Associação Gnóstica de Brasília

Nossos Melhores Mestres

Nossos Melhores Mestres Quando contemplamos serenamente uma criança em qualquer situação, brincando ou dormindo, agitada ou tímida, curiosa ou surpresa, retornam ao nosso coração belas memórias da época em que não tínhamos preocupações, compromissos ou responsabilidades. Um tempo em que nos ocupávamos apenas de brincar e de estar com as pessoas com quem podíamos nos divertir. Um tempo de descobrir o mundo. O que poucas pessoas sabem é que este arquétipo infantil de liberdade, de espontaneidade e de ludicidade está presente em todas as culturas e religiões como referência para a felicidade, para a divindade e para os paraísos celestiais. Disse o Cristo Jesus nos evangelhos apócrifos (aqueles não alterados por algumas instituições religiosas): deixai vir a mim as criancinhas, pois é dos que são como elas que é o reino dos céus. Ou seja, os céus são para as pessoas – mesmo adultas, com estado de espírito infantil, livre, espontâneo. Quem não se recorda do menino-azul Krishna, que travesso brincava com animais, plantas e riachos como se fossem seus amigos de infância e os tratava como irmãos menores? Uma das principais virtudes das crianças é a confiança. Uma menina de oito anos não está preocupada se existe comida, se há abrigo, se haverá dinheiro para a roupa: ela simplesmente confia no provimento de seu pai e de sua mãe. Outra característica admirável das crianças é a liberdade, manifesta como a intenção de tudo fazer, para agir e ser desprendido de tudo, não se incomodando com o que os outros dirão, qual será seu julgamento, quais os prejuízos futuros. Este desapego, esta livre-iniciativa, esta falta de amarras e de pré-conceitos deixa a criança livre para agir dentro de seus domínios. A espontaneidade nas crianças é algo divino. Elas não avaliam os impactos de suas falas, de seu jeito, de suas ações. São desprovidas de dogmas sociais e de convenções morais. Não estão preocupadas em magoar, em dissuadir, em não serem sinceras. Sinceridade e espontaneidade caminham juntas ao espírito infantil. Entre tantas, talvez a pureza das crianças seja a virtude que nós adultos mais admiramos. Uma menina de dois anos, por exemplo, parece um ser que acabou de sair do paraíso: não julga, não compara, não se preocupa. Sua função é brincar e descobrir o mundo; dormir para crescer e sonhar livremente… Aprender a viver e a ser feliz. Ocorre que com o tempo, com os maus exemplos, com a rudeza do mundo, com a exploração pelos adultos, com a formação da personalidade e a manifestação do ego, as crianças deixam esse estado elevado de consciência e se tornam desconfiadas, presas, condicionadas e impuras. Perdem o estado edênico. Isso também é devido à má educação psicológica dada pelos adultos: ao invés de ensinarmos as crianças com o exemplo, as forçamos a fazer coisas que nós mesmos não fazemos; ao invés de mostrarmos para elas como é melhor não julgar os outros, respeitando-os em suas opções e limitações, nós, adultos, desde cedo plantamos nas mentes e corações infantis os vermes do julgamento dos demais, da comparação, da maledicência… Este é o mundo que estamos criando. Com nossos maus exemplos. Talvez por isso os Mestres da Humanidade sempre se referem às crianças para dar uma idéia aos adultos do que é o paraíso e do que é uma consciência livre. Ensinam como conquistar o espírito infantil, enriquecido com a experiência e a sagacidade do adulto. A gnose, como busca pela sabedoria sintética, divulga técnicas especiais para que conquistemos este estado infantil, mediante o despertar da consciência e a busca pelo Íntimo ou Essência, ou, nas palavras de Samael Aun Weor – mestre gnóstico do século XX, este “Ser dentro de nós que é um verdadeiro exército de puras crianças”. Sérgio Geraldo Linke Instrutor da Associação Gnóstica de Brasília

A sabedoria dos Sonhos: Ferramenta de Auto-Conhecimento

A SABEDORIA DOS SONHOS:FERRAMENTA DE AUTO-CONHECIMENTO   Os sonhos sempre foram considerados importantes indicadores da natureza humana, sejam eles produtos mecânicos das impressões do cotidiano ou uma forma de conhecimento ou Gnose transcendente. Por este motivo todos os livros sagrados descrevem experiências oníricas ou nos mundos sutis, como a Anunciação do Anjo Gabriel a José, a Al-Miraj  muçulmana, ou ainda as lições dos paraísos oníricos taoístas. Para os hindus, o mundo foi criado num sonho de Vishnu… Também os pais da Psicologia Moderna vislumbraram nos sonhos um importante aspecto da psique humana. Sigmund Freud e Carl Jung, por exemplo, dedicaram anos de estudos e muitos livros para os sonhos como forma de diagnóstico e de terapia psíquica. Em 1953 na Universidade de Chicago Nathaniel Kleitman lançou as bases da Medicina do Sono, quando publicou seus estudos do ciclo onírico geral e introduziu o conceito da indicação fisiológica do sonho através dos REM – Rapid Eye Movement (Movimento Rápido dos Olhos). Atualmente, com as pressões da vida moderna, a qualidade do sono piorou muito, sendo crescente o número de pessoas que não conseguem descansar adequadamente enquanto dormem. Insônia, roncos, apneia, sonambulismo e agitação física são apenas alguns desses males da hora de dormir. Pesquisas recentes já comprovaram que o sono tem importantes funções na recuperação biológica e psíquica, na regeneração celular e principalmente na organização da memória, vale dizer, enquanto dormimos é feita uma verdadeira faxina em nosso organismo. O fato é que passamos 1/3 de nossas vidas dormindo. Se encontrarmos uma forma de melhor aproveitar esses momentos de “inconsciência” teremos muito mais possibilidades de aprendizado, descanso, saúde e auto-conhecimento. Segundo o Gnosticismo Moderno de Samael Aun Weor, os sonhos são uma ferramenta imprescindível para o Auto-Conhecimento e para a Auto-Transformação, pois através deles podemos ter acesso a uma inimaginável parcela de nosso inconsciente e subconsciente. Com a utilização dos tesouros da sabedoria gnóstica é possível aprender técnicas para tirar-se proveito dos sonhos. Primeiro melhorando a memória onírica, depois compreendendo a simbologia e o significado dos sonhos, até transformá-los em lúcidos e mais tarde em conscientes, culminando no domínio das técnicas de projeção voluntária do corpo astral – a chamada Projeciologia. Na ciência onírica várias questões podem ser respondidas com essas técnicas especiais. Por que algumas pessoas lembram e outras não de seus sonhos ? É possível melhorar a nossa memória onírica ? A natureza dos sonhos tem relação com a qualidade do sono e a melhoria na qualidade de vida ? Existem sonhos premonitórios ? O que significam os pesadelos que nos assolam ? Existem referências seguras para decifrar nossos sonhos ? Há Dicionários de Sonhos confiáveis ? Qual a relação entre os sonhos e a Projeção Astral ? As respostas e vivências relacionadas a todas essas inquietudes serão exploradas no curso de Onirologia Aplicada, promovido pela Associação Gnóstica de Brasília no mês de junho. Sérgio Linke, engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília

Feng-Shui e Radiestesia.

SEUS AMBIENTES ESTÃO ENERGETICAMENTE EQUILIBRADOS ? Cada vez mais pesquisas e reportagens comprovam a importância da harmonização de ambientes para o descanso, o estudo, os bons relacionamentos, a produtividade, a criatividade e inúmeras outras atividades humanas. Muitas artes e ciências ocupam-se da importância da harmonia energética das edificações e ambientes, como o Feng-Shui chinês, a domologia e a radiestesia europeias e a atual arquitetura biodinâmica. No Feng-Shui procura-se equilibrar a fluência do chi ou energia vital nos ambientes, orientando-os a partir de mapas energéticos (os chamados Baguás), equilibrando a influência dos 5 elementos chineses (fogo, terra, metal, água e madeira) e evitando os “shars” ou venenos de ambientes. Já a Domologia é a ciência europeia utilizada em construções sagradas, valendo-se da energia das formas, das proporções divinas, da geometria oculta, da cromologia ou uso das cores e do mapeamento de redes telúricas naturais como as de Hartmann e Curry. Ambos os métodos utilizam muito a radiestesia e a detecção radiônica para diagnosticar e equilibrar os ambientes, pois através do pêndulo ou das varetas radiestésicas podem ser localizados com precisão desde pontos geopatogênicos (locais do solo que causam desequilíbrios), até memórias de paredes (influência dos antigos moradores) ou mesmo radiações de campos elétricos ou magnéticos, comumente gerados por eletrodomésticos e instalações prediais ou mesmo antenas e outros elementos externos à edificação. Já a Engenharia e a Arquitetura Biodinâmicas estudam os ambientes enfocando a insolação, o regime de ventos, o paisagismo vegetal, a interação com a vizinhança, a influência das instalações elétricas e de água/esgoto, as emanações energéticas dos diferentes materiais de construção e como equilibrá-los, a utilização de cores, elementos decorativos mobiliário no design de interiores. Portanto, você sabia que distúrbios do sono podem ter origem num ponto telúrico negativo sob sua cama ? Que a dificuldade de concentração ao estudar em determinado local pode estar influenciada pela falta do elemento chinês metal no ambiente ? Que a hiperatividade noturna de uma criança pode ser causada pela energia da forma ou pelas cores do dormitório ? Sérgio Linke é engenheiro eletrônico e estudioso de Feng-Shui e Radiestesia há mais de 30 anos.

A divinidade da Palavra – O Som da Vida

A DIVINIDADE DA PALAVRA – O SOM DA VIDA Onde há movimento existe som e onde o som vibra está presente a vida. O ouvido humano percebe somente uma pequena faixa de frequências sonoras, contudo, acima ou abaixo desse intervalo há múltiplas ondas sonoras imperceptíveis ao ser humano, mas que vibram de forma intensa. Os peixes, as ondas do mar, as plantas, os átomos, as rochas, o vento, o fogo, os planetas, todo universo, todo o cosmos, nas suas diversas expressões, vibra, vive, soa. Sete são as notas musicais que formam todas as melodias, assim como são sete as vogais que ressoam em toda a Criação. Diz o axioma sagrado que como e acima é abaixo, portanto a realidade do som e da música transcende tanto o tempo quanto o espaço. Tudo que é criado possui uma individualidade, uma nota-chave, um som peculiar e o conjunto de todas essas notas-chaves formam o que chamamos de Música das Esferas ou Orquestração Inefável dos Espaços Estrelados, Anahata-Nada para os hindus. Por isso a Palavra é Sagrada! Samael Aun Weor em suas obras diz que “o silêncio é ouro”, mas “seria melhor dizer que é tão ruim calar quando se deve falar, quanto calar quando se deve falar”. “Há silêncios delituosos, assim como há palavras infames”. Uma palavra pode tanto apaziguar quanto provocar discórdia; tanto acariciar quanto agredir; tanto venerar quanto profanar; tanto curar quanto matar. A palavra é Energia, é Luz, é Fogo. A Palavra cria!!! Jamais devemos condenar alguém com a palavra, pois quando julgamos, lançamos nosso veredicto energético como uma flecha, uma nuvem de dor e discórdia. A maledicência, a murmuração, a calúnia enchem o mundo de dor e de amargura. A natureza, como criação de Deus, é perfeita, mas o ser humano em seu “mundo” produz interferências, ruídos, que são dissonantes à vibração perfeita da natureza, causando desarmonia, dor e sofrimento. É urgente que compreendamos o valor da palavra para que não a profanemos com expressões e pensamentos impuros. “Na aurora da Criação, os Elohim celebram os Rituais de Fogo cantando no Templo” (Samael Aun Weor). Suas palavras compõem a Linguagem de Ouro dos Seres de Perfeição e são as responsáveis pela formação dos mundos e dos seres. Sem o Verbo Criador, sem a Magia do Verbo, sem a Música, sem o Som Sagrado, o Universo não existiria. “O Mahavan e o Chotavan (diástole e sístole do cosmos) são os ritmos do Fogo que sustentam o Universo em sua marcha” (Samael Aun Weor). A causa principal de toda a existência se encontra além do mundo e da consciência. Esta é a Palavra, é o Verbo Divino que Crea os mundos. Devemos meditar para compreender o impacto que os nossos atos e palavras têm em nossas vidas e em toda a sociedade. Samael Aun Weor, em sua sabedoria, diz “o mundo e a consciência são realmente o resultado da palavra.” Heloisa Pereira Menezes – presidente e instrutora da AGB.

O Labirinto da Mente

O LABIRINTO DA MENTE Vivemos num mundo que nos oferece e nos cobra constantemente. Para a maioria das pessoas, sem que percebam, isso se torna um grande fardo mental e emocional. A moda, o consumo, o status profissional ou social permeiam a vida de todos e aos poucos, com sutileza, nos vemos envolvidos por uma rede de impressões, dependências e expectativas quase sempre muito difíceis de nos libertarmos. Esquecemos que dentro de nós há algo mais elevado e mais sutil que anseia por libertar-se e por expressar-se. Muitas culturas chamam isso de alma, outras de espírito, outras de Ser Interno etc. Em diversas catedrais góticas – construções medievais sagradas que guardam os grandes mistérios da evolução espiritual, como em Chartres na França, encontramos no piso, em sua entrada, um belo labirinto.  No passado esse labirinto, símbolo da mente, guardava em seu centro uma estátua de Lúcifer, o fazedor de luz. Isso significava que o ser humano, por vontade própria, após decifrar seus segredos e trilhar corretamente seus caminhos, está apto a lutar contra seu maior inimigo: seus próprios desejos. Esses desejos são nosso próprio Lúcifer que devemos vencer e assim merecer que a Luz resplandeça dentro de nós. Para conseguir tal feito, é preciso estar em estado de alerta atenção. Temos que compreender essa dinâmica de dependências e angústias e buscar dentro de nós as razões que nos levam ao sofrimento. Samael Aun Weor, grande filosofo do séc. XX, diz que “a mente é uma calabouço, um cárcere, onde todos estamos aprisionados”. Claro que é licito ter uma vida agradável, posses, família etc, mas com responsabilidade.  Mente e emoção devem servir para nos ajudar a crescer espiritualmente, sempre ouvindo a orientação interna de nosso Ser Interno, daquela alma que nos referimos anteriormente. Quantas vezes ouvimos dentro de nós uma “Voz” que nos inquieta e nos diz para começar a despertar, mas a abafamos por preguiça ou falta de vontade, pressionados pelos medos e desejos construídos por nós mesmos nesse mundo de dependências? É preciso Cultivar o Amor consciente, a introspecção sadia, a meditação serena, com o objetivo de se autoconhecer; servir a humanidade com alegria, sem nada esperar….vencer a si mesmo!!! “O nível de Ser de cada qual atrai sua própria vida. Um homem é o que é sua Vida”. (Samael Aun Weor). Portanto somos responsáveis por nossa felicidade ou nossos sofrimentos. Trilhar o labirinto e vencer os seus obstáculos começa aqui e agora, não fugindo das adversidades da vida, mas sim, enfrentando-as com o firme propósito de colaborar com a Obra de Deus. Heloisa Pereira Menezes – presidente e instrutora da AGB.

Sete Vezes Sacerdotisa

SETE VEZES SACERDOTISA Diz Jorge Adoum em seu livro Poderes ou o Livro que Divinizaque “para descobrir os mistérios da Divindade é preciso penetrar no coração da mulher, porque quando Deus emanou de Si a Natureza, habitou em seu coração”. Os Mistérios da Natureza estão velados na Mulher através das suas sete sagradas funções: Gerar, Gestar, Parir, Nutrir, Educar, Manter e Absorver. Por esse mesmo motivo sintetiza Samael Aun Weor, grande antropólogo do século XX: “Ser Mãe é um sacerdócio da Natureza”. E aqui não nos referimos apenas à maternidade em si, mas também, e principalmente, às responsabilidades femininas em todos os campos da vida: na família, no trabalho, na sociedade, na humanidade, na espiritualidade. Essas funções permeiam toda a vida da mulher e a forma como ela as direciona caracterizará sua expressão como Mulher ou como Sacerdotisa Divina. Para a Mulher Sagrada o mais simples ato é revestido de um caráter santo e misterioso. É nesses mistérios primordiais do Feminino, todos eles inseridos no plano concreto da natureza, que a mulher se revela como a Senhora da Transformação. Por isso a Transformação da matéria e da Vida é inerente à Mulher. Ao lidar com a simplicidade da matéria transformando-a em vida, a mulher é capaz de transmutar a natureza em um princípio mais elevado de ação espiritual, numa relação íntima com a Deusa-Mãe . Aquela que dá vida não somente ao corpo, mas principalmente à alma. Todos esses mistérios podem ser vividos conscientemente pela mulher em diversos períodos ou aspectos de sua vida: como filha, como irmã, como esposa e como mãe, repetindo-se em cada um deles todas as sete Sagradas Funções da Natureza Feminina. Vamos então a elas. GERAR: assim como o Sol fecunda o ventre da Terra fazendo a vida nascer de suas profundezas, é também no ventre da mulher que podem nascer homens e Deuses.  É nele que se dá a concepção da semente do homem, obedecendo a Lei que diz “como é em cima é embaixo”. Aqui estão os arcanos que transcendem a sexualidade humana e comum (somente para o prazer e reprodução) para a sexualidade sagrada (com a alquimia do casal pela energia sexual sabiamente utilizada) – mas isso é assunto que abordaremos em outro texto. GESTAR: esta é uma etapa onde a natureza trabalha decodificando a informação genética e transformando-a em matéria. É o amor criando, transformando, plasmando o que foi idealizado pelos Deuses. PARIR: que é o ato de emanar do útero o filho que já se encontra maduro, preparado para sair à luz. Seja este parto uma realidade da carne ou da alma, a mulher-mãe sempre estará presente, pois ela é a porta que leva das trevas à Luz. O processo do parto é um modelo para a compreensão do renascimento, do nascimento “para o mais elevado”, para o céu, como estrela que cintila, como ser bem-aventurado ou criatura imortal. NUTRIR: a mulher é fonte-nutriz por natureza. Por essa razão ela é a senhora de tudo aquilo que signifique alimentação. Ela é o vaso que ao mesmo tempo acolhe seu rebento e guarda seu alimento. A Mãe-Natureza faz brotar de suas entranhas a água que corre nos rios, mares e cachoeiras; faz correr pelas veias do homem o sangue que o nutre; faz jorrar dos seios da mulher o leite que alimenta o frágil bebê; faz emanar da coluna espinhal a luz sagrada que alimenta nosso templo-corpo. EDUCAR: ao educar a mãe realiza seu amor transferindo conhecimentos e eduzindo (inspirando) as potencialidades do rebento. Novamente doa o que de melhor possui e o faz com tolerância, paciência e perseverança. Ela orienta seu filho para que ele caminhe se possível sem dor, mas se isso não for possível, estará ao seu lado sempre para amenizá-la. É Pistis-Sophia, a Mãe-Sabedoria e de Misericórdia. MANTER: a Mãe é feliz se o seu filho é feliz!! Eis aí a razão de todas as mãezinhas buscarem com tamanha vontade a felicidade de seus filhos. Ao proteger, conservar e manter a vida de seu filho, ela mantém a sua própria. Assim é que a vida se conserva. ABSORVER: quando o filho querido vence a morte ou é vencido por ela é a Mãe que o segurará em seus braços para que os desígnios divinos sejam realizados. A Mãe impregna-se do filho, puxa-o para dentro, reabsorve-o, toma-o para si. É o mistério do “retornar ao pó da terra” cristão, do “ser absorvido por Nut” do antigo Egito, da escultura da Pietá de Michelângelo… Refletindo sobre essas divinas pré-destinações da mulher é possível penetrarmos na sabedoria gnóstica de Samael Aun Weor quando asseverou que “a Mulher é a mais bela criação de Deus”. Heloisa Pereira Menezes – instrutora e presidente da AGB

O Mistério da Super-Mulher

O MISTÉRIO DA SUPER-MULHER A verdadeira Mulher, aquela que vem do fundo das eras, a mulher que foi dada ao mundo para recriá-lo, pertence inteiramente a um Universo estranho a ele. Ela cintila no outro lado da Criação. Ela conhece o segredo das águas, das pedras, das plantas e dos animais. Ela fixa o amor do Sol e vê claro na noite. Ela possui a chaves da saúde, da latência e das harmonias da matéria. É fada de olhos transparentes, que junto com o homem aspira reconstruir o paraíso terrestre.  Ela é a fonte de virtude. É nela onde Deus semeia os verdadeiros Homens. Ela os devolve ao seu verdadeiro trabalho, que é elevar-se o máximo possível acima de si mesmo. A Doutrina do Cristo, do Salvador do Mundo é o Amor recíproco, o cumprimento da Lei e dos Mandamentos Divinos, sem diferença de sexos. A compreensão profunda desses ensinamentos exige a  participação mútua nos benefícios brindados pela Mãe  Natureza e também a equanimidade dos direitos humanos, sociais e conjugais. Com os ensinamentos Crísticos não se parcializam nem o bem e nem o mal, nem a riqueza e nem a pobreza, nem a sabedoria e nem a ignorância, e é certo dizer que ambos, homem e mulher, devem responder pelas mesmas responsabilidades e receber os mesmos benefícios e direitos em todas as atividades da vida. O personagem Super-Homem nos desenhos e filmes se mostra forte e com poderes, muitas vezes inseguro com suas origens e fraquezas humanas. Já o arquétipo iniciático do Super-Homem nos ensina que o maior poder é aquele da superação contra si mesmo, contra suas próprias fraquezas, contra seu ego. No paradigma divino da Super-Mulher o que ressalta não é a força ou os poderes, mas sim a  Fortaleza… Isso mesmo: o Super-Homem tem a força; a Super-Mulher é Fortaleza: serena, centrada, misteriosa, discreta, sábia, a ser desvelada. O caminho da auto-superação, sem dúvida, é um caminho árduo: é necessário ser Super-Homens e Super-Mulheres para percorrê-lo. Tanto Mestres como Mestras tiveram ao seu lado companheiros de almas fortes e determinados; tornando-se cúmplices no amor e no retorno ao Creador. Todas as Super-Mulheres que viveram neste mundo demonstraram qualidades inspiradoras que devem ser seguidas. Um grande exemplo é Clara de Assis. Nesta grande Super-Mulher vemos a doçura do servir, a Mãe que doa tudo de si pelos seus filhos, a companheira que compartilhou com seu amado Francisco um Trabalho Divino e revolucionário numa Idade de Trevas. Outro paradigma de Super-Mulher é Maria, com sua pureza virginal, sua Maternidade Celeste, sua compreensão para ver o próprio Rebento sacrificado na cruz. E há incontáveis outras Fortalezas Femininas: Joana D’Arc com sua força da fé, sua determinação, sua confiança, seu espírito guerreiro; Maria Madalena ensinando-nos o primeiro passo do futuro Adepto – o arrependimento; Helena Blavatsky mostrando-nos o que é disciplina, dedicação e sacrifício . Todos estes aspectos resumem-se em um: AMOR AO CASAL CELESTE! Todas essas Super-Mulheres encontraram sua Natureza Divina vivendo na simplicidade e na humildade. Como mulheres “comuns” fizeram de seu dia-a-dia uma verdadeira oração. Compreender os Mistérios da Mulher DEUS e vivê-los intensamente é construir a ponte que nos levará à Luz, ao Cristo. Samael Aun Weor  exemplifica perfeitamente esse sagrado caminho, dizendo que :“a Iniciação é a própria vida retamente vivida.” Heloisa Pereira Menezes – instrutora e presidente da AGB.

Deus é e Basta

PARA SERVIR A HUMANIDADE, DEUS É E BASTA !! Muitos falam sobre Servir a Humanidade, mas poucos sabem como fazê-lo. Muitos se dizem servidores, mas poucos têm consciência do que é Servir. Francisco e Clara de Assis, no século XIII , mudaram o mundo com suas idéias e atitudes revolucionárias e mostraram a todos que não há pré-requisitos  ideológicos , sociais ou econômicos para Amar , mas somente a convicção interior de que a Obra do Criador deve e pode ser executada. Numa época de guerras, disputas e ignorância, em plena Idade das Trevas, souberam viver para servir, fincaram sua bandeira de Amor Puro num mundo em que o “amor” era tão raro quanto a chuva num deserto. Ao vermos uma obra edificada, temos a impressão de que tudo aconteceu como por milagre e que os seres que a realizaram foram especialmente premiados por um “dom” divino. Mas não é assim. Como tantos outros grandes Homens e Mulheres que viveram em nossa amada Terra, a Obra desses Mestres de Assis foi edificada com os tijolos de muitas provas e sacrifícios, exemplificando a frase de Samael Aun Weor, grande filosofo do século XX: “antes de uma subida há sempre uma descida”. Ambos pertenciam a famílias abastadas; ele filho de um grande mercador, ela , filha de prestigiados nobres. Tinham tudo em suas mãos para viver suas vidas da maneira mais agradável que a época podia proporcionar, mas escolheram ir além; era preciso conhecer e viver as dores do mundo impingidas à grande maioria das pessoas: a mais profunda pobreza! E foi dessa forma que puderam reconhecer com suas almas e corações que “Deus é e basta!!” A ignorância e a pobreza juntas eram como muralhas que impediam as pessoas de ter esperanças de qualquer natureza. As doenças e misérias sociais eram tidas como castigos e o mundo não tinha piedade com ninguém. Era uma época singular, onde o poder temporal era subjugado pelo poder “espiritual”, não por respeito, mas sim porque, numa época de profunda ignorância, tanto o báculo quanto o anel clericais davam ao seu possuidor a prerrogativa de “condenar” as almas ao mais doloroso exílio infernal. A coragem de Francisco e Clara de fazer reluzir o Amor do Cristo na mais simples  palavra, no mais simples ato, derrubou essa muralha tornando possível a todos perceber que cada um é capaz de trilhar o caminho de volta ao Pai, independentemente do mundo e dos homens. O legado de Francisco e Clara de Assis resplandece até nossos dias no serviço desinteressado a toda expressão de vida, no companheirismo, no amor e respeito que tinham um pelo outro, na obediência aos desígnios divinos. Meditemos sobre esse AMOR com o coração disposto a SERVIR, deixando de lado as diferenças e disputas, pois “DEUS é e basta”! Heloisa Pereira Menezes – instrutora e presidente da AGB.

Sabedoria Gnóstica no Passado e no Presente

SABEDORIA GNÓSTICA NO PASSADO E NO PRESENTE      Gnose significa literalmente sabedoria, um conhecimento mais profundo e experimentado dos conceitos e objetivos da filosofia, da ciência, da arte e da mística humanas. No passado o Gnosticismo, enquanto corrente filosófica paralela ao Cristianismo nascente, pregava a Caridade, a Santidade e a Castidade como caminhos para o homem encontrar Deus e para cumprir os planos divinos na Terra. Caridade no sentido de auxiliar a todos os seus irmãos, de forma indistinta. Santidade conquanto ensinava a constante depuração psicológica e espiritual, não através de orações externas e condutas pautadas na repressão, mas sim por meio de um profundo auto-conhecimento da origem dos erros (pecados) cometidos, de modo a não mais cometê-los. E Castidade no sentido científico da palavra, ou seja, através da preservação, transmutação e correto direcionamento das energias criadoras. Os gnósticos antigos pregavam o uso correto da energia das polaridades masculina e feminina, em comunhão sexual, para o desenvolvimento integral do homem e da mulher, em contraste com o celibato (abstinência sexual), então pregado pelo nascente e fanático clero romano. No presente esses mesmos conceitos permeiam o Gnosticismo. Restaurada por Samael Aun Weor, a Gnose ensina nos dias de hoje como a ciência, a filosofia, a arte e a mística podem, em conjunto e de forma equilibrada, levar o ser humano a estados mais avançados de consciência, a se auto-conhecer e a se auto-transformar profundamente. A Caridade dos antigos gnósticos transformou-se em Serviço pela Humanidade, ou seja, para um gnóstico moderno estão sempre presentes os sentidos e deveres de cooperação, de consciência grupal, de ética para com o outro, de ajuda mútua e de disponibilidade para com as pessoas carentes (em todos os sentidos). O gnosticismo moderno não prega a Caridade apenas como meio de pagar o karma ou de exercitar a auto-disciplina, justamente por compreender a fundo que todos somos células de um único e divino organismo, e que é dever de cada um de nós trabalhar pelo crescimento do outro. A Santidade dos antigos sábios verteu-se para a Moderna Psicologia do Auto-conhecimento, quando, como na Psicologia Budista Tibetana, o aspirante à gnosis estuda profundamente as manifestações de nossos defeitos psicológicos (o ego) no intuito de compreendê-las e mudá-las radicalmente. Eis aí o conceito tão propalado pelos budistas de “aniquilação do ego para a libertação do sofrimento”. A Castidade dos gnósticos de outrora hoje reveste-se com a roupagem da Alquimia Sexual, do Tantrismo Branco, do uso da Sexualidade Sagrada. Para um gnóstico moderno o Matrimônio é uma forma de evolução espiritual, onde a fidelidade, o amor e a transmutação das energias sexuais são condições imprescindíveis para a evolução integral do casal. Mas as verdadeiras pérolas da Gnose Moderna estão na forma como esses conceitos, chamados Três Fatores para Revolução da Consciência, são abordados de forma científica, filosófica, artística e mística.    Sérgio Linke Engenheiro e instrutor Associação Gnóstica de Brasília

Cristais: Como operam nos Ambientes e no ser Humano

Os Cristais Trabalhando Pelo Ser Humano Quando ouvimos falar em cristais já nos lembramos delindas formações cristalinas pontiagudas e brilhantes (drusas), ou de coloridos e multifacetados bastões cristalinos que parecem ter sido lapidados pelo homem. Entretanto, além das aplicações energéticas dos cristais para harmonização de ambientes e pessoas, há vários outros usos dos cristais nos recursos tecnológicos que dão conforto à vida moderna: nos chips que controlam computadores e relógios; nos monitores de televisão e de microcomputadores; nas substâncias químicas presentes em remédios alopáticos e homeopáticos; em materiais de construção como concreto, cerâmicas e paredes de alvenaria. Também os cristais são imprescindíveis à vida, pois é através deles que há o necessário equilíbrio no sangue e na linfa para que os nutrientes alimentem nossas células. Desequilíbrio de cristais no corpo significa doença. Detalhando um pouco mais as aplicações energéticas dos cristais, citamos abaixo como podem atuar esses verdadeiros tesouros da natureza. Todo cristal possui uma vibração, vale dizer, uma energia pulsante dada por sua estrutura cristalina, onde os átomos de silício e outros componentes se arranjaram de forma perfeita durante milhões de anos sob condições especiais de temperatura e pressão. Esta vibração, irradiada para o ambiente e detectável pela radiestesia (uso de pêndulo ou outros instrumentos), pode ser utilizada para energizar e equilibrar as pessoas à sua volta. Cristais de Quartzo Branco, por exemplo, harmonizam ambientes através de sua potente vibração. Um cristal também possui uma energia da forma, dada por suas pontas, suas faces e sua estrutura cristalina, a qual é capaz de gerar, captar e irradiar energias, o que também pode ser utilizado para a harmonização dos ambientes e pessoas. É um verdadeiro “efeito antena” cristalino. Bastões multifacetados têm a capacidade de concentrar a energia do cristal em sua ponta. Outra forma de atuação dos cristais é sua energia acumulada, ou melhor dizendo, “programada” por uma pessoa experiente. Sabemos que a energia vital e psíquica pode ser moldada, direcionada e concentrada em elementos de acumulação, como os cristais. Calcitas são especialmente indicadas para esta aplicação, devido à sua permeabilidade energética. Todo cristal também possui uma cor, isto é, a energia eletromagnética dada pelo comprimento de onda da luz irradiada por ele. Dessa forma, todo cristal é potencialmente um instrumento cromoterápico. Por isso cristais vermelhos são ativantes, cristais azuis são calmantes e cristais da cor amarela levam à inteligência e à reflexão. Numa oitava superior, no uso da chamada Elementoterapia ensinada pelo mestre gnóstico Samael Aun Weor, é possível programar, ou melhor, encantar a energia inteligente contida num cristal. Com isso queremos dizer que, mediante determinados princípios e fórmulas especiais, é possível colocar o Elemental de um cristal ao nosso inteiro dispor. Elementais de ametista, por exemplo, são excelentes purificadores de ambientes. Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da AGB

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