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12 mar 2017

Transcender para (Sobre)Viver

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TRANSCENDER PARA (SOBRE)VIVER

 

Nos últimos anos, a 7ª arte (o cinema) tem proporcionado às pessoas experiências e reflexões únicas acerca de vários assuntos, a saber: contato/vida extraterrestre, física quântica, mundos paralelos, tempo e espaço etc. Todos esses temas estão sendo profundamente explorados e representados pelos diretores e atores de todo o mundo.

Recentemente, foi lançado o filme “A Chegada”, que trata da possível aparição de seres alienígenas, altamente avançados, e de sua possível influencia na vida das pessoas. Ou, como no próprio filme é dito, uma possível “crise extraterrestre”. Sua importância é ainda maior pelo fato de ser um filme que explora a linguagem em todas as suas possibilidades (como alguém formado em Letras, senti profunda emoção e alegria em ver a Linguística ganhar seu espaço mais do que merecido entre o hall das grandes ciências da humanidade).

Bom, como o nosso propósito é relacionar temas cotidianos e Gnose, aparentemente meu trabalho seria mostrar a visão Gnóstica acerca do tema vida extraterrestre. Pois bem, Samael Aun Weor, Mestre da Gnose Moderna, sempre nos ensinou sobre a vida em outros planetas, sobre a existência de seres vivendo em outras galáxias e outros universos. Como ele mesmo disse, tratam-se de irmãos do cosmos e do espaço, evoluindo como nós, porém, na maioria dos casos, altamente avançados tecnológica, mental e espiritualmente. Muitos estão comprometidos em nos ajudar com o nosso “salto quântico”, pois imaginam que, num futuro não tão distante, uma catástrofe poderá se abater sobre o nosso planeta.

A Gnose nos ensina que é possível estabelecer um contato com esses seres, por meio de práticas especiais, tais como projeção astral, Jinas, mantras e práticas de Ufognose. Não serão aprofundados esses detalhes, apenas instigarão a curiosidade de todos a buscarem essas informações e práticas. Tudo dependerá, naturalmente, do nível de preparo e de maturidade espiritual de cada um, além de seus méritos.

Contudo, o propósito deste artigo não é esse, e sim ressaltar a transcendência da materialidade sob a ótica gnóstica. Vejamos: no filme, foi preciso transcender para se comunicar com os seres alienígenas, os quais demonstravam conhecer os mistérios do tempo e do espaço, ou melhor, sabiam como romper essas barreiras da terceira dimensão, da linearidade e da previsibilidade da matéria. Os seres humanos estão presos a uma realidade que os faz compreender tudo à moda dual ou binária: o bem e o mal, o certo e o errado, o bom e o ruim, o claro e o escuro. Na verdade, a Gnose nos ensina que os grandes Mestres que alçaram voos pelos céus da Autoconsciência compreenderam que o Absoluto está acima de tudo isso. Não há diferenças, não há dúvidas, não há tempo nem espaço quando se alcança esse estado elevado de Consciência Cósmica.

Ainda sobre o filme, a linguista responsável por traduzir a “língua” dos aliens descobre que, na verdade, ela própria (a cientista) precisava romper com os paradigmas da própria vida: ela fora capaz de prever o futuro (ou um possível futuro) e conectá-lo a um presente. Literalmente, acessou o que conhecemos na Gnose como registros akháshicos – onde tudo está registrado, presente, passado e futuro, a criação, a destruição etc.

Naturalmente, há outros símbolos/sinais no filme que poderíamos tratar aqui: são 12 naves que chegaram ao planeta (os 12 trabalhos de Hércules/a Iniciação); os seres possuem 7 “braços/pernas” (a perfeição); sua “escrita” é circular (noção de tempo circular, ou ainda a figura do ouroboros); fora necessário que homem e mulher juntos realizassem o “trabalho” (Alquimia); a “guerra” dos militares contra a realidade extraterrestre (os egos que lutam para que não despertemos); dentre outras inúmeras referências. Optei por me ater apenas à questão da transcendência da vida.

Em outras palavras, é preciso transcender para (sobre)viver, ou melhor, para existir, para Ser plenamente. Somente assim, rompendo com a prisão/lógica da matéria, conseguiremos acessar à realidade “extraterrestre” ou “intraterrestre”. Afinal, o Macrocosmo é como o Microcosmo. Estamos prontos para captar e traduzir a Linguagem Divina?

 

Vinícius de Lacerda é Professor, Poeta e Instrutor da AGB.