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17 jul 2019

Meditação – A Arte da Felicidade! Uma visão científica e holística.

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Meditação – A Arte da Felicidade! Uma visão científica e holística.

 

No espaço de tempo dedicado entre o nascimento e a morte, passamos por inúmeras experiências e transformações nas quais a mente torna-se o agente vetor de nossas experiências emocionais e conceituais. Mas a mente, embora muita ativa, é limitada, trabalha por antíteses, comparações, reorganização de dados e condicionamentos que rotulam as circunstâncias de forma reduzida, nos levando ao que chamamos de ilusão ou Maya.

Assim, diante das dificuldades da vida e de nossas limitações em superá-las, vemos que esse Eu é finito, frágil, insatisfeito, vulnerável. E com isso nasce o medo e com o medo vem o apego e a aversão que delas geram todos os nossos conflitos emocionais.

Medo do sofrimento e apego à existência dos Eus, os quais geram os desejos e a ilusão da separatividade, são os fundamentadores de nossos próprios equívocos que ao longo de nossas existências vão se fortificando. Esses equívocos, essas más criações que nós mesmos fizemos em nossa própria constituição interna, na Gnose, são chamados de Egos. Por autoproteção, nós mesmos criamos o Ego que, ironicamente, é justamente a causa de nosso sofrimento.

Dando prosseguimento a essa sequência de equívocos, veio a transformação do nosso próprio modo de vida para uma experiência extremamente tecnológica, prática e rápida, aliado ao excesso de uso do computador, celular, televisão, internet, redes sociais e os excessivos estímulos de compras e entretenimentos prejudicando ainda mais a atenção para o autoconhecimento, a concentração no que se está fazendo e a recordação de si mesmo como parte de uma natureza Divina e terrestre. De forma agravante, as multitarefas e a correria, levam ao cansaço mental, emocional e à perda da capacidade de estar atento podendo até gerar transtornos como o DDA – Distúrbio de Déficit de Atenção em adultos e crianças.

Por essa razão, atualmente, muitas são as pesquisas que envolvem os resultados da meditação em nossa vida diária. É comprovado em diversas pesquisas que a prática constante da meditação reflete na saúde, na psicologia, na vida social e espiritual de todas as pessoas desde monges, executivos, cientistas, homens e mulheres, jovens ou mais velhos e crianças, pessoas com graves problemas de saúde física e até deficientes mentais. Tudo isso ocorre porque a meditação é a forma mais direta com a qual se pode beber da fonte original de nossas deidades internas, reintegrando-nos à nossa natureza Divina primordial.A meditação pode reavivar esse sentido da atenção para que se reaprenda a viver a vida no presente e, com isso, a mente funciona muito melhor.

Com a prática da Meditação é possível reduzir a ativação do sistema nervoso simpático que, por sua vez, dilata os vasos sanguíneos e reduz os hormônios do estresse, tais como adrenalina, noradrenalina e cortisol.

De acordo com uma pesquisa do Centro de Dependência e Saúde Mental (CAMH), no Canadá(2010), a meditação tem o mesmo efeito protetor que os remédios contra recaídas em pessoas com depressão.

Segundo os estudiosos, comparada com os efeitos produzidos apenas por medicamentos, a meditação diminuiu em 49% as mortes por câncer, em 30% as decorrentes de problemas cardiovasculares e em 23% as provocadas por doenças em geral, se praticada por 20min, 2 vezes por dia (Robert Schneider, diretor do Centro de Prevenção e Medicina Natural da Universidade Maharishi, nos Estados Unidos).

Entre as várias razões para as quais a meditação também auxilia no sono está o fato de a meditação aumentar a melatonina, um hormônio produzido pela glândula pineal que regula os estados de sono e despertar, e é essencial para nos sentirmos bem e felizes. Ela ativa o sistema imunológico, regula o ritmo circadiano (ciclo biológico de 24h), e age como um antioxidante extremamente poderoso.De acordo com um estudo conduzido pelo Centro Médico Universitário de Massachusetts, pessoas que meditam possuem níveis consideravelmente mais elevados de melatonina que as pessoas que não meditam, e quando os participantes do teste não meditaram, seus níveis de melatonina não aumentaram a noite. A conclusão foi de que a meditação diária, especialmente antes de dormir, aumenta a produção de melatonina. O que os estudos observaram era inegável: a melatonina aumenta imediatamente após a meditação.

Ainda sobre o sono, um estudo da Universidade de Kentucky, de 2010, analisou diferentes grupos de meditadores. Os pesquisadores descobriram que os meditadores dormiam uma média de 5,2 horas por noite, em comparação com 7,8 horas para o grupo não meditador. Os meditadores experientes testaram bem o desempenho mental e não apresentaram sinais de privação de sono, independentemente das horas baixas de sono.

A meditação também é auxiliadora do metabolismo, ou seja, o conjunto das transformações pelas quais passam todas as substâncias de um organismo vivo. Um estudo conduzido na Índia com três monges tibetanos praticantes assíduos da meditação mostrou que a atividade influenciava radicalmente no metabolismo deles. As taxas variavam em até 60% em relação àqueles que não praticavam a meditação. Descobriram que práticas meditativas avançadas podem produzir diferentes alterações no metabolismo (também existem formas de meditação que aumentam o metabolismo) e que as diminuições no metabolismo podem ser notáveis.

Para manter os meninos de 11 a 16 anos que ficaram presos numa caverna da Tailândia, em junho de 2018, durante cerca de 20 dias, com pouco oxigênio, entre outras dificuldades, o treinador de futebol ensinou os garotos a meditar e conservar o máximo de energia que podiam. Com certeza foi uma ação que tanto os ajudou em sua sobrevivência, quanto na amenização do trauma físico e psicológico.

É importante transcrever ainda uma outra aplicação positiva da meditação, baseada no estudo de um grupo da Universidade de Montreal, com relação à dor. O autor do trabalho, Pierre Rainville, afirmou que quem medita desliga certas áreas do cérebro receptivas da dor, mesmo experimentando-a, ao conseguir comprovar tal afirmação por meio de imagens de ressonância magnética.

Não fossem a inúmeras pesquisas científicas aqui citadas suficientes, é preciso lembrar que a meditação pode ser realizada em níveis mais avançados ainda do que a conhecida meditação Transcendental e o método Mindfulness. Optar pela prática de meditação para melhoria da saúde física, emocional e mental já é um grande feito para o homem moderno. Entretanto, a meditação é o caminho também para se alcançar estágios mais elevados de Consciência. Numa explicação mais profunda, agora, do ponto de vista espiritual, a meditação é o meio com que nutrimos nossa alma para que ela siga pelo caminho da autorrealização. Por isso, aquele que busca esse caminho deve meditar diariamente a sós ou em grupo; em casa, no campo, em associações etc. Como afirmou Samael Aun Weor, verdadeiro Mestre do Samadhi, escritor de vários livros que ensinam diferentes práticas de meditação, entre elas O Vazio Iluminador,“A yoga moderna é amor, música, dança, perfume, beijos, adoração, pranayama, meditação, iluminação, sabedoria, felicidade”. Assim, ainda nas palavras do sábio Samael, meditando com intensidade, paciência e constância, o praticante é como o jardineiro que rega seu jardim interno e delicado com o néctar sublime do amor, até que apareçam os frutos deliciosos do Éden! Jesus, Krishna, Buda, Osíris trilharam a senda da perfeita santidade e beberam “o néctar da imortalidade na puríssima fonte do êxtase” atingindo a autorrealização através da meditação.

Em 10 de agosto de 2019 a Associação Gnóstica de Brasília desenvolverá o Workshop de Meditação – A Arte da Felicidade. Venha conhecer e praticar essa fantástica sabedoria milenar para aplicá-la em sua vida e conquistar o bem-estar físico, emocional, mental e abrir portas para uma existência mais feliz e Consciente!

 

Alessandra Espineli Sant’Anna é engenheira, instrutora da Associação Gnóstica de Brasília