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24 maio 2017

EGO: Psicologia de Autoconhecimento em Diversas Culturas

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EGO: PSICOLOGIA DE AUTOCONHECIMENTO EM DIVERSAS CULTURAS

 

O estudo da psicologia humana não é tão recente quanto imaginamos, vem muito antes de Freud, Jung ou Lacan; em realidade esteve presente em todas as grandes civilizações. O conhecimento psicológico tem estado presente na vida da humanidade, ainda que de maneira oculta e, algumas vezes, sob a forma de arte, de ciência, através das religiões ou da filosofia; não importa a roupagem que este conhecimento se revestiu, devido à ética, moral e preceitos de determinada época, mas sim que sempre foi estudado.

As religiões Confessionais (institucionalizadas hierarquicamente e que se colocam como único caminho para chegar a Deus, baseadas na Confissão de Crença) sempre colocaram tanto a bondade e o divino, no arquétipo de Deus, como a maldade personificada no diabo como algo externos; já as religiões Iniciáticas sempre ensinaram que dentro de nós mesmos está toda bondade e toda maldade, sendo que essa bondade (nossa parte divina que hoje se encontra dividida em várias partes autônomas e autoconscientes) também são nossas virtudes; já a parte ruim em nós, nossos erros e pecados,são constituídos pelos egos. O termo Ego em psicologia gnóstica tem sentido diferente da psicologia oficial: enquanto naquela o Ego personifica nossos defeitos humanos que podem e devem ser eliminados (orgulho, preguiça, inveja, ira etc.), nesta forma contemporânea de estudo da psique o ego é a imagem ou personalidade que cada um tem de si, o que determina seus instintos e ações externas, podendo, portanto, ser educado e administrado. Assim, gnosticamente falando, os “egos” ou “demônios” (tanto externos quanto internos ao ser humano) no antigo Egito eram conhecidos como os Demônios Vermelhos de Seth, na Grécia era o estudo da Filocalia, para os Astecas era sintetizado em Xolotl, os Maias os chamavam de Senhores de Xibalbá, os Hindus de Asuras, no Budismo Tibetano são chamados de Narakas, os Zoroastristas os conheciam como Ahrimã, para a linha gnóstica dos persas-mulçumanos – os Dervixes dançantes os chamam de Íblis e na Cabala Hebraica de kliphos.

O “Ego” segundo o conhecimento gnóstico difere muito do entendimento científico e acadêmico. Quando estudamos o ego, podemos ver que este não é apenas um componente da psique humana, mas milhões de defeitos psicológicos que em sua soma constituem o Ego ou o Mim Mesmo, e são muito mais complexos e profundos do que estamos acostumados a estudar, ou seja, atuam em todos os 49 níveis da mente.

Segundo a psicologia científica, fundamentada em Sigmund Freud, o Ego designa na teoria psicanalítica uma das três estruturas do modelo triádico do aparelho psíquico (Id, Ego e Superego). Isso leva a uma confusão muito grande, pois, segundo a teoria psicanalítica, o ego seria uma dessas entidades do modelo triádico e que constitui um dos níveis de consciência e que forma a mente humana; porém, sabemos, mediante a psicologia gnóstica, que níveis de consciência,  consciência e mente são coisas totalmente distintas e não têm, ou não deveriam ter, ligação com o ego, ou seja, o ego não é um nível de consciência e muito menos forma a mente… e o ego não é a consciência.

Na psicologia gnóstica os egos são nossos defeitos psicológicos, é aquilo que não deveríamos ter, aquilo que foi agregado a nossa constituição interna, é o vilão que não permite que nossa consciência ou essência se manifeste. Diferente da psicologia acadêmica que diz que o ego é criado em nossa própria existência, que é único e dominante; a gnose afirma que o ego é retornante, ou seja, retorna a cada existência; o ego nasce, cresce e se robustece durante todas nossas existências e não é único e dominante, muito pelo contrário é pluralizado, dividido e sem conexão.

Esses egos são os responsáveis por toda a dor e infelicidade do ser humano, pois estes aprisionam nossa essência ou porção da alma que carregamos em nós. Por isso ele pode e deve ser eliminado de nossa psique, não apenas escondido, reprimido ou administrado, mas sim morto, eliminado, assim como toda e qualquer manifestação sua. Por este motivo os povos antigos como gregos, egípcios, hindus, maias, persas e budistas ensinavam a morte do ego em lições sobre o inferno e sobre a vitória perante o demônio. É isso que chamamos de Aniquilação Budista, morte mística ou morrer em si mesmo. O mestre contemporâneo da psicologia gnóstica SamaelAunWeor através de suas obras Psicologia Revolucionária, A Grande Rebelião, Educação Fundamental, Revolução da Dialética, dentre outras, nos entregou a essência deste conhecimento psicológico que é a base fundamental e o primeiro fator de revolução da consciência, a Morte Mística, para que possamos realizar a Grande Obra – a Autorrealização do Ser.

 

 “Inquestionavelmente, esta falta de unidade psicológica no humanoide é a causa de tantas dificuldades e amarguras”.

“… Nenhum de nós tem um “Eu” verdadeiro, permanente, imutável, eterno, inefável, etc., etc.,”

“Nenhum de nós tem, na verdade, uma verdadeira e autêntica Unidade de Ser; desafortunadamente nem sequer possuímos uma legítima individualidade…”.

“O ego, ainda que continue mais além do sepulcro, tem, todavia, um princípio e um fim”.

“O Ego, o Eu, nunca é algo individual, unitário, unitotal. Obviamente o Eu são “Eus”…”

“… Certamente, jamais poderíamos conhecer a nós mesmos, sem a auto-observação séria e profunda.”

“Enquanto um sujeito qualquer continue considerando-se uno, é claro que qualquer transformação interior será algo mais que impossível”. (Psicologia Revolucionária – SamaelAunWeor)

 

Todos nossos traumas, angústias, brigas, desavenças, tristezas, maldizeres, são obras dessas energias agregadas à nossa psique e que tiveram um início e terão um fim, seja pela mecânica da natureza nos chamados “mundos infernos” ou por nossa própria vontade, com trabalhos conscientes e padecimentos voluntários mediante técnicas específicas de compreensão e eliminação.

No dia 6 de junho, 3ª feira às 19h30,a Associação Gnóstica de Brasília promoverá o seu 33º Curso de Gnose, no qual serão ensinadas, dentre outros temas, as técnicas para a eliminação de toda subjetividade egoica dentro de nós,desenvolvendo nossas virtudes e, liberando assim, nossa consciência para conhecermos as verdades cósmicas e vivermos mais felizes e em harmonia com as pessoas e a natureza.

 

Cleberson Richardes Corrêa é militar do exército, instrutor e presidente da AGB