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6 abr 2018

Joana D’arc e as Mulheres Guerreiras do 3º Milênio

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Joana D’Arc e as Mulheres Guerreiras do 3° Milênio

 

Joana D’Arc nasceu em Domrémy na França em 1412. Devido à imprecisão dos registros de Joana, estabeleceu-se seu nascimento no dia 06 de janeiro desse mesmo ano devido à simbologia do Dia de Reis. Era uma menina muito religiosa e ajudava seus pais agricultores cuidando do rebanho. Filha de Jacques D’Arc e Isabelle Rommé, seus irmãos eram Jacques, Catherine, Jean e Pierre. Teve uma infância alegre, onde brincava, dançava nas festas dos santos, costurava, ajudava no campo e com os animais, era dócil e gentil segundo suas amigas de infância, Hauviette e Mengette.

Aos 13 anos, Joana começa a ter suas visões. Ela relata que três seres em formas de luz vinham ao seu encontro, descreveu-os como Santa Catarina, Santa Margarida e São Miguel. Joana gostava muito de ir à igreja rezar e foi em um desses momentos que escutou as vozes. Muitas vezes Joana não entendia o que as vozes falavam, mas as ouvia de duas a três vezes na semana. Assim, foi através dessas vozes que Joana soube de sua missão com a França: colocar no trono o verdadeiro Rei.

Quando Joana nasceu a guerra dos 100 anos já atingia seus 75 anos de conflitos. Essa briga entre Inglaterra e França se estendeu ainda por mais vinte anos após a morte de Joana. Mas sua missão iria mudar totalmente os rumos da guerra. Esses conflitos se iniciaram pela falta de um herdeiro homem para a França e foi deflagrada por parte dos dois países: França e Inglaterra. Vários nobres começaram a exigir os tronos através de linhas parentais ou de casamentos, sendo impedidos pela lei Sálica porque, nesse conjunto de regras do século V, está implícito a negação de mulheres da realeza herdarem terras. Assim inicia a guerra dos 100 anos.

Somente com 16 anos Joana decide ir até o Rei como as vozes lhe indicaram. Depois de muito pedir e insistir, o General Roberto de Baudricourt forneceu a ela roupas, armas e escolta até o castelo do rei em Chinon. Chegando à corte ela foi testada várias vezes, incluindo na sua primeira vez no castelo. O Rei Carlos com medo de Joana ser uma infiltrada dos Ingleses se escondeu entre os convidados e colocou no trono um de seus servos. Mas Joana o reconheceu chegando ao salão e abraçando-o disse “meu querido Delfim”, dizendo que estava a pedido de Deus para liderar suas tropas para levar a França à independência. Mesmo assim, ele chamou vários sábios e bispos para que Joana fosse colocada à prova de suas palavras e missão. Ela ficava muito impaciente diante de tantas perguntas repetitivas sobre suas vozes, e dizia “que enquanto a interrogavam os ingleses ocupavam mais espaço”. Convencido de que Joana estava apta divinamente a liderar as suas tropas deram-lhe armaduras, cavalos, tropas, armas e um estandarte de cetim todo decorado de anjos com flor-de-lis (símbolo da França) e com as inscrição de Maria e José. Pierre e Jean D’Arc irmãos de Joana também a acompanharam nas batalhas. Não confundir Jean D’Aulan, seu escudeiro e consorte, com Jean D’Arc irmão de Joana.

A batalha de Orléans foi decisiva tanto para a França quanto para a iniciada Joana. E quando utilizamos o termo “iniciada” queremos nos referir a alguém que optou consciente e voluntariamente pelo caminho da evolução espiritual, sem dogmas e fanatismos, mediante preparação psicológica e espiritual para tanto – este é o sentido gnóstico da Iniciação. Nessa batalha enquanto alguns soldados queriam desistir Joana se coloca à frente das tropas e as lidera através de seu verbo e aos auspícios de Deus. Clama ao inimigo que se renda, pois ela está ali para libertar a França a pedido divino. Nos arquivos da inquisição onde consta o interrogatório de Joana, ela é descrita como forte, amável, guerreira e justa com os soldados ingleses. Venceu a guerra de Orléans, conseguindo assim que o Delfin fosse coroado e reconhecido como o verdadeiro Rei da França. Creitoromo todo iniciado tem um Judas como traidor (dentro da doutrina Gnóstica, Judas como um dos discípulos mais exaltado de Jesus, foi escolhido para representar um grande papel no drama cósmico do Cristo. Judas é uma grande Mestre da Loja Branca), o Delfin foi o de Joana. Quando ela foi capturada pelas tropas inglesas e trancada em uma cela, o Rei Carlos VII não fez nem um esforço para libertá-la. Joana tenta escapar do seu cárcere três vezes, mesmo quando as vozes lhe dizem para não fazer tal ação. A todo tempo ela é instruída pelo arcanjo Miguel e as duas Santas; Margarida e Catarina. Foram elas que disseram a Joana para manter-se sempre com a armadura, como guerreira de Deus e como uma proteção da sua virgindade. Nem na coroação de Delfin fez com que ela a tirasse, colocando somente um tecido por cima da armadura. Sempre antes de entrar em uma batalha Joana tentava negociar com os líderes, pedindo que não houvesse guerra, que fosse evitada a matança de soldados fiéis. Essa atitude demonstra a capacidade de Joana de negociar mesmo sendo analfabeta. A parte do saber poderia ser pequena, porém, a parte do Ser era imensa. Seu fiel escudeiro Jean escrevia suas cartas.

No dia 23 de maio de 1430 ela é capturada e entregue pelas forças inimigas ao Reitor da Universidade da França, o Bispo Gauchon, aliado dos ingleses, manda prendê-la sob várias acusações, começando assim o julgamento de Joana.

Esta grande mulher guerreira e muito à frente de seu tempo, respondia todas as perguntas feitas a ela, mesma sendo prisioneira de inquisição; foi trancada como prisioneira de guerra, sofrendo humilhações e deboches de vários guardas. Na prisão recebeu muitas damas nobres que a defendiam e gostavam da virgem Joana. Depois de meses de sessões de julgamentos, Joana foi condenada à fogueira. No dia 30 de maio de 1431 a Virgem de Orléans foi queimada. Samael Aun Weor, grande Mestre Gnóstico do século XX, descreve no livro Respostas de um Lama:  “Apesar de terem-na queimado, segue vivendo, pois ela logrou a ressurreição e todos os seus átomos físicos se reuniram com o poder da ressurreição”. De maneira que atualmente possui corpo físico, conserva seu mesmo corpo e vive em um templo na Bohemia (Alemanha). Na hora que seu corpo estava queimando não sentiu nada, pois estava rodeada de anjos e Mestres. Manteve-se sempre firme em seu propósito, nunca duvidando das ordens de seus mensageiros e conseguiu chegar até a 5° Iniciação de Mistérios Maiores, ou seja, despertou o fogo sagrado até o Corpo da Vontade Consciente (causal). Esta é outra grandiosidade de Joana e motivo de lisonja para todas nós mulheres: uma heroína e santa francesa que atingiu as mesmas alturas iniciáticas de qualquer outro cristificado da humanidade, como um Jesus, um Krishna, um Osíris e um Quetzalcoatl.

Joana D’Arc fez coisas impossíveis para uma mulher da idade média; em uma sociedade puramente machista e burguesa, onde as mulheres e pobres não tinham voz nenhuma e não podiam participar de nada que fosse relacionada a funções ditas masculinas. Ela tornou-se general de um grandioso exército, venceu muitas batalhas e os homens a seguiam. Lutou não somente em batalhas externas, mas também contra a discriminação, o machismo e a misoginia e, principalmente, suas próprias batalhas internas.

É através de seu exemplo de força, determinação, fé, coragem e verbo mágico que Joana D’Arc inspirou e continua inspirando muitas mulheres revolucionárias do passado e mulheres guerreiras do século XXI, as quais passam, de uma forma ou de outra, por dificuldades parecidas em seus lares, no trabalho e em muitas áreas da vida.

Joana compõe a Galeria Solar dos Cristificados no planeta Terra. Seu alvo brilho de guerreira-virgem ilumina a todos.

Louvada sempre seja a Virgem-Cristificada Joana D’Arc !!!

 

Josi da Silva Corrêa – Instrutora e Vice-presidente da AGB