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8 Nov 2016

O Natal Antes de Cristo

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O NATAL ANTES DE CRISTO

 

Todas as antigas civilizações celebravam o Natal, não com este nome, mas com o mesmo significado transcendente do nascimento de Jesus. As festas de dezembro, no hemisfério norte, e de junho, no hemisfério sul, são antiquíssimas. Muito antes de ser uma data comemorativa do nascimento do Filho da Chama (o Cristo), os Natais marcavam festas astronômicas para exaltar o retorno do Sol, trazendo novamente a luz, o calor e a vida.

Por que então comemoramos o Natal em 25 de dezembro, se em nenhum dos antigos textos cristãos aparece esta data como o nascimento de Jesus?

A data foi escolhida pelo Papa Júlio I no ano 350 d.C., que determinou a substituição da veneração pagã ao antigo deus Sol, o “Natalis Solis Invicti”, pela data em que teria nascido Jesus na Galileia.

Para entendermos melhor porque os antigos povos reverenciavam o Sol, além da sua representação mais conhecida como uma pessoa ou indivíduo, precisamos reconhecer o Cristo como uma energia cósmica e universal. O Cristo é o próprio Logos Solar e também se manifesta na matéria através de nosso Sol Físico, doando sua energia, seu calor e suas chispas divinas para que a vida se desenvolva. É ele que comanda as quatro estações, a colheita, as emanações de vida. Por isso, todas as religiões antigas são solares.

O mestre gnóstico Samael Aun Weor sintetiza: “O Nazareno Jesus-Iesus-Zeus é o homem moderno que encarna totalmente o Princípio Crístico Universal. Antes d’Ele, porém, muitos Mestres encarnaram esse Princípio Crístico do Fogo. O Rabi da Galiléia é um Deus porque encarnou inteiramente o Cristo Cósmico. Hermes, Quetzalcoatl, Krishna são também Deuses porque encarnaram o Cristo Cósmico”.

O Natal que festejamos em 25 de dezembro está baseado numa data boreal (do hemisfério norte), o solstício de inverno, com dias curtos e noites longas, quando o Crestos Solar se faz mais necessário, apesar do pequeno e ainda frágil Sol do Inverno (como Jesus na manjedoura). Agora compreenderemos porque os Incas adoravam o Cristo-Sol Inti, os Náhuatls mexicanos rendiam culto ao Enviado-Sol Tonatiuh, os Maias cultuavam o Messias-Sol Kukulkan e os Egípcios construíram toda sua civilização em honra ao Salvador-Sol Amon-Rá. São civilizações crísticas-solares.

Não se trata da veneração ao Sol físico, mas ao que se oculta além dEle. Adorava-se o Logos Solar, a Unidade Múltipla Perfeita, a Chama da Chama, a Força Ígnea Imanente que gera e sustenta a vida.

Em 26 de novembro a Associação Gnóstica de Brasília promoverá a Jornada de Videoconferências Gnósticas, com o tema “O Natal em diversas Culturas”. Especialistas internacionais falarão das manifestações crísticas nas civilizações egípcia, persa, maia, no cristianismo primitivo e no 3º Milênio. A entrada é franca. Consulte a programação detalhada no site da AGB.

Que a luz do Cristo Cósmico retorne das regiões austrais, iluminando nossos corações, afastando-nos do inverno psicológico e promovendo em todos a sede pelo natalício do Cristo Íntimo.

 

Cleberson Richardes Corrêa, militar, instrutor e diretor da AGB