61 99643-3389
gnosebrasilia@gmail.com

Artigo do Blog

Leia o artigo a seguir
24 jan 2017

Pau que Bate em Chico… Bate em Francisco?

/
Postado por
/
Comentários0

PAU QUE BATE EM CHICO… BATE EM FRANCISCO?

            O título desse texto parece ser bastante familiar para muitas pessoas. Trata-se de uma expressão conhecida que significa que a lei deve valer para todos. Porém, apesar do sentido expresso pelo dito popular, trata-se também de uma repetição, de um lugar comum, algo, quase sempre, reproduzido muitas vezes, por muita gente, em muitos momentos. É quase uma ação automática. E observem: nem estou me atentando às questões linguísticas… Quem é que, em sã consciência, vai bater num Chico ou num Francisco com um pau? Mas quem é que pensa nisso antes de proferir uma frase como essa? Deveria ser assim, inconsciente?

Vivemos num mundo cada vez mais automatizado, cada vez mais “controlado” pela tecnologia, que nos promete facilidade, agilidade e ganho de tempo. Em outras palavras, estamos nos tornando cada vez mais mecânicos. Não apenas em nossas atitudes, mas, sobretudo, em nossos pensamentos. A mente tem se tornado um grande computador, que precisa funcionar de tal ou qual modo, sem falhas, sem erros. Utopia.

“Um olho no peixe, o outro no gato”, “Não adianta chorar o leite derramado”, “Apressador come cru”, “Deus ajuda quem cedo madruga”, “Em casa de ferreiro o espeto é de pau” etc., etc., etc. Só para citar mais alguns ditos populares, falados corriqueira e automaticamente. E quem diria: as inúmeras hashtags (#) compartilhadas por inúmeras pessoas, em inúmeras redes sociais pela internet, são os ditos populares modernos. Quase sempre, repetições, condicionamentos, mecanicidade.

Samael Aun Weor, grande Mestre da Gnose moderna, em sua Obra “Tratado de Psicologia Revolucionária”, chama-nos à atenção para o problema de vivermos de maneira mecânica, ao afirmar que: “Temos que aspirar a uma mudança verdadeira, sair desta rotina aborrecedora, desta vida meramente mecanicista, cansativa…”. Ou seja, precisamos desenvolver aquilo que o Mestre chama de Consciência Plena, estarmos no aqui e no agora, no presente, cientes e conscientes de todos os pensamentos, atitudes e palavras que nos ocorrem de instante em instante. Para isso, é urgente que aprendamos a Arte da Auto-observação.

Cada pensamento, cada ideia, cada reação, cada impressão, cada sentimento, cada sensação… Tudo deve ser analisado, compreendido e, em último caso, previsto. Isso porque toda essa gama de possibilidades, caso não sejam bem trabalhadas em nossa mente e em nosso corpo, tornar-se-ão egos, defeitos psicológicos, os quais deverão ser eliminados. Um labor ainda mais demorado e complexo. Daí a importância de rompermos com a mecanicidade e com a previsibilidade da mente, e despertarmos a Virtude da Autoconsciência. Só assim deixaremos de sofrer com as angústias da vida e passaremos a viver verdadeiramente felizes.

Então… Pau que bate em Chico… Não deveria bater em ninguém…

 

Vinícius de Lacerda é Professor, Poeta e Instrutor da AGB