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6 set 2016

A Gnose do I Ching – o Livro das Mutações

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A Gnose do I Ching – o Livro das Mutações

 

Desde a mais remota antiguidade o ser humano procura compreender o mundo em que vive e o que se passa dentro de si mesmo.

Um dos mais antigos ensinamentos para organizar e transmitir esse conhecimento é conhecido como I Ching, o Livro das Mutações, que expõe as razões do Universo e do Homem e o caminho para que ambos sejam UM novamente.

O termo I significa mutação, contém em seu ideograma chinês o sol e a lua, o Yin e o Yang, e deve ser compreendido no sentido de mudança, permanência, transformação e síntese.

Há cerca de sete mil anos, na região conhecida como o “Grande Pântano do Sonho e da Nuvem”, a atual China, o sábio dos sábios Fu Xi criou oito símbolos com três linhas – os trigramas – para representar as grandes potências da Natureza: o Céu e a Terra, o Fogo e a Água, a Montanha e o Lago, o Trovão e o Vento. As linhas podem ser contínuas, representando o polo Yang, ou interrompidas, o polo Yin.

O sábio gnóstico Samael Aun Weor relata em suas obras que Fu Xi é um verdadeiro cristo chinês, concebido pela imaculada Hoa-Se às margens de um rio. Samael também ensina, em seu livro Logos, Mantras e Teurgia, que a linguagem de ouro, o idioma universal e a gramática cósmica perfeita se encontram nos caracteres chineses.

A partir da combinação dos oito trigramas, Fu Xi elaborou sessenta e quatro símbolos com seis linhas – os hexagramas, constituindo a sequência do Céu Anterior.

Por volta de 1.100 a.C, outro sábio, o Rei Wen, escreveu um pequeno texto sobre cada um dos sessenta e quatro símbolos, criando um novo ordenamento, o céu Posterior. Seu filho, o Duque de  Zhou, analisou cada um das linhas em versos plenos de parábolas e metáforas.

Esse material é composto por 4.900 caracteres e forma o I Ching original, que traduzidos para uma língua ocidental ocupariam quarenta páginas.

Passado algum tempo, a humanidade perdeu o entendimento do I Ching, tornando-se  necessário que outro sábio, Confúcio (551-479 a.C.), escrevesse várias obras revelando o significado dos hexagramas.

Os estudos de Confúcio são denominados de Dez Asas pelos chineses, que fazem uma analogia do I Ching com um pássaro: as criações de Fu Xi são a cabeça; os textos do Rei Wen são o corpo; os versos do Duque de Zhou são a cauda; e os comentários de Confúcio são as asas. Sem as asas, um pássaro não pode voar.

O I Ching sempre foi usado de maneira oracular. Inicialmente com o aquecimento de carapaças de tartarugas ou ossos de boi, depois com o lançamento de varetas de milefólio ou bambu – cujo processo leva perto de meia hora.

Durante a dinastia Chung do sul (1127-1279) foi desenvolvido o método oracular das moedas, que obtém o hexagrama em alguns minutos, popularizando-se rapidamente.

Ressaltamos que todo processo de consulta, desde a reverência inicial ao livro, a disposição dos equipamentos utilizados na mesa, a purificação com incenso das varetas ou moedas, a concentração interior, o desenho numa folha de papel do hexagrama obtido, a leitura do texto, sua interpretação e por fim a guarda do I Ching no seu envoltório próprio reveste-se de um caráter sacro que os ocidentais muitas vezes negligenciam.

Em 15 de outubro a Associação Gnóstica de Brasília promoverá workshop especial sobre a filosofia do I-Ching e seu uso oracular. Inscreva-se já.

 

George Peel é engenheiro e presidente do Instituto Gnóstico Interdisciplinar em Santos