Biomúsica e Terapia das Imagens: A Harmonia da Música e dos Símbolos na Transformação Interior

Biomúsica e Terapia das Imagens: A Harmonia da Música e dos Símbolos na Transformação Interior

A Biomúsica e a Terapia das Imagens são abordagens terapêuticas inovadoras que integram música, imaginação e simbolismo para promover equilíbrio emocional e paz interior. A música, há milênios, é reconhecida como uma ferramenta de cura, capaz de despertar emoções profundas e transformar estados internos. Quando associada à visualização guiada e à exploração de imagens simbólicas, torna-se um poderoso meio de acessar o inconsciente, dissolver bloqueios e estimular a renovação interior.

A Biomúsica tem suas raízes nas tradições ancestrais que usavam ritmos, cantos e instrumentos para induzir estados alterados de consciência e promover curas espirituais. No século XX, essa prática foi sistematizada como um método terapêutico que estimula a expressão emocional, melhora a saúde mental e fortalece o vínculo entre corpo e mente. Já a Terapia das Imagens se baseia no estudo do inconsciente coletivo, conforme proposto por Carl Jung, e no uso de arquétipos e símbolos para ressignificar experiências e integrar aspectos ocultos da psique.

Na tradição gnóstica, Samael Aun Weor enfatizou o poder da arte como um dos pilares do desenvolvimento espiritual. Ele ensinou que a música superior e os símbolos arquetípicos podem atuar como portais para a transformação interior, permitindo que o buscador acesse estados elevados de consciência e compreenda realidades ocultas. Através da música e das imagens, é possível entrar em sintonia com forças superiores e receber inspiração direta do mundo espiritual, como acontece nos grandes mitos e nas visões dos iniciados.

Os benefícios dessas abordagens são vastos: redução do estresse e da ansiedade, ampliação da criatividade, maior clareza mental e aprofundamento da percepção simbólica. Além disso, ao trabalhar com a linguagem dos sons e das imagens, a Biomúsica e a Terapia das Imagens auxiliam no desenvolvimento de uma consciência mais desperta e na superação de padrões limitantes, permitindo uma transformação genuína.

O Workshop de Biomúsica e Terapia das Imagens da Associação Gnóstica de Brasília integra esses elementos, proporcionando uma vivência alinhada ao caminho gnóstico. Para Samael Aun Weor, os mitos e os sonhos contêm chaves fundamentais para a autorrealização, e a arte verdadeira deve servir ao despertar da consciência. Através da música, despertamos estados superiores de percepção, e por meio das imagens, acessamos os mistérios profundos da psique. Essa é uma oportunidade de experimentar, na prática, o poder da arte como canal de transcendência e autoconhecimento.

Gnosticismo, Agnosticismo, Ateísmo, Ceticismo e o Propósito da Vida

Gnosticismo, Agnosticismo, Ateísmo, Ceticismo e o Propósito da Vida Ao longo da história, o ser humano sempre buscou respostas para as grandes questões da existência: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Qual é o sentido da vida? Diante dessas perguntas fundamentais, surgiram diferentes posturas filosóficas e espirituais. Entre elas, destacam-se a Gnose, o Agnosticismo, o Ateísmo e o Ceticismo, que partem de preocupações semelhantes, mas conduzem a compreensões muito distintas sobre o conhecimento, a verdade e a realidade espiritual. A palavra gnose vem do grego gnosis, que significa conhecimento vivido e experimentado. Para a Gnose, conhecer não é acreditar nem especular, mas despertar a consciência por meio da experiência direta. A Gnose afirma que o ser humano pode conhecer a si mesmo, compreender o sentido da vida e acessar a dimensão espiritual através de um trabalho interior profundo. Por isso, a Gnose entende que o propósito da vida é o despertar da consciência, que conduz a uma felicidade real, estável e consciente, e não apenas emocional ou material. O agnosticismo, por sua vez, tem origem no termo grego a-gnosis, que significa “não conhecimento”. Trata-se de uma posição filosófica que sustenta que as verdades últimas da existência (como Deus, o absoluto ou a realidade espiritual) não podem ser conhecidas com certeza pelos meios humanos atuais. O agnóstico não afirma nem nega a existência do divino; ele reconhece os limites do conhecimento humano e suspende o juízo diante do metafísico. O ateísmo segue um caminho diferente. Enquanto o agnosticismo se concentra nos limites do conhecimento, o ateísmo assume uma posição afirmativa ao negar a existência de Deus ou de qualquer princípio espiritual transcendente. Para o ateu, a realidade se explica exclusivamente por causas materiais, naturais ou sociais. Assim, o ateísmo não é apenas dúvida, mas uma convicção baseada em uma interpretação específica da realidade. Já o ceticismo ocupa uma posição ainda mais ampla e crítica. O cético questiona não apenas as crenças religiosas ou espirituais, mas também qualquer afirmação que não possa ser verificada de forma rigorosa. O ceticismo enfatiza a dúvida metódica e a investigação constante, funcionando muitas vezes como um freio contra dogmas, ilusões e verdades absolutas aceitas sem reflexão. No entanto, quando levado ao extremo, pode resultar em uma postura de descrença generalizada e paralisação existencial. É justamente nesse cenário que a Gnose se distingue. Diferente do agnosticismo, a Gnose afirma que o conhecimento espiritual é possível; diferente do ateísmo, ela não nega a dimensão divina; e diferente do ceticismo radical, ela não se limita à dúvida. A Gnose propõe um caminho experimental, no qual cada pessoa é convidada a verificar por si mesma, por meio da transformação interior, aquilo que antes parecia inacessível. Segundo a tradição gnóstica, o despertar da consciência ocorre através da chamada Revolução da Consciência, fundamentada na eliminação dos defeitos psicológicos, no nascimento espiritual por meio do uso consciente das energias criadoras e no serviço desinteressado à humanidade. Esse processo conduz o indivíduo a compreender o verdadeiro propósito da vida, transformando a existência mecânica em uma jornada consciente e significativa. Embora o termo gnose tenha origem grega, esse conhecimento se manifesta nas grandes civilizações da humanidade. No Egito Antigo, nos Mistérios de Ísis e Osíris; na Índia, por meio do caminho do conhecimento (jñāna); entre os maias, através da relação sagrada entre o ser humano, o tempo e o cosmos; e na Grécia, nos Mistérios de Elêusis. Todas essas tradições apontam para a mesma verdade essencial: o ser humano pode despertar sua consciência e realizar sua essência divina. O gnosticismo primitivo, que floresceu nos primeiros séculos da era cristã, expressou essa busca pelo conhecimento interior por meio de símbolos, mitos e ensinamentos esotéricos. Para os gnósticos antigos, a salvação não vinha da crença cega nem da obediência externa, mas do conhecimento direto (a gnose que libertava a alma da ignorância e do sofrimento). Esses ensinamentos estiveram presentes em diversas escolas gnósticas e dialogaram com tradições do Egito, da Grécia, da Pérsia e do Oriente. Com o passar dos séculos, muitos desses conhecimentos foram perseguidos, fragmentados ou ocultados, mas a essência da Gnose permaneceu viva nas tradições iniciáticas do mundo. No século XX, esse legado foi sistematizado e atualizado na chamada Gnose contemporânea, especialmente por meio dos ensinamentos de Samael Aun Weor, que apresentou a Gnose como um caminho prático, universal e acessível ao ser humano moderno. Segundo a Gnose contemporânea, o despertar da consciência ocorre por meio da Revolução da Consciência, sustentada por três pilares fundamentais: a morte psicológica dos defeitos internos, o nascimento espiritual por meio do uso consciente das energias criadoras e o sacrifício desinteressado pela humanidade. Esse trabalho interior conduz o indivíduo a compreender o verdadeiro propósito da vida e a experimentar uma felicidade consciente, profunda e duradoura. Por fim, podemos afirmar que a Gnose reconhece o valor do questionamento, da razão e da investigação crítica, mas afirma que o conhecimento mais profundo não nasce apenas do intelecto, e sim da experiência consciente. Por isso, ela não se impõe como crença ou religião dogmática, mas como um caminho de autoconhecimento e vivência direta da verdade. Enquanto o agnosticismo afirma “não é possível saber”, o ateísmo declara “não existe” e o ceticismo questiona “como posso ter certeza?”, a Gnose responde: “é possível saber, desde que o ser humano desperte sua consciência”. A Associação Gnóstica de Brasília (AGB) dedica-se ao estudo, à vivência e à difusão desse conhecimento milenar, oferecendo ferramentas práticas para que cada pessoa possa descobrir, em si mesma, o verdadeiro propósito da vida e o caminho para uma felicidade consciente, profunda e duradoura. Há verdades que não se aceitam por fé nem se negam por dúvida: revelam-se pela experiência !!! (Alessandra Espineli é engenheira, líder gnóstica e instrutora da Associação Gnóstica de Brasília)

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A Sabedoria Iniciática da Grécia e os Mistérios de Elêusis à luz da Gnose Samaeliana

A Sabedoria Iniciática da Grécia e os Mistérios de Elêusis à luz da Gnose Samaeliana Os Mistérios de Elêusis constituem um dos mais elevados e enigmáticos legados espirituais da Grécia Antiga. Durante séculos, esses rituais foram preservados sob voto de silêncio, não por ocultismo arbitrário, mas porque tratavam de experiências internas que só podem ser verdadeiramente compreendidas quando vividas. À luz da Gnose, Elêusis revela um conhecimento prático e transformador, voltado à felicidade real do ser humano e ao trabalho interior sério que a tradição gnóstica contemporânea, a partir dos ensinamentos de Samael Aun Weor, denomina Revolução da Consciência: a morte psicológica dos defeitos, o nascimento espiritual da alma e o serviço desinteressado à humanidade. A tradição eleusina recorria aos mitos, símbolos e ritos como linguagem sagrada para expressar a jornada da alma em sua relação com a matéria, o sofrimento e a possibilidade de retorno à luz. Deuses e deusas eram compreendidos como forças vivas da consciência e da natureza. Deméter, a Grande Mãe, simboliza o princípio criador e sustentador da vida; Perséfone, a consciência humana que experimenta a descida, o esquecimento e a possibilidade do retorno; Hades, o mundo subterrâneo da psique; e Dionísio-Iaco, a força redentora que impulsiona o despertar interior. Esses mitos funcionam como mapas psicológicos e espirituais que indicam ao ser humano a possibilidade de despertar da inconsciência por meio de um trabalho interior consciente. Assim como em outras tradições iniciáticas da Grécia, o caminho eleusino apresenta a queda, a purificação e o renascimento como etapas naturais do desenvolvimento da consciência. A Gnose ensina que essa transformação ocorre por meio da eliminação progressiva dos defeitos psicológicos, do uso consciente das energias criadoras — simbolizadas pelo Eros elevado — e do serviço desinteressado, que reflete a sabedoria prática e ordenadora associada a Atena. Os Mistérios de Elêusis também oferecem uma compreensão profunda dos ciclos da vida e da morte. A condição humana comum é marcada pela repetição inconsciente dos acontecimentos, enquanto o caminho iniciático propõe a possibilidade de agir conscientemente sobre o próprio destino. A lei do karma, longe de ser fatalista, manifesta-se como uma lei de equilíbrio e justiça e pode ser transformada quando o indivíduo assume responsabilidade por seus atos e passa a agir de forma consciente e reta. Outro ensinamento central dessa sabedoria é que céu e inferno não são lugares externos, mas estados de consciência. Os mundos superiores e inferiores coexistem no próprio ser humano, acessíveis conforme o nível de despertar interior. Nesse contexto, aquilo que a tradição gnóstica posterior denomina Lúcifer — o Portador da Luz — encontra, na Grécia Antiga, sua correspondência simbólica em Eósforo ou Fósforo, a estrela da manhã, imagem da força luminosa latente na consciência humana. Quando purificada e elevada, essa energia conduz à ascensão e à iluminação; quando mal conduzida, leva à queda e ao obscurecimento interior. Em contraponto, figuras como Tifão representam as forças caóticas e instintivas da psique, os agregados psicológicos que aprisionam a consciência nos mundos inferiores e que precisam ser reconhecidos e dissolvidos pelo fogo da compreensão. As práticas iniciáticas de Elêusis incluíam vivências profundas relacionadas à meditação, à projeção astral nos mundos sutis (domínio simbólico de Hermes o viajante), ao uso sagrado da imaginação criadora e à magia elemental ligada às forças da natureza. Esses trabalhos tinham como objetivo integrar o conhecimento espiritual à vida cotidiana, promovendo equilíbrio emocional, clareza interior e harmonia nas relações humanas. A iniciação não era um título nem um fim em si mesma, mas um compromisso contínuo com a nossa própria revolução da Consciência. Hoje, a sabedoria de Elêusis permanece viva como um convite ao autoconhecimento e à experiência direta da Gnose em nossa vida. Mais do que um resgate histórico, trata-se de um chamado atemporal àqueles que sentem que a verdadeira felicidade nasce do despertar da consciência e da reconexão com nosso Íntimo e Divindades internas simbolizadas pelos deuses imortais da Hélade. A Associação Gnóstica de Brasília (AGB) convida todos os interessados a aprofundar esse caminho por meio do workshop “Os Mistérios de Elêusis”, no qual esses ensinamentos serão vivenciados de forma prática, simbólica e transformadora. Há conhecimentos que não se explicam: revelam-se quando a alma está pronta para lembrar !!! (Alessandra Espineli é instrutora e estudiosa de culturas antigas pela Associação Gnóstica de Brasília)

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A cura gnóstica da mulher através da relação com o pai: O valor simbólico e material da presença do pai biológico na vida de uma filha

A cura gnóstica da mulher através da relação com o pai: O valor simbólico e material da presença do pai biológico na vida de uma filha Na Psicologia Gnóstica, o pai biológico não é apenas uma figura social ou familiar. Ele representa, para a filha, o primeiro contato com o princípio do Primeiro Logos, aquele que estrutura, sustenta e dá forma à vida no mundo concreto. Simbolicamente, o pai é o arquétipo da Lei que protege, da força que orienta assim como da confiança que autoriza a filha a existir. Quando essa presença é viva, ainda que imperfeita, ela cria na psicologia feminina uma base profunda de segurança ontológica: “eu posso estar no mundo”. Essa autorização silenciosa é decisiva. Enquanto a mãe a introduz no campo do afeto, do cuidado e da vida emocional, o pai cumpre a função simbólica de mediar a filha com o mundo externo: trabalho, realização, limites, responsabilidade e construção. Por isso, a presença do pai não é apenas emocional como também é material. É através do olhar do pai que muitas filhas podem se reconhecer, ainda crianças, como com fundamentos essenciais para sua vida adulta como: dignidade de respeito, capacidade de construir, merecimento de apoio, aptidão para ocupar espaço. Quando esse olhar é de reconhecimento, mesmo em meio a falhas humanas, ele se transforma numa força interna permanente, que acompanha a mulher ao longo da vida como coragem, autonomia e capacidade de enfrentar adversidades. Percebe-se contudo, que quando o pai está ausente, omisso ou quando sua presença é interrompida precocemente, não é apenas a figura humana que se perde. Perde-se também — ou fragiliza-se — o princípio estruturante no psiquismo da filha. Isso pode gerar, ao longo da vida: Não se trata de culpa, mas de compreensão iniciática: o inconsciente busca restaurar o que foi quebrado simbolicamente. O legado que permanece além da morte ou das falhas Quando um filho/filha guarda uma visão consciente do pai, este jamais será reduzido aos seus erros. O que verdadeiramente permanecerá será o legado essencial: a força transmitida, a inteligência herdada, a coragem de existir. Mesmo quando o pai falha materialmente, deixa pendências ou imperfeições, a filha pode, através da voz da Consciência, separar o homem psicológico do princípio paterno que a formou. Essa independência é libertadora pois a filha já não depende mais de provas externas para existir. Ela carrega em si a estrutura que recebeu. Assim, o caminho gnóstico não é o da negação nem da idealização, mas o da integração consciente. Curar a relação com o pai é, portanto: Quando isso acontece, a mulher deixa de buscar sustentação fora e passa a emanar solidez por dentro. Ela não pede autorização para ser alguém. Ela simplesmente “É”. Já a ausência ou o abandono do pai biológico, enquanto não compreendidos, pode gerar, na mulher, egos ligados ao medo de não ser digna, à necessidade de provar valor e ao temor do abandono. Na Gnose, a cura não ocorre pela substituição do pai ausente, mas pela separação entre o homem que falhou e o Arquétipo do Pai Interno, ou seu Real Ser. Ao observar esses egos e fortalecer o reconhecimento e contato com o Pai Interno por meio da Consciência, a mulher deixa de buscar validação externa e passa a amar e vincular-se sem se anular. O abandono perde poder sobre o presente quando ela compreende que não precisa ser escolhida para existir, sentindo-se sustentada pelo próprio Ser. Da mesma forma, a sexualidade feminina não se desenvolve apenas no plano físico ou afetivo; ela nasce também da base simbólica que o pai oferece. Quando a presença do pai é viva, mesmo que imperfeita, a filha internaliza confiança, dignidade e segurança para ocupar seu próprio corpo e seu espaço sexual sem culpa ou medo. Ela aprende a diferenciar amor, desejo e respeito, estabelecendo limites claros e sentindo-se merecedora de experiências saudáveis. Quando o pai está ausente, omisso ou crítico, a sexualidade pode se condicionar ao medo de rejeição, à necessidade de prova ou à insegurança sobre merecimento. E a cura gnóstica neste caso também surge ao reconhecer o Pai Interno: a mulher passa a sustentar seu próprio corpo, desejo e prazer como extensão do Ser, sem depender da validação externa, transformando sua sexualidade em força Consciente e transformadora. Em um sentido mais transcendente, aprofundado nas aulas de Sexualidade Sagrada do Curso de Gnose, o sexo também pode assumir um espaço espiritual na vida da mulher, funcionando como ponte que a eleva ao contato com seu Real Ser. Como verdade iniciática final, pode-se dizer que a filha que reconhece o valor simbólico e material do pai biológico não o aprisiona na memória, mas sim o transcende. Ela compreende que o pai que estruturou o mundo dentro dela continua vivo na forma como ela constrói a própria vida. E esse é um dos maiores atos de Consciência que uma mulher pode realizar em sua jornada espiritual. Por isso é tão importante que além do contato essencial com nossa Mãe Divina Particular, que nos aproximemos e apoiemos em nosso Real Ser: o poderoso, inominável e misericordioso Deus que habita em nós! (Alessandra Espineli, filha e engenheira civil como seu pai Vicente (in memoriam), esposa de Sérgio, irmã e mãe, estudiosa dos mistérios do Eterno Masculino de Deus e dedicada a ajudar mulheres no Despertar da Consciência.)

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Entre a Festa Junina e a Tradição Celta: Um convite ao Eixo Cósmico através da ancestral Dança do Mastro

Entre a Festa Junina e a Tradição Celta: Um convite ao Eixo Cósmico através da ancestral Dança do Mastro A Dança do Mastro, presente nos antigos festivais celtas como Beltaine, representa muito mais do que uma simples celebração da primavera. Ela é uma chave arquetípica que expressa a união dos opostos, a circulação da energia vital e o reencontro com o eixo central do Ser. O maypole, termo inglês que designa esse mastro decorado com fitas coloridas e flores, ao redor do qual se dança na tradicional festa de maio em várias culturas europeias, é um símbolo vivo dessa conexão sagrada entre o céu e a terra. Sua dança entrelaçada remete ao movimento harmonioso das forças opostas que, em equilíbrio, sustentam a vida e o cosmos. O mastro central representa o axis mundi, o “eixo do mundo”, uma imagem simbólica comum a muitas tradições espirituais, como a Árvore da Vida, o Monte Meru (símbolo sagrado e cósmico presente em várias tradições espirituais do Oriente, especialmente no hinduísmo, budismo e jainismo), a coluna vertebral alquímica ou a árvore Yggdrasil da mitologia nórdica. Ele simboliza a ligação entre o Céu e a Terra, entre o divino e o humano. Nós, enquanto microcosmo que espelha o macrocosmo, trazemos esse mastro sagrado simbolicamente em nossa própria coluna vertebral. É por meio dela que mantemos viva a conexão entre Terra e Céu, entre o mundo material e o espiritual, entre o denso e o sutil. Esse eixo interno é a via de ascensão da Kundalini, nossa Energia Sagrada, sem a qual não há vida verdadeira nem propósito de existência. As fitas coloridas amarradas no topo do mastro são como cordões umbilicais, pelos quais o ser humano está conectado ao universo. Conectado à fita, o participante representa suas forças interiores: pensamentos, emoções, instintos, desejos, memórias; aspectos que, quando vividos sem ordem, tornam-se caóticos. Mas, ao dançarmos em torno do mastro com presença (auto-recordação) e intenção, entrelaçamos essas forças em torno do eixo divino, harmonizando-as. Na medida em que os dançarinos giram em sentidos opostos, como o masculino e o feminino, o ativo e o receptivo, o yang e o yin, eles não apenas representam a dualidade da Criação, mas também se cruzam em padrões que tecem a teia da vida, a Roda de Samsara ou o caracol da existência da tradição nahuatl. “Samsara” é uma palavra em sânscrito que significa “fluir juntamente”, “perambular” ou “ciclo contínuo”. Refere-se ao movimento cíclico da existência, em que as almas encarnam repetidamente, movidas pelo karma (causa e efeito). Assim, na dança, cada cruzamento evoca os fios invisíveis que nos conectam ao passado, às experiências de outras vidas, às repetições cármicas e recorrências emocionais que precisam ser reconhecidas e transcendidas. Dançar assim é mover-se com consciência sobre o palco do destino, observando os ciclos que se repetem e escolhendo, em meio a eles, o caminho da libertação. Durante a celebração, é comum que o mastro seja ricamente ornamentado com flores, fitas e folhagens, símbolos vivos da fertilidade da Terra e da abundância que brota da união harmônica entre Céu e Natureza. As flores representam a manifestação visível da alma da planta, expressão do sagrado nos reinos elementais, e são, por isso, oferecidas como embelezamento e honra ao Eixo Divino da criação. Os dançarinos também se enfeitam com coroas ou guirlandas florais, carregando consigo o perfume da vida, a delicadeza da alma e a alegria do florescer interior. Mas, além de sua beleza, as flores evocam algo ainda mais profundo: são o símbolo das virtudes espirituais que o ser humano precisa reconquistar por meio do despertar da Consciência, do esforço e da depuração interior. Assim como os antigos nahuatls celebravam a guerra florida, luta sagrada em que o guerreiro enfrentava a si mesmo para fazer brotar as flores da alma, nesta dança, cada flor se torna sinal de uma qualidade resgatada: a pureza, a humildade, a coragem, o amor. Ao adornar o corpo com flores, o dançarino transforma-se em sua formação original, sua essência primitiva e pura, com os adornos da alma que vai reconquistando na jornada de retorno às origens divinas de seu ser. Essa prática ancestral é, portanto, um rito de integração. Cada passo consciente, cada gesto de entrelaçar e desenlaçar, torna-se um movimento de cura. É como se, ao dançarmos, invocássemos a Mãe Divina para nos ajudar a alinhar nossos mundos interiores. Como em tantas tradições espirituais, do giro dervixe ao caminhar meditativo zen, das danças circulares sagradas à psicologia gnóstica, o corpo em movimento torna-se oração. Portanto, quando essa dança é feita com devoção, ela se transforma num ato mágico: uma expressão viva do caminho espiritual, o retorno ao centro, à harmonia, ao Ser. Anualmente, em nossas comemorações de festa junina ou julina, a Associação Gnóstica de Brasília recebe seus alunos e a comunidade próxima, ocasião em que realizamos a Dança do Mastro, que é sempre muito alegre e festiva. Convidamos você a viver essa dança conosco: Não apenas com os pés, mas com a alma!!! Nosso verdadeiro chamado vai além do círculo festivo. A dança continua dentro de nós, todos os dias, nos ciclos da existência, nas escolhas, nos desafios, nas relações. Por isso, na Associação Gnóstica de Brasília, oferecemos o Curso de Gnose: uma jornada viva de autoconhecimento e transformação, com práticas e ensinamentos que nos ajudam a dançar a vida com Consciência, a harmonizar mente, emoção e ação em torno do nosso eixo interior, e a trilhar um caminho real de retorno ao Ser. Se essa dança ressoa em seu coração, venha conhecer nosso trabalho. Participe conosco e descubra, passo a passo, o sentido mais profundo de existir! (Alessandra Espineli Sant’Anna é instrutora gnóstica e facilitadora de vivências espirituais na Associação Gnóstica de Brasília, onde compartilha caminhos de autoconhecimento e reconexão com o Sagrado.)

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O Tesouro dos Tesouros

O Tesouro dos Tesouros Creio no sagrado do amor,Na força capaz de tudo e todos transformar. Amar exige coragemNum mundo que foge dos sentimentos,Que embaça os espelhos,Que sufoca a almaEm torno de carências,Vaidades e apegos…Torpes medosDo sentimento vividoEm segredo. O que é mais real acaba por se abafarPor ilusórias métricas,Ambições, aparências,Que silenciosamente esmagamO tesouro dos tesouros,A luz das luzes… Que nunca se apagam…Mas talvez,Também nunca renasçam. Pois como todo tesouro necessita ser preservado, polidoE na senda Servido. Alessandra Espineli (poetisa e instrutora gnostica)

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Pai-Mãe Divino – Oração Pai Nosso (parte 3)

A Oração do Pai Nosso: “a busca de uma profunda amizade com quem sabemos que nos ama” (**) Na parte 1 deste artigo que trata dos Mistérios do Pai-Mãe Divino, abordamos a beleza da unicidade da criação, manifestando-se de forma complementar e cooperativa em seus lindos aspectos masculino e feminino. Na parte 2 estudamos as 7 Funções Sagradas do Eterno Masculino e do Eterno Feminino de Deus, vendo estas manifestações nas ações divinas concretas em nossas vidas. E finalizando essa “trilogia”, elaboramos esse artigo para orientação de Meditação Mística Gnóstica, onde cada frase deve ser refletida, meditada, pois foi inspirado e desenvolvido com base nos livros dos Mestres Samael Aun Weor, especialmente no Livro Catecismo Gnóstico (trecho marcado com * no texto),  na obra de Teresa D’Avila, em especial no  livro Caminho de Perfeição (marcado com **), na obra de João da Cruz, nos ensinamentos de Jesus, em especial no Sermão da Montanha (marcado com ***), assim como de todos os demais seres iluminados que nos ajudam constantemente a trilhar o caminho da Iniciação. Continuemos, portanto, nossa jornada, onde veremos um maravilhoso método de Conexão com o Pai, ensinado por Jesus e conhecido como a Oração do Pai Nosso. Antes de iniciar sua vida pública, Yeshua Ben Pandirá (Jesus) passou 40 dias de silêncio e meditação no deserto, marcando as colinas de Kurum Hattin (próximas ao lago de Genezaré), com sua primeira mensagem divina. Foi nesse lugar onde Ele proferiu o que conhecemos hoje como “o Sermão da Montanha”. Todo esse belíssimo texto pode ser encontrado no evangelho de Matheus capítulos 5 a 7. O texto é composto de ensinamentos esotéricos profundos, apesar de ter sido proferido em campo aberto a todos que lá estavam. O Sermão da Montanha, para ser compreendido, deve ser meditado, deve ser lido com a alma, para que assim possamos ouvir o nosso Sermão da Montanha Interno, que há de ser proferido pelo nosso Cristo Íntimo. Ele é integralmente espiritual e cósmico; não é uma teoria que devamos crer, mas sim uma realidade que devemos “Ser”. Diz Uberto Rohden: “Nele se encontram o oriente e o ocidente, o brahamanismo e o cristianismo e a alma de todas as grandes religiões da humanidade por que é a síntese da mística e da ética, que ultrapassa todas as filosofias e teogonias meramente humanas”. É no evangelho de Matheus (capítulo 6) onde o Salvador nos ensina como podemos nos comunicar e conectar com o nosso Pai Interno, e com o Pai de nosso Pai, ditando a primeira Oração da era cristã: O Pai Nosso! Essa oração é um verdadeiro tesouro capaz de nos elevar ao mais profundo êxtase se pronunciada com devoção e profundo Amor. Façamos então consciência de sua dádiva para usufruir dos dons que ela nos proporciona, nos recolhendo internamente, libertos das amarras do mundo e seguindo as orientações de Yeshua Bem Pandira, quando diz: Quando orares, entra no teu aposento, e fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em oculto; e teu Pai, que vê em oculto, te recompensará. (**) Porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes mesmo de pedirdes. (**) E fala assim…. PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS SANTIFICADO SEJA O TEU NOME VENHA A NÓS O TEU REINO SEJA FEITA A TUA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NOS CÉUS O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DÁ HOJE Porque tu és o doador de todos os bens meu Senhor! (**). PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS ASSIM COMO PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRAI-NOS DE TODO MAL, AMÉM Heloisa Pereira Menezes é nutricionista, profissional de logística do mercado financeiroe instrutora de Gnose da Associação Gnóstica de Fortaleza, março de 2025

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Título

O que é GNOSE?

A Associação Gnóstica de Brasília – AGB é uma instituição civil sem fins lucrativos, que objetiva divulgar a gnose moderna reestruturada por Samael Aun Weor, filósofo, antropólogo e cientista colombiano radicado no México, com mais de 80 livros editados em 70 países. 

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