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11 set 2018

RELIGIÕES: REMINISCÊNCIAS DAS SAUDADES DE DEUS NA ALMA HUMANA

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RELIGIÕES: REMINISCÊNCIAS DAS SAUDADES DE DEUS NA ALMA HUMANA

 

Contam as antigas tradições não alteradas pelos homens, que desde quando fomos emanados pelo Criador como chispas, nesse canteiro divino dos mundos, fomos levados a percorrer os diversos reinos da natureza – mineral, vegetal, animal, até chegarmos à dita de adentrar o Templo do Reino Humano.

De puros e singelos elementais (energias inteligentes que animam os reinos mineral, vegetal e animal), passamos a ter Alma (energia individual e inteligente no estágio humano) e com ela a reponsabilidade de quem já pode decidir por si mesmo – o livre arbítrio.

Passamos a ter consciência de Deus e a possibilidade de sentir e viver a mais bela experiência dada a um SER: a capacidade de AMAR.

Mesmo tendo passado diversos manvântaras (“grande idades”, em sânscrito), idades, épocas, ciclos nessa experiência ímpar, nossa história, todos os porquês da nossa existência sempre nos acompanharam.

Então por que nos esquecemos de tudo? Por que a felicidade paradisíaca nos parece tão longe? Por que sofremos?

Porque nos distanciamos do Criador, da Verdade que nos emanou e fomos “engolidos“ pelas leis mecânicas da Natureza, sendo levados a conhecer cada vez mais e mais a materialidade. Fomos perdendo o contato com o Emanador Supremo e, assim, nos esquecendo a história de nós mesmos e dos mundos e Universos.

Perdemos a capacidade de responder às questões que tanto afligem e inquietaram todas as civilizações:

Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?

Percebemos que muito mais do que comida, bebida, roupas, contato físico, social etc., necessitamos saber porque vivemos e para que vivemos!

Caímos num imenso sono!

Nessa busca incessante do homem por recuperar sua história e retornar ao Paraiso Perdido, Shangrilá, surgiram as diversas religiões.

Mas o que é religião?

Será que é o batismo numa Igreja Cristã? Será que é a adoração num templo Budista?  Será que é a contrição fervorosa diante do Muro das Lamentações? Ou será a peregrinação à cidade sagrada de Meca?

E mais, será que todos os participantes de todas essas expressões religiosas compartilham sentimentos semelhantes a respeito do que fazem? E por que fazem o que fazem? E o que significa tudo isso?

O livre arbítrio nos permite buscar os caminhos de diversas maneiras, mas todas essas expressões comungam 3 grandes pilares, utilizados na linguagem teológica moderna: O Dogma, A Moral e O Culto.

Esses são os alicerces das diversas religiões confessionais que existiram e existem.

Dogma é o ponto fundamental de uma doutrina religiosa, apresentado como “certo” e indiscutível, cuja verdade se espera que as pessoas aceitem sem questionar. Na religião Cristã a Santíssima Trindade é um dos dogmas mais aceitos.

Moral é o conjunto de valores como honestidade, bondade, caridade etc., considerados universalmente como norteadores das relações sociais da conduta dos homens e estabelecido pelos livros sagrados. No Cristianismo a moral pode ser sintetizada nos Dez Mandamentos de Moisés.

Culto é a reverência respeitosa a uma divindade através de cerimônias, ofícios, rituais etc.

E isso basta para nos levar de volta ao mundo da Consciência perdida? É capaz de fazer, como nos contos de fadas, que o Cavaleiro recupere a bela Princesa que dorme na torre mais alta do castelo? Dá-lhe forças para enfrentar os espinhos e dragões que dificultam sua subida?

Infelizmente é preciso muito, muito mais! Precisamos de uma religião interna profunda e firme. Precisamos desenvolver uma mística religiosa capaz de firmar os pés de nossa fé na Verdade mais pura, a Gnosis – o conhecimento Eterno e Profundo das Eras. Aquilo que é obtido por Revelação Interna, não por adoração externa, leitura de livros e fé mecânica.

Precisamos redescobrir nossas capacidades perdidas e reler os livros de nossa história com o suor de nosso trabalho!

Sem dogmas, mas sim firmes num corpo de Doutrina deixado por Grandes Iniciados e Avatares que se sacrificaram por essa humanidade triste e doente.

Samael Aun Weor, grande expoente do século XX nos ensina que a Moral deve ser calcada em 3 Fatores de Revolução da Consciência, onde é necessário se auto conhecer profundamente e lutar contra si mesmo, nascer em espirito através do Amor consciente e trabalhar incessantemente pela humanidade.

Também nos ensina que rendermos Culto à Vida só é possível com a obediência consciente das leis divinas da Natureza, ventre de onde viemos e onde existimos.

Que o homem e a mulher, como expressões do Deus Criador, podem exercer sua divindade através da mais bela energia do Amor – o Poder de Criar.

“Todas as religiões são pérolas a adornar o colo da Divindade”, diz Samael Aun Weor.

Todas como pedras preciosas são realmente belas. Cada qual com seu grau de pureza, sua intensidade de brilho, seu valor…. Cada uma delas em um degrau na escada que leva ao Criador. Cada gema foi engastada no colar de Deus por um de seus Filhos Auto-Eleitos: Fo-Ji, Osíris, Orfeu, Buda, Krishna, Quetzalcoatl, Moisés, Jesus…

Nossa história está diante de nós, ávida por abrir suas páginas e se revelar. Saibamos lutar como valentes guerreiros e buscar nos campos de batalha contra nós mesmos o fio que nos religará à tão almejada Felicidade.

 

Heloisa Pereira Menezes
Nutricionista, Especialista em Logística e Instrutora de Gnose