A DIVINIDADE DA PALAVRA – O SOM DA VIDA Onde há movimento existe som e onde o som vibra está presente a vida. O ouvido humano percebe somente uma pequena faixa de frequências sonoras, contudo, acima ou abaixo desse intervalo há múltiplas ondas sonoras imperceptíveis ao ser humano, mas que vibram de forma intensa. Os peixes, as ondas do mar, as plantas, os átomos, as rochas, o vento, o fogo, os planetas, todo universo, todo o cosmos, nas suas diversas expressões, vibra, vive, soa. Sete são as notas musicais que formam todas as melodias, assim como são sete as vogais que ressoam em toda a Criação. Diz o axioma sagrado que como e acima é abaixo, portanto a realidade do som e da música transcende tanto o tempo quanto o espaço. Tudo que é criado possui uma individualidade, uma nota-chave, um som peculiar e o conjunto de todas essas notas-chaves formam o que chamamos de Música das Esferas ou Orquestração Inefável dos Espaços Estrelados, Anahata-Nada para os hindus. Por isso a Palavra é Sagrada! Samael Aun Weor em suas obras diz que “o silêncio é ouro”, mas “seria melhor dizer que é tão ruim calar quando se deve falar, quanto calar quando se deve falar”. “Há silêncios delituosos, assim como há palavras infames”. Uma palavra pode tanto apaziguar quanto provocar discórdia; tanto acariciar quanto agredir; tanto venerar quanto profanar; tanto curar quanto matar. A palavra é Energia, é Luz, é Fogo. A Palavra cria!!! Jamais devemos condenar alguém com a palavra, pois quando julgamos, lançamos nosso veredicto energético como uma flecha, uma nuvem de dor e discórdia. A maledicência, a murmuração, a calúnia enchem o mundo de dor e de amargura. A natureza, como criação de Deus, é perfeita, mas o ser humano em seu “mundo” produz interferências, ruídos, que são dissonantes à vibração perfeita da natureza, causando desarmonia, dor e sofrimento. É urgente que compreendamos o valor da palavra para que não a profanemos com expressões e pensamentos impuros. “Na aurora da Criação, os Elohim celebram os Rituais de Fogo cantando no Templo” (Samael Aun Weor). Suas palavras compõem a Linguagem de Ouro dos Seres de Perfeição e são as responsáveis pela formação dos mundos e dos seres. Sem o Verbo Criador, sem a Magia do Verbo, sem a Música, sem o Som Sagrado, o Universo não existiria. “O Mahavan e o Chotavan (diástole e sístole do cosmos) são os ritmos do Fogo que sustentam o Universo em sua marcha” (Samael Aun Weor). A causa principal de toda a existência se encontra além do mundo e da consciência. Esta é a Palavra, é o Verbo Divino que Crea os mundos. Devemos meditar para compreender o impacto que os nossos atos e palavras têm em nossas vidas e em toda a sociedade. Samael Aun Weor, em sua sabedoria, diz “o mundo e a consciência são realmente o resultado da palavra.” Heloisa Pereira Menezes – presidente e instrutora da AGB.
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O Labirinto da Mente
O LABIRINTO DA MENTE Vivemos num mundo que nos oferece e nos cobra constantemente. Para a maioria das pessoas, sem que percebam, isso se torna um grande fardo mental e emocional. A moda, o consumo, o status profissional ou social permeiam a vida de todos e aos poucos, com sutileza, nos vemos envolvidos por uma rede de impressões, dependências e expectativas quase sempre muito difíceis de nos libertarmos. Esquecemos que dentro de nós há algo mais elevado e mais sutil que anseia por libertar-se e por expressar-se. Muitas culturas chamam isso de alma, outras de espírito, outras de Ser Interno etc. Em diversas catedrais góticas – construções medievais sagradas que guardam os grandes mistérios da evolução espiritual, como em Chartres na França, encontramos no piso, em sua entrada, um belo labirinto. No passado esse labirinto, símbolo da mente, guardava em seu centro uma estátua de Lúcifer, o fazedor de luz. Isso significava que o ser humano, por vontade própria, após decifrar seus segredos e trilhar corretamente seus caminhos, está apto a lutar contra seu maior inimigo: seus próprios desejos. Esses desejos são nosso próprio Lúcifer que devemos vencer e assim merecer que a Luz resplandeça dentro de nós. Para conseguir tal feito, é preciso estar em estado de alerta atenção. Temos que compreender essa dinâmica de dependências e angústias e buscar dentro de nós as razões que nos levam ao sofrimento. Samael Aun Weor, grande filosofo do séc. XX, diz que “a mente é uma calabouço, um cárcere, onde todos estamos aprisionados”. Claro que é licito ter uma vida agradável, posses, família etc, mas com responsabilidade. Mente e emoção devem servir para nos ajudar a crescer espiritualmente, sempre ouvindo a orientação interna de nosso Ser Interno, daquela alma que nos referimos anteriormente. Quantas vezes ouvimos dentro de nós uma “Voz” que nos inquieta e nos diz para começar a despertar, mas a abafamos por preguiça ou falta de vontade, pressionados pelos medos e desejos construídos por nós mesmos nesse mundo de dependências? É preciso Cultivar o Amor consciente, a introspecção sadia, a meditação serena, com o objetivo de se autoconhecer; servir a humanidade com alegria, sem nada esperar….vencer a si mesmo!!! “O nível de Ser de cada qual atrai sua própria vida. Um homem é o que é sua Vida”. (Samael Aun Weor). Portanto somos responsáveis por nossa felicidade ou nossos sofrimentos. Trilhar o labirinto e vencer os seus obstáculos começa aqui e agora, não fugindo das adversidades da vida, mas sim, enfrentando-as com o firme propósito de colaborar com a Obra de Deus. Heloisa Pereira Menezes – presidente e instrutora da AGB.
Sete Vezes Sacerdotisa
SETE VEZES SACERDOTISA Diz Jorge Adoum em seu livro Poderes ou o Livro que Divinizaque “para descobrir os mistérios da Divindade é preciso penetrar no coração da mulher, porque quando Deus emanou de Si a Natureza, habitou em seu coração”. Os Mistérios da Natureza estão velados na Mulher através das suas sete sagradas funções: Gerar, Gestar, Parir, Nutrir, Educar, Manter e Absorver. Por esse mesmo motivo sintetiza Samael Aun Weor, grande antropólogo do século XX: “Ser Mãe é um sacerdócio da Natureza”. E aqui não nos referimos apenas à maternidade em si, mas também, e principalmente, às responsabilidades femininas em todos os campos da vida: na família, no trabalho, na sociedade, na humanidade, na espiritualidade. Essas funções permeiam toda a vida da mulher e a forma como ela as direciona caracterizará sua expressão como Mulher ou como Sacerdotisa Divina. Para a Mulher Sagrada o mais simples ato é revestido de um caráter santo e misterioso. É nesses mistérios primordiais do Feminino, todos eles inseridos no plano concreto da natureza, que a mulher se revela como a Senhora da Transformação. Por isso a Transformação da matéria e da Vida é inerente à Mulher. Ao lidar com a simplicidade da matéria transformando-a em vida, a mulher é capaz de transmutar a natureza em um princípio mais elevado de ação espiritual, numa relação íntima com a Deusa-Mãe . Aquela que dá vida não somente ao corpo, mas principalmente à alma. Todos esses mistérios podem ser vividos conscientemente pela mulher em diversos períodos ou aspectos de sua vida: como filha, como irmã, como esposa e como mãe, repetindo-se em cada um deles todas as sete Sagradas Funções da Natureza Feminina. Vamos então a elas. GERAR: assim como o Sol fecunda o ventre da Terra fazendo a vida nascer de suas profundezas, é também no ventre da mulher que podem nascer homens e Deuses. É nele que se dá a concepção da semente do homem, obedecendo a Lei que diz “como é em cima é embaixo”. Aqui estão os arcanos que transcendem a sexualidade humana e comum (somente para o prazer e reprodução) para a sexualidade sagrada (com a alquimia do casal pela energia sexual sabiamente utilizada) – mas isso é assunto que abordaremos em outro texto. GESTAR: esta é uma etapa onde a natureza trabalha decodificando a informação genética e transformando-a em matéria. É o amor criando, transformando, plasmando o que foi idealizado pelos Deuses. PARIR: que é o ato de emanar do útero o filho que já se encontra maduro, preparado para sair à luz. Seja este parto uma realidade da carne ou da alma, a mulher-mãe sempre estará presente, pois ela é a porta que leva das trevas à Luz. O processo do parto é um modelo para a compreensão do renascimento, do nascimento “para o mais elevado”, para o céu, como estrela que cintila, como ser bem-aventurado ou criatura imortal. NUTRIR: a mulher é fonte-nutriz por natureza. Por essa razão ela é a senhora de tudo aquilo que signifique alimentação. Ela é o vaso que ao mesmo tempo acolhe seu rebento e guarda seu alimento. A Mãe-Natureza faz brotar de suas entranhas a água que corre nos rios, mares e cachoeiras; faz correr pelas veias do homem o sangue que o nutre; faz jorrar dos seios da mulher o leite que alimenta o frágil bebê; faz emanar da coluna espinhal a luz sagrada que alimenta nosso templo-corpo. EDUCAR: ao educar a mãe realiza seu amor transferindo conhecimentos e eduzindo (inspirando) as potencialidades do rebento. Novamente doa o que de melhor possui e o faz com tolerância, paciência e perseverança. Ela orienta seu filho para que ele caminhe se possível sem dor, mas se isso não for possível, estará ao seu lado sempre para amenizá-la. É Pistis-Sophia, a Mãe-Sabedoria e de Misericórdia. MANTER: a Mãe é feliz se o seu filho é feliz!! Eis aí a razão de todas as mãezinhas buscarem com tamanha vontade a felicidade de seus filhos. Ao proteger, conservar e manter a vida de seu filho, ela mantém a sua própria. Assim é que a vida se conserva. ABSORVER: quando o filho querido vence a morte ou é vencido por ela é a Mãe que o segurará em seus braços para que os desígnios divinos sejam realizados. A Mãe impregna-se do filho, puxa-o para dentro, reabsorve-o, toma-o para si. É o mistério do “retornar ao pó da terra” cristão, do “ser absorvido por Nut” do antigo Egito, da escultura da Pietá de Michelângelo… Refletindo sobre essas divinas pré-destinações da mulher é possível penetrarmos na sabedoria gnóstica de Samael Aun Weor quando asseverou que “a Mulher é a mais bela criação de Deus”. Heloisa Pereira Menezes – instrutora e presidente da AGB
O Mistério da Super-Mulher
O MISTÉRIO DA SUPER-MULHER A verdadeira Mulher, aquela que vem do fundo das eras, a mulher que foi dada ao mundo para recriá-lo, pertence inteiramente a um Universo estranho a ele. Ela cintila no outro lado da Criação. Ela conhece o segredo das águas, das pedras, das plantas e dos animais. Ela fixa o amor do Sol e vê claro na noite. Ela possui a chaves da saúde, da latência e das harmonias da matéria. É fada de olhos transparentes, que junto com o homem aspira reconstruir o paraíso terrestre. Ela é a fonte de virtude. É nela onde Deus semeia os verdadeiros Homens. Ela os devolve ao seu verdadeiro trabalho, que é elevar-se o máximo possível acima de si mesmo. A Doutrina do Cristo, do Salvador do Mundo é o Amor recíproco, o cumprimento da Lei e dos Mandamentos Divinos, sem diferença de sexos. A compreensão profunda desses ensinamentos exige a participação mútua nos benefícios brindados pela Mãe Natureza e também a equanimidade dos direitos humanos, sociais e conjugais. Com os ensinamentos Crísticos não se parcializam nem o bem e nem o mal, nem a riqueza e nem a pobreza, nem a sabedoria e nem a ignorância, e é certo dizer que ambos, homem e mulher, devem responder pelas mesmas responsabilidades e receber os mesmos benefícios e direitos em todas as atividades da vida. O personagem Super-Homem nos desenhos e filmes se mostra forte e com poderes, muitas vezes inseguro com suas origens e fraquezas humanas. Já o arquétipo iniciático do Super-Homem nos ensina que o maior poder é aquele da superação contra si mesmo, contra suas próprias fraquezas, contra seu ego. No paradigma divino da Super-Mulher o que ressalta não é a força ou os poderes, mas sim a Fortaleza… Isso mesmo: o Super-Homem tem a força; a Super-Mulher é Fortaleza: serena, centrada, misteriosa, discreta, sábia, a ser desvelada. O caminho da auto-superação, sem dúvida, é um caminho árduo: é necessário ser Super-Homens e Super-Mulheres para percorrê-lo. Tanto Mestres como Mestras tiveram ao seu lado companheiros de almas fortes e determinados; tornando-se cúmplices no amor e no retorno ao Creador. Todas as Super-Mulheres que viveram neste mundo demonstraram qualidades inspiradoras que devem ser seguidas. Um grande exemplo é Clara de Assis. Nesta grande Super-Mulher vemos a doçura do servir, a Mãe que doa tudo de si pelos seus filhos, a companheira que compartilhou com seu amado Francisco um Trabalho Divino e revolucionário numa Idade de Trevas. Outro paradigma de Super-Mulher é Maria, com sua pureza virginal, sua Maternidade Celeste, sua compreensão para ver o próprio Rebento sacrificado na cruz. E há incontáveis outras Fortalezas Femininas: Joana D’Arc com sua força da fé, sua determinação, sua confiança, seu espírito guerreiro; Maria Madalena ensinando-nos o primeiro passo do futuro Adepto – o arrependimento; Helena Blavatsky mostrando-nos o que é disciplina, dedicação e sacrifício . Todos estes aspectos resumem-se em um: AMOR AO CASAL CELESTE! Todas essas Super-Mulheres encontraram sua Natureza Divina vivendo na simplicidade e na humildade. Como mulheres “comuns” fizeram de seu dia-a-dia uma verdadeira oração. Compreender os Mistérios da Mulher DEUS e vivê-los intensamente é construir a ponte que nos levará à Luz, ao Cristo. Samael Aun Weor exemplifica perfeitamente esse sagrado caminho, dizendo que :“a Iniciação é a própria vida retamente vivida.” Heloisa Pereira Menezes – instrutora e presidente da AGB.
Deus é e Basta
PARA SERVIR A HUMANIDADE, DEUS É E BASTA !! Muitos falam sobre Servir a Humanidade, mas poucos sabem como fazê-lo. Muitos se dizem servidores, mas poucos têm consciência do que é Servir. Francisco e Clara de Assis, no século XIII , mudaram o mundo com suas idéias e atitudes revolucionárias e mostraram a todos que não há pré-requisitos ideológicos , sociais ou econômicos para Amar , mas somente a convicção interior de que a Obra do Criador deve e pode ser executada. Numa época de guerras, disputas e ignorância, em plena Idade das Trevas, souberam viver para servir, fincaram sua bandeira de Amor Puro num mundo em que o “amor” era tão raro quanto a chuva num deserto. Ao vermos uma obra edificada, temos a impressão de que tudo aconteceu como por milagre e que os seres que a realizaram foram especialmente premiados por um “dom” divino. Mas não é assim. Como tantos outros grandes Homens e Mulheres que viveram em nossa amada Terra, a Obra desses Mestres de Assis foi edificada com os tijolos de muitas provas e sacrifícios, exemplificando a frase de Samael Aun Weor, grande filosofo do século XX: “antes de uma subida há sempre uma descida”. Ambos pertenciam a famílias abastadas; ele filho de um grande mercador, ela , filha de prestigiados nobres. Tinham tudo em suas mãos para viver suas vidas da maneira mais agradável que a época podia proporcionar, mas escolheram ir além; era preciso conhecer e viver as dores do mundo impingidas à grande maioria das pessoas: a mais profunda pobreza! E foi dessa forma que puderam reconhecer com suas almas e corações que “Deus é e basta!!” A ignorância e a pobreza juntas eram como muralhas que impediam as pessoas de ter esperanças de qualquer natureza. As doenças e misérias sociais eram tidas como castigos e o mundo não tinha piedade com ninguém. Era uma época singular, onde o poder temporal era subjugado pelo poder “espiritual”, não por respeito, mas sim porque, numa época de profunda ignorância, tanto o báculo quanto o anel clericais davam ao seu possuidor a prerrogativa de “condenar” as almas ao mais doloroso exílio infernal. A coragem de Francisco e Clara de fazer reluzir o Amor do Cristo na mais simples palavra, no mais simples ato, derrubou essa muralha tornando possível a todos perceber que cada um é capaz de trilhar o caminho de volta ao Pai, independentemente do mundo e dos homens. O legado de Francisco e Clara de Assis resplandece até nossos dias no serviço desinteressado a toda expressão de vida, no companheirismo, no amor e respeito que tinham um pelo outro, na obediência aos desígnios divinos. Meditemos sobre esse AMOR com o coração disposto a SERVIR, deixando de lado as diferenças e disputas, pois “DEUS é e basta”! Heloisa Pereira Menezes – instrutora e presidente da AGB.
Sabedoria Gnóstica no Passado e no Presente
SABEDORIA GNÓSTICA NO PASSADO E NO PRESENTE Gnose significa literalmente sabedoria, um conhecimento mais profundo e experimentado dos conceitos e objetivos da filosofia, da ciência, da arte e da mística humanas. No passado o Gnosticismo, enquanto corrente filosófica paralela ao Cristianismo nascente, pregava a Caridade, a Santidade e a Castidade como caminhos para o homem encontrar Deus e para cumprir os planos divinos na Terra. Caridade no sentido de auxiliar a todos os seus irmãos, de forma indistinta. Santidade conquanto ensinava a constante depuração psicológica e espiritual, não através de orações externas e condutas pautadas na repressão, mas sim por meio de um profundo auto-conhecimento da origem dos erros (pecados) cometidos, de modo a não mais cometê-los. E Castidade no sentido científico da palavra, ou seja, através da preservação, transmutação e correto direcionamento das energias criadoras. Os gnósticos antigos pregavam o uso correto da energia das polaridades masculina e feminina, em comunhão sexual, para o desenvolvimento integral do homem e da mulher, em contraste com o celibato (abstinência sexual), então pregado pelo nascente e fanático clero romano. No presente esses mesmos conceitos permeiam o Gnosticismo. Restaurada por Samael Aun Weor, a Gnose ensina nos dias de hoje como a ciência, a filosofia, a arte e a mística podem, em conjunto e de forma equilibrada, levar o ser humano a estados mais avançados de consciência, a se auto-conhecer e a se auto-transformar profundamente. A Caridade dos antigos gnósticos transformou-se em Serviço pela Humanidade, ou seja, para um gnóstico moderno estão sempre presentes os sentidos e deveres de cooperação, de consciência grupal, de ética para com o outro, de ajuda mútua e de disponibilidade para com as pessoas carentes (em todos os sentidos). O gnosticismo moderno não prega a Caridade apenas como meio de pagar o karma ou de exercitar a auto-disciplina, justamente por compreender a fundo que todos somos células de um único e divino organismo, e que é dever de cada um de nós trabalhar pelo crescimento do outro. A Santidade dos antigos sábios verteu-se para a Moderna Psicologia do Auto-conhecimento, quando, como na Psicologia Budista Tibetana, o aspirante à gnosis estuda profundamente as manifestações de nossos defeitos psicológicos (o ego) no intuito de compreendê-las e mudá-las radicalmente. Eis aí o conceito tão propalado pelos budistas de “aniquilação do ego para a libertação do sofrimento”. A Castidade dos gnósticos de outrora hoje reveste-se com a roupagem da Alquimia Sexual, do Tantrismo Branco, do uso da Sexualidade Sagrada. Para um gnóstico moderno o Matrimônio é uma forma de evolução espiritual, onde a fidelidade, o amor e a transmutação das energias sexuais são condições imprescindíveis para a evolução integral do casal. Mas as verdadeiras pérolas da Gnose Moderna estão na forma como esses conceitos, chamados Três Fatores para Revolução da Consciência, são abordados de forma científica, filosófica, artística e mística. Sérgio Linke Engenheiro e instrutor Associação Gnóstica de Brasília
Cristais: Como operam nos Ambientes e no ser Humano
Os Cristais Trabalhando Pelo Ser Humano Quando ouvimos falar em cristais já nos lembramos delindas formações cristalinas pontiagudas e brilhantes (drusas), ou de coloridos e multifacetados bastões cristalinos que parecem ter sido lapidados pelo homem. Entretanto, além das aplicações energéticas dos cristais para harmonização de ambientes e pessoas, há vários outros usos dos cristais nos recursos tecnológicos que dão conforto à vida moderna: nos chips que controlam computadores e relógios; nos monitores de televisão e de microcomputadores; nas substâncias químicas presentes em remédios alopáticos e homeopáticos; em materiais de construção como concreto, cerâmicas e paredes de alvenaria. Também os cristais são imprescindíveis à vida, pois é através deles que há o necessário equilíbrio no sangue e na linfa para que os nutrientes alimentem nossas células. Desequilíbrio de cristais no corpo significa doença. Detalhando um pouco mais as aplicações energéticas dos cristais, citamos abaixo como podem atuar esses verdadeiros tesouros da natureza. Todo cristal possui uma vibração, vale dizer, uma energia pulsante dada por sua estrutura cristalina, onde os átomos de silício e outros componentes se arranjaram de forma perfeita durante milhões de anos sob condições especiais de temperatura e pressão. Esta vibração, irradiada para o ambiente e detectável pela radiestesia (uso de pêndulo ou outros instrumentos), pode ser utilizada para energizar e equilibrar as pessoas à sua volta. Cristais de Quartzo Branco, por exemplo, harmonizam ambientes através de sua potente vibração. Um cristal também possui uma energia da forma, dada por suas pontas, suas faces e sua estrutura cristalina, a qual é capaz de gerar, captar e irradiar energias, o que também pode ser utilizado para a harmonização dos ambientes e pessoas. É um verdadeiro “efeito antena” cristalino. Bastões multifacetados têm a capacidade de concentrar a energia do cristal em sua ponta. Outra forma de atuação dos cristais é sua energia acumulada, ou melhor dizendo, “programada” por uma pessoa experiente. Sabemos que a energia vital e psíquica pode ser moldada, direcionada e concentrada em elementos de acumulação, como os cristais. Calcitas são especialmente indicadas para esta aplicação, devido à sua permeabilidade energética. Todo cristal também possui uma cor, isto é, a energia eletromagnética dada pelo comprimento de onda da luz irradiada por ele. Dessa forma, todo cristal é potencialmente um instrumento cromoterápico. Por isso cristais vermelhos são ativantes, cristais azuis são calmantes e cristais da cor amarela levam à inteligência e à reflexão. Numa oitava superior, no uso da chamada Elementoterapia ensinada pelo mestre gnóstico Samael Aun Weor, é possível programar, ou melhor, encantar a energia inteligente contida num cristal. Com isso queremos dizer que, mediante determinados princípios e fórmulas especiais, é possível colocar o Elemental de um cristal ao nosso inteiro dispor. Elementais de ametista, por exemplo, são excelentes purificadores de ambientes. Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da AGB
O que é Gnose
O QUE É GNOSE Gnose significa literalmente conhecimento. Mas como bem definiram os filósofos clássicos gregos, é um tipo de conhecimento superior, baseado na vivência e na tomada de consciência dos aspectos essenciais da vida e de nossa relação com as leis superiores. Originada na experiência direta, a Gnose não tem dogmas ou outros impositivos teológicos ou filosóficos. Por isso muitos estudiosos de todos os tempos definiram a Gnose como uma revelação interior, um conhecimento consciencial advindo do contínuo exercício psicológico, científico, filosófico, artístico e místico. Dessa forma, é imprecisa qualquer definição que limite a Gnose a uma religião, ou uma filosofia, ou ainda uma ciência, ou mesmo uma expressão da arte. Na realidade a Gnose é tudo isso ao mesmo tempo, de forma equilibrada e dinâmica. Para atingir a revelação interna e a chamada Auto-Gnose, o gnosticismo tem três grandes pilares: 1º) trabalho psicológico contínuo de auto-conhecimento e de auto-transformação, objetivando a eliminação dos defeitos humanos (orgulho, inveja, luxúria etc) e a alimentação e fortalecimento das virtudes da alma (humildade, coragem, respeito ao sexo etc.); 2º) trabalho energético constante para a transmutação das energias criadoras – aquilo que muitos chamam no oriente de tantrismo branco; e 3º) servir a humanidade de forma desinteressada, mediante o exercício da compaixão, da caridade e do auxílio a todos os seres. Portanto, o aspirante à Gnose é um inquieto buscador que trabalha constantemente sobre si mesmo, perscrutando as profundezas de seu próprio Ser em busca da Auto Realização Íntima, algo que está muito além (porém sem prescindir) da mera saúde física, do conforto físico e da inquietude espiritual. Valendo-se de ferramentas metafísicas que vão da Meditação à Projeção Astral, da Psicologia Tibetana à busca pelo estado de felicidade real e interna chamado de Nirvana, dos exercícios respiratórios e mântricos para equilibrar os corpos sutis a avançadas técnicas de Alquimia Sexual, a Gnose tem um cabedal maravilhoso e prático de técnicas para o Despertar da Consciência de seus praticantes. Por isso em algumas épocas de nossa história os gnósticos foram incompreendidos, caluniados e perseguidos, como ocorreu na época dos primeiros cristãos, da inquisição e dos cátaros albigenses, somente para citar três exemplos mais conhecidos. No próximo dia 9 de julho, sempre às 3as feiras das 19h30 às 21h00, a Associação Gnóstica de Brasília iniciará em sua sede na 703 Norte sua 21ª turma do Curso de Gnose, com 27 aulas e 9 meses de duração. Neste curso serão abordados de forma didática e prática os principais tesouros gnósticos. Sérgio Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Brasília
A Mulher como Arquétipo do Eterno Feminino de Deus
A MULHER COMO ARQUÉTIPO DO ETERNO FEMININO DE DEUS Maio é o mês das mulheres, das mães, das noivas, época em que a energia feminina é exaltada. Mas qual a origem do mês de maio levar este nome e ser o mês da mulher? Quais os mistérios que entrelaçam maio, a mulher, as mães? As tradições gnósticas estudam profundamente os mistérios da mulher, enfatizando ser o Eterno Feminino de Deus a energia universal que gera, nutre e absorve tudo que existe. Aliás, cabe aqui lembrar que os gnósticos dos primeiros séculos cristãos foram taxados de hereges – e brutalmente perseguidos, justamente por isso: por entenderem, ao contrário do clero fanático da época, que a mulher era divina (e não diabólica), inspiradora (e não tentadora) e que poderia ser mestra e sacerdotisa (e não apenas uma serviçal inferior). Samael Aun Weor, mestre gnóstico do século XX, fez uma releitura atualizada das tradições gnósticas através dos aspectos de manifestação do Eterno Feminino de Deus, esclarecendo que a mulher é a divina potência redentora para a autorrealização do casal. Para ilustrar esta visão gnóstica de Samael perscrutando as virtudes e as manifestações divinas do feminino,verifiquemos o que algumas das diversas tradições ensinam sobre a sabedoria das deusas femininas. No Egito antigo a deusa Maat, deusa da sabedoria e da Lei, oficiava as cerimônias de pesagem do coração, onde as ações do morto eram avaliadas com uma balança que comparava o peso de seu coração a uma pena de ave. Note a semelhança do nome Maat (pronuncia-se maiat) e o nome do mês Maio. Interessante também é o fato do número de Maatnos Arcanos Egípcios ser o 5, força que denota a ação da Lei no próprio Tarot Egípcio. Veja a profunda relação entre Maat, a Lei, a mulher como fazedora da justiça, o número 5 e o quinto mês do ano – maio. Note também que até hoje o símbolo da justiça é uma mulher com uma balança nas mãos… Na Grécia as tradições maáticas egípcias tomaram a forma da deusa Maya, senhora da primavera (cujo apogeu é no mês de maio no hemisfério norte), representando a fecundidade e a renovação da vida. Maya também é mãe de Hermes, deus da sabedoria. A Maya grega, de onde provém diretamente o nome do mês das mulheres, representa em síntese a vida e a sabedoria. Esta mesma sabedoria é representada por outra deusa grega, Sophia, que significa literalmente sabedoria, como na palavra filosofia (“amigo da sabedoria”). Para os gnósticos Pistis-Sophia, literalmente fé-sabedoria, significa que a Fé Consciente está na Sabedoria, e não na fé dogmática ou cega como pregam as religiões confessionais. Já na Índia, Maya representa um outro aspecto da energia feminina: a ilusão da materialidade, reportando-se à matéria como princípio feminino, através do qual o mundo foi gerado. O próprio termo matéria origina-se de “máter”, mãe. Aqui a Maya indiana denota a força que leva à manifestação material, tal qual a Prakriti dos Vedas ou a Geb egípcia (Gaia para os gregos – deusa da Terra, de onde vem o étimo de palavras como geografia ou geologia). De todas essas e de muitas outras deusas milenares observamos o poder da mulher de transformar a humanidade, dando-lhe vida, sabedoria, amor, justiça e materialidade. A mulher é realmente a senhora da transformação, aquela capaz de gerar, gestar, parir, nutrir, educar, manter e absorver todas as criaturas: de homens a deuses; da natureza terrestre a universos inteiros… Os verdadeiros homens e mulheres de sucesso são aqueles que harmonizam e desenvolvem os potenciais arquetipais do Eterno Feminino e do Eterno Masculino, faces dessa Inteligência Dinâmica Universal que chamamos Deus. Isso nos leva a uma incômoda indagação: como estarão homens e mulheres utilizando esta força universal de transformação feminina? De forma construtiva ou de forma destrutiva? Neste mês de maio, de Maya e de Maat, pense e sinta isso: a mulher tem o poder universal da transformação através do amor. Observe este poder, valha-se dele, invista nele, respeite-o, compartilhe-o com as mulheres de sua vida ! Sérgio Geraldo Linke é engenheiro e vice-presidente da Associação Gnóstica de Brasília
Ser Criança
Os Melhores Mestres Outubro é o mês da criança, época que voltamos nossos olhos para os pequenos e retornam ao nosso coração a ternura de belas memórias dos tempos em que não tínhamos preocupações, compromissos ou responsabilidades. Um tempo em que nos ocupávamos apenas de brincar e de estar com as pessoas com quem podíamos nos divertir. O que poucas pessoas sabem é que este arquétipo infantil de liberdade, de espontaneidade e de ludicidade está presente em todas as culturas e religiões como referência para a felicidade, para a divindade e para os paraísos celestiais. Disse o Cristo Jesus nos evangelhos apócrifos (aqueles não alterados por algumas instituições religiosas): deixai vir a mim as criancinhas, pois é dos que são como elas que é o reino dos céus. Ou seja, os céus são para as pessoas – mesmo adultas, com estado de espírito infantil, livre, espontâneo. Quem não se recorda do menino-azul Krishna, que travesso brincava com animais, plantas e riachos como se fossem seus amigos de infância e os tratava como irmãos menores ? Uma das principais virtudes das crianças é a confiança. Um menino de sete anos não está preocupado se há comida, se há abrigo, se haverá dinheiro para a roupa: ele simplesmente confia no provimento de seu pai e de sua mãe. Outra característica admirável das crianças é a liberdade, manifesta como a autorização para tudo fazer, para agir e ser desprendido de tudo, não se incomodando com o que os outros dirão, qual será seu julgamento, o que isso poderá prejudicá-la no futuro. Este desapego, esta livre-iniciativa, esta falta de amarras e de pré-conceitos deixa a criança solta para agir dentro de seus domínios. A espontaneidade nas crianças é algo digno de nota. Elas não avaliam os impactos de suas falas, de seu jeito, de suas ações. São desprovidas de dogmas sociais e de convenções morais. Não estão preocupadas em magoar, em dissuadir, em não serem sinceras. Sinceridade e espontaneidade caminham juntas na pureza de uma criança. Entre tantas, talvez a pureza das crianças seja a virtude que nós adultos mais admiramos. Uma menina de três anos, por exemplo, parece um ser que acabou de sair do paraíso. Não julga, não compara, não se preocupa. Sua função é brincar e descobrir o mundo. Aprender a viver e a ser feliz. Ocorre que com o tempo, com os maus exemplos, com a rudeza do mundo, com a exploração pelos adultos, as crianças deixam esse estado elevado de consciência e se tornam desconfiadas, presas, condicionadas e impuras. Perdem o estado edênico. Isso também é devido à má educação psicológica dada pelos adultos: ao invés de ensinarmos as crianças com o exemplo, as forçamos a fazer coisas que nós mesmos não fazemos; ao invés de mostrarmos para elas como é melhor não julgar os outros, respeitando-os em suas opções e limitações, nós, adultos, desde cedo plantamos nas mentes e corações infantis os vermes do julgamento dos demais, da comparação, da maledicência… Este é o mundo que estamos criando. Com nossos maus exemplos. Talvez por isso os Mestres da Humanidade sempre se referem às crianças para dar uma idéia aos adultos do que é o paraíso e do que é uma consciência livre. Por isso os caminhos espirituais que conduzem verdadeiramente à felicidade ensinam como conquistar o espírito infantil, enriquecido com a experiência e a sagacidade do adulto. A gnose, como busca pela sabedoria sintética, divulga técnicas especiais para que conquistemos este estado infantil, mediante o despertar da consciência e a busca pelo Íntimo ou Essência, ou, nas palavras de Samael Aun Weor – mestre gnóstico do século XX, este Ser dentro de nós que é um verdadeiro exército de puras crianças. Sérgio Geraldo Linke Presidente e Instrutor da Associação Gnóstica de Brasília