Associação Gnóstica de Brasília

Nosso Pai

Pai São somente três letras Que certamente estão entre nossas primeiras palavras, balbuciadas em colo forte Mas ressoam fundo em nosso coração, trazem calor à alma, nos elevam ao Eterno Masculino de Deus Sua imagem nos acompanha para sempre, seja ele biológico, escolhido por nós ou refletido em nossa Mãe. Pai é Poder Poder de manifestar força física e força moral Poder de nos ensinar com o exemplo Poder de nos reportar ao Pai de Tudo, ao Pai de Todos. Pai é Provedor Provedor da Vida, em geração compartilhada com nossa Mãe Provedor do teto, do alimento, do sapato, do apontador de lápis Provedor da Segurança, nos choros de pesadelo e nas ruas escuras. Pai é Perseverança Perseverança de lutar pelo pão do dia Perseverança de pacientemente nos ensinar a tabuada Perseverança de nos segurar firme nas tempestades da vida. Pai é Perdão Perdão quando aprontamos alguma arte em infância Perdão quando cometemos deslizes de adolescência Perdão com autoridade para apontar perigos, quando em adultez titubeamos na vida. Neste dia dos Pais Abrace forte seu Pai Físico, pessoalmente ou em carinhosa memória, agradeça-o Ore com fé ao Pai do Céu, glorifique-o Peça com humildade bênçãos a todos os Pais do mundo Porque, afinal, o supremo Pai é Nosso !   Sérgio Geraldo Linke é engenheiro,  executivo do mercado financeiro e presidente da Associação Gnóstica de Fortaleza

MORTE: COMPREENDÊ-LA PARA VIVER MELHOR

MORTE: COMPREENDÊ-LA PARA VIVER MELHOR   Do ponto de vista biológico, a morte é necessária para a evolução da vida, seja para alimentar outros seres (no caso de animais e plantas), seja para o aperfeiçoamento genético pela transmissão aos filhos das melhores características do pai e da mãe. Para a maioria das culturas e religiões, a morte é um fenômeno espiritual ligado ao encerramento da existência física, quando são cotejados, numa espécie de julgamento, os bons e os maus atos para definir o futuro do ser que perdeu sua vida material. A partir desse ponto ocorrem as variações no processo post-mortem nas diversas correntes religiosas: para o Cristianismo, por exemplo, só existe uma vida e após ela o ser humano passa pela ressurreição e vai para o céu, ou roda ao purgatório e aos infernos. Já para a grande maioria dos ensinamentos espirituais de todos os tempos, como o Egípcio, Maia, Celta, Grego, Mitraico, Persa, Budista, Hinduista, Tibetano, Gnóstico e tantos outros, a morte indica apenas o encerramento de um ciclo, havendo a oportunidade de regresso a este plano material com um novo e diferente corpo físico. Nos tesouros gnósticos contemporâneos ensinados por Samael Aun Weor, diferenciam-se claramente três possibilidades para uma nova vida. A primeira e mais corriqueira, chamada de Retorno ou Recorrência, ocorre quando um ser humano comum e inconsciente (algo como 999.999 pessoas em cada um milhão) ganha da divindade um novo corpo físico, sem nenhuma possibilidade de opinião ou escolha. A segunda possibilidade, denominada de Reencarnação (possível a uma em cada um milhão de pessoas, para se ter uma ideia da proporção), acontece quando alguém que esteja trilhando um caminho verdadeiro de evolução espiritual consciente, denominado na gnose de Iniciação, conquista com muito trabalho a possibilidade de escolher onde, quando e como quer reencarnar, justamente para cumprir com consciência sua missão iniciática. E, por último, a terceira possibilidade, muitíssimo rara, chamada de Ressurreição, que é possível a Mestres e Mestras de grande evolução espiritual, os quais passaram por processos energéticos elevadíssimos de transmutação alquímica de seus corpos físico e sutis, como o Osíris egípcio, o Krishna hindu, o Jesus hebreu, a Kwan-Yin tibetana, a Tonantzin asteca, a Perenelle Flamel francesa. E o mais incrível: são absolutamente convergentes em sua abordagem todos os tradicionais (e não distorcidos pelos homens) escritos de sabedoria da vida e da morte, como o Livro Egípcio dos Mortos, o Ars Moriendi do Cristianismo Antigo, o Livro Tibetano dos Mortos (Bardo Thodol) e o Livro Maia da Vida e da Morte (Popol Vuh). Eles tratam dos mistérios da morte e do retorno a uma nova vida de forma incrivelmente igual, obviamente com as ricas e necessárias nuances culturais, teológicas e idiossincráticas de cada povo em sua época. O vetor geométrico ou raio que define este círculo de mortes e nascimentos é justamente a Lei de Causa e Efeito, ou Lei do Equilíbrio Universal, ou ainda a chamada Lei da Balança ou do Karma/Darma. O credo cristão aborda as consequências dessa lei com a frase “… e onde (Jesus) há de vir a julgar os vivos e os mortos”. Além de estudar e ensinar ferramentas para a experimentação direta dos fenômenos da morte física, do desenvolvimento da vida e da Lei da Balança, a Gnose brinda-nos com os Mistérios da Morte Mística, ou eliminação dos defeitos psicológicos como a preguiça, o orgulho, a gula, a inveja… É a isso que se referia Francisco, o Sábio de Assis, ao exprimir com verbo de ouro que “é morrendo (em nossos defeitos) que se nasce para a vida eterna…”.   Sérgio Linke é engenheiro, presidente e instrutor da AGF

I Ching: Sabedoria Milenar Chinesa

I Ching: Sabedoria Milenar Chinesa   Enquanto na civilização ocidental as culturas Maia, Mesopotâmica e Egípcia floresciam, na China o gênio humano dava belíssimos frutos, inspirado no divino e na natureza. Conceitos de transformação e transmutação, de dualidade complementar Yang e Yin, de permanência na impermanência moldaram o conhecimento chinês desde a remota antiguidade, possibilitando o surgimento do Taoísmo e do Confucionismo, que têm como obra fundamental o I Ching. Há mais de três mil anos o grande sábio Fu Hsi, nas terras pantanosas do vale do rio Amarelo, lançou as bases da grandiosa civilização chinesa e para orientá-la legou uma obra denominada somente “I”, isto é, “Mudança” ou “Mutação”, criando uma cosmologia e a representação dos fenômenos naturais (interiores e exteriores) por meio de trigramas e hexagramas, cada um com um nome em caracteres chineses arcaicos. O mestre gnóstico contemporâneo Samael Aun Weor relata em suas obras que Fu Hsi é um verdadeiro cristo chinês, concebido pela imaculada Hoa-Se às margens de um rio. Samael também ensina, em seu livro Logos, Mantras e Teurgia, que a linguagem de ouro, o idioma universal e a gramática cósmica perfeita se encontram nos caracteres chineses. Por volta de 1150 a.C., o rei Wen e seu filho, o duque de Chou, escreveram textos sobre os hexagramas possibilitando a compreensão e utilização do “I” por um número maior de pessoas. Wen escreveu os Julgamentos e Chou os comentários sobre as linhas. Confúcio, que viveu de 551 a 479 a.C., acrescentou explicações fundamentais, chamadas de as Dez Asas, para a compreensão desse livro de sabedoria. Confúcio afirmou que quanto mais vivesse mais se dedicaria ao estudo do I Ching, o Livro das Mutações, como passou a ser conhecido. Além de Livro de Sabedoria, o I Ching também é utilizado como oráculo desde sua criação. Inicialmente eram utilizados carapaças de tartaruga e ossos de boi, aquecidos em fogueiras ritualísticas para indicarem os hexagramas que respondiam à questões importantes para os destinos de uma comunidade. Posteriormente passaram a ser utilizadas varetas da planta milefólio, por meio de uma técnica de lançamento conhecida como Método das Varetas. Na dinastia Han, de 206 a.C. até 220 d.C., surgiu o Método das Três Moedas, amplamente utilizado hoje em todo o mundo. Há ainda o Método Flor de Ameixeira, em que são realizados cálculos matemáticos a partir das perguntas para a obtenção do hexagrama que responderá a pergunta. A primeira tradução do I Ching para uma língua ocidental, o inglês, foi realizada pelo missionário James Legge. Alguns anos depois o alemão Richard Wilhelm, também um missionário que viveu vários anos na China, realizou uma tradução para sua língua mãe, cuja primeira edição saiu em 1923. Para a edição seguinte, em 1949, o médico e psicólogo suiço Carl Gustav Jung escreveu o prefácio, demonstrando seu uso oracular e discorrendo sobre a Lei da Sincronicidade. O I Ching, como tradutor das energias que envolvem uma situação, pode ser utilizado na forma oracular para nos dar as pistas arquetípicas dos desafios a vencer, das ferramentas à disposição, das forças divinas e humanas envolvidas numa circunstância, permitindo tomar ações mais conscientes, éticas e equilibradas. Pelo lado espiritual ou iniciático, o I Ching pode traduzir as forças psíquicas e espirituais que moldam nossas atitudes físicas, mostrando-nos um verdadeiro mapa do inconsciente para que ajamos de forma a equilibrar nossa vida horizontal (emprego, família, amigos, estudos) com nosso caminho vertical (as inquietudes espirituais da alma).               George Peel é engenheiro, servidor público e estudioso de tradições gnósticas e chinesas

Amar, Servir e Curar

AMAR, SERVIR E CURAR Curar significa restabelecer a Saúde, o estado perfeito de vitalidade, normalidade, situação onde todo movimento de vida se dá com perfeição. É uma palavra que tem origem no latim e estende seu significado à amizade e ao amor. Assim como buscamos saúde para nosso corpo, todo o Universo percorre seu trajeto Divino em busca da Perfeição, e é a isso que chamamos de COSMOS cuja substância regeneradora é o AMOR. Sempre que esse AMOR é retirado e substituído por uma energia destrutiva cujo representante em nós são nossos defeitos psicológicos (chamados na gnose de “egos”), instala-se o CAOS, que nada mais é do que a desarmonia, a entropia, a DOENÇA. Portanto Curar não pode e não é algo tão simples assim como se pensa e se quer fazer “entender” hoje em dia. Não é uma capacidade que se adquire por simples querer, estudo ou capricho, mas é sim uma conquista, um Dom que se obtém por mérito individual, e profundo trabalho à Humanidade em honra ao Criador, um ato revestido de grande Mistério e Sacralidade. Por isso que Paracelso, para muitos o maior médico que já existiu, afirma que “nem as Universidades, nem os Papas, nem os Reis poderão dar ao homem o poder de curar, se antes ele não for ungido por Deus”. A essência de nosso SER é AMAR e SERVIR, e só através do AMOR incondicional, que é a essência do CRISTO, é que poderemos CURAR. Não há outro caminho! Toda Energia emanada pelo CRIADOR e manipulada pelos Elohim (o exército da VOZ) na Aurora da Criação produziu e produz a perfeita Vida em Movimento, e só essa mesma Energia que criou é capaz de RE-CRIAR ou tornar novamente SÃO. Na história de nossas civilizações, testemunhamos a vida exemplar de grandes homens e mulheres que expressaram esse DONUM DEI, e que impulsionaram a medicina, entendida como a arte ou o dom de curar, a patamares até hoje incompreensíveis. Hipócrates, Huiracocha, Hermes Trismegistros, Paracelso, Avicena, Hildegard von Bingen . Samael Aun Weor, Milarepa, Nicolas Flamel, Pernelle, Francisco de Assis, Clara de Assis e tantos outros seres, grandes Mestres e Santos em todos os quadrantes da Terra foram capazes de transmutar suas energias Divinas em um Bem ainda Maior, sempre através do que denominaram “Sacro- Oficio” – trabalho Sagrado pela Humanidade. Para citarmos novamente Paracelso, por exemplo, médico, alquimista, físico, bioquímico, toxicologista, nascido no século XV na Suíça, aclamado e amado em terras banhadas pelo lindo rio Danúbio: Áustria, Alemanha, República Tcheca… determinou que uma das principais atividades exercidas pelos médicos está no que ele chamou de VIRTUS, ou melhor, o espírito de sacrifício necessário para o apoio aos doentes e que sintetiza a ação do médico de cabeceira, do médico de família, daquele que ama seus atendidos com o coração de Pai-Mãe, que busca seu bem estar físico, emocional, mental e até espiritual , pois sabe e conhece onde se encontra e como usar a Força Regeneradora da Cura Perfeita. Nessa linha de trabalho desenvolveu uma Obra até hoje respeitada e ainda pouco compreendida, pois nos falta a principal virtude para essa compreensão: A Compaixão! Sentir a dor do próximo, amar a alma, amar o Amor, o coração que pulsa em cada Ser, compreender que em cada Ser está o próprio Criador. Francisco de Assis amou e curou a alma daqueles que eram desprezados não só pelo mundo, mas até por si mesmos, e por esse Sacro-Oficio ergueu uma grande Obra. Tomás de Kempis, monge alemão do século XVI, em seu livro “Imitação de Cristo” diz:” Sem caridade, de nada vale a obra exterior, porém tudo que dela procede, por mais insignificante que seja, se torna proveitoso.” Olhar o mundo com os olhos do SERVIR CONSCIENTE, nas suas diferentes formas de agir: a gentileza, a não violência, a caridade física, psicológica e espiritual, o perdão, o arrependimento sincero, a luta contra nossos próprios defeitos e erros etc, é abrir as portas e janelas da ALMA em busca da verdadeira fusão com Deus, voltar a Ele. Por isso que tão bem sintetizou o mestre contemporâneo da Gnose, Samael Aun Weor: Nossa Razão de Ser é Servir !!! Heloisa Pereira Menezes é nutricionista e diretora da Associação Gnóstica de Fortaleza

Budismo Gnóstico: Verdadeira Felicidade com Autoconhecimento, Ética e Iniciação

Budismo Gnóstico: Verdadeira Felicidade com Autoconhecimento, Ética e Iniciação A sabedoria budista sempre atrai os corações puros. Primeiro, pelo exemplo de vida de seu maior mestre, Sidartha Gautama Sakia Muni, o Buda que viveu há mais de 2.600 anos. Depois, pelos tesouros psicológicos que podem levar à libertação individual do apego e do sofrimento e, com isso, a um mundo mais fraterno, solidário e feliz. Entretanto, o que é a felicidade ? Segundo a Moderna Psicologia Gnóstica restaurada por Samael Aun Weor, felicidade é a sensação íntima de bem-estar e integralidade, saboreada por quem trabalha sobre si e desperta sua Consciência, conhecendo sua missão no mundo e contribuindo para que todos também sejam felizes. Neste artigo abordaremos três caminhos gnósticos-budistas para a conquista desta Felicidade Integral: o Autoconhecimento, a Ética e a Iniciação Espiritual. Em termos de autoconhecimento, o Budismo e a Gnose têm um conceito diferente de Ego que a maioria das correntes filosóficas e psicológicas ocidentais. Para a Gnose o Ego constitui aqueles nossos defeitos psicológicos que levam ao adormecimento da Consciência, ao erro, à dor e à repetição (recorrência) cármica. O Ego, para o Budismo e para a Gnose, constitui o conjunto de valores negativos que na cristandade ocidental foram qualificados como os 7 pecados capitais: ira, orgulho, preguiça, gula, luxúria, inveja, avareza. Essas duas escolas de sabedoria ensinam justamente a eliminar estes egos, ou defeitos psicológicos. Nunca somente reprimi-los ou deixá-los nas “mãos de Deus” para que “nos perdoe”. Mas você deve estar se perguntando: se o ego da ira for eliminado, o que restará ? Exatamente a virtude da Serenidade, da Paz Interior. Alguém que, mediante um intenso e maravilhoso trabalho sobre si, conseguiu eliminar seus egos, adquire as virtudes correspondentes: sai da ira para a serenidade; do orgulho à humildade; da preguiça à determinação; da gula à temperança; da luxúria ao respeito ao sexo; da inveja à admiração pela conquista alheia; da avareza à generosidade. Assim temos um caminho de felicidade própria e para os outros. Por este motivo que no gnosticismo e no budismo dá-se tanta importância às técnicas de Auto-Observação e Auto-Consciência durante cada ato da vida e também à Meditação para a compreensão e digestão psicológica de nosso conteúdo psíquico. Nossa segunda óptica – a da Ética – está largamente registrada nos antigos textos Budistas e Gnósticos. Se refletirmos que a ética é a ação voluntária que busca o bem comum, nela encontraremos as bases para um mundo fraterno, solidário, justo e feliz. No Budismo temos o Caminho Óctuplo de Buda, onde o Mestre Iluminado nos exorta, por exemplo, a ter reta compreensão, reta fala, reta ação, honesta maneira de ganhar a vida, reta concentração (não se esquecer de si mesmo) e reto uso das energias sexuais. Por acaso o leitor não encontra nesses preceitos as vias éticas para um mundo mais feliz ? Ou, por outro lado, a inobservância desses preceitos não nos levaram ao mundo atual, eivado de egoísmo, de competição, de consumismo irresponsável, de desonestidade, de corrupção e de decrepitude sexual da sociedade ? Por isso que asseveramos, com tranquilidade e sem receio de nos equivocarmos: uma sociedade ética e feliz pode ser construída a partir de indivíduos que sigam os Oito Preceitos Budistas ou o Terceiro Fator de Revolução da Consciência dos Gnósticos, que nos ensina a Servir Desinteressadamente a Humanidade. Nossa terceira visão, a da Iniciação Espiritual, vai mais além da mera espiritualidade e da religiosidade comum, da famigerada busca da salvação e dos exercícios religiosos, com seus rituais e práticas devocionais individuais ou coletivas. Iniciação, para a Gnose de Samael e para o Budismo Tântrico Tibetano (Vajrayana) significa vencer a si mesmo para servir a Deus, encarnando Sua Obra e ajudando todos os seres a fazê-lo, conquistando com esforço próprio o Nirvana Budista ou as Altas Iniciações Gnósticas, cujo cume é denominado de Cristificação na linguagem dos primitivos gnósticos gregos. Iniciação não se compra e não se vende, nada tem a haver com status social ou econômico; não se conquista a iniciação lendo livros ou indo a igrejas e templos; iniciação é a vida retamente vivida, num constante trabalho de depuração íntima (a morte do ego), de transmutação das energias criadoras-sexuais (o tantrismo tibetano) e de Servir desinteressadamente todos os seres. Então, caro leitor, após décadas lidando diretamente com o sofrimento humano e com a busca das almas pela Luz, com otimismo na humanidade me alegro ao constatar que a sabedoria de Sidartha e de Samael realmente são revolucionárias, pois objetivam a Felicidade através da Auto-realização Íntima do Ser Humano – homens e mulheres, num mundo ético e onde a Obra Divina seja conscientemente construída por cada um e para todos.   Sérgio Geraldo Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Fortaleza

TARÔ EGÍPCIO: A SABEDORIA DAS CORES NA ARTE MÁGICA DE THOT

O Tarô era o mais sagrado livro para os antigos egípcios, por orientar uma vida produtiva e harmoniosa no plano material e indicar as leis divinas para uma plena realização espiritual. Esta verdadeira bíblia escrita milhares de anos antes do Antigo Testamento foi entregue à humanidade por Thot, divindade da Escrita e da Sabedoria, que posteriormente recebeu outros nomes como o Hermes Grego, o Mercúrio Romano, o Enoch Bíblico, o Anjo Metraton entre os Cabalistas etc. O livro de Thot é ao mesmo tempo um Guia Iniciático e um Instrumento Oracular de Precisão, pois desvenda para um leitor preparado as circunstâncias invisíveis presentes numa situação, permitindo operar com as energias envolvidas, aplicando-as, evitando-as ou transformando-as. Todos os Tarôs são originários da versão egípcia, que é composta de estelas (monólitos esculpidos). Portanto, o Livro Egípcio de 78 Arcanos que temos hoje é o mais completo de todos, exigindo maior preparação de quem o utiliza. E foi justamente esta necessidade de conhecimento profundo que levou ao surgimento de várias outras versões do Tarô, mais simples e, o pior, na maioria das vezes adulteradas. Para quem conhece a riqueza e os mistérios do Livro de Thot (Tarô Egípcio) assoma-se estranho, para não dizer profano e até perigoso, algumas versões de tarôs como a de Marselha, Crowley, Papus, Cigano, dos Anjos, dos Florais etc. Nas versões atuais que circulam no mercado, com objetivo de simplificar e “deixar mais bonitas e atuais” as lâminas do Tarô, foram suprimidos hieróglifos, pantaclos e letras hebraicas. Também foram alterados os personagens, modificadas suas roupas e instrumentos, adulteradas a posição física e a ação por eles executada – no original sempre relacionada a um mito egípcio com muitas lições psicológicas e espirituais. Foram ainda modificadas as proporções e cores das lâminas… Uma lástima e um crime à arte superior e à arcaica sabedoria egípcia. Cada um desses detalhes indica com precisão um arquétipo exato para que o leitor intuitivo possa depreender do Arcano quais as circunstâncias que envolvem o assunto consultado. Utilizar um tarô adulterado é como tentar ler um livro mal traduzido e no escuro, ou com a visão turva…  Perdem-se muitas palavras e é quase certo que se altere completamente a mensagem. Atualmente, quando vemos descobertas arqueológicas de tumbas e templos egípcios, com suas esculturas e paredes em pedra nua ou palidamente pintadas, não imaginamos o quanto esplendorosa era a arte no antigo país do Rio Nilo. As esculturas eram precisas, polidas e brilhantes; os palácios eram belíssimos e cheios de água, peixes e plantas; as roupas dos nobres e religiosos eram coloridas e ricamente ornadas; as joias irradiavam esplendor em cores e pedras preciosas; os perfumes eram naturais e mágicos – sem feromônios; a dança evocava os movimentos da natureza e dos astros e inspirava a busca da sabedoria e dos mistérios do amor. As estelas do Livro de Thot (Tarô) eram joias do gênio humano que refletiam a sabedoria divina. Toda a arte egípcia era dirigida para cultuar o Divino e para despertar veneração e emoções superiores nos humanos. No Antigo Egito a arte era utilizada para invocar os Deuses do Cosmos para que eles se unissem às Divindades Internas do Ser Humano, como sintetizou magistralmente Samael Aun Weor, mestre gnóstico contemporâneo: ”…quando se perguntava sobre Mestres, (os antigos egípcios) simplesmente apontavam o céu porque todos os seres humanos viam os gênios estelares e podiam conversar diretamente com eles”. Portanto, o Tarô, como Livro Sagrado e expressão da Arte Divina na Idade de Ouro do Egito, traz simbologia riquíssima e narra os Mitos Ancestrais da Criação, da Existência Humana, da Morte e da Ressurreição, passando pelas Leis Divinas e pelas Provas e Vitórias que cabem a cada um. Uma lâmina de Tarô Egípcio nos brinda basicamente com três grandes Cátedras para a consciência: A) As três regiões do Baixo, Médio e Alto Egito (as partes baixa, média e alta do Arcano), representando nossa vida inconsciente, nossa vida em vigília e nossa vida espiritual. As proporções (tamanhos) de cada uma dessas regiões e como são suas fronteiras já trazem muitas lições e indicativos para equilibramos nossa existência. B) A ação empreendida pela figura central do Arcano, ou seja, quem é o personagem (um Deus, um ser humano, um ser mitológico) e o que ele está fazendo. Está solitário ? É mulher ou homem ? Colabora com alguém ? Luta contra outrem ? Sereno ? Armado ? Triste ? Indeciso ? C) Os objetos, símbolos, letras e personagens que povoam as regiões do Baixo, Médio e Alto Egito, indicando como agem as forças dentro de cada uma dessas esferas de nosso Ser. Por isso, para uma leitura intuitiva e baseada no conhecimento profundo dos Arcanos egípcios, há que se observar as cores dessas regiões, os matizes e tons dos personagens, as tonalidades de objetos e símbolos. Uma cor é a expressão visível da energia da onda eletromagnética que a compõe. As cores são campos energéticos, morfo-genéticos (pois geram novas formações), quânticos (pois fazem vibrar subpartículas atômicas). Cor é a expressão única de uma parte específica do espectro da Luz, literalmente “um raio de luz especial”, ou seja, ela é o desdobramento exato da Luz Divina ao difratar-se numa determinada faixa de vibração, cintilando no plano humano. Cores diferentes têm comprimentos de onda e frequências distintos, provocando por isso variadas reações fisiológicas, psicológicas e espirituais na pessoa iluminada pela cor. Aqui cabe um sereno desabafo: o desconforto e até lamento que sentimos ao vermos tarôs, mesmo os ditos “egípcios” nas versões modernas adulteradas, com as cores completamente descaracterizadas… Parece que falta alguma coisa, dá a impressão que algo foi desfigurado, há uma sensação de perda, de empobrecimento… Imagine o leitor se a Mona Lisa de Da Vinci estivesse sorrindo desdentada; ou se a torre Eiffel fosse substituída por um grotesco prédio de concreto… ou ainda se uma Ária de Bach fosse tocada em ritmo funk… Aberrações ! As cores eram utilizadas no Antigo Egito com objetivos precisos em todas as expressões culturais e artísticas: nas roupas, nas …

A Páscoa das Mulheres: O Eterno Feminino de Deus na Ressurreição

MISTÉRIOS DA SEMANA SANTA Nos dias que antecedem a Semana Santa e a Páscoa, nossa Consciência é inspirada a refletir sobre a vida e a Via Crúcis do Mestre Jeshuá Ben Pandirá (Jesus), que cumpriu, em carne e osso, passando por dolorosas provas, sua Grande Obra Divinal e Cósmica por amor à humanidade. O Divino Salvador encarnou neste mundo para que seguíssemos seu exemplo nos mostrando a Senda que conduz à Via da Perfeição. Todos podem também percorrê-la por si mesmos, assim como Ele mesmo disse “Se alguém quiser vir atrás de mim, negue-se a si mesmo, pegue sua cruz e me siga”. O ETERNO FEMININO DE DEUS NA VIDA DE JESUS Entretanto, muitas vezes algumas interpretações dos Evangelhos e escrituras religiosas insistem em enfatizar o aspecto imperfeito do feminino, imputando a mulheres sérias e honestas acusações de prostitutas, ladras ou outras. Tais julgamentos têm causa no adormecimento de nossa Consciência, visto que ninguém é puro ou santo o bastante para julgar o outro, independentemente de sexo, raça ou religião. Com um pouco de Consciência desperta, é possível reconhecer-se que toda mulher traz em si a representação do Eterno Feminino. Assim, as próprias mulheres devem reconhecer sua Santa Predestinação de gerar filhos de sabedoria (usando sabiamente a sexualidade sagrada), de regenerar e transformar o homem (apoiando-o em seu caminho iniciático) e de educar a humanidade com sua força exemplar. Na vida de Jesus, foi notável e essencial a participação das chamadas mulheres sagradas, tanto nos eventos públicos do Salvador, quando ele realizou prodígios e demonstrou que era um Ser Divino, quanto em sua vida oculta e não descrita nos Evangelhos, que compreende o período em que passou com os iniciados da época trabalhando sobre Si Mesmo nos Três Fatores de Revolução da Consciência (Morrer nos defeitos, Nascer pela Sexualidade Sagrada e Servir a Humanidade). Diga-se que não há uma só passagem na história do Salvador em que se leiam relatos de violência ou agressividade partindo de mulheres. As personagens citadas nos 4 Evangelhos mais conhecidas são mães com filhos doentes ou moribundos, esposas, filhas, irmãs, mulheres que se curam ao tocarem no Salvador. Na Via Crúcis, dividida através das 14 estações, verifica-se continuamente a presença das mulheres como representação do amor, da compaixão e do zelo para com Jesus. A Cruz, como símbolo cosmogônico, representa o Microcosmo e o Macrocosmo, o infinitamente pequeno e o infinitamente grande em todas as criações Divinas. O homem Jesus carregando a cruz pelas ruas de Jerusalém vai se encontrando com as Santas Mulheres: Maria mãe, Maria Madalena, Maria de Bethania e sua irmã Marta, juntamente com a mãe dos apóstolos João e Tiago, chamada Maria Salomé, acompanhados ainda por Maria de Cleofas, a tia de Jesus, Verônica de Eleazer e Cláudia esposa de Pilatos. Oito Grandes Mulheres que acompanharam e apoiaram Jesus em suas provações e vitórias. Maria Mãe, Maria Madalena, Marta e Salomé são também discípulas citadas e atuantes em Pistis Sophia, o livro sagrado dos gnósticos. As mulheres que seguiam Jesus eram referidas pela palavra grega “diakonein” que significa “servir”, “ministrar”, “ensinar”. O Mestre Jesus conversava diretamente com as mulheres, também respondendo às suas perguntas e inquietudes, doutrinando-as nos conhecimentos sagrados e deixando que o tocassem mulheres consideradas impuras pelos judeus. CLÁUDIA – ESPOSA DE PILATOS Na primeira estação, por exemplo, quando Jesus estava sendo julgado por Pilatos no Pretório, Cláudia, esposa de Pilatos, que pertencia ao seleto grupo de 72 discípulos de Jesus, age em defesa do Grande Mestre dizendo “Não te envolvas com esse justo, pois durante a noite sofri muito por sua causa”, pedindo ao marido que ajudasse ao Nazareno. Com isso, ela representa a chance de tomada de Consciência antes do sacrifício do Cristo. Muitas vezes, nossa Mãe Divina nos orienta em sonhos e em mensagens para a Consciência, mas não sabemos interpretá-los. Assim o fez Pôncio Pilatos, representando a mente do homem que, mesmo com os melhores conceitos e propósitos, não é capaz de compreender o Cristo. E é assim que a mente acaba vencida pelo Ego, infelizmente, lavando as mãos. Cláudia representa também a virtude da responsabilidade, pois não se calou quando viu as injustiças que eram armadas contra o Cristo, clamando por Justiça em defesa de seu Mestre. VERÔNICA – A VONTADE-CRISTO Verônica, outra personagem feminina na Via Crúcis, grande discípula do Rabi da Galiléia, aparece na sexta estação da cruz: acompanhando o martírio do Mestre ao Calvário. Vai comovida até ele e enxuga o suor e sangue do Salvador com seu véu. Naquele ato de Amor Universal e profunda entrega à humanidade do Cristo Jesus, seus átomos solares de altíssima voltagem impregnaram o pano deixando nele marcada a face de Jesus e acumulando poderes de cura. Essa passagem representa um altíssimo grau de iniciação, a 5ª Iniciação Venusta, a Cristificação da Alma Humana, o Corpo da Vontade Consciente. O Divino rosto do Cristo com a coroa de espinhos é o símbolo do sacrifício total à humanidade doente que somente ocorre com a Vontade-Cristo. Nas palavras de Samael Aun Weor, “No mundo da Vontade, todos os iniciados carregam sua Cruz”. PROCISSÃO DE COMPASSIVAS Seguindo a Via-crúcis, os evangelhos narram que “seguia-O a grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam nos peitos, e O lamentavam. Jesus, porém, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos. Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram!”. A multidão de mulheres nessa passagem nos remete à virtude da compaixão, mostrando que a natureza feminina na sua origem divina se horroriza com a injustiça, a violência, a traição. A Grande Mãe do Mundo é a representação de todas as mães de cada criatura. A multidão de mulheres representa a própria Grande Mãe sofrendo por seu Filho. Mas o Mestre as alerta que estava em sacrifício por seus próprios filhos. MARIA – MÃE DO FILHO DE DEUS Toca-nos profundamente …

A Páscoa da Ressurreição na Vida Moderna

A PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO NA VIDA MODERNA As origens da Páscoa remontam aos antigos povos da Europa (Celtas, Druidas, Gregos e Romanos), povos ditos pagãos que comemoravam a chegada da primavera e o retorno da vida. Normalmente eram realizadas na primeira lua cheia após o equinócio (quando os dias são iguais às noites) da primavera (21 de março). Os invernos eram muito rigorosos, os alimentos muito escassos, muitos não sobreviviam às extremas temperaturas e quando iniciava a primavera e a abundância de comida retornava, os que sobreviviam, festejavam a passagem de uma época de escuridão e morte (inverno) para uma época de luz e vida (primavera). A páscoa não tinha este nome ainda, mas as comemorações tinham o mesmo significado de passagem de algo ruim para algo muito bom. Por volta de 1250 a.C os Judeus deixaram a escravidão do Egito para alcançar a liberdade na Terra Prometida (êxodo) coincidentemente no equinócio de primavera, na mesma época das festas pagãs, e esta passagem de uma situação de escravidão para liberdade era comemorada todos os anos por eles na Festas de “Pesach” em hebraico, que significa “passagem”. Para entendermos melhor as origens da Páscoa Cristã, é preciso compreender o contexto histórico dos primeiros séculos após a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Nos três primeiros séculos de nossa era, em Roma, o Cristianismo era não mais que uma seita do Judaísmo (os chamados Nazarenos), não tinha uma doutrina própria e seus seguidores eram caçados e mortos; havia também aqueles que seguiam o paganismo, os Judeus e muitos outros. Devido ao contexto político da época, o Imperador Constantino decide tornar o Cristianismo a religião oficial de Roma. Assim, em 325 d.C, no Concílio de Nicéia, foi instituída a Páscoa Cristã no mesmo período da Páscoa Judaica e das festas de equinócio dos pagãos. Constantino aproveitou as festividades das outras religiões para suplantá-las com as celebrações da Páscoa Cristã, celebrando a ressurreição do Cristo para a salvação dos homens. Criando-se assim, um marco de passagem das velhas religiões para a nova (o Cristianismo) e utilizando-se o mesmo nome da festa dos Judeus. Os festejos da Páscoa compreendem toda a semana santa que antecede à ressurreição do Cristo – tem início no Domingo de Ramos, passando pela quinta-feira santa (última ceia e lava-pés), sexta-feira santa (dia do julgamento e crucificação), sábado de aleluia e domingo de páscoa, onde celebra-se a vida ou a ressurreição do Cristo. A Semana Santa tem sete dias e está regida pela lei do sete ou Heptaparaparshnock. Nos tempos antigos, tudo era regido pelo calendário solar: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno. A Semana Santa tem raízes esotéricas bem profundas, porque o Iniciado deve trabalhar sobre as forças lunares, de Mercúrio, de Vênus, do Sol, de Marte, de Júpiter e de Saturno. O Logos desenvolve-se em sete regiões e de acordo com estes sete planetas do sistema solar. É importante compreendermos que todo o drama que passou o Grande Mestre Jesus (Jeshuá Ben Pandirá), tal como está escrito nos quatro evangelhos, não foi somente vivido por ele, mas por todos aqueles que trilharam a senda da Iniciação e encarnaram o Cristo Cósmico e, principalmente, deverá ser vivido dentro de nós mesmos nos planos superiores. Não é algo histórico, não pertence a um passado, é um caminho que deve ser vivenciado por todos aqueles que aspiram a Cristificação. Jesus Cristo foi o primeiro que nos mostrou o caminho publicamente, vivendo o drama cósmico em carne e osso. Graças ao Grande Mestre Gnóstico Samael Aun Weor, que resgatou a gnose transcendental e traduziu todos os Mistérios Pascais para uma linguagem que poderíamos compreender, é que podemos discorrer sobre estes assuntos. No domingo de ramos Jesus entra triunfante em Jerusalém sentado em um burro e louvado com folhas de palmeira dos dois lados. O burro simboliza a mente, teimosa, inquieta e o fato do “Salvador Salvandus” estar montado no mesmo significa o domínio da mente pelo látego da vontade e purificações internas. As folhas de palmeiras representam os dois canais por onde circulam nossas energias criadoras transmutadas, também conhecidas como Idá e Pingalá; nos ensinando que somente trabalhando com a transmutação da energia do 3º Logos é que podemos triunfar. Para entrar na Jerusalém Celestial temos que dominar a mente e trabalhar intensamente com a transmutação das energias sexuais. Na quinta-feira santa Jesus realiza, com seus 12 apóstolos, a última Ceia e a cerimônia do Lava-pés. Na Última Ceia Jesus, o Cristo, ensinou aos seus apóstolos o milagre da transubstanciação na qual impregnou o trigo e a uva com seus átomos de salvação, realizando assim a comunhão deles com o próprio Cristo Cósmico. Realizou neste dia, também, a cerimônia de lava-pés, que é na realidade um ritual de purificação energética muito antigo, realizado em todos os Templos de Mistérios Maiores e ao mesmo tempo deu uma lição de humildade e serviço pelo humanidade. Na sexta-feira santa foi julgado e crucificado. Sabemos das tradições esotéricas, muito mais antigas que o Cristianismo, que na cruz está a redenção das almas; a cruz é um símbolo puramente sexual, alquímico e Iniciático, nos ensinando a necessidade de, juntamente com nosso cônjuge, trabalhar com alquimia sexual ou tantrismo branco. Cada parte que sofreu Jesus na semana santa tem uma simbologia profundamente esotérica e nos ensina o mapa para alcançar o filho (o Cristo). O sábado de aleluia é dia de recolhimento e oração. O Cristo, despojado do corpo físico, realiza trabalhos internos muito profundos. Diz-se que o Cristo está morto, mas nem por um instante o Cristo morreu, somente o corpo físico de Jesus precisou ser preparado para a posterior ressurreição e isto se dá, falando iniciaticamente, na 2ª Montanha do trabalho interno. E no domingo de Páscoa Jesus Cristo ressuscitou para depois ascender aos céus; porém, ele ainda fica com seu corpo ressurrecto por mais onze anos instruindo seus discípulos, que não eram somente 12, mas em torno de 70. Neste período de tempo Jesus continua seu trabalho interno de ascensão ao Pai, no …

Projeção Astral: 7 dicas para sair conscientemente do corpo

Projeção Astral: 7 dicas para sair conscientemente do corpo A projeção astral é o fenômeno natural de desdobramento (saída) dos corpos sutis de seu assento denso, o corpo físico, enquanto dormimos. Ela ocorre todas as noites com todas as pessoas, constituindo os Sonhos se o fenômeno é descontrolado e inconsciente, e caracterizando o Desdobramento Astral se a técnica é aplicada de forma controlada e consciente. Para que o corpo etérico ou vital recupere o corpo físico do cansaço do dia, os demais cinco corpos (astral, mental, manásico, búdico e átmico) saem a perambular pelas dimensões superiores da natureza. E não há nenhum risco nesses passeios involuntários pelos planos sutis, uma vez que todas as pessoas os fazem todas as noites enquanto dormem, na grande maioria das vezes de forma inconsciente. A totalidade das religiões e linhas espiritualistas mencionam experiências no Plano Astral. São os “arrebatamentos aos céus”, as “descidas aos infernos”, as visões, revelações, aparições, contatos diretos com a Divindade e tantos outros relatos metafísicos. Da mesma forma que um atleta precisa se preparar para correr 20 quilômetros, para alguém se desdobrar também é necessário preparo, condicionamento, técnica, dedicação, disciplina. Todos podem conseguir a projeção astral, dependendo de seu estado físico, energético e psicológico. Alguns conseguem a primeira experiência com uma semana de dedicação, outros precisam de meses… Samael Aun Weor, grande sábio gnóstico do século XX, assevera a necessidade de se dominar a projeção astral para que tenhamos experiência própria, vivência pessoal, contato direto com as realidades suprassensíveis. A projeção astral nos dá informação verdadeira dos mundos sutis, com seus seres e fenômenos, elementais e divindades, escolas e templos. Quem se projeta conscientemente não repete mecanicamente o que outros falam ou escrevem – nem sempre com boas e isentas intenções. Mas vamos então às 7 dicas para que um iniciante experimente com responsabilidade e segurança suas primeiras viagens astrais: Controle a ansiedade, a incredulidade e os receios: se dormirmos de forma serena, a projeção virá naturalmente quando estivermos tranquilos e preparados. Quem desacredita previamente daquilo que desconhece não tem espírito científico e nem motivação espiritual positiva. Há que se vivenciar para rechaçar ou desacreditar. O maior receio deve ser o de continuar a se projetar inconscientemente todas as noites, desperdiçando tempo e indo a lugares onde não se tem domínio, sonhando de forma incontrolada e fantasiosa. Lembre-se constantemente de si mesmo: durante o dia faça exercícios de recordação de si mesmo: onde estou, o que estou fazendo, quais são minhas motivações para esta ação ? Estou no plano físico ou no plano astral ? Em vigília ou sonhando ? Este sonho é real ou fantasioso ? Habitue-se a fazer constantemente este exercício de atenção plena. Num belo dia você fará estas perguntas e constatará que está consciente no plano astral. Estude seus sonhos: procure lembrar de seus sonhos, por mais estranhos que sejam. Tenha um caderninho e anote-os. Não se movimente logo ao acordar, tente rememorá-los antes de levantar. Os sonhos são a expressão disfarçada de nosso inconsciente. Lembrá-los, estudá-los, conhecer sua simbologia e relacioná-los com nossa vida são os primeiros passos para dominar as técnicas de projeção astral. Os sonhos são experiências no plano astral, só que de forma inconsciente e descontrolada, acrescidas de nossas fantasias e devaneios pessoais. Melhore a qualidade de seu sono: cuide da alimentação antes de dormir, faça uma caminhada à noite, banhe-se relaxadamente, reflita durante alguns minutos sobre os fatos e aprendizados do dia, não durma magoado ou agitado, tenha um quarto agradável (observe organização, aromas, cores, luzes, temperatura, música)… Tudo isso cria um ambiente propício à introspecção, ao descanso, à reflexão serena, ao sono reparador e à projeção astral. Levante-se da cama: durante a noite, quando tomar consciência ao lembrar-se de si mesmo, inclusive quando não souber se está acordado em vigília ou dormindo/sonhando, simplesmente levante-se forma tranquila e natural da cama… Num belo dia você levantará somente com o corpo astral e caminhará flutuando pelo quarto, o corpo físico ficará na cama. Dê um pulinho ou estique o dedo: quando estiver em dúvida se está no plano físico ou astral, em sonhos ou em vigília, dê um pulinho (se estiver em astral você vai flutuar) ou tente esticar um dos dedos da mão (no astral nossos corpos são plásticos – e o dedo vai se esticar, voltando ao normal logo em seguida). Você vai se surpreender positivamente. Não use drogas: no gnosticismo autêntico ensinado por Samael Aun Weor não são recomendadas drogas ou qualquer substância que altere a consciência. Há dezenas de técnicas muito eficientes para projeção astral, dispensando completamente o uso de substâncias alucinógenas e psicotrópicas, legais ou ilegais, profanas ou “sagradas”. Estes artificialismos comumente precipitam as pessoas para experiências no astral inferior, nos próprios mundos infernais do praticante. A projeção astral é uma ferramenta importantíssima para quem almeja se autoconhecer e se autotransformar, deixando de seguir por imitação uma religião ou linha espiritualista e tornando-se pesquisador por si mesmo, tendo contato direto com as realidades palpáveis do plano astral. A projeção nos mostra as coisas como são, não como pensamos serem ou como nos dizem serem. No mês de fevereiro, durante um final de semana, a Associação Gnóstica de Fortaleza promoverá workshop especial sobre Projeção Astral, onde serão ensinadas técnicas especiais de projeção. As vagas são limitadas. Inscreva-se agora.   Sérgio Linke é engenheiro e presidente da Associação Gnóstica de Fortaleza

Os 7 Corpos Humanos: Anatomia, Fisiologia, Alimentos e Venenos

OS 7 CORPOS HUMANOS: ANATOMIA, FISIOLOGIA, ALIMENTOS E VENENOS A ciência moderna já conseguiu grandes avanços no conhecimento sobre o ser humano e a vida, contudo todo esse conhecimento está limitado ao universo físico, aos estudos feitos com equipamentos e laboratórios que obtêm resultados e informações restritas às capacidades destes equipamentos e dos cientistas que os interpretam, ou seja, limitados aos seus 5 sentidos e à sua capacidade de compreensão. Para superarmos esta barreira física precisamos da ajuda de pessoas especiais, pessoas que transcenderam as limitações física e desenvolveram suas capacidades latentes, obtendo informações importantes para nosso desenvolvimento tanto físico quanto espiritual. Uma dessas pessoas é o Mestre Gnóstico Samael Aun Weor, que nos ensina, dentre outros tantos conhecimentos superiores, sobre os sete corpos do ser humano. Somos formados por um microcosmo composto por sete corpos, divididos entre o ternário superior (divino) e o quaternário inferior (terreno). São eles: Ternário superior: Atman, Budhi e Manas, e quaternário inferior: corpo físico, corpo etérico, corpo astral e corpo mental. Cada um deles possui sua fisiologia e seus alimentos e seus venenos. Começamos pelo mais conhecido, o corpo físico. Ele é o mais denso e se manifesta no plano físico na terceira dimensão. O corpo físico é o veículo de manifestação dos nossos egos, personalidade e consciência. Muitas escolas pseudo esotéricas não dão a devida atenção ao corpo físico, considerando-o desprezível, mas é através dele que podemos e devemos, em primeiro nível, trabalhar sobre nós mesmos, e trabalhar pela humanidade. Paradoxalmente, precisamos estar encarnados em um corpo físico para fazer nosso trabalho espiritual. Sobre o corpo físico, sabemos que é o alvo dos estudos da medicina tradicional, e sabemos quais são nossos melhores alimentos e piores venenos. Dentre os melhores alimentos que podemos consumir estão os vegetais (frutas, verduras e legumes), de preferência crus; carnes brancas de preferência e carnes vermelhas em menor quantidade, devido à grande quantidade de toxinas. Devemos buscar sempre os alimentos orgânicos, isentos de agrotóxicos, hormônios e demais substâncias químicas que são usadas para aumentar a produtividade de forma artificial. Todos os alimentos industrializados, apesar de possuírem alguma quantidade de proteínas, carboidratos e vitaminas (geralmente artificiais), são os piores alimentos disponíveis, apesar da praticidade que nos proporcionam. São os piores não somente pelas substâncias químicas, mas por não conterem mais a energia cósmica, que é absorvida pelos vegetais através do sol. A energia cósmica é de extrema importância para todos os nossos corpos, e é obtida através de nossa respiração consciente, técnica que é ensinada nas escolas de gnose. Essa energia cósmica afeta, também, diretamente o nosso primeiro corpo sutil, logo acima do corpo físico, o veículo etérico. O corpo etérico é conhecido como aura ou corpo vital, é o responsável pela conformação, estruturação e alimentação energética do corpo físico. Para o estudante Gnóstico o corpo etérico é a parte tetradimensional do corpo físico (tridimensional), é o veículo da bioenergia e do prana que flui pelos 72 mil canais ou meridianos energéticos que vitalizam todos os órgãos do corpo físico. Internamente, ou seja, sem intervenções externas, o corpo etérico exerce a função de curar o corpo físico durante o sono. No momento do sono, nossos corpos sutis deixam o corpo físico para que o corpo etérico possa trabalhar na recuperação de nossos órgãos, inicialmente energeticamente e, por consequência, fisicamente. Essa é o motivo pelo qual dormimos todas as noites. O sono é o processo em que o corpo etérico trabalha para curar o corpo físico, através da reconstituição física (material) e recuperação psicológica. A grande maioria das doenças que os seres humanos sofrem são originadas por desequilíbrios energéticos ou psicológicos (não transformados), que atingem nosso corpo etérico e em seguida se somatizam no corpo físico. Os principais alimentos para o corpo etérico são as luzes e sons. As luzes afetam diretamente os nossos chacras, as luzes puras e harmônicas alimentam e equilibram os chacras. Assim como os sons, que dependendo de sua frequência e intensidade podem nos energizar e equilibrar. As músicas clássicas e mantras sagrados são usados em técnicas meditativas para nos equilibrar e energizar. Da mesma forma, músicas pesadas e distorcidas e luzes muito misturadas e piscando como em casas noturnas, nos intoxicam e nos rebaixam a níveis cada vez mais baixos, podendo também somatizar doenças em nosso corpo físico. Outro importante alimento do veículo vital é o contato com a natureza, onde a energia de bosques, cachoeiras, praias, repletas de vitalidade e de seres elementais, interagem e alimentam nosso corpo etérico. Em seguida temos nosso corpo astral ou corpo das emoções. O corpo astral também é conhecido como corpo dos desejos, é menos denso e mais sutil que o corpo etérico e o corpo físico. Também é o nosso veículo de manifestação na quinta dimensão, o chamado plano astral. Todas as noites as pessoas perambulam pelo plano astral, mas algumas fazem isso totalmente inconscientes e algumas poucas de forma consciente. A forma de alimentar nosso corpo astral é com emoções superiores. Música, arte, teatro, cinema de boa qualidade. Os sentimentos puros são atributos do legítimo corpo astral, assim como a música erudita dos grandes mestres; na harmonia dos grandes expoentes da Arte Régia; nos passeios junto à mãe natureza e na prática de tarefas que atendam e preencham nossas necessidades e impulsos de crescimento e desenvolvimento internos. As amizades também são grandes fontes de alimento para nosso corpo astral. Podemos e devemos selecionar as pessoas do nosso convívio mais íntimo e constante, pois estas pessoas irão nos incitar a ter emoções inferiores (ira, luxúria, apego, inveja…) ou emoções superiores (amor, devoção, dedicação, amizade…). Todo tipo de emoções negativas e baixas envenenam o nosso corpo astral. O corpo mental dos seres humanos é o mais sutil dentre os corpos do quaternário inferior e é constituído de matéria protoplasmática – ou seja: é um corpo ou princípio emprestado pela natureza. Jamais devemos confundir a mente com o cérebro. O cérebro é tão só o expoente físico da mente. A natureza fez o cérebro para elaborar o pensamento, …

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