Associação Gnóstica de Brasília

SERVIR A HUMANIDADE: MOTIVAÇÕES DA ALMA

SERVIR A HUMANIDADE: MOTIVAÇÕES DA ALMA Todos deveríamos tomar Consciência da importância de Servir ao próximo, de que sempre de alguma maneira, podemos ajudar alguém; e que isso é um privilégio, uma honra extremamente gratificante. Servir é estar à disposição, é poder auxiliar, cuidar, ser prestativo. O maior exemplo foi dado por Jesus. Ele, mesmo sendo Rei, ensinou e personificou a humildade do Servir. Quando Jesus, em uma ação de humildade durante a Última Ceia, lava os pés de Seus discípulos, toma a forma de servo e nos mostra que o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para Servir e para dar a sua vida em resgate de muitos (Mt 20.28.). Com essa passagem, Jesus ensina que devemos fazer o mesmo com o nosso semelhante, devemos Servir uns aos outros. O mais gratificante para aquele que serve é compreender a maravilhosa dinâmica do Reino de Deus. Todos nós podemos entrar nesse dinamismo. Temos uma oportunidade única de hoje sermos melhores e ajudarmos nossos irmãos a também sê-lo. Portanto, quando decidimos viver os princípios do Reino dos Céus, somos auxiliados pela Divindade, que nos ensina a também sermos generosos. Quanto mais damos, servimos e ajudamos os que necessitam de nós, mais seremos saciados e mais alegres e felizes nos tornaremos, ”pois Deus ama quem dá com alegria” (II Coríntios 9,7c). Segundo o grande mestre Gnóstico do século XX, Samael Aun Weor, quem se sacrifica pela humanidade, ou seja, aquele que Serve, respeita e colabora consciente e voluntariamente com a mais sagrada Lei Universal. E essa lei o premia, o alimenta, através dessa ação, nos fazemos de canal ou agente sagrado de circulação de vida. Servir é uma decisão pessoal. É uma entrega. É ser sensível para reconhecer que alguém precisa de sua ajuda. É ter a humildade para olhar ao redor e perceber que existe alguém chorando, ou algum ser necessitando de cuidados e de amor. Francisco de Assis, nosso grande modelo de servidor, numa época em que o amor estava escasso neste mundo, revolucionou com seu novo jeito de Servir e amar. Iniciou sua missão moldando sua vida na imitação de Cristo. Segundo São Francisco, é preciso aceitarmos os ensinamentos do Cristo para nossa vida. Mas não somente aceitá-los: é imprescindível que em prática o Servir, já que o desejo de nosso Pai é que sigamos o Seu exemplo. Para o irmão de Assis, a melhor forma de seguir os exemplos de Jesus é pregar o Evangelho na sua vivência diária, e assim o fez. Efetivou sua Oração “Instrumento de Paz”, conhecida no mundo inteiro, porém caracterizada como súplica ao senhor para se tornar um grande servidor. São Francisco, com sua palavra, sua coragem e suas escolhas, tornou-se também para o homem de hoje um exemplo de fé e de desapego. Amando o próximo e principalmente os mais necessitados, ele expressou visivelmente em suas atitudes a morte mística e consequentemente a ascensão das suas virtudes. Muitas vezes, achamos que, quando juntamos bens é que adquirimos abundância, mas é bem ao contrário. Ao dividirmos o que temos é que nunca nos faltará nada, esse é o segredo do Reino de Deus. A Lei da Compensação nos diz “Não gaste teu Capital em ser servido, aumenta teu Capital em Servir”. Sua consequência nos proverá de toda sorte de graças, para que, em tudo, tenhamos sempre o necessário. E ainda tenhamos de sobra para toda boa obra, como está escrito: “Distribuiu generosamente, doou aos pobres; a sua justiça permanece para sempre” (II Coríntios 9,8-9). Segundo Samael Aun Weor, ao servirmos conseguimos expressar nosso amor pelo nosso semelhante e, dessa forma, conseguimos pagar ou diminuir nossas dívidas perante a Divindade pois, como ele mesmo dizia “O Karma é um remédio que a Divindade nos dá”. A consequência desse amor é a lei do Darma que nos gratifica pelas boas ações, as quais, mediante o Servir ao nosso semelhante, permite-nos adquirir créditos. Precisamos estar atentos quanto à nossa forma de Servir. Ao nos auto-observarmos e exercitando a meditação podemos identificar nosso grau de vaidade e egoísmo que nos leva à hipocrisia. A partir de então, devemos nos conscientizar quanto à disciplina nas atitudes, evitando as queixas, buscando aprimorarmos o nosso pensamento, mensurar o desapego e o nosso sacrifício voluntário e, quando necessário, refugiarmo-nos na oração e na paciência. Quando nos unimos ao bem para servirmos no campo do amor, conseguimos concretizar nosso trabalho voluntário na abençoada oportunidade de poder Servir, e numa verdadeira dádiva para quem recebe. Assim como fizeram os Grandes Mestre da humanidade, que consagremos nossa vida ao Servir!     Eulina Dias da Silva Lopes é pedagoga e instrutora da Associação Gnóstica de Brasília

RELIGIÕES: REMINISCÊNCIAS DAS SAUDADES DE DEUS NA ALMA HUMANA

RELIGIÕES: REMINISCÊNCIAS DAS SAUDADES DE DEUS NA ALMA HUMANA   Contam as antigas tradições não alteradas pelos homens, que desde quando fomos emanados pelo Criador como chispas, nesse canteiro divino dos mundos, fomos levados a percorrer os diversos reinos da natureza – mineral, vegetal, animal, até chegarmos à dita de adentrar o Templo do Reino Humano. De puros e singelos elementais (energias inteligentes que animam os reinos mineral, vegetal e animal), passamos a ter Alma (energia individual e inteligente no estágio humano) e com ela a reponsabilidade de quem já pode decidir por si mesmo – o livre arbítrio. Passamos a ter consciência de Deus e a possibilidade de sentir e viver a mais bela experiência dada a um SER: a capacidade de AMAR. Mesmo tendo passado diversos manvântaras (“grande idades”, em sânscrito), idades, épocas, ciclos nessa experiência ímpar, nossa história, todos os porquês da nossa existência sempre nos acompanharam. Então por que nos esquecemos de tudo? Por que a felicidade paradisíaca nos parece tão longe? Por que sofremos? Porque nos distanciamos do Criador, da Verdade que nos emanou e fomos “engolidos“ pelas leis mecânicas da Natureza, sendo levados a conhecer cada vez mais e mais a materialidade. Fomos perdendo o contato com o Emanador Supremo e, assim, nos esquecendo a história de nós mesmos e dos mundos e Universos. Perdemos a capacidade de responder às questões que tanto afligem e inquietaram todas as civilizações: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Percebemos que muito mais do que comida, bebida, roupas, contato físico, social etc., necessitamos saber porque vivemos e para que vivemos! Caímos num imenso sono! Nessa busca incessante do homem por recuperar sua história e retornar ao Paraiso Perdido, Shangrilá, surgiram as diversas religiões. Mas o que é religião? Será que é o batismo numa Igreja Cristã? Será que é a adoração num templo Budista?  Será que é a contrição fervorosa diante do Muro das Lamentações? Ou será a peregrinação à cidade sagrada de Meca? E mais, será que todos os participantes de todas essas expressões religiosas compartilham sentimentos semelhantes a respeito do que fazem? E por que fazem o que fazem? E o que significa tudo isso? O livre arbítrio nos permite buscar os caminhos de diversas maneiras, mas todas essas expressões comungam 3 grandes pilares, utilizados na linguagem teológica moderna: O Dogma, A Moral e O Culto. Esses são os alicerces das diversas religiões confessionais que existiram e existem. Dogma é o ponto fundamental de uma doutrina religiosa, apresentado como “certo” e indiscutível, cuja verdade se espera que as pessoas aceitem sem questionar. Na religião Cristã a Santíssima Trindade é um dos dogmas mais aceitos. Moral é o conjunto de valores como honestidade, bondade, caridade etc., considerados universalmente como norteadores das relações sociais da conduta dos homens e estabelecido pelos livros sagrados. No Cristianismo a moral pode ser sintetizada nos Dez Mandamentos de Moisés. Culto é a reverência respeitosa a uma divindade através de cerimônias, ofícios, rituais etc. E isso basta para nos levar de volta ao mundo da Consciência perdida? É capaz de fazer, como nos contos de fadas, que o Cavaleiro recupere a bela Princesa que dorme na torre mais alta do castelo? Dá-lhe forças para enfrentar os espinhos e dragões que dificultam sua subida? Infelizmente é preciso muito, muito mais! Precisamos de uma religião interna profunda e firme. Precisamos desenvolver uma mística religiosa capaz de firmar os pés de nossa fé na Verdade mais pura, a Gnosis – o conhecimento Eterno e Profundo das Eras. Aquilo que é obtido por Revelação Interna, não por adoração externa, leitura de livros e fé mecânica. Precisamos redescobrir nossas capacidades perdidas e reler os livros de nossa história com o suor de nosso trabalho! Sem dogmas, mas sim firmes num corpo de Doutrina deixado por Grandes Iniciados e Avatares que se sacrificaram por essa humanidade triste e doente. Samael Aun Weor, grande expoente do século XX nos ensina que a Moral deve ser calcada em 3 Fatores de Revolução da Consciência, onde é necessário se auto conhecer profundamente e lutar contra si mesmo, nascer em espirito através do Amor consciente e trabalhar incessantemente pela humanidade. Também nos ensina que rendermos Culto à Vida só é possível com a obediência consciente das leis divinas da Natureza, ventre de onde viemos e onde existimos. Que o homem e a mulher, como expressões do Deus Criador, podem exercer sua divindade através da mais bela energia do Amor – o Poder de Criar. “Todas as religiões são pérolas a adornar o colo da Divindade”, diz Samael Aun Weor. Todas como pedras preciosas são realmente belas. Cada qual com seu grau de pureza, sua intensidade de brilho, seu valor…. Cada uma delas em um degrau na escada que leva ao Criador. Cada gema foi engastada no colar de Deus por um de seus Filhos Auto-Eleitos: Fo-Ji, Osíris, Orfeu, Buda, Krishna, Quetzalcoatl, Moisés, Jesus… Nossa história está diante de nós, ávida por abrir suas páginas e se revelar. Saibamos lutar como valentes guerreiros e buscar nos campos de batalha contra nós mesmos o fio que nos religará à tão almejada Felicidade.   Heloisa Pereira Menezes Nutricionista, Especialista em Logística e Instrutora de Gnose

Constelação Familiar e Música Sideral

Constelação Familiar e Música Sideral Conheça as influências de seus antepassados e exerça seu livre-arbítrio com mais consciência Constelação Sistêmica é uma abordagem terapêutica pela qual se torna possível identificar e solucionar problemas e conflitos de pessoas, empresas e organizações. Tudo e todos somos partes de um sistema e, como tal, sofremos influências do sistema. A Constelação é um método eficaz e poderoso para reconhecer emaranhamentos na vida familiar do ser humano, trazendo relaxamento da tensão e compreensão nas situações problemáticas vivenciadas na família. Isso permite que o amor flua entre os membros do sistema familiar. Criada pelo Terapeuta alemão Bert Hellinger, a Constelação Familiar mostra como as forças entranhadas no Sistema Familiar podem ser redirecionadas para o equilíbrio, quando membros desse sistema são reconhecidos, respeitados e colocados no seu devido lugar. Várias gerações são envolvidas trazendo a compreensão das implicações fatídicas e inconscientes dentro das famílias. Através da Constelação Familiar pode-se trazer à luz a dinâmica escondida no Sistema Familiar e desenvolver a força interior da família. A capacidade de entender seu próprio comportamento fica ampliada, sendo possível a reconciliação consigo mesmo e com os outros membros do Sistema. Dissolvendo os “nós” familiares antigos, a pessoa liberta-se e os efeitos são estendidos às gerações passadas e futuras de sua família. O sistema familiar é um grupo de pessoas que se mantêm unidas por vínculos de sangue e por uma força invisível que é o amor. Independentemente de se conhecerem, terem convivido entre si ou terem consciência desse amor. Quando chegamos ao mundo no seio de uma família, não herdamos somente a genética, mas também sistemas de crença e esquemas de comportamento. Rupert Sheldrake, biólogo estudioso e pesquisador dos segredos da mente, explica que dentro dos campos morfogenéticos os objetivos do processo são atraídos para este espaço multidimensional. As ideias e situações já conhecidas dentro do seu campo atraem as situações porque já existe uma memória intrínseca pela ressonância mórfica do nosso campo mental. A Criação foi mobilizada como um teclado constelar. Toda a realidade é movimento vibratório e produz ondas de diversas dimensões. Não é fantasioso afirmar que a oscilação vibratória do Cosmos produz ‘som” audível e inaudível, que influencia qualquer campo morfogenético. Por isso que está sintetizado na Tábua de Esmeralda de Hermes Trismegisto: “O que é acima é abaixo; o que é dentro é fora”.     Fernando Salazar Bañol Escritor e palestrante internacional, formado em Beamer Light Pen – Aura  Soma pela International Academy Colour Therapeutics – Tetford – Inglaterra e graduado como terapeuta em Constelação Familiar e Organizacional pelo método Bert Hellenger.

Cromoterapia: Cor e Luz para sua Saúde

CROMOTERAPIA: COR E LUZ PARA SUA SAÚDE O grande médico alquimista Paracelso (1493-1541) ensina que o Templo da Medicina possui dois ambientes: o vestíbulo da Ciência Médica, franqueado a todas as pessoas no plano físico; o segundo, o santuário da Sabedoria Médica, é aberto somente para os auto-eleitos, aqueles que conquistaram a gnosis (sabedoria por revelação) de Deus dentro de si mesmos. A frágil saúde de homens, mulheres e crianças em nossa sociedade, provocada por uma vida inconsciente, sedentária, mal alimentada com intoxicações alimentares e psicológicas, distante da natureza, voltada para o materialismo, com parca busca pela religação com Deus, faz com que bilhões de pessoas recorram diariamente aos vários remédios patenteados da ciência médica oficial, normalmente como única esperança de tratamento e cura. Novas e indecifráveis doenças estão surgindo e epidemias de doenças antigas voltando, dando às pessoas a sensação de impotência frente à solução de certos casos, sem contar com as enfermidades psicológicas modernas, como o stress e a depressão. Porém, há uma antiga sabedoria que busca o equilíbrio e a saúde humanas que tem sua origem nos primeiros fundamentos do mundo e que jamais mudou as suas fórmulas. O nome dessa sabedoria médica antiga é Gnose, que desde a aurora da criação, se expressa ou diferencia como Ciência, Arte, Mística e Filosofia. De acordo com o médico gnóstico Samael Aun Weor, todo átomo é um trio de matéria, energia e consciência. Átomos compõem moléculas que formam organelas celulares, células, tecidos, órgãos e sistemas, formando assim o organismo físico humano. Assim, o gnóstico transcende o ponto de vista meramente materialista e observa a perfeição infinita do trabalho das glândulas endócrinas, através do qual está evidente a existência de certas coordenadas e direções inteligentes, cuja raiz há que ser buscada na Consciência Cósmica. Para o gnóstico, onde há vida, há Consciência e o corpo humano é um máquina perfeita construída na fábrica da natureza sob a direção da Consciência Cósmica. Nas palavras do sábio Paracelso “O coração é um Sol, o cérebro uma Lua, o baço seu Saturno, o fígado seu Júpiter, os pulmões seu Mercúrio e os rins seu Vênus”. Toda enfermidade tem suas causas no universo interior do homem. Quando o Cosmos Humano (cosmos significa literalmente ordem) se desequilibra, vêm o caos, a desordem, a doença e o sofrimento. Restabelecer a saúde é recolocar o corpo em ordem. Por isso, uma das principais formas de diagnóstico e tratamento de enfermidades na medicina complementar é através dos chacras, centros energéticos em forma de vórtices de cores que estão distribuídos ao longo do corpo, através dos quais as energias entram e saem vibrando em diferentes frequências. Os chacras têm profunda ligação com as glândulas de secreção interna e também com determinados órgãos do corpo humano, por isso ter os chacras equilibrados significa possuir saúde orgânica. As enfermidades se devem à incapacidade de absorver, transmutar ou integrar certas frequências energéticas. Sabe-se que os chacras giram e emitem cores próprias que correspondem às 7 cores do arco-íris. Pode ocorrer, contudo, que um ou mais chacras fiquem fechados ou bloqueados (devido a ambientes energeticamente poluídos, traumas, sentimentos negativos, emoções fortes, crenças limitantes, maus hábitos de vida como fumo, álcool, má alimentação, excessos ou falta de atividades físicas, mau uso da sexualidade, drogas etc.), produzindo no organismo um problema físico, psicológico ou emocional. Neste contexto, a antiga ciência denominada Cromoterapia tem sido redescoberta por vários terapeutas modernos devido à sua reconhecida eficiência no reequilíbrio e harmonização dos chacras e corpos sutis. Em diversas culturas podemos ver o emprego da cor na saúde. Os registros mais antigos sobre a cromoterapia são de papiros egípcios datados de 3000 a.C. Thot, Deus da Sabedoria, representado com cabeça de uma ave íbis é também o “Mestre das Cores”. Heliópolis é também conhecida como cidade colorida de Rá, Deus do Sol. O papiro que contém informações sobre o preparo e o uso da água solarizada a partir de potes coloridos é considerado um dos mais importantes da medicina egípcia encontrados. Na Índia, são muitas as lendas que explicam, por exemplo, a Festa da Primavera, ou Festival das Cores, ou Festival Holi, sempre relacionadas a Vishnu (o Cristo Indiano), à devoção e ao amor Divino. Há cinco milênios a sabedoria chinesa ensina que a natureza está constituída de 5 tendências, representadas por materiais ou elementos que ao cumprirem um ciclo de renovação dão lugar a tudo o que existe: O fogo que gera a terra, a terra que gera o metal, o metal que gera a água, a água que gera a madeira, a madeira que gera o fogo, que novamente gera a terra, fechando o ciclo natural de transmutação dos cinco elementos. A cada um desses cinco elementos atribui-se uma cor que se relaciona com as estações do ano, os fatores ambientais, os alimentos, os sabores, os pontos cardiais e características da psicologia humana. Hipócrates, o “Pai” da Medicina, empregava a Helioterapia – terapia pelos raios solares; Helius é a personificação do Sol na mitologia grega. Do grego KROMOS = cor e TERAPHEIA = terapia, a Cromoterapia é um sistema de medicina natural e complementar que visa tratar o ser vivo através do uso das cores. Cor nada mais é do que a impressão causada nos olhos pela luz solar, que se divide em sensações espectrais de acordo com sua vibração, frequência ou comprimento de onda. Há também mais energias invisíveis, que estão fora do espectro visível do ser humano, como o ultravioleta e o infravermelho, que não são visíveis a nós, mas são perceptíveis a outros animais e plantas que as percebem. As terapias complementares e oficiais também trabalham com essas “cores invisíveis”. Existem centenas de métodos de tratamentos pelas cores e pela luz solar, como a Cromopatia e a cromopuntura, que utilizam dispositivos como lanterna e caneta ou bastão atlante, abajur ou banho de luz; Cromoterapia nutricional; água solarizada ou cromatizada; harmonização através de vestuário e da decoração; visualização da cor; respiração da cor; Helioterapia; Vitroterapia; Cromoterapia à distância; Audiocromoterapia. A aplicação da cromoterapia com …

Nosso Pai

Pai São somente três letras Que certamente estão entre nossas primeiras palavras, balbuciadas em colo forte Mas ressoam fundo em nosso coração, trazem calor à alma, nos elevam ao Eterno Masculino de Deus Sua imagem nos acompanha para sempre, seja ele biológico, escolhido por nós ou refletido em nossa Mãe. Pai é Poder Poder de manifestar força física e força moral Poder de nos ensinar com o exemplo Poder de nos reportar ao Pai de Tudo, ao Pai de Todos. Pai é Provedor Provedor da Vida, em geração compartilhada com nossa Mãe Provedor do teto, do alimento, do sapato, do apontador de lápis Provedor da Segurança, nos choros de pesadelo e nas ruas escuras. Pai é Perseverança Perseverança de lutar pelo pão do dia Perseverança de pacientemente nos ensinar a tabuada Perseverança de nos segurar firme nas tempestades da vida. Pai é Perdão Perdão quando aprontamos alguma arte em infância Perdão quando cometemos deslizes de adolescência Perdão com autoridade para apontar perigos, quando em adultez titubeamos na vida. Neste dia dos Pais Abrace forte seu Pai Físico, pessoalmente ou em carinhosa memória, agradeça-o Ore com fé ao Pai do Céu, glorifique-o Peça com humildade bênçãos a todos os Pais do mundo Porque, afinal, o supremo Pai é Nosso !   Sérgio Geraldo Linke é engenheiro,  executivo do mercado financeiro e presidente da Associação Gnóstica de Fortaleza

MORTE: COMPREENDÊ-LA PARA VIVER MELHOR

MORTE: COMPREENDÊ-LA PARA VIVER MELHOR   Do ponto de vista biológico, a morte é necessária para a evolução da vida, seja para alimentar outros seres (no caso de animais e plantas), seja para o aperfeiçoamento genético pela transmissão aos filhos das melhores características do pai e da mãe. Para a maioria das culturas e religiões, a morte é um fenômeno espiritual ligado ao encerramento da existência física, quando são cotejados, numa espécie de julgamento, os bons e os maus atos para definir o futuro do ser que perdeu sua vida material. A partir desse ponto ocorrem as variações no processo post-mortem nas diversas correntes religiosas: para o Cristianismo, por exemplo, só existe uma vida e após ela o ser humano passa pela ressurreição e vai para o céu, ou roda ao purgatório e aos infernos. Já para a grande maioria dos ensinamentos espirituais de todos os tempos, como o Egípcio, Maia, Celta, Grego, Mitraico, Persa, Budista, Hinduista, Tibetano, Gnóstico e tantos outros, a morte indica apenas o encerramento de um ciclo, havendo a oportunidade de regresso a este plano material com um novo e diferente corpo físico. Nos tesouros gnósticos contemporâneos ensinados por Samael Aun Weor, diferenciam-se claramente três possibilidades para uma nova vida. A primeira e mais corriqueira, chamada de Retorno ou Recorrência, ocorre quando um ser humano comum e inconsciente (algo como 999.999 pessoas em cada um milhão) ganha da divindade um novo corpo físico, sem nenhuma possibilidade de opinião ou escolha. A segunda possibilidade, denominada de Reencarnação (possível a uma em cada um milhão de pessoas, para se ter uma ideia da proporção), acontece quando alguém que esteja trilhando um caminho verdadeiro de evolução espiritual consciente, denominado na gnose de Iniciação, conquista com muito trabalho a possibilidade de escolher onde, quando e como quer reencarnar, justamente para cumprir com consciência sua missão iniciática. E, por último, a terceira possibilidade, muitíssimo rara, chamada de Ressurreição, que é possível a Mestres e Mestras de grande evolução espiritual, os quais passaram por processos energéticos elevadíssimos de transmutação alquímica de seus corpos físico e sutis, como o Osíris egípcio, o Krishna hindu, o Jesus hebreu, a Kwan-Yin tibetana, a Tonantzin asteca, a Perenelle Flamel francesa. E o mais incrível: são absolutamente convergentes em sua abordagem todos os tradicionais (e não distorcidos pelos homens) escritos de sabedoria da vida e da morte, como o Livro Egípcio dos Mortos, o Ars Moriendi do Cristianismo Antigo, o Livro Tibetano dos Mortos (Bardo Thodol) e o Livro Maia da Vida e da Morte (Popol Vuh). Eles tratam dos mistérios da morte e do retorno a uma nova vida de forma incrivelmente igual, obviamente com as ricas e necessárias nuances culturais, teológicas e idiossincráticas de cada povo em sua época. O vetor geométrico ou raio que define este círculo de mortes e nascimentos é justamente a Lei de Causa e Efeito, ou Lei do Equilíbrio Universal, ou ainda a chamada Lei da Balança ou do Karma/Darma. O credo cristão aborda as consequências dessa lei com a frase “… e onde (Jesus) há de vir a julgar os vivos e os mortos”. Além de estudar e ensinar ferramentas para a experimentação direta dos fenômenos da morte física, do desenvolvimento da vida e da Lei da Balança, a Gnose brinda-nos com os Mistérios da Morte Mística, ou eliminação dos defeitos psicológicos como a preguiça, o orgulho, a gula, a inveja… É a isso que se referia Francisco, o Sábio de Assis, ao exprimir com verbo de ouro que “é morrendo (em nossos defeitos) que se nasce para a vida eterna…”.   Sérgio Linke é engenheiro, presidente e instrutor da AGF

I Ching: Sabedoria Milenar Chinesa

I Ching: Sabedoria Milenar Chinesa   Enquanto na civilização ocidental as culturas Maia, Mesopotâmica e Egípcia floresciam, na China o gênio humano dava belíssimos frutos, inspirado no divino e na natureza. Conceitos de transformação e transmutação, de dualidade complementar Yang e Yin, de permanência na impermanência moldaram o conhecimento chinês desde a remota antiguidade, possibilitando o surgimento do Taoísmo e do Confucionismo, que têm como obra fundamental o I Ching. Há mais de três mil anos o grande sábio Fu Hsi, nas terras pantanosas do vale do rio Amarelo, lançou as bases da grandiosa civilização chinesa e para orientá-la legou uma obra denominada somente “I”, isto é, “Mudança” ou “Mutação”, criando uma cosmologia e a representação dos fenômenos naturais (interiores e exteriores) por meio de trigramas e hexagramas, cada um com um nome em caracteres chineses arcaicos. O mestre gnóstico contemporâneo Samael Aun Weor relata em suas obras que Fu Hsi é um verdadeiro cristo chinês, concebido pela imaculada Hoa-Se às margens de um rio. Samael também ensina, em seu livro Logos, Mantras e Teurgia, que a linguagem de ouro, o idioma universal e a gramática cósmica perfeita se encontram nos caracteres chineses. Por volta de 1150 a.C., o rei Wen e seu filho, o duque de Chou, escreveram textos sobre os hexagramas possibilitando a compreensão e utilização do “I” por um número maior de pessoas. Wen escreveu os Julgamentos e Chou os comentários sobre as linhas. Confúcio, que viveu de 551 a 479 a.C., acrescentou explicações fundamentais, chamadas de as Dez Asas, para a compreensão desse livro de sabedoria. Confúcio afirmou que quanto mais vivesse mais se dedicaria ao estudo do I Ching, o Livro das Mutações, como passou a ser conhecido. Além de Livro de Sabedoria, o I Ching também é utilizado como oráculo desde sua criação. Inicialmente eram utilizados carapaças de tartaruga e ossos de boi, aquecidos em fogueiras ritualísticas para indicarem os hexagramas que respondiam à questões importantes para os destinos de uma comunidade. Posteriormente passaram a ser utilizadas varetas da planta milefólio, por meio de uma técnica de lançamento conhecida como Método das Varetas. Na dinastia Han, de 206 a.C. até 220 d.C., surgiu o Método das Três Moedas, amplamente utilizado hoje em todo o mundo. Há ainda o Método Flor de Ameixeira, em que são realizados cálculos matemáticos a partir das perguntas para a obtenção do hexagrama que responderá a pergunta. A primeira tradução do I Ching para uma língua ocidental, o inglês, foi realizada pelo missionário James Legge. Alguns anos depois o alemão Richard Wilhelm, também um missionário que viveu vários anos na China, realizou uma tradução para sua língua mãe, cuja primeira edição saiu em 1923. Para a edição seguinte, em 1949, o médico e psicólogo suiço Carl Gustav Jung escreveu o prefácio, demonstrando seu uso oracular e discorrendo sobre a Lei da Sincronicidade. O I Ching, como tradutor das energias que envolvem uma situação, pode ser utilizado na forma oracular para nos dar as pistas arquetípicas dos desafios a vencer, das ferramentas à disposição, das forças divinas e humanas envolvidas numa circunstância, permitindo tomar ações mais conscientes, éticas e equilibradas. Pelo lado espiritual ou iniciático, o I Ching pode traduzir as forças psíquicas e espirituais que moldam nossas atitudes físicas, mostrando-nos um verdadeiro mapa do inconsciente para que ajamos de forma a equilibrar nossa vida horizontal (emprego, família, amigos, estudos) com nosso caminho vertical (as inquietudes espirituais da alma).               George Peel é engenheiro, servidor público e estudioso de tradições gnósticas e chinesas

Amar, Servir e Curar

AMAR, SERVIR E CURAR Curar significa restabelecer a Saúde, o estado perfeito de vitalidade, normalidade, situação onde todo movimento de vida se dá com perfeição. É uma palavra que tem origem no latim e estende seu significado à amizade e ao amor. Assim como buscamos saúde para nosso corpo, todo o Universo percorre seu trajeto Divino em busca da Perfeição, e é a isso que chamamos de COSMOS cuja substância regeneradora é o AMOR. Sempre que esse AMOR é retirado e substituído por uma energia destrutiva cujo representante em nós são nossos defeitos psicológicos (chamados na gnose de “egos”), instala-se o CAOS, que nada mais é do que a desarmonia, a entropia, a DOENÇA. Portanto Curar não pode e não é algo tão simples assim como se pensa e se quer fazer “entender” hoje em dia. Não é uma capacidade que se adquire por simples querer, estudo ou capricho, mas é sim uma conquista, um Dom que se obtém por mérito individual, e profundo trabalho à Humanidade em honra ao Criador, um ato revestido de grande Mistério e Sacralidade. Por isso que Paracelso, para muitos o maior médico que já existiu, afirma que “nem as Universidades, nem os Papas, nem os Reis poderão dar ao homem o poder de curar, se antes ele não for ungido por Deus”. A essência de nosso SER é AMAR e SERVIR, e só através do AMOR incondicional, que é a essência do CRISTO, é que poderemos CURAR. Não há outro caminho! Toda Energia emanada pelo CRIADOR e manipulada pelos Elohim (o exército da VOZ) na Aurora da Criação produziu e produz a perfeita Vida em Movimento, e só essa mesma Energia que criou é capaz de RE-CRIAR ou tornar novamente SÃO. Na história de nossas civilizações, testemunhamos a vida exemplar de grandes homens e mulheres que expressaram esse DONUM DEI, e que impulsionaram a medicina, entendida como a arte ou o dom de curar, a patamares até hoje incompreensíveis. Hipócrates, Huiracocha, Hermes Trismegistros, Paracelso, Avicena, Hildegard von Bingen . Samael Aun Weor, Milarepa, Nicolas Flamel, Pernelle, Francisco de Assis, Clara de Assis e tantos outros seres, grandes Mestres e Santos em todos os quadrantes da Terra foram capazes de transmutar suas energias Divinas em um Bem ainda Maior, sempre através do que denominaram “Sacro- Oficio” – trabalho Sagrado pela Humanidade. Para citarmos novamente Paracelso, por exemplo, médico, alquimista, físico, bioquímico, toxicologista, nascido no século XV na Suíça, aclamado e amado em terras banhadas pelo lindo rio Danúbio: Áustria, Alemanha, República Tcheca… determinou que uma das principais atividades exercidas pelos médicos está no que ele chamou de VIRTUS, ou melhor, o espírito de sacrifício necessário para o apoio aos doentes e que sintetiza a ação do médico de cabeceira, do médico de família, daquele que ama seus atendidos com o coração de Pai-Mãe, que busca seu bem estar físico, emocional, mental e até espiritual , pois sabe e conhece onde se encontra e como usar a Força Regeneradora da Cura Perfeita. Nessa linha de trabalho desenvolveu uma Obra até hoje respeitada e ainda pouco compreendida, pois nos falta a principal virtude para essa compreensão: A Compaixão! Sentir a dor do próximo, amar a alma, amar o Amor, o coração que pulsa em cada Ser, compreender que em cada Ser está o próprio Criador. Francisco de Assis amou e curou a alma daqueles que eram desprezados não só pelo mundo, mas até por si mesmos, e por esse Sacro-Oficio ergueu uma grande Obra. Tomás de Kempis, monge alemão do século XVI, em seu livro “Imitação de Cristo” diz:” Sem caridade, de nada vale a obra exterior, porém tudo que dela procede, por mais insignificante que seja, se torna proveitoso.” Olhar o mundo com os olhos do SERVIR CONSCIENTE, nas suas diferentes formas de agir: a gentileza, a não violência, a caridade física, psicológica e espiritual, o perdão, o arrependimento sincero, a luta contra nossos próprios defeitos e erros etc, é abrir as portas e janelas da ALMA em busca da verdadeira fusão com Deus, voltar a Ele. Por isso que tão bem sintetizou o mestre contemporâneo da Gnose, Samael Aun Weor: Nossa Razão de Ser é Servir !!! Heloisa Pereira Menezes é nutricionista e diretora da Associação Gnóstica de Fortaleza

Budismo Gnóstico: Verdadeira Felicidade com Autoconhecimento, Ética e Iniciação

Budismo Gnóstico: Verdadeira Felicidade com Autoconhecimento, Ética e Iniciação A sabedoria budista sempre atrai os corações puros. Primeiro, pelo exemplo de vida de seu maior mestre, Sidartha Gautama Sakia Muni, o Buda que viveu há mais de 2.600 anos. Depois, pelos tesouros psicológicos que podem levar à libertação individual do apego e do sofrimento e, com isso, a um mundo mais fraterno, solidário e feliz. Entretanto, o que é a felicidade ? Segundo a Moderna Psicologia Gnóstica restaurada por Samael Aun Weor, felicidade é a sensação íntima de bem-estar e integralidade, saboreada por quem trabalha sobre si e desperta sua Consciência, conhecendo sua missão no mundo e contribuindo para que todos também sejam felizes. Neste artigo abordaremos três caminhos gnósticos-budistas para a conquista desta Felicidade Integral: o Autoconhecimento, a Ética e a Iniciação Espiritual. Em termos de autoconhecimento, o Budismo e a Gnose têm um conceito diferente de Ego que a maioria das correntes filosóficas e psicológicas ocidentais. Para a Gnose o Ego constitui aqueles nossos defeitos psicológicos que levam ao adormecimento da Consciência, ao erro, à dor e à repetição (recorrência) cármica. O Ego, para o Budismo e para a Gnose, constitui o conjunto de valores negativos que na cristandade ocidental foram qualificados como os 7 pecados capitais: ira, orgulho, preguiça, gula, luxúria, inveja, avareza. Essas duas escolas de sabedoria ensinam justamente a eliminar estes egos, ou defeitos psicológicos. Nunca somente reprimi-los ou deixá-los nas “mãos de Deus” para que “nos perdoe”. Mas você deve estar se perguntando: se o ego da ira for eliminado, o que restará ? Exatamente a virtude da Serenidade, da Paz Interior. Alguém que, mediante um intenso e maravilhoso trabalho sobre si, conseguiu eliminar seus egos, adquire as virtudes correspondentes: sai da ira para a serenidade; do orgulho à humildade; da preguiça à determinação; da gula à temperança; da luxúria ao respeito ao sexo; da inveja à admiração pela conquista alheia; da avareza à generosidade. Assim temos um caminho de felicidade própria e para os outros. Por este motivo que no gnosticismo e no budismo dá-se tanta importância às técnicas de Auto-Observação e Auto-Consciência durante cada ato da vida e também à Meditação para a compreensão e digestão psicológica de nosso conteúdo psíquico. Nossa segunda óptica – a da Ética – está largamente registrada nos antigos textos Budistas e Gnósticos. Se refletirmos que a ética é a ação voluntária que busca o bem comum, nela encontraremos as bases para um mundo fraterno, solidário, justo e feliz. No Budismo temos o Caminho Óctuplo de Buda, onde o Mestre Iluminado nos exorta, por exemplo, a ter reta compreensão, reta fala, reta ação, honesta maneira de ganhar a vida, reta concentração (não se esquecer de si mesmo) e reto uso das energias sexuais. Por acaso o leitor não encontra nesses preceitos as vias éticas para um mundo mais feliz ? Ou, por outro lado, a inobservância desses preceitos não nos levaram ao mundo atual, eivado de egoísmo, de competição, de consumismo irresponsável, de desonestidade, de corrupção e de decrepitude sexual da sociedade ? Por isso que asseveramos, com tranquilidade e sem receio de nos equivocarmos: uma sociedade ética e feliz pode ser construída a partir de indivíduos que sigam os Oito Preceitos Budistas ou o Terceiro Fator de Revolução da Consciência dos Gnósticos, que nos ensina a Servir Desinteressadamente a Humanidade. Nossa terceira visão, a da Iniciação Espiritual, vai mais além da mera espiritualidade e da religiosidade comum, da famigerada busca da salvação e dos exercícios religiosos, com seus rituais e práticas devocionais individuais ou coletivas. Iniciação, para a Gnose de Samael e para o Budismo Tântrico Tibetano (Vajrayana) significa vencer a si mesmo para servir a Deus, encarnando Sua Obra e ajudando todos os seres a fazê-lo, conquistando com esforço próprio o Nirvana Budista ou as Altas Iniciações Gnósticas, cujo cume é denominado de Cristificação na linguagem dos primitivos gnósticos gregos. Iniciação não se compra e não se vende, nada tem a haver com status social ou econômico; não se conquista a iniciação lendo livros ou indo a igrejas e templos; iniciação é a vida retamente vivida, num constante trabalho de depuração íntima (a morte do ego), de transmutação das energias criadoras-sexuais (o tantrismo tibetano) e de Servir desinteressadamente todos os seres. Então, caro leitor, após décadas lidando diretamente com o sofrimento humano e com a busca das almas pela Luz, com otimismo na humanidade me alegro ao constatar que a sabedoria de Sidartha e de Samael realmente são revolucionárias, pois objetivam a Felicidade através da Auto-realização Íntima do Ser Humano – homens e mulheres, num mundo ético e onde a Obra Divina seja conscientemente construída por cada um e para todos.   Sérgio Geraldo Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Fortaleza

TARÔ EGÍPCIO: A SABEDORIA DAS CORES NA ARTE MÁGICA DE THOT

O Tarô era o mais sagrado livro para os antigos egípcios, por orientar uma vida produtiva e harmoniosa no plano material e indicar as leis divinas para uma plena realização espiritual. Esta verdadeira bíblia escrita milhares de anos antes do Antigo Testamento foi entregue à humanidade por Thot, divindade da Escrita e da Sabedoria, que posteriormente recebeu outros nomes como o Hermes Grego, o Mercúrio Romano, o Enoch Bíblico, o Anjo Metraton entre os Cabalistas etc. O livro de Thot é ao mesmo tempo um Guia Iniciático e um Instrumento Oracular de Precisão, pois desvenda para um leitor preparado as circunstâncias invisíveis presentes numa situação, permitindo operar com as energias envolvidas, aplicando-as, evitando-as ou transformando-as. Todos os Tarôs são originários da versão egípcia, que é composta de estelas (monólitos esculpidos). Portanto, o Livro Egípcio de 78 Arcanos que temos hoje é o mais completo de todos, exigindo maior preparação de quem o utiliza. E foi justamente esta necessidade de conhecimento profundo que levou ao surgimento de várias outras versões do Tarô, mais simples e, o pior, na maioria das vezes adulteradas. Para quem conhece a riqueza e os mistérios do Livro de Thot (Tarô Egípcio) assoma-se estranho, para não dizer profano e até perigoso, algumas versões de tarôs como a de Marselha, Crowley, Papus, Cigano, dos Anjos, dos Florais etc. Nas versões atuais que circulam no mercado, com objetivo de simplificar e “deixar mais bonitas e atuais” as lâminas do Tarô, foram suprimidos hieróglifos, pantaclos e letras hebraicas. Também foram alterados os personagens, modificadas suas roupas e instrumentos, adulteradas a posição física e a ação por eles executada – no original sempre relacionada a um mito egípcio com muitas lições psicológicas e espirituais. Foram ainda modificadas as proporções e cores das lâminas… Uma lástima e um crime à arte superior e à arcaica sabedoria egípcia. Cada um desses detalhes indica com precisão um arquétipo exato para que o leitor intuitivo possa depreender do Arcano quais as circunstâncias que envolvem o assunto consultado. Utilizar um tarô adulterado é como tentar ler um livro mal traduzido e no escuro, ou com a visão turva…  Perdem-se muitas palavras e é quase certo que se altere completamente a mensagem. Atualmente, quando vemos descobertas arqueológicas de tumbas e templos egípcios, com suas esculturas e paredes em pedra nua ou palidamente pintadas, não imaginamos o quanto esplendorosa era a arte no antigo país do Rio Nilo. As esculturas eram precisas, polidas e brilhantes; os palácios eram belíssimos e cheios de água, peixes e plantas; as roupas dos nobres e religiosos eram coloridas e ricamente ornadas; as joias irradiavam esplendor em cores e pedras preciosas; os perfumes eram naturais e mágicos – sem feromônios; a dança evocava os movimentos da natureza e dos astros e inspirava a busca da sabedoria e dos mistérios do amor. As estelas do Livro de Thot (Tarô) eram joias do gênio humano que refletiam a sabedoria divina. Toda a arte egípcia era dirigida para cultuar o Divino e para despertar veneração e emoções superiores nos humanos. No Antigo Egito a arte era utilizada para invocar os Deuses do Cosmos para que eles se unissem às Divindades Internas do Ser Humano, como sintetizou magistralmente Samael Aun Weor, mestre gnóstico contemporâneo: ”…quando se perguntava sobre Mestres, (os antigos egípcios) simplesmente apontavam o céu porque todos os seres humanos viam os gênios estelares e podiam conversar diretamente com eles”. Portanto, o Tarô, como Livro Sagrado e expressão da Arte Divina na Idade de Ouro do Egito, traz simbologia riquíssima e narra os Mitos Ancestrais da Criação, da Existência Humana, da Morte e da Ressurreição, passando pelas Leis Divinas e pelas Provas e Vitórias que cabem a cada um. Uma lâmina de Tarô Egípcio nos brinda basicamente com três grandes Cátedras para a consciência: A) As três regiões do Baixo, Médio e Alto Egito (as partes baixa, média e alta do Arcano), representando nossa vida inconsciente, nossa vida em vigília e nossa vida espiritual. As proporções (tamanhos) de cada uma dessas regiões e como são suas fronteiras já trazem muitas lições e indicativos para equilibramos nossa existência. B) A ação empreendida pela figura central do Arcano, ou seja, quem é o personagem (um Deus, um ser humano, um ser mitológico) e o que ele está fazendo. Está solitário ? É mulher ou homem ? Colabora com alguém ? Luta contra outrem ? Sereno ? Armado ? Triste ? Indeciso ? C) Os objetos, símbolos, letras e personagens que povoam as regiões do Baixo, Médio e Alto Egito, indicando como agem as forças dentro de cada uma dessas esferas de nosso Ser. Por isso, para uma leitura intuitiva e baseada no conhecimento profundo dos Arcanos egípcios, há que se observar as cores dessas regiões, os matizes e tons dos personagens, as tonalidades de objetos e símbolos. Uma cor é a expressão visível da energia da onda eletromagnética que a compõe. As cores são campos energéticos, morfo-genéticos (pois geram novas formações), quânticos (pois fazem vibrar subpartículas atômicas). Cor é a expressão única de uma parte específica do espectro da Luz, literalmente “um raio de luz especial”, ou seja, ela é o desdobramento exato da Luz Divina ao difratar-se numa determinada faixa de vibração, cintilando no plano humano. Cores diferentes têm comprimentos de onda e frequências distintos, provocando por isso variadas reações fisiológicas, psicológicas e espirituais na pessoa iluminada pela cor. Aqui cabe um sereno desabafo: o desconforto e até lamento que sentimos ao vermos tarôs, mesmo os ditos “egípcios” nas versões modernas adulteradas, com as cores completamente descaracterizadas… Parece que falta alguma coisa, dá a impressão que algo foi desfigurado, há uma sensação de perda, de empobrecimento… Imagine o leitor se a Mona Lisa de Da Vinci estivesse sorrindo desdentada; ou se a torre Eiffel fosse substituída por um grotesco prédio de concreto… ou ainda se uma Ária de Bach fosse tocada em ritmo funk… Aberrações ! As cores eram utilizadas no Antigo Egito com objetivos precisos em todas as expressões culturais e artísticas: nas roupas, nas …

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