Associação Gnóstica de Brasília

SERVIR A HUMANIDADE: MOTIVAÇÕES DA ALMA

SERVIR A HUMANIDADE: MOTIVAÇÕES DA ALMA Todos deveríamos tomar Consciência da importância de Servir ao próximo, de que sempre de alguma maneira, podemos ajudar alguém; e que isso é um privilégio, uma honra extremamente gratificante. Servir é estar à disposição, é poder auxiliar, cuidar, ser prestativo. O maior exemplo foi dado por Jesus. Ele, mesmo sendo Rei, ensinou e personificou a humildade do Servir. Quando Jesus, em uma ação de humildade durante a Última Ceia, lava os pés de Seus discípulos, toma a forma de servo e nos mostra que o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para Servir e para dar a sua vida em resgate de muitos (Mt 20.28.). Com essa passagem, Jesus ensina que devemos fazer o mesmo com o nosso semelhante, devemos Servir uns aos outros. O mais gratificante para aquele que serve é compreender a maravilhosa dinâmica do Reino de Deus. Todos nós podemos entrar nesse dinamismo. Temos uma oportunidade única de hoje sermos melhores e ajudarmos nossos irmãos a também sê-lo. Portanto, quando decidimos viver os princípios do Reino dos Céus, somos auxiliados pela Divindade, que nos ensina a também sermos generosos. Quanto mais damos, servimos e ajudamos os que necessitam de nós, mais seremos saciados e mais alegres e felizes nos tornaremos, ”pois Deus ama quem dá com alegria” (II Coríntios 9,7c). Segundo o grande mestre Gnóstico do século XX, Samael Aun Weor, quem se sacrifica pela humanidade, ou seja, aquele que Serve, respeita e colabora consciente e voluntariamente com a mais sagrada Lei Universal. E essa lei o premia, o alimenta, através dessa ação, nos fazemos de canal ou agente sagrado de circulação de vida. Servir é uma decisão pessoal. É uma entrega. É ser sensível para reconhecer que alguém precisa de sua ajuda. É ter a humildade para olhar ao redor e perceber que existe alguém chorando, ou algum ser necessitando de cuidados e de amor. Francisco de Assis, nosso grande modelo de servidor, numa época em que o amor estava escasso neste mundo, revolucionou com seu novo jeito de Servir e amar. Iniciou sua missão moldando sua vida na imitação de Cristo. Segundo São Francisco, é preciso aceitarmos os ensinamentos do Cristo para nossa vida. Mas não somente aceitá-los: é imprescindível que em prática o Servir, já que o desejo de nosso Pai é que sigamos o Seu exemplo. Para o irmão de Assis, a melhor forma de seguir os exemplos de Jesus é pregar o Evangelho na sua vivência diária, e assim o fez. Efetivou sua Oração “Instrumento de Paz”, conhecida no mundo inteiro, porém caracterizada como súplica ao senhor para se tornar um grande servidor. São Francisco, com sua palavra, sua coragem e suas escolhas, tornou-se também para o homem de hoje um exemplo de fé e de desapego. Amando o próximo e principalmente os mais necessitados, ele expressou visivelmente em suas atitudes a morte mística e consequentemente a ascensão das suas virtudes. Muitas vezes, achamos que, quando juntamos bens é que adquirimos abundância, mas é bem ao contrário. Ao dividirmos o que temos é que nunca nos faltará nada, esse é o segredo do Reino de Deus. A Lei da Compensação nos diz “Não gaste teu Capital em ser servido, aumenta teu Capital em Servir”. Sua consequência nos proverá de toda sorte de graças, para que, em tudo, tenhamos sempre o necessário. E ainda tenhamos de sobra para toda boa obra, como está escrito: “Distribuiu generosamente, doou aos pobres; a sua justiça permanece para sempre” (II Coríntios 9,8-9). Segundo Samael Aun Weor, ao servirmos conseguimos expressar nosso amor pelo nosso semelhante e, dessa forma, conseguimos pagar ou diminuir nossas dívidas perante a Divindade pois, como ele mesmo dizia “O Karma é um remédio que a Divindade nos dá”. A consequência desse amor é a lei do Darma que nos gratifica pelas boas ações, as quais, mediante o Servir ao nosso semelhante, permite-nos adquirir créditos. Precisamos estar atentos quanto à nossa forma de Servir. Ao nos auto-observarmos e exercitando a meditação podemos identificar nosso grau de vaidade e egoísmo que nos leva à hipocrisia. A partir de então, devemos nos conscientizar quanto à disciplina nas atitudes, evitando as queixas, buscando aprimorarmos o nosso pensamento, mensurar o desapego e o nosso sacrifício voluntário e, quando necessário, refugiarmo-nos na oração e na paciência. Quando nos unimos ao bem para servirmos no campo do amor, conseguimos concretizar nosso trabalho voluntário na abençoada oportunidade de poder Servir, e numa verdadeira dádiva para quem recebe. Assim como fizeram os Grandes Mestre da humanidade, que consagremos nossa vida ao Servir!     Eulina Dias da Silva Lopes é pedagoga e instrutora da Associação Gnóstica de Brasília

RELIGIÕES: REMINISCÊNCIAS DAS SAUDADES DE DEUS NA ALMA HUMANA

RELIGIÕES: REMINISCÊNCIAS DAS SAUDADES DE DEUS NA ALMA HUMANA   Contam as antigas tradições não alteradas pelos homens, que desde quando fomos emanados pelo Criador como chispas, nesse canteiro divino dos mundos, fomos levados a percorrer os diversos reinos da natureza – mineral, vegetal, animal, até chegarmos à dita de adentrar o Templo do Reino Humano. De puros e singelos elementais (energias inteligentes que animam os reinos mineral, vegetal e animal), passamos a ter Alma (energia individual e inteligente no estágio humano) e com ela a reponsabilidade de quem já pode decidir por si mesmo – o livre arbítrio. Passamos a ter consciência de Deus e a possibilidade de sentir e viver a mais bela experiência dada a um SER: a capacidade de AMAR. Mesmo tendo passado diversos manvântaras (“grande idades”, em sânscrito), idades, épocas, ciclos nessa experiência ímpar, nossa história, todos os porquês da nossa existência sempre nos acompanharam. Então por que nos esquecemos de tudo? Por que a felicidade paradisíaca nos parece tão longe? Por que sofremos? Porque nos distanciamos do Criador, da Verdade que nos emanou e fomos “engolidos“ pelas leis mecânicas da Natureza, sendo levados a conhecer cada vez mais e mais a materialidade. Fomos perdendo o contato com o Emanador Supremo e, assim, nos esquecendo a história de nós mesmos e dos mundos e Universos. Perdemos a capacidade de responder às questões que tanto afligem e inquietaram todas as civilizações: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Percebemos que muito mais do que comida, bebida, roupas, contato físico, social etc., necessitamos saber porque vivemos e para que vivemos! Caímos num imenso sono! Nessa busca incessante do homem por recuperar sua história e retornar ao Paraiso Perdido, Shangrilá, surgiram as diversas religiões. Mas o que é religião? Será que é o batismo numa Igreja Cristã? Será que é a adoração num templo Budista?  Será que é a contrição fervorosa diante do Muro das Lamentações? Ou será a peregrinação à cidade sagrada de Meca? E mais, será que todos os participantes de todas essas expressões religiosas compartilham sentimentos semelhantes a respeito do que fazem? E por que fazem o que fazem? E o que significa tudo isso? O livre arbítrio nos permite buscar os caminhos de diversas maneiras, mas todas essas expressões comungam 3 grandes pilares, utilizados na linguagem teológica moderna: O Dogma, A Moral e O Culto. Esses são os alicerces das diversas religiões confessionais que existiram e existem. Dogma é o ponto fundamental de uma doutrina religiosa, apresentado como “certo” e indiscutível, cuja verdade se espera que as pessoas aceitem sem questionar. Na religião Cristã a Santíssima Trindade é um dos dogmas mais aceitos. Moral é o conjunto de valores como honestidade, bondade, caridade etc., considerados universalmente como norteadores das relações sociais da conduta dos homens e estabelecido pelos livros sagrados. No Cristianismo a moral pode ser sintetizada nos Dez Mandamentos de Moisés. Culto é a reverência respeitosa a uma divindade através de cerimônias, ofícios, rituais etc. E isso basta para nos levar de volta ao mundo da Consciência perdida? É capaz de fazer, como nos contos de fadas, que o Cavaleiro recupere a bela Princesa que dorme na torre mais alta do castelo? Dá-lhe forças para enfrentar os espinhos e dragões que dificultam sua subida? Infelizmente é preciso muito, muito mais! Precisamos de uma religião interna profunda e firme. Precisamos desenvolver uma mística religiosa capaz de firmar os pés de nossa fé na Verdade mais pura, a Gnosis – o conhecimento Eterno e Profundo das Eras. Aquilo que é obtido por Revelação Interna, não por adoração externa, leitura de livros e fé mecânica. Precisamos redescobrir nossas capacidades perdidas e reler os livros de nossa história com o suor de nosso trabalho! Sem dogmas, mas sim firmes num corpo de Doutrina deixado por Grandes Iniciados e Avatares que se sacrificaram por essa humanidade triste e doente. Samael Aun Weor, grande expoente do século XX nos ensina que a Moral deve ser calcada em 3 Fatores de Revolução da Consciência, onde é necessário se auto conhecer profundamente e lutar contra si mesmo, nascer em espirito através do Amor consciente e trabalhar incessantemente pela humanidade. Também nos ensina que rendermos Culto à Vida só é possível com a obediência consciente das leis divinas da Natureza, ventre de onde viemos e onde existimos. Que o homem e a mulher, como expressões do Deus Criador, podem exercer sua divindade através da mais bela energia do Amor – o Poder de Criar. “Todas as religiões são pérolas a adornar o colo da Divindade”, diz Samael Aun Weor. Todas como pedras preciosas são realmente belas. Cada qual com seu grau de pureza, sua intensidade de brilho, seu valor…. Cada uma delas em um degrau na escada que leva ao Criador. Cada gema foi engastada no colar de Deus por um de seus Filhos Auto-Eleitos: Fo-Ji, Osíris, Orfeu, Buda, Krishna, Quetzalcoatl, Moisés, Jesus… Nossa história está diante de nós, ávida por abrir suas páginas e se revelar. Saibamos lutar como valentes guerreiros e buscar nos campos de batalha contra nós mesmos o fio que nos religará à tão almejada Felicidade.   Heloisa Pereira Menezes Nutricionista, Especialista em Logística e Instrutora de Gnose

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