Os Chacras e nossa Saúde Física, Psicológica e Social

Os Chacras e nossa Saúde Física, Psicológica e Social

Os chacras ou centros de energia do ser humano são famosos entre os místicos, espiritualistas e terapeutas, pois esses vórtices correspondem a verdadeiras interfaces com o meio ambiente, recebendo, transformando e emitindo energias.
Por terem seu assento em importantes funcionalismos fisiológicos (órgãos e glândulas), os chacras também fazem parte de nosso sistema de absorção, digestão e excreção de energias físicas e sutis.
Existem muitos livros sobre os chacras, a maioria deles originados na sabedoria Védica-Yogue-Hindu, na Escola Teosófica e no Gnosticismo de Samael Aun Weor.
Apesar de muitas obras citarem os chacras por sua simbologia mística, suas capacidades metafísicas ou seu aspecto (cor, tamanho, sentido de giro), poucos autores expõem os chacras como meios de diagnóstico e de tratamento de distúrbios físicos, psicológicos e sociais.
O objetivo desse artigo é abordar de modo focado essa lacuna na literatura.
Por saúde entendemos um estado de bem-estar e disposição ativa em relação a si mesmo e ao meio ambiente, aí incluídos todos os seres à nossa volta. Este estado de bem-estar advém de um equilíbrio dinâmico entre nutrir-se, digerir, produzir energias (atividades) e excretar (eliminar o que não é necessário), além, claro, de se relacionar com o meio ambiente em que vivemos.
Em 2019 a Organização Mundial de Saúde relacionou as doenças que mais causam mortes no mundo e, pasme querido leitor, elas estão diretamente ligadas a distúrbios nos chacras. Veja a relação em ordem crescente de número de mortes: Cardiopatia Isquêmica (chacra cardíaco), Acidente Vascular Cerebral (chacras frontal e occipital), Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (chacras pulmonares), Infecção das vias respiratórias inferiores (chacras laríngeo e cardíaco), Alzheimer e outras demências (chacras da cabeça), Diabetes Melitus (chacra umbilical). E esta lista poderia se estender bastante.
Dentre os Distúrbios Mentais, as doenças com maior incidência são a Depressão e a Ansiedade, que correspondem a mais de 55% do total. Essas duas anomalias psíquicas são diretamente influenciadas por desarmonias nos chacras coronário, frontal e cardíaco.
Na Gnose moderna consideramos a saúde em 4 grandes vetores: físico, psicológico, social (ambiental) e espiritual.
Assim, ao discorrermos a seguir sobre cada um dos 7 principais chacras, o faremos sob essas 4 visões, pois uma pessoa pode ser saudável fisicamente (ter um corpo bonito, produtivo e equilibrado), mas ser doente em termos sociais (se isolar do mundo, por exemplo).
Neste artigo não abordaremos as terapias relacionadas aos chacras, mas nosso leitor poderá pesquisar como é possível reequilibrá-los com o uso de Cromoterapia (aplicação de luzes), Gemoterapia (aplicação de cristais), Aromaterapia (uso de óleos essenciais), Mantraterapia (sons sagrados para os chacras), Musicoterapia (músicas especiais para os chacras) e outros métodos, muitos deles ensinados nas escolas gnósticas como as Associações Gnósticas de Fortaleza e de Brasília. Nossos sites possuem artigos específicos sobre essas formas de harmonização dos chacras. Com poucos cliques você terá acesso a vários materiais sobre essas formas de restabelecimento da saúde dos chacras.
Existe ainda um trabalho mais profundo com os Chacras, mediante a Iniciação Gnóstica, o Despertar e Desenvolver de Kundalini e o Tantrismo Luminoso Gnóstico (Magia Sexual), que também são abordados em nossos artigos e cursos.
Veja como o mestre gnóstico contemporâneo Samael Aun Weor ilumina este assunto em seu livro O Matrimônio Perfeito, de forma maravilhosa e sintética:

“As sete glândulas mais importantes do organismo humano constituem os sete laboratórios controlados pela lei do triângulo. Cada uma das glândulas tem seu expoente em um chakra do organismo. (…)
As sete Igrejas entram em intensa atividade com a subida de Kundalini ao longo do canal medular. (…)
Kundalini mora nos elétrons; os sábios meditam Nela, os devotos A adoram e, nos lares onde reina o Matrimônio Perfeito, trabalha-se com Ela de forma prática. (…)
Todo aquele que pratica Magia Sexual abre as Sete Igrejas (chacras).”

Os chacras são, portanto, um importante elemento para o reequilíbrio físico, psicológico e social nas pessoas com distúrbios nessas áreas. A saúde dos chacras atua em conjunto com outras técnicas médicas oficiais ou complementares. Esquecer dos chacras é deixar de usar um importante elemento na saúde integral do ser humano.
E aqui vale o lembrete: uma doença pode ser originada no plano físico e ecoar (se estender) para os planos psicológico, social e espiritual; e vice-versa: um distúrbio social (rejeição, por exemplo) pode somatizar um problema físico no sistema orgânico relacionado ao chacra.

1. CHACRA COCCÍGEO OU BÁSICO – MULADHARA: VENÇA O MEDO

Este chacra está radicado na região do períneo (entre o ânus e os órgãos genitais), relacionando-se ao elemento TERRA. Ele emite um vórtice sutil de cor rubi.
Em termos físicos, o chacra coccígeo é essencial nos processos de excreção (suor, urina, fezes) e para os minerais do corpo, principalmente nos sistemas ósseo e sanguíneo. Disfunções intestinais, incontinência urinária, osteopatias (coluna vertebral principalmente) têm relação direta com desequilíbrios de Muladhara.
Nos aspectos psicológicos, desarmonias em Muladhara provocam preguiça, impaciência, inconstância e improdutividade. Pessoas que não digerem bem as mágoas também costumam ter desequilíbrios no chacra da base da coluna. O medo é um comportamento ligado ao chacra coccígeo desarmonizado.
Socialmente, o chacra Muladhara reverbera nossas relações mais antigas, ligadas à família e à ancestralidade. Também se relaciona ao patrimônio material, como imóveis e outros bens. Problemas de herança, usufruto de patrimônio, divisão de rendas patrimoniais têm relação direta com doenças sociais ligadas a Muladhara. O chacra básico se relaciona também com o trabalho, com as atividades para sobrevivência, com o prazer e constância ao ganhar o pão de cada dia. Pessoas frustradas profissionalmente fazem desequilibrar seu chacra coccígeo.
Quanto ao Caminho Iniciático Gnóstico ou de Desenvolvimento Espiritual Voluntário e Ativo, o chacra básico é guardado pela divindade hindu Shakti Dakini, a deusa representada pela Bailarina Celeste da fluência harmônica da energia, não somente sexual (Kundalini), mas de todo impulso à iluminação e ao despertar da consciência. Muladhara portanto está relacionado ao aprisionamento (se há repressão) ou à liberdade responsável de nossa energia criadora, aquela que purifica e dá consciência divina a seus cultivadores.
Pessoas céticas, dogmáticas e sem espiritualidade consciente normalmente têm Muladhara atrofiado. O mesmo vale para pessoas mal resolvidas sexualmente (reprimidas ou libertárias).
Harmonize, desenvolva e nutra seu Muladhara e tenha digestão excelente, ossos fortes e flexíveis, vontade focada, determinação corajosa, trabalho realizador e vida material resolvida.

2. CHACRA PÉLVICO OU SEXUAL – SWADHISTANA: LIVRE-SE DA CULPA

O centro energético sexual se irradia na cor laranja a partir de nosso ventre, logo acima dos órgãos sexuais externos, tendo relação com o elemento ÁGUA, as águas da vida.
Fisicamente, este centro energético está ligado às gônadas (ovários e testículos) e aos órgãos do sistema reprodutivo, como próstata, útero, vesículas seminais, vagina, vulva, clitóris e pênis. Sua relação com as funções reprodutiva, de prazer sexual e de uso espiritual do sexo (alquimia sexual) é direta, atuando também de forma intensa no equilíbrio hormonal do homem e da mulher (testosterona, estrogênio, progesterona), os quais influem de forma direta na vitalidade e no controle metabólico do organismo.
Desequilíbrios em Swadhistana provocam doenças genitais, irritações nos órgãos geradores, apatia sexual (falta de interesse), distúrbios urinários e reprodutivos, além de forte interferência no prazer sexual, nas disfunções eréteis, na ejaculação precoce e até na dor durante a relação sexual. Swadhistana também se relaciona à bexiga e aos rins, sendo sua harmonia essencial para o correto funcionamento desses órgãos.
Psicologicamente, a desarmonia no chacra pélvico está relacionada com os desvios sexuais (taras ou parafilias), com o desinteresse pelo sexo, nojo pelo corpo ou pelo ato amoroso. Tanto o excesso de interesse pelo sexo (inclusive degenerado) quanto a total apatia em relação à sexualidade estão diretamente ligados ao chacra da pelve. Traumas sexuais muitas vezes são “gravados” no chacra pélvico.
Sentimentos de culpa também se arraigam no chacra pélvico.
No âmbito social os desequilíbrios em Swadhistana levam à sexualização das relações, à atração sexual por pessoas inadequadas (pais, irmãos e tios, por exemplo), ao julgamento em relação à sexualidade de outras pessoas (preconceitos) e até à aversão pelo sexo.
Pessoas que praticam o sexo casual, descartável, promíscuo e libertário também têm desarmonias no chacra sexual. Masturbadores inveterados acabam por deformar seu chacra pélvico.
Na esfera Iniciática Gnóstica, Swadhistana se reveste de suma importância, pois o sexo é o impulso à vida em três sentidos: a) geração (ter filhos), b) motivação e prazer (alegria de viver) e c) regeneração (através da magia sexual gnóstica).
São nas águas da vida (fluidos sexuais originados no chacra pélvico) que está encerrado o fogo alquímico (erotismo sagrado) capaz de nos purificar completamente, em termos psicológicos e também energéticos (transmutação dos 7 corpos do ser humano). Esta é a verdadeira Pedra Filosofal dos alquimistas.
Por isso que a Divindade Hindu protetora do chacra pélvico é Shakti Rakini, senhora dos sentimentos e emoções que trazem o prazer e a dor, despertando a dualidade inerente às funções sexuais. Sexo é decisão por geração (função natural), degeneração (infrassexualidade) ou regeneração (alquimia sexual gnóstica).
Harmonize, desenvolva e nutra seu Swadhistana e tenha saúde e realização sexual, relacionamentos construtivos e espiritualidade positiva.

3. CHACRA UMBILICAL OU SOLAR – MANIPURA: ELIMINE A VERGONHA

O chacra hepático se localiza na região do umbigo e está relacionado ao elemento FOGO, tendo como assento os órgãos do aparelho digestivo como fígado, baço, pâncreas e estômago. Este maravilhoso centro emite uma cor amarelo ouro.
É essencial a ação de Manipura para produzir energia para o corpo através da digestão. É chamado de Chacra Solar por ser o acumulador de átomos ígneos que vêm do Sol – o provedor de vida, através do prana.
Portanto, em termos físicos os desequilíbrios no chacra umbilical levam a problemas de digestão e de falta de vitalidade, de força para viver. Obesidade ou magreza devido a alterações metabólicas também se relacionam a um Manipura desarmônico.
Em termos psicológicos, O chacra digestivo também está ligado à transformação de situações difíceis, aquelas circunstâncias chatas do dia a dia que ficam ecoando em nossa mente e emoção – é em Manipura que são digeridas parte dessas situações psicológicas impactantes.
Manipura também se relaciona à vergonha, à autocrítica destrutiva, ao “medo de ser notado”.
No campo social, o chacra umbilical tem a capacidade de captar as energias e vibrações dos nossos grupos (família, amigos, colegas de trabalho, instituição espiritual etc.), propiciando-nos iniciar processos de empatia, de auxílio fraterno e de compaixão. Pessoas com Manipura atrofiado não se conectam com outros seres, são indiferentes a eles, inclusive animais e plantas.
No trabalho iniciático gnóstico de desenvolvimento espiritual ativo, o chacra umbilical nos deixa sintonizados com as energias sublimes, sendo uma verdadeira antena receptora das irradiações divinas e dos seres superiores. Pessoas que têm telepatia ou intuição apurada, normalmente têm Manipura bem manifestado.
Por ser um chacra ígneo, Manipura nos provê a Força de Transformação necessária à construção de novas condições espirituais.
Sua Divindade Guardiã é Shakti Lakini, senhora do fogo, que traz a vitalidade, o impulso ao amor e a coragem que dissipa o temor.
Harmonize, desenvolva e nutra seu Manipura e tenha perfeitas digestões física e psicológica, energia para se autotransformar e crescente conexão com todos os seres.

O SETE SAGRADO

Esses três chacras da parte baixa do corpo (coccígeo, pélvico e umbilical) formam o chamado Triângulo Terreno ou da Vida Horizontal, da nossa manifestação mais material e desta atual existência.
O ponto intermediário, de conexão material-espiritual, está no meio do corpo, na chacra cardíaco, acima do qual se irradiam os chacras espirituais (laríngeo, frontal e coronário).
O ser humano é um Sete Sagrado composto por dois triângulos que se entrecruzam num ponto especial: a Unidade do Coração, a Gnosis Cárdias.

4 .CHACRA CARDÍACO – ANAHATA: EXPULSE A TRISTEZA

Este chacra floresce no ponto central das energias do nosso corpo – o coração, e está relacionado ao elemento AR.
No Anahata chegam e se fundem maravilhosamente as correntes telúricas (terra de Muladhara, água de Swadhistana, Fogo de Manipura) e celestes (éter espiritual de Sahasrara, éter anímico de Ajna e éter consciencial de Vishudda).
Em termos físicos, o chacra cardíaco é essencial nos processos de circulação sanguínea e de respiração, pois tem conexão íntima com os chacras pulmonares. Distúrbios cardiovasculares, respiratórios e linfáticos têm ligação direta com um chacra cardíaco em mau estado.
Na esfera psicológica, desarmonias em Anahata incitam mágoas persistentes e doloridas, frieza emocional e egoísmo (não dividir as coisas com os outros). Pessoas iradas, violentas e ressentidas acabam por apagar o brilho esmeraldino de seu vórtice cardíaco.
A melancolia e a tristeza também impregnam mal as vibrações do Centro Energético Cardíaco, daí a velha expressão “coração pesado”.
Socialmente, o chacra do Cárdias reverbera o amor pela Divindade, o amor progressivo pelos grupos (a si mesmo, à família, aos amigos, à humanidade toda, a todos os seres). Anahata também se relaciona com a intuição que leva à integração cooperativa.
Na Senda da Iniciação Gnóstica a flor do coração nos confere Amor ao Trabalho e à Obra de Deus, mediante o reconhecimento do próprio Pai-Mãe Internos e de seu filho muito amado, nosso Cristo Íntimo.
Por isso que Anahata em sânscrito significa “Intocado” ou “Puro”, pois ali reside o Átomo Nous, a semente ou chispa divina individual que todos trazemos no coração.
O chacra cardíaco vibra com o Ar e por isso confere a seus fiéis cultivadores as capacidades da levitação e da projeção astral.
Anahata é guardado pela divindade hindu Shakti Kakini, a deusa de olhos atrativos (o amor atrai e congrega), cheia de joias (o amor traz riquezas espirituais), de natureza autogeradora (o amor se nutre com amor) e auto-imanante (o amor é completo em si mesmo).
Harmonize, desenvolva e nutra seu Anahata, para trazer leveza e saúde a seu coração, desenvolvendo a intuição e o amor por todos os seres. Assim circulará em você e em todos a paz e a prosperidade.

5. CHACRA LARÍNGEO – VISHUDDA: LIVRE-SE DAS MENTIRAS

O centro magnético do pescoço emite suas irradiações de cor azul celeste a partir da laringe, relacionando-se ao elemento AKASHA, o éter ou vibração da CONSCIÊNCIA.
Não é à toa que este é o centro energético do Verbo, da Comunicação Sagrada Criadora.
Em termos físicos, o chacra laríngeo é essencial nos processos de crescimento, metabolismo, imunologia e vitalidade, pois está diretamente ligado às glândulas Timo (linfócitos T – defesas do organismo) e Tireóide (que regula nada mais, nada menos, órgãos essenciais como o coração, o cérebro, o fígado e os rins).
Distúrbios em Vishudda têm relação direta com problemas na voz, na audição, deficiências de comunicação, falta de vitalidade e variações do humor.
Nos aspectos psicológicos, o chacra laríngeo desequilibrado leva à timidez e ao isolamento, quando polarizado introvertidamente. Quando desarmônico de forma extrovertida, estre chacra é agente da comunicação falaciosa, da tagarelice agressiva, fofocas. mentiras e exageros ao falar. Pessoas que falam muito de si, que se vangloriam e se autovalorizam a todo momento, os ególatras e mitômanos, têm seu Vishudda deformado.
Socialmente, o chacra laríngeo equilibrado indica uma pessoa comunicativa, sincera e que sabe ouvir. Se desequilibrado, Vishudda denota uma pessoa que não sabe ouvir os outros, um chato que só fala de si, que domina as conversações, normalmente exagerado e falacioso.
Quanto ao Caminho Iniciático ou de Auto-Desenvolvimento Espiritual, o chacra da garganta tem como guardiã a Deidade Shakti Shakini, relacionada à transformação e renovação, protetora dos justos e senhora da compaixão, transmitindo um senso de serenidade e poder.
Este chacra se relaciona às ações iniciáticas do serviço pela humanidade, ao transmitir a Gnosis, sabedoria que liberta.
O sábio é aquele que sabe ouvir e falar na hora certa.
Vishudda desenvolvido confere esta capacidade.
Harmonize, desenvolva e nutra seu Vishudda e conquiste franqueza, serenidade, sabedoria para falar e ouvir, vitalidade e proteção contra agentes biológicos agressores.

6. CHACRA FRONTAL – AJNA: SAIA DAS ILUSÕES

Localizado no entrecenho, logo acima da linha que liga as duas sobrancelhas, o chacra Frontal nos conecta a vibrações de um éter ainda mais sutil, o AKASHA DA ALMA, com sua luminescência azul anil.
Este vórtice energético é chamado de Terceiro Olho, devido à sua conexão com a capacidade de ver além do espectro visual comum (clarividência).
Em termos físicos, o chacra da testa está ancorado na hipófise, a “glândula endócrina mestre”, que regula várias funções do organismo, como o crescimento, o processo do parto, a secreção do leite pelas mamas, a reprodução e o controle do metabolismo. A hipófise tem extrema importância devido a dois hormônios: a Ocitocina (que promove sentimentos de amor, união social e bem-estar) e o ADH (hormônio antidiurético), também chamado de Vasopressina e que opera na regulação da quantidade de água no corpo ao controlar a excreção pelos rins. Portanto, desequilíbrios em Ajna têm relação direta com distúrbios no metabolismo e no humor.
Na dimensão psicológica, Ajna está relacionado ao bem-estar, à aceitação e ao Amor, pois trabalha para realizar conexões afetivas. Um chacra frontal em desequilíbrio indica tendência ao estresse e à ansiedade, principais doenças psíquicas em todo o mundo. O chacra do terceiro olho em desarmonia também inclina ao isolacionismo e à reclusão, típicos de estados de depressão.
Em termos sociais, por sua capacidade de conexões de amizade e sentimentos de aceitação e acolhimento, Ajna desequilibrado inclina ao egoísmo, ao afastamento de grupos sociais e a estados de isolamento, podendo conduzir a visões críticas de si mesmo e de outras pessoas, levando a situações que envolvem julgamentos, discriminações e preconceitos.
Por outro lado, um Ajna equilibrado desfaz ilusões e nos faz ver a realidade das coisas, sem ideias pré-concebidas.
Na Senda da Iniciação da Alma, o chacra do entrecenho está ligado à virtude da correta Percepção e do justo Discernimento, revelando fatores ocultos de uma situação. Pessoas com Ajna desenvolvido têm grandes capacidades de imaginação, intuição e conhecimento interior, levando a uma acentuada capacidade de compreensão integral, de tomada profunda de consciência.
A Divindade guardiã de Ajna é Shakti Hakini, senhora do destemor e da compreensão. Devi Hakini sempre é representada portando um tambor (símbolo do ritmo divino), uma caveira (a necessidade de ver as coisas reais e vivas, eliminando os subjetivismos e ilusões do ego) e um japa-mala (colar de oração com contas), convidando aos mantras para conexão com os planos divinos.
Harmonize, desenvolva e nutra seu Ajna e obtenha imaginação criadora e visão real das coisas. Também conquiste sonhos reveladores e iniciáticos. Bom humor, metabolismo equilibrado e melhoria nos relacionamentos são outros  benefícios advindos de um centro frontal harmonizado.

7. CHACRA CORONÁRIO – SAHASRARA: COMBATA O APEGO

Chegamos ao mais elevado chacra no corpo humano, o Centro das Mil Pétalas ou Vórtice Sahasrara, assentado na glândula pineal e relacionado com o sutilíssimo AKASHA ESPIRITUAL, duas oitavas acima do éter de Vishudda e do éter de Ajna. Sahasrara também é chamado de chacra occipital, formando uma linda esfera violeta centrada em nosso cérebro.            Em várias tradições religiosas, a glândula pineal é relacionada à nossa conexão com Deus, nosso enlace humano com o divino.
Fisicamente, o chacra coronário e sua âncora na glândula pineal se relaciona com a produção do hormônio melatonina, com os ciclos circadianos e com diversas outras funções, como a reprodução. Sahasrara bem equilibrado vai regular a liberação de melatonina, reajustando o relógio biológico e melhorando problemas como distúrbios do sono, sonolência diurna e cansaço.
Nos aspectos psicológicos, desarmonias no chacra da coroa levam ao materialismo exagerado, ou, no outro extremo, à mistificação errônea das experiências espirituais. Místicos verdadeiros, com vivências reais e concretas, não se iludem com a fenomenologia espetacular seja ela real ou forjada (os chamados “milagres”, “incorporações”, “exorcismos”, “mensagens do além” etc.), e nem  com a fé cega, aquela que é baseada nos dogmas e na letra morta (não compreendida) dos livros sagrados.
Socialmente, o chacra Sahasrara equilibrado nos leva à busca e conexão com pessoas de altos valores espirituais, cheias de virtudes. É o chacra da fraternidade consciente, do serviço grupal desinteressado pela humanidade, das grandes associações espirituais que transcendem o ego e o materialismo.
Uma pessoa com o chacra coronário desequilibrado se torna cética, materialista, julgadora, preconceituosa e desrespeitosa em relação à fé dos outros – um desastre social.
Quanto ao Caminho Iniciático Gnóstico, o chacra da Coroa nos conecta com o Divino dentro de nós, possibilitando insights e revelações orientadoras.
Este chacra luminoso está representado em todos os santos cristãos, através de suas auréolas, ou mesmo nos Iluminados mestres do Budismo, com seus resplandecentes capacetes de flores e mil pétalas.
Sahasrara é custodiado pela divindade hindu Shiva-Paramatma, quando a potência divina feminina (as 6 Shakti dos chacras anteriores), provindas do plano humano (terrestre), sobem a partir do cóccix e se fundem com o aspecto masculino de Deus, Shiva, a Divindade Suprema. Shiva tem sua semente em cada ser humano, sua mônada individual, seu Átman ou realidade existencial absoluta e mais elevada. O atributo de Paramatma é o altruísmo, quando toda a individualidade humana desaparece.
No sétimo chacra há a UNIÃO DIVINA de Shiva-Shakti dentro de nós, as potências feminina e masculina de Deus.
Quem desperta e desenvolve seu chacra Occipital atinge o Sacro-Ofício, o ofício sagrado de Servir a todos os seres, de entregar-se integralmente à Obra de Deus.
Harmonize, desenvolva e nutra seu Sahasrara, conquistando um relógio biológico definido e síncrono com o dia e a noite, com as estações do ano: durma bem e tenha vitalidade o dia todo. O centro Coronário saudável também nos conecta com o Divino verdadeiro, com a Mística vivenciada e com a Fraternidade consciente.

CONCLUSÃO

Aqui, ao estudarmos como os 7 chacras se relacionam com nossa saúde física, psicológica, social e espiritual, me recordo de uma analogia que sempre gosto de usar: imagine uma orquestra onde cada chacra é um músico com seu instrumento, cada qual com seu tom, sua afinação, seus compassos e características peculiares.
Para que a sinfonia soe com beleza e toque as pessoas, reverbere positivamente nelas, é necessária uma execução perfeita, com músicos-instrumentos de primeira qualidade e com um maestro experiente, sensível e amoroso.
Caro leitor, os instrumentos para tocar a sinfonia de sua vida são seus chacras, o maestro é seu Real Ser Interior Profundo (seu Átman) e a plateia são seus irmãos de humanidade, neste teatro da ópera que é nossa existência.
Boa sinfonia para você !

Sérgio Linke é engenheiro e instrutor de Gnose

Karma Não, Amorosa Justiça: Um Caminho Gnóstico para a Libertação da Roda De Samsara

KARMA NÃO, AMOROSA JUSTIÇA:UM CAMINHO GNÓSTICO PARA A LIBERTAÇÃO DA RODA DE SAMSARA A busca pela compreensão das leis cósmicas é um dos aspectos mais profundos da jornada espiritual humana. No cerne desses ensinamentos está a Lei do Karma-Darma, um conceito que oferece uma perspectiva transformadora sobre o ciclo de nascimentos e renascimentos, conhecido como a Roda de Samsara. Este texto busca explorar como o entendimento e aplicação dessas leis, aliados ao uso consciente do livre-arbítrio, podem conduzir à libertação e ao equilíbrio espiritual. O Karma, derivado do sânscrito, refere-se a uma lei universal de causa e efeito. Cada ação gera uma reação – como já dizia o famoso físico Isaac Newton – e os efeitos de nossas ações se refletem em nossa vida presente e futura. Em contrapartida, o Darma representa os méritos ou créditos espirituais acumulados por meio de boas ações e do cumprimento de um propósito alinhado com as leis cósmicas. Na visão gnóstica apresentada por Samael Aun Weor, o Karma não é uma sentença irrevogável, mas um mecanismo de aprendizado e ajuste. Compreender o Karma como um processo negociável e dinâmico desafia a percepção comum de um destino imutável, apresentando-o como uma oportunidade de retificação e crescimento pessoal e espiritual. O uso consciente do livre-arbítrio é indispensável ao se trabalhar com as leis do Karma e Darma. A prática do livre-arbítrio permite que cada indivíduo escolha seus caminhos de ação e resposta, promovendo uma responsabilidade ativa pelas consequências de suas escolhas. Esta abordagem destaca a importância de cultivar uma consciência desperta, onde o arrependimento sincero e a eliminação de traços desarmônicos, como o ego (defeitos psicológicos como os desejos, os medos, os apegos, orgulho, ira etc), tornam-se passos cruciais para a transcendência dos ciclos cármicos. A Roda de Samsara, conforme descrita nas tradições orientais, representa o ciclo contínuo de nascimento, morte e renascimento. Estar preso a este ciclo simboliza uma consciência refém de desejos e apegos mundanos. No entanto, aqueles que compreendem e praticam as leis do Karma-Darma com sabedoria não permanecem mais enredados nessas amarras. A libertação da Roda de Samsara não está simplesmente ligada à devoção religiosa ou à crença em figuras espirituais como Jesus ou Buda para a anulação das dívidas kármicas, através da famosa, cômoda e enganosa remissão dos pecados sem ação profunda e consciente do pecador. Em vez disso, requer-se um trabalho interior profundo, englobando arrependimento genuíno, aprendizado contínuo e transformação dos elementos internos que perpetuam o sofrimento. Essencialmente, é preciso reparar ativamente qualquer dano causado, tanto a outras pessoas quanto à natureza, de forma consciente e respeitosa. Samael Aun Weor apresenta a ideia de que o Karma é negociável, permitindo modificações e ajustes antes que os efeitos negativos se manifestem plenamente. É como uma dívida no banco: você toma consciência dela, a negocia, paga e evita que o oficial de justiça venha cobrá-la em alguns meses… Este conceito é destacado no livro “Além da Morte”, onde o autor explica que o karma pode ser alterado através de ações positivas e do serviço à humanidade. A moeda nessas negociações é o Darma – os créditos espirituais gerados por boas ações exemplares. O único tipo de karma que não é negociável é o “karma duro”, que se refere a dívidas extremamente severas, como seria o caso de ações com impactos universais – grandes fascínoras da humanidade. Na visão gnóstica, a Justiça Divina é flexível, capaz de reconhecer sinceras transformações interiores e atitudes de reconciliação. Ao contrário de um julgamento inflexível, os Tribunais Superiores da Lei Cósmica avaliam as intenções e esforços autênticos em realizar mudanças pessoais e coletivas. Aliás, este conceito converge completamente com as tradições cabalísticas antigas, como no Zohar, onde a coluna do templo da harmonia universal tem duas colunas de entrada, uma de Justiça (severidade, cobrança aos que erraram), e outra de Misericórdia (amor, flexibilidade, negociação, ação consciente aos que se arrependeram e repararam os danos). Concluímos, portanto, afirmando que a jornada para a libertação da Roda de Samsara é, em essência, um trabalho de transformação individual e espiritual. Ela requer que deixemos de lado o egoísmo, pratiquemos o perdão e façamos o bem, tanto para nós mesmos quanto para os outros. Compreender e aplicar a Lei do Karma-Darma nos convida a uma vida de consciência mais desperta, na qual cada um de nós tem o poder de escrever seu destino com mãos compassivas e justas. Transformar-se é, acima de tudo, um ato de amor e coragem, que nos desafia a ir além dos nossos limites e caminhar rumo a um entendimento mais profundo e libertador do nosso ser. Por isso sintetiza um antigo ritual de Sabedoria Gnóstica, referindo à Lei Divina:“Amor é Lei, porém Amor Consciente”. Andressa Paula Angonese é empresária e instrutora gnóstica em Erechim-RS

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ONIROLOGIA E PROJEÇÃO ASTRAL À LUZ DA GNOSE:FERRAMENTAS PRÁTICAS DE AUTOTRANSFORMAÇÃO Contemporaneamente, enquanto a neurociência e a medicina do sono se debruçam sobre os mecanismos fisiológicos e as fases bioelétricas do cérebro — como o ciclo REM —, e a psicanálise de Freud e Jung busca decifrar as linguagens do inconsciente através de desejos reprimidos ou compensações simbólicas, a sabedoria gnóstica de Samael Aun Weor surge para ampliar significativamente estes horizontes.   Samael, como filósofo reestruturador da Gnose moderna em seus mais de 80 livros, baseado nas antigas tradições de sabedoria (gnosis) de vários povos, relatadas em livros sagrados, nos relembra que o sono e os sonhos podem ser importantes eventos psíquicos e espirituais, tal como atestam tantas aparições sacralizadas, ordens divinas, orientações do alto, visões, êxtases, viagens pelos céus, monges que voam, místicos que desaparecem e aparecem em outros lugares, sonhos proféticos e tantos outros. Sob a óptica da Gnose moderna, o sonho assume um estágio de uma autêntica experiência mística e de uma realidade objetiva da alma nas dimensões sutis da natureza. Liderada pelas diretrizes contemporâneas de Samael Aun Weor, a Onirologia Gnóstica defende que o conteúdo processado durante o sono provém dos Centros Biopsicofisiológicos do ser humano constituindo uma valiosa ferramenta para o trabalho de autoconhecimento e de transformação interior. Todavia, num cenário social marcado por crescentes distúrbios psíquicos e degradação da qualidade de vida, o ser humano perdeu a capacidade de se recordar e de interpretar estas vivências de forma lúcida. Enquanto algumas correntes científicas definem os sonhos como meros subprodutos de reações bioquímicas e impulsos elétricos — reflexos de nossas memórias e vivências diárias —, outras os interpretam como manifestações psicológicas profundas, moldadas por nossos desejos, repressões e pela estrutura da nossa personalidade. A Gnose, contudo, amplia esse horizonte: embora reconheça essas perspectivas, ela propõe que o sonho pode ser também uma experiência mística. Nela, a consciência desperta e explora livremente as dimensões sutis da natureza.    Para a Gnose, os sonhos servem a diferentes propósitos: podem ser um processo de digestão da psique pelo Ego, ressonâncias do estado presente (desejos e fantasias) ou, ainda, o reflexo de inquietações sobre o futuro.  A Gnose nos ensina técnicas assertivas e profundas que nos permitem avançar no estudo dos sonhos, constatando que eles são ferramentas reais que podemos utilizar para o trabalho de transformação interior. Por isso que nas escolas de gnose são ensinadas as precisas e antiquíssimas técnicas da Yoga Tibetana do Sono, com seus 9 passos, para nos permitir lembrar dos sonhos, fazê-los conscientes e positivos, entender sua simbologia e relacioná-los com nossa vida. Na perspectiva gnóstica, compreendemos que os sonhos podem se manifestar de três formas: como realidade objetiva, na qual o sonhador de fato vivencia situações nos planos sutis; como mera fantasia, assemelhando-se a uma alucinação projetada pela própria mente; ou como uma mistura de ambos. Esta última categoria é, inclusive, a mais frequente, onde a percepção alterna entre a vivência real nos planos superiores e as projeções da fantasia individual. Como extensão da prática do Sonho Consciente e da Yoga dos Sonhos, temos a projeção astral que é o desdobramento natural dos corpos sutis em relação ao corpo físico durante o sono. Esse fenômeno ocorre todas as vezes que dormimos com todas as pessoas: quando acontece de forma inconsciente, manifesta-se como sonhos; quando realizado com lucidez e técnica, caracteriza o desdobramento astral consciente. Ao dormirmos, os corpos sutis e seus valores psíquicos (alma e ego) se projetam para as dimensões sutis, possibilitando que o corpo etérico restaure a biologia física. Viajar involuntariamente pelo plano astral é um processo natural e seguro, feito por todos nós, todas as noites, enquanto dormimos. O que as religiões descrevem como “revelações” ou “viagens ao céu e inferno” são, na verdade, experiências nessa dimensão. A diferença para quem deseja fazer isso de forma consciente está no treino. Da mesma forma que o condicionamento físico é vital para um esportista, o desdobramento requer técnica e persistência. É uma habilidade acessível a todos, variando apenas o tempo de maturidade de cada praticante. O Mestre Samael Aun Weor diz que a projeção astral consciente é fundamental para acessar e investigar as verdades sobre o mundo invisível. Ao vivenciar o mundo sutil e seus mistérios, o praticante deixa de ser um repetidor de palavras alheias para se tornar uma testemunha real da realidade espiritual, protegendo-se contra informações manipuladas ou puramente teóricas, muitas vezes apenas com interesses financeiros. Para quem busca se conhecer de verdade, a projeção astral é a chave. Ela substitui os dogmas pela descoberta por experiência direta, permitindo que cada um se torne um investigador de si mesmo ao acessar, de forma consciente, as realidades do mundo espiritual. Para dominar a projeção astral, basta o conhecimento da técnica aliado à prática constante. O processo é totalmente seguro, visto que o vivenciamos de forma inconsciente todas as noites ao dormir. Assim, qualquer indivíduo dedicado e com estabilidade física e psicológica pode alcançar a saída consciente e voluntária do corpo astral. Os únicos empecilhos são os medos de começar a praticar e alguns entraves energéticos como chacras bloqueados, por exemplo. A prática da projeção astral oferece muitos benefícios que vão além da experiência física cotidiana. Ao projetar a consciência, torna-se possível explorar os planos invisíveis da natureza, onde as leis da física tradicional — como a gravidade e o espaço-tempo — não se aplicam da mesma forma. Essa jornada pela quinta dimensão permite um mergulho no autoconhecimento, possibilitando a observação clara de virtudes e defeitos psicológicos manifestados energeticamente, além do acesso a registros de vidas passadas para a compreensão de carmas e darmas. Mais do que uma exploração passiva, a projeção funciona como uma ferramenta de evolução intelectual, de equilíbrio emocional e de crescimento espiritual: é possível frequentar escolas em planos sutis e aproveitar as horas de sono para uma superaprendizagem ou treinamentos específicos. Por fim, a consciência durante o desdobramento reflete-se diretamente na saúde física, melhorando a qualidade do descanso ao reduzir pesadelos e reações abruptas, proporcionando um sono mais equilibrado

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Experiências Místicas: O Que os Grandes Mestres da Humanidade têm a nos Ensinar?

Experiências Místicas: O Que os Grandes Mestres da Humanidade têm a nos Ensinar? Ao longo da história, homens e mulheres de diferentes culturas e tradições relataram experiências espirituais profundas que transformaram completamente suas vidas. Percorreram caminhos distintos, mas deixaram um ensinamento em comum: a verdadeira espiritualidade nasce de uma transformação radical interior e profunda. Na visão gnóstica, a mística não se limita em crenças, dogmas ou teorias. Trata-se da busca pela experiência direta da realidade espiritual, alcançada através da investigação consciente das dimensões mais profundas do ser humano e do despertar das potencialidades latentes da alma. As experiências místicas não são vistas como fantasia ou imaginação, mas como estados reais de percepção espiritual capazes de transformar profundamente o indivíduo. Ao estudarmos os grandes místicos da humanidade, percebemos que suas experiências não tinham como objetivo principal a obtenção de fenômenos extraordinários, mas a conquista da sabedoria, da compaixão, da coragem e da união com Deus. Mas aqui surge o risco e também a necessidade de uma diferenciação: MISTICISMO é uma coisa e MÍSTICA é outra coisa, diferente. Uma experiência misticóide (ligada ao misticismo, literalmente “oide=com forma de”) pode estar baseada em alucinações (provocadas pelo ego, pela fé cega e fanática e mesmo por “drogas sagradas”, por exemplo), ou mesmo ter origem no charlatanismo ou equívoco sincero (pessoas que de boa-fé, acreditam em fenômenos forjados). Como saber se há misticismo: somente com informação esotérica precisa (como ensinado na Gnose e nos livros milenares das tradições) ou com vivência própria, investigação individual e objetiva. Já uma experiência mística é o que tratamos neste artigo, vivenciadas por pessoas que se prepararam para a revelação divina, se purificaram para isso, não agem com o ego (desejo, apego, ilusão, medo, ambição, fé cega), mas sim conectam-se (religare) com sua própria Divindade Interior para, com ela e através dela, beberem das límpidas e luminosas fontes da Divindade Exterior ou Cósmica. Por confundirem essas duas palavras e fenômenos é que muitos charlatães proliferam pelo mundo, vendendo fenômenos de aparições, obsessores, contatos com os mortos, falsos santos, seres extraterrestres falsos etc. Mas voltemos à nossa luminosa jornada Mística dos Grandes Seres… Joana d’Arc ouviu uma voz que a conduziu a uma missão corajosa aos 16 anos, que mudaria a história da França. Você já ouviu a Voz do Divino para tomar uma grande decisão ? Francisco de Assis abandonou riquezas e privilégios após ouvir o chamado do Cristo em São Damião. Você já abandonou algo material para optar pela luz do espírito da Paz ? Clara de Assis viveu profundas experiências de contemplação e devoção ao Pai Interno. Você já ouviu a Voz de seu Sábio e Carinhoso Ancião Interior ? Hildegard von Bingen recebeu a ordem de registrar suas visões e tornou-se uma das maiores sábias da Idade Média. Você já compartilhou com outros tuas gotas internas de amor recebido ? Rumi converteu a dor da perda em amor universal e poesia espiritual. Você já se emocionou com o perfume do amor exalado numa bela poesia ? Yeshe Tsogyal abandonou a vida de princesa para tornar-se uma das maiores mestras iluminadas do Tibete. Você já se desapegou de algo materialmente grande para construir o imensamente espiritual ? No Oriente, Milarepa transformou uma vida marcada pela vingança em um caminho de iluminação e compaixão. A tradição tibetana relata que Milarepa manifestou diversos siddhis ou poderes espirituais, como levitação, projeção consciente, clarividência, domínio sobre os elementos da natureza e viagens aos mundos celestiais. Entretanto, esses fenômenos eram considerados apenas consequências secundárias do desenvolvimento interior. Para os grandes mestres do Tibete, o verdadeiro siddhi é o Samadhi — o estado de profunda absorção meditativa que conduz à Iluminação. Mais importante do que qualquer poder extraordinário foi o que na Gnose se chama de Despertar da Consciência com o desenvolvimento de Kundalini, que o levou a libertar-se do ódio, do apego e da ignorância. Você já parou alguns minutos para meditar no perdão e na compaixão, essas forças libertadoras de todos e de tudo ? Comece por quem você acredita que mais te magoou. Tudo ilusão… Sob a ótica gnóstica, observa-se que os grandes místicos da humanidade manifestaram, em diferentes graus e segundo suas próprias tradições, os Três Fatores da Revolução da Consciência ensinados por Samael Aun Weor: a morte psicológica, o nascimento espiritual e o sacrifício pela humanidade. A análise de suas vidas sugere que os Três Fatores não constituem apenas um ensinamento teórico da Gnose, mas uma lei universal presente no caminho de realização dos grandes iniciados de todas as épocas. Os três Fatores de Revolução da Consciência são verdadeiras senhas que abrem as portas dos céus interiores, através dos quais podemos adentrar os Céus Celestiais e Universais. Além dos relatos históricos e espirituais desses grandes mestres, a Gnose oferece uma chave para compreender como surgem os estados místicos mais elevados. Samael Aun Weor ensina que o desenvolvimento das faculdades espirituais exige paciência, perseverança, fé, castidade consciente (científica – não perder a energia criadora, sexual), caridade e profundo amor pela humanidade. Segundo ele, os verdadeiros poderes místicos não são dons concedidos arbitrariamente, mas frutos de um longo processo de transformação interior. Em sua obra Magnus Opus, Samael afirma que é necessário educar, desenvolver e fortalecer os poderes da alma por meio da disciplina espiritual e do trabalho consciente sobre si mesmo. As virtudes do coração e a perseverança no caminho são apresentadas como condições indispensáveis para o despertar das faculdades superiores da consciência. Segundo os ensinamentos gnósticos, a energia criadora, quando transmutada e sublimada, converte-se em força espiritual, inspiração, sabedoria e êxtase místico. Os Vedas chamam essa força divina de Kundalini. O que normalmente se manifesta como impulso biológico pode transformar-se em consciência desperta, amor universal e experiência direta do real. Samael Aun Weor explica que o despertar espiritual costuma ser acompanhado por diferentes estados místicos, entre eles a alegria espiritual (Ananda), a hipersensibilidade psíquica (Kampan), os desdobramentos conscientes e experiências nos mundos superiores (Utthan), os intensos anelos divinais (Ghurni), os estados naturais de relaxamento meditativo (Murcha) e, finalmente,

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Tiradentes como arquétipo da Liberdade Psicológica: Consciência e Paz, “ainda que tardias”

O dia 21 de abril não é apenas uma recordação histórica, mas um chamado à Consciência. Neste dia, recordamos a morte de Tiradentes, executado em 1792 por sua participação na Inconfidência Mineira; um movimento que, externamente, buscava a libertação da capitania de Minas Gerais do domínio português, mas que, em um nível mais profundo, pode nos refletir à luta pela liberdade. No contexto do nosso caminhar espiritual, sua trajetória também nos inspira a refletir sobre outra forma de libertação. Assim como existem lutas contra formas externas de opressão (políticas, sociais e econômicas), há também uma dimensão interior, muitas vezes silenciosa, na qual o ser humano é chamado a libertar-se de si mesmo, através do autoconhecimento e da superação dos condicionamentos e limitações da própria psique. A paz não se constrói apenas fora; pois enquanto o ser humano não compreender e transformar aquilo que gera o conflito em seu interior, continuará projetando desarmonia no mundo. A Inconfidência Mineira foi organizada por integrantes da elite da época; comerciantes, militares, religiosos, escritores e médicos; configurando não apenas um descontentamento econômico, mas também a circulação de ideias que já apontavam para uma ruptura com o modelo vigente. Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes, de acordo com as pesquisas mais recentes, não teria sido o homem simples e pobre que muitas vezes se retrata. Vinha de uma família com posses, teve vários irmãos e enfrentou, ainda jovem, a perda dos pais, o que o levou a construir sua própria trajetória. Transitava entre diferentes funções e saberes; foi tropeiro, militar e também conhecedor de práticas de cura, incluindo a habilidade mais conhecida de cuidar dos dentes. Ao longo do Caminho Novo, estrada que ligava o Rio de Janeiro às regiões mineradoras, tornou-se conhecido tanto por sua atuação quanto por seus conhecimentos medicinais, utilizando ervas e tratamentos práticos para aliviar o sofrimento das pessoas. Assim, não era apenas um homem de ideias, mas um homem de ação e de serviço. Embora Tiradentes não tenha sido o único envolvido na Inconfidência, e diversos participantes tenham sido inicialmente condenados à morte, apenas ele teve sua pena efetivamente executada. Assumiu sua participação, não recuou e permaneceu firme até o fim. Foi enforcado, esquartejado e exposto como exemplo. Durante muito tempo, foi considerado traidor, em face do ponto de vista dos colonizadores portugueses; sua memória foi marcada por essa visão. Com o passar dos anos, especialmente após a Proclamação da República, sua imagem foi ressignificada e elevada à condição de mártir. Sua trajetória passou a refletir um arquétipo profundo; o do sacrifício consciente; um homem traído, abandonado em sua causa no plano material, submetido à morte pública, e que não nega aquilo em que acredita. Como Sócrates, Jesus e Giordano Bruno, Tiradentes não abjurou (desistiu, negou) de suas ideias. Não se trata de igualar Tiradentes a Jesus, como motivou a história depois através de obras e livros, mas de reconhecer que o princípio do sacrifício se manifesta em diferentes momentos da história. O Cristo, na visão gnóstica, é um princípio universal que se expressa sempre que alguém permanece fiel à verdade, mesmo diante da dor e da perda. E o Cristo, em todas as culturas em que essa força cósmica redentora se manifestou, também é sempre exemplo de serviço, de sacrifício, de entrega pelo bem comum. Na maioria das vezes é taxado de revolucionário e sacrificado pelos fanáticos ignorantes da época. É nesse ponto que a reflexão pode ser transcendida à luz da Gnose. Samael Aun Weor, profundo conhecedor da história das civilizações desse nosso mundo, afirmou “O problema do mundo é o problema do indivíduo. Se o indivíduo não tem paz em seu interior, a sociedade, o mundo, viverá inevitavelmente em guerra.” Também afirmou: “Enquanto existir dentro de cada indivíduo o ódio, a cobiça, a inveja, os ciúmes, a ira, o orgulho etc., haverá guerras inevitavelmente.” O ego é nosso opressor, que nos explora e ainda cobra impostos (rouba energias) de forma injusta. Por isso devemos ser rebeldes e nos insurgirmos contra esta tirania exangue, para buscar liberdade e paz, (“ainda que tardiamente” como até hoje ressoa na bandeira do estado de Minas Gerais) rompendo com os grilhões… custe o que custar. O ego é quem nos rouba o ouro da consciência (a leva para longe, aliena) e ainda nos cobra o quinto com violência… Sem acusar povos ou períodos históricos específicos, podemos perceber que dinâmicas de dominação, exploração, controle e violência se repetem ao longo da história da humanidade, em diferentes formas e contextos. No campo da psicologia gnóstica, esse mesmo padrão pode ser observado no interior do próprio ser humano. Essa leitura não substitui a história, mas a amplia. A luta pela liberdade, portanto, não se limita ao campo externo. Ela também se manifesta como um processo interior, no qual o ser humano é chamado a reconhecer suas próprias limitações e a trabalhar sobre elas. Assim, Tiradentes não nasceu herói. Foi acusado de traidor, preso como rebelde, condenado como criminoso, executado como exemplo e silenciado como ameaça. Somente depois foi elevado à condição de símbolo. E isso revela algo essencial; a história externa pode mudar, pode ser reinterpretada, mas o significado interior permanece para aqueles que buscam compreender através da Consciência, e não do Ego. Com este texto, além da homenagem àqueles que lutam pela liberdade da humanidade, a verdadeira questão proposta não está apenas no passado, mas no nosso presente; não apenas na vida de personagens históricos, mas em nossa própria vida. O que estamos construindo dentro de nós? O homem comum ergue templos de pedra; os homens e mulheres despertos para o Divino constroem o templo interior. E essa construção exige consciência, disciplina e sacrifício; o sacrifício do ego, das ilusões e de tudo aquilo que nos mantém adormecidos. Tiradentes, dentro de sua realidade, viveu algo desse princípio. Por isso, mais do que um personagem histórico, tornou-se símbolo. Por isso é uma das figuras mais representadas em nosso país; em estátuas, pinturas, livros, moedas, cédulas, poemas e músicas. Por fim, todo símbolo verdadeiro permanece vivo

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As Profundidades do Ser: explorando a Personalidade, o Ego e a Consciência Espiritual – as visões da Gnose e da Psicologia Acadêmica

As Profundidades do Ser: explorando a Personalidade, o Ego e a Consciência Espiritual – as visões da Gnose e da Psicologia Acadêmica A interação entre personalidade, ego e consciência forma um dos aspectos mais complexos e profundos do caminho psicológico e também espiritual.É importante compreendermos que em termos de psicologia, os estudos gnósticos e acadêmicos oficiais não são opostos, mas sim complementares.Por possuírem conceitos diferentes e com objetivos distintos nas duas psicologias (acadêmica e gnóstica), Personalidade-Ego-Consciência devem ser bem compreendidos para que possamos bem trabalhar com eles.A psicologia acadêmica oficial, em suas várias vertentes, normalmente trabalha com a orientação e a terapia que busca o bem-estar das pessoas, objetivando uma vida tranquila, produtiva e saudável.  Para isso usa técnicas como o estudo do comportamento, o diagnóstico e tratamento de doenças e distúrbios, e o acompanhamento psicológico.Por isso, em termos gerais, podemos dizer que a psicologia acadêmica moderna não tem como foco o desenvolvimento espiritual, o despertar da consciência ou “Nous”, como diziam os antigos filósofos gregos quando exaltavam a necessidade da busca da virtude além deste mundo sensorial horizontal e social.Em outra linha, mais ampla, a psicologia gnóstica é voltada para o desenvolvimento integral do ser humano, partindo da parte espiritual para a mais densa. E para isso na gnose são utilizadas técnicas mais profundas e, digamos, trabalhosas, como a meditação, técnicas psicológicas ativas como a auto-observação e a transformação de impressões, a alquimia sexual, o estudo das vidas passadas e a devoção.A Gnose tem sua busca psicológica na via vertical, na vida espiritual, sem, obviamente, esquecer do necessário bem-estar e saúde neste mundo psíquico horizontal mais palpável em que todos vivemos.Por isso que o mestre gnóstico contemporâneo Samael Aun Weor assevera em seu maravilhoso livro “Tratado de Psicologia Revolucionária”:“Encontramo-nos pois, de instante em instante, diante de dois caminhos: o Horizontal e o Vertical.É visível que o Horizontal é muito concorrido, por ele andam “Vicente e toda a gente”, “Dom Raimundo e todo mundo”…É evidente que o vertical é diferente; é o caminho dos rebeldes inteligentes, dos revolucionários. (…)Quando alguém recorda de si mesmo, quando trabalha sobre si mesmo, quando não se identifica com todos os problemas e penas da vida, de fato vai pelo caminho vertical.O Trabalho sobre si mesmo é a característica fundamental do caminho vertical. Ninguém poderia pisar o Caminho da Grande Rebelião (contra si mesmo), se jamais trabalhasse sobre si mesmo. O Trabalho ao qual estamos nos referindo é de tipo psicológico; trata-se de certa transformação do momento presente que nos encontramos.Necessitamos aprender a viver de instante em instante.” Ao compreender conceitos psicológicos como personalidade, ego e   consciência através de uma perspectiva gnóstica, somos encorajados a ultrapassar as limitações tradicionais e explorar a imortalidade da essência verdadeira.A conquista desse entendimento permite não só um impacto pessoal duradouro, mas também a capacidade de promover mudanças significativas no mundo.Passemos então à análise gnóstica desses três importantes conceitos da psicologia. A Personalidade A personalidade é muitas vezes vista como uma expressão única e imutável de quem somos.No entanto, aprofundando-se nas abordagens espirituais de Samael Aun Weor e Annie Besant, percebemos a personalidade como uma máscara temporária, desprovida da permanente essência da alma. Este conceito revela camadas de complexidade sobre nossa identidade e o que realmente nos compõe, oferecendo uma nova perspectiva para a transformação pessoal.Para o mestre gnóstico Samael Aun Weor, a personalidade é uma estrutura transitória, criada e fortalecida nos primeiros anos de vida. Após a morte, diz ele, essa personalidade se desintegra, revelando sua natureza efêmera. A teósofa Annie Besant complementa essa visão ao descrever a personalidade como uma “roupagem mortal”, uma expressão passageira que não reflete a eternidade do Ser. Essencialmente, tanto Weor quanto Besant veem a personalidade como algo horizontal, desta vida, distinta da psicologia acadêmica, algo para ser transcendido no caminho espiritual.Weor argumenta que nossos múltiplos “Eus” (defeitos psicológicos) se manifestam através da personalidade, utilizando-a como um meio de interação para fortalecer o ego. A personalidade, assim, se torna uma barreira a ser superada para que a essência genuína possa emergir. Ele propõe práticas como a auto-observação e a meditação como meios para dissolver o ego e permitir esse despertar.Annie Besant apresenta a personalidade como parte dos aspectos temporários do ser humano, coabitando com o corpo físico, astral e mente inferior. Para ela, esses elementos transitórios não expressam nossa verdadeira identidade, mas são necessários na jornada terrena. A essência do Ser transcende essa manifestação, pertencendo ao domínio das esferas eternas e divinas.Contrastando essa abordagem, a psicologia acadêmica moderna observa a personalidade como dividida entre o Id, Ego e Superego, todos interagindo dentro do contexto de uma única vida. Essa perspectiva não considera o conceito de reencarnação ou a existência de vidas passadas e futuras.A distinção entre personalidade, ego e essência na abordagem gnóstica apresenta uma jornada transformativa para aqueles que buscam autoconhecimento e evolução espiritual.Enquanto a psicologia tradicional nos limita a uma visão linear e única da vida, desta existência, a perspectiva espiritual gnóstica nos encoraja a ver além das manifestações temporárias e a focalizar nas virtudes eternas que habitam em nós.Weor e Besant nos levam a considerar a personalidade não como uma definição estática de quem somos, mas como uma ferramenta passageira que nos auxilia na vida terrena. Na gnose, é feita uma clara distinção entre os aspectos positivos da psique (virtudes) e os negativos (egos), propondo uma autotransformação que liberta a consciência das ilusões do ego.A prática da auto-observação, da transformação de impressões e a meditação são elementos essenciais para aqueles que desejam trilhar esse caminho. Dessa forma, a alquimia sexual (sexo espiritual amoroso e transmutatório entre esposo e esposa), combinada com a devoção aos princípios divinos e o serviço à humanidade, se torna a chave para a verdadeira transformação interna.A jornada de compreender e transcender a personalidade, conforme ensinada por Samael Aun Weor e Annie Besant, oferece um caminho profundo para a evolução espiritual.Superando a visão limitada de uma única existência, somos convidados pela Gnose a explorar as profundezas de nossa essência eterna e a abraçar as práticas que nos

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A Filosofia Grega e a Moderna Gnose – 7 Grandes Sábios

A FILOSOFIA GREGA E A MODERNA GNOSE – 7 GRANDES SÁBIOS A Filosofia Gnóstica:Na filosofia, a Gnose é compreendida como uma ciência que está além do pensamento meramente superficial, sendo considerada o conhecimento por excelência (revelação), originado da reflexão profunda e da intuição apurada.Na Filosofia Gnóstica, que caminha sempre junto da Ciência, da Arte e da Mística, podemos encontrar respostas fundamentais para explicar o propósito da existência e a busca sobre quem somos, de onde viemos e para onde iremos.Por meio do Gnosticismo é possível compreender que a filosofia não se ocupa apenas do senso crítico e racional, mas também e principalmente da análise do intelecto e do sentir do coração, objetivando a vivência dos conceitos e o verdadeiro despertar da consciência.A Gnose grega antiga partia da percepção espiritual e cósmica transcendente, oriunda de uma busca pessoal e iluminada. Tratava-se da ‘ciência da alma’, que decifrava a ordem do Todo ao identificar o homem como um microcosmo do universo. Essa sabedoria era vivenciada de forma integrada, unindo as esferas divina e terrena, o macro e o microcosmo.Para os pensadores da Antiga Grécia, a Gnose não era meramente teórica, mas um conhecimento superior e vivencial que se distinguia radicalmente dos saberes vulgares. Os diferentes níveis de conhecimento humano:Na Grécia se distinguiam vários tipos de “pensamento” ou de posicionamento pessoal: o mais superficial deles (“Doxa”) era a mera crença, sem estudos profundos ou comprovação, apenas se aceita por dogmas o que uma “autoridade” diz; num segundo nível temos a “Episteme”, que parte da análise meramente reflexiva, lógica, racional; num terceiro e mais elevado nível, alcançado por pouquíssimos, temos a “Gnosis”, que é o conhecimento vivenciado e recebido por revelação (conquista interior).Por isso que os gregos personificavam a Gnosis numa divindade, Sophia, a Deusa da Sabedoria e símbolo da Alma que anela por sua redenção, que busca sua autorrealização. Sophia virou, aliás, sinônimo de sabedoria, daí a origem da palavra filosofia, literalmente “amor à sabedoria”.Em uma linguagem atual podemos dizer que à Doxa se alinham as pessoas que seguem apenas textos rápidos e superficiais, irrefletidos, muitas vezes propagados por influenciadores, com interpretações religiosas tendenciosas, redes sociais manipuladoras e monetistas, estendendo-se até a cidadãos que se polarizam em uma ideologia, ignorando o diálogo e a liberdade de pensar do outro.Já em episteme temos os pensadores científicos, aqueles que seguem cegamente o que uma (muitas vezes rasa) análise lógica indica, ignorando muitas vezes a filosofia e a mística, a intuição.Entretanto, o piso mais elevado do edifício do conhecimento humano, a Gnosis (sabedoria conquistada, revelada e vivenciada), somente sobrevive em escolas iniciáticas que ensinam o verdadeiro trabalho profundo sobre si, como as instituições gnósticas que seguem a releitura moderna da Gnose Grega estruturada por Samael Aun Weor.Sobre este aspecto, Samael cita literalmente em seu livro Educação Fundamental: “Nas antigas escolas de mistérios da Grécia, Egito, Roma, Índia, Pérsia, México, Peru, Assíria, Caldeia etc., a psicologia sempre esteve ligada à Filosofia, à Arte objetiva Real, à Ciência e à Religião.”Por isso é possível constatarmos como a Gnose fundamentou e influenciou as ideias de renomados pensadores como Pitágoras, Heráclito, Platão, Empédocles, Aristóteles, Epicuro e Hipátia.Ao interpretar as ideias desses luminares do pensamento filosófico ocidental, torna-se possível verificar que a base fundamental de tais pensamentos é o conhecimento gnóstico, revelado, muito além da doxa e da episteme.Para uma maior ilustração do assunto, citaremos a seguir as principais ideias desses célebres personagens da filosofia grega, correlacionando suas teorias com o estudo e a vivência da Gnose moderna de Samael Aun Weor. A conexão entre o pitagorismo e a Gnose fundamenta-se no dualismo psicofísico (alma versus corpo), na imortalidade da alma e na numerologia sagrada como via para a harmonia cósmica. Essa convergência torna-se evidente na busca por um método de purificação místico-intelectual; assim como Pitágoras, a gnose valoriza a experiência direta dos fenômenos universais como ferramenta essencial para o despertar da consciência.Pitágoras também conectava a matemática e a música, como fazem os modernos gnósticos com o estudo da arquitetura sagrada e do poder de vibração dos mantras ou palavras de poder.  Para Heráclito Deus não tinha a aparência de um homem nem de outro animal qualquer. Em seu pensamento, Deus não era nem criador, nem onipotente. Para ele, Deus não é uma figura antropomórfica, mas a unidade suprema na diversidade, o “Logos” (razão universal) que governa a constante transformação do cosmos.Em Heráclito vemos modernamente, como com Jung, o conceito da divindade gnóstica de Abraxas, que concebe ao mesmo tempo Luz e Trevas, Bem e Mal, movimento e inércia, criação e absorção. Isso contrasta muito da visão limitada de um Deus Antropomorfizado (na figura humana), apenas bom e de um Diabo sempre mau. Todos fazem parte de um mesmo movimento de razão universal, sempre buscando o discernimento e a evolução do cosmos e do ser humano. Platão, grande filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, defendia a existência de dois mundos distintos: O mundo invisível (material, imperfeito e percebido pelos sentidos) e o mundo das ideias (eterno, imaterial e perfeito). Para Platão a verdadeira realidade e o conhecimento seguro residem no mundo das ideias, acessível apenas pela razão, enquanto o mundo sensível é apenas uma cópia imperfeita. Platão buscava transmitir uma profunda fé na razão e na verdade.Além do mundo das ideias podemos citar o mito da caverna que ilustra a jornada do conhecimento onde a maioria da humanidade vive na ignorância, confundindo as aparências (as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna) com a realidade (o mundo real e externo à caverna), enquanto quem desperta sai da caverna e contempla a luz da verdade. Ilustração clássica onde os prisioneiros (humanos) veem sombras (coisas físicas) na parede, acreditando ser a única realidade, sem enxergar as formas verdadeiras no mundo exterior.Na visão de Platão, as almas pertencem ao Mundo Inteligível ou Mundo das Ideias (real, imutável, eterno, etc.). As ideias têm uma realidade objetiva, substancial, são o modelo ideal (arquétipos) de todas as coisas que existem no Mundo Sensível, com base nas quais as coisas foram criadas ou tendem a

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Título

O que é GNOSE?

A Associação Gnóstica de Brasília – AGB é uma instituição civil sem fins lucrativos, que objetiva divulgar a gnose moderna reestruturada por Samael Aun Weor, filósofo, antropólogo e cientista colombiano radicado no México, com mais de 80 livros editados em 70 países. 

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