Como será a futura Civilização Humana na Idade de Ouro ?

Como será a futura Civilização Humana na Idade de Ouro ?

Nesta série de cinco artigos, estamos analisando o Futuro da Humanidade.
Em nosso primeiro texto abordamos O Estágio Atual da Humanidade, no segundo escrito analisamos a Ciência da Futurologia e as Fontes Proféticas, com o que elas nos reservam.
No artigo 3 estudamos nossos irmãos do Cosmos, abordando a Ufologia Gnóstica como 3ª via em relação à ufologia científica ateísta e à ufologia mistificadora.
Continuando nossa série de artigos, agora neste 4º escrito estudaremos como será a Futura Idade de Ouro, analisando os caminhos e até tendências disruptivas necessárias para chegar a esta idade de Consciência e Felicidade.
Finalizaremos esta série sobre o Futuro da Humanidade com um próximo 5º artigo, o qual sintetizará todo o trabalho de autorrealização espiritual, ensinando uma maravilhosa prática de Conexão com o Logos Solar, com a Divindade do Sol que nos nutre e mantém.
Nossa abordagem se harmoniza, como nos outros artigos, num tripé composto por (I) definições claras e não mistificadas, (II) conclusões sérias de estudiosos de várias áreas (futurologia, história, antropologia, sociologia, psicologia, tradições iniciáticas) e (III) a análise gnóstica profunda e sistêmica dos aspectos relatados nos cinco artigos que são objeto desta série sobre o Futuro da Humanidade.

Possuímos Tecnologia Civilizatória para bem utilizar a Tecnologia Científica ?

Muitas profecias e religiões falam da Idade de Ouro, da Jerusalém Celestial, de um mundo transformado onde as pessoas viverão em paz e felicidade, onde não há egoísmo, crimes, apego, competição, sofrimentos. Ou ainda, numa visão teológica, num paraíso que depende da salvação “quando Jesus voltar” ou “quando o Budha Maytreia se manifestar ao mundo”, só para citar duas expressões religiosas.
Com base nas tradições iniciáticas que falam da Psicologia do Autoconhecimento, da religiosidade mística prática, sabemos que o ser humano tem um EGO, no sentido de defeitos psicológicos que levam a atitudes danosas, como a inveja, a vaidade ególatra, o consumismo inconsciente, a competição destrutiva, a ambição desmedida, a ira, a violência, o preconceito etc.
Este ego é o responsável por todo o sofrimento humano e pelo karma das pessoas. Não sejamos ingênuos a ponto de acreditar que teremos um mundo paradisíaco com as pessoas entregando-se cada vez mais aos seus desejos, às suas ambições e apegos, destruindo o planeta, esquecendo-se da alma que trazem dentro de si e desprezando outros seres.
Somente teremos um mundo melhor se o ser humano se transformar profundamente, eliminar seus defeitos (egos) e desenvolver suas virtudes. E isso não é uma questão meramente moral ou religiosa. É preciso trabalho sério, profundo, com métodos de autoconhecimento e autotransformação. A Gnose ensina esses métodos.
A tecnologia externa (automatização da produção de alimentos, robotização, busca de outros planetas, drogas maravilhosas, inteligência artificial, engenharia genética) não fará o trabalho psicológico e espiritual por nós. Claro que deveremos sim aproveitar as benesses da tecnologia externa, mas desenvolvendo também nossas potencialidades espirituais por meio da tecnologia interior.
Aliás, essas ferramentas da “cega ciência atual” se constituem não só em revoluções civilizatórias assombrosas e disruptivas, mas também em verdadeiros perigos se aplicadas com falta de ética (busca do bem comum) e com fins egóicos e comerciais, como é o caso da exploração (e também destruição) de outros planetas, da criação de organismos geneticamente alterados e da inteligência artificial como ferramenta de ilusão e de perda de humanidade nas relações. Há ainda a sombra do iminente Matercídio Planetário a que estamos sujeitando a Terra, com nosso consumismo inconsciente que pode tornar inabitável nosso belo globo azul. As grandes alterações climáticas estão aí para atestar.
Tecnologia sem espiritualidade é suicídio civilizatório. Leva às guerras, à supremacia de alguns sobre outros, à acumulação de riqueza em poucos e à grande pobreza na maioria.
Necessitamos de Tecnologia Psicológica, de Técnicas Espirituais, como a Gnose.
Não é possível termos um jardim de flores a partir de um terreno cheio de pragas. Primeiro é necessário limpar o terreno, remover as pragas, que neste caso são o egoísmo humano (medo, orgulho, ambição, vaidade, preguiça, luxúria, inveja e tantos outros).
Somente teremos uma Idade de Ouro quando as pessoas manifestarem mais virtudes que egos, quando entenderem que a Terra é um organismo vivo e que nossa existência física é uma etapa em nosso caminho de aperfeiçoamento espiritual, o qual deve ser ativo e inteligente, constante e metodológico, auto-aplicado e concretizado em nossas palavras, pensamentos e atos.
Por isso que o mestre gnóstico contemporâneo Samael Aun Weor afirma: somente “aqueles que tenham eliminado 50% dos elementos indesejáveis (egos) que carregam em seu interior poderão ser selecionados” para a nova civilização, arrematando ainda que “na sexta raça raiz (estamos atualmente na quinta) não será dado corpo a ninguém que ainda tenha Ego”.
Note, querido estudante, que o Mestre de Aquário não fala de cristãos, muçulmanos, budistas, gnósticos… Ele aponta diretamente para quem tenha menos ego, menor quantidade de defeitos humanos, ou, olhando por outro lado, que manifeste mais virtudes. Isso é uma questão psicológica.
Eliminar o ego é um trabalho ativo, constante, individual, iniciático, com os Três Fatores de Revolução da Consciência: Morte Mística, Nascimento Alquímico e Caridade Universal.
Portanto, a Gnose não é apocalíptica, o gnosticismo não ensina que merecemos ser castigados; ela é otimista, trabalhando para que cada pessoa desperte a consciência e seja assim preparada a humanidade para a futura 6ª Raça Raiz, a Koradi, a Idade de Ouro.
Esta visão também não é para pessoas que somente pensam nesta vida atual, nesta sua profissão, nestes seus parentes, neste seu nome; é preciso vislumbrar o futuro.
Na realidade, no caminho iniciático uma existência física (como homem ou mulher, africano ou asiático, rico ou pobre) só tem valor se trabalharmos sobre nós mesmos, se despertarmos a consciência. Caso contrário, uma vida será somente mais um ciclo da existência, um pagar karmas e receber darmas na Roda de Samsara (nascimentos e mortes).

A Futura Idade de Ouro da Humanidade

A Idade de Ouro deverá ser iniciada por pessoas auto-selecionadas (que trabalharam e trabalham intensamente sobre si mesmas), após as purificações planetárias que são necessárias devido à flagrante e crescente degeneração da humanidade, conforme abordamos em artigos anteriores.
Para abordarmos algumas características dessa nova civilização “sem ego” e com “muitas virtudes pessoais e sociais”, nos valeremos de duas fontes.
Primeiro as tradições e sábios que descrevem civilizações de ouro como os hiperbóreos, os lemurianos antes da transgressão sexual e da expulsão do paraíso, e até as civilizações primordiais do Egito e da Grécia, quando havia mais consciência nos humanos.
A segunda fonte é justamente da Ufologia Gnóstica, como aqueles relatos sérios que descrevem civilizações extraterrestres altamente desenvolvidas.
Mas vamos então à descrição de alguns aspectos da futura Idade de Ouro, sob a óptica gnóstica.
O INDIVÍDUO: Numa civilização de seres conscientes os indivíduos são diferentes do que conhecemos agora. Cada ser humano zela profundamente por sua psique, seus valores anímicos e espirituais. Um lemuriano ou um venusiano não deixam o ego se criar, não deixam esta praga psicológica se alastrar pelos jardins da alma. Um ser desperto não se fascina com seus sentidos ilusórios, não julga os demais, não agride a natureza; ele tem aquilo que chamamos de ética-espiritual, que consiste em fazer o bem pela Obra do criador. O que tem valor é a divindade no outro, não seu corpo bonito ou seu carro, ou seus títulos ou sua conta bancária.
Um homem ou mulher de Júpiter, de Marte (ou do Egito Primordial) não tem (tinha) ego, somente manifestava virtudes como generosidade, alegria, paz, diligência, humildade, respeito por tudo, gratidão, compaixão e tantas outras flores de almas luminosas.
ORGANIZAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA: Numa civilização humana espiritualmente avançada a sociedade é completamente diferente do que conhecemos. A família é profundamente respeitada, aliás todos se entendem como uma grande família, a começar pelos que coabitam na mesma casa, que normalmente são consanguíneos (pais e filhos).
A gestão comum ou pública (política) é efetuada por conselhos de sábios, pessoas experientes que se entregam ao serviço comum como a um sacerdócio. Numa humanidade avançada não há gestores públicos com ego ou interesses pessoais ou de lobbys. Não há vereadores, deputados e senadores (“representantes do povo”), como defensores de setores da sociedade ou de estados – pois não há estados e toda sociedade é consciente e igualitária.
Não há eleições. Não há repartições públicas. Apenas verifica-se diretamente (todos são clarividentes) quem tem maior nível de consciência desperta, vale dizer, menos egos e mais virtudes, e esta pessoa se encarrega de operar as melhores decisões para a sociedade. São os sábios que coordenam a sociedade.
Não há prisões, polícia, juízes ou advogados (pois não existem crimes e nem disputas). O direito é a ética em respeitar as leis divinas e a liberdade do outro, não há necessidade de interpretações humanas.
ORGANIZAÇÃO PRODUTIVA E ECONÔMICA: nas humanidades que estão em Idade de Ouro não há dinheiro, não há bancos, não há mercado financeiro, ações, moedas a comprar e vender. Não há trabalho para nutrir vícios ou inutilidades, como indústrias e comercialização de álcool, drogas, cigarros, jogos de azar, cosmética da vaidade. Não existem também impostos, máquina estatal, controles, contabilidades, propaganda, programas egóicos de TV, redes sociais inconscientes e monetizadas, influenciadores digitais, arte como músicas que incitam a dor e a vingança, a “sofrência”. Não há forças armadas, polícia, pois as sociedades avançadas não necessitam. Não há consumismo exagerado, pois as pessoas são felizes pelo que são e pelo que realizam, não pela aparência exterior.
Não há salário, não há cartão de crédito. Não há empresários, acionistas, empregados, assalariados, sindicatos, justiça trabalhista.
Inacreditável ? Veja só, caro estudante: você pode criar alfaces, as colhe e leva ao supermercado. Alguém que precise de alfaces simplesmente vai no ponto de entrega e pega, não precisa pagar. Você pode ser um empresário de computadores, tem inteligência e vocação para isso: monta a fábrica tudo de graça, recruta operários (sem salários) e produz computadores, sem pagar impostos ou ganhar dinheiro (pró-labore) com isso, pois não há dinheiro. Você simplesmente produz em sua fábrica de computadores, os dá de graça e também pega sem pagar tudo o que precisa (escola para filhos, transporte, alimentação, insumos para a fábrica).
Os gestores públicos apenas administram a distribuição do trabalho, quando necessário para equilibrar se há mais produtores de alfaces que de computadores.
Neste sistema produtivo, o rendimento é altíssimo pois não há máquina estatal, não há impostos, não há fiscalização, não há sonegação fiscal, não há enriquecimento ilícito, pois as pessoas não trabalham para ficarem ricas. Todos são ricos, todos têm de tudo.  Ninguém trabalha para enriquecer outros ou para sustentar inutilidades como consumismo inconsciente ou controles estatais.
Todos trabalham pouco (menos de 3 horas por dia), não ganham salários e todos podem dispor de tudo, sem pagar. Sua profissão é seu sacerdócio, é sua contribuição à sociedade que precisa de seu trabalho. Seu trabalho, sua contribuição, são sagrados.
As outras 21 horas diárias que sobram são distribuídas em descanso, desenvolvimento espiritual, lazer, família, amizades, educação, aprimoramento profissional etc. E todos são assim. Não há quem ganhe mais ou menos, todos trabalham o mesmo e todos não têm dinheiro ou propriedades. Nada de capitalismo ou socialismo – ambos filhos do ego. É uma sociedade consciente, sem ego, sem luta de classes, sem investidores, que almejam lucro, sem competição pelo dinheiro. As pessoas se dedicam a serem felizes e a nutrirem suas almas. Todos se respeitam e todos são ricos, mas sem dinheiro e patrimônio.
EDUCAÇÃO: a educação numa sociedade de ouro foca em três aspectos: 1) eduzir (despertar e desenvolver) as potencialidades anímicas, espirituais; 2) ensinar a vida em sociedade, a ética e o respeito pelos seres e pela natureza; 3) treinar uma profissão que a pessoa tenha aptidão, talento e vocação para exercer. A esta pessoa se ensinam novas técnicas, itens de segurança, responsabilidades, controle de qualidade, cadeia produtiva, logística etc. Não há provas, vestibulares, ENEM, concursos públicos, entrevistas para empregos, demissões, previdência social, fundo de garantia. Tudo isso são gastos inúteis, acumulação para alguns, medo do futuro, coisas do ego.
Numa sociedade avançada as pessoas não competem, elas cooperam; os seres humanos não se escravizam no estudo e no trabalho, eles sabem a parte que devem contribuir à sociedade; as pessoas não precisam acumular dinheiro, elas confiam na sociedade que não tem dinheiro. Não há proventos de aposentadoria, uma pessoa trabalha aquelas poucas horas por dia até quando quiser, quando sua saúde e prazer permitirem, conquanto seu quinhão para a sociedade tenha sido dado.
CIÊNCIA: a ciência numa Civilização Áurea é aplicada em tecnologia espiritualizada, pois conhece e constata Deus em tudo. Os seres humanos das civilizações despertas são clarividentes, clariaudientes, lembram-se de suas vidas passadas, sabem das relações anteriores com todos em vidas passadas, eles vêm os elementais nas plantas, nos animais, nas pedras, nas montanhas. Apesar de se cuidar muito da saúde, não se dá prioridade a ter ou não ter corpo físico, pois ele é apenas um estado mais denso da alma. Não há doenças, pois não há egos. Não há indústria médica-farmacológica. Não há exploração do próximo com produtos inovadores para ganhar dinheiro, pois não há dinheiro. Não há corrida tecnológica com armas, drogas e conquista espacial, pois não existem guerras, países, bandeiras, necessidade de usar psicotrópicos para experimentar os mundos sutis.
RELIGIÃO:  a religião numa humanidade de ouro é científica e a ciência é espiritual. Não se trata de acreditar em um Deus e rezar para ele.
Os seres humanos autorrealizados da Idade de Ouro invocarão as divindades com o verbo de ouro e os deuses e deusas se materializarão para eles, diretamente, sem dogmas, crenças, livros, intermediários, sacerdotes e sacerdotisas, sem igrejas e templos. A natureza é o grande templo dos despertos de consciência. Todos os humanos são sacerdotes e sacerdotisas, pois têm suas faculdades psíquicas desenvolvidas e despertaram a semente divina (Budhata) dentro de si mesmos.

Utopia esotérica ? Otimismo científico exagerado ? Apocalipse anunciado ?

A essas alturas nosso leitor deve estar de boca aberta… Será que isso já existiu ? Será que um mundo assim é possível ?
Nossa resposta gnóstica: já foi assim em alguns períodos da humanidade terrestre e assim será no futuro, após a purificação planetária e a seleção dos mais conscientes.
O que fazer então ? Como se preparar para esta nova civilização ?
São duas exigências apenas, caro estudante: elimine seu ego e sirva consciente e integralmente a todos os seres !
Quanto menos ego têm as pessoas de uma civilização, mais avançada ela é.
Quanto mais ego têm os seres humanos de uma civilização, mais degenerada ela é – como a nossa atual. A humanidade vira uma praga e se auto-elimina.
Para conquistarmos uma sociedade paradisíaca é necessário primeiro eliminarmos o inferno que temos dentro de nós mesmos – o EGO.
Por isso reafirmamos: a vivência gnóstica é a vanguarda civilizatória da humanidade.
Somente assim mereceremos e conquistaremos a Idade de Ouro da humanidade.
Comece agora, estude seu ego e o elimine; sirva de forma desinteressada a todos os seres !
Assim você já estará vislumbrando, em suas próprias ações, a Futura Era Luminosa da Humanidade.

Sérgio Linke é engenheiro e instrutor de Gnose em Fortaleza, Ceará, Brasil

Gnosticismo, Agnosticismo, Ateísmo, Ceticismo e o Propósito da Vida

Gnosticismo, Agnosticismo, Ateísmo, Ceticismo e o Propósito da Vida Ao longo da história, o ser humano sempre buscou respostas para as grandes questões da existência: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Qual é o sentido da vida? Diante dessas perguntas fundamentais, surgiram diferentes posturas filosóficas e espirituais. Entre elas, destacam-se a Gnose, o Agnosticismo, o Ateísmo e o Ceticismo, que partem de preocupações semelhantes, mas conduzem a compreensões muito distintas sobre o conhecimento, a verdade e a realidade espiritual. A palavra gnose vem do grego gnosis, que significa conhecimento vivido e experimentado. Para a Gnose, conhecer não é acreditar nem especular, mas despertar a consciência por meio da experiência direta. A Gnose afirma que o ser humano pode conhecer a si mesmo, compreender o sentido da vida e acessar a dimensão espiritual através de um trabalho interior profundo. Por isso, a Gnose entende que o propósito da vida é o despertar da consciência, que conduz a uma felicidade real, estável e consciente, e não apenas emocional ou material. O agnosticismo, por sua vez, tem origem no termo grego a-gnosis, que significa “não conhecimento”. Trata-se de uma posição filosófica que sustenta que as verdades últimas da existência (como Deus, o absoluto ou a realidade espiritual) não podem ser conhecidas com certeza pelos meios humanos atuais. O agnóstico não afirma nem nega a existência do divino; ele reconhece os limites do conhecimento humano e suspende o juízo diante do metafísico. O ateísmo segue um caminho diferente. Enquanto o agnosticismo se concentra nos limites do conhecimento, o ateísmo assume uma posição afirmativa ao negar a existência de Deus ou de qualquer princípio espiritual transcendente. Para o ateu, a realidade se explica exclusivamente por causas materiais, naturais ou sociais. Assim, o ateísmo não é apenas dúvida, mas uma convicção baseada em uma interpretação específica da realidade. Já o ceticismo ocupa uma posição ainda mais ampla e crítica. O cético questiona não apenas as crenças religiosas ou espirituais, mas também qualquer afirmação que não possa ser verificada de forma rigorosa. O ceticismo enfatiza a dúvida metódica e a investigação constante, funcionando muitas vezes como um freio contra dogmas, ilusões e verdades absolutas aceitas sem reflexão. No entanto, quando levado ao extremo, pode resultar em uma postura de descrença generalizada e paralisação existencial. É justamente nesse cenário que a Gnose se distingue. Diferente do agnosticismo, a Gnose afirma que o conhecimento espiritual é possível; diferente do ateísmo, ela não nega a dimensão divina; e diferente do ceticismo radical, ela não se limita à dúvida. A Gnose propõe um caminho experimental, no qual cada pessoa é convidada a verificar por si mesma, por meio da transformação interior, aquilo que antes parecia inacessível. Segundo a tradição gnóstica, o despertar da consciência ocorre através da chamada Revolução da Consciência, fundamentada na eliminação dos defeitos psicológicos, no nascimento espiritual por meio do uso consciente das energias criadoras e no serviço desinteressado à humanidade. Esse processo conduz o indivíduo a compreender o verdadeiro propósito da vida, transformando a existência mecânica em uma jornada consciente e significativa. Embora o termo gnose tenha origem grega, esse conhecimento se manifesta nas grandes civilizações da humanidade. No Egito Antigo, nos Mistérios de Ísis e Osíris; na Índia, por meio do caminho do conhecimento (jñāna); entre os maias, através da relação sagrada entre o ser humano, o tempo e o cosmos; e na Grécia, nos Mistérios de Elêusis. Todas essas tradições apontam para a mesma verdade essencial: o ser humano pode despertar sua consciência e realizar sua essência divina. O gnosticismo primitivo, que floresceu nos primeiros séculos da era cristã, expressou essa busca pelo conhecimento interior por meio de símbolos, mitos e ensinamentos esotéricos. Para os gnósticos antigos, a salvação não vinha da crença cega nem da obediência externa, mas do conhecimento direto (a gnose que libertava a alma da ignorância e do sofrimento). Esses ensinamentos estiveram presentes em diversas escolas gnósticas e dialogaram com tradições do Egito, da Grécia, da Pérsia e do Oriente. Com o passar dos séculos, muitos desses conhecimentos foram perseguidos, fragmentados ou ocultados, mas a essência da Gnose permaneceu viva nas tradições iniciáticas do mundo. No século XX, esse legado foi sistematizado e atualizado na chamada Gnose contemporânea, especialmente por meio dos ensinamentos de Samael Aun Weor, que apresentou a Gnose como um caminho prático, universal e acessível ao ser humano moderno. Segundo a Gnose contemporânea, o despertar da consciência ocorre por meio da Revolução da Consciência, sustentada por três pilares fundamentais: a morte psicológica dos defeitos internos, o nascimento espiritual por meio do uso consciente das energias criadoras e o sacrifício desinteressado pela humanidade. Esse trabalho interior conduz o indivíduo a compreender o verdadeiro propósito da vida e a experimentar uma felicidade consciente, profunda e duradoura. Por fim, podemos afirmar que a Gnose reconhece o valor do questionamento, da razão e da investigação crítica, mas afirma que o conhecimento mais profundo não nasce apenas do intelecto, e sim da experiência consciente. Por isso, ela não se impõe como crença ou religião dogmática, mas como um caminho de autoconhecimento e vivência direta da verdade. Enquanto o agnosticismo afirma “não é possível saber”, o ateísmo declara “não existe” e o ceticismo questiona “como posso ter certeza?”, a Gnose responde: “é possível saber, desde que o ser humano desperte sua consciência”. A Associação Gnóstica de Brasília (AGB) dedica-se ao estudo, à vivência e à difusão desse conhecimento milenar, oferecendo ferramentas práticas para que cada pessoa possa descobrir, em si mesma, o verdadeiro propósito da vida e o caminho para uma felicidade consciente, profunda e duradoura. Há verdades que não se aceitam por fé nem se negam por dúvida: revelam-se pela experiência !!! (Alessandra Espineli é engenheira, líder gnóstica e instrutora da Associação Gnóstica de Brasília)

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A Sabedoria Iniciática da Grécia e os Mistérios de Elêusis à luz da Gnose Samaeliana

A Sabedoria Iniciática da Grécia e os Mistérios de Elêusis à luz da Gnose Samaeliana Os Mistérios de Elêusis constituem um dos mais elevados e enigmáticos legados espirituais da Grécia Antiga. Durante séculos, esses rituais foram preservados sob voto de silêncio, não por ocultismo arbitrário, mas porque tratavam de experiências internas que só podem ser verdadeiramente compreendidas quando vividas. À luz da Gnose, Elêusis revela um conhecimento prático e transformador, voltado à felicidade real do ser humano e ao trabalho interior sério que a tradição gnóstica contemporânea, a partir dos ensinamentos de Samael Aun Weor, denomina Revolução da Consciência: a morte psicológica dos defeitos, o nascimento espiritual da alma e o serviço desinteressado à humanidade. A tradição eleusina recorria aos mitos, símbolos e ritos como linguagem sagrada para expressar a jornada da alma em sua relação com a matéria, o sofrimento e a possibilidade de retorno à luz. Deuses e deusas eram compreendidos como forças vivas da consciência e da natureza. Deméter, a Grande Mãe, simboliza o princípio criador e sustentador da vida; Perséfone, a consciência humana que experimenta a descida, o esquecimento e a possibilidade do retorno; Hades, o mundo subterrâneo da psique; e Dionísio-Iaco, a força redentora que impulsiona o despertar interior. Esses mitos funcionam como mapas psicológicos e espirituais que indicam ao ser humano a possibilidade de despertar da inconsciência por meio de um trabalho interior consciente. Assim como em outras tradições iniciáticas da Grécia, o caminho eleusino apresenta a queda, a purificação e o renascimento como etapas naturais do desenvolvimento da consciência. A Gnose ensina que essa transformação ocorre por meio da eliminação progressiva dos defeitos psicológicos, do uso consciente das energias criadoras — simbolizadas pelo Eros elevado — e do serviço desinteressado, que reflete a sabedoria prática e ordenadora associada a Atena. Os Mistérios de Elêusis também oferecem uma compreensão profunda dos ciclos da vida e da morte. A condição humana comum é marcada pela repetição inconsciente dos acontecimentos, enquanto o caminho iniciático propõe a possibilidade de agir conscientemente sobre o próprio destino. A lei do karma, longe de ser fatalista, manifesta-se como uma lei de equilíbrio e justiça e pode ser transformada quando o indivíduo assume responsabilidade por seus atos e passa a agir de forma consciente e reta. Outro ensinamento central dessa sabedoria é que céu e inferno não são lugares externos, mas estados de consciência. Os mundos superiores e inferiores coexistem no próprio ser humano, acessíveis conforme o nível de despertar interior. Nesse contexto, aquilo que a tradição gnóstica posterior denomina Lúcifer — o Portador da Luz — encontra, na Grécia Antiga, sua correspondência simbólica em Eósforo ou Fósforo, a estrela da manhã, imagem da força luminosa latente na consciência humana. Quando purificada e elevada, essa energia conduz à ascensão e à iluminação; quando mal conduzida, leva à queda e ao obscurecimento interior. Em contraponto, figuras como Tifão representam as forças caóticas e instintivas da psique, os agregados psicológicos que aprisionam a consciência nos mundos inferiores e que precisam ser reconhecidos e dissolvidos pelo fogo da compreensão. As práticas iniciáticas de Elêusis incluíam vivências profundas relacionadas à meditação, à projeção astral nos mundos sutis (domínio simbólico de Hermes o viajante), ao uso sagrado da imaginação criadora e à magia elemental ligada às forças da natureza. Esses trabalhos tinham como objetivo integrar o conhecimento espiritual à vida cotidiana, promovendo equilíbrio emocional, clareza interior e harmonia nas relações humanas. A iniciação não era um título nem um fim em si mesma, mas um compromisso contínuo com a nossa própria revolução da Consciência. Hoje, a sabedoria de Elêusis permanece viva como um convite ao autoconhecimento e à experiência direta da Gnose em nossa vida. Mais do que um resgate histórico, trata-se de um chamado atemporal àqueles que sentem que a verdadeira felicidade nasce do despertar da consciência e da reconexão com nosso Íntimo e Divindades internas simbolizadas pelos deuses imortais da Hélade. A Associação Gnóstica de Brasília (AGB) convida todos os interessados a aprofundar esse caminho por meio do workshop “Os Mistérios de Elêusis”, no qual esses ensinamentos serão vivenciados de forma prática, simbólica e transformadora. Há conhecimentos que não se explicam: revelam-se quando a alma está pronta para lembrar !!! (Alessandra Espineli é instrutora e estudiosa de culturas antigas pela Associação Gnóstica de Brasília)

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A cura gnóstica da mulher através da relação com o pai: O valor simbólico e material da presença do pai biológico na vida de uma filha

A cura gnóstica da mulher através da relação com o pai: O valor simbólico e material da presença do pai biológico na vida de uma filha Na Psicologia Gnóstica, o pai biológico não é apenas uma figura social ou familiar. Ele representa, para a filha, o primeiro contato com o princípio do Primeiro Logos, aquele que estrutura, sustenta e dá forma à vida no mundo concreto. Simbolicamente, o pai é o arquétipo da Lei que protege, da força que orienta assim como da confiança que autoriza a filha a existir. Quando essa presença é viva, ainda que imperfeita, ela cria na psicologia feminina uma base profunda de segurança ontológica: “eu posso estar no mundo”. Essa autorização silenciosa é decisiva. Enquanto a mãe a introduz no campo do afeto, do cuidado e da vida emocional, o pai cumpre a função simbólica de mediar a filha com o mundo externo: trabalho, realização, limites, responsabilidade e construção. Por isso, a presença do pai não é apenas emocional como também é material. É através do olhar do pai que muitas filhas podem se reconhecer, ainda crianças, como com fundamentos essenciais para sua vida adulta como: dignidade de respeito, capacidade de construir, merecimento de apoio, aptidão para ocupar espaço. Quando esse olhar é de reconhecimento, mesmo em meio a falhas humanas, ele se transforma numa força interna permanente, que acompanha a mulher ao longo da vida como coragem, autonomia e capacidade de enfrentar adversidades. Percebe-se contudo, que quando o pai está ausente, omisso ou quando sua presença é interrompida precocemente, não é apenas a figura humana que se perde. Perde-se também — ou fragiliza-se — o princípio estruturante no psiquismo da filha. Isso pode gerar, ao longo da vida: Não se trata de culpa, mas de compreensão iniciática: o inconsciente busca restaurar o que foi quebrado simbolicamente. O legado que permanece além da morte ou das falhas Quando um filho/filha guarda uma visão consciente do pai, este jamais será reduzido aos seus erros. O que verdadeiramente permanecerá será o legado essencial: a força transmitida, a inteligência herdada, a coragem de existir. Mesmo quando o pai falha materialmente, deixa pendências ou imperfeições, a filha pode, através da voz da Consciência, separar o homem psicológico do princípio paterno que a formou. Essa independência é libertadora pois a filha já não depende mais de provas externas para existir. Ela carrega em si a estrutura que recebeu. Assim, o caminho gnóstico não é o da negação nem da idealização, mas o da integração consciente. Curar a relação com o pai é, portanto: Quando isso acontece, a mulher deixa de buscar sustentação fora e passa a emanar solidez por dentro. Ela não pede autorização para ser alguém. Ela simplesmente “É”. Já a ausência ou o abandono do pai biológico, enquanto não compreendidos, pode gerar, na mulher, egos ligados ao medo de não ser digna, à necessidade de provar valor e ao temor do abandono. Na Gnose, a cura não ocorre pela substituição do pai ausente, mas pela separação entre o homem que falhou e o Arquétipo do Pai Interno, ou seu Real Ser. Ao observar esses egos e fortalecer o reconhecimento e contato com o Pai Interno por meio da Consciência, a mulher deixa de buscar validação externa e passa a amar e vincular-se sem se anular. O abandono perde poder sobre o presente quando ela compreende que não precisa ser escolhida para existir, sentindo-se sustentada pelo próprio Ser. Da mesma forma, a sexualidade feminina não se desenvolve apenas no plano físico ou afetivo; ela nasce também da base simbólica que o pai oferece. Quando a presença do pai é viva, mesmo que imperfeita, a filha internaliza confiança, dignidade e segurança para ocupar seu próprio corpo e seu espaço sexual sem culpa ou medo. Ela aprende a diferenciar amor, desejo e respeito, estabelecendo limites claros e sentindo-se merecedora de experiências saudáveis. Quando o pai está ausente, omisso ou crítico, a sexualidade pode se condicionar ao medo de rejeição, à necessidade de prova ou à insegurança sobre merecimento. E a cura gnóstica neste caso também surge ao reconhecer o Pai Interno: a mulher passa a sustentar seu próprio corpo, desejo e prazer como extensão do Ser, sem depender da validação externa, transformando sua sexualidade em força Consciente e transformadora. Em um sentido mais transcendente, aprofundado nas aulas de Sexualidade Sagrada do Curso de Gnose, o sexo também pode assumir um espaço espiritual na vida da mulher, funcionando como ponte que a eleva ao contato com seu Real Ser. Como verdade iniciática final, pode-se dizer que a filha que reconhece o valor simbólico e material do pai biológico não o aprisiona na memória, mas sim o transcende. Ela compreende que o pai que estruturou o mundo dentro dela continua vivo na forma como ela constrói a própria vida. E esse é um dos maiores atos de Consciência que uma mulher pode realizar em sua jornada espiritual. Por isso é tão importante que além do contato essencial com nossa Mãe Divina Particular, que nos aproximemos e apoiemos em nosso Real Ser: o poderoso, inominável e misericordioso Deus que habita em nós! (Alessandra Espineli, filha e engenheira civil como seu pai Vicente (in memoriam), esposa de Sérgio, irmã e mãe, estudiosa dos mistérios do Eterno Masculino de Deus e dedicada a ajudar mulheres no Despertar da Consciência.)

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Entre a Festa Junina e a Tradição Celta: Um convite ao Eixo Cósmico através da ancestral Dança do Mastro

Entre a Festa Junina e a Tradição Celta: Um convite ao Eixo Cósmico através da ancestral Dança do Mastro A Dança do Mastro, presente nos antigos festivais celtas como Beltaine, representa muito mais do que uma simples celebração da primavera. Ela é uma chave arquetípica que expressa a união dos opostos, a circulação da energia vital e o reencontro com o eixo central do Ser. O maypole, termo inglês que designa esse mastro decorado com fitas coloridas e flores, ao redor do qual se dança na tradicional festa de maio em várias culturas europeias, é um símbolo vivo dessa conexão sagrada entre o céu e a terra. Sua dança entrelaçada remete ao movimento harmonioso das forças opostas que, em equilíbrio, sustentam a vida e o cosmos. O mastro central representa o axis mundi, o “eixo do mundo”, uma imagem simbólica comum a muitas tradições espirituais, como a Árvore da Vida, o Monte Meru (símbolo sagrado e cósmico presente em várias tradições espirituais do Oriente, especialmente no hinduísmo, budismo e jainismo), a coluna vertebral alquímica ou a árvore Yggdrasil da mitologia nórdica. Ele simboliza a ligação entre o Céu e a Terra, entre o divino e o humano. Nós, enquanto microcosmo que espelha o macrocosmo, trazemos esse mastro sagrado simbolicamente em nossa própria coluna vertebral. É por meio dela que mantemos viva a conexão entre Terra e Céu, entre o mundo material e o espiritual, entre o denso e o sutil. Esse eixo interno é a via de ascensão da Kundalini, nossa Energia Sagrada, sem a qual não há vida verdadeira nem propósito de existência. As fitas coloridas amarradas no topo do mastro são como cordões umbilicais, pelos quais o ser humano está conectado ao universo. Conectado à fita, o participante representa suas forças interiores: pensamentos, emoções, instintos, desejos, memórias; aspectos que, quando vividos sem ordem, tornam-se caóticos. Mas, ao dançarmos em torno do mastro com presença (auto-recordação) e intenção, entrelaçamos essas forças em torno do eixo divino, harmonizando-as. Na medida em que os dançarinos giram em sentidos opostos, como o masculino e o feminino, o ativo e o receptivo, o yang e o yin, eles não apenas representam a dualidade da Criação, mas também se cruzam em padrões que tecem a teia da vida, a Roda de Samsara ou o caracol da existência da tradição nahuatl. “Samsara” é uma palavra em sânscrito que significa “fluir juntamente”, “perambular” ou “ciclo contínuo”. Refere-se ao movimento cíclico da existência, em que as almas encarnam repetidamente, movidas pelo karma (causa e efeito). Assim, na dança, cada cruzamento evoca os fios invisíveis que nos conectam ao passado, às experiências de outras vidas, às repetições cármicas e recorrências emocionais que precisam ser reconhecidas e transcendidas. Dançar assim é mover-se com consciência sobre o palco do destino, observando os ciclos que se repetem e escolhendo, em meio a eles, o caminho da libertação. Durante a celebração, é comum que o mastro seja ricamente ornamentado com flores, fitas e folhagens, símbolos vivos da fertilidade da Terra e da abundância que brota da união harmônica entre Céu e Natureza. As flores representam a manifestação visível da alma da planta, expressão do sagrado nos reinos elementais, e são, por isso, oferecidas como embelezamento e honra ao Eixo Divino da criação. Os dançarinos também se enfeitam com coroas ou guirlandas florais, carregando consigo o perfume da vida, a delicadeza da alma e a alegria do florescer interior. Mas, além de sua beleza, as flores evocam algo ainda mais profundo: são o símbolo das virtudes espirituais que o ser humano precisa reconquistar por meio do despertar da Consciência, do esforço e da depuração interior. Assim como os antigos nahuatls celebravam a guerra florida, luta sagrada em que o guerreiro enfrentava a si mesmo para fazer brotar as flores da alma, nesta dança, cada flor se torna sinal de uma qualidade resgatada: a pureza, a humildade, a coragem, o amor. Ao adornar o corpo com flores, o dançarino transforma-se em sua formação original, sua essência primitiva e pura, com os adornos da alma que vai reconquistando na jornada de retorno às origens divinas de seu ser. Essa prática ancestral é, portanto, um rito de integração. Cada passo consciente, cada gesto de entrelaçar e desenlaçar, torna-se um movimento de cura. É como se, ao dançarmos, invocássemos a Mãe Divina para nos ajudar a alinhar nossos mundos interiores. Como em tantas tradições espirituais, do giro dervixe ao caminhar meditativo zen, das danças circulares sagradas à psicologia gnóstica, o corpo em movimento torna-se oração. Portanto, quando essa dança é feita com devoção, ela se transforma num ato mágico: uma expressão viva do caminho espiritual, o retorno ao centro, à harmonia, ao Ser. Anualmente, em nossas comemorações de festa junina ou julina, a Associação Gnóstica de Brasília recebe seus alunos e a comunidade próxima, ocasião em que realizamos a Dança do Mastro, que é sempre muito alegre e festiva. Convidamos você a viver essa dança conosco: Não apenas com os pés, mas com a alma!!! Nosso verdadeiro chamado vai além do círculo festivo. A dança continua dentro de nós, todos os dias, nos ciclos da existência, nas escolhas, nos desafios, nas relações. Por isso, na Associação Gnóstica de Brasília, oferecemos o Curso de Gnose: uma jornada viva de autoconhecimento e transformação, com práticas e ensinamentos que nos ajudam a dançar a vida com Consciência, a harmonizar mente, emoção e ação em torno do nosso eixo interior, e a trilhar um caminho real de retorno ao Ser. Se essa dança ressoa em seu coração, venha conhecer nosso trabalho. Participe conosco e descubra, passo a passo, o sentido mais profundo de existir! (Alessandra Espineli Sant’Anna é instrutora gnóstica e facilitadora de vivências espirituais na Associação Gnóstica de Brasília, onde compartilha caminhos de autoconhecimento e reconexão com o Sagrado.)

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O Tesouro dos Tesouros

O Tesouro dos Tesouros Creio no sagrado do amor,Na força capaz de tudo e todos transformar. Amar exige coragemNum mundo que foge dos sentimentos,Que embaça os espelhos,Que sufoca a almaEm torno de carências,Vaidades e apegos…Torpes medosDo sentimento vividoEm segredo. O que é mais real acaba por se abafarPor ilusórias métricas,Ambições, aparências,Que silenciosamente esmagamO tesouro dos tesouros,A luz das luzes… Que nunca se apagam…Mas talvez,Também nunca renasçam. Pois como todo tesouro necessita ser preservado, polidoE na senda Servido. Alessandra Espineli (poetisa e instrutora gnostica)

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Pai-Mãe Divino – Oração Pai Nosso (parte 3)

A Oração do Pai Nosso: “a busca de uma profunda amizade com quem sabemos que nos ama” (**) Na parte 1 deste artigo que trata dos Mistérios do Pai-Mãe Divino, abordamos a beleza da unicidade da criação, manifestando-se de forma complementar e cooperativa em seus lindos aspectos masculino e feminino. Na parte 2 estudamos as 7 Funções Sagradas do Eterno Masculino e do Eterno Feminino de Deus, vendo estas manifestações nas ações divinas concretas em nossas vidas. E finalizando essa “trilogia”, elaboramos esse artigo para orientação de Meditação Mística Gnóstica, onde cada frase deve ser refletida, meditada, pois foi inspirado e desenvolvido com base nos livros dos Mestres Samael Aun Weor, especialmente no Livro Catecismo Gnóstico (trecho marcado com * no texto),  na obra de Teresa D’Avila, em especial no  livro Caminho de Perfeição (marcado com **), na obra de João da Cruz, nos ensinamentos de Jesus, em especial no Sermão da Montanha (marcado com ***), assim como de todos os demais seres iluminados que nos ajudam constantemente a trilhar o caminho da Iniciação. Continuemos, portanto, nossa jornada, onde veremos um maravilhoso método de Conexão com o Pai, ensinado por Jesus e conhecido como a Oração do Pai Nosso. Antes de iniciar sua vida pública, Yeshua Ben Pandirá (Jesus) passou 40 dias de silêncio e meditação no deserto, marcando as colinas de Kurum Hattin (próximas ao lago de Genezaré), com sua primeira mensagem divina. Foi nesse lugar onde Ele proferiu o que conhecemos hoje como “o Sermão da Montanha”. Todo esse belíssimo texto pode ser encontrado no evangelho de Matheus capítulos 5 a 7. O texto é composto de ensinamentos esotéricos profundos, apesar de ter sido proferido em campo aberto a todos que lá estavam. O Sermão da Montanha, para ser compreendido, deve ser meditado, deve ser lido com a alma, para que assim possamos ouvir o nosso Sermão da Montanha Interno, que há de ser proferido pelo nosso Cristo Íntimo. Ele é integralmente espiritual e cósmico; não é uma teoria que devamos crer, mas sim uma realidade que devemos “Ser”. Diz Uberto Rohden: “Nele se encontram o oriente e o ocidente, o brahamanismo e o cristianismo e a alma de todas as grandes religiões da humanidade por que é a síntese da mística e da ética, que ultrapassa todas as filosofias e teogonias meramente humanas”. É no evangelho de Matheus (capítulo 6) onde o Salvador nos ensina como podemos nos comunicar e conectar com o nosso Pai Interno, e com o Pai de nosso Pai, ditando a primeira Oração da era cristã: O Pai Nosso! Essa oração é um verdadeiro tesouro capaz de nos elevar ao mais profundo êxtase se pronunciada com devoção e profundo Amor. Façamos então consciência de sua dádiva para usufruir dos dons que ela nos proporciona, nos recolhendo internamente, libertos das amarras do mundo e seguindo as orientações de Yeshua Bem Pandira, quando diz: Quando orares, entra no teu aposento, e fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em oculto; e teu Pai, que vê em oculto, te recompensará. (**) Porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes mesmo de pedirdes. (**) E fala assim…. PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS SANTIFICADO SEJA O TEU NOME VENHA A NÓS O TEU REINO SEJA FEITA A TUA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NOS CÉUS O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DÁ HOJE Porque tu és o doador de todos os bens meu Senhor! (**). PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS ASSIM COMO PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRAI-NOS DE TODO MAL, AMÉM Heloisa Pereira Menezes é nutricionista, profissional de logística do mercado financeiroe instrutora de Gnose da Associação Gnóstica de Fortaleza, março de 2025

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Título

O que é GNOSE?

A Associação Gnóstica de Brasília – AGB é uma instituição civil sem fins lucrativos, que objetiva divulgar a gnose moderna reestruturada por Samael Aun Weor, filósofo, antropólogo e cientista colombiano radicado no México, com mais de 80 livros editados em 70 países. 

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