Deus Pai, Deus Mãe: A Bela e Misteriosa Dança do Universo.

DEUS PAI, DEUSA MÃE: A BELA E MISTERIOSA DANÇA DO UNIVERSO

Muitos de nós em nossa formação religiosa, aprendemos que Deus é Pai, é masculino, e isso advém de séculos de uma postura equivocada, muito influenciada por uma era essencialmente patriarcal – a Era de Peixes, que findou em 1.962.
Surge então no século XX o advento da Era de Aquário, possibilitando a ação das forças de Urano, seu planeta regente, nos impulsionando na busca profunda do Universo. Então aprendemos que Deus também é Mãe e que podemos buscá-la dentro de nós mesmos.
Dedicamo-nos a encontrar esse aspecto sagrado em nossas profundezas, mas, por força de nossa mecanicidade psicológica, e influenciados pela lei do pêndulo, saímos de uma postura extrema à outra, passando a ver Deus como Mãe em sua essência, sem compreender que o Creador não se divide e sim se manifesta na mais pura harmonia: portanto onde está o Pai, lá também estará a Mãe – eis o mistério do Pai – Mãe.
O Eterno Masculino de Deus e o Eterno Feminino de Deus são aspectos do mesmo Deus Imanifestado e Manifestado; o Yin e o Yang que se complementam, trabalham e cantam a música sublime da criação.
Samael Aun Weor nos ensina que o Eterno Feminino de Deus se manifesta em 5 aspectos Divinos, e em cada um deles lá também está o Pai, em sua beleza e força, lado a lado com sua divina amada para que a Obra se realize.
Se por um lado temos a Mãe Divina Cósmica, que representa a gravidade, a matéria, a Mater do Universo, por outro temos o Pai Cósmico que representa toda a expansão, irradiação e a energia do universo.
Se temos a Mãe Divina da Terra que é a Mãe Natureza, temos também o Pai Divino do Céu, o Pai Sol, o Pai da Luz, o Pai Irradiador que tudo nutre, pois Ele é o fogo do céu, penetrante, quente, e a Mãe Divina toda a água do planeta, dúctil, receptiva, adaptativa.
Se temos a Mãe Divina Interna, que nos acompanhada de instante a instante, é nossa confidente e amiga, nossa Mãe Cósmica Particular, também todos temos nosso Pai Interno Particular, nosso Pai Cósmico Particular, aquele que nos inspira: nosso herói divino.
Se temos a Mãe Morte, a grande transformadora que se expressa e age em todos os cosmos e mundos, que nos acompanha internamente nos processos pós-morte e em nossa morte mística (de nossos defeitos psicológicos), temos também nosso Pai Morte, que sempre acompanha a grande Mãe Morte, aquele que é nosso Kaom Interior, que representa a Lei dentro de nós, que coordena o trabalho dos Lipikas, registradores Celestes ou “Escrivães Internos” que anotam cada palavra e cada ação executada por nós. É nosso Pai quem nos julga internamente nos tribunais do karma, nos orientando nos processos de retorno, para ganharmos novo corpo físico. É Ele também quem nos dá o Donum Dei, a permissão divina para exercer o dom da alquimia, a permissão para construir os nossos corpos solares na magia do sexo amoroso e espiritual.
Se temos nossa Maga Elemental, a mãe que cuida de nossos processos energéticos internos, nossa bioquímica, nossa fisiologia, nossa libido, temos o nosso Pai Mago Elemental, sob a forma de nosso Intercessor Elemental, cuja função é permitir nosso contato mágico com a forças da Natureza Externa.  É o nosso Pai Elemental Intercessor quem possui o acesso direto com o hierarca de todas as estruturas elementais da natureza, o senhor Jeová. Ele é, portanto, sua representação dentro de nós. Ele, nosso Intercessor Elemental, também acessa todos os Devas ou chefes elementais da natureza.
Pai Interno e Mãe Interna, Pai Divino e Mãe divina, Eterno Masculino de Deus e Eterno Feminino de Deus, sempre agindo dentro de nós como um casal Divino, expressões que derivam de um só aspecto sagrado, uno, uni-total, e que para Crear se manifestam através de 2 polaridades:
Uma emissora, centrifuga, expansora – masculina
Outra receptora, centrípeta, interiorizante -feminina
Uma leva à matéria, à gravidade, atrai e une – feminina
Outra leva à energia, à expansão, irradia e dissemina – masculina
E todos esses aspectos, masculino e feminino, agem no mundo e em todos os cosmos através de suas 7 funções sagradas, em estrita obediência à Sagrada Lei do Heptaparaparshinock, a Lei Septenária que tudo organiza no cosmos.
Assim como as funções do Eterno Feminino de Deus estão ligadas à nutrição, à interiorização, à força centrípeta (para dentro), as funções do Eterno Masculino de Deus estão ligadas à expansão, ao movimento exterior, ligadas à irradiação ou às forças centrifugas, expansoras, emissoras do universo. Todas agindo e realizando o Eterno Movimento Cósmico – “O Santo OKIDANOCK”, a dança geratriz dos polos complementares tão bem expressada nos símbolos do Tao, da Cruz, da Estrela de Seis Pontas (dois triângulos entrecruzados), da runa Gibur nórdica etc.
O Eterno Feminino de Deus Gera, Gesta, Pare, Nutre, Educa, Mantém e Absorve, e
O Eterno Masculino de Deus Gera, Sustenta, Protege, Inspira, Treina, Ordena e Perdoa.

  • 1 – GERAR

 

Vamos imaginar os primeiros instantes da maravilha da criação do universo.
O instante inicial onde nada existia, somente o Deus desconhecido, o  Agnostostheos,
aquele que encerra todo poder, toda luz, toda escuridão, tudo que foi, é e será.
Surge então a primeira grande lei do universo que é a vontade de Deus de crear.
Nesse instante, esse creador se manifesta em Pai e Mãe.
A Mãe é a matéria primordial – o substrato, a Prákriti, já o Pai é a energia primordial, o Purusha,  todo movimento Cósmico.
E o amor que os une é o Espírito Santo Cósmico – o amor do filho, do Cristo, da vida, da união. Aquele que une – Aquele que constroi.
E é na conjunção perfeita do Pai Cósmico, da Mãe Cósmica e do Espírito Santo Cósmico que  o grande Pai exerce sua 1ª função sagrada: GERAR Gerar a vida no útero de sua amada, e assim crear tudo o que há no universo: os mundos, sóis, planetas, fazendo surgir a essência da lei do 3 , do Triamazikamno – que significa, o três criando através do amor.
E por correspondência no ser humano, assim como o óvulo na mulher aguarda a chegada do espermatozoide para que a geração se efetue, o Eterno Feminino de Deus, a Mãe Terra, a Mãe Planeta, aguarda os raios do Pai Sol para que a vida seja gerada em seu ventre (a Terra).
É lindo imaginar que no planeta Terra a função de GERAR do Eterno Masculino de Deus implica em irradiação, em movimento, em busca para encontrar o óvulo, este enorme globo azul de água, ar e minerais. Encontrar a Terra para o raio de Sol chegar e penetrá-la.
Permitir que o beijo de amor aconteça, como na fotossíntese nas plantas, quando a luz do Sol permite a produção de energia e oxigênio, fixando o carbono numa espetacular transmutação dos elementos. E sem este processo de luminosa fecundação da matéria úmida toda a cadeia de vida na Terra se extinguiria!
A geração no Eterno Masculino de Deus sempre está ligada à busca, comportamento que podemos constatar nos mitos, nas histórias através do arquétipo da caça, o arquétipo de sair de casa para buscar o alimento. Já à mulher, por sua função de nutriz, o arquétipo de aguardar o alimento trazido pelo macho, e assim exercer também sua função sagrada.

  • 2 – SUSTENTAR   

 

Assim como em sua segunda função a Mãe Divina Gesta, ou seja, prepara e faz crescer a cria em seu ventre, o Pai Divino tem como segunda função SUSTENTAR sua família, sua prole: trazer o alimento, trazer a luz do Sol, aquecer, trazer aquilo que a mãe precisa para gestar.
Ao gerar, todo pai sabe que cabe a Ele sustentar seu rebento, seu filho.
Apesar da vida se desenrolar no ventre da Mãe, o Pai, no seu sagrado ofício, trabalha constantemente para que a vida de seu filho seja provida de alimento físico e espiritual.
A luz do Sol busca a Terra, a penetra, e permite tanto o início da vida como o sustentar de toda existência. Eis aí o grande segredo da transubstanciação, quando o Pai Sol, o Cristo impregna sua energia sagrada no trigo e na uva para sustentar-nos em nosso caminho espiritual. Este é o vinho-de-luz da alquimia da vida.
Essa luz do Pai é o sustento energético, sem o qual nenhuma vida existiria, pois, essa é a luz da vida que permite a realização dos processos bioquímicos e fisiológicos em todo ser, e que vão ser processados pela Mãe na sua função de Gestar.
Da mesma forma é Ele que alimenta/sustenta os nossos processos espirituais sagrados que serão imprescindíveis para nosso crescimento interno.
Pai e Mãe são a unidade múltipla e perfeita, são o 2 em 1 e o 1 no Todo – no Nada (duo in uno – uno em nihilo, ensina o antigo ritual gnóstico), pois um não existe sem o outro. Eles coexistem em perfeição na dança da vida. Eis aí o Casal Divino!
O nosso alimento espiritual, que o Pai é responsável por trazer, está contido em nossos “gens” sagrados, em nossa Chispa Divina, onde vive a nossa tríade sagrada que nos aguarda e que nos chama.
É ela quem envia seu embaixador, a Budhata, a semente de alma, com o objetivo de nos lembrar a todo instante que somos reis e rainhas em potência, e que podemos retornar à casa de nosso Pai, bastando somente querer e nos revolucionar, como na parábola do filho pródigo.
Por isso é que o homem, o pai, deve sempre cuidar da mulher, a mãe, proporcionando alimento, proteção, e ajuda psicológica enquanto ela estiver gestando, para que nada falte para o equilíbrio de seu lar.

  • 3 – PROTEGER

 

Após Gestar, a Mãe Divina pare seus filhos, os traz à luz, os traz à existência. E, esse filho que veio à luz, precisa ser protegido.
É então ao Pai que cabe a responsabilidade de PROTEGER sua cria contra os perigos que o cercam.
Nosso Pai Divino, muitas vezes invocado através do Pai Nosso (“livrai-nos de todo mal”), nas Invocações de Salomão, nas Conjurações dos 7, realiza sua função sagrada, nos protegendo internamente.
O Pai Divino é Kether, é o Pai que está em tudo e que tudo vê.
Ele é nas palavras de Samael Aun Weor, “o oculto dos ocultos, a misericórdia das misericórdias, a bondade das bondades”.
Ele é o Ancião dos Dias, o primeiro sefirote da cabala de onde emanam todas as demais potências, e dessa forma exerce a proteção para todos os seus filhos, de toda criação, sendo Ele também o responsável por traçar seus caminhos e suas provas, que veremos na função de Treinar.

  • 4 – INSPIRAR VONTADE – VONTADE CONSCIENTE (THELEMA)

 

O Pai Divino também INSPIRA; é Ele que nos dá vontade consciente, Thelema.
Inspirar é respirar para dentro para buscar o impulso da vontade consciente.
É o Pai Inspirador que nos dá internamente a capacidade da ação, da vontade de ir para fora, para frente para cima. Mas sempre ancorados n’Ele.
Enquanto a Mãe Divina nos mantém na segurança do lar, na existência material, no equilíbrio da matéria, lutando para nos manter em seus processos, é o Pai Interno quem nos dá o impulso para buscar o novo, é Ele quem nos Inspira na vontade consciente – Thelema.
Nosso Pai nos inspira na vontade pelo trabalho divino, Ele é o impulso interno pela busca do divino, da felicidade.
Está escrito em Fogo e Luz nos Templos Internos: “amor é lei, porém amor consciente”.
Só quando levantarmos a 5ª serpente de fogo, do 5º corpo no plano causal (das causas naturais), é que adquiriremos a verdadeira vontade, a vontade consciente, que é uma dádiva de nosso Pai, e só assim poderemos realmente amar, vivenciar, experimentar o Cristo, o Senhor da Vontade e de todas as Causas.

  • 5 – TREINAR – INSPIRAR CORAGEM E FORÇA

 

Enquanto a Mãe Divina nos educa, nos orienta, o Pai Interno nos TREINA.
É dele o báculo de poder tão lindamente simbolizado no Arcano 9 do Livro de Thot, o Eremita em sua jornada iniciática no deserto da vida.
É o Pai Interno quem nos dá as provas, é Ele quem nos dá as circunstâncias para que possamos ser provados e possamos mudar de nível de Ser. E a Mãe nos ajuda nelas.
O Pai Divino é o nosso grande treinador, grande incentivador para que saiamos para o mundo, saiamos para a expansão, para as grandes descobertas.
E para isso necessitamos de coragem e força, que são frutos da fé consciente que só se adquire pelo trabalho consciente pela humanidade. Uma fé dinâmica, fruto do contato com as verdades internas.
Diz Uberto Rohden: “temos que nos divinizar para entrar no reino de deus”, ou seja, trabalhar sobre nós mesmos para acessar os mundos internos e poder ver a face de nosso Pai.
Nosso Pai traça o nosso caminho, mas é nossa Mãe quem tem a chave, o segredo desse labirinto. Nossa Mãe tem a função pedagógica de nos preparar para as provas que nosso Pai nos dará, sempre na medida certa…
Diz o livro de Thot em seu Arcano 7, a preparação para a luta interior iniciática: “Provas nos dá senhor, mas com elas, fortaleza”

  • 6 – DEFINIR O CAMINHO – ORDENAR (COLOCAR ORDEM PERFEITA)

 

A Mãe Divina mantém o lar, sustenta a natureza através da Sagrada Lei do Trogo-Auto-Ego-Crático-Cósmico Comum (alimentação recíproca dos mundos), mas é o Pai Interno quem coloca ordem em tudo, Ele é o responsável por ORDENAR essa natureza através da lei do 7, o Heptaparaparshinok, que significa “organização através do sete”.
Ele é o Grande Imperador Interior, o Grande Rei Interior, o Grande Ancião dos Dias, expresso no poder de nos ordenar, nos determinar as coisas, os caminhos e as ações que podemos e devemos seguir. Por isso devemos sempre obedecer ao que Ele determina, pois é Ele o grande Cosmo Organizador, quem coloca ordem em tudo no universo, e por ser perfeito, nos exige obediência e disciplina.
É o Pai quem traça, quem define nosso caminho interno, quem dispõe os instrumentos que devemos usar nessa trajetória pessoal e intransferível, como está simbolicamente exemplificado na lâmina 1 do livro de Thot – O Mago, o Sacerdote.
Devemos sempre fazer a vontade de nosso Pai, pois é Ele quem sabe qual o caminho a seguir e como é a melhor maneira de trilhá-lo. Ele conhece as potencialidades de seu filho e o momento certo de fazer o que deve ser feito, por isso ensinou Jesus “seja feita a Vossa Vontade, e não a minha”.

  • 7 – PERDOAR

 

A Mãe Divina tem a grande função de absorver ao final de todos os ciclos, de transformar a vida e nos acompanhar em nossos processos de crescimento e mudança.
E o Pai Interno, ao lado de sua amada eterna, tem o poder da doação, do PERDOAR, de anular as mágoas, de desfazer os vínculos cármicos, reflexo de seu aspecto de representante interno do Grande Tribunal de Osiris.
Per-doar significa doar por todos os lados, por todo o caminho, por todas as falhas, em todo o ciclo, como nas palavras “perímetro” e “percurso”. É amor e entrega uni totais, completos.
Só o Cristo e o Pai perdoam aqueles que fazem consciência de seus erros.
Perdoar significa ressurgir, renascer pela água e pelo fogo (Mãe e Pai).  Fazer ressurgir as virtudes do Ser através do perdão consciente, é função do Eterno Masculino de Deus.Nos ensina Samael Aun Weor que “ninguém chega ao Pai, senão pela Mãe”, pois somente juntos, Pai e Mãe, Eterno Feminino de Deus e Eterno Masculino de Deus transformam para crescer, mudar, evoluir, revolucionar.
Eles são o TAO, o Yin e o Yang que cantam e dançam a música perfeita da Criação.
Então, querido leitor e estimada leitora, vocês que têm o Pai-Mãe oficiando o ritual da vida em seu coração, que tal incorporarem em sua vida diária esses princípios universais do Eterno Masculino-Feminino de Deus?
Assim é possível vivermos com mais consciência, tolerância e amor por nossos pais e mães físicos, nossos irmãos e irmãs, nossos cônjuges (e ex também…), nossos filhos e filhas, amigos e amigas, colegas e companheiros de existência…
Afinal, todos estamos juntos nesta maravilhosa dança sagrada de nosso Pai-Mãe que chamamos de vida.

Heloisa Pereira Menezes é mãe, instrutora gnóstica, nutricionista e profissional de tecnologia logística

 

A Anatomia Oculta do Som: Como Música Redimensiona a Biologia e a Consciência.

A Anatomia Oculta do Som: Como Música Redimensiona a Biologia e a Consciência. Você sabia que a música vai muito além do entretenimento? A música contribui para a nossa saúde e se revela uma poderosa ferramenta de autotransformação. Por trás de ritmos, melodias e harmonias, existem frequências invisíveis capazes de impactar a nossa biologia e influenciar diretamente a nossa psique. Descobrir esse “poder oculto” é uma jornada fascinante, pois a música pode tanto elevar nosso estado de consciência quanto despertar nossos instintos mais primitivos. Compreender seus mecanismos é indispensável para quem busca o êxito no trabalho interior.O corpo humano é profundamente influenciado pela música, gerando uma resposta imediata nos ritmos cardíaco e respiratório. Ao ouvirmos uma composição, o coração tende a se sintonizar com as vibrações sonoras, reagindo em harmonia ou desarmonia com o ritmo. A respiração acompanha esse movimento, podendo tornar-se fluida ou descompassada. O cérebro recebe esses estímulos de forma direta, organizando ou alterando a dinâmica da atividade cerebral no microcosmo humano. O poder sutil da música — oculto nas melodias, ritmos e harmonias — possui a capacidade de nos transformar. Afinal, os sons fazem parte de nós: essas vibrações estão presentes em cada partícula do universo.A Gnose ensina que a música faz parte do ser humano desde os tempos mais antigos da humanidade, e exerce uma grandiosa influência em nossa vida. Muitas civilizações utilizavam a música em seus rituais, pois segundo eles, era uma forma de conectar-se com a divindade. Pitágoras, famoso filosofo grego falava da música das esferas, que para ele era o som do universo. Os grandes mestres sufis afirmavam que Deus criou o cosmos com música para que pudesse se inspirar em sua obra.  Samael Aun Weor, precursor da gnose contemporânea, ensina que a música é como uma manifestação direta do Verbo e da lei universal da vibração. Para ele, o universo é criado e sustentado por sons, e a música possui um poder transcendental capaz de elevar a consciência ou de alterar profundamente a psique e o corpo humano.No entanto, falar sobre os efeitos da música é um desafio, pois as pessoas vivem imersas em um movimento constante de frequências negativas (desarmônicas, dissonantes) e mecânicas sem se dar conta disso. Quando exposto a estímulos dissonantes, o organismo perde o seu ritmo natural e esse descompasso gera desequilíbrios físicos, mentais e emocionais que se acumulam no dia a dia, culminando em desarmonia. Nos grandes shows da atualidade, a potência exorbitante dos equipamentos de som cria uma verdadeira “bomba atômica sonora“. Essa exposição contínua gera uma espécie de dependência do ruído: acostumadas a ambientes de ritmo frenético e volume insalubre, as pessoas passam a vibrar na mesma frequência desse excesso. O resultado é a perda do ritmo biológico natural e o surgimento de graves complicações de saúde a longo prazo.Vários estudos já comprovam que a música é capaz de equilibrar a saúde e prevenir enfermidades, entre as pesquisas está à música clássica, conhecida pela genialidade de seus compositores como Mozart, Beethoven, Bach, entre outros grandes mestres da música.  Um estudo realizado na Universidade de Helsinque, na Finlândia, mostra que a música clássica ativa os genes associados à função cerebral, e auxilia na prevenção de doenças neurodegenerativas mostrando que o efeito da música chega a nível molecular, ou seja, a música pode penetrar em regiões extremamente profundas do organismo onde nenhuma droga química consegue chegar com tamanha rapidez.Para Samael Aun Weor a música ultramoderna não tem harmonia e nem melodia autêntica, assim como carece de um ritmo preciso. A música descontrolada é capaz de prejudicar o funcionamento dos centros biopsicofisiológicos (funções a nível motor, instintivo, sexual, mental e emocional) causando um estado de desordem, além de prejudicar e alterar toda a fisiologia humana. As pesquisas cientificas, mostram que ao ouvir música, diferentes áreas do cérebro são ativadas. Uma delas é o hipotálamo, que coordena os sistemas nervoso e endócrino, além de regular funções vitais como a temperatura corporal, o sono, o apetite e o humor. Outra região essencial nesse processo é o tálamo, que funciona como um portal integrando as informações dos nossos sentidos. A partir dele, os estímulos musicais alcançam o hipocampo — a estrutura central para a formação e o resgate de memórias (especialmente as de longo prazo) — e as áreas corticais associadas às funções cognitivas superiores.Além de ativar essas estruturas, a música estimula a liberação de quatro neurotransmissores essenciais: dopamina, endorfina, ocitocina e serotonina. Esse “quarteto da felicidade” é o grande responsável pelas sensações de prazer, satisfação, relaxamento e bem-estar que experimentamos ao dar o play em uma playlist. Dependendo do ritmo escolhido, a música também consegue modular respostas fisiológicas diretas, equilibrando os batimentos cardíacos e a respiração, o que a torna uma ferramenta poderosa no controle do estresse. Mas o impacto do som vai além da Neurociência.A Psicologia também estuda de perto como as melodias moldam o comportamento humano. Nesse cenário, a PhD Beatriz Ilari, chefe do departamento de Ensino e Aprendizagem Musical da Universidade do Sul da Califórnia, identificou que a música exerce um papel fundamental nas conexões humanas. Em seu artigo Música, comportamento social e relacionamentos interpessoais, ela destaca que a música não é apenas entretenimento, mas uma força cultural que contribuiu diretamente para a preservação e a evolução da nossa espécie.Em nossas investigações gnósticas, sabemos que a música tem papel essencial na formação de emoções e na motivação de pensamentos e atitudes, tanto para o lado positivo quando para a negatividade. As letras e mensagens contidas na música, muito além do  poder vibracional e fisiológico, podem despertar, alimentar e fomentar várias reações psicológicas humanas, como alegria ou melancolia, gratidão ou injustiça, pureza ou luxúria, perdão ou vingança, sofrência ou superação, orgulho ou humildade, egoísmo ou altruísmo, dor ou paz etc. Numa linguagem gnóstica, a música pode impressionar os egos (defeitos humanos) ou as virtudes (valores positivos da alma). Você já pensou nisso ?Vejam só! A música é realmente formidável. Poderíamos citar muitos outros exemplos que comprovam a sua eficácia. Conclusão Diante do exposto, fica evidente que a

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A Meditação como Ferramenta de Autotransformação no Trabalho de Revolução da Consciência

A Meditação como Ferramenta de Autotransformação no Trabalho de Revolução da Consciência Na contemporaneidade, a sociedade vive sob o impacto de uma rotina hiper acelerada, mecanicista e imediatista. Essa dinamicidade tem levado o ser humano a um estado severo de desequilíbrio, refletido no crescimento alarmante de casos de ansiedade, estresse e transtornos biopsíquicos, além do fenômeno da “pandemia virtual” e da comparação constante nas redes sociais.Diante de um cenário em que a energia individual é quase totalmente canalizada para o mundo exterior e para a busca de resultados materiais, a saúde mental e a verdadeira qualidade de vida acabam negligenciadas. Nesse contexto conturbado, a prática da meditação surge não apenas como uma fórmula de alívio rápido, mas como uma ciência milenar e uma ferramenta indispensável de autoconhecimento e transformação interior.É importante salientar que atualmente o conceito da meditação vem sendo tratado como um produto que, na maioria das vezes, é oferecido como solução mágica para remediar desequilíbrios físicos e emocionais, sem proporcionar avanços mais profundos sobre a psique humana — como a eliminação do ego (defeitos psicológicos, na concepção gnóstica do termo), por exemplo. Não pretendemos dizer que essas práticas são inúteis; contudo, buscamos apresentar uma meditação mais profunda e transformadora. A meditação é, sem dúvidas, uma ferramenta fantástica de autoconhecimento e de autotransformação.Na Gnose a meditação vai além das técnicas e exercícios de controle da respiração e alívio do estresse. O ato de meditar, no contexto gnóstico, é adquirir a capacidade de acessar mecanismos profundos da psique humana; ou seja, é realizar uma investigação exata no laboratório interior de cada indivíduo, a fim de buscar informações úteis para a autotransformação espiritual. Esse caminho nada tem a ver com passividade, subjetividade ou misticismo: meditar é buscar respostas concretas, livre das influências negativas de uma mente agitada.Muitos são os benefícios da meditação, porém queremos enfatizar a sua importância para quem busca um maior aprofundamento da consciência, um verdadeiro desenvolvimento espiritual. A Gnose nos ensina práticas de meditação interior que são verdadeiras joias para o despertar de nossas capacidades internas. Isso mesmo: através da prática constante, torna-se possível ampliar as percepções extrassensoriais e elevar a consciência a um estado de maior lucidez.Com a meditação, também conseguimos realizar um profundo trabalho de autorreflexão isenta, indispensável para quem busca conhecer a sua própria natureza íntima. Samael Aun Weor afirma que necessitamos de uma nova identidade, de novos valores e de uma nova imagem. É a isso que chamamos de revolução psicológica, e a meditação é o caminho ideal para encontrarmos esses valores internamente.A autorreflexão meditativa nos leva ao autoconhecimento; o autoconhecimento pode nos levar à autotransformação; e a autotransformação equilibra nossa vida horizontal (material, familiar, social) como nossa existência interior (anímica, espiritual, divina). Outro aspecto essencial da meditação é a capacidade que ela tem de nos conectar com o Divino, tanto no aspecto interior quanto no exterior. Quem ora conversa com Deus, mas quem medita dialoga com o ele. Por isso que todas as escolas que trabalham com a consciência ensinam a meditação como o ápice da oração.Na perspectiva científica a meditação também ganhou destaque. Nos anos 60 com o avanço da ciência experimental e de novas tecnologias laboratoriais, que permitiram às ciências biológicas e psicológicas investigar objetivamente os reflexos da meditação no organismo. Neste casamento meditativo entre a necessidade ocidental de transcendência e as tradições espirituais orientais, principalmente na Índia, tiveram papel importante muitas pessoas, principalmente jovens (época hippie) que estavam cansados das desgastantes e limitadas experiências psicodélicas com o uso de drogas. Foi o caso, por exemplo, dos Beatles.Essa vertente revelou dados importantes sobre os processos psicofisiológicos envolvidos. Achados comuns apontam para a diminuição do ritmo das ondas cerebrais e das taxas metabólicas durante a prática, associadas à sensação subjetiva de foco e lucidez. Além disso, a literatura acumulou evidências de benefícios no desenvolvimento cognitivo e no tratamento de transtornos físicos e mentais, consolidando o papel da meditação na melhora da qualidade de vida.Estudos mostram que mudanças profundas no estilo de vida — como melhorar a alimentação e praticar meditação e exercícios de respiração para controlar o estresse — têm o poder de transformar a saúde e até regular o comportamento dos genes. Esse impacto foi observado em pacientes com câncer de próstata (aqueles que apenas monitoram a doença, sem passar por cirurgia, radioterapia ou hormonioterapia). Em apenas três meses de acompanhamento, mais de 500 genes mudaram a sua forma de funcionar: 48 deles se tornaram mais ativos, enquanto 453 tiveram sua atividade reduzida. O ponto mais impressionante é que, justamente nesse grupo de genes que foram “desligados” ou desacelerados, estavam os principais marcadores que estimulam a evolução e o crescimento do tumor. Ou seja, evidências científicas apontam a meditação como instrumento eficiente, pelo auto-controle genético, para desacelerar ou mesmo parar estados de neoplasia.A telomerase é a enzima encarregada de proteger e manter o comprimento dos telômeros — as “tampas” protetoras nas extremidades dos nossos cromossomos que garantem a estabilidade do nosso DNA. Quando os telômeros encurtam, o envelhecimento celular acelera, abrindo portas para várias doenças. O estresse crônico é um dos grandes vilões nesse processo, pois reduz a atividade da telomerase, acelerando o desgaste dos telômeros e o envelhecimento precoce. Por outro lado, práticas como meditação têm o efeito inverso: elas estimulam a ação da telomerase, ajudando a preservar o comprimento dessas estruturas protetoras. Ou seja, quem medita, retarda a velhice celular e até rejuvenesce.A meditação também ganhou destaque com os estudos do Dr. Robert Keith Wallace, professor de fisiologia e pioneiro na investigação científica sobre a consciência e os efeitos fisiológicos da prática. Segundo ele, a meditação proporciona efeitos cerebrais capazes de alterar as funções fisiológicas do organismo humano. O estudo mostrou que alguns elementos associados à meditação, como a baixa ansiedade e as sensações positivas, podem ser decorrentes de mudanças na atividade neuro elétrica durante a prática.Na perspectiva da ciência gnóstica contemporânea, a meditação é utilizada não apenas para equilibrar o corpo físico e a mente, mas como uma chave indispensável para o autoconhecimento. Para o cientista gnóstico

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A Trilha Gnóstica para Compreender o Ego: Que tal Construir Conscientemente sua Felicidade ?

A Trilha Gnóstica para Compreender o Ego: Que tal Construir Conscientemente sua Felicidade ? No contexto de muitas religiões e igrejas não iniciáticas (que não trabalham com filosofia e psicologia profundas), o foco está normalmente nos atos exteriores de nossas atitudes erradas, conhecidos como “pecados”. No entanto, essas tradições podem negligenciar o agente interno causador desses erros: o ego, que está alojado dentro de cada um de nós. Diferentemente, na Gnose e em outras tradições de sabedoria iniciática, o foco está na identificação e eliminação dos causadores internos do erro. Esses agentes são nossos valores psicológicos negativos, ou defeitos, chamados de egos na terminologia grega antiga e na gnose atual.Na prática gnóstica, um dos trabalhos mais recompensadores é eliminar esses defeitos psicológicos, substituindo-os por virtudes equivalentes. Esse processo é essencial para aliviar nosso sofrimento e reduzir a carga de karmas que carregamos na incessante roda de Samsara (sucessão de nascimentos, mortes, nascimentos…). Dentro da visão gnóstica, o ego é encarado como o conjunto dos defeitos psicológicos de uma pessoa – aspectos como egoísmo e agentes internos negativos que fomentam desejos superficiais, apegos desnecessários e medos infundados, todos geradores de sofrimento e dor – a nós mesmos e a outrem.Os egos, ou defeitos psicológicos, são frequentemente vistos como agentes do karma. No cristianismo, essas falhas são tipicamente referidas como pecados ou erros morais e espirituais, incluindo a ira, inveja, orgulho, gula, luxúria, entre outros. O ego atua em oposição às virtudes da alma, criando uma dicotomia onde muitos egos significam poucas virtudes, e muitas virtudes indicam a superação desses egos. Enquanto as virtudes representam a luz divina, o ego é símbolo de trevas e sofrimento.É crucial percebermos que o ego não é um elemento externo; ele faz parte de quem somos, mas não é inerente à nossa essência original. A tendência humana comum é culpar o mundo externo por nossas falhas, mas a Gnose nos incentiva a enfrentar nossos problemas diretamente, eliminando o hábito de transferir responsabilidades para um “demônio externo” ou influências negativas. O ego é um agregado adquirido ao longo do tempo, não fazendo parte da essência original que nasce com a nossa Mônada Divina, que emana do Criador. Ele não é divino; é como uma sujeira ou doença parasitária, resultado do mau uso do nosso livre-arbítrio e da falta de consciência, que foi aderida à nossa natureza espiritual com o tempo.Tendo em vista que o ego é composto de diversas facetas, formado por diferentes personagens internos ou “demônios interiores”, ele pode nos desestabilizar psicologicamente. Esses inúmeros egos frequentemente se associam, complicando nossa trajetória psicológica. O retorno do ego em cada vida não trabalhada significa que continuamos carregando os defeitos que não cultivamos adequadamente ao longo de vidas múltiplas. É como uma super-bactéria hospitalar, que cada vez se torna mais forte, mais imune.A presença do ego é indesejável, pois ele gera dor e sofrimento, tanto para aquele que o cultiva quanto para os indivíduos ao seu redor. Ele atua como um nó espiritual, interrompendo o fluxo do bem divino, sendo considerado o mal nas profundezas psicológicas de cada um. Em sociedades mais desenvolvidas, o ego, como presente na Terra, é percebido como uma perigosa pandemia de inconsciência e sofrimento. Portanto, devido ao seu papel em gerar sofrimento e distanciamento do Divino, o ego deve ser estudado, compreendido e eliminado de nossa psique para que as virtudes possam florescer.Felizmente, o ego é eliminável. Seguir a trilha gnóstica para compreender e erradicar os egos não apenas nos permite livrar nossa psique das sombras, mas também nos aproxima de uma existência mais harmoniosa e alinhada com nossa essência divina. Como tal, este caminho representa uma transformação fundamental em busca de um ser humano mais consciente e pleno.Portanto, o trabalho de estudo, compreensão e eliminação do ego é vital para nossa vrdadeira felicidade, mediante o despertar da Consciência, como sintetiza Samael Aun Weor, mestre da gnose contemporânea: “Quando nos autodescobrimos, quando nos fazemos conscientes das atividades do “eu” nos 5 centros da máquina humana (motor, instintivo, sexual, mental e emocional) e nas 49 regiões subconscientes, então despertamos a consciência” Andressa Paula Angonese é empresária e instrutora gnóstica em Erechim-RS

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Pitágoras – o Mago dos Números

PITÁGORAS – O MAGO DOS NÚMEROS “O Mundo da Intuição é o Mundo das Matemáticas. O Gnóstico que quiser se elevar ao Mundo da Intuição deve ser Matemático, ou pelo menos ter noções de Aritmética.” Samael Aun Weor Pitágoras nasce no ano 580 a.C., na Grécia, na Ilha de Samos. Desde muito jovem, ele é atraído pela Religião Olímpica, especialmente pelo culto a Apolo. Mas nem Homero com suas sagas, nem os rituais de sua religião, saciam sua sede por conhecimentos.Buscando a Sabedoria, ele se aventura na Ásia Menor, visitando Ferécides, um dos 7 Sábios da antiguidade, de quem recebe grandes ensinamentos. Conhece Orfeu e, através dos rituais iniciáticos de Deméter e Dionísio, percebe uma nova dimensão, que o leva com grande intensidade até o Divino.Ele continua em sua busca por Babilônia, onde conhece a Astronomia; na Pérsia, conhecerá a Doutrina de Ahura Mazda; no país ensolarado de Kem (Egito), com os sacerdotes de Sais e de Heliópolis, assimila conhecimentos Esotéricos e Matemáticos, e ao mesmo tempo, aprofunda-se bastante em Geometria, aumentando assim seu conhecimento e compreensão sobre a estrutura do Divino; e na Índia estuda a Doutrina da Transmigração das Almas, à qual ele chamou de Metempsicose.Fala sobre o Karma e declara de forma coerente a imortalidade da Alma: “O Homem carrega em seu interior uma parte de Energia Primordial e Divina que sobrevive à morte do corpo no Mundo Astral, para que, de acordo com o comportamento ético de sua vida anterior, volte a se reencarnar em outro corpo e viver outra existência, e assim sucessivamente até o retorno final ao Divino”.Esse pensamento revoluciona o Paganismo e influência o Cristianismo Primitivo.A Psique, segundo Pitágoras, “é o intermediário entre dois mundos: entre o Material e o Espiritual. A Energia Vital que ainda e habita no meio, como os Deuses Olímpicos, assim como uma Divindade Superior como princípio e fim de todas as coisas…Defende a existência de Elementais e Gênios, de Divindades intermediárias como os Deuses Olímpicos, assim como uma Divindade Superior como princípio e fim de todas as coisas…Essa concepção filosófica da Natureza e da Divindade, do homem e do Cosmos, era sempre apresentada do ponto de vista das Matemáticas, porque para Pitágoras, tudo era formulável com uma equação.Para Pitágoras, os números são: princípios absolutos na Aritmética; princípios aplicados na Música; grandezas em estado de repouso na Geometria; grandezas em movimento na Astronomia, servindo ao mesmo tempo como medidas que determinam a natureza das coisas e expoentes que as tornam conhecidas. “Deus geometriza por meio do som”, dizia Pitágoras; “No princípio era o Verbo”, diz João, o vidente de Patmos.A Doutrina da Música Geométrica tem como base o postulado anterior; e explica a geração dos intervalos e dos nós por meio da relação de distâncias harmônicas que existem entre as notas musicais e os planetas do Sistema Solar, correspondendo o Dó-Ré à distância da Terra à Lua, Ré-Mi, Lua-Vênus, e assim por diante.Sendo assim, o Sistema Solar (e, de modo geral, todo o Universo) é uma grande pauta (pentagrama) musical, onde cada planeta emite sua nota particular com uma grande variedade de sons. Isso é o que Pitágoras chamou, e que também servia como um processo iniciático dentro das Escolas Pitagóricas: “A Música das Esferas”.Enfim, os ensinamentos de Pitágoras tiveram grande difusão e ainda hoje continuam sendo essenciais, embora muitos não tenham conseguido compreender essa Filosofia Pitagórica. Cesar Owen, instructor gnóstico, México, Revista Misíon, junho 2026

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Karma Não, Amorosa Justiça: Um Caminho Gnóstico para a Libertação da Roda De Samsara

KARMA NÃO, AMOROSA JUSTIÇA:UM CAMINHO GNÓSTICO PARA A LIBERTAÇÃO DA RODA DE SAMSARA A busca pela compreensão das leis cósmicas é um dos aspectos mais profundos da jornada espiritual humana. No cerne desses ensinamentos está a Lei do Karma-Darma, um conceito que oferece uma perspectiva transformadora sobre o ciclo de nascimentos e renascimentos, conhecido como a Roda de Samsara. Este texto busca explorar como o entendimento e aplicação dessas leis, aliados ao uso consciente do livre-arbítrio, podem conduzir à libertação e ao equilíbrio espiritual. O Karma, derivado do sânscrito, refere-se a uma lei universal de causa e efeito. Cada ação gera uma reação – como já dizia o famoso físico Isaac Newton – e os efeitos de nossas ações se refletem em nossa vida presente e futura. Em contrapartida, o Darma representa os méritos ou créditos espirituais acumulados por meio de boas ações e do cumprimento de um propósito alinhado com as leis cósmicas. Na visão gnóstica apresentada por Samael Aun Weor, o Karma não é uma sentença irrevogável, mas um mecanismo de aprendizado e ajuste. Compreender o Karma como um processo negociável e dinâmico desafia a percepção comum de um destino imutável, apresentando-o como uma oportunidade de retificação e crescimento pessoal e espiritual. O uso consciente do livre-arbítrio é indispensável ao se trabalhar com as leis do Karma e Darma. A prática do livre-arbítrio permite que cada indivíduo escolha seus caminhos de ação e resposta, promovendo uma responsabilidade ativa pelas consequências de suas escolhas. Esta abordagem destaca a importância de cultivar uma consciência desperta, onde o arrependimento sincero e a eliminação de traços desarmônicos, como o ego (defeitos psicológicos como os desejos, os medos, os apegos, orgulho, ira etc), tornam-se passos cruciais para a transcendência dos ciclos cármicos. A Roda de Samsara, conforme descrita nas tradições orientais, representa o ciclo contínuo de nascimento, morte e renascimento. Estar preso a este ciclo simboliza uma consciência refém de desejos e apegos mundanos. No entanto, aqueles que compreendem e praticam as leis do Karma-Darma com sabedoria não permanecem mais enredados nessas amarras. A libertação da Roda de Samsara não está simplesmente ligada à devoção religiosa ou à crença em figuras espirituais como Jesus ou Buda para a anulação das dívidas kármicas, através da famosa, cômoda e enganosa remissão dos pecados sem ação profunda e consciente do pecador. Em vez disso, requer-se um trabalho interior profundo, englobando arrependimento genuíno, aprendizado contínuo e transformação dos elementos internos que perpetuam o sofrimento. Essencialmente, é preciso reparar ativamente qualquer dano causado, tanto a outras pessoas quanto à natureza, de forma consciente e respeitosa. Samael Aun Weor apresenta a ideia de que o Karma é negociável, permitindo modificações e ajustes antes que os efeitos negativos se manifestem plenamente. É como uma dívida no banco: você toma consciência dela, a negocia, paga e evita que o oficial de justiça venha cobrá-la em alguns meses… Este conceito é destacado no livro “Além da Morte”, onde o autor explica que o karma pode ser alterado através de ações positivas e do serviço à humanidade. A moeda nessas negociações é o Darma – os créditos espirituais gerados por boas ações exemplares. O único tipo de karma que não é negociável é o “karma duro”, que se refere a dívidas extremamente severas, como seria o caso de ações com impactos universais – grandes fascínoras da humanidade. Na visão gnóstica, a Justiça Divina é flexível, capaz de reconhecer sinceras transformações interiores e atitudes de reconciliação. Ao contrário de um julgamento inflexível, os Tribunais Superiores da Lei Cósmica avaliam as intenções e esforços autênticos em realizar mudanças pessoais e coletivas. Aliás, este conceito converge completamente com as tradições cabalísticas antigas, como no Zohar, onde a coluna do templo da harmonia universal tem duas colunas de entrada, uma de Justiça (severidade, cobrança aos que erraram), e outra de Misericórdia (amor, flexibilidade, negociação, ação consciente aos que se arrependeram e repararam os danos). Concluímos, portanto, afirmando que a jornada para a libertação da Roda de Samsara é, em essência, um trabalho de transformação individual e espiritual. Ela requer que deixemos de lado o egoísmo, pratiquemos o perdão e façamos o bem, tanto para nós mesmos quanto para os outros. Compreender e aplicar a Lei do Karma-Darma nos convida a uma vida de consciência mais desperta, na qual cada um de nós tem o poder de escrever seu destino com mãos compassivas e justas. Transformar-se é, acima de tudo, um ato de amor e coragem, que nos desafia a ir além dos nossos limites e caminhar rumo a um entendimento mais profundo e libertador do nosso ser. Por isso sintetiza um antigo ritual de Sabedoria Gnóstica, referindo à Lei Divina:“Amor é Lei, porém Amor Consciente”. Andressa Paula Angonese é empresária e instrutora gnóstica em Erechim-RS

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Onirologia e Projeção Astral à Luz da Gnose: Ferramentas Práticas de Autotransformação

ONIROLOGIA E PROJEÇÃO ASTRAL À LUZ DA GNOSE:FERRAMENTAS PRÁTICAS DE AUTOTRANSFORMAÇÃO Contemporaneamente, enquanto a neurociência e a medicina do sono se debruçam sobre os mecanismos fisiológicos e as fases bioelétricas do cérebro — como o ciclo REM —, e a psicanálise de Freud e Jung busca decifrar as linguagens do inconsciente através de desejos reprimidos ou compensações simbólicas, a sabedoria gnóstica de Samael Aun Weor surge para ampliar significativamente estes horizontes.   Samael, como filósofo reestruturador da Gnose moderna em seus mais de 80 livros, baseado nas antigas tradições de sabedoria (gnosis) de vários povos, relatadas em livros sagrados, nos relembra que o sono e os sonhos podem ser importantes eventos psíquicos e espirituais, tal como atestam tantas aparições sacralizadas, ordens divinas, orientações do alto, visões, êxtases, viagens pelos céus, monges que voam, místicos que desaparecem e aparecem em outros lugares, sonhos proféticos e tantos outros. Sob a óptica da Gnose moderna, o sonho assume um estágio de uma autêntica experiência mística e de uma realidade objetiva da alma nas dimensões sutis da natureza. Liderada pelas diretrizes contemporâneas de Samael Aun Weor, a Onirologia Gnóstica defende que o conteúdo processado durante o sono provém dos Centros Biopsicofisiológicos do ser humano constituindo uma valiosa ferramenta para o trabalho de autoconhecimento e de transformação interior. Todavia, num cenário social marcado por crescentes distúrbios psíquicos e degradação da qualidade de vida, o ser humano perdeu a capacidade de se recordar e de interpretar estas vivências de forma lúcida. Enquanto algumas correntes científicas definem os sonhos como meros subprodutos de reações bioquímicas e impulsos elétricos — reflexos de nossas memórias e vivências diárias —, outras os interpretam como manifestações psicológicas profundas, moldadas por nossos desejos, repressões e pela estrutura da nossa personalidade. A Gnose, contudo, amplia esse horizonte: embora reconheça essas perspectivas, ela propõe que o sonho pode ser também uma experiência mística. Nela, a consciência desperta e explora livremente as dimensões sutis da natureza.    Para a Gnose, os sonhos servem a diferentes propósitos: podem ser um processo de digestão da psique pelo Ego, ressonâncias do estado presente (desejos e fantasias) ou, ainda, o reflexo de inquietações sobre o futuro.  A Gnose nos ensina técnicas assertivas e profundas que nos permitem avançar no estudo dos sonhos, constatando que eles são ferramentas reais que podemos utilizar para o trabalho de transformação interior. Por isso que nas escolas de gnose são ensinadas as precisas e antiquíssimas técnicas da Yoga Tibetana do Sono, com seus 9 passos, para nos permitir lembrar dos sonhos, fazê-los conscientes e positivos, entender sua simbologia e relacioná-los com nossa vida. Na perspectiva gnóstica, compreendemos que os sonhos podem se manifestar de três formas: como realidade objetiva, na qual o sonhador de fato vivencia situações nos planos sutis; como mera fantasia, assemelhando-se a uma alucinação projetada pela própria mente; ou como uma mistura de ambos. Esta última categoria é, inclusive, a mais frequente, onde a percepção alterna entre a vivência real nos planos superiores e as projeções da fantasia individual. Como extensão da prática do Sonho Consciente e da Yoga dos Sonhos, temos a projeção astral que é o desdobramento natural dos corpos sutis em relação ao corpo físico durante o sono. Esse fenômeno ocorre todas as vezes que dormimos com todas as pessoas: quando acontece de forma inconsciente, manifesta-se como sonhos; quando realizado com lucidez e técnica, caracteriza o desdobramento astral consciente. Ao dormirmos, os corpos sutis e seus valores psíquicos (alma e ego) se projetam para as dimensões sutis, possibilitando que o corpo etérico restaure a biologia física. Viajar involuntariamente pelo plano astral é um processo natural e seguro, feito por todos nós, todas as noites, enquanto dormimos. O que as religiões descrevem como “revelações” ou “viagens ao céu e inferno” são, na verdade, experiências nessa dimensão. A diferença para quem deseja fazer isso de forma consciente está no treino. Da mesma forma que o condicionamento físico é vital para um esportista, o desdobramento requer técnica e persistência. É uma habilidade acessível a todos, variando apenas o tempo de maturidade de cada praticante. O Mestre Samael Aun Weor diz que a projeção astral consciente é fundamental para acessar e investigar as verdades sobre o mundo invisível. Ao vivenciar o mundo sutil e seus mistérios, o praticante deixa de ser um repetidor de palavras alheias para se tornar uma testemunha real da realidade espiritual, protegendo-se contra informações manipuladas ou puramente teóricas, muitas vezes apenas com interesses financeiros. Para quem busca se conhecer de verdade, a projeção astral é a chave. Ela substitui os dogmas pela descoberta por experiência direta, permitindo que cada um se torne um investigador de si mesmo ao acessar, de forma consciente, as realidades do mundo espiritual. Para dominar a projeção astral, basta o conhecimento da técnica aliado à prática constante. O processo é totalmente seguro, visto que o vivenciamos de forma inconsciente todas as noites ao dormir. Assim, qualquer indivíduo dedicado e com estabilidade física e psicológica pode alcançar a saída consciente e voluntária do corpo astral. Os únicos empecilhos são os medos de começar a praticar e alguns entraves energéticos como chacras bloqueados, por exemplo. A prática da projeção astral oferece muitos benefícios que vão além da experiência física cotidiana. Ao projetar a consciência, torna-se possível explorar os planos invisíveis da natureza, onde as leis da física tradicional — como a gravidade e o espaço-tempo — não se aplicam da mesma forma. Essa jornada pela quinta dimensão permite um mergulho no autoconhecimento, possibilitando a observação clara de virtudes e defeitos psicológicos manifestados energeticamente, além do acesso a registros de vidas passadas para a compreensão de carmas e darmas. Mais do que uma exploração passiva, a projeção funciona como uma ferramenta de evolução intelectual, de equilíbrio emocional e de crescimento espiritual: é possível frequentar escolas em planos sutis e aproveitar as horas de sono para uma superaprendizagem ou treinamentos específicos. Por fim, a consciência durante o desdobramento reflete-se diretamente na saúde física, melhorando a qualidade do descanso ao reduzir pesadelos e reações abruptas, proporcionando um sono mais equilibrado

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Título

O que é GNOSE?

A Associação Gnóstica de Brasília – AGB é uma instituição civil sem fins lucrativos, que objetiva divulgar a gnose moderna reestruturada por Samael Aun Weor, filósofo, antropólogo e cientista colombiano radicado no México, com mais de 80 livros editados em 70 países. 

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