tão intrigantes, ainda são vastamente comentados e investigados por místicos, historiadores, viajantes, arqueólogos. Apesar da grandiosidade dessa cultura, apesar das colossais esculturas e construções, apesar da realeza de seus perfumes e ritos e da imponência de seus faraós e faranis, tinham um modo de vida simples, voltado para a natureza, para a religiosidade, para o serviço em cooperação por todos e para a vida eterna. Egito, quem só vê a grandeza de suas pirâmides e o ouro de seus governantes, não compreende teus ensinamentos. Das perfumadas terras negras de Kem, por onde corriam as brilhantes águas de Hapi (o rio Nilo), desde as perfumadas corredeiras de lótus azuis até as planícies enfeitadas de papiros, formando oásis de refrescantes palmeiras formou-se uma sábia cultura nas areias de Geb (o pai-Terra) onde Tum aguarda por novos guerreiros da Luz, tudo assim protegido pelo estrelado manto de Nut (a mãe Espaço). Pois saibam todos, o Egito é um convite à autorrealização íntima da Alma que todos carregamos. Os sábios de Saís ensinavam que as altas montanhas que formam o Nilo Azul são nossos órgãos sexuais (as águas genesianas), o Vale do Nilo é nossa coluna vertebral (por onde flui a água-ígnea da vida) e que o Delta (Alexandria) é a cabeça de um Ser realizado, para irradiar amor e bondade a todo o oceano da vida (o Mar Mediterrâneo). Dentro de nós há um Egito que diariamente aguarda o nascimento de Kephra (O Cristo Sol Ressurrecto) para que ele fecunde as águas de nosso Nilo Interior… tudo para a batalha de glória a Osíris-Rá! “Deixa fluir para cima o teu Nilo, mantenha-o puro; permita que a Luz de Rá ilumine tua alma todos os dias; assim a água e o fogo, em hierosgamos alquímico, te permitirão a única magia da vida: Servir a Todos os Seres”.  Alessandra Espineli Sant´Anna é engenheira civil e instrutora gnóstica

WESAK: A SAGRADA FESTA BUDISTA

WESAK: A SAGRADA FESTA BUDISTA COMPREENDA A UNIÃO DA FRATERNIDADE BRANCA COM O BUDA, O CRISTO E A GNOSE   Na cordilheira do Himalaia há um vale elevado que fica a oeste de Lhasa, próximo ao Nepal. Este vale é na verdade uma elevada planície coberta por vegetação rasteira de cor verde escura. No dia da lua cheia de Touro (geralmente em maio), uma multidão de pessoas acorre a esse lugar e se sentam silenciosamente para comemorar a Bela e Sagrada Festividade do Wesak. Wesak é a milenar comemoração do Oriente quando, na lua Cheia de Touro, o grande Buda de Compaixão (Buda Maitreya) derrama suas bênçãos sobre o mundo. Nesse auspicioso dia, tendo se preparado espiritualmente, todos se reúnem nesse local aguardando o momento supremo. Pessoas idôneas que presenciaram esta cerimônia singular, relatam que os líderes espirituais locais iniciam o trabalho realizando cânticos e orações, preparando o ambiente para receber a mais alta voltagem de Luz e Amor. Após algum tempo, quando o ambiente pulsa em grande voltagem, uma nuvem etérea de imensa luminosidade se faz presente, propiciando a materialização dos Mestres da Fraternidade Branca do Oriente, que com um simples sinal se organizam em 3 círculos concêntricos perfeitos. Impossível não se extasiar com tal imagem. De repente iniciam um canto que transmite uma mensagem angelical; esses seres cósmicos dizem de sua Compaixão por nossa humanidade sofredora, exortando a todos para que deixemos a discórdia e nos tornemos instrumentos de límpido amor; exortam para que sejamos como uma taça de cristal onde poderá ser colocada a Luz, o Amor e a Sabedoria de Seu Poder. Pois nada resiste ao seu Poder, nada resiste à Sua Luz! À medida em que os cantos se tornam mais profundos, um Belíssimo Sol resplandece sobre o altar no meio do círculo!  É o BUDA MAITREYA que se faz presente para abençoar toda a Humanidade. Buda não é apenas um personagem histórico, o Sidarta;  esta palavra sânscrita significa ILUMINADO; e Cristo também não é apenas o Jesus da Galileia, Cristo significa em grego antigo alguém que se cristificou, se purificou, foi ungido com o Pai, atingiu a perfeição ígnea nos elevados planos da Vontade Cósmica (o plano causal, refletido no 5º corpo do ser humano, A Vontade Consciente, forjado em ouro puro pela alquimia). Portanto, Buda-Maitreya é um iniciado que se iluminou (despertou sua consciência completamente) e se Cristificou (fabricou seus corpos em ouro). Samael Aun Weor é considerado entre todos os verdadeiros participantes do Círculo Consciente da Humanidade, a Grande Fraternidade Branca, como o Buda Maitreya da Era de Aquário, ou seja, aquele que veio Iluminar e ensinar as pessoas de Boa Vontade a se cristificarem pelo exercício dos 3 Fatores de Revolução da Consciência, base da Gnosis Universal: morrer em defeitos, nascer alquimicamente e servir a humanidade. Nas próprias palavras de Samael: “Cristo para nós os gnósticos é um fato cósmico-biológico de grande importância. Por isso falamos do Cristo Cósmico, do Cristo Histórico e do Cristo Líquido (seminal). O Cristo, cujo verdadeiro nome é Maitreya, é uma potência do Universo, cuja aura está produzindo grandes fenômenos na atmosfera do nosso planeta”.     Feitos estes aclaramentos, continuamos com a descrição da divina cerimônia do Wesak… Todos então se ajoelham e com suas mãos estendidas para o alto, cantam a glória do Cristo presente! O Ser excelso que está sobre o altar em posição de lótus numa túnica amarelo- dourada, estende sua mão direita para o céu, e a esquerda para a Terra, unindo assim o Humano e o Divino, a Matéria e o Espírito! Ele toma a tigela que está sobre o altar, símbolo do Amor Sublimado de onde emana todo sustento do espírito, e a coloca sobre sua cabeça, sobre sua coroa de luz e depois a repõe no altar. Uma chuva de pétalas de flores se faz presente e um perfume maravilhoso inebria a todos. A imagem do Glorioso BUDA esboça um sinal de benção e aos poucos desaparece. E todos cantam: “HARI! OM! TAT! SAT!” – “Senhor Tu és Aquilo! Inexpressável Unidade!”   Em 2021, no dia 26 e maio, acontece nos planos sublimes essa linda festa, pois é a Lua Cheia de Buda, a Lua de WESAK. Nesse dia comemoram-se 3 grandes acontecimentos: O Nascimento, a Iluminação e a Morte do Grande e Sagrado BUDA! Mas o que acontece nos planos sutis da Natureza e de onde vem toda essa força? Há uma belíssima energia emanada do Universo que se expressa com “O Princípio da Liberdade.”. Ela tem origem na grande estrela Sírio, sol que está para o Logos Solar assim como o Astro Rei, que nos Ilumina física e espiritualmente, está para nós. E o que isso significa? Que o Logos Solar, assim como nós, aspira através de toda sua Criação, de todos os reinos, atingir a Liberdade, a Perfeição! A Liberdade é a nota Chave do nosso Sistema Solar. Só conseguiremos atingi-la se trabalharmos conscientemente sobre nós mesmos, com autodisciplina, vontade, amor e sabedoria. Só existe Liberdade na Aniquilação do Ego, dos defeitos psicológicos que trazemos dentro, do Individualismo, do Mim Mesmo. A criação é um drama de contração e expansão, de materialização e espiritualização. Como diz o Venerável mestre Samael, o Mahavan e Chotovan. Essa Energia de Liberdade é a energia motivadora, o impulso, o ímpeto desse grande movimento para a espiritualização e unidade que todos os seres buscam. A Liberdade é um processo em permanente expansão em direção à Beleza, ao Bem e à Unidade. Na lua cheia de WESAK, toda essa beleza, essa força se faz presente através de 3 influências potentíssimas: A Energia da Sabedoria. A Energia da Iluminação, que é a energia do Amor- Sabedoria. A Energia da Vontade de Deus, que se revela como Propósito e como Plano. Nesse dia especial do WESAK, todas essas energias são concentradas pela Divina Mãe do Mundo, a Mãe Espaço Urânia, e como maestrina dessa orquestra Cósmica, ordena que determinadas estrelas de seu manto trabalhem belo bem do mundo e preparem o tapete onde …

ARCANJOS: QUE TAL PEDIR AJUDA DIRETAMENTE ?

ARCANJOS: QUE TAL PEDIR AJUDA DIRETAMENTE ? AS DIVERSAS HIERARQUIAS DIVINAS: Um antigo e sábio adágio ensina que “Deus é Deuses”, frase muito utilizada nos estéreis embates entre politeístas e monoteístas. Com a serena vivência que a Gnose nos permite, podemos compreender que a Divindade está em sua Obra, que Criador e Criatura são uma só coisa. A dicotomia criada pela mente humana, a carcarejada teologia, leva a disputas não só sobre as hierarquias divinas, mas também entre “diferentes Deuses”, com o velho fanatismo de que “meu Deus é melhor que o teu Deus”, o que conduz a sofismas como “Maomé é melhor que Jesus e Jeová é melhor que Alá”. Daí vêm o medo, a ira, o preconceito, o orgulho místico, a ignorância, a violência, a guerra, enfim, atitudes que levam ao afastamento de Deus – que é todo Paz e todo Amor. Mas o fato é que o Universo foi criado para todos os seres crescerem e se desenvolverem, para que nos tornemos, por nosso próprio esforço, “à imagem e semelhança do Criador”. Se todo o Universo é uma escola, é obvio que existem distintas etapas e níveis de desenvolvimento espiritual. No Gnosticismo moderno de Samael Aun Weor pesquisamos a Cosmologia (estudo dos diferentes mundos) e a Ontologia (estudo da mônada humana), onde constatamos haver realmente uma hierarquia entre os seres que se desenvolvem, sendo dada mais responsabilidade àqueles que têm mais sabedoria para gerenciar uma determinada parte da obra divina. Por isso temos, por exemplo, elementais vegetais (que por vezes administram uma “simples” plantinha), passando por almas humanas (que gerem uma individualidade, um antropos), por manus ou seres divinos que são responsáveis por uma civilização inteira… E esta espiral não tem fim: temos a Divindade Planetária da Terra (Geb-Melquisedeque), do Sol (o Logos Mikael), da Galáxia, do Aglomerado Galáctico e assim por diante. Esta visão “politeísta” em nada diminui a Omnipresença, Omnisciência e Omnipotência de Deus, se compreendermos que, como no nosso corpo físico, tudo está ordenado e é hierarquicamente operado de modo cooperativo e orgânico. Para ajudar a divindade responsável por cada pedacinho da criação, há toda uma “equipe” de seres intermediários, mensageiros – criaturas que também estão se desenvolvendo na grande escola da vida. Essas criaturas foram chamadas de vários nomes: avatares, manus, budas, messias, enviados, anjos, arcanjos, deidades, divindades etc. OS ANJOS EM ALGUMAS TRADIÇÕES ESPIRITUAIS: No hinduísmo temos os Devas, comandantes da natureza ou Anjos dos Elementos, como Parvati (senhor do ar) e Varuna (regente das águas). No budismo os anjos são conhecidos como Devatã, estando num estado de evolução “supra-humana”, mas ainda “infra-divina”. Como exemplos temos os Sudhavasa (seres elevados) e os Trayastrimsa (seres divinos vencedores). Entre os antigos Persas Zoroastristas temos os Ameshas Spentas, seres divinos personificando virtudes hurmanas. Nas tradições judaico-cristãs existe até uma hierarquia para os Mensageiros ou Intermediários Divinos. São Jerônimo, por exemplo, no século IV propôs que as ordens angelicais iriam desde os mais próximos do ser humano, os Anjos, passando sucessivamente pelos Arcanjos, Tronos, Dominações, Potestades, Querubins e Serafins – a ordem mais elevada. Por isso que os grandes panteões, como o egípcio, o grego, o maia – só para citar alguns, têm seres especializados em cada área: sabedoria, saúde, força, fé, maternidade, família etc… E a tradição judaico-cristã imitou esta disposição natural e óbvia, só que, para não sair de sua veia monoteísta fanática, ao invés de chamarem esses seres divinos de Deuses (cada qual em seu nível e com sua função), os denominaram de patriarcas, profetas, reis, grandes rabinos, anjos, evangelistas, santos etc. Quando compreendemos esta adaptação humana à natural e tradicional hierarquia de desenvolvimento da Obra Divina, deixamos de perder tempo com inférteis disputas entre um único Deus e outros deuses, qual Deus é mais poderoso, qual religião é mais salvadora, qual expressão espiritual é “do diabo” etc. A luz da compreensão e a sabedoria gnóstica dispersam as névoas da ignorância e podemos penetrar no sentido profundo do tema central deste artigo – a chamada Angelologia Gnóstica – A Prática Gnóstica com os Anjos. Nas Escolas Gnósticas aprendemos técnicas avançadas de contato com essas hierarquias celestes, são práticas de Astroteurgia, o acesso aos Templos-Corações de cada Deus Planetário, de cada Arcanjo. Enriquecido então o entendimento sobre as hierarquias celestes, podemos aprofundar um pouco mais sobre o que são os Auxiliares Divinos dentro de nossa tradição mais familiar, a cristã-ocidental. A MAGIA GNÓSTICA DOS ARCANJOS: As tradições cabalísticas hebraicas, como no Sepher Yetzirá e no Zohar,  legaram ao cristianismo os Arcanjos, Mensageiros de Luz que fazem a intermediação entre a Divindade e os Seres Humanos, relacionando-os às Séfiras  da Cabala, também chamadas de esferas de emanação divinas (planos). Pela Sabedoria da Lei do 7, o Sagrado Heptaparaparshinock, a Clara Luz Divina se difrata em 7 Raios ou Arcanjos, especializados em cada força universal. Assim, estes Arcanjos ou Anjos superiores foram até relacionados a Regentes Estelares (ou astrológico-planetários) em muitas tradições. Muitos deles, como Gabriel, Miguel e Uriel são citados na Bíblia canonizada. O termo Magia foi muito adulterado pelo fanatismo e perseguições religiosas. Magia na realidade é qualquer procedimento ou fórmula que opere com forças invisíveis e até “milagrosas” da natureza, seja ela uma cerimônia de purificação com água (batismo), um ritual de pacto de união (matrimônio) e até o sacramento de transmutação de substâncias terrestres no corpo de uma divindade (eucaristia). É importante esclarecer que estes ritos mágicos não são exclusivos do cristianismo: são cerimônias de Magia (operação com forças invisíveis da natureza divina) ou ritos de passagem presentes em todas, sim, todas, as formas religiosas. Claro que também há diversos tipos de magia, como a luminosa e a sombria, com a diferenciação delas residindo justamente nos elementos utilizados (magia luminosa nunca trabalha com sangue e sacrifícios) e na finalidade do procedimento (magia tenebrosa sempre tem objetivos egoístas, como ambição, ciúmes, vingança, “trazer a pessoa amada” etc.). Mas, como este artigo não é específico sobre Magia (há outros escritos sobre este assunto neste mesmo site da Associação Gnóstica), entendemos que esses elementos …

O futuro da Humanidade: Há Realmente Alguém no Controle?

O FUTURO DA HUMANIDADE: HÁ REALMENTE ALGUÉM NO CONTROLE ? Temas escatológicos, que tratam do fim do mundo ou da humanidade, sempre fizeram muito sucesso, sendo especialmente explorados em discursos religiosos de medo e para aprisionar as pessoas, trazendo motes como “a catástrofe se avizinha”, “Jesus regressará”, “esta humanidade precisa ser castigada”, “somos o povo eleito”, “conosco você estará salvo” e tantas outras afirmações que não resistem a uma análise histórica e filosófica mais isenta e profunda Atualmente a arqueologia dos livros sagrados já demonstrou que a abordagem bíblica sobre o fim dos tempos é muito anterior aos hebreus. Vários povos antigos registraram dilúvios e apocalipses, tanto no ocidente (maias e astecas), quanto no oriente médio (Gilgamesh na Suméria) e até no longínquo oriente (na China do imperador Da Yu). Antigos escritos gregos de Platão, por exemplo, trataram de afundamentos e de purificações civilizatórias, como é o caso da Atlântida. Na antropologia gnóstica e na teosofia sabemos que a Atlântida realmente existiu e teve seu desaparecimento, mais precisamente seu último de três afundamentos, há cerca de 12.000 anos. Pois bem, para tratarmos deste assunto com bases científicas e ao mesmo tempo históricas, bem ao estilo gnóstico e sem tendenciosas distorções religiosas, vamos destacar três pontos. Primeiro, existe sim um GOVERNO OCULTO DO MUNDO, também chamado de Fraternidade Branca Universal ou Círculo Consciente da Humanidade, composto por vários seres luminosos de todas as culturas e religiões, como Jesus, Budha, Sanat Kumará, Fo Ji, Samael e outros. Este Conselho Superior coordena e acompanha o desenvolvimento físico e espiritual da civilização humana como um todo – independente de religiões ou desenvolvimento tecnológico ou material. Esses mestres ou Manus da humanidade acompanham o que realmente interessa para a Obra Divina: se as almas humanas estão tomando consciência de sua linhagem divina, se estão se aprimorando como seres humanos e se estão colaborando para um mundo melhor. Quando há necessidade de se eliminar toda ou parte de uma humanidade (civilização) que já se perdeu, isso é feito sem o ódio e a vingança que são retratados no Velho Testamento, por exemplo. É uma simples e necessária purificação planetária, pois o “campo foi tomado pelas pragas”. Isso aconteceu várias vezes antes, como no continente Lemuriano (há dezenas de milhões de anos) e, como já dissemos, na Atlântida (há dezenas de milhares de anos). Ressalte-se também que em várias oportunidades a raça humana foi praticamente extinta, mas não o planeta Terra e outros seres vivos. Isso por uma razão muito óbvia: o planeta é muito mais complexo e importante que nós humanoides. E ele é extremamente acolhedor e fértil, possuindo também ciclos geológicos que duram bilhões de anos – infinitamente maiores que os meros 2.000 anos da nossa soberba civilização ocidental-cristã, por exemplo. Essas purificações civilizatórias sempre são ensejadas pelo mesmo motivo: a degeneração da raça humana, mediante o esquecimento de seu lado divino, a acomodação de seu desenvolvimento espiritual como “semente da Divindade Pai-Mãe”, a destruição do planeta e a exploração de um humano pelo outro. E neste primeiro aspecto entra a ideia central sobre “quem está no controle”: a de que o Círculo Consciente da Humanidade pode antecipar ou postergar as catástrofes purificatórias, mediante ação nas possíveis causas externas (exógenas) ou internas (endógenas) para o fim da humanidade. O segundo aspecto é que um estudo sério de profecias contidas em vários livros sagrados (como o Popol-Vuh Maia, a Torá Hebraica, o Apocalipse cristão, o Edda nórdico e os Vedas hindus), paralelamente à ciência da futurologia (geologia, astrofísica, climatologia, infectologia etc.) poderá nos mostrar que os Manus-Dirigentes da Raça Humana possuem vários INSTRUMENTOS PARA PURIFICAR O PLANETA de uma raça humana perversa e perdida, SE e QUANDO eles assim julgarem. Sobre esta pergunta “quando”, ou seja, a data do apocalipse, Samael Aun Weor, sábio gnóstico contemporâneo, sintetizou: “só o sabe o Pai que está em Segredo”. E nosso terceiro aspecto é exemplificar, com base nessas profecias e na futurologia, ambas sempre fundamentadas em eventos cíclicos passados, quais seriam esses instrumentos que constituem POSSÍVEIS CAUSAS DO FIM DESSA HUMANIDADE. Sem tons apocalípticos e com a serenidade que a abordagem gnóstica nos propicia, podemos dividir essas causas em Endógenas (com origem interna ao planeta) ou Exógenas (originadas exteriormente ao planeta).  E observe que todas elas são factíveis e crescentemente exploradas em livros e reportagens sérias sobre o tema. Dentre as causas internas temos (I) a degradação do ambiente (aquecimento global, por exemplo), (II) guerra com armas de destruição em massa (nucleares, ambientais ou biológicas), (III) Ciclos Naturais do Planeta (super-vulcões, inversão de polos, tsunamis, terremotos, furacões, alterações do clima) e (IV) Pandemia mundial mortal (gripe aviária, gripe espanhola, ebola, COVID 19 etc.). E nestes anos de 2020 e 2021, com o Coronavírus, tivemos uma “amostra grátis” sobre o poder de um vírus e a pouca ação humana diante dos impactos de uma pandemia mundial. Já do ponto de vista de origens externas, as causas exógenas, podemos citar (V) o choque de um asteroide (como ocorreu há 65 milhões de anos), (VI) conquista de civilizações extraterrestres hostis (e isso não tem nada a haver com movimentos atuais de comandos e interferências fanático-místico-ufológicas), (VII) grandes instabilidades solares (explosões com ejeção de massa coronal) e (VIII) influências literalmente cósmicas (como o planeta Hercólobus ou os Anéis de Alcione, tão bem explicados nos livros de Samael Aun Weor, e raios mortais provindos de estrelas super-novas colapsadas). Pois é, a essas alturas você deve estar tomado de assombro ou de incredulidade. Mas, de qualquer forma, uma pergunta nos aflora: O QUE PODEMOS FAZER ENTÃO ? Novamente a Sabedoria Universal, a Gnosis, pode nos auxiliar… A Gnose nos permite uma visão ao mesmo tempo espiritual (não meramente religiosa ou teológica) e científica, baseada na futurologia e no estudo dos ciclos do passado. O Gnosticismo nos oferece ferramentas físicas, psíquicas e espirituais para realmente trabalharmos sobre nós mesmos de forma profunda e transformadora, aumentando o nível espiritual da humanidade como um todo. É justamente dessa forma que podemos fazer algo em relação ao final …

plugins premium WordPress