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11 set 2018

SERVIR A HUMANIDADE: MOTIVAÇÕES DA ALMA

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SERVIR A HUMANIDADE: MOTIVAÇÕES DA ALMA

Todos deveríamos tomar Consciência da importância de Servir ao próximo, de que sempre de alguma maneira, podemos ajudar alguém; e que isso é um privilégio, uma honra extremamente gratificante.

Servir é estar à disposição, é poder auxiliar, cuidar, ser prestativo. O maior exemplo foi dado por Jesus. Ele, mesmo sendo Rei, ensinou e personificou a humildade do Servir.

Quando Jesus, em uma ação de humildade durante a Última Ceia, lava os pés de Seus discípulos, toma a forma de servo e nos mostra que o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para Servir e para dar a sua vida em resgate de muitos (Mt 20.28.). Com essa passagem, Jesus ensina que devemos fazer o mesmo com o nosso semelhante, devemos Servir uns aos outros.

O mais gratificante para aquele que serve é compreender a maravilhosa dinâmica do Reino de Deus. Todos nós podemos entrar nesse dinamismo. Temos uma oportunidade única de hoje sermos melhores e ajudarmos nossos irmãos a também sê-lo.

Portanto, quando decidimos viver os princípios do Reino dos Céus, somos auxiliados pela Divindade, que nos ensina a também sermos generosos. Quanto mais damos, servimos e ajudamos os que necessitam de nós, mais seremos saciados e mais alegres e felizes nos tornaremos, ”pois Deus ama quem dá com alegria” (II Coríntios 9,7c).

Segundo o grande mestre Gnóstico do século XX, Samael Aun Weor, quem se sacrifica pela humanidade, ou seja, aquele que Serve, respeita e colabora consciente e voluntariamente com a mais sagrada Lei Universal. E essa lei o premia, o alimenta, através dessa ação, nos fazemos de canal ou agente sagrado de circulação de vida.

Servir é uma decisão pessoal. É uma entrega. É ser sensível para reconhecer que alguém precisa de sua ajuda. É ter a humildade para olhar ao redor e perceber que existe alguém chorando, ou algum ser necessitando de cuidados e de amor.

Francisco de Assis, nosso grande modelo de servidor, numa época em que o amor estava escasso neste mundo, revolucionou com seu novo jeito de Servir e amar. Iniciou sua missão moldando sua vida na imitação de Cristo. Segundo São Francisco, é preciso aceitarmos os ensinamentos do Cristo para nossa vida. Mas não somente aceitá-los: é imprescindível que em prática o Servir, já que o desejo de nosso Pai é que sigamos o Seu exemplo.

Para o irmão de Assis, a melhor forma de seguir os exemplos de Jesus é pregar o Evangelho na sua vivência diária, e assim o fez. Efetivou sua Oração “Instrumento de Paz”, conhecida no mundo inteiro, porém caracterizada como súplica ao senhor para se tornar um grande servidor.

São Francisco, com sua palavra, sua coragem e suas escolhas, tornou-se também para o homem de hoje um exemplo de fé e de desapego. Amando o próximo e principalmente os mais necessitados, ele expressou visivelmente em suas atitudes a morte mística e consequentemente a ascensão das suas virtudes.

Muitas vezes, achamos que, quando juntamos bens é que adquirimos abundância, mas é bem ao contrário. Ao dividirmos o que temos é que nunca nos faltará nada, esse é o segredo do Reino de Deus. A Lei da Compensação nos diz “Não gaste teu Capital em ser servido, aumenta teu Capital em Servir”.

Sua consequência nos proverá de toda sorte de graças, para que, em tudo, tenhamos sempre o necessário. E ainda tenhamos de sobra para toda boa obra, como está escrito: “Distribuiu generosamente, doou aos pobres; a sua justiça permanece para sempre” (II Coríntios 9,8-9).

Segundo Samael Aun Weor, ao servirmos conseguimos expressar nosso amor pelo nosso semelhante e, dessa forma, conseguimos pagar ou diminuir nossas dívidas perante a Divindade pois, como ele mesmo dizia “O Karma é um remédio que a Divindade nos dá”. A consequência desse amor é a lei do Darma que nos gratifica pelas boas ações, as quais, mediante o Servir ao nosso semelhante, permite-nos adquirir créditos.

Precisamos estar atentos quanto à nossa forma de Servir. Ao nos auto-observarmos e exercitando a meditação podemos identificar nosso grau de vaidade e egoísmo que nos leva à hipocrisia. A partir de então, devemos nos conscientizar quanto à disciplina nas atitudes, evitando as queixas, buscando aprimorarmos o nosso pensamento, mensurar o desapego e o nosso sacrifício voluntário e, quando necessário, refugiarmo-nos na oração e na paciência.

Quando nos unimos ao bem para servirmos no campo do amor, conseguimos concretizar nosso trabalho voluntário na abençoada oportunidade de poder Servir, e numa verdadeira dádiva para quem recebe.

Assim como fizeram os Grandes Mestre da humanidade, que consagremos nossa vida ao Servir!

 

 Eulina Dias da Silva Lopes é pedagoga e instrutora da AGB