ESTRESSE E ANSIEDADE, EU ?CINCO DICAS PARA LIDAR COM ELES… O estresse e a ansiedade são doenças da vida moderna, que nos impõe sua alta velocidade, rotina multitarefas, consumo exagerado, busca por prazeres e sede infinita de atividades e de relacionamentos, inclusive nos afastando da natureza, sempre revigorante e serena.O que faço se ficar sem tantas atividades? Como posso ficar sem comprar alguma coisa? Se ficar fora das redes sociais me sinto só! E se eu perder o filme ou a série de TV, como conversarei com meus amigos? Não consigo ficar sozinho(a) comigo mesmo(a)! Preciso ficar rico até os 40 anos, para parar de trabalhar!Pois é, este excesso de expectativas, de adrenalina no corpo o tempo todo, acaba por provocar danos ao organismo, desde problemas do sistema nervoso e cardiovascular, até a infusão descontrolada de oxidantes, além de disfunções psicológicas, distúrbios no sono, problemas de relacionamento e uma série de outros malefícios. Quem é estressado sabe…Qual a solução?São muitas as ferramentas disponíveis, mas podemos sintetizá-las em cinco ações, baseadas na Filosofia Gnóstica, a qual sempre foca em nossos próprios comportamentos e hábitos.Primeira ação – agenda útil: reveja sua rotina, eliminando tarefas e atividades acessórias, sem importância. Priorize o que é essencial. Descarte agendas inúteis e relacionamentos tóxicos.Segunda ação – mãe Natureza: cultive os contatos com a natureza, um parque, uma praia, um rio, uma montanha, um belo jardim. A mãe natureza tem a capacidade de nos relaxar e revitalizar.Terceira ação – agentes hiperexcitantes: atente para o excesso de nutrientes que lhe aceleram demais (redes sociais, alimentos, bebidas, músicas, filmes, diálogos, viagens em excesso), pois eles são muito excitantes, muito agitados, levando-nos a um ritmo frenético e de velocidade crescente e inconsciente.Quarta ação – cuide da alma: cultive uma prática espiritual relaxante, como orações, pranayamas (exercícios respiratórios), meditação, mantras, dança sagrada, cerimônias na natureza etc.Quinta ação – gula de futuro: entenda que o estresse e a ansiedade são advindos de pré-ocupações (atividades antecipadas, literalmente “ocupar-se antes”), daqueles pensamentos e tensões ligados ao futuro, com base no “preciso resolver agora para me desocupar daqui a pouco”. Só que este círculo vicioso de tensões vai sendo empurrado para frente e você nunca se desocupa, continua a viver preocupado.É por isso que na Gnose aprendemos que o Estresse e a Ansiedade são complicações devidas ao “Excesso de Futuro”.Recorde de 3 ensinamentos milenares: o Passado é somente uma lembrança, deixe-o lá, apenas use-o como aprendizado, nada de revirá-lo e sofrer. O Futuro é uma mera possibilidade, apenas se prepare um pouco para ele e tenha fé no destino e nos desígnios divinos. Só o presente nos pertence, só nele podemos agir (ou não) de forma concreta e real.Por isso que Samael Aun Weor, mestre do Gnosticismo contemporâneo ensina: a Gnose é a filosofia da momentaneidade, com nossa consciência se manifestando onde está nossa atenção, no aqui e agora. O restante é ilusão do ego. Isso é viver o presente, isso é estado de presença, isso é atenção plena, isso é consciência no agora, isso é libertar-se das ilusões dos sentidos e da mente.Alguém tenso e estressado, ansioso, está todo afetado física e psicologicamente, todo cheio de adrenalina, e jamais conseguirá um estado adequado para a conexão consigo mesmo, com os outros seres e com a Divindade.Interessante… alguém estressado e ansioso na realidade está desconectado de tudo: vê tudo, mas não enxerga nada; anda por tudo, mas nada contempla; quer comprar tudo, mas não tem o essencial; participa de tudo, mas nada lhe traz completude; tem centenas de seguidores na rede social, mas pouquíssimos amigos; pensa que se conhece, mas vive com um estranho que é ele mesmo… Este infeliz acaba se alienando da realidade da vida.Estresse e ansiedade são ruídos para a alma e na presença de ruídos ninguém transmite ou recebe mensagens fidedignas.Se você viver mais o presente, dando a (pouca) e suficiente atenção preparatória para o futuro, deixando as preocupações de lado, seus níveis de estresse e ansiedade baixarão significativamente.Assim sua saúde e alegria de viver se multiplicarão muito.E o melhor, você inspirará pessoas ! Ajudará a fazer um mundo melhor… Sérgio Linke é engenheiro e instrutor de Gnose.
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Antropologia Gnóstica: A origem espiritual e física do ser humano
Antropologia Gnóstica: A origem espiritual e física do ser humano Neste início de 3º milênio existem basicamente duas grandes linhas de pensamento mais populares quando se fala na origem do universo, da vida e do ser humano. Uma delas é chamada de Criacionismo Religioso (que considera uma ação Sobrenatural ou Divina, Criadora) e é abordada por todas as tradições mitológicas, espirituais e religiosas. A outra se refere ao chamado Evolucionismo Científico, que não considera a ação de uma Inteligência Superior externa e explica a origem e continuidade da vida com o acaso (sequência aleatória e não dirigida de fatos) e com a adaptação forçada necessária à sobrevivência. Tais recursos adaptativos seriam transmitidos hereditariamente. O Criacionismo Cristão se baseia no Dogma Bíblico descrito em brevíssimos e vagos versos no Gênesis do Velho Testamento, quando Deus criou primeiro o universo e depois o homem-macho a partir do barro da terra e “à sua imagem e semelhança”, dele derivando a mulher. Além da Bíblia, há outras origens ocidentais para as ideias criacionistas. Uma delas é o bom e sábio criador ou “Demiurgo” citado no Timeu de Platão (século V a.C.); outra é o “Motor Móvel” aludido na Metafísica de Aristóteles (século IV a.C.) e, mais tarde no século XIII, até o principal filósofo do cristianismo romano, Tomás de Aquino, descreveu o criacionismo como prova para a existência de Deus. Dessa forma, as tradições bíblicas colocam a criação do homem no mito de Adão e de Eva, não admitindo outras influências, nem mesmo da evolução. Esta é a posição tradicional, mas recentemente autoridades cristãs já têm aliviado esta carcomida e desacreditada crença medieval, admitindo como corretas ideias como o Evolucionismo e o Big-Bang. Vem muito tarde e de forma parcial este reconhecimento por parte da igreja. Algo parecido aconteceu com o Geocentrismo Ptolomaico Católico, até que a ideia da Terra como centro do universo ser comprovadamente derrubada por Copérnico há mais de 500 anos. Até este reconhecimento, muitos foram calados, perseguidos, torturados e mortos por isso, como Hipácia de Alexandria, Galileu Galilei e Giordano Bruno, só para citar alguns. Este criacionismo dogmático tem uma série de inconsistências, a começar pela cronologia bíblica que data a criação do homem a algo como 6.000 anos, base temporal sobejamente equivocada tanto pelos números da ciência oficial quanto pelas tradições muito mais antigas que a hebraica. Outra lacuna gerada pelas distorções patriarcais dos antigos escritores hebraicos diz respeito à criação da mulher, que seria uma mera derivação a partir da costela “de um homem-macho” que “se sentia muito sozinho no paraíso”. Somente para focarmos nas tradições hebraicas não somente oficiais, há vários textos apócrifos do Velho Testamento como o Evangelho de Enoch e as tradições cabalísticas contidas no Zohar e no Sepher Yetzirá (livros obviamente não reconhecidos pelos rabinos dogmáticos oficiais e nem pelos teólogos cristãos comuns) que descrevem a criação conjunta e simultânea de Adão e Eva, a partir da separação dos sexos em um ser chamado Adam-Kadmon, o Ser Humano Primordial Hermafrodita. A Antropologia Gnóstica aponta exatamente para o mesmo: a criação simultânea do homem e da mulher, com Adão e Eva simbolizando uma fase da etapa humana na Terra, quando há 18 milhões de anos houve, no então continente da Lemúria, a separação dos sexos entre homem e mulher a partir de um humano lemuriano primordial andrógino. Outro ponto de vista, a Teoria Evolucionista, vislumbra a partir da ciência oficial, materialista e acadêmica, que não considera uma energia inteligente (ou divina) regendo o desenvolvimento da vida e das culturas humanas na Terra. O Evolucionismo teve grande impulso com Charles Darwin em seu livro A Origem das Espécies (1859). Merece registro a co-participação na mesma época de Alfred Wallace que, apesar de pouco reconhecido e citado nos livros de história e até nos meios acadêmicos, chegou às mesmas ideias e conclusões de Darwin. Nesta teoria, ainda muito defendida na atualidade por boa parte da comunidade científica acadêmica mundial, acredita-se somente na continuidade/evolução mecânica do mais capaz de adaptar-se ao meio-ambiente, o qual transmite estas habilidades adquiridas aos seus descendentes. Quanto ao ser humano, a teoria evolucionista aventa ainda a existência de um ancestral comum para o homem e para algumas espécies de macacos. Ou seja, é errado dizer que no evolucionismo se defende que o homem descende do macaco, mas é certo dizer que esta teoria defende que ambos se originaram de um ancestral comum, meio animal, meio humano. Fazendo um aparte gnóstico sobre este aspecto, nas tradições das culturas de ouro de antigas civilizações onde ciência e religião andavam juntas devido à maior consciência dos homens, podemos dizer que alguns macacos e antropoides simiescos foram gerados a partir de aberrações humanas, quando homens e mulheres degenerados fizeram sexo com animais e geraram seres meio humanos, meio animais. Dessa forma, não seria o ser humano e o macaco derivados de um ancestral comum, mas sim o contrário. Foi o ser humano com costumes sexuais degenerados que criou seres híbridos metade humanos, metade animais. Portanto, à luz da Gnose, o chimpanzé não é um macaco que evoluiu a partir de um ancestral comum com o homem, mas sim uma degeneração do homem a partir do cruzamento sexual do ser humano com símios. Para o próprio Charles Darwin a ação de evoluir (literalmente “rolar” ou “ir para frente”) é apenas mudar biologicamente para se adaptar ao ambiente, não significando necessariamente se tornar melhor. Por isso que na Gnose falamos de Evolução e Involução como os eixos mecânicos da Natureza, sendo necessário um terceiro vetor, a Revolução, para sair dessa mecânica roda de nascimentos e mortes inconscientes (a Roda de Samsara citada nos textos sagrados Hindus, onde age a Lei do Karma-Darma). O objetivo principal da Gnose é então a Revolução da Consciência. Ao aqui nos referirmos a Revolução não o fazemos com a conotação de rebelião, tumulto, violência, mas sim no sentido de TRANSFORMAÇÃO PROFUNDA E RADICAL – a proposta do Gnosticismo. A ideia é de re-evoluir, tornar a evoluir, numa outra etapa ou nível, não mecânica …
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Cosmologia Gnóstica: as leis que sustentam o universo e o ser humano
Cosmologia Gnóstica: as leis que sustentam o universo e o ser humano A Cosmologia, como estudo do Cosmos (literalmente “ordem” em grego) ou do Universo (literalmente “todas as coisas unificadas”), é um dos mais belos exemplos de conhecimento humano que pode se transformar em sabedoria quando iluminado por 4 grandes luzes: a Cosmologia Científica (Astrofísica), a Cosmogênese Religiosa (Mitos da Criação), a Filosofia do Universo (explicação das origens e dos objetivos do mundo em que vivemos) e a descrição artística do Universo (desde o poético nome de nossa Galáxia Via Láctea, a “Via de Leite”, até a estrela de Belém que conduziu os Três Reis Magos para visitar o Cristo nascido). A cada nova descoberta científica vemos com satisfação se aproximarem os conceitos da astrofísica moderna com os antigos e profundos axiomas filosóficos e religiosos das grandes tradições como a Gnose. Hoje é comum se falar de Energia e Matéria Escuras como conceitos para se explicar os agentes da expansão ou da retração (gravidade) no Universo, mesmo que os cientistas acadêmicos não tenham a mínima ideia do que sejam estes agentes da movimentação nos céus. Há também inspirações teóricas e intensas pesquisas sobre multiversos, outras dimensões, teoria das cordas, buracos de minhoca, emaranhamentos quânticos, deslocamentos no tecido espaço-tempo, big-bangs e big-crunchs (criação e fim do universo). A Cosmologia é uma linda dança sincronizada e criadora, onde os mundos surgem dos berçários de estrelas, abrigam vida e depois são “absorvidos novamente no seio do Eterno Pai Cósmico Comum”, como de forma tão magistral sintetizou Samael Aun Weor, mestre gnóstico contemporâneo. As tradições judaicas e cristãs simplificaram demais a criação do Universo. Na realidade o Velho Testamento dedica poucos versos à criação do universo e das estrelas. O foco dos tradicionais escribas hebraicos foi mais na criação e queda do homem, da natureza de nosso planeta e, claro, nas gerações humanas que fizeram a história do povo hebreu. Entretanto e em complemento, os evangelhos apócrifos como de Enoch e de Valentino dedicam páginas e mais páginas a esferas celestiais, a seres que habitam os éons gnósticos e a agentes divinos como Arcontes, Demiurgos, Abraxas e Sophia. Estes livros apócrifos, secretos, “proibidos” e, obviamente, não canonizados pela igreja, explicam de forma mais completa e profunda as origens do universo e do ser humano, muito além das simplistas abordagens dogmáticas atuais. A Cosmogonia Védica Hindu, tão bem revisitada pela Teosofia de Helena Blavatsky, também é riquíssima em termos de Sabedoria ou Gnose Cosmológica. Mas há outras filosofias cosmogônicas tão belas e profundas como a Gnóstica e a Hindu: a Maia, a Asteca, a Nórdica-germânica, a Celta, a Suméria, a Egípcia, a Chinesa, a Grega. Este artigo traz elementos de todas elas. Para compreender o Universo precisamos conhecer as Leis que o criaram e o sustentam. Aliás, este é o mesmo caminho da física quântica (do pequeno, das partículas subatômicas) e também da cosmofísica (do grande, das estruturas galácticas e até maiores): quando se entende o funcionamento do pequeno, compreende-se como o grande funciona, e vice-versa. A primeira dessas Grandes Leis Cósmicas é chamada em língua divina de Sagrado Triamazikamno, a Lei do Três, que rege a CRIAÇÃO através da interação perfeita de duas polaridades, gerando uma terceira. No universo temos a energia escura e a matéria escura, agentes da expansão e da retração dos astros, como os 2 agentes que provocam o equilíbrio (a dança dos astros em suas órbitas) – o equilíbrio é a terceira força. Na criação biológica de um ser humano temos o pai, a mãe e a própria criança como a expressão dessa Lei do 3. E temos ainda as grandes trindades criadoras e também científicas: Pai, Filho e Espírito Santo; Osíris, Ísis e Hórus; Brahma, Vishnu e Shiva; Próton, Nêutron e Elétron; Atração, Repulsão e Equilíbrio; Força, Amor e Legalidade etc. Seja na filosofia, na ciência físico-química, nas religiões e até nas estruturas dos estados nacionais modernos (poderes Legislativo, Executivo e Judiciário), estes 3 agentes criadores sempre estão presentes. Em nossa vida individual, para avançarmos bem em qualquer ramo, devemos observar a atuação equilibrada dos mesmos três fatores de criação. Por exemplo o (1º) como Força-Ação (princípio ativo, expansivo, traduzido por determinação, vontade, ação concreta, “raça”); o (2º) é o Amor (princípio receptivo, acolhedor, representado por carinho, atenção, cuidado, prazer, alegria, “realização”), e o (3º) fator é a Observância e Obediência às leis humanas e divinas envolvidas. Força-Amor-Lei são o Triamazikamno das ações prósperas humanas que levam à felicidade, desde um casamento até uma profissão, da saúde física aos relacionamentos sociais construtivos, passando por harmonia familiar e educação dos filhos. Reflita nisso, caro leitor, e ajuste seu arranjo de ações com base na Lei do 3. Você verá rápido os resultados. Lembre-se: Força-Amor-Lei. A segunda grande Lei Cósmica é chamada de Lei do Sete ou Sagrado Heptaparaparshinock , que coloca ORDEM e administra o que foi criado pela Lei do Três. Por isso temos 7 cores, 7 camadas na órbita dos elétrons, 7 hierarquias angelicais, 7 notas musicais, 7 sacramentos, 7 dias da semana, 7 pecados capitais, 7 dimensões na natureza, 7 corpos do ser humano, 7 chacras, 7 Iniciações Espirituais, 7 Arcanjos etc. Algo que foi criado em harmonia pela Lei do 3 precisa ser bem organizado e bem gerenciado pela Lei do 7. Em nossa vida física e cotidiana podemos ver esta Lei Universal agindo em nossas atividades, por exemplo, nos níveis (1º) pessoal (íntimo), (2º) familiar, (3º) profissional, (4º) material-financeiro, (5º) social (amizades e afinidades), (6º) psicológico-religioso-místico e (7º) cooperativo-planetário-ambiental-espiritual. Para entender esta Lei a partir de uma auto-análise, apenas reflita como está sua vida em cada um desses campos e como eles se interagem, se há equilíbrio ou polarização em apenas um ou em poucos deles. Eles alimentam um ao outro ou atrapalham um ao outro ? O círculo que os move é vicioso ou virtuoso ? Você é egoísta (só pensa no (1) – em si mesmo) ? Você pensa mais na família (2) e se esquece de si e do resto ? …
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Meditação: 13 Benefícios Incríveis das Técnicas Gnósticas
Na sua abordagem científica, muito em moda na atualidade, a Meditação é uma espécie de terapia mental ou ferramenta de concentração, de atenção plena, de resolução de problemas e até de controle de emoções e pensamentos, diminuindo a ansiedade, o estresse e atuando ainda no combate à depressão. Além disso, a Meditação propicia um descanso e uma recuperação profunda no menor tempo possível, tanto física quanto mental e emocionalmente, sendo muito eficaz contra os distúrbios do sono. Já nas tradições espiritualistas, a Meditação objetiva o autoconhecimento e a autorrealização do ser humano, buscando acessar o Ser Interior e fundi-lo com a Divindade – o chamado êxtase ou Samadhi. Na Meditação espiritualista busca-se a libertação da individualidade, do ego, da parte, para religar-se ao Criador, ao Divino, ao Todo que tudo originou. Portanto, a Meditação é tanto a busca da quietude mental e emocional necessária para conquistar um estado interior de clareza e tranquilidade, quanto uma ferramenta de conexão com a Divindade. E ela nos permite acessar tanto o Divino Interior (nosso Real Ser, nossa Mônada) quanto a Deidade Externa, Aquela que a tudo sustenta. Há muitos praticantes gnósticos de Meditação que constataram serem verdadeiros todos os benefícios e objetivos descritos não só pela ciência, mas também pela espiritualidade. Depois de algumas semanas de treino e perseverança, é possível avançar muito na técnica da Meditação Gnóstica, ensinada nas escolas de gnosticismo, conquistando inúmeros benefícios tanto para a vida diária, para os desafios comuns do cotidiano, quanto para o trilhar do desenvolvimento espiritual, como descreveremos na sequência. Benefícios da prática constante da Meditação Gnóstica: 01 PAZ INTERIOR Você sofre muito com seus compromissos e agenda ? Anda estressado ? A Meditação propicia uma incrível Paz Interior, pois disciplina a mente e evita o doloroso batalhar de antíteses do racionalismo não resolvido. Ela digere as preocupações. 02 SERENIDADE Você tem dificuldades em manter o estado de presença no aqui e agora ? Também é possível alcançar maior grau de Serenidade, mantendo a mente em maior parte do tempo no estado contemplativo e no presente, evitando incômodas recordações do passado e preocupações inúteis com o futuro. 03 CONCENTRAÇÃO Você precisa ler três vezes uma frase para compreendê-la ? Ou não consegue se concentrar bem quando está dialogando com uma pessoa ? Quem medita regularmente adquire uma poderosa Capacidade de Foco e de Concentração, evitando a dispersividade e a perda de atenção, problemas que afetam de forma muito séria os estudos e o desempenho profissional. Ela diminui o déficit de atenção. 04 SENTIDOS AGUÇADOS Você tem observado perda de capacidade dos sentidos físicos ? A Meditação permite Aguçar os Sentidos, pois as regiões cerebrais responsáveis pelas sensações ficam mais equilibradas, além da melhoria no funcionamento do trinômio órgão sensorial, conexões do sistema nervoso, interpretação cerebral. É possível degustar melhor, sentir melhor os cheiros, ver melhor, ouvir melhor e até desenvolver o tato com a prática diária da reflexão serena. Com a meditação os sentidos se tornam mais refinados. 05 ALÍVIO DE DORES Você tem sentido dores musculares ou na coluna ? Dor de cabeça constante ? Uma vez que o estado meditativo permite um relaxamento profundo e auto-induzido, há uma significativa melhora no funcionamento e bem-estar do corpo físico, já que são trabalhadas e aliviadas tensões e “couraças musculares” que interferem nos sistemas circulatório, muscular, respiratório, nervoso, digestivo, excretor etc. 06 EQUILÍBRIO EMOCIONAL Sua vida afetiva leva a constantes frustrações e tristezas ? Um melhor Equilíbrio Emocional também é alcançado, pois na Meditação aprendemos a valorizar o que realmente tem importância em termos afetivos e de nossas reações psicológicas, não permitindo a predominância de reações inconscientes negativas como ira, mágoa, culpa, vingança, autocomiseração etc. 07 DORMIR BEM Você tem um sono tranquilo ? Acorda totalmente renovado pela manhã ? A Meditação também propicia uma melhor Qualidade do Sono, tornando-o mais profundo, tranquilo e reparador. A insônia, a apneia obstrutiva, os “pés inquietos”, o bruxismo (ranger de dentes) e os pesadelos afetam bilhões de pessoas no mundo todo. Quem medita relaxa mais rapidamente antes de entrar em estados REM e outras fases mais profundas do sono. Os meditadores regulares dormem menos e melhor. 08 SAÚDE GERAL Você está satisfeito com o seu bem-estar em termos corporais e mentais ? Devido aos benefícios descritos acima, estudos do mundo inteiro concluem que as técnicas meditativas melhoram o estado geral de saúde, tanto física quanto psicológica. 09 CAPACIDADE DE APRENDIZADO Como andam seu interesse por coisas novas e seu aprendizado ? A Meditação permite ampliar em muito a Capacidade de Aprendizado, pois desenvolve melhor concentração, maior memória e raciocínio mais rápido e límpido. 10 RELACIONAMENTOS Você tem muitos relacionamentos tóxicos e destrutivos ? A prática constante da Meditação presenteia significativa melhora nos Relacionamentos Sociais, pois a serenidade, a capacidade de diálogo, o saber lidar com o contraponto às nossas ideias, a empatia e o “saber ouvir o outro” são desenvolvidos com a reflexão serena. Também é aumentado o discernimento para evitar pessoas tóxicas. 11 AUTOCONHECIMENTO Você acredita que se autoconhece o bastante para lidar bem com suas reações psicológicas? Como benefício ao desenvolvimento psicológico propiciado pela Meditação temos o Autoconhecimento (de nossas forças e fraquezas psíquicas, inclusive com técnicas para eliminar defeitos psicológicos e exaltar virtudes, como estuda-se na Psicologia Gnóstica). 12 PERCEPÇÕES EXTRA-SENSORIAIS Você já se deparou com o afloramento involuntário de Percepções Extra-sensoriais ? A Meditação constante também desenvolve de modo equilibrado as Percepções Extra-sensoriais e os Estados Alterados de Consciência, como são praticados e desenvolvidos nas Escolas Gnósticas. Importante citar que nas práticas gnósticas tradicionais não se utiliza qualquer substância química que altere os sentidos ou o sistema nervoso. A Meditação nutre naturalmente os corpos sutis, desenvolve os chacras e harmoniza os fluxos de energia vital e psíquica. 13 DEVOÇÃO CONSCIENTE Sua Fé e Devoção são Conscientes ou somente baseadas em dogmas ? A Meditação nos possibilita a conquista da Devoção Consciente, pois uma das formas mais belas e eficazes de Meditação é a Devocional, onde integramos todo o nosso …
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Triunfe se orientando pela Cabala Gnóstica
Quando se inicia um novo ano são comuns as previsões e orientações de todos os tipos, desde as mais apocalípticas baseadas em livros antigos que são interpretados ao pé-da-letra e sem discernimento (falando do final dos tempos e do retorno de um Salvador, por exemplo), até aquelas dos “videntes” de plantão, que buscam prestígio, clientes e dinheiro usando técnicas obscuras. Estes “videntes” muitas vezes se valem de métodos tradicionais, como o Tarô e a Cabala, na quase totalidade das vezes adulterando e descaracterizando completamente estas sagradas ciências do antigo Egito, originadas de Thot, e das tradições hebraicas, iniciadas com Abraão. Samael Aun Weor, sábio gnóstico contemporâneo, chamou aqueles primeiros equivocados de Religiosos Pistoicos (de fé cega e às vezes fanática, inconsciente) e aos segundos equivocados de Clarividentes Subjetivos, ou seja, sujeitos aos devaneios e fantasias de seu próprio ego (desejos, ambições, medos, apegos). Mas o fato é que há milhares de anos existe uma Sabedoria Pura conservada pelos gnósticos, a qual se expressou em grandes civilizações como a hebraica e a egípcia antiga, por meio de instrumentos simbólicos de conexão entre o microcosmo (o Ser Humano) e o macrocosmo (o Universo e as circunstâncias que nos rodeiam). Para buscar esta sabedoria é necessário pesquisar não no “tarólogo” ou “cabalista” da moda, ou ainda no cursinho rápido online de 6 horas, mas sim em fontes tradicionais como o Tarot Egípcio (em livros como o de Jesus Iglesias Janeiro) ou a Cabala Hebraica (em obras como o Zohar e o Sepher Yetzirah), além de muito trabalho interior para afastar qualquer distorção do ego. Estas duas ciências são magistralmente ensinadas de forma profunda e iniciática no espetacular livro Tarô e Cabala, de Samael Aun Weor, inclusive com práticas e exercícios espirituais para conexão do estudante com as forças arquetipais da Árvore dos Sefirotes e dos 22 Arcanos Maiores de Thot. Pois bem, feito este esclarecimento introdutório, para que não seja enganado o buscador ávido de conhecer as energias e movimentos inerentes ao ano de 2023, vamos à análise Cabalística Gnóstica do que nos espera neste novo período de 365 dias. O Ano de 2023 traz a energia do número 7, resultado da soma dos algarismos do ano (2+0+2+3 = 7). Sete é um número muito sagrado, pois denota uma Lei de Organização de todo o Universo, conhecida em língua sagrada como Heptaparaparshinock. Ele também remete ao Triunfo mediante a preparação e a condução de batalhas conscientes travadas tanto estratégica (planejamento prévio), quanto taticamente (adequações de movimentos conforme os desafios vão se apresentando). No Ser Humano o 7 está composto pelo (4) Quadrado Material (aspectos físico, etérico, emocional e mental) e pelo (3) Triângulo Espiritual (aspectos da Consciência, da Alma e do Espírito propriamente dito). Este é o motivo de no Tarot Egípcio o Arcano 7 trazer a figura do Guerreiro Preparado, com sua carruagem, armas e armadura, na busca da Conquista e do Triunfo. Já na Cabala Hebraica o 7 emana a energia da Esfera Sagrada (Séphira) Netzah, cifrada na letra hebraica Zain e que exige organização mental, discernimento, e uso equilibrado da razão e da intuição, para transcender desconfortos, dores e mágoas. Por isso que 2023 é um ano que promete grandes Triunfos e Conquistas, desde que observados os seguintes princípios, sintetizados a partir das Leis Universais da Cabala e do Tarot explicadas acima. Sete Princípios da Cabala Gnóstica para Vencer em 2023: (I) Conscientize-se que 2023 promete muitas vitórias, mas exige muitas lutas com preparação e perseverança. Será um ano difícil para os acomodados, mas muito exitoso para os batalhadores inteligentes. (II) Organize-se: prepare-se cuidadosamente focando nos pontos que realmente quer conquistar, não perca o alvo de vista. Eleja duas ou três metas e veja os elementos de preparação, de estratégia e de tática que precisa. Quem não se planejar e não se preparar enfrentará muitas derrotas neste novo ano. (III) Equilibre o Espiritual e o Material: invista nas ações psíquicas-espirituais (como na saúde mental e na devoção espiritual) e também nos movimentos concretos materiais (vá atrás, busque aperfeiçoar-se, aprender novas técnicas, conheça novas pessoas, não espere as coisas caírem do céu). Quem caminhar numa só via (material ou espiritual) desanimará facilmente em 2023. (IV) Cuide da saúde do corpo físico (a “carruagem” do guerreiro do Arcano 7), de suas habilidades e atitudes (as “armas” do guerreiro) e de sua resiliência ou capacidade de recuperação rápida (a “armadura” do guerreiro). 2023 será um ano de muitas lutas e conquistas, para quem estiver “bem armado”. (V) Observe com Discernimento os pontos de decisão, usando razão e intuição de forma equilibrada. Netzah é o sephirote do equilíbrio da mente. Quem decidir só com a razão ou só com a emoção, estará a um passo do erro em 2023. (VI) Não dê importância a pequenas perdas e desconfortos, transcenda as dores e siga em frente. Pense nos objetivos maiores. Em 2023 quem ficar “lambendo inerte as próprias feridas” e se lamentando, será atropelado pela energia guerreira do ano. (VII) Esqueça as Mágoas e Amarguras do passado, perdoe as pessoas, abandone as circunstâncias que já passaram e refaça parcerias de acordo com o novo cenário, lembrando que 2023 é um ano de vitórias para os valentes e preparados. Os amargurados, magoados e apegados ao passado ficarão pelo caminho em 2023. Pois bem, caro estudante e amigo da Associação Gnóstica de Brasília, delineamos aqui de forma sintética os princípios, orientações, virtudes e ações a serem colocadas em movimento para vencer em 2023, aproveitando toda a energia desafiadora deste ano. Vá em frente: prepare-se, organize-se, use seu discernimento e equilíbrio e VENÇA, afinal o número 7 de 2023 está inspirando e mobilizando os Guerreiros e Guerreiras da Vida !!! Sérgio Linke é engenheiro e instrutor de Gnose
Espiritualidade Asteca: a Guerra das Flores e o Círculo do Poder
Espiritualidade Asteca: a Guerra das Flores e o Círculo do Poder Segundo as tradições dos ancestrais mexicanos, mais precisamente os nahuatls, há milhares de anos, cada um de nós era plenamente feliz e vivia junto a uma bela árvore florida num paraíso chamado Tamoachan. Do alto dessa árvore, pairava uma ave sagrada de indescritível beleza. Certo dia, esse homem meio terreno, meio celeste, foi seduzido pelos encantos de uma bela e envolvente dama. Ambos embriagados realizaram então uma dança destrutiva através da qual, gradualmente, foram quebrando os troncos e galhos da sagrada árvore. A árvore então, de tão maculada sangrou e perdeu sua vitalidade. Suas flores, que eram radiantes, murcharam assim como suas folhas vistosas caíram. A bela ave sagrada então, sem ter mais morada na árvore paradisíaca, teve que partir. Até hoje, a maioria dos homens daquela época caminham na embriaguez e na penúria de uma árvore destruída. Os poucos que perceberam o que aconteceu, passaram a caminhar em busca de replantar e recultivar essa árvore. Esse caminho na tradição nahuatl chama-se Guerra Florida. Essa é a guerra que todo aquele que quer trazer de volta a sua árvore e a sua ave sagrada, deve participar. É a luta contra as próprias ilusões e embriaguezes terrenas para ir reconquistando pouco a pouco as flores perdidas. As ilusões são o ego, o desejo, a ambição; as flores são as virtudes, as manifestações divinas no nosso Real Ser Interior Profundo, a Mônada Divina. A Guerra florida é para afastar as ilusões do ego e para reflorir a árvore, para que o Pássaro Sagrado do Ser novamente nela se assente. O leitor mais atento verá inúmeros paralelos entre esta “queda do paraíso” asteca e a “expulsão do paraíso” de Adão e Eva, registrada no Gênese bíblico. O círculo do poder tem muito a ver com a reconquista dessas flores. O homem, embriagado com suas ilusões terrenas, a cada experiência de sua jornada humana pode ir recuperando essas flores que nada mais são que as virtudes da alma para reencontrar a ave rara Sagrada perdida, seu verdadeiro e Real Ser. No círculo do poder reunimos pessoas afins que estão buscando a resolução de seus íntimos problemas e que juntos formam um círculo de poder que é capaz de curar, no nível alcançável de cada participante, o que estão buscando. Aqui quando falamos em Poder não estamos nos referindo àquelas ambições metafísicas mundanas, como lembrança de vidas passadas, clarividência, contato com o mundo invisível, resolver nossos “karmas” etc. Quando se fala em linguagem náhuatl-gnóstica, Poderes são as virtudes do Ser Íntimo que nos permitem ter uma vida mais consciente, feliz e produtiva, com o objetivo de Servir a todos os seres de forma desinteressada. Poderes são uma mente limpa, um coração tranquilo, a Generosidade, a Paciência, a Paz, a Compaixão. A Gnosis nada mais é do que o caminho para o reencontro com a Sabedoria, ou seja, deixar para trás o caminho da embriaguez e buscar a Consciência de instante em instante. Por isso, Samael Aun Weor, grande conhecedor das culturas xamânicas, assim como difusor da Sabedoria Nahuatl (seu livro Magia Crística Asteca é uma obra de arte sobre a mística pré-colombiana), dedicou sua vida na escrita de livros que auxiliassem as pessoas, pobres homens e mulheres embriagados há milênios, a se prepararem como Guerreiros e Guerreiras das Flores. O prêmio do guerreiro e da guerreira é alcançar de volta sua plenitude espiritual que é próspera, pacífica, feliz, harmônica e generosa. O Workshop de Renascimento, Constelação e Círculo do Poder Xamânico une as técnicas modernas do Renascimento e da Constelação Familiar com as práticas gnósticas e xamânicas para impulsionar os participantes na luta pela reconquista de suas flores da alma, de sua árvore Sagrada, para que um dia possa voltar a ser habitada por seu Deus Interior. Num momento como este, em que quase todos os eventos de nossa vida cotidiana nos levam a destruirmos mais as flores da alma, convidamos você a um evento único que te trará a ajuda e soluções para caminhar mais Consciente e feliz, podendo auxiliar seus amigos, queridos e familiares. À batalha, à batalha, à batalha! As Flores nos esperam… Alessandra Espineli Sant´Anna é engenheira e líder gnóstica
Guerra e Paz: Aspectos Ocultos da Gangorra Humana de Sofrimento
GUERRA E PAZ: ASPECTOS OCULTOS DA GANGORRA HUMANA DE SOFRIMENTO Por que escrever sobre a guerra ? Neste março de 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia nos traz de forma chocante o fantasma da guerra, nos cabe abordar o tema. Aquelas pessoas mais próximas de sua natureza divina, as que já tomaram consciência que todo o planeta Terra é um só organismo, aquelas que sentem compaixão por qualquer ser que sofre, este tipo de indivíduo sente o coração apertare até doer quando tem notícias de guerras. Podemos até dizer, no sentido contrário, que ficar impassível e inerte diante de uma guerra denota embrutecimento e perda de valores humanos, indica degeneração da alma. As guerras são o contrário de tudo que é bom, trazem violência, sofrimento, vítimas inocentes, soldados jovens compelidos inconscientemente a matar e morrer; guerras são trevas e dor, marcam as pessoas por muitas gerações e até, individualmente, cada um de nós por várias vidas posteriores. Mesmo que inconscientemente, todos nós temos traumas de guerra: matar, morrer, sofrer, fome, frio, doença, fugir, pavor, destruição… Podemos trazer alguns números hediondos desse terror: invasões mongóis de Gengis Khan no século XII: 70 milhões de mortos; repressões chinesas a revoltas religiosas no século XIX: 100 milhões de vidas perdidas; 1ª guerra mundial: 20 milhões de perdas humanas; guerras civis russa e chinesa na primeira metade de século XX: 15 milhões de mortos; 2ª guerra mundial: 80 milhões de vítimas fatais; guerra fria EUA-URSS no pós guerra: 20 milhões de pessoas perdidas… E para cada morto há muitos parentes que sofrem, se traumatizam, ficam desassistidos, têm seus futuros frustrados: são mães, pais, avôs, esposas, filhos, irmãos, amigos, alunos, crianças, bebês… todos marcados pela brutalidade da guerra. Por isso que Samael Aun Weor, sociólogo gnóstico e pacifista do século XX, na busca de evitar este flagelo e apontar uma solução, ensina que a guerra é devida à inconsciência das pessoas: “ Os humanoides intelectuais equivocadamente chamados de homens possuem na verdade somente uns 3% de Consciência; se tivessem pelo menos 10% de Consciência, as guerras seriam impossíveis na face a Terra”. Algumas consequências Ocultas da Guerra Além das já conhecidas perdas de vidas, sofrimento, enriquecimento de uns e miséria de outros, desenvolvimento tecnológico, redefinição de fronteiras, fortalecimento de ideologias e outros fatores, a guerra também traz consequências terríveis que se estendem por séculos, as quais nem sempre são abordadas por historiadores, sociólogos e até religiões. Eis algumas dessas consequências ocultas ou invisíveis: traumas nas almas dos mortos – e também nas de seus parentes – o que ecoa por várias vidas futuras de todos os envolvidos; quebras de populações inteiras, principalmente combatentes masculinos, chegando a distorções na formação de família e levando à poligamia oficial, por exemplo; sumiço de culturas e de valores característicos de cada povo, os quais normalmente levaram dezenas de milhares de anos (ou até mais) para se formarem; agressão ao ambiente, com animais, plantas, rios, lagos, atmosfera etc. sendo vítimas inocentes das armas de destruição; e, talvez a pior das consequências, a banalização da dor alheia, da opressão pelo mais forte, da violência… ver as guerras como coisas naturais, justificáveis e até necessárias. Novamente o filósofo Samael nos traz sabedoria sobre este ciclo vicioso: “ Toda época de paz é sucedida por uma época de guerra e vice-versa. Somos vítimas da Lei do Pêndulo e isso é doloroso. Se queremos ver os dois aspectos da cada questão (guerra e paz), se faz necessário viver não dentro da Lei do Pêndulo, mas sim dentro de um Círculo Mágico, fechado”, referindo-se à fluência virtuosa de energias e riquezas de forma harmoniosa, sem as polarizações instáveis das épocas de guerra e paz. Motivações Geopolíticas e Econômicas da Guerra Os estudiosos acadêmicos da guerra costumam indicar origens geopolíticas e/ou econômicas para os conflitos armados, como busca de territórios, imposição de ideologia (religião, estruturação social, modelo político etc.), disputas de mercados, garantias estratégicas de energia (petróleo, gás, urânio) e matérias primas e até, o que ainda não se fala muito mas será sem dúvida motivo futuro para guerras, riquezas naturais e da biodiversidade, como temos em nossa Amazônia que é planetária. Relembrando Samael Aun Weor, mestre da gnose contemporânea: “A ganância exorbitante, o conflito de mercados, a competição bárbara e o ódio, levarão a humanidade à terceira guerra mundial ”. Todas essas motivações são materiais e temporárias, circunstanciais, por dependerem da cultura, da época e da necessidade de cada povo. Quem poderia pensar que já tivemos guerras por ópio, por peles de castor, por toras de pau-brasil, pelo direito de escravizar outras pessoas ? Ou ainda, que 3 religiões disputaram em inúmeras guerras – e continuam se estranhando, com ódio e sem perdão, pela cidade de Jerusalém, considerada sagrada para Judaísmo, Islamismo e Cristianismo. Como pode algo sagrado ensejar guerras ? Qual dos 3 Deuses, legisladores, profetas ou messias é o melhor ? Isso nada tem a haver com Deus. Isso é coisa de homens degenerados, afastados do espírito. Para essas disputas inconscientes só há uma resposta, sintetizada por Samael: “ Lançam-se à guerra, mas não querem a guerra, porém sempre vão, ainda que não queiram… Por quê ? Porque estão hipnotizados”. Motivações Psicológicas e Individuais da Guerra Aqui o “bicho começa a pegar para o nosso lado” como se diz no vulgo, pois nos acostumamos mais a criticar os outros, o vizinho, o presidente, o país amigo ou inimigo, do que a nós mesmos. Desde pequenos somos induzidos a explicar, justificar, olhar para fora, desviar-nos de nosso interior, encontrar a culpa no outro. Todos nos eduzem à ambição, ao sucesso, ao emprego, ao dinheiro, ao prestígio, à personalidade digital para termos milhares de seguidores na redes sociais. Pouco se ensina a olhar para si mesmo, compreender a si mesmo, criticar a si mesmo, se auto-aperfeiçoar. Conciliar ao invés de polarizar, apaziguar ao invés de conflitar, dialogar ao invés de discutir, enriquecer-se com a opinião do outro ao invés de tentar mudá-la para que seja igual à nossa. Virtudes como empatia, generosidade, …
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Deus Pai, Deus Mãe: A Bela e Misteriosa Dança do Universo.
DEUS PAI, DEUSA MÃE: A BELA E MISTERIOSA DANÇA DO UNIVERSO Muitos de nós em nossa formação religiosa, aprendemos que Deus é Pai, é masculino, e isso advém de séculos de uma postura equivocada, muito influenciada por uma era essencialmente patriarcal – a Era de Peixes, que findou em 1.962. Surge então no século XX o advento da Era de Aquário, possibilitando a ação das forças de Urano, seu planeta regente, nos impulsionando na busca profunda do Universo. Então aprendemos que Deus também é Mãe e que podemos buscá-la dentro de nós mesmos. Dedicamo-nos a encontrar esse aspecto sagrado em nossas profundezas, mas, por força de nossa mecanicidade psicológica, e influenciados pela lei do pêndulo, saímos de uma postura extrema à outra, passando a ver Deus como Mãe em sua essência, sem compreender que o Creador não se divide e sim se manifesta na mais pura harmonia: portanto onde está o Pai, lá também estará a Mãe – eis o mistério do Pai – Mãe. O Eterno Masculino de Deus e o Eterno Feminino de Deus são aspectos do mesmo Deus Imanifestado e Manifestado; o Yin e o Yang que se complementam, trabalham e cantam a música sublime da criação. Samael Aun Weor nos ensina que o Eterno Feminino de Deus se manifesta em 5 aspectos Divinos, e em cada um deles lá também está o Pai, em sua beleza e força, lado a lado com sua divina amada para que a Obra se realize. Se por um lado temos a Mãe Divina Cósmica, que representa a gravidade, a matéria, a Mater do Universo, por outro temos o Pai Cósmico que representa toda a expansão, irradiação e a energia do universo. Se temos a Mãe Divina da Terra que é a Mãe Natureza, temos também o Pai Divino do Céu, o Pai Sol, o Pai da Luz, o Pai Irradiador que tudo nutre, pois Ele é o fogo do céu, penetrante, quente, e a Mãe Divina toda a água do planeta, dúctil, receptiva, adaptativa. Se temos a Mãe Divina Interna, que nos acompanhada de instante a instante, é nossa confidente e amiga, nossa Mãe Cósmica Particular, também todos temos nosso Pai Interno Particular, nosso Pai Cósmico Particular, aquele que nos inspira: nosso herói divino. Se temos a Mãe Morte, a grande transformadora que se expressa e age em todos os cosmos e mundos, que nos acompanha internamente nos processos pós-morte e em nossa morte mística (de nossos defeitos psicológicos), temos também nosso Pai Morte, que sempre acompanha a grande Mãe Morte, aquele que é nosso Kaom Interior, que representa a Lei dentro de nós, que coordena o trabalho dos Lipikas, registradores Celestes ou “Escrivães Internos” que anotam cada palavra e cada ação executada por nós. É nosso Pai quem nos julga internamente nos tribunais do karma, nos orientando nos processos de retorno, para ganharmos novo corpo físico. É Ele também quem nos dá o Donum Dei, a permissão divina para exercer o dom da alquimia, a permissão para construir os nossos corpos solares na magia do sexo amoroso e espiritual. Se temos nossa Maga Elemental, a mãe que cuida de nossos processos energéticos internos, nossa bioquímica, nossa fisiologia, nossa libido, temos o nosso Pai Mago Elemental, sob a forma de nosso Intercessor Elemental, cuja função é permitir nosso contato mágico com a forças da Natureza Externa. É o nosso Pai Elemental Intercessor quem possui o acesso direto com o hierarca de todas as estruturas elementais da natureza, o senhor Jeová. Ele é, portanto, sua representação dentro de nós. Ele, nosso Intercessor Elemental, também acessa todos os Devas ou chefes elementais da natureza. Pai Interno e Mãe Interna, Pai Divino e Mãe divina, Eterno Masculino de Deus e Eterno Feminino de Deus, sempre agindo dentro de nós como um casal Divino, expressões que derivam de um só aspecto sagrado, uno, uni-total, e que para Crear se manifestam através de 2 polaridades: Uma emissora, centrifuga, expansora – masculina Outra receptora, centrípeta, interiorizante -feminina Uma leva à matéria, à gravidade, atrai e une – feminina Outra leva à energia, à expansão, irradia e dissemina – masculina E todos esses aspectos, masculino e feminino, agem no mundo e em todos os cosmos através de suas 7 funções sagradas, em estrita obediência à Sagrada Lei do Heptaparaparshinock, a Lei Septenária que tudo organiza no cosmos. Assim como as funções do Eterno Feminino de Deus estão ligadas à nutrição, à interiorização, à força centrípeta (para dentro), as funções do Eterno Masculino de Deus estão ligadas à expansão, ao movimento exterior, ligadas à irradiação ou às forças centrifugas, expansoras, emissoras do universo. Todas agindo e realizando o Eterno Movimento Cósmico – “O Santo OKIDANOCK”, a dança geratriz dos polos complementares tão bem expressada nos símbolos do Tao, da Cruz, da Estrela de Seis Pontas (dois triângulos entrecruzados), da runa Gibur nórdica etc. O Eterno Feminino de Deus Gera, Gesta, Pare, Nutre, Educa, Mantém e Absorve, e O Eterno Masculino de Deus Gera, Sustenta, Protege, Inspira, Treina, Ordena e Perdoa. 1 – GERAR Vamos imaginar os primeiros instantes da maravilha da criação do universo. O instante inicial onde nada existia, somente o Deus desconhecido, o Agnostostheos, aquele que encerra todo poder, toda luz, toda escuridão, tudo que foi, é e será. Surge então a primeira grande lei do universo que é a vontade de Deus de crear. Nesse instante, esse creador se manifesta em Pai e Mãe. A Mãe é a matéria primordial – o substrato, a Prákriti, já o Pai é a energia primordial, o Purusha, todo movimento Cósmico. E o amor que os une é o Espírito Santo Cósmico – o amor do filho, do Cristo, da vida, da união. Aquele que une – Aquele que constroi. E é na conjunção perfeita do Pai Cósmico, da Mãe Cósmica e do Espírito Santo Cósmico que o grande Pai exerce sua 1ª função sagrada: GERAR Gerar a vida no útero de sua amada, e assim crear tudo o que há no universo: os mundos, sóis, planetas, …
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Aromaterapia Gnóstica: As 3 Dimensões de um Óleo Essencial e como Usá-las (Parte II)
AROMATERAPIA GNÓSTICA: AS 3 DIMENSÕES DE UM ÓLEO ESSENCIAL E COMO USÁ-LAS (PARTE II) Na 1ª parte deste artigo vimos a importância dos aromas para os seres, a história da aromatologia e descrevemos o que é um óleo essencial. Agora abordaremos uma parte mais prática e aplicada das essências quintessenciais aromáticas. As três dimensões da Aromatologia Gnóstica Na sabedoria gnóstica aprendemos a chamada Lei do Três, Triamazikamno em língua sagrada, que ordena as formas primordiais para criar tudo o que existe, por isso temos as trindades em todas as religiões (Pai-Filho-Espírito Santo, Brahma-Vishnu-Shiva, Yin-Yang-Tao etc) e até na física e na química, com suas forças de atração-repulsão-equilíbrio ou seus PHs ácido-básico-neutro. Pois bem, a Aromatologia Gnóstica também pode ser vista como a manifestação odorífica completa dessa Lei Sagrada, constituindo assim as Três Dimensões Aromatológicas. A primeira dessas dimensões é a (I) Bioquímica, ou seja, os efeitos que as substâncias químicas contidas no cheiro provocam em nosso sistema nervoso, em nosso cérebro. Um aroma provoca reações cerebrais no hipotálamo e no sistema límbico, levando à liberação de vários hormônios e neurotransmissores, os quais vão comandar nossas reações biológicas e psicológicas. Ou seja, os aromas são verdadeiros gatilhos químicos cerebrais e de comportamento. E o mais incrível: a maioria dessas reações é inconsciente, instintiva, não racional. Veja só, querido leitor, o poder dos aromas. Esta primeira dimensão é a mais usada na cosmética e na perfumaria atual, algumas vezes de forma antiética e até utilizando feromônios sintéticos para despertar reações subliminares. A segunda dimensão aromatológica gnóstica é a (II) Memorial, Atávica, Arquetipal, aquela ligada às memórias, às inúmeras representações psíquicas contidas nos aromas, seu código ou simbologia cultural. O cheiro de bebê, do assado da vovó, do café passado pela manhã, do pão assando, da fruta pega no pé, do suor testemunha do dia de trabalho, do odor natural do ser amado, a flor ganha em carinho…só para citar alguns exemplos positivos. Ou cheiro do incêndio, do sangue do animal abatido, da carne podre, das pessoas que marcamos como ruins, para também fazer referência a exemplos olfativos que despertam memórias desagradáveis. Esta dimensão está ligada às profundas memórias de nossa psique, sejam elas conscientes ou não, por isso têm tanto poder arquetípico de influenciar diretamente nosso comportamento e saúde. Este segundo vetor da Aromatologia Metafísica já é muito menos utilizado, sendo a ele dada a atenção principalmente terapeutas que conhecem o poder dos aromas para harmonizar estados físicos e psíquicos. Agora vamos ao terceiro fator ou dimensão da Aromatologia Mágica Gnóstica, aquele pouquíssimo conhecido e raramente utilizado. É um verdadeiro Segredo Alquímico. Ele engloba o acima citado poder da “alma” da planta, seu (III) Elemental ou energia inteligente, que algumas culturas chamam de anjo ou deva da planta. Esta energia inteligente só é colocada à nossa disposição mediante fórmulas muito específicas e exatas, que são estudadas, por exemplo, em excelentes livros de Magia Elemental, como as três monumentais obras “Plantas Mágicas”, de Paracelso, ou “Rosa Ígnea” e “Medicina Oculta”, de Samael Aun Weor. Para usufruirmos de uma força da natureza, como o fogo ou a eletricidade, precisamos conhecer a tecnologia para utilizá-la. O mesmo ocorre com a magia dos elementais vegetais da natureza. Poucos conhecem, pouquíssimos sabem despertar e raríssimos operam adequadamente a Magia Elemental dentro das Leis Divinas. Nossa experiência de 40 anos estudando e utilizando óleos essenciais nos permite afirmar que do poder de um aroma natural, cerca de 25% estão na Bioquímica, 25% na Memória Psicoativa e 50% na Força Elemental do vegetal. Por isso este artigo faz referência à Metafísica, à Alquimia e à Magia, justamente para englobar esta poderosa, desconhecida e tão subutilizada parcela da força dos óleos essenciais. Neste ponto reverencio minha amada e inesquecível avó Adelaide, quando me ensinava na fria Curitiba da década de 1970: “antes de pegar o romã na árvore, lembre-se da beleza e bondade dele e reze a Deus para que permita colhê-lo… ”. Sabedoria de avó que sempre apliquei ! Como usar os óleos essenciais Fisicamente os óleos essenciais aromáticos vegetais podem agir por impressão odorífica (aroma), em contato com a pele (aplicação tópica, massagens, banhos) e por ingestão, sendo esta última recomendada somente em casos excepcionais e com muita orientação, pois há óleos tóxicos se ingeridos. Metafisicamente a ação das quintessências vegetais ocorre nos planos sutis, etéreos, por emanações energéticas invisíveis, eletromagnéticas e quânticas, no mundo dos campos e das subpartículas atômicas. Hoje usamos esses termos físicos, mas essas forças invisíveis sempre foram referenciadas nas tradições como energias espirituais, força elemental ou dévica. Essas forças interagem, por ressonância harmonizante, justamente nas partes sutis de nosso corpo físico, nas contrapartes energéticas e metafísicas de nossa densidade corpórea. Ao promoverem a impregnação da atmosfera com substâncias químicas e energias invisíveis que provocam tão boas reações, os óleos essenciais agem tanto nas pessoas individualmente quanto no ambiente como um todo, purificando e protegendo, energizando e harmonizando. Dessa forma as quintessências aromáticas entregam na proporção exata a substância e a energia que a pessoa/ambiente necessita. Os extratos aromáticos essenciais podem ser utilizados em evaporadores elétricos ou a vela, em sprays, em incensos de vareta (impregnados na pasta inflamável), em varetas secas umedecidas num frasco, em sachês aromáticos, em travesseiros, aplicados na pele como perfume ou simplesmente a frasco-aberto, sendo seus efeitos rapidamente sentidos. O grande segredo está em saber o que é necessário (o diagnóstico do ambiente/pessoa) e qual o extrato vegetal aplicável para harmonizar cada situação específica. Por isso a aromaterapia não é apenas ciência ou meramente arte, é necessário muito estudo, vivência, intuição e excelência na sua aplicação. Cabe o alerta: não basta ler um artigo de internet ou um livro superficial e ir aplicando. Aliás, fórmulas genéricas e fáceis podem, ao invés de ajudar, até desequilibrar ainda mais o ambiente ou a pessoa. Numa etapa mais avançada, pode-se testar os Combinados ou Sinergias Aromáticas, misturando 2 ou mais óleos essenciais, inclusive com diferentes “pesos” ou proporções nas fórmulas. Esta é uma arte de balanço e equilíbrio entre as energias …
Aromaterapia Gnóstica: A Metafísica Alquímica dos Óleos Essenciais (Parte I)
AROMATERAPIA GNÓSTICA: A METAFÍSICA ALQUÍMICA DOS ÓLEOS ESSENCIAIS (PARTE I) A importância dos Aromas Se pararmos para pensar na evolução do ser humano e das civilizações, encontraremos o olfato como um dos sentidos mais importantes para a sobrevivência (busca e seleção de alimento), para a sociabilidade (afinidade entre indivíduos) e, claro, até para a reprodução de nossa espécie. Sem olfato provavelmente já teríamos morrido intoxicados, ou queimados sem percepção prévia de um incêndio, ou frequentando locais insalubres e cheios de doenças e, ainda, não teríamos as ternas lembranças dos aromas da infância, da comida da mãe, da avó, além das primeiras investidas de amor da puberdade, sempre impregnadas de aromas juvenis. Mesmo com a moderna sociedade digital, nossa sensação aos cheiros continua essencial à nossa humanidade e à integração com a natureza e com outros seres. Imprescindível à nossa sobrevivência e reprodução, o uso dos aromas evoluiu para reverenciar as forças da natureza e as divindades (a utilização de incensos, por exemplo, é tradicional em todas as religiões), para deixar agradáveis os ambientes (todas as casas e palácios sempre foram limpos e perfumados constantemente) e, muito importante e foco desse nosso artigo, para colaborar no tratamento de inúmeros distúrbios de saúde, tanto físicos quanto psicológicos e espirituais. Portanto, como vivemos todos no meio aéreo da atmosfera que nos rodeia, compartilhando micropartículas portadoras de substâncias químicas que chamamos de cheiros, os aromas são um importante vetor de relacionamento entre todos os seres. E o ser humano, com sua inteligência e capacidade de bem utilizar as forças e energias da natureza, pode valer-se com sabedoria e eficiência dessas dádivas olorosas brindadas por madeiras, cascas, resinas, folhas, sementes, flores, especiarias, frutos e tantas outras. Um pouco de História da Aromatologia É intuitivo para qualquer povo colocar madeiras e folhas aromáticas no fogo para obter odores agradáveis ou para afastar insetos, levando-nos à conclusão que as primeiras utilizações dos aromas vêm desde os primeiros seres humanos que habitaram o planeta. Entretanto, os registros escritos do uso de aromas, normalmente para fins cerimoniais, cosméticos e terapêuticos, encontram-se em várias civilizações, como a egípcia, a chinesa, a indiana, a mesopotâmica, a grega e a maia. No Antigo Egito, por exemplo, há fórmulas aromaterápicas em muitos papiros e hieróglifos de templos, sendo ampla a utilização de flores, frutos e madeiras no Vale do Nilo para várias finalidades. O Kiphy, perfume dos deuses, continha 22 essências sagradas, muitas delas secretas até hoje. Na tumba do Rei Tutancâmon, descoberta intacta por arqueólogos em 1.922, foram encontrados frascos de perfumes mágicos onde ainda remanescia, depois de 3.300 anos, as fragrâncias utilizadas pela família real dos faraós. Contam as tradições que este mesmo perfume misterioso foi usado por Cleópatra, tanto para se proteger quanto para seduzir vários homens de sua vida, inclusive imperadores romanos. Na Antiga China, também há quase 4 milênios, óleos essenciais eram extraídos de plantas por maceração, para serem utilizados em massagens terapêuticas. Na Grécia de Hipócrates, o Pai da Medicina, quatro séculos antes de Cristo já se usavam plantas e óleos essenciais, tendo o mestre grego descrito a terapia com mais de 300 plantas e essências vegetais. Dentre os povos mesopotâmicos (atual região do Irã e Iraque) como Sumérios, Caldeus e Babilônicos, os aromas eram usados em todas as cerimônias civis públicas e rituais aos deuses, sendo crime, por exemplo, adulterar a pureza das essências aromáticas. Provinda dessas tradições mesopotâmicas (o patriarca judaico-cristão-islâmico Abraão era de Ur, cidade Suméria próxima à confluência dos rios Tigre e Eufrates), o uso dos aromas está amplamente registrado na Bíblia, por exemplo, onde os antigos reis hebreus contavam em suas riquezas com inúmeros perfumes raros e caros. No Velho Testamento há outra referência à importância divina que davam os povos aos eflúvios aromáticos: em Êxodo 30:23 existe a descrição completa de uma fórmula de incenso. E esta importância se repete no Novo Testamento, como na narrativa em que Jesus tem seus pés ungidos por Maria Magdalena com óleo de Nardo (caríssimo na época e até hoje muito raro e procurado), numa espécie de preparação purificatória para os dias da Páscoa. Avicena, sábio persa do ano 1.000 d.C. e grande alquimista islâmico, utilizou intensamente a fitoterapia e a aromaterapia em suas práticas, tendo influenciado várias universidades europeias até hoje. Ibn Sina, como era chamado em persa, listou centenas de fármacos e as suas virtudes terapêuticas, ordenando-os alfabeticamente em seu Al Qanun, o Cânone da Medicina. Por acreditarmos que já são suficientes os exemplos da importância dos aromas nas tradições de todos os povos, vamos somente citar mais o caso do famoso incenso maia-asteca chamado de Copal, a resina de uma árvore aromática que era usada para intermediar o contato com os deuses. Imagine, caro leitor, cidades antiquíssimas com monumentais pirâmides em pedra, onde a população inteira realizava festivais e ritos para os deuses, com uma atmosfera aromática e sublime catalisada com eflúvios do copal… Nesta breve viagem histórica não podemos deixar de citar um dos mais importantes contribuidores na idade moderna, René Gatefossé, químico francês que introduziu o termo Aromaterapia em 1.937, publicando seu monumental e histórico “Aromathérapie – Les Uiles Essentialles – Hormones Végétales”. O que é um Óleo Essencial Apesar de praticamente tudo na natureza ter seu cheiro, mesmo que nós humanos não os percebamos, para essas aplicações descritas anteriormente houve a necessidade de se preservar e concentrar as substâncias aromáticas. Surgiram então os óleos essenciais, que são líquidos potentes obtidos (por prensagem, extração “enfleurage” ou destilação) de flores, folhas, madeiras, frutas, raízes e resinas. Uma planta é um maravilhoso laboratório alquímico, que se nutre basicamente de luz e calor (fogo), água, sais minerais (terra) e oxigênio (ar), formando seu corpo vegetal de onde podem ser extraídos os chamados óleos essenciais. Utilizando uma linguagem alquímica, podemos dizer que o óleo aromático é a Quintessência (quinta essência ou extrato), provinda das 4 anteriores ou primordiais – terra, fogo, água e ar), o elixir supremo de uma planta. Por isso os alquimistas persas diziam que no óleo essencial encontra-se a Alma, …
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