Associação Gnóstica de Brasília

Sete Vezes Sacerdotisa

SETE VEZES SACERDOTISA Diz Jorge Adoum em seu livro Poderes ou o Livro que Divinizaque “para descobrir os mistérios da Divindade é preciso penetrar no coração da mulher, porque quando Deus emanou de Si a Natureza, habitou em seu coração”. Os Mistérios da Natureza estão velados na Mulher através das suas sete sagradas funções: Gerar, Gestar, Parir, Nutrir, Educar, Manter e Absorver. Por esse mesmo motivo sintetiza Samael Aun Weor, grande antropólogo do século XX: “Ser Mãe é um sacerdócio da Natureza”. E aqui não nos referimos apenas à maternidade em si, mas também, e principalmente, às responsabilidades femininas em todos os campos da vida: na família, no trabalho, na sociedade, na humanidade, na espiritualidade. Essas funções permeiam toda a vida da mulher e a forma como ela as direciona caracterizará sua expressão como Mulher ou como Sacerdotisa Divina. Para a Mulher Sagrada o mais simples ato é revestido de um caráter santo e misterioso. É nesses mistérios primordiais do Feminino, todos eles inseridos no plano concreto da natureza, que a mulher se revela como a Senhora da Transformação. Por isso a Transformação da matéria e da Vida é inerente à Mulher. Ao lidar com a simplicidade da matéria transformando-a em vida, a mulher é capaz de transmutar a natureza em um princípio mais elevado de ação espiritual, numa relação íntima com a Deusa-Mãe . Aquela que dá vida não somente ao corpo, mas principalmente à alma. Todos esses mistérios podem ser vividos conscientemente pela mulher em diversos períodos ou aspectos de sua vida: como filha, como irmã, como esposa e como mãe, repetindo-se em cada um deles todas as sete Sagradas Funções da Natureza Feminina. Vamos então a elas. GERAR: assim como o Sol fecunda o ventre da Terra fazendo a vida nascer de suas profundezas, é também no ventre da mulher que podem nascer homens e Deuses.  É nele que se dá a concepção da semente do homem, obedecendo a Lei que diz “como é em cima é embaixo”. Aqui estão os arcanos que transcendem a sexualidade humana e comum (somente para o prazer e reprodução) para a sexualidade sagrada (com a alquimia do casal pela energia sexual sabiamente utilizada) – mas isso é assunto que abordaremos em outro texto. GESTAR: esta é uma etapa onde a natureza trabalha decodificando a informação genética e transformando-a em matéria. É o amor criando, transformando, plasmando o que foi idealizado pelos Deuses. PARIR: que é o ato de emanar do útero o filho que já se encontra maduro, preparado para sair à luz. Seja este parto uma realidade da carne ou da alma, a mulher-mãe sempre estará presente, pois ela é a porta que leva das trevas à Luz. O processo do parto é um modelo para a compreensão do renascimento, do nascimento “para o mais elevado”, para o céu, como estrela que cintila, como ser bem-aventurado ou criatura imortal. NUTRIR: a mulher é fonte-nutriz por natureza. Por essa razão ela é a senhora de tudo aquilo que signifique alimentação. Ela é o vaso que ao mesmo tempo acolhe seu rebento e guarda seu alimento. A Mãe-Natureza faz brotar de suas entranhas a água que corre nos rios, mares e cachoeiras; faz correr pelas veias do homem o sangue que o nutre; faz jorrar dos seios da mulher o leite que alimenta o frágil bebê; faz emanar da coluna espinhal a luz sagrada que alimenta nosso templo-corpo. EDUCAR: ao educar a mãe realiza seu amor transferindo conhecimentos e eduzindo (inspirando) as potencialidades do rebento. Novamente doa o que de melhor possui e o faz com tolerância, paciência e perseverança. Ela orienta seu filho para que ele caminhe se possível sem dor, mas se isso não for possível, estará ao seu lado sempre para amenizá-la. É Pistis-Sophia, a Mãe-Sabedoria e de Misericórdia. MANTER: a Mãe é feliz se o seu filho é feliz!! Eis aí a razão de todas as mãezinhas buscarem com tamanha vontade a felicidade de seus filhos. Ao proteger, conservar e manter a vida de seu filho, ela mantém a sua própria. Assim é que a vida se conserva. ABSORVER: quando o filho querido vence a morte ou é vencido por ela é a Mãe que o segurará em seus braços para que os desígnios divinos sejam realizados. A Mãe impregna-se do filho, puxa-o para dentro, reabsorve-o, toma-o para si. É o mistério do “retornar ao pó da terra” cristão, do “ser absorvido por Nut” do antigo Egito, da escultura da Pietá de Michelângelo… Refletindo sobre essas divinas pré-destinações da mulher é possível penetrarmos na sabedoria gnóstica de Samael Aun Weor quando asseverou que “a Mulher é a mais bela criação de Deus”. Heloisa Pereira Menezes – instrutora e presidente da AGB

O Mistério da Super-Mulher

O MISTÉRIO DA SUPER-MULHER A verdadeira Mulher, aquela que vem do fundo das eras, a mulher que foi dada ao mundo para recriá-lo, pertence inteiramente a um Universo estranho a ele. Ela cintila no outro lado da Criação. Ela conhece o segredo das águas, das pedras, das plantas e dos animais. Ela fixa o amor do Sol e vê claro na noite. Ela possui a chaves da saúde, da latência e das harmonias da matéria. É fada de olhos transparentes, que junto com o homem aspira reconstruir o paraíso terrestre.  Ela é a fonte de virtude. É nela onde Deus semeia os verdadeiros Homens. Ela os devolve ao seu verdadeiro trabalho, que é elevar-se o máximo possível acima de si mesmo. A Doutrina do Cristo, do Salvador do Mundo é o Amor recíproco, o cumprimento da Lei e dos Mandamentos Divinos, sem diferença de sexos. A compreensão profunda desses ensinamentos exige a  participação mútua nos benefícios brindados pela Mãe  Natureza e também a equanimidade dos direitos humanos, sociais e conjugais. Com os ensinamentos Crísticos não se parcializam nem o bem e nem o mal, nem a riqueza e nem a pobreza, nem a sabedoria e nem a ignorância, e é certo dizer que ambos, homem e mulher, devem responder pelas mesmas responsabilidades e receber os mesmos benefícios e direitos em todas as atividades da vida. O personagem Super-Homem nos desenhos e filmes se mostra forte e com poderes, muitas vezes inseguro com suas origens e fraquezas humanas. Já o arquétipo iniciático do Super-Homem nos ensina que o maior poder é aquele da superação contra si mesmo, contra suas próprias fraquezas, contra seu ego. No paradigma divino da Super-Mulher o que ressalta não é a força ou os poderes, mas sim a  Fortaleza… Isso mesmo: o Super-Homem tem a força; a Super-Mulher é Fortaleza: serena, centrada, misteriosa, discreta, sábia, a ser desvelada. O caminho da auto-superação, sem dúvida, é um caminho árduo: é necessário ser Super-Homens e Super-Mulheres para percorrê-lo. Tanto Mestres como Mestras tiveram ao seu lado companheiros de almas fortes e determinados; tornando-se cúmplices no amor e no retorno ao Creador. Todas as Super-Mulheres que viveram neste mundo demonstraram qualidades inspiradoras que devem ser seguidas. Um grande exemplo é Clara de Assis. Nesta grande Super-Mulher vemos a doçura do servir, a Mãe que doa tudo de si pelos seus filhos, a companheira que compartilhou com seu amado Francisco um Trabalho Divino e revolucionário numa Idade de Trevas. Outro paradigma de Super-Mulher é Maria, com sua pureza virginal, sua Maternidade Celeste, sua compreensão para ver o próprio Rebento sacrificado na cruz. E há incontáveis outras Fortalezas Femininas: Joana D’Arc com sua força da fé, sua determinação, sua confiança, seu espírito guerreiro; Maria Madalena ensinando-nos o primeiro passo do futuro Adepto – o arrependimento; Helena Blavatsky mostrando-nos o que é disciplina, dedicação e sacrifício . Todos estes aspectos resumem-se em um: AMOR AO CASAL CELESTE! Todas essas Super-Mulheres encontraram sua Natureza Divina vivendo na simplicidade e na humildade. Como mulheres “comuns” fizeram de seu dia-a-dia uma verdadeira oração. Compreender os Mistérios da Mulher DEUS e vivê-los intensamente é construir a ponte que nos levará à Luz, ao Cristo. Samael Aun Weor  exemplifica perfeitamente esse sagrado caminho, dizendo que :“a Iniciação é a própria vida retamente vivida.” Heloisa Pereira Menezes – instrutora e presidente da AGB.

Deus é e Basta

PARA SERVIR A HUMANIDADE, DEUS É E BASTA !! Muitos falam sobre Servir a Humanidade, mas poucos sabem como fazê-lo. Muitos se dizem servidores, mas poucos têm consciência do que é Servir. Francisco e Clara de Assis, no século XIII , mudaram o mundo com suas idéias e atitudes revolucionárias e mostraram a todos que não há pré-requisitos  ideológicos , sociais ou econômicos para Amar , mas somente a convicção interior de que a Obra do Criador deve e pode ser executada. Numa época de guerras, disputas e ignorância, em plena Idade das Trevas, souberam viver para servir, fincaram sua bandeira de Amor Puro num mundo em que o “amor” era tão raro quanto a chuva num deserto. Ao vermos uma obra edificada, temos a impressão de que tudo aconteceu como por milagre e que os seres que a realizaram foram especialmente premiados por um “dom” divino. Mas não é assim. Como tantos outros grandes Homens e Mulheres que viveram em nossa amada Terra, a Obra desses Mestres de Assis foi edificada com os tijolos de muitas provas e sacrifícios, exemplificando a frase de Samael Aun Weor, grande filosofo do século XX: “antes de uma subida há sempre uma descida”. Ambos pertenciam a famílias abastadas; ele filho de um grande mercador, ela , filha de prestigiados nobres. Tinham tudo em suas mãos para viver suas vidas da maneira mais agradável que a época podia proporcionar, mas escolheram ir além; era preciso conhecer e viver as dores do mundo impingidas à grande maioria das pessoas: a mais profunda pobreza! E foi dessa forma que puderam reconhecer com suas almas e corações que “Deus é e basta!!” A ignorância e a pobreza juntas eram como muralhas que impediam as pessoas de ter esperanças de qualquer natureza. As doenças e misérias sociais eram tidas como castigos e o mundo não tinha piedade com ninguém. Era uma época singular, onde o poder temporal era subjugado pelo poder “espiritual”, não por respeito, mas sim porque, numa época de profunda ignorância, tanto o báculo quanto o anel clericais davam ao seu possuidor a prerrogativa de “condenar” as almas ao mais doloroso exílio infernal. A coragem de Francisco e Clara de fazer reluzir o Amor do Cristo na mais simples  palavra, no mais simples ato, derrubou essa muralha tornando possível a todos perceber que cada um é capaz de trilhar o caminho de volta ao Pai, independentemente do mundo e dos homens. O legado de Francisco e Clara de Assis resplandece até nossos dias no serviço desinteressado a toda expressão de vida, no companheirismo, no amor e respeito que tinham um pelo outro, na obediência aos desígnios divinos. Meditemos sobre esse AMOR com o coração disposto a SERVIR, deixando de lado as diferenças e disputas, pois “DEUS é e basta”! Heloisa Pereira Menezes – instrutora e presidente da AGB.

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