ASTROLOGIA HERMÉTICA GNÓSTICA Sem dúvida a astrologia é uma das mais antigas práticas humanas na busca de explicações para as influências invisíveis nos fatos do dia-a-dia. Estudada há milênios em todas as civilizações, a interação dos corpos celestes com os ciclos de animais, plantas e seres humanos foi a base de muitas culturas, numa época em que ciência e espiritualidade caminhavam juntas nas mãos de governantes e sacerdotes. Tivemos então a astrologia chinesa, mesopotâmica, caldaica, hindu, egípcia, maia, asteca e, mais recentemente, a astrologia psicológica com base no trabalho de Carl Gustav Jung. No mundo ocidental, até o século XVII a astrologia e a astronomia eram a mesma coisa, quando ocorreram dois fenômenos: o primeiro deles foi a preponderância do racionalismo sobre a intuição e as artes tradicionais, com a evolução da astronomia de observação e os rudimentos do chamado método científico; o segundo fenômeno foi a proliferação de formas astrológicas fanáticas e fantasiosas, que muitas vezes foram perseguidas pela igreja, gerando inúmeros casos de charlatães, aproveitadores e exploradores. Por isso mesmo que até hoje, em alguns meios religiosos, a astrologia é considerada “coisa do diabo”, “bruxaria”, “bobagem” e até uma “pseudo-ciência”. E esta deturpação da magna influência dos astros continua até hoje, com algumas formas de horóscopo que mais parecem estatística de traços psicológicos, normalmente elaboradas por pseudo-astrólogos que enriquecem às custas da boa-fé das pessoas. Mas aqui neste artigo não nos deteremos na discussão se a astrologia, com seus signos, constelações, cálculos e mapas, é uma ciência ou não, ou ainda se ela se afastou ou não das modernas astronomia e cosmofísica. Abordaremos o estudo da influência dos astros numa oitava superior, a chamada Astrologia Hermética Gnóstica, ensinada por Samael Aun Weor. Expliquemos: “Astrologia” porque estuda os corpos celestes que nos banham com sua energia, visível ou invisivelmente; “Hermética” porque provém da sabedoria de Hermes Trismegisto, o grande Deus Egípcio Íbis de Toth, cujo princípio máximo ensina que “há correspondência exata entre as estruturas e ações do macrocosmos (os astros) e o microcosmos (o ser humano)”; e “Gnóstica” porque contém sabedoria que vai além do mero intelectualismo, estando fortemente calcada na ciência pura, na filosofia superior, na arte objetiva e na espiritualidade positiva. A Gnose nos demonstra que devemos ter profundo respeito, e até veneração, por todas as formas de vida, pois cada ser vivo traz vibrando em si uma chispa divina, uma semente do Logos Solar, essa Grande Chama Criadora e Provedora representada no corpo físico da estrela que nos ilumina, aquece e vivifica. Esta semente do Sol, logo depois de emanada, evolui desde os reinos elementais da natureza (mineral, vegetal e animal) até chegar ao estágio humano, quando recebe o nome de Alma, adquirindo também o livre arbítrio e com ele a possibilidade de trabalhar sobre si ou de seguir a mecânica da natureza. As chispas que sobre si trabalham atingem a Autorrealização, ou “vingam” numa linguagem mais simples, podendo se tornarem, mediante vários e distintos trabalhos e graus evolutivos, Inteligências Planetárias que animam um Planeta (como o Senhor Melkisedek – Regente do Planeta Terra) ou uma Estrela (como o Logos Mickael – regente do Sol). É por isso que nos sagrados templos egípcios e caldeus, quando se perguntava pelos deuses e pelos mestres, os sacerdotes, em silêncio, simplesmente mostravam as estrelas. Naqueles tempos todos sabiam (e alguns clarividentes até viam) que “cada astro do céu é o corpo físico de um deus” trabalhando e evoluindo. Os regentes espirituais de nosso sistema solar são conhecidos nas tradições herméticas como os Sete Logos Planetários, onde chamamos de planetas a Lua e Sol apenas por respeito à tradição: o Sol tem seu deus chamado Mickael, o senhor da Lua é Gabriel, o logos de Mercúrio é Rafael, a divindade de Vênus é Anael, o regente de Marte se chama Samael, o rei de Júpiter Zacariel e o arcanjo de Saturno é o Senhor Orifiel. Cada um desses 7 deuses planetários mora num templo coração, localizado no interior mais profundo de cada planeta e estrela. E a antiga sabedoria sideral-gnóstica, em obediência ao princípio hermético do “como é em cima, é embaixo”, ensina que dentro de nós, de nosso cosmo espiritual individual, existem também essas mesmas inteligências zodiacais. Ou seja, somos mini-antenas humanas que captam, transformam e utilizam, positiva ou negativamente, as vibrações desses grandes emanadores cósmicos e divinos que chamamos de astros. O Microzodíaco humano se conecta com o Macrozodíaco do cosmos. E ensina também a astrologia gnóstica que é possível trabalhar inteligentemente com essas energias superiores, através de uma sintonização perfeita entre as vibrações zodiacais pessoais com as emanações dessas divindades cósmicas. Esta sagrada ciência, denominada de Astroteurgia (literalmente “trabalho com as divindades dos astros”), era transmitida de lábios a ouvidos pelos sábios da antiguidade. Este trabalho consiste numa série de práticas místicas que envolvem posturas, sons sagrados e orientação de nossas potencialidades internas para a conexão inteligente e eficiente com as positivas vibrações dos Logos Planetários. Deles, por ressonância perfeita, podemos receber energia, sabedoria, inspiração, saúde. Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Fortaleza
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Você Sabe Onde Está Pisando? A Geobiologia Pode Responder…
VOCÊ SABE ONDE ESTÁ PISANDO ? A GEOBIOLOGIA PODE RESPONDER… Geobiologia é a ciência que estuda os processos de transformação da Terra, com sua anatomia visível e oculta e seu metabolismo material e energético. A Teoria de Gaia, por exemplo, apresentada na década de 1.970 pelo cientista James Lovelock, provou que nosso planeta age como um organismo vivo que se autocontrola e se autossustenta, tendo uma incrível inteligência em seus processos atmosféricos, eletromagnéticos, geológicos, oceânicos, fluviais e tantos outros que jamais pensamos existirem. Dois outros grandes cientistas da Geobiologia e da Radiestesia, Ernest Hartmann e Alfred Curry, estudaram separadamente durante décadas a manifestação de duas redes energéticas que permeiam toda a superfície da Terra, formando um verdadeiro tecido telúrico e invisível que influencia todos os seres vivos. Em homenagem a esses dois investigadores, tais nadis (canais energéticos) do planeta foram chamados de Rede de Hartmann e Rede de Curry. A Rede de Hartmann é uma malha emanada pelo campo eletromagnético da Terra, disposta no sentido norte-sul (2,0m) e leste oeste (2,5m), com espessura aproximada de 20cm. A rede de Curry é uma outra malha geobiológica importante, gerada provavelmente pelo movimento de rotação da Terra combinado com o campo eletromagnético terreste e com fricções de camadas minerais subterrâneas. Ela está disposta no sentido Nordeste-Sudoeste (4m) e Sudeste-Noroeste (4m), possuindo espessura aproximada de 40 cm. A interação dessas duas redes é particularmente importante para a Geobiologia, pois quando dois nós (cruzamentos de redes) coincidem, temos alí um chamado Ponto Geopatogênico ou PGP, onde há turbulência de energia telúrica e essa zona afetada pode causar vários desequilíbrios nos seres vivos, principalmente o ser humano, com seu complexo sistema nervovo. Os PGP afetam mais especificamente as crianças, que estão em desenvolvimento celular. Um PGP pode ainda ser potencializado pela existência de um lençol freático alto (mais próximo da superfície) ou por uma falha geológica. Locais energeticamente desequilibrados ou poluídos podem contribuir consideravelmente no desenvolvimento de vários distúrbios no ser humano, animais e plantas, tais como má qualidade do sono, insônia, pesadelos, cefaleias, cãibras, sonolência, irritação, stress, deficiências de raciocínio, passividade, hiperatividade, descontrole emocional, taquicardia, sudorese, perda de apetite alimentar, desinteresse sexual e vários outros. Estudada desde a antiguidade por chineses, egípcios, gregos, persas, romanos, hebreus, celtas, maias, astecas e tantos outros povos desenvolvidos, o estudo da energética ambiental recebeu vários nomes: Geobiologia, Feng-Shui, Domologia, Geometria Sagrada, Radiônica, Medicina da Habitação etc. Como são vários os fatores que influenciam atualmente as habitações, é muito importante conhecer estas influências e a forma de evitá-las ou neutralizá-las, com o objetivo de se alcançar a saúde energética no local onde vivemos, estudamos e trabalhamos. A Geobiologia e a Medicina da Habitação nada têm de místico ou espiritual, uma vez que são tecnologias de avaliação e correção energética de casas e escritórios, de forma a harmonizá-los com os seres humanos. Estas técnicas também foram utilizadas em palácios, templos e monumentos, como no famoso Templo de Salomão ou nas Pirâmides do Egito, sem se falar nas famosas Catedrais Góticas que permearam a Europa a partir do século XII e que influenciam a construção de igrejas até hoje. Qualquer pessoa, com um mínimo de equilíbrio energético, treinamento e munida de instrumentos radiestésicos apropriados, pode localizar as redes geobiológicas e os pontos geopatogênicos, para evitar localizar nesses pontos negativos aqueles locais vitais da casa (camas, berços, despensas de alimentos, geladeira/freezer e caixas d´água). Que tal aprender a diagnosticar e equilibrar sua casa ou escritório, utilizando modernas técnicas de Feng-Shui e Radiestesia ? Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília
A Sabedoria da Música e a Magia das Plantas
A SABEDORIA DA MÚSICA E A MAGIA DAS PLANTAS A chamada Musicosofia, literalmente “Sabedoria da Música”, envolve o estudo e a aplicação do poder das vibrações sonoras para harmonizar o corpo físico, a mente e as emoções. Através de uma lei física chamada de Ressonância (transferência de energia de um emissor para um receptor), é possível induzir um estado vibracional para equilibrar os chacras, remover cascões energéticos, provocar reações físicas (controle da pressão arterial, dos batimentos cardíacos, do metabolismo etc.), controlar o estresse e auxiliar no tratamento de vários estados psicológicos, como a depressão. Por este motivo vários sábios da antiguidade, como o médico persa Avicena, o filósofo grego Pitágoras e muitos outros, colocavam a música como um importante instrumento no tratamento dos distúrbios humanos. Na cultura cristã-ocidental também temos um exemplo fantástico de aplicação dos poderes ocultos da música: Hildegard Von Bingen, abadessa alemã do século XII, que utilizava a música para curar seus pacientes. Hildegard, diga-se de passagem, é uma das mais expressivas mulheres da história, pois além de compositora, musicista, botânica, fitoterapeuta, dramaturga, teóloga, musicoterapeuta e filósofa, era respeitada pelos nobres e até pelo papa – e isso numa época em que as mulheres eram consideradas “demoníacas” e onde os reis e o Vaticano tinham poder absoluto. Ao lado de Teresa d´Ávila, Hildegard é uma das doutoras da Igreja. Fernando Salazar Bañol, musicoterapeuta da atualidade respeitado em vários países, ensina inclusive uma “dieta terapêutica musical”, sugerindo Rossini para o otimismo, Rachmaninoff para o estudo, Chopin para um sono reparador e Ravel para o estresse. Estudos recentes que analisaram o comportamento do cérebro de pessoas por ressonância magnética, enquanto elas ouviam mestres da música como Beethoven ou Mozart, demonstraram o direcionamento do fluxo de sangue nos hemisférios cerebrais, ativando áreas específicas ou desativando outras, mediante uma reação imediata do organismo ao ouvir as obras desses gênios da música. Paralelamente à Musicosofia, a Elementorerapia, que se vale do uso da energia inteligente contida nos vegetais – a chamada “alma” ou elemental das plantas, é outra técnica pouco conhecida na atualidade, apesar de muito aplicada em todas as épocas pelos antigos curadores – mamas, pajés e xamãs. Ela era conhecida como a Magia das Plantas. Samael Aun Weor, estudioso gnóstico das antigas tradições, escreveu um maravilhoso livro sobre o tema, chamado Medicina Oculta, onde o mestre gnóstico ensina inúmeras fórmulas de Elementoterapia. Um vegetal evoluído possui três esferas de atuação: seu princípio químico ativo (utilizado na fitoterapia e na alopatia), sua energia vital (utilizada nos Florais de Bach e na homeopatia) e seu princípio elemental ou energia inteligente. Através de fórmulas ancestrais descobertas por sábios como Paracelso, Galeno e Papus, os “magos da natureza” colocam à sua disposição essas almas vegetais. Isso em algumas culturas é conhecido como “ritual de encantamento do elemental vegetal”. É importante registrar aqui que as Escolas Gnósticas não utilizam quaisquer princípios químicos psico-ativos, naturais ou sintéticos, que possam provocar estados alterados de consciência. Portanto, a Sabedoria da Música e a Magia das Plantas constituem formas de auxílio terapêutico ao mesmo tempo revolucionárias e tradicionais, uma vez que, apesar de pouco conhecidas e utilizadas atualmente (mesmo com seu imenso valor), foram veladas ao longo dos séculos pelos grandes médicos-magos da antiguidade. Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília
Os Tesouros Gnósticos do Desdobramento Astral
OS TESOUROS GNÓSTICOS DO DESDOBRAMENTO ASTRAL. É POSSÍVEL APROVEITAR CONSCIENTEMENTE AS HORAS DE SONO ? A grande maioria das pessoas passa um terço da vida dormindo na cama, sem qualquer controle ou lembrança de onde esteve sua consciência em todos esses anos “desperdiçados”. Algumas vezes lembramos de nossos sonhos; noutras sequer recordamos de nossas experiências oníricas após uma noite de sono; em outras ocasiões, o sono ou os sonhos são tão agitados que mal conseguimos descansar o corpo físico, e despertamos como se tivéssemos levado uma surra. Cenas difusas, pesadelos, belas paisagens, pessoas e ambientes da antiguidade, “coincidências”… Por que isso ocorre ? A vivência gnóstica nos demonstra que enquanto o corpo físico é recuperado durante o sono pelo corpo etérico, os corpos mais sutis, dentre eles a alma e o espírito vestidos de seu corpo astral, saem a “perambular” pelas dimensões invisíveis da natureza. Você já ouviu um zumbido logo depois de adormecer ou pouco antes de acordar ? Sonha que está flutuando ou voando rente ao chão ? Já sentiu como se estivesse caindo na cama pouco antes de acordar ? Sonhou com alguém e, no dia seguinte, assombrou-se com a pessoa dizendo que também sonhou com você ? Quem sabe se flagrou num local onde teve a nítida impressão de já tê-lo visitado anteriormente, mesmo sabendo que isso é fisicamente impossível ? Todas essas são indicações do processo de desdobramento astral inconsciente. Dominar o desdobramento astral exige apenas conhecer a técnica e treiná-la. É uma questão de desenvolver a consciência e equilibrar as funções dos corpos físico e sutis, dentre eles o veículo astral que todo ser humano possui. Não há perigo algum no desdobramento astral, pois passamos por esse processo de forma inconsciente e involuntária sempre que dormimos. Veja algumas das maravilhas do mundo astral que estão à nossa disposição se aprendermos a projeção consciente: acesso aos planos invisíveis da natureza, com suas cores, luzes, seres inefáveis, energias sutis, paraísos elementais; estudo de nossas reações psicológicas mais profundas, originadas no Ego ou na Consciência, já que no plano astral é mais fácil investigar nossos mundos interiores; treinamento em escolas que somente existem no plano astral, como academias de tarô, cabala, i-ching, feng-shui, medicina não tradicional, matemática sagrada, budismo tibetano; conhecer fatos passados, inclusive nossas vidas anteriores; investigar diretamente os mistérios da vida e da morte, fenômenos naturais da existência humana; estudar durante as horas de sono, proporcionando uma super-aprendizagem. Qualquer pessoa realmente dedicada e com o mínimo de equilíbrio físico e psicológico pode conquistar a projeção consciente e voluntária do corpo astral. No gnosticismo moderno ensinado por Samael Aun Weor existem várias técnicas de projeção astral, com exercícios psicológicos, mântricos (sons sagrados) ou através de técnicas que utilizam elementais da natureza (como o do gato, do grilo, do ovo de galinha ou de certas plantas). Ressaltamos que as técnicas gnósticas não preconizam a utilização de qualquer substância que provoque estados alterados de consciência. Nos cursos regulares de gnose da Associação Gnóstica de Brasília, como o que se inicia em 11 e 18 de março, sempre às quartas-feiras, são abordados os mais diversos assuntos ligados ao ensinamento gnóstico, dentre eles a Psicologia Tibetana, o Tantrismo Branco, as Civilizações Antigas e a Projeção Astral. Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília
A Mitologia na Vida Moderna
A MITOLOGIA NA VIDA MODERNA Os mitos e lendas sempre foram utilizados por todos os povos para transmitir suas tradições, mediante uma explicação humana para histórias e fenômenos misteriosos, normalmente narrando a vida de grandes heróis e manifestações de espantosas forças da natureza. Por isso, é muito tênue e gradativa a fronteira entre o que é conto, folclore, fábula, superstição, lenda, mito e panteão (divindades de um povo). Também é comum que grandes histórias e mitos virem epopeias e até bases de grandes religiões, como ocorreu com Gilgamesh na Mesopotâmia, ou Osiris no Egito antigo, ou ainda o próprio Moisés como legislador do povo hebreu. Os mitos normalmente narram histórias de grandes heróis e de sua superação como seres humanos, narrando a vitória sobre as forças do mal, ou o domínio das leis da natureza ou ainda, mais raramente, a vitória sobre si mesmos pela derrota do lado obscuro da própria psique. Por isso que estudiosos recentes de mitologia, como Joseph Campbell, ao descrever o Poder do Mito, ou As Mil Faces de Deus, ou ainda a Jornada do Herói, colocam na mitologia a possibilidade de um entendimento mais profundo e simbólico da natureza humana. E, muito interessante, o roteiro mitológico da jornada do herói está presente praticamente em todos os grandes filmes de Hollywood, onde um ser humano comum é chamado ao desafio, encontra um mentor ou orientador, passa por grandes provações, extrai de si forças e conhecimentos que nem imaginava ter, vence todos os obstáculos e retorna ao mundo comum com o conhecimento ou elixir da vitória, sendo normalmente recompensado com um reino, um amor ou com paz e saúde eternas – ou os quatro. Na Gnose Contemporânea de Samael Aun Weor a mitologia é uma importante ferramenta de autoconhecimento e de autotransformação, pois essas histórias de vitória não somente mapeiam claramente o cenário de perigos e oportunidades para o heroico lutador, mas também descrevem os defeitos humanos a serem vencidos e as virtudes que o guerreiro pode se valer para transcender suas fraquezas. No Egito antigo Osíris foi traído e morto pelo irmão Seth e reviveu graças ao amor de Ísis. Da Grécia recebemos a famosa vitória de Perseu sobre a Medusa, ao cortar-lhe a cabeça de demônios e ao ser presenteado com o cavalo alado Pégaso. Na Bretanha celta ecoam há séculos histórias sobre a Busca do Graal e a conquista da espada Excalibur, a ser retirada da pedra, ambos prêmios concedidos apenas aos puros e nobres cavalheiros e damas. E no Japão, o que dizer de Amaterasu, a Deusa Mãe do Sol, que se sacrifica constantemente ao dar Luz a seus filhos ? Ou ainda da história maravilhosa de Kwan-Shi-Yin, a Mãe Divina tibetana, que renunciou à suprema felicidade do nirvana ao ouvir os lamentos de dor dos seres humanos… Dessa forma, sob a óptica gnóstica, os mitos embutem profundas lições psicológicas da jornada da alma, interessantes lições da iniciação espiritual de mestres da humanidade, riquíssimas lições folclóricas de sabedoria popular milenar, ensinamentos mágicos do domínio de forças da natureza e um material imprescindível para a interpretação dos sonhos. Os mitos nos mostram os erros e acertos de seus personagens, sugerindo-nos os instrumentos e virtudes a serem utilizados e inspirando-nos a tomar as decisões certas em nosso dia-a-dia. Que tal aprender a fazer concreto seu Mito Pessoal, com base na mitologia de várias culturas ao longo dos milênios ? Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília
Livros
A Associação Gnóstica de Brasília disponibiliza livros a preço de custo da editora. Sua distribuição faz parte da missão da AGB de divulgar a Gnose, não havendo lucro na distribuição das edições. Acesse o link abaixo para saber quais são as obras e seus respectivos valores. Obs: As obras apenas estão disponíveis para aquisição fisicamente na AGB. LIVROS
Os Mistérios do Santo Graal e a Copa do Mundo
OS MISTÉRIOS DO SANTO GRAAL E A COPA DO MUNDO O Chamado Cálice Sagrado, Santo Graal ou Taça Gloriosa sempre esteve presente na mitologia e na história de diversas religiões. Desde as cenas egípcias, gregas e romanas dos banquetes dos deuses, passando pela narrativa Bíblica de Abraão, que pagou os dízimos e compartilhou do cálice sagrado com Melquisedeque, Rei de Salém e Senhor da Paz (Senhor do Mundo, para alguns estudiosos), ou nos ensinamentos tibetanos do Vaso Compassivo da Divina Mãe Kuan-Shi-Yin, ou ainda permeando o lendário medieval das histórias do Parsifal inspirador de Richard Wagner, este arquétipo do Gomor ou Receptáculo Sagrado sempre esteve envolvido em mistério e sacralidade. A Taça Sagrada teve seu ápice para o mundo ocidental na Última Ceia de Jesus, quando na quinta-feira Santa o Cristo instituiu a Eucaristia e compartilhou no Graal seu sangue salvador com toda a humanidade. E a partir disso o Gomor do Cristo tornou-se um dos principais objetivos dos Cavaleiros Cruzados que o buscavam como a Fonte da Juventude e até o Remédio para Todos os Males. Como em todas as histórias universais que resistem a milênios, o arquétipo do Graal também possui dois significados: o primeiro é externo, religioso e mitológico, destinado àqueles que buscam benesses pessoais e para doutrinar aqueles que não estão maduros para ensinamentos mais profundos; o segundo aspecto é iniciático, de cunho espiritual e do trabalho interno que cada aspirante à Gnosis (sabedoria) deve empreender para conquistar elevados estados de desenvolvimento espiritual. E justamente esta visão gnóstica do Graal como ferramenta de evolução espiritual pelo esforço individual é que constitui a essência dos Mistérios do Santo Graal, como ensinado por Samael Aun Weor, grande mestre gnóstico do século XX. Como Arquétipo Iniciático, o Gomor pode ser visto de 3 formas: a primeira delas é como receptáculo das energias de misericórdia que devem ser compartilhadas com toda a humanidade carente, como o fez o Cristo Jesus na Santa Ceia para tirar os pecados do mundo. Nesse aspecto estão contidos os arcanos do serviço desinteressado pela humanidade, mediante a caridade e o auxílio àqueles com fome não somente de pão físico, mas também de alimento de sabedoria. O segundo aspecto misterioso da Santa Taça é como receptáculo craneano das energias sexuais que ascendem no aspirante aos Mistérios do Fogo, mediante o despertar, o desenvolver e o ascender da energia criadora transmutada. Por isso os santos cristãos têm auréolas, os iluminados budistas têm capacetes de mil pétalas e todo ser divino de outras culturas traz coroas e adornos luminosos na cabeça. Neste caso são exigidos disciplina sexual e amor pelo cônjuge, no exercício daquilo que a Gnose chama de Matrimônio Perfeito, Hierosgamos Iniciático ou prática legítima do Kundalini Yoga. E o terceiro, e talvez mais velado e pouco conhecido aspecto do Santo Graal denota o correto uso da sagrada energia ígnea do ser humano, representada por suas secreções sexuais ou, na linguagem alquímica, seu Mercúrio Secreto. Nos manuais de Alquimia Medieval, nos códices de Taoismo Wai-Tan ou nos Livros de Tantrismo Branco, sempre a taça representa o correto direcionamento das energias sexuais para que o “cálice não derrame”, ou seja, para que não se desperdice torpemente o elixir da longa vida – nossa semente sexual. Neste sentido o cálice também denota receptividade, conservação, pureza e feminilidade, reportando-nos à Mulher e ao Aspecto Feminino da Divindade. Da mesma forma que a lança ou a espada, como arquétipos viris, nos reportam ao Homem e ao Aspecto Masculino de Deus. Como reminiscência atávica dessa simbologia divina oculta, podemos compreender, por exemplo, a obstinação dos jogadores para conquistar a Copa do Mundo de Futebol, talvez em recordação inconsciente da lição iniciática de que “a divindade somente concede o Gomor da Vitória aos diligentes, preparados, valentes e vitoriosos”. Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da AGB
Nossos Melhores Mestres
Nossos Melhores Mestres Quando contemplamos serenamente uma criança em qualquer situação, brincando ou dormindo, agitada ou tímida, curiosa ou surpresa, retornam ao nosso coração belas memórias da época em que não tínhamos preocupações, compromissos ou responsabilidades. Um tempo em que nos ocupávamos apenas de brincar e de estar com as pessoas com quem podíamos nos divertir. Um tempo de descobrir o mundo. O que poucas pessoas sabem é que este arquétipo infantil de liberdade, de espontaneidade e de ludicidade está presente em todas as culturas e religiões como referência para a felicidade, para a divindade e para os paraísos celestiais. Disse o Cristo Jesus nos evangelhos apócrifos (aqueles não alterados por algumas instituições religiosas): deixai vir a mim as criancinhas, pois é dos que são como elas que é o reino dos céus. Ou seja, os céus são para as pessoas – mesmo adultas, com estado de espírito infantil, livre, espontâneo. Quem não se recorda do menino-azul Krishna, que travesso brincava com animais, plantas e riachos como se fossem seus amigos de infância e os tratava como irmãos menores? Uma das principais virtudes das crianças é a confiança. Uma menina de oito anos não está preocupada se existe comida, se há abrigo, se haverá dinheiro para a roupa: ela simplesmente confia no provimento de seu pai e de sua mãe. Outra característica admirável das crianças é a liberdade, manifesta como a intenção de tudo fazer, para agir e ser desprendido de tudo, não se incomodando com o que os outros dirão, qual será seu julgamento, quais os prejuízos futuros. Este desapego, esta livre-iniciativa, esta falta de amarras e de pré-conceitos deixa a criança livre para agir dentro de seus domínios. A espontaneidade nas crianças é algo divino. Elas não avaliam os impactos de suas falas, de seu jeito, de suas ações. São desprovidas de dogmas sociais e de convenções morais. Não estão preocupadas em magoar, em dissuadir, em não serem sinceras. Sinceridade e espontaneidade caminham juntas ao espírito infantil. Entre tantas, talvez a pureza das crianças seja a virtude que nós adultos mais admiramos. Uma menina de dois anos, por exemplo, parece um ser que acabou de sair do paraíso: não julga, não compara, não se preocupa. Sua função é brincar e descobrir o mundo; dormir para crescer e sonhar livremente… Aprender a viver e a ser feliz. Ocorre que com o tempo, com os maus exemplos, com a rudeza do mundo, com a exploração pelos adultos, com a formação da personalidade e a manifestação do ego, as crianças deixam esse estado elevado de consciência e se tornam desconfiadas, presas, condicionadas e impuras. Perdem o estado edênico. Isso também é devido à má educação psicológica dada pelos adultos: ao invés de ensinarmos as crianças com o exemplo, as forçamos a fazer coisas que nós mesmos não fazemos; ao invés de mostrarmos para elas como é melhor não julgar os outros, respeitando-os em suas opções e limitações, nós, adultos, desde cedo plantamos nas mentes e corações infantis os vermes do julgamento dos demais, da comparação, da maledicência… Este é o mundo que estamos criando. Com nossos maus exemplos. Talvez por isso os Mestres da Humanidade sempre se referem às crianças para dar uma idéia aos adultos do que é o paraíso e do que é uma consciência livre. Ensinam como conquistar o espírito infantil, enriquecido com a experiência e a sagacidade do adulto. A gnose, como busca pela sabedoria sintética, divulga técnicas especiais para que conquistemos este estado infantil, mediante o despertar da consciência e a busca pelo Íntimo ou Essência, ou, nas palavras de Samael Aun Weor – mestre gnóstico do século XX, este “Ser dentro de nós que é um verdadeiro exército de puras crianças”. Sérgio Geraldo Linke Instrutor da Associação Gnóstica de Brasília
A sabedoria dos Sonhos: Ferramenta de Auto-Conhecimento
A SABEDORIA DOS SONHOS:FERRAMENTA DE AUTO-CONHECIMENTO Os sonhos sempre foram considerados importantes indicadores da natureza humana, sejam eles produtos mecânicos das impressões do cotidiano ou uma forma de conhecimento ou Gnose transcendente. Por este motivo todos os livros sagrados descrevem experiências oníricas ou nos mundos sutis, como a Anunciação do Anjo Gabriel a José, a Al-Miraj muçulmana, ou ainda as lições dos paraísos oníricos taoístas. Para os hindus, o mundo foi criado num sonho de Vishnu… Também os pais da Psicologia Moderna vislumbraram nos sonhos um importante aspecto da psique humana. Sigmund Freud e Carl Jung, por exemplo, dedicaram anos de estudos e muitos livros para os sonhos como forma de diagnóstico e de terapia psíquica. Em 1953 na Universidade de Chicago Nathaniel Kleitman lançou as bases da Medicina do Sono, quando publicou seus estudos do ciclo onírico geral e introduziu o conceito da indicação fisiológica do sonho através dos REM – Rapid Eye Movement (Movimento Rápido dos Olhos). Atualmente, com as pressões da vida moderna, a qualidade do sono piorou muito, sendo crescente o número de pessoas que não conseguem descansar adequadamente enquanto dormem. Insônia, roncos, apneia, sonambulismo e agitação física são apenas alguns desses males da hora de dormir. Pesquisas recentes já comprovaram que o sono tem importantes funções na recuperação biológica e psíquica, na regeneração celular e principalmente na organização da memória, vale dizer, enquanto dormimos é feita uma verdadeira faxina em nosso organismo. O fato é que passamos 1/3 de nossas vidas dormindo. Se encontrarmos uma forma de melhor aproveitar esses momentos de “inconsciência” teremos muito mais possibilidades de aprendizado, descanso, saúde e auto-conhecimento. Segundo o Gnosticismo Moderno de Samael Aun Weor, os sonhos são uma ferramenta imprescindível para o Auto-Conhecimento e para a Auto-Transformação, pois através deles podemos ter acesso a uma inimaginável parcela de nosso inconsciente e subconsciente. Com a utilização dos tesouros da sabedoria gnóstica é possível aprender técnicas para tirar-se proveito dos sonhos. Primeiro melhorando a memória onírica, depois compreendendo a simbologia e o significado dos sonhos, até transformá-los em lúcidos e mais tarde em conscientes, culminando no domínio das técnicas de projeção voluntária do corpo astral – a chamada Projeciologia. Na ciência onírica várias questões podem ser respondidas com essas técnicas especiais. Por que algumas pessoas lembram e outras não de seus sonhos ? É possível melhorar a nossa memória onírica ? A natureza dos sonhos tem relação com a qualidade do sono e a melhoria na qualidade de vida ? Existem sonhos premonitórios ? O que significam os pesadelos que nos assolam ? Existem referências seguras para decifrar nossos sonhos ? Há Dicionários de Sonhos confiáveis ? Qual a relação entre os sonhos e a Projeção Astral ? As respostas e vivências relacionadas a todas essas inquietudes serão exploradas no curso de Onirologia Aplicada, promovido pela Associação Gnóstica de Brasília no mês de junho. Sérgio Linke, engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília
Feng-Shui e Radiestesia.
SEUS AMBIENTES ESTÃO ENERGETICAMENTE EQUILIBRADOS ? Cada vez mais pesquisas e reportagens comprovam a importância da harmonização de ambientes para o descanso, o estudo, os bons relacionamentos, a produtividade, a criatividade e inúmeras outras atividades humanas. Muitas artes e ciências ocupam-se da importância da harmonia energética das edificações e ambientes, como o Feng-Shui chinês, a domologia e a radiestesia europeias e a atual arquitetura biodinâmica. No Feng-Shui procura-se equilibrar a fluência do chi ou energia vital nos ambientes, orientando-os a partir de mapas energéticos (os chamados Baguás), equilibrando a influência dos 5 elementos chineses (fogo, terra, metal, água e madeira) e evitando os “shars” ou venenos de ambientes. Já a Domologia é a ciência europeia utilizada em construções sagradas, valendo-se da energia das formas, das proporções divinas, da geometria oculta, da cromologia ou uso das cores e do mapeamento de redes telúricas naturais como as de Hartmann e Curry. Ambos os métodos utilizam muito a radiestesia e a detecção radiônica para diagnosticar e equilibrar os ambientes, pois através do pêndulo ou das varetas radiestésicas podem ser localizados com precisão desde pontos geopatogênicos (locais do solo que causam desequilíbrios), até memórias de paredes (influência dos antigos moradores) ou mesmo radiações de campos elétricos ou magnéticos, comumente gerados por eletrodomésticos e instalações prediais ou mesmo antenas e outros elementos externos à edificação. Já a Engenharia e a Arquitetura Biodinâmicas estudam os ambientes enfocando a insolação, o regime de ventos, o paisagismo vegetal, a interação com a vizinhança, a influência das instalações elétricas e de água/esgoto, as emanações energéticas dos diferentes materiais de construção e como equilibrá-los, a utilização de cores, elementos decorativos mobiliário no design de interiores. Portanto, você sabia que distúrbios do sono podem ter origem num ponto telúrico negativo sob sua cama ? Que a dificuldade de concentração ao estudar em determinado local pode estar influenciada pela falta do elemento chinês metal no ambiente ? Que a hiperatividade noturna de uma criança pode ser causada pela energia da forma ou pelas cores do dormitório ? Sérgio Linke é engenheiro eletrônico e estudioso de Feng-Shui e Radiestesia há mais de 30 anos.