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8 maio 2018

Budismo Gnóstico: Verdadeira Felicidade com Autoconhecimento, Ética e Iniciação

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Budismo Gnóstico: Verdadeira Felicidade com Autoconhecimento, Ética e Iniciação

 

A sabedoria budista sempre atrai os corações puros. Primeiro, pelo exemplo de vida de seu maior mestre, Sidartha Gautama Sakia Muni, o Buda que viveu há mais de 2.600 anos. Depois, pelos tesouros psicológicos que podem levar à libertação individual do apego e do sofrimento e, com isso, a um mundo mais fraterno, solidário e feliz.

Entretanto, o que é a felicidade ? Segundo a Moderna Psicologia Gnóstica restaurada por Samael Aun Weor, felicidade é a sensação íntima de bem-estar e integralidade, saboreada por quem trabalha sobre si e desperta sua Consciência, conhecendo sua missão no mundo e contribuindo para que todos também sejam felizes.

Neste artigo abordaremos três caminhos gnósticos-budistas para a conquista desta Felicidade Integral: o Autoconhecimento, a Ética e a Iniciação Espiritual.

Em termos de autoconhecimento, o Budismo e a Gnose têm um conceito diferente de Ego que a maioria das correntes filosóficas e psicológicas ocidentais. Para a Gnose o Ego constitui aqueles nossos defeitos psicológicos que levam ao adormecimento da Consciência, ao erro, à dor e à repetição (recorrência) cármica. O Ego, para o Budismo e para a Gnose, constitui o conjunto de valores negativos que na cristandade ocidental foram qualificados como os 7 pecados capitais: ira, orgulho, preguiça, gula, luxúria, inveja, avareza. Essas duas escolas de sabedoria ensinam justamente a eliminar estes egos, ou defeitos psicológicos. Nunca somente reprimi-los ou deixá-los nas “mãos de Deus” para que “nos perdoe”. Mas você deve estar se perguntando: se o ego da ira for eliminado, o que restará ? Exatamente a virtude da Serenidade, da Paz Interior. Alguém que, mediante um intenso e maravilhoso trabalho sobre si, conseguiu eliminar seus egos, adquire as virtudes correspondentes: sai da ira para a serenidade; do orgulho à humildade; da preguiça à determinação; da gula à temperança; da luxúria ao respeito ao sexo; da inveja à admiração pela conquista alheia; da avareza à generosidade. Assim temos um caminho de felicidade própria e para os outros. Por este motivo que no gnosticismo e no budismo dá-se tanta importância às técnicas de Auto-Observação e Auto-Consciência durante cada ato da vida e também à Meditação para a compreensão e digestão psicológica de nosso conteúdo psíquico.

Nossa segunda óptica – a da Ética – está largamente registrada nos antigos textos Budistas e Gnósticos. Se refletirmos que a ética é a ação voluntária que busca o bem comum, nela encontraremos as bases para um mundo fraterno, solidário, justo e feliz. No Budismo temos o Caminho Óctuplo de Buda, onde o Mestre Iluminado nos exorta, por exemplo, a ter reta compreensão, reta fala, reta ação, honesta maneira de ganhar a vida, reta concentração (não se esquecer de si mesmo) e reto uso das energias sexuais. Por acaso o leitor não encontra nesses preceitos as vias éticas para um mundo mais feliz ? Ou, por outro lado, a inobservância desses preceitos não nos levaram ao mundo atual, eivado de egoísmo, de competição, de consumismo irresponsável, de desonestidade, de corrupção e de decrepitude sexual da sociedade ? Por isso que asseveramos, com tranquilidade e sem receio de nos equivocarmos: uma sociedade ética e feliz pode ser construída a partir de indivíduos que sigam os Oito Preceitos Budistas ou o Terceiro Fator de Revolução da Consciência dos Gnósticos, que nos ensina a Servir Desinteressadamente a Humanidade.

Nossa terceira visão, a da Iniciação Espiritual, vai mais além da mera espiritualidade e da religiosidade comum, da famigerada busca da salvação e dos exercícios religiosos, com seus rituais e práticas devocionais individuais ou coletivas. Iniciação, para a Gnose de Samael e para o Budismo Tântrico Tibetano (Vajrayana) significa vencer a si mesmo para servir a Deus, encarnando Sua Obra e ajudando todos os seres a fazê-lo, conquistando com esforço próprio o Nirvana Budista ou as Altas Iniciações Gnósticas, cujo cume é denominado de Cristificação na linguagem dos primitivos gnósticos gregos. Iniciação não se compra e não se vende, nada tem a haver com status social ou econômico; não se conquista a iniciação lendo livros ou indo a igrejas e templos; iniciação é a vida retamente vivida, num constante trabalho de depuração íntima (a morte do ego), de transmutação das energias criadoras-sexuais (o tantrismo tibetano) e de Servir desinteressadamente todos os seres.

Então, caro leitor, após décadas lidando diretamente com o sofrimento humano e com a busca das almas pela Luz, com otimismo na humanidade me alegro ao constatar que a sabedoria de Sidartha e de Samael realmente são revolucionárias, pois objetivam a Felicidade através da Auto-realização Íntima do Ser Humano – homens e mulheres, num mundo ético e onde a Obra Divina seja conscientemente construída por cada um e para todos.

Em 2018 teremos Vivências de Budismo Tibetano nos meses de julho (Associação Gnóstica de Brasília) e setembro (Associação Gnóstica de Fortaleza), onde serão ensinadas técnicas iniciáticas de autoconhecimento, como mantras, magia dos sinos tibetanos, confecção de mandalas arquetípicas, yoga do rejuvenescimento (Lamaserias), estudo do Bardo Thodol (o Livro Tibetano dos Mortos), práticas devocionais a Kwan-Yin e muito mais.

 

Sérgio Geraldo Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Fortaleza