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4 jul 2018

MORTE: COMPREENDÊ-LA PARA VIVER MELHOR

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MORTE: COMPREENDÊ-LA PARA VIVER MELHOR

Do ponto de vista biológico, a morte é necessária para a evolução da vida, seja para alimentar outros seres (no caso de animais e plantas), seja para o aperfeiçoamento genético pela transmissão aos filhos das melhores características do pai e da mãe.

Para a maioria das culturas e religiões, a morte é um fenômeno espiritual ligado ao encerramento da existência física, quando são cotejados, numa espécie de julgamento, os bons e os maus atos para definir o futuro do ser que perdeu sua vida material. A partir desse ponto ocorrem as variações no processo post-mortem nas diversas correntes religiosas: para o Cristianismo, por exemplo, só existe uma vida e após ela o ser humano passa pela ressurreição e vai para o céu, ou roda ao purgatório e aos infernos. Já para a grande maioria dos ensinamentos espirituais de todos os tempos, como o Egípcio, Maia, Celta, Grego, Mitraico, Persa, Budista, Hinduista, Tibetano, Gnóstico e tantos outros, a morte indica apenas o encerramento de um ciclo, havendo a oportunidade de regresso a este plano material com um novo e diferente corpo físico.

Nos tesouros gnósticos contemporâneos ensinados por Samael Aun Weor, diferenciam-se claramente três possibilidades para uma nova vida. A primeira e mais corriqueira, chamada de Retorno ou Recorrência, ocorre quando um ser humano comum e inconsciente (algo como 999.999 pessoas em cada um milhão) ganha da divindade um novo corpo físico, sem nenhuma possibilidade de opinião ou escolha. A segunda possibilidade, denominada de Reencarnação (possível a uma em cada um milhão de pessoas, para se ter uma ideia da proporção), acontece quando alguém que esteja trilhando um caminho verdadeiro de evolução espiritual consciente, denominado na gnose de Iniciação, conquista com muito trabalho a possibilidade de escolher onde, quando e como quer reencarnar, justamente para cumprir com consciência sua missão iniciática. E, por último, a terceira possibilidade, muitíssimo rara, chamada de Ressurreição, que é possível a Mestres e Mestras de grande evolução espiritual, os quais passaram por processos energéticos elevadíssimos de transmutação alquímica de seus corpos físico e sutis, como o Osíris egípcio, o Krishna hindu, o Jesus hebreu, a Kwan-Yin tibetana, a Tonantzin asteca, a Perenelle Flamel francesa.

E o mais incrível: são absolutamente convergentes em sua abordagem todos os tradicionais (e não distorcidos pelos homens) escritos de sabedoria da vida e da morte, como o Livro Egípcio dos Mortos, o Ars Moriendi do Cristianismo Antigo, o Livro Tibetano dos Mortos (Bardo Thodol) e o Livro Maia da Vida e da Morte (Popol Vuh). Eles tratam dos mistérios da morte e do retorno a uma nova vida de forma incrivelmente igual, obviamente com as ricas e necessárias nuances culturais, teológicas e idiossincráticas de cada povo em sua época.

O vetor geométrico ou raio que define este círculo de mortes e nascimentos é justamente a Lei de Causa e Efeito, ou Lei do Equilíbrio Universal, ou ainda a chamada Lei da Balança ou do Karma/Darma. O credo cristão aborda as consequências dessa lei com a frase “… e onde (Jesus) há de vir a julgar os vivos e os mortos”.

Além de estudar e ensinar ferramentas para a experimentação direta dos fenômenos da morte física, do desenvolvimento da vida e da Lei da Balança, a Gnose brinda-nos com os Mistérios da Morte Mística, ou eliminação dos defeitos psicológicos como a preguiça, o orgulho, a gula, a inveja… É a isso que se referia Francisco, o Sábio de Assis, ao exprimir com verbo de ouro que “é morrendo (em nossos defeitos) que se nasce para a vida eterna…”.

Sérgio Linke é engenheiro, presidente e instrutor da AGF