Associação Gnóstica de Brasília

SEU AMBIENTE É SAUDÁVEL ? O FENG-SHUI, A ARQUITETURA SAGRADA E A DOMOLOGIA PODEM RESPONDER !

SEU AMBIENTE É SAUDÁVEL ? O FENG-SHUI, A ARQUITETURA SAGRADA E A DOMOLOGIA PODEM RESPONDER !   Você já percebeu que há lugares em que nos sentimos bem e não temos vontade de sair ? Enquanto em outros ambientes não vemos a hora de ir embora, com a intenção de nunca mais voltar ? Já observou que os ambientes influenciam diretamente no humor,na produtividade, no repouso e na saúde das pessoas? A harmonização energética dos ambientes, geralmente invisível ou subliminar, responde essas questões. Existem três formas complementares para abordar o diagnóstico, a análise e a correção da energia dos ambientes:   O Feng-Shui, a Arquitetura Sagrada e a Moderna Domologia. A primeira abordagem é pela milenar arte chinesa taoísta do FENG-SHUI (lê-se fong-shuei na boa pronúncia chinesa), que há mais de 5.000 anos descreve os princípios para uma edificação saudável. A técnica chinesa trabalha com a seleção do terreno e dos materiais de construção, a definição da distribuição dos cômodos na planta da edificação e a correta escolha e localização de móveis e elementos decorativos. Tudo para equilibrar os 5 elementos chineses (fogo, terra, metal, água e madeira) e permitir a perfeita circulação de energia (c’hi) pelo imóvel. O objetivo principal do Feng-Shui é equilibrar as vibrações dos 5 elementos chineses e desobstruir a circulação do C’hi ou energia vital, possibilitando a livre fluência das emanações naturais que nutrem os ambientes e seus ocupantes. Quando a energia vital fica estagnada em um ambiente temos os chamados SHARS ou Flechas Envenenadas (emanações negativas provenientes de esgotos, pontos geopatogênicos etc.), cuja eliminação é imprescindível para a saúde energética de um ambiente. Outra técnica-arte para analisar as edificações é a ARQUITETURA SAGRADA, que se vale da Geometria Divina, da Acústica Multidimensional e da Cromologia Paraespectral para potencializar a interação energética entre o ser humano e a edificação, buscando resultados específicos. Isso explica porque tantos povos antigos construíam monumentos que até hoje desafiam as técnicas de arquitetura, engenharia e radiônica, como pirâmides, templos, catedrais e sítios telúricos. Com a Arquitetura Sagrada também entendemos o que há nas Pirâmides egípcias de Gizé, nas cidades-templos Maias e Astecas na América Central, em Stonehenge ou nas Catedrais Góticas… Estas obras-primas do gênio humano evocam uma agradável sensação de bem-estar e de familiaridade, um sentimento atávico de acolhimento e regozijo. E como uma terceira forma de abordagem da edificação temos a DOMOLOGIA, ciência que surgiu com os primeiros povos da Europa, inspirando celtas, gregos, romanos, visigodos, franceses, ingleses, alemães e russos em suas cidades, monumentos, templos e palácios. Na Europa dos séculos XIX e XX, surgiram estudiosos dos campos eletromagnéticos naturais da Terra (geobiólogos) e das radiações artificiais dos ambientes (domólogos). Estes especialistas utilizavam a radiônica e a radiestesia para mapear, descrever e corrigir influências energéticas, de modo a utilizá-las sabiamente em benefício do ser humano. Nascia a Domologia. A Domologia estuda ainda os efeitos de uma crescente e descontrolada influência energética na vida moderna: a poluição eletromagnética gerada por eletrodomésticos, linhas de alta-tensão e aparelhos de telecomunicações (antenas de rádio e televisão, gadgets etc.). A cada ano que passa temos mais aparelhos eletrônicos nos cercando. E cada vez ficamos mais dependentes da eletricidade, da eletrônica, da informática e das telecomunicações e, por conseqüência, dos campos eletromagnéticos. Vivemos num oceano invisível de radiações. E os efeitos desses campos a longo prazo são pouco conhecidos. A Domologia conhece várias formas de bloquear e de minimizar tais campos eletromagnéticos. Com base nessas três ciências-artes, podemos citar algumas recomendações gerais para uma melhor harmonia energética nos ambientes: – Busque equilibrar a distribuição dos 5 elementos chineses nos cômodos, lembrando que os objetos não têm seu elemento definido apenas pelo material de que são feitos, mas também pela sua forma e cor. Assim, objetos pontiagudos correspondem ao elemento chinês fogo e objetos brancos correspondem ao elemento chinês metal. – Procure ter sempre presente, principalmente na sala e no quarto do casal, um pantaclo ou símbolo sagrado (crucifixo, símbolo do TAO, cruz ansata egípcia, bá-guá chinês etc.). Os símbolos sagrados, além de evocarem a presença divina, são poderosos irradiadores e distribuidores da energia vital (c’hi). – Procure mapear as influências telúricas na sua edificação, identificando as redes de Hartmann e de Curry utilizando radiestesia. A Geopuntura e outras técnicas podem corrigir facilmente eventuais pontos geopatogênicos (causadores de desequilíbrio). – Construa ou decore seu ambiente respeitando as proporções sagradas, como o Número Áureo ou a Progressão de Fibonacci, otimizando efeitos energéticos como ressonância e fluência. – Identifique a Memória das Paredes e a Memória de Elementos Decorativos, potencializando as influências positivas e neutralizando as negativas. – Utilize os conceitos de um Projeto Holístico para melhorar a harmonia de uma casa, aumentar a produtividade num ambiente de trabalho ou para fazer mais agradável e atrativa uma loja aos clientes. Que tal então você dar, a partir de agora, importância para os invisíveis e antes desconhecidos aspectos da sempre presente influência energética dos ambientes, desvendados pelo Feng-Shui, pela Arquitetura Sagrada e pela Domologia ?   Sérgio Linke é engenheiro eletrônico e de telecomunicações, consultor para construção de Edifícios de Missão Crítica e grandes empreendimentos corporativos, especialista em edificações verdes e sustentáveis. Sérgio é estudioso de harmonização energética de ambientes há mais de 30 anos. Proferiu centenas de palestras no Brasil e no exterior e ministrou dezenas de cursos e workshops. Escreveu vários artigos especializados e participou de inúmeros programas de rádio, televisão e internet.

Enoque, Thot, Hermes e Metraton: A Gnose da Retidão !

ENOQUE, THOT, HERMES E METRATON: A GNOSE DA RETIDÃO !   Enoque, também conhecido como Thot, Hermes e Metraton é um desses raros personagens misteriosos, essas figuras míticas que aparecem no curso dos milênios como o suave vento que eternamente acaricia as douradas areias do deserto. Enoque é citado no Velho Testamento bíblico como o sétimo dos dez Patriarcas Antediluvianos (Adão, Set, Enos, Cainan, Malalel, Jared, Enoque, Matusalén, Lamec e Noé). É portanto um personagem que apareceu antes do dilúvio, termo bíblico utilizado para o que as tradições antigas chamam de afundamento da Atlântida (o último deles ocorreu há cerca de 12.000 anos). Enoque é ainda narrado como vencedor da morte: “E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou” (Gên. 5, 24). O Patriarca foi levado por Deus para que não experimentasse a morte e fosse poupado do dilúvio, enfrentado por Noé, seu bisneto. Além das citações bíblicas, Enoque aparece em textos apócrifos nas versões de Qunram e Copta (Etíope). A obra de Enoque está compilada em 5 grandes Livros: – O Livro das Sentinelas (capítulos 1 a 36), que trata da “queda dos anjos, enamorados pelas filhas dos homens” e das visões dos céus e dos infernos. – O Livro das Parábolas (capítulos 37 a 70), narrando o julgamento e a separação de pecadores,  justos e eleitos. – O Livro Astronômico (capítulos 71 a 82), que aborda os movimentos do Sol e da Lua, com suas estações e fases. – O Livro dos Sonhos (capítulo 83 a 90), descrevendo toda a genealogia de Adão a Moisés, passando por Davi, Salomão, os profetas e as tribos de Judá. – A Epístola de Enoque (capítulo 91 em diante), que traz as profecias e os períodos de julgamento e purificação, prevendo ainda a vinda de Jesus e de um novo Messias na nossa época atual. Feita esta breve descrição das fontes mais conhecidas que tratam de Enoque, abordemos os aspectos mais interessantes do Patriarca, seu lado místico e iniciático. Os livros de Enoque podem ser lidos em três esferas: a cosmológica ou mitológica, abordando o arquétipo de um homem dedicado ao Altíssimo e à transmissão de suas orientações aos seres humanos;  a histórica ou religiosa, narrando a vida, as revelações e a missão de um grande patriarca hebraico e cristão; e aquela muito reservada, por isso mais valiosa: a interna ou iniciática, com pistas e ensinamentos sobre o Caminho Pessoal que nos conduz ao Deus Interno, ao Cristo Íntimo, através do Enoque Interior, uma parte de nossa própria individualidade divina. Para que a leitura perpasse o mero intelectualismo, sugerimos ao leitor de Enoque que sempre tenha consigo essas três esferas, procurando reconhecê-las em cada parágrafo, em cada frase, em cada palavra, em cada vibração da narrativa na Linguagem Enoquiana. A primeira esfera mitológica se saboreia com a intuição; a segunda esfera histórica é mais apreciada pelo intelecto; já a terceira esfera, a iniciática, vive-se na alma, com aquilo que os gnósticos denominam epifania, manifestação do alto, manifestação interna, revelação. Mas por que interessaria na atualidade tais textos em linguagem antiga, alegórica, de um patriarca hebreu de milhares de anos antes de Abraão, de Isaac (originador do judaísmo), de Ismael (originador do Islamismo) e de Jesus (originador do Cristianismo) ? Quem é este misterioso Enoque e o que ele poderia nos ensinar para nossas vidas, nesta agitada era de consumismo, de tecnologia e de interações digitais ? Ora, o interesse nascerá naqueles que buscam as Verdades Iniciáticas, os Eternos Mistérios ocultos nas expressões religiosas; dos que anseiam por aquilo que está além da interpretação horizontal, meramente religiosa e confessional dos escritos sagrados. Para se entender Enoque não bastam exegese bíblica e estudos teológicos, mas sim conquistar a Revelação Divina. E esta primícia é para poucos. Os livros de Enoque não são apenas para serem utilizados na pregação aos quem quer administrar sua vida mundana, para se livrar do sofrimento do dia-a-dia, para receber curas ou bênçãos ou para crer cegamente no Jeová Bíblico ou no Jesus histórico. O mestre gnóstico Samael Aun Weor nos conta que Enoque foi arrebatado por Deus e levado aos Nove Céus, representados pelo Monte Moriá em Jerusalém, onde recebeu a missão de construir um templo secreto e subterrâneo com nove abóbodas, interligadas por uma escada em espiral onde no piso mais profundo o Patriarca depositaria seu mais rico tesouro espiritual. A grandiosidade de Enoque está no mistério de suas conquistas, como a de “andar com Deus”, ou seja, seguir com Ele o caminho, tomar para si a Via Luminosa, entregar-se à Obra Divina da Criação, para Servir a todos os seres, com Boa Vontade, Consciência e Determinação. Por essas palavras pode aquilatar o leitor como “andar com Deus” não se trata meramente de ir à Igreja, colocar Jesus no coração, seguir os mandamentos ou receber sacramentos. Muito menos trata-se de se tornar um asceta cristão. Os Mistérios de Enoque nos convidam a Despertar a Consciência e a colaborar com a Sublime Obra do Logos Solar: transformar todos nós (suas chispas ou ígneas sementes) em Grandes Chamas, tal qual o Pai Celeste. O excelso de Enoque é ter sido “tomado por Deus”, vale dizer, o Criador o escolheu para a Missão para a qual ele se preparou. E ele antes escolheu a Deus. A Divindade o incumbiu de transmitir os Mistérios da Criação para a humanidade, por isso ele também é conhecido nas tradições angelológicas e cabalísticas como o Anjo Metraton, o Thot egípcio, o Hermes grego, sempre personificando uma deidade de sabedoria, de letras, de números, de comunicação. Esta opção pelo Divino é o processo de Iniciação Interna, como ensina a Gnosis Universal. Enoque também “não enfrentou a morte”, ou seja, venceu-a e foi livrado do dilúvio, em clara alusão ao maior dos mistérios e dogmas de todas as religiões: vencer a morte, seja por Ressurreição ou por Fusão com Deus. A história de todas as religiões nos demonstra que os humanos que se divinizaram venceram a morte: Osíris no …

Cabala – Milenar e Atual Sabedoria Hebraica

Cabala – Milenar e Atual Sabedoria Hebraica Algumas profecias de sábios cabalistas asseguram que chegará o dia em que todos os seres humanos conhecerão a Cabala. Atualmente a tradicional mística hebraica é acessível a qualquer pessoa disposta a estudá-la. Entretanto, nem sempre foi assim: durante muitos séculos a sagrada tradição de Judá somente era transmitida a hebreus do sexo masculino com mais de 40 anos. E a atual geração vem cumprindo a profecia: a filosofia cabalística é cada vez mais divulgada no mundo todo, seja por virar moda entre grandes celebridades ou por despertar o interesse de curiosos à procura de algo que esclareça dúvidas existenciais. No entanto, para os estudiosos da sabedoria sefirótica (esferas celestiais da Árvore da Vida da Cabala), o verdadeiro motivo do crescente interesse de pessoas das mais diferentes religiões e culturas pela Cabala é muito claro: a humanidade chegou a um nível de materialidade e egoísmo tão elevado que o anelo pela Luz e pelo reencontro com Deus se transformou em uma necessidade urgente. Mas, mesmo em evidência, a Cabala não perdeu sua aura misteriosa. Poucos sabem que sua sabedoria não pode ser definida simplesmente como uma corrente mística do judaísmo. A essência da Cabala está no contato entre Criador e criatura. Mais especificamente, é um sistema de adequação do ser humano às Leis Universais, cujo objetivo é bem receber aquilo que o Criador tem para doar.Há quem afirme que esse sistema é nada menos que a fonte infinita da sabedoria universal, a chave para desvendar os mais profundos mistérios do cosmo e da existência. E esta sabedoria universal, chamada pelos antigos gregos de Gnosis, pelos hindus de Vidya e pelos chineses de Tao, está presente em todas as manifestações espirituais e nuances religiosas. Contudo, se a essência da Cabala não está associada somente ao judaísmo, o mesmo não se pode dizer das mensagens ocultas que ensinam os métodos para adquirir esse conhecimento. Quando Jeová ditou a Torá (o grande livro do judaísmo, correspondente aos cinco primeiros livros da Bíblia) a Moisés no Monte Sinai, estabeleceu quatro níveis de entendimento para o texto sagrado: Peshat, o significado literal, o modo simples da mensagem – aquilo que é utilizado pelos religiosos de nossa época; Remez, que inclui alusões e insinuações alegóricas; Drash, a interpretação metafórica mais aprofundada; e Sod, o nível mais profundo, oculto e simbólico, em que se inclui a Cabala, a Gnosis Universal. E para se atingir este último nível a exigência é bem maior. A obra de maior importância para os cabalistas é o Zohar, o Livro do Esplendor, escrito há quase dois mil anos. Trata-se de uma interpretação de um manuscrito cabalístico mais antigo, o Sêfer Ietsirá ou Livro da Formação, cuja autoria é atribuída a Abraão – o grande Patriarca Hebreu. Abraão foi o originador das três maiores religiões ocidentais e do oriente médio – por isso chamadas de Religiões Abramânicas: o Islamismo através de Ismael, o Judaísmo a partir de Isaac e o Cristianismo por meio de Jesus. Segundo o Zohar, o universo é regido por leis espirituais precisas de ação e reação, causa e efeito. Todos esses textos – apesar de já poderem ser lidos por qualquer pessoa que tenha interesse sobre temas como a criação do universo, a vida após a morte e a evolução espiritual, em geral, não são de fácil compreensão. O motivo é simples: tratam de realidades espirituais totalmente desconhecidas pelo ser humano comum, que não podem ser vistas, ouvidas nem captadas por nenhum dos cinco sentidos. São escritos, portanto, na chamada “linguagem dos ramos”, que utiliza conceitos que a nossa mente comum e racional não pode captar. A Cabala se reporta a determinados planos espirituais ou esferas de manifestação divina conhecidos como Séfiras ou Sefirotes. Para apreendê-los, é necessário um esforço que transcenda o mundo físico, o desenvolvimento de um sexto sentido que só pode ser criado a partir de uma forte intenção em direção à Divindade. Por isso que os sábios cabalistas dizem que as Séfiras são apreendidas somente por Intuição, pelo contato íntimo e espiritual, pelo esforço individual de conexão com a Divindade. É o mesmo motivo dos antigos gnósticos afirmarem que a Gnosis somente pode ser conquistada por Revelação Interna, jamais por meros estudos intelectivos. O Grande Cabalista contemporâneo Samael Aun Weor, em vários de seus livros e conferências, desvendou os maravilhosos mistérios da Cabala, fazendo uma prática espiritual e iniciática para nossa atualidade, trazendo a Luz da Verdade a todos que tenham o anseio em iniciar a grande jornada para a felicidade integral do Ser.   Sérgio Linke é engenheiro, diretor e instrutor da Associação Gnóstica de Fortaleza

Igualdade Entre Homens e Mulheres: Complementares para Chegarem à Divindade

Para uma civilização em que Deus ainda é visto numa figura masculina, aceitar e compreender que esse DEUS é também MULHER, MÃE, parece difícil…. ainda muito indigesto. Mas não foi sempre assim! Todas as civilizações em seu período de OURO e resplandecência, de apogeu, viram a Mulher como a própria expressão do DIVINO, do CRIADOR. Aquela onde o DOM da VIDA, o PODER da CRIAÇÃO está presente. Voltando em nossa história, mais especificamente na Pré-História, é possível verificar que o feminino teve grande importância e que DEUS era representado pela figura de uma MULHER. Pode-se constatar essa afirmação através de diversas figuras rupestres e esculturas encontradas em diversos sítios arqueológicos como a  Vênus de Willendorf, que  foi descoberta em 1908 em um depósito de Loess, no vale do Danúbio, na Áustria. O predomínio dessas imagens femininas sobre as representações masculinas sugere que a mulher desempenhava um papel preponderante naquelas sociedades, que a divindade mais importante era feminina e que teria as funções de uma Deusa ou Grande Mãe, ou da Mãe Terra. Essas comunidades eram MATRICÊNTRICAS, não havia o domínio da MULHER, mas eram elas sim, o centro de suas atividades. Sua capacidade de CRIAR era Divina, Primordial! Acreditava –se que ela se aproximava do DIVINO pelo seu mágico poder de CRIAR! E o que diremos do Antigo Egito? Nessa belíssima civilização, a mulher tinha um status privilegiado. A igualdade entre os sexos era algo natural. A rainha mãe era exaltada, não como uma condição de submissão, mas como guardiã e protetora da tradição e antigos costumes. Sua influência ia além da função materna, exercendo poder político e econômico. Se considerarmos a origem desses povos, de tempos mais longínquos, de fases ainda pouco acessadas pelo homem comum, encontraremos a presença do casal DIVINO como fonte de TODA CRIAÇÂO. A Deusa ISIS, filha do Céu e da Terra, é o símbolo, a expressão de todas as Mulheres Sagradas do fértil vale do Nilo. Representa a importância suprema do papel da Mulher nessa civilização Outra maneira de constatarmos a importância do feminino nas diversas civilizações é através dos Mitos da origem do UNIVERSO, que expressam a necessidade de o Homem e da Mulher, juntos, como forças geradoras complementares, atuarem no processo da CRIAÇÃO. E ai podemos citar o MITO Egípcio de RA e SHU e de NUT e de GEB . Esse MITO do Reino do ALTO EGITO descreve a existência de um Oceano Primordial que encerrava o começo de tudo aquilo que poderia ser criado. RA e SHU, o primeiro casal DIVINO, origem de TUDO, deram origem ao casal DIVINO NUT e GEB.   NUT a deusa dos CÉUS e GEB, o deus da TERRA. Deuses que se amam e, devido a esse AMOR, sustentam TODA a CRIAÇÂO. São relatos simbólicos da presença e importância dessas 2 polaridades que trabalham para o CRIADOR……como CRIADORES. Mas como Tudo no ciclo da Natureza nasce, cresce e morre, assim também são as Civilizações, que no decorrer do tempo vão envelhecendo, perdendo seu esplendor, se perdem no cotidiano, na materialidade, e a decrepitude as tornam sem brilho, repletas de mazelas, sofrimento e tristeza. Fomos portanto nos distanciando da divindade, em busca de poder, prestigio, domínio.  Fomos perdendo a pureza, capacidade de compreender e aceitar a igualdade, perdendo a noção de companheirismo, fazendo surgir a competição, a busca incessante de poder, satisfação pessoal, e, pelo domínio da força, subjugamos aquela que parecia mais frágil, a mulher, colocando-a numa posição de inferioridade. É a partir de então que a mulher começou a ocupar a posição de ser frágil e débil, contrariando TODA a VERDADE da CRIAÇÂO. Já na antiga Grécia e Roma podemos constatar essa anomalia social, pois eram tidas somente como simples procriadoras. Na Idade Média se não eram “santas, dóceis, puras e devotadas aos seus maridos”, tal qual o modelo da Virgem Maria, seriam classificadas como prostitutas ou então bruxas.  As prostitutas eram as que se entregavam aos vícios da carne e utilizavam seus corpos para saciar os desejos ou para seu sustento. Bruxas eram aquelas que de alguma forma iam contra os dogmas da igreja. À mulher sempre coube a função de mantenedora, cuidadora do lar, e, para exercer esse ofício, para curar, elas se utilizavam dos segredos da Mãe Natureza, dos chás, das plantas…. o que na maioria das vezes era considerado bruxaria. Muitas mulheres que tinham de alguma forma acesso às artes, às ciências ou à literatura, padeceram nas mãos da “santa inquisição”. Buscar alguma forma de conhecimento, custou à vida de milhares de mulheres. Essa imagem de fragilidade e submissão ligada à mulher, principalmente na antiguidade, na idade média e também na idade moderna, é reforçada através da expressão de muitos pensadores, teólogos e filósofos que contribuíram para aumentar essa posição, mas o que não impediu que muitas mulheres se rebelassem de forma tácita ou explicita contra tal atitude, demonstrando ao mundo suas capacidades e talentos. Aqui podemos citar 2 belos expoentes: Teresa D’Avila e  Hildegard Von Bingen, que viveram nos séculos XVI e XII respectivamente. Mulheres fortes, revolucionárias, além de seu tempo, corajosas em suas atitudes, firmes em suas ideias e ideais, e que hoje são consideradas doutoras de Igreja. Mas não paramos por ai…pois mesmo com a implacável perseguição ao longo dos séculos, que colocou as mulheres em uma posição de inferioridade, muitas outras realizaram uma verdadeira revolução, marcando a histórias com suas pegadas de amor, sabedoria e força, colocando seus nomes na história. Entre tantas se destacam:  Clara de Assis, com sua doçura ao servir ,  Mãe que doa tudo de si pelos seus filhos ,  companheira que compartilhou com seu amado Francisco de Assis um Trabalho Divino ;  Maria e sua pureza virginal , Mãe Celeste , símbolo de compreensão que solicitou dela ver seu próprio filho sacrificado ;  Joana D’Arc expressão de força , fé , determinação e confiança ; Maria Madalena, com sua presença marcante daquela que caminha ao lado de um Grande Mestre; Pernelle , esposa de Nicolas Flamel, alquimistas franceses do século XIV que cintilam como dois dos …

Música Quântica e Frequências de Cura

MÚSICA QUÂNTICA E FREQUÊNCIAS DE CURA A chamada Musicosofia, literalmente “Sabedoria da Música”, envolve o estudo e a aplicação do poder das vibrações sonoras para harmonizar o corpo, a mente, as emoções e o espírito. Talvez a música tenha sido a primeira forma humana de expressão artística e terapêutica, com a mãe cantarolando instintivamente para que seu filho se acalmasse no colo. É importante lembrar que existem músicas que fazem despertar nossos instintos (como aquelas que dão vontade de sair mexendo o corpo desordenadamente – como as batidas pop de Michael Jackson), outras que trabalham com nossas emoções inferiores (como as baladas que tratam de amores, traições e apegos) e outras ainda que despertam nossas emoções superiores, conectando-nos com o transcendente. Esta é a chamada “Música das Esferas” – como a música dos grandes mestres clássicos. O Poder Oculto da Música também é capaz de abrir os portais de nosso imensurável universo interior, chegando a alturas espirituais onde os desejos mundanos e a mente intelectual não alcançam. Nessas elevadas dimensões espirituais a sabedoria flui por símbolos, arquétipos, mitos, músicas, cores, números, vibrações. Justamente por este motivo o moderno mestre gnóstico Samael Aun Weor ensina que “a música é a palavra do Eterno”, arrematando que os grandes mestres da música, como Beethoven e Bach, “trouxeram suas músicas da alta esfera cabalística do Mundo Espiritual de Tipheret – onde imperam a Beleza, o Amor e a Vontade Consciente”. Portanto, através da música correta, é possível provocar vibrações não somente físicas, mas também moleculares, atômicas e nos elétrons de nosso corpo físico. Ao provocar vibrações em nossos elétrons, a música entra no campo da Física Quântica, pois permite saltos energéticos nas subpartículas atômicas. E quando falamos em elétrons estamos na intangível barreira entre o que é matéria (partícula) e o que é energia (onda). Por isso antigos mestres musicoterapeutas, como o Médico Paracelso e a abadessa Hildegard Von Bingen, ensinam que a música é capaz de curar nossos corpos sutis ou energéticos. Vários outros sábios da antiguidade, como o médico persa Avicena e o filósofo grego Pitágoras, colocavam a música como um importante instrumento no tratamento dos distúrbios humanos. A música atua por uma lei física chamada de Ressonância (máxima transferência de energia de um emissor para um receptor). Através dela é possível induzir estados vibracionais para equilibrar centros energéticos vitais (chacras), remover “cascões psicológicos” e nós energéticos, provocar reações físicas (controle da pressão arterial, dos batimentos cardíacos, do metabolismo etc.), controlar o estresse e auxiliar no tratamento de vários estados psicológicos, como a ansiedade e a depressão. Fernando Salazar Bañol, estudioso mexicano reconhecido mundialmente, autor de diversos livros e idealizador do Instituto Internacional de Biomúsica, indica inclusive uma “dieta terapêutica musical”, sugerindo Rossini para o otimismo, Rachmaninoff para o estudo, Chopin para um sono reparador e Ravel para o estresse. Bañol ensina ainda que “na música encontra-se oculta uma sabedoria de natureza especial, semelhante ao que os antigos gregos chamavam de Sofia. Além da agradável e cativante expressão das notas musicais existe um tremendo poder, cujo descobrimento aumenta a autoconsciência do ouvinte, elevando sua fortaleza espiritual e sua sabedoria”. Estudos recentes que analisaram o comportamento do cérebro de pessoas por ressonância magnética, enquanto elas ouviam mestres clássicos como Beethoven e Mozart, demonstraram o direcionamento do fluxo de sangue nos hemisférios cerebrais, ativando áreas específicas ou desativando outras, mediante uma reação imediata do organismo ao ouvir as obras desses gênios da música. Portanto, na Sabedoria da Música há formas de auxílio terapêutico ao mesmo tempo revolucionárias e tradicionais, uma vez que, apesar de pouco conhecidas e utilizadas atualmente  – mesmo com seu imenso valor, foram veladas ao longo dos séculos pelos grandes sábios da antiguidade. Durante um sábado no início de maio o cientista Fernando Salazar Bañol estará em Brasília para ministrar workshop especial sobre Música Quântica e Frequências de Cura. Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília

A Alma Humana e as Saudades de Deus

A ALMA HUMANA E AS SAUDADES DE DEUS   Os mistérios da natureza e da vida nos convidam a refletir sobre a Pacífica e Consciente Ordem que parece permear toda a criação, mesmo que de forma invisível e muitas vezes imperceptível. Cientistas proclamam esta Intangível Ordem na síntese última de suas teorias; filósofos a veem na estética e na explicação da origem das criaturas; artistas a decantam em árias, poemas, pinturas, esculturas, catedrais; místicos religiosos lhes dão forma ora como pomba, ora como cordeiro, noutras como vaca, alhures como um falcão… Mas talvez a forma mais simples de constatar a presença da Divindade Cósmica (aquela que organiza e dá ritmo a todas as coisas) seja em nós mesmos. No local correto, com a paz de espírito precisa, mediante atenção consciente e em reflexão serena podemos sentir a presença de Deus em nosso interior: no coração que pulsa, no interesse e curiosidade que nos motiva, na interdependência com todos os seres, no sorriso de uma criança, na mãe-ursa que protege ferozmente seus filhotes… E esses momentos de consciência são tesouros do espírito humano. Neles podemos verdadeiramente fazer nossa própria religião (religação com a divindade). Nessas ocasiões nos sentimos partes da Obra, da Ordem e dos Desígnios divinos. Na antiga Grécia houve há mais de 2 milênios uma linha filosófica chamada Gnose, a qual ensinava ter a alma humana “saudades do Pleroma”, sede da Plenitude Divina, de Paz e Harmonia. Naquela época todo aspirante à filosofia gnóstica, ou literalmente “amante da sabedoria”, deveria em primeiro lugar buscar a serenidade interna que lhe permitiria esta conexão com a Ordem Divina de todas as coisas. Então não eram necessárias religiões, mestres, salvadores, sacerdotes, seitas e seus propagadores. O ser humano aprendia a buscar Deus dentro de Si mesmo e na própria harmonia eterna de Sua Obra. Os gnósticos antigos constatavam que “Deus se oculta em Sua Obra”. Esta sabedoria misteriosa e transcendente, denominada de Gnose, não se confunde com informação ou conhecimento intelectual ou livresco. É um tipo de conhecimento superior, baseado na vivência e na tomada de consciência dos aspectos essenciais da vida e de nossa relação com as leis superiores. É de origem intuitiva e se manifesta por revelação. Originada na experiência direta, a Gnose não tem dogmas ou outros impositivos teológicos ou filosóficos. Por isso muitos estudiosos de todos os tempos definiram a Gnose como uma revelação interior, um conhecimento consciencial advindo do contínuo exercício psicológico, científico, filosófico, artístico e místico. Para atingir a revelação interna e a chamada Auto-Gnose, o gnosticismo ensina três grandes pilares, que devem ser construídos simultaneamente: 1º) trabalho psicológico contínuo de autoconhecimento e de autotransformação, objetivando a eliminação dos defeitos humanos (orgulho, inveja, luxúria etc) e a alimentação e fortalecimento das virtudes da alma (humildade, coragem, respeito ao sexo etc.); 2º) trabalho energético constante para a transmutação das energias criadoras – aquilo que muitos chamam no oriente de tantrismo branco; e 3º) servir a humanidade de forma desinteressada, mediante o exercício da compaixão, da caridade e do auxílio a todos os seres. Valendo-se de ferramentas que vão da Meditação à Projeção Astral, da Psicologia Tibetana à busca pelo estado de felicidade real e interna chamado de Nirvana, dos exercícios respiratórios e mântricos para equilibrar os corpos sutis a avançadas técnicas de Alquimia Sexual, a Gnose tem um cabedal maravilhoso e prático de técnicas para o Despertar da Consciência de seus praticantes. Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília

Projeção Astral: Que tal mais 25 anos para Usufruir a Vida

PROJEÇÃO ASTRAL: QUE TAL MAIS 25 ANOS PARA USUFRUIR A VIDA? Passamos um terço de nossas vidas dormindo, completamente à mercê de nosso inconsciente e subconsciente. Isso representa praticamente 25 anos de nossa existência. Que tal se conseguíssemos manter a consciência inclusive durante o sono ? E melhor: se durante as horas em que nosso corpo físico dorme pudéssemos acessar planos sutis da natureza e de nosso universo interior? O fenômeno natural da projeção do corpo astral tem profunda relação com o nível de atenção e consciência no dia-a-dia, bem como com a chamada Onirologia – a ciência dos sonhos. Há vezes em que lembramos lucidamente de nossos sonhos; em outras oportunidades não recordamos de nada; existem ocasiões em que o sono ou os sonhos são tão agitados que mal conseguimos descansar o corpo físico – despertamos como se tivéssemos levado uma surra. Esquecimentos, pesadelos, belas paisagens, pessoas do passado, “coincidências”…  Por que isso ocorre? A sabedoria gnóstica ensina que enquanto o corpo físico é recuperado pelo corpo vital ou etérico, durante o sono, os corpos mais sutis, dentre eles a alma e o espírito vestidos de seu corpo astral, saem a “perambular” pelas dimensões invisíveis da natureza. Você já ouviu um zumbido logo depois de adormecer ou pouco antes de acordar? Sonha que está flutuando ou voando rente ao chão? Já sonhou com alguém e, no dia seguinte, assombrou-se com essa pessoa dizendo que também sonhou com você – às vezes na mesma situação? Ou ainda, já sentiu como se estivesse caindo de costas na cama pouco antes de acordar? Todas essas são impressões vividas no processo de desdobramento astral. Dominar o desdobramento astral exige apenas conhecer a técnica e treiná-la. Não há perigo algum na projeção astral, pois passamos por esse processo de forma inconsciente e involuntária todas as noites quando dormimos. Qualquer pessoa dedicada e com o mínimo de equilíbrio físico e psicológico pode conseguir a projeção consciente e voluntária do corpo astral. No gnosticismo moderno ensinado por Samael Aun Weor existem várias técnicas de projeção astral, com exercícios psíquicos, mântricos ou através de técnicas que utilizam forças elementais da natureza (como o gato, o grilo e o ovo de galinha). Ressaltamos que as técnicas gnósticas não preconizam o uso de qualquer princípio químico para alterar a consciência. Alguns dos resultados que podem ser obtidos com a projeção astral são: 1) conhecer pessoalmente os planos invisíveis da natureza, onde não agem algumas leis da física presentes no plano físico – como a gravidade, o continuum espaço-tempo, a interação quântica no microcosmo atômico; 2) no plano astral também podemos entender melhor nosso conteúdo psíquico, uma vez que é possível constatar energeticamente a manifestação de nossas virtudes e defeitos psicológicos; 3) podemos no astral receber instrução e treinamento em escolas que somente existem naquele plano sutil; 4) é possível na 5ª dimensão conhecer fatos passados, inclusive nossas vidas anteriores, verificando relacionamentos recorrentes (karmas e darmas); 5) podemos ainda estudar durante as horas de sono, proporcionando uma super-aprendizagem.   Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília

Feliz Natal!!!! Quatro Vezes?

FELIZ NATAL !!!!  QUATRO VEZES ?   No ocidente se comemora a festa cristã do nascimento de Jesus com grande alegria. Para alguns é uma época de fé, de oração e de agradecimento; para outros são dias de compras, férias e viagens; há ainda os que fazem do Natal um momento de família, na esperança de um novo ano cheio de saúde, sucesso, fraternidade e paz. O Natal é o nascimento do Cristo. Não apenas do Cristo histórico Jesus, mas também a manifestação de várias outras emanações divinas, em suas diferentes esferas, que os gregos antigos denominavam de “Crestos”. Esta palavra significa literalmente “ungido”, aquele que foi purificado e preparado de forma sagrada, a Ele sendo confiada missão muito especial – a de prover e de recuperar os seres humanos, relembrando os mistérios espirituais através do seu próprio auto-sacrifício. A Cristologia Gnóstica ensinada por Samael Aun Weor assevera que há quatro aspectos do Crestos: o Cristo Cósmico, o Cristo Mítico, o Cristo Histórico Jesus e o Cristo Íntimo. Abordaremos em sequência o natalício de cada uma dessas Quatro Manifestações Divinas. CRESTOS E O LOGOS SOLAR. O Natal do Crestos Cósmico está representado em nosso Sol Físico. É o astro rei que comanda o frio e o calor, as chuvas e as secas, a semeadura e a colheita, os solstícios e os equinócios. Por isso todas as religiões antigas são solares. O Natal que festejamos em 25 de dezembro está baseado numa data boreal (do hemisfério norte), já que as tradições pagãs (de quem a igreja romana tomou “emprestada” a data) comemoravam no final de dezembro o solstício de inverno, época do ano com dias curtos e noites longas, quando o Crestos Solar se faz mais necessário, apesar do pequeno e ainda frágil Sol do Inverno (como Jesus na manjedoura). Em qualquer estação do ano, O Sol se sacrifica (reparte pedaços seus) emanando Luz e Calor para que todos tenham vida – e a tenham em abundância. Por isso, podemos dizer em nosso Primeiro Feliz Natal: Louvado seja o Nascimento do Crestos Cósmico, o Logos Solar, esta Força Ígnea e Divina, pois seu natalício invernal prenuncia a continuidade da vida em todo o planeta ! O CRESTOS MÍTICO. Por sua vez, o Natal do Crestos Mítico ou Mitológico homenageia todos aqueles messias (enviados), ou avatares (mensageiros), ou ainda ungidos (purificados por unção-união à Divindade) que se tornaram heróis e mitos em sua época. E, incrível: todos filhos de uma virgem, sofreram perseguições e tentações, romperam com o sistema religioso e governamental vigente, tiveram 12 apóstolos e se sacrificaram pela Verdade que professaram. E todos também originaram religiões: Osíris – filho de Rá (o Sol) originou a Sagrada Religião Egípcia; Fo-Ji, Cristo chinês, fundamentou toda a filosofia e a religião solar que mais tarde embasou o taoísmo; Hélios é o Cristo grego, na religião dos adoradores do Sol, base da teogonia helênica; Quetzalcoatl, o Cristo serpentino e emplumado dos astecas, deu origem à sagrada religião de Tenochtitlán; e assim poderíamos citar um Cristo Mítico ou Salvador para cada grande civilização, passando pelo Tunupa Andino, pelo Adônis Frígio, pelo Inti dos Quéchuas-Incas, pelo Wotan Escandinavo… Dessa maneira, podemos também e mais uma vez festejar, em nosso Segundo Feliz Natal: Louvados sejam os Cristos de todas as épocas e culturas, Eles relembram com seu próprio sacrifício o Caminho da Luz aos homens e mulheres de Boa Vontade ! O CRESTOS HISTÓRICO. E agora o Natal mais conhecido: o nascimento de Jeshuá Ben Pandirá, Jesus de Nazaré, cidadão galileu que revolucionou com amor o decadente império romano há mais de 2.000 anos. O perfume de seu Perdão e o hálito de seu Verbo Divino ainda remanescem nos Evangelhos canônicos e apócrifos. E daí vem nosso Terceiro Feliz Natal: Louvado seja o Cristo Jesus, o filho do homem que tornou-se Uno com o Pai, em Amor, Compaixão e Sacrifício ! O CRESTOS ÍNTIMO. Já nosso quarto Feliz Natal é mais exigente. Para compreendê-lo há que se buscar no fundo de nossa alma aquela semente divina que os sábios antigos chamavam de Salvador Salvandus, o Menino de Ouro da Alquimia, a séfira Chokmah da Árvore Cabalística Interna. Ele é a sagrada semente ígnea que o Logos Solar plantou em cada um de nós. Mediante o exercício constante dos Três Fatores de Revolução da Consciência (eliminação dos defeitos psicológicos humanos, regeneração alquímica pelas energias criadoras e caridade universal) podemos manifestá-Lo em nós. Logo, em nosso Quarto Feliz Natal,  anelamos: louvada seja a Chispa Crística que arde em cada Coração Humano, ainda frágil como o menino-deus no estábulo, no meio dos animais de nossos pecados… Por tudo isso, a Associação Gnóstica de Brasília externa por Quatro Vezes um Feliz Natal para todos: desde a Imanência Suprema do Crestos Cósmico, passando pelos Cristos de todas as religiões e chegando à adoração ao nascituro Cristo Jesus… Que essas três Emanações Ígneas do Doador de Vida iluminem vosso Templo Coração, querido leitor – pois lá poderá um dia ter seu Natal o vosso próprio Cristo Íntimo !!! Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília

Felicidade… Misteriosa Busca

FELICIDADE… MISTERIOSA BUSCA Se nos dedicarmos a observar serenamente por alguns instantes a realidade ao nosso redor, poderemos perceber que a grande maioria dos seres está buscando segurança, conforto, comunhão, paz, alegria… enfim, uma sensação que chamamos de felicidade. Entretanto, o que é a felicidade ? De que é feita essa sensação abstrata, tanto buscada ? O quê fazer para alcançá-la ? Para o investidor capitalista a felicidade reveste-se no ato de ganhar muito dinheiro… Para o torcedor fanático a felicidade parece estar na vitória de seu time do coração… Para o morador de rua uma noite feliz está onde há abrigo e um prato de sopa quente… Para um místico principiante a felicidade acena quando da primeira experiência de projeção astral, ou na primeira vez em que ele sente seus chakras vibrarem como luz… Para o trabalhador estressado, a felicidade pode travestir-se numa viagem de férias… O quê dizer dos apaixonados ? Para esses é fácil: a felicidade somente parece estar na presença do ser amado. Para todos esses personagens esta sensação de vitória, de alcançar objetivos, de segurança, é caracterizada apenas por momentos de prazer, por meras situações de conforto bem limitadas no tempo e no espaço. São esporádicas, finitas e ilusórias. Se o cenário mudar, se a bolsa de valores cair, ou se o time perder para o rival, ou quando faltar a coberta e a comida, talvez quando as capacidades místicas arrefecerem, ou ainda na ausência do ser amado, aquela mesma momentânea “felicidade” vai por terra abaixo e vêm o fastio, o desespero, a infelicidade. Por isso, a chamada felicidade, para a maioria das pessoas, nada mais é que um encadeamento de momentos de prazer onde há sensação de segurança, de reconhecimento e de domínio da situação. Nos estudos avançados de Psicologia Gnóstica, a felicidade é algo muito mais profundo. Ela não se limita a instantes de prazer, mas constitui um estado psicológico real, alcançado quando nos libertamos definitivamente das preocupações, dos medos, dos apegos, das ambições, do mim mesmo, do ego. A felicidade engloba uma sensação perene de completude, de pertencer a um organismo maior, de estar imbuído de missão de vida ampla e transcendente, de poder cooperar com todos os seres. Na felicidade verdadeira não existem desvios de caminho, esmorecimentos, tristezas por frustrações humanas. Samael Aun Weor, gênio gnóstico do século XX, ensina que a felicidade é um estado de consciência alcançado na ausência do eu, do ego, da individualidade ilusória. Gnose significa sabedoria para autotransformação. Por isso ela indica a Senda da Felicidade através da descoberta dos verdadeiros mistérios e missões de nossa vida, da autorrealização do ser humano como semente divina que deve brotar. Também no Budismo existe uma visão análoga de felicidade, onde o Dharma ensina que a felicidade do Nirvana é alcançada quando deixamos de sofrer mediante a eliminação do apego e da ambição. A Compaixão para o budismo tibetano é o alimento para a felicidade. Vamos mais longe: grandes almas como Francisco de Assis ou Teresa de Calcutá mostraram em palavras, pensamentos e obras que a verdadeira felicidade somente é alcançada pelo buscar incessante do bem-estar e da felicidade do semelhante. Por isso, querido leitor, neste final de ano e de renovação de planos e esperanças, propomos uma reflexão: onde estão baseadas nossas fugazes sensações de felicidade ? No exterior ou no interior ? Nos bens materiais ou nos valores intangíveis ? Nos relacionamentos em que podemos nos doar ou nas amizades em que somente almejamos vantagens ?  Naquilo que você faz por si ou no que faz pelos outros ? Na busca do Deus exterior, antropomorfizado e mal traduzido pelos homens, ou na busca do Cristo Íntimo ? Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Fortaleza

Sabedoria para o Dia a Dia.

SABEDORIA PARA O DIA A DIA Muitas pessoas têm curiosidade sobre o que é a gnose, o gnosticismo e os gnósticos. Existem várias possibilidades de abordarmos o assunto: pelas bases históricas do gnosticismo, pelas riquíssimas ferramentas gnósticas de autoconhecimento, pela chamada fenomenologia paracientífica e até mesmo pelos mistérios que objetivam a realização espiritual do ser humano – a chamada Iniciação. Mas há uma outra forma de apresentarmos a gnose àqueles que não a conhecem: através das ferramentas práticas gnósticas para o nosso dia a dia neste mundo competitivo e estressante. Samael Aun Weor, grande pesquisador e escritor gnóstico, ensina várias dessas técnicas em suas obras. Vejamos algumas delas. DOENÇAS MODERNAS: para afastar males da vida moderna como a depressão e o estresse, nas escolas gnósticas são ensinadas muitas técnicas para administrar nossas energias psíquicas. As mais praticadas são a auto-observação consciente, a transformação de impressões psicológicas e a meditação. Há várias outras vantagens de termos uma psique fluida e saudável, desde a melhoria das relações sociais e familiares até a não somatização de doenças. CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO: as técnicas gnósticas preconizam o desenvolvimento equilibrado e integral da Mente, da Emoção e das funções Motoras-instintivas-sexuais, mediante o exercício da lógica científica superior, da intuição filosófica, da sensibilidade artística e da vivência mística direta. Na senda gnóstica são ensinadas várias ferramentas para um aprendizado holístico e prático, passando pelas tradições tibetanas, egípcias, chinesas, hindus, mesoamericanas e outras. SUSTENTABILIDADE E ECOLOGIA: hoje se fala muito que o ser humano se afastou da natureza – e por isso a explora, agride e exaure. Os princípios gnósticos ensinam que somos células do planeta Terra, que o mundo em que vivemos é muito mais importante que nós e que a Sagrada Terra é o corpo físico de uma grande divindade, que os gregos chamavam de Gaia, os povos andinos de Pacha-Mama e as tradições cabalísticas de Melquisedeque. No gnosticismo aprende-se que é necessário deixar filhos melhores para o mundo, e não apenas um planeta habitável para nossos filhos. FENÔMENOS ESTRANHOS: muitas pessoas são atraídas à espiritualidade pela chamada fenomenologia paracientífica, como a lembrança de vidas passadas, a curiosidade de ver o futuro, as viagens astrais, a clarividência, a vida após a morte… Com a execução de práticas e exercícios específicos, este acesso ao chamado “mundo invisível” se torna normal e corriqueiro. Um aspirante à gnose não busca capacidades ou poderes como um fim em si, mas como ferramentas que ele recebe para melhor trilhar seu próprio caminho. As instituições gnósticas não mistificam, não fazem propaganda e nem ganham dinheiro com qualquer fenômeno espiritual. COOPERAÇÃO E COMPAIXÃO: ao estudarmos cosmologia e antropologia gnósticas constatamos que as distintas civilizações e raças humanas têm seus ciclos de grande desenvolvimento, bem como seu declínio e desaparecimento. As breves Eras de Ouro das grandes civilizações coincidem com momentos de consciência social, respeito ao ambiente, equilíbrio entre o material e o espiritual e – o mais importante – fortes bases éticas calcadas na Cooperação e na Compaixão. Não há desenvolvimento humano e social sem auxílio mútuo e solidariedade pelos que sofrem. Enquanto a ambição e o apego nos levam à competição e à destruição, no gnosticismo aprende-se a ética superior para que sejamos cooperativos e compassivos. A Associação Gnóstica estuda esses assuntos e ensina técnicas para aprofundá-los de forma prática em seus cursos, workshops e vivências. Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica

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