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2 mar 2017

100 ANOS DO BODHISATWA DE SAMAEL

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100 ANOS DO BODHISATWA DE SAMAEL

 

O AVATARA DA SÍNTESE

Sabemos que durante toda a história da humanidade existiram sempre quatro formas de passar o conhecimento: através da ciência, da filosofia, da arte e da mística ou religião. Tudo que sabemos hoje em dia, em nosso mundo “dito moderno”, nos foi passado através dessas 4 linhas do “Saber”, porém cada uma delas nos ensina apenas uma parte do todo ou uma única visão de determinado conhecimento; para conhecermos a fundo temos que ter uma visão holística integrando as 4 formas de passar o conhecimento ao mesmo tempo. O Mestre Samael, como o Avatara da Síntese, soube magistralmente passar a “Gnose” dentro dessas 4 formas de ensino, integrando todas para que tivéssemos uma visão mais ampla de tudo, sintetizando, assim, toda uma complexa jornada da alma em ensinamentos intuitivos (filosofia), com a ciência tradicional cartesiana ou a ciência de aquário com instrumentos internos de pesquisa através das práticas espirituais (ciência/comprovação), mediante emoções superiores e linguagem da alma (arte) e colocando Deus em tudo (magia, mística, religião). Resumidamente vamos abordar agora cada uma delas:

 

CIÊNCIA

 

– A ciência é a base concreta da experiência da verdade, da realidade. O Mestre Samael nos ensinou que o verdadeiro espírito gnóstico é completamente científico e isso significa ser um amante da verdade e não apenas um adorador de crenças.

No mundo moderno, as pessoas substituíram as crenças religiosas pelas crenças científicas e continuam 100% crentes, defendendo a sua “fé” com unhas e dentes, dizendo que: “a ciência comprovou, então é assim.”

Bom, mas então, como podemos integrar-nos com a ciência, se não podemos acreditar em nada que nos dizem? Nós podemos acreditar nas coisas que nos parecem coerentes, mas não devemos nos conformar com isso. Aí está o espírito científico. E mais: existem formas de acessarmos a realidade, a verdade, mais além dos fenômenos físicos, os quais são tão somente consequências do que ocorre em vibrações mais sutis da natureza, ou seja, em outros planos.

Os sábios da antiguidade apoiavam suas descobertas à base de muita observação e meditação sobre os fenômenos, para que pudessem conhecê-los por dentro e por fora. Dessa forma, desenvolvemos uma capacidade de intuir os princípios por trás das formas e conhecer sua verdade intrínseca. Na natureza, a ciência está relacionada à terra firme, à experiência concreta. No homem, corresponde à sua capacidade de comprovar por si mesmo.

Podemos dizer, então, que a ciência moderna é um conjunto de conhecimentos obtidos mediante observação, raciocínio e experimentação, com base em um método científico. Porém na antiguidade a palavra ciência ou “Scientia” tinha uma significação mais ampla e se referia principalmente a um saber esotérico que dizia ser um conhecimento mais profundo e elevado de todas as coisas.

Ainda que para a ciência moderna o termo exotérico e esotérico poderia ter um caráter quase que pejorativo, é importante saber que muitas dessas ciências tiveram sua origem nas chamadas “ciências tradicionais”, assim temos que a química originou-se na alquimia, a astronomia na astrologia e muitas outras.

O conhecimento gnóstico vai muito além das análises normais do subjetivismo do intelecto e extrapolam os sentidos físicos. Suas revelações e descobertas são diretas, intuitivas; excluem radicalmente as operações intelectuais de tipo subjetivo e não tem nada a ver com experiências ou coleta de dados fundamentalmente sensoriais; muito pelo contrário, os dados são todos extrassensoriais.

Já é hora de repensarmos em o que é ciência, pois o que dizemos que é magia ou mistério hoje, amanhã se torna ciência; e já vimos isso acontecer ao longo da história muitas vezes.

As ciências ocultas por não seguirem os mesmo mecanismos de pesquisa e a mesma metodologia da ciência acadêmica, não são consideradas como ciência e não são levadas a sério e quando algum especialista se envereda para esse lado mais esotérico, já excluído da comunidade científica.

Felizmente com a energia Aquariana, a ciência atual está caminhando para as mesmas conclusões que a ciência esotérica e um dia as duas irão se mesclar e formar a verdadeira ciência universal.

O Mestre Samael tornou acessível a ciência gnóstica ou esotérica através de seus variados instrumentos internos de pesquisa mediante as inúmeras práticas que nos deixou em sua maravilhosa e libertadora doutrina.

 

FILOSOFIA

 

A filosofia, assim como a ciência, é a capacidade de buscar respostas. E ao mesmo tempo, também é o resultado dessa busca, que é a compreensão. Aplicado ao homem corresponde à capacidade de reflexão, que é a mola propulsora da ciência, da arte e da religião. Não existiria conhecimento se não fosse a filosofia.

Através da reflexão e meditação, buscamos compreender os princípios que se expressam na natureza sob inúmeras formas. Ao contrário do que muitos pensam, filosofia não é aprender o que disseram os filósofos do passado; isso é a “história da filosofia”, mas não a filosofia. Para ser um filósofo, basta começar a analisar os detalhes que compõem a vida e os princípios que os regem. Disso advém o fenômeno transformador da compreensão.

Ao invés de ficar somente repetindo o que e como outros pensaram (Aristóteles, Platão, Kant, Spinoza, etc.), o filósofo gnóstico busca a sabedoria utilizando a Consciência Desperta.

Na filosofia gnóstica utiliza-se a intuição como principal ferramenta para explicar a origem e a essência das coisas.

O Mestre Samael nos ensinou diversas práticas para desenvolver este maravilhoso sentido de pesquisa filosófica que é a intuição.

 

ARTE

Existem centenas ou até infinitas expressões da arte, então como conciliar todas elas em uma só coisa para poder definir o que é a arte? Se analisarmos, a arte se reduz ao “processo de transformação” de algo que estava em estado bruto; seja uma tela em branco em uma paisagem, uma pedra bruta em uma escultura ou sons que ordenados adequadamente se transformam em melodias, concertos, etc.

 

Transformação. Essa é a essência da arte. E da mesma forma que o artista trabalha em sua obra prima, cada indivíduo deve trabalhar em seu interior. Cada indivíduo é semelhante a um diamante em estado bruto que precisa ser lapidado e depois polido, para que então o seu brilho apareça. O Mestre Samael nos ensinou a realizarmos esta arte, em nós mesmos, com os três fatores da revolução da consciência.

 

A arte atual é comercial e subjetiva, despertando, na maioria das vezes, emoções inferiores. O que dizer de um quadro surrealista, de uma escultura disforme ou de uma música funk? A arte subjetiva vem do conhecimento do egóico.

 

A arte objetiva retrata os valores da alma, incita o ser humano a buscar seu crescimento, desperta emoções superiores e nos ensinam coisas sublimes, se a estudarmos com olhar de investigador. Lembremo-nos da Santa Ceia de Leonardo da Vinci, do Davi de Michelangelo ou de uma Sonata de Bach. Esta arte objetiva vem de nossa alma, de regiões sublimes dos mundos superiores e é por isso que nos propicia a conexão com a divindade ou nos mostra um conhecimento superior.

 

Na natureza, quem opera em contínua transformação é o fogo; nos homens, esse fogo é a energia criadora, ou seja, a força motriz que quando não trabalhada, se torna aquilo que destrói tudo ao redor, mas que quando sabiamente dominada permite temperar os metais e trabalhar na transformação de todos os demais elementos que carregamos dentro, transformando-os em potencial criativo. Quando aprendemos a transformar nossos valores inferiores em superiores, ou seja, nossos egos em virtudes, realizamos a Arte Régia, a maior de todas as artes e de todas as transformações; transformamos a nós mesmos em Deuses.

O Mestre Samael nos ensina em uma linguagem para a alma, nos ensina a desenvolver emoções superiores para podermos captar todo o conhecimento da arte superior e podermos interpretar a simbólica linguagem da alma.

 

MÍSTICA / RELIGIÃO

 

Ao mencionarmos religião, é importante que se tenha em conta que não estamos falando de formas religiosas, mas sim de realizar a conexão com a Divindade, “o religare”. A religiosidade é uma das maiores necessidades humanas. Por isso não é raro encontrarmos pessoas que buscam essa conexão através da realização de alguma outra coisa, pois aquilo se torna o substituto da sua religiosidade.

Alguns fazem essa substituição da religiosidade pelo dinheiro ou pela realização profissional. Outros perseguem a fama como um substituto para preencher esse “vazio de finalidade existencial”, e idolatram essa finalidade como algo que dê plenitude. Outros preenchem esse vazio com muitos relacionamentos e outros preenchem com as palavras de conforto de algum padre ou pastor, ou talvez com algum livro ou objeto considerado sagrado.

Porém religião é um estado de consciência, de integração com a vida que é Deus e para isso nem sempre existe a necessidade de alguma ideologia ou crença, mas sim aprender a perceber essa presença e essa conexão que temos com tudo que é vivo. Existem, portanto, pessoas que são profundamente religiosas e sequer acreditam em Deus; outras que oram todos os dias, mas nunca conseguiram estabelecer uma comunicação com o Criador. Pode parecer incrível, mas se não conhecermos o sentido da verdadeira oração, seria mais útil (a fim de integrar-se com a divindade) regar uma planta do que olhar para os céus.

Na experiência humana, vamos encontrar a relação direta da religião com a sexualidade, pois é no ato sexual que homem e mulher se tornam a imagem e semelhança do Criador, com o poder de criar. É nesse momento que, se estiverem tomados pelo mais profundo amor, transcendem a experiência individual e se conectam com a vida em movimento produzindo assim a transcendência.

A mística religiosa Gnóstica ensinada pelo Mestre Samael nos mostra ferramentas para que encontremos Deus por nós mesmos e trilhemos o caminho de perfeição.

 

O Mestre Samael nos ensina que, com esses quatro pilares trabalhados em nosso interior, vivenciamos a gnose em sua plenitude.

Porque a Religião sem Ciência é algo estéril e inalcançável, impossível de ser comprovado ou vivido. A Ciência sem Religião é o mais puro materialismo ateu, e avanços que mais causam dano do que beneficiam o que é eterno e atemporal.

Uma Religião sem filosofia torna-se um grande conjunto de regras sem a presença do espírito.

A Filosofia sem ciência, transforma homens em pensadores que gastam em vão suas forças vitais.

A Própria Arte sem religião, torna-se uma arte vulgar e voltada a perversão do homem. A Arte sem ciência nos traz temas que não nos servem de útil nem de questões que possamos vivenciar.

A Arte sem filosofia, nos traz uma arte morta, sem a presença do espírito, sem que nos dê uma reflexão espiritual dos fatos apresentados.

A Arte por arte não nos serve, assim como a religião por religião, ou a ciência por ciência assim como a filosofia pela filosofia.

 

 

Isto são expressões da Gnosis, do conhecimento, que devem atuar unidos e juntos em um mesmo ponto matemático, se é que anelamos verdadeiramente realizar a Grande Obra.

Nós devemos ser práticos, devemos ser místicos, devemos ser artistas e inspirados filósofos.

Porque nestes quatro campos de atuação, se expressa a Consciência e da união destes, se manifesta o Espírito.

Nos mundos internos, há templos aonde um simples quadro tem mais sabedoria do que todos os livros que na terra já foram escritos até hoje. Uma única pintura mágica.

No próprio mundo físico, há símbolos, há esculturas, há pinturas, que resumem tomos e tomos de conhecimento espiritual.

O Problema é que não somos artistas, não somos filósofos, não somos místicos nem cientistas e por esta falta de expressão de consciência artística, não conseguimos interpretar, por falta de uma atitude filosófica não conseguimos inquirir, analisar e compreender o que ali está expresso, nos falta mística para sentir e perceber o oculto por detrás do símbolo e da alegoria, nos falta a ciência para que levemos a prática o que está expresso nas Obras de Mestre Samael.

Abaixo uma citação do Mestre Samael referente ao seu trabalho na segunda Iniciação de Mistérios Maiores:

 

“Se escrevesse detidamente tudo aquilo que nós, os místicos, experimentamos nas 33 câmaras santas do mundo etérico, encheríamos muitos volumes. Por isso, prefiro falar em síntese”. (As Três Montanhas – SAW).

 

Cleberson Richardes Corrêa, militar e instrutor da AGB